maio 29, 2017 | Polícia
Ponta Porã (MS) – O mesmo foi identificado como, Jari Andrade dos Santos (54) preso pelos agentes do SIG (setor de Investigações Gerais) coordenado pelo delegado Rodolfo Daltro, da Policia Civil de Ponta Porã por volta das 20:30hs, de sábado (28) após supostamente raptar uma adolescente de 13 anos e tentar abusar sexualmente da mesma.
Segundo informações, os agentes do SIG da Policia Civil de Ponta Porã realizada diligências pela cidade quando se deparou com um veículo Siena, cor branca, placa HTF 7508 estacionado em um local suspeito, em uma rua mal iluminada. Cujo motorista ao perceber a aproximação da viatura tentou empreender fuga, sendo imediatamente abordado.
Ao ser realizada a abordagem os agentes do SIG constataram que o automóvel era ocupado por duas pessoas, o motorista, um homem de 54 anos de idade, e uma adolescente de 13 anos, onde a adolescente ao ver os policiais pediu auxilio aos mesmos, pois estaria sendo vítima de estupro.
Durante o procedimento os agentes do SIG identificaram que a menor apresentava várias escoriações pelo corpo, pela que a mesma manifestou que teria entrado no carro do autor para buscar uma chave, momento em que ele teria passado as mãos nas partes íntimas dela e tentado praticar outros atos libidinosos. Diante dessa violência sexual a menor pulou do carro em movimento, tentado se livrar do seu agressor, momento em que se lesionou.
Em seguida o autor a colocou de volta no automóvel, para dar continuidade ao crime sexual. Nesse momento os agentes do SIG chegaram ao local e deteve o ímpeto criminoso do autor, sendo realizada a prisão do mesmo que foi encaminhado ao DP da Policia Civil. O autor foi preso em flagrante pela delegada Sueli Araujo, titular da DAM (Delegacia de Atendimento a Mulher), pela prática de estupro de vulnerável e encontra-se à disposição da justiça.
Fonte: Pora News
maio 29, 2017 | Polícia
Capitán Bado (PY) – Agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai descobriram oito acampamentos usados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para prensar e embalar maconha perto da fronteira com Mato Grosso do Sul. Nos locais foram encontrados armamento de grosso calibre, fardas idênticas às usadas pela polícia paraguaia e pelo menos 35 toneladas de maconha.
De acordo com o ministro da Senad, Hugo Vera, apenas um homem que cuidava de um dos acampamentos foi preso. Segundo ele, existem fortes suspeitas de que os líderes do PCC presentes no complexo foram avisados com antecedência sobre a operação e conseguiram fugir.
Os acampamentos funcionavam na colônia Manto Potrero, zona rural de Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia (MS), a 400 km de Campo Grande.
No complexo de barracos de lona foram encontrados 33 mil quilos de maconha picada, 1.540 quilos da droga já prensada e 800 quilos de folhas da planta, totalizando 35,4 toneladas. O brasileiro identificado como Valdecir Antonio de Oliveira, 43, foi preso em um dos acampamentos.
Armas e munições – Conforme o chefe da Senad, além da maconha os agentes antidrogas encontraram um arsenal formado por armas de grosso calibre, acessórios bélicos e grande quantidade de munição, além de uniformes camuflados, similares aos utilizados pela polícia paraguaia.
Nos acampamentos estavam quatro carregadores para fuzil calibre 5.56 com capacidade para 30 cartuchos, una mira telescópica marca Sniper, um carregador tipo caracol para calibre 7.62 com 74 cartuchos, 250 cartuchos calibre 9 milímetros, 283 cartuchos calibre 7.62, 42 cartuchos calibre 5.56 e nove cartuchos para escopeta. Um binóculo, coletes à prova de bala e uma bota tática também foram apreendidos.

Senad também localizou armas, munição e uniforme semelhante ao da Polícia Nacional (Foto: ABC Color)
maio 26, 2017 | Polícia
Campo Grande (MS) – Homem identificado como Jazão Ferreira da Silva, de 58 anos, disse à polícia que a droga encontrada na casa dele era para consumo próprio e seria usada durante o ano inteiro. Ele e outros dois comparsas Aloízio Ferreira da Silva, 59, e Raimundo Pedro Pereira, 39, foram presos na quarta-feira com 11 quilos de maconha em residência do bairro Jardim Botafogo, em Campo Grande.
Segundo informações do delegado João Paulo Sartori da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), a polícia recebeu denúncia de que casa localizada na Rua Centro Oeste funcionava como depósito de drogas.
Investigadores foram até o local e encontraram os homens com a maconha. Eles descobriram que os criminosos abasteciam outras bocas de fumo da região e não comercializavam diretamente para usuários de drogas.
Além da droga, no local foram encontradas 34 munições calibre .9 mm, 14 de .40, quatro de .38 e uma de revólver calibre .22. Segundo o delegado, todos os projéteis são de uso restrito da polícia.
Os investigadores questionaram se havia alguma arma na casa e foram informados que o revólver calibre.38 estava na residência da filha de Jazão, no bairro Pioneiros. A arma foi apreendida e levada para a delegacia.
