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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026
Movimento Concertos apresenta obra inédita de Radamés Gnattali

Movimento Concertos apresenta obra inédita de Radamés Gnattali

Movimento Concertos apresenta obra inédita de Radamés Gnattali

O projeto de extensão Movimento Concerto da UFMS apresenta o concerto “Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grade”, com estreia mundial do concerto para dois pianos e orquestra de cordas, de Radamés Gnattali e obras sinfônicas de compositores brasileiros. A apresentação será no dia 25 de agosto, às 20 horas, no Teatro Glauce Rocha, e a entrada é franca.

Com uma estética nacionalista, que mistura cantigas de roda com uma “levada jazzística”, a obra Brasiliana nº 12 faz parte de uma série de Brasilianas, compostas entre 1944 e 1962, e nunca antes apresentada.

O professor Evandro Higa, do curso de Música da UFMS teve acesso à partitura original na década de 1980, quando estudava piano no Conservatório Brasileiro do Rio de Janeiro, com a pianista Maria Guilhermina. Ná época, Higa e a professora decidiram apresentar o concerto, chegaram a contatar o compositor e sua irmã, Aída Gnattali, que era copista e fez as cópias do original para a orquestra.  Por fim, na época o concerto acabou não saindo do papel.

Há alguns anos o professor encontrou a partitura e decidiu retomar o projeto. Para ele, fazer a primeira audição de uma obra é uma responsabilidade muito grande. “É muita responsabilidade apresentar a música de um compositor tão importante no país, mas também é fascinante saber que hoje a música é só papel e vai virar música pela primeira vez”, avalia.

Evandro ressalta que ainda não sabe qual será o resultado, porque os ensaios estão sendo realizados separadamente. Ele, que faz um dos pianos, ensaia na Universidade, o outro piano será executado pelo professor Marcus Medeiros, da Universidade Federal de Juíz de Fora, e a orquestra de Cordas, do município. “Ainda não sabemos como a música vai soar”, explica Higa.

O compositor Radamés Gnattali (1906/1988) foi um arranjador, compositor e instrumentista brasileiro que, por meio de concurso, foi escolhido para fazer a música do Hino de Mato Grosso do Sul.

Serviço: Essa apresentação faz parte da agenda do Projeto Movimento Concerto, que é um projeto de extensão da UFMS, centrado no oferecimento de concertos de música erudita e suas fronteiras.

Paróquia São João Bosco comemora bicentenário do padroeiro

Paróquia São João Bosco comemora bicentenário do padroeiro

Paróquia São João Bosco comemora bicentenário do padroeiro

Nos dias 21, 22 e 23 de agosto a Paróquia São João Bosco realiza a Festa do Padroeiro, em comemoração ao bicentenário de Dom Bosco. Serão três noites de festa com danças e comidas típicas e temáticas, além de shows musicais.

Na sexta, a noite será Sertaneja e o som de Jacqueline Costa. No sábado, noite Árabe com show da banda Ipanema e no domingo noite Italiana, com a animação da banda Classe A. O evento tem início às 18h30.

Além de um prato temático a cada noite, a festa contará com barracas de espetinho, cachorro quente, arroz carreteiro, pastel, bebidas e doces. Está programado também um bazar com itens de artesanato e um espaço kids, com brinquedos e muita diversão.

A Festa do Padroeiro é um dos eventos comemorativos aos 200 anos de nascimento de Dom Bosco, considerado o pai e mestre da juventude. “Para nós é o modelo daquele que acreditou no pedido de Deus e o cumpriu, que olha a juventude, olha a humanidade com olhar de caridade e nos pede isso também. Celebrar seus duzentos anos é lembrar que ele fez grandes coisas em favor do ser humano, é lembrar que ele mudou, junto aos santos de sua época, o olhar da Igreja para o ser humano, que passou a ser visto em sua totalidade”, afirma o pároco, Padre Aldir da Silva.

Mais informações podem ser obtidas no site da paróquia – http://paroquiasaojoaobosco.com.br/ ou pelo telefone (67) 3317-4860.

