O Governador Eduardo Riedel cumpre agenda em Bonito nesta sexta-feira (25), na qual irá entregar oficialmente a reforma da E.E. Luiz da Costa Falcão, a ampliação da E.E. Bonifácio Camargo Gomes e as 60 casas do rodoanel, bem como assinar o contrato com os beneficiários de 50 bases do Projeto Lote Urbanizado no Residencial Rio da Prata e convênio para construção de 23 unidades habitacionais, por meio do Projeto Substituição de Moradia Precária, para remoção de famílias de ocupação irregular e que moram em área de risco.
Riedel também autoriza abertura de licitação para obras de asfalto e drenagem na Cohab, convênio com o BRASIL RIDE e o projeto para reforma do Ginásio Municipal de Esportes Juscelino Kubitschek, a licitação para fornecimento e implantação de sinalização viária vertical e horizontal no município além de construção de quatro travessias elevadas para pedestres e entrega a construção da ponte em concreto armado sobre o Rio Bacuri e obra de perfuração e ativação de dois poços tubulares profundos, para potencializar o abastecimento de água no município e dois reservatórios de 500m³ (CR Tarumã e CR Machado).
No ato a Prefeitura Municipal de Bonito também vai autorizar o processo licitatório para pavimentação e drenagem nos bairros Nossa Senhora da Aparecida e Maruca, que serão realizados com recursos próprios do município.
Reforma geral da E.E. Luiz da Costa Falcão – SED (R$ 7.382.935,42)
Ampliação com a construção de 01 bloco com 05 salas de aula, reforma parcial na da E.E. Bonifácio Camargo Gomes – SED (R$ 3.340.301,90)
Construção de 60 unidades habitacionais no Loteamento Residencial Rio Bonito, para remoção de famílias do Anel Viário – AGEHAB (R$ 7.936.432,30) – Contrapartida do Município: doação dos terrenos e infraestrutura, com drenagem e pavimentação da ruas.
50 bases do Projeto Lote Urbanizado localizados no Residencial Rio da Prata – AGEHAB (R$ 884.724,49) – Contrapartida do Município: doação dos terrenos e infraestrutura, com drenagem e pavimentação da ruas.
Projeto: BRASIL RIDE – Etapa Bonito/2023 – R$ 350 mil do Estado e o mesmo valor do Município
Sinalização viária – DETRAN (R$ 1.700.000,00
Ponte em concreto armado sobre o Rio Bacuri, com extensão de 50,00m e largura de 4,50m, em Rodovia Vicinal – Estrada do Quati – SEILOG (R$ 1.825.737,13)
Obra de perfuração e ativação de um poço tubular profundo BON-015, vazão 12,50m3/h, profundidade 152m – Vazão de trabalho 12 m³/h – DCO – SANESUL (R$ 308.007,02)
Obra de perfuração e ativação do poço tubular profundo BON-016, vazão 72m³/h, profundidade 102m – DCO – SANESUL (R$ 303.737,85)
Obra de construção de dois reservatórios de 500m³ (CR Tarumã e CR Machado), duas elevatórias, tratamento, 4.666 de rede de distribuição de água (setorização) – recursos CAIXA/ SANESUL (R$ 1.288.924,26)
Maria Gadú e Paulinho Moska dividiram o palco na segunda noite do Festival de Inverno de Bonito 2023, cantaram músicas autorais e interpretaram canções apaixonantes como “Quem sabe isso quer dizer amor”, dos irmãos Lô e Márcio Borges, do Clube da Esquina. Juntos, encantaram o público na noite de quinta-feira (24) com “Altar Particular”, de autoria dela, e “A idade do Céu”, dele.
Paulinho Moska subiu primeiro ao palco e cantou sucessos autorais como “A seta e o Alvo” e “O último dia”, além de “Lágrimas de Diamantes”, “Que beleza, a beleza” (abrindo o show), “Admito que perdi” e “Jeito é não ficar só”. Ele também interpretou músicas de outros artistas, como o rock “Metamorfose Ambulante”, de Raul Seixas. Já Maria Gadú cantou e encantou o público com “Dona Cila”.
Show de Paulinho Moska e Maria Gadú no Festival de Bonito
Antes do show, passearam pelas atrações culturais por Bonito e assistiram à banda Bala Desejo. Após o espetáculo, conversaram com a Assessoria de Comunicação do Festival e falaram sobre a experiência de vivenciar momentos únicos em Mato Grosso do Sul:
– A gente se encontrou aqui há anos atrás, em Corumbá – contou Paulinho Moska.
– Foi um encontro maravilhoso, aquele festival brilhante de encontros inclusive latinos – Maria Gadú continuou, se referindo ao Festival América do Sul.
– Eu já tinha vindo a Bonito e feito um show também, mas nunca tinha vindo passear. Dessa vez eu tomei a decisão de vir aqui com a minha família para passar uns cinco dias porque uma parte da equipe foi dar um passeio hoje (24) de manhã e ficou muito impressionada com o lago, contaram coisas lindas, eu já tinha visto fotos. Já tá agendado com minha companheira a vinda para cá – prosseguiu Moska.
– Eu já tinha vindo já – disse Gadú.
Em relação ao relato da sua equipe sobre as belezas naturais de um dos destinos turísticos mais premiados do Brasil, Moska deu mais detalhes:
– Eles