Sartori informou que todos os envolvidos tinham passagens na polícia por tráfico de drogas, sendo que Jazão foi presos outras duas vezes pela Denar e Raimundo cumpria pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão.
Eles serão indiciados por tráfico de drogas.
maio 26, 2017 | Polícia
Investimentos fazem parte da 4ª etapa do programa, cujos investimentos somam R$ 114 milhões que vem sendo usados na compra de viaturas, armamento e melhorias na segurança pública
Campo Grande (MS) – Nesta sexta-feira, em evento às 15h na Praça do Rádio Clube, o governador Reinaldo Azambuja irá entregar 115 novos veículos adquiridos para reforçar policiamento na Capital e interior. As entregas fazem parte do Programa MS Mais Seguro, cujos investimentos somam R$ 114 milhões que estão sendo aplicados na reestruturação da segurança pública do Estado. Nas ruas, a população da Capital diz já sentir os efeitos das entregas que vêm sendo feitas desde o ano passado.
Somente nesta quarta etapa estão sendo investidos R$ 43 milhões na aquisição de 300 veículos que irão beneficiar as Polícias Civil e Militar, Perícia, Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e Corpo de Bombeiros.
No evento de sexta-feira, que será aberto à população, serão entregues 115 novos veículos, entre viaturas modelo Trailblazer e carros descaracterizados, para atender forças de segurança de Campo Grande, Bandeirantes, Corguinho, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Rochedo, Sidrolândia e Terenos.
Além das viaturas que serão entregues amanhã, o Governo do Estado irá distribuir o restante da frota entre os municípios do interior. Somente do modelo Trailblazer foram adquiridos 195 veículos, via licitação que permitiu a economia de R$ 14 milhões em relação ao preço de mercado. As viaturas possuem câmbio automático, tração 4×4 e já vem equipadas com sistema de rádio, giroflex e 90 mil quilômetros de revisão garantidos com a compra.
Confiança
“Viatura nova e equipamento novo – armamento longo, munição não letal – facilitou muito nosso trabalho. Com essa estruturação da PM melhorou nosso poder de resposta perante a sociedade”, explicou o soldado Jeferson Borher, da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), sobre as entregas que vem sendo feitas desde o ano passado.
O resultado é sentido pela população nas ruas da Capital e interior, onde já é possível visível o aumento de viaturas, de armamento e de policiais para atender tanto às ocorrências como promover rondas preventivas aumentando a segurança.
No Centro de Campo Grande, comerciantes comemoram o retorno dos clientes que agora se sentem mais seguros durante as compras. “A gente vê constantemente os policiais militares aqui em todos os horários, o que ajuda porque antes tinha muito furto e estava espantando os clientes. Agora realmente está ficando bom”, afirmou o supervisor de vendas Cleverson Sandim, de 25 anos.
Além do reforço na região central, os bairros tiveram incremento de viaturas e equipamentos. O resultado é maior policiamento nas ruas no dia-a-dia da população. A presença da viatura da PM na ronda preventiva do Nova Lima surpreendeu o autônomo João Caiçara, de 52 anos, que foi ao bairro vender livros em uma escola. “A presença deles dá mais segurança para o povo”, avaliou.
MS Mais Seguro
Criado para reestruturar a segurança pública do Estado, o Programa MS Mais Seguro está em sua quarta etapa. Na primeira, foram entregues 230 novos armamentos, 137 equipamentos de proteção individual e 67 viaturas, com investimentos de R$ 6,8 milhões. A segunda entrega contou com 903 munições, 265 armas, 2.383 equipamentos de proteção pessoal e 154 viaturas, que somaram R$ 11 milhões. Na terceira etapa, foram 85 viaturas, 60 armamentos e 3.582 equipamentos de proteção no valor de R$ 14 milhões.
Nesta quarta etapa, estão sendo entregues 314 viaturas, sendo 137 destinadas à PM, 120 à Polícia Civil, 07 para a Agepen, 10 para a Perícia, 36 ao Corpo de Bombeiros e 04 à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que somam investimentos estaduais de mais de R$ 43 milhões.
maio 24, 2017 | Polícia
Investigações da Polícia Federal que resultaram hoje no cumprimento de mandados de prisão em Mato Grosso do Sul e em outros quatro estados apontaram que através de bilhetes, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, envia ordens do presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, para advogados e integrantes de sua família. Dessa forma gerenciou, pelo menos, durante o último ano e meio, a diversificação de seus negócios.
Agora, além do tráfico de drogas, o criminoso lucra com a exploração de serviços como a venda de botijões de gás até um percentual nas máquinas de caça-níqueis instaladas em três comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os lucros, de acordo com os investigadores, chega a R$ 1 milhão por mês.
Nesta manhã, foram presos um dos filhos do criminoso na Paraíba e um braço-direito do traficante no Ceará. A PF também prendeu Alessandra da Costa, irmã do traficante e apontada como sua conselheira. Débora da Costa, outra irmã, moradora da Ilha do Governador, foi conduzida para prestar depoimento na Polícia Federal.