Inovação em uma sociedade de protagonistas – Por Marcia Esteves Agostinho (*)

Inovação em uma sociedade de protagonistas – Por Marcia Esteves Agostinho (*)

 

No mundo dos negócios, a inovação é considerada um escudo contra ameaças concorrenciais.Em uma sociedade em que os desafios da produção em escala já foram superados, a capacidade de inovar emerge como diferencial de sucesso.  Afinal, não é mais suficiente fornecer produtos e serviços impecavelmente padronizados e à prova de defeitos.  É cada vez mais exigido que eles reflitam as necessidades, os anseios e as perspectivas de consumidores ávidos por se tornarem sujeitos.

Um dos ramos de negócios que ilustram tal transformação é a indústria da televisão.  Na última década, os números do IBOPE vêm caindo consistentemente, como um reflexo desse fenômeno mais amplo, segundo o qual cada expectador quer ser único e, mais ainda, autônomo.  Ele não se satisfaz mais com o conteúdo que lhe é imposto na telinha.  Ele deseja escolher ao que assistir e em que momento.  É então que as alternativas on-demande via internetse tornam uma ameaça para a TV tradicional.Uma vez que as oportunidades trazidas pela tecnologia aumentam vertiginosamente a quantidade de concorrentes potenciais, um desafio maior se impõe sobre a produção de conteúdo.  Hoje, qualquer um é capaz de produzir um vídeo e veiculá-lo na rede.  Ruíram-se as barreiras tecnológicas que protegiam o monopólio sobre a transmissão.

É preciso inovar.  Mas o que é preciso para isso?  Criatividade.  Iniciativa.  E, principalmente, autonomia.  Mesmo assim, autonomia de poucos não gera a inovação de que precisamos hoje.  A figura do herói – aquele que, se não nasce com autonomia, a conquista – tem um raio de ação limitado.  Inovação, nas proporções que desejamos hoje, tem que partir de muitos.  Muitos sujeitos autônomos, em cooperação, em prol de um bem-comum.  Este último é a medida de desempenho de uma inovação.  Os grandes sucessos são as inovações que traduzem demandas compartilhadas– e não aquelas meramente originais ou tecnologicamente sofisticadas, por mais que sejam geniais. Uma maneira de fazer o esforço de inovação voltar-se para o “bem-comum” é congregar a contribuição de várias pessoas.

Um exemplo.  Durante meses, o país parou para assistir à “Avenida Brasil”, por onde desfilavam – não heróis – mas protagonistas.  Foi uma novela praticamente sem coadjuvantes.  Todos os personagens tinham uma história, uma voz, um algo mais que os fazia especiais.  A construção dos personagens e a maneira como refletiam a vida real talvez fosse o que mais nos atraía para a frente da tela.  Inegavelmente, aquele foi um exemplo de inovação na teledramaturgia.

Um dos segredos para esse resultado pode ser percebido na forma de atuação da diretora da novela: autonomia e cooperação.  Primeiro, o autor lhe deu talautonomiaque, nos últimos capítulos, nem mais detalhava a cena, deixando isso a cargo do julgamento da diretora.  Segundo, desobedecendo à convenção, a diretora incentivava improvisos dos atores e convidava a equipe técnica a dar palpites.  Ela decidia, assim, pelo caminho do estímulo àcooperação entre os envolvidos na construção da obra.Tudo isso sem abrir mão de sua autoridade.  Ao contrário, ela a exercia no sentido mais puro do termo: “fazer crescer”. Sua inovação “organizacional” permitiu a inovação no modo de criação.Era como se a população brasileira, em sua impressionante diversidade, estivesse representada em cada membro da equipe e do elenco.  Como consequência, os brasileiros se identificaram.  Sentimo-nos prestigiados: nos tornávamos protagonistas!

(*) Marcia Esteves Agostinho é Doutora em Engenharia de Produção e atua como professora e pesquisadora na Universidade Estácio de Sá

(Marciadecastro1994@gmail.com)

 

 

 

 

 

 

Obsessão por sacis é tema de curta-metragem gravado de jornalista do MS

Obsessão por sacis é tema de curta-metragem gravado de jornalista do MS

O diretor Andriolli Costa com uma das mais de 40 garrafas de sacis feitas para a coleção. Crédito: Magnum Borini

Em agosto, mês do folclore, foram gravadas as últimas cenas de um curta-metragem inspirado em uma das lendas mais conhecidas da cultura popular brasileira: o Saci-Pererê. Em O Colecionador de Sacis, acompanhamos a vida de Mário, um homem de meia idade que vive sozinho com uma coleção de garrafas. Cada uma delas, garante, contém um saci diferente. Quando a mais antiga delas cai e quebra, Mário tem certeza de que o diabinho está solto pela casa, e fará de tudo para capturá-lo outra vez. Inclusive pedir ajuda ao negrinho do pastoreio.

O filme é resultado de uma oficina ministrada pelo publicitário Magnum Borini. Nascido em São Paulo, Magnum fez experiência com oficinas de cinema para jovens e adolescentes. Hoje no Rio Grande do Sul, deu continuidade ao trabalho em que instiga os alunos a produzirem sua própria obra audiovisual. Em meio às diversas sugestões nascidas no curso, a do Colecionador começou a ganhar forma.

Roteirista e responsável pela direção do curta, junto com Borini, o jornalista Andriolli Costa conta que a ideia para o filme veio em umbrainstorm. “Comentei com os colegas que estava lendo muito sobre sacis. Alguém brincou que no RS, enquanto o saci some com as coisas, o negrinho do pastoreio ajuda a encontrar. Era a história que eu precisava!”. Em dois dias, a primeira versão do roteiro estava pronta. O filme está em processo de finalização, e deve estrear ainda em 2015.

O saci e o povo brasileiro

Depois de escrita, a história foi discutida em grupo, num processo que envolveu dois meses de pesquisa e revisão. Toda a produção foi feita pelos alunos da oficina, que contaram com parcerias para executar o projeto. Quem dá vida ao protagonista do filme é César “Coffin” Souza (Zombio 2), veterano com mais de 30 anos de cinema independente. Dalva, a esposa de Mário, é vivida pela professora Rosi Moreira, em sua primeira experiência com audiovisual.

Vincular cinema e folclore não é novidade para Andriolli. Enterros (2015) seu primeiro curta-metragem, também fruto de oficina, era inspirado na lenda dos tesouros enterrados no Paraguai durante a Guerra contra a Tríplice Aliança. Para ele, o grande desafio em qualquer narrativa baseada na cultura popular é fugir das abordagens tradicionais: o infantil e a comédia de um lado, o terror e o trash do outro. “Por isso, desde o começo, insisti para que o Colecionador fosse mais realista e dramática”.

Desta forma, o foco do curta-metragem não é apenas no duende zombeteiro, mas na figura humana. “Mário captura os sacis, como se quisesse livrar o mundo do inconveniente, do perturbador”, reflete Rosi. “A mesma coisa ele faz com seus próprios sentimentos. Ele os guarda, para que não voltem a incomodá-lo”. Quando se fala em folclore, na verdade, se fala sobre cada um de nós.

Contato:

Andriolli Costa – 51 8107-8785

 

 

Devassa: Bernal, Olarte e mais 18 políticos têm sigilo bancário quebrado no TJMS

Devassa: Bernal, Olarte e mais 18 políticos têm sigilo bancário quebrado no TJMS

Devassa: Bernal, Olarte e mais 18 políticos têm sigilo bancário quebrado no TJMS

A Justiça determinou quebra de sigilo bancário de sete vereadores e 13 ex-vereadores, entre eles o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), o atual chefe do Executivo, Gilmar Olarte (PP), a deputada estadual Grazielle Machado (PR) e o secretário Estadual de Cultura, Turismo e Empreendedorismo, Athayde Nery (PPS). A ação é movida contra todos os legisladores que cumpriam mandato na Câmara Municipal em 2008, sob argumento de que eles recebiam valores superiores ao permitido por lei.

Além dos já citados, estão na lista Vanderlei Cabeludo, Magali Picarelli, Edil Albuquerque, Paulo Siufi, todos do PMDB, Airton Saraiva (DEM), Thais Helena (PT), Marcos Alex (PT), Paulo Pedra (PDT) e os ex-vereadores Marcelo Bluma (PV), Sérgio Fontelles, Maria Emília Sulzer, Cristovão Silveria, Clemencio Ribeiro, Celso Yanase e Edmar Pinto Neto.

A decisão, assinada pelo juiz titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, foi tomada porque não houve comprovação por parte dos ex-legisladores de que eles recebiam remuneração abaixo do teto. O magistrado requereu os comprovantes em julho deste ano, não houve respaldo. A Câmara Municipal, por sua vez, concedeu informações insuficientes.

À época foi determinado que o Legislativo apresentasse discriminadamente quais foram os valores pagos aos vereadores em 2008 e anos anteriores. No entanto, após recurso, os gastos foram restritos ao ano de 2008. Apesar da decisão, a Casa informou genericamente gastos parciais, os ofícios com os pedidos foram renovados, no entanto “sem atendimento preciso”, informa o juiz. Siufi era o presidente do Legislativo, conforme o texto, informou apenas que o pagamento era de R$ 9.500, sem detalhar valores de diárias, entre outros benefícios.

Desta forma, o Ministério Público pediu a quebra do sigilo fiscal e bancário dos vereadores requeridos e da Câmara, a fim de que se saiba exatamente qual foi o valor que os cofres públicos pagaram aos vereadores por mês, como também a inversão do ônus da prova, ou seja, que os réus comprovem o contrário do que alega o autor, sob pena de que o julgador entenda como verdadeiros os fatos narrados na petição inicial.

Em sua decisão, o juiz David Filho afirma que “resta claro que houve desobediência à ordem judicial expressa e inequívoca, com a evidente intenção de impedir o conhecimento sobre os pagamentos feitos aos senhores vereadores no ano de 2008. Foram cinco ofícios/intimações remetidos pacientemente à Câmara Municipal ao longo de aproximados sete anos de processo. Não há como se reconhecer, nas circunstâncias acima, que houve um simples desentendimento quanto à ordem emanada, pois os requeridos são pessoas esclarecidas”.

Em tese, a conduta dos vereadores pode incidir nos crimes de desobediência e/ou ainda prevaricação, os quais deverão ser apurados pelo MPE (Ministério Público Estadual). Além disso, o magistrado também cita que a promotoria deve investigar se houve a incidência de ato de improbidade administrativa.

Por fim, aponta que “ao lado das providências acima descritas, é preciso, ainda, decretar a quebra do sigilo bancário dos requeridos no ano de 2008, pois é o último recurso que sobrou para que se possa conhecer a verdade sobre os fatos relatados na petição inicial”.

 Midiamax

Contemplados pelo Vale Universidade assinam termos de compromisso

Contemplados pelo Vale Universidade assinam termos de compromisso

Contemplados pelo Vale Universidade assinam termos de compromisso

Os 500 estudantes aprovados para o Vale Universidade de inverno assinaram os termos de compromisso nesta quarta-feira (19) para começarem a receber o benefício. A solenidade contou com a presença do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e da vice Rose Modesto (PSDB), que é titular da Sedhast (Secretaria Estadual de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho).

Neste ano, o governo já concedeu outras 66 bolsas para que jovens possam cursar o ensino superior em instituições particulares ou ajudas de custo para alunos de universidades públicas.

O valor depende do curso e do estabelecimento de ensino escolhido pelo universitário. O programa banca 70% da mensalidade, enquanto as instituições contribuem com 20%, ficando os estudantes responsáveis por pagar apenas 10% do valor.

“É importante essas parcerias com as universidades privadas que fazem o convênio para garantir que os alunos tenham esse desconto. Com isso, o sonho de muita gente de chegar em uma universidade se torna realidade”, afirma o governador. No estado existem 44 instituições conveniadas espalhadas em 50 municípios do estado.

No caso das ajudas de custo para estudantes de faculdades federais ou estaduais, o repasse é calculado pela média entre as mensalidades da graduação cursada pelo candidato nas universidades particulares de Mato Grosso do Sul.

Para serem considerados habilitados, os acadêmicos precisam comprovar renda individual de até R$ 1.448 e familiar de até R$ 2,8 mil.

O governo recebeu 1,6 mil inscrições para o Vale Universidade do segundo semestre, dos quais 941 foram declarados aptos para receber os benefícios. Como eram apenas 500 vagas, os 441 estudantes que ficaram de fora serão beneficiados por um convênio entre o estado e o CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), que oferece cursos e encaminhamento ao mercado de trabalho.

A assinatura dos termos de cooperação entre a empresa e a administração pública também foi realizada nesta quarta.