Os policiais cumprem 35 mandados de prisão, 27 de condução coercitiva e 86 de busca e apreensão nos estados do Rio, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Ceará e no Distrito Federal. As principais áreas de atuação de Fernandinho Beira-mar são três comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense: favela Beira-Mar, Parque das Missões e Parque Boavista.
Após um ano e dois meses de investigações, a PF descobriu que o gerenciamento de Beira-mar levou sua organização a atuar como uma milícia. Os rendimentos são obtidos com a venda de botijões de gás, cesta básica, mototáxi, venda de cigarros e até com o abastecimento de água. O traficante é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Nas investigações, a Polícia Federal descobriu que para fazer o esquema funcionar o criminoso contava com a colaboração de presos da penitenciária federal onde cumpre pena. Beira-Mar repassava bilhetes o vizinho de cela que entregava para a mulher durante a visita íntima. A companheira do detento, que não teve o nome revelado pela Polícia Federal, levava para uma digitadora, em Porto Velho, que após digitalizar o recado. Em troca, a mulher do preso tinha estadia e transporte pagos pela quadrilha de Fernandinho Beira-mar.
Após a digitação da ordem, a digitadora enviava por email ou por mensagens de telefones celulares para integrantes da quadrilha do traficante. A cada semana, em média, um novo email era criado. Assim, Beira-mar tentou evitar o flagrante de ter algum bilhete apreendido com a sua caligrafia. Em 2010, vários bilhetes escritos pelo criminoso foram apreendidos pela polícia. Essa digitadora, que teve a prisão decretada pela Justiça, também cuidava da compra de passagens aéreas para que parentes viajassem do Rio a Porto Velho para visitar o traficante. Por semana, Beira-mar gastava R$ 20 mil em passagens aéreas.
Nas investigações da PF não se encontrou nenhum indício de participação de agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que auxiliaram nas investigações. Foi um grupo de agentes que encontraram em agosto de 2015 um bilhete rasgado, escrito por Beira-Mar, nos fundos da marmita de refeição servida na unidade. Outros bilhetes foram apreendidas dando início ao inquérito aberto em março de 2016.
ATUAÇÃO
Desde 2006, Fernandinho Beira-Mar está preso em uma penitenciária federal. Em 2007, a Polícia Federal investigou o criminoso e descobriu que, apesar da vigilância, ele manteve o fornecimento de drogas (maconha e cocaína) para a maior facção de drogas do Rio. A investigação da PF, na ocasião, levou 19 pessoas para a prisão.
A operação Fênix, como foi chamada, descobriu que Beira-mar escolheu a mulher, Jacqueline Alcântara de Morais para sucedê-lo no comando da quadrilha. Na ocasião, 19 pessoas foram presas e condenadas pela Justiça Federal do Paraná.
Em condenações, o traficante acumula penas que somam quase 320 anos de prisão em crimes como tráfico de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídios.
Em 2015, o criminoso foi condenado a 120 anos de prisão apontado como responsável liderar uma guerra de facções, em 2002, dentro do presídio de segurança máxima Bangu I, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, quando quatro rivais foram assassinados.
maio 23, 2017 | Polícia
Em artigo publicado no UOL nesta terça-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu o acordo firmado com os empresários da JBS, comandada por Joesley Batista.
No texto, Janot afirmou estar convicto de que tomou a decisão correta, “motivado apenas pelo desejo de bem cumprir o dever e de servir fielmente ao país”. Ele argumentou que a delação é “muito maior que os áudios questionados” e justificou a concessão de imunidade penal aos delatores.
Na publicação, o procurador-geral relata que foi procurado pelos irmãos Batista em abril deste ano, que entregaram crimes graves em andamento.
“Trouxeram eles indícios consistentes de crimes em andamento – vou repetir: crimes graves em execução –, praticados em tese por um senador da República e por um deputado federal”, escreveu Janot, sem citar os nomes de Aécio Neves (PSDB-MG) e Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), agora afastados de seus cargos.
“Os colaboradores, no entanto, tinham outros fatos graves a revelar. Corromperam um procurador no Ministério Público Federal. Apresentaram gravações de conversas com o presidente da República, em uma das quais se narravam diversos crimes supostamente destinados a turbar as investigações da Lava Jato”, segue o procurador.
O PGR ressaltou ainda que foram apresentados “documentos e informações concretas sobre contas bancárias e pagamentos de propinas envolvendo quase duas mil figuras políticas”.
Janot escreve que, apesar de os benefícios parecerem “excessivos” agora, a não celebração do acordo seria pior para o país. “Jamais saberíamos dos crimes que continuariam a prejudicar os honrados cidadãos brasileiros, não conheceríamos as andanças do deputado com sua mala de dinheiro, nem as confabulações do destacado senador ou a infiltração criminosa no MPF”, destacou.
Ele encerra o texto afirmando estar “serenamente convicto”de que tomou a decisão correta:
“Finalmente, tivesse o acordo sido recusado, os colaboradores, no mundo real, continuariam circulando pelas ruas de Nova York, até que os crimes prescrevessem, sem pagar um tostão a ninguém e sem nada revelar, o que, aliás, era o usual no Brasil até pouco tempo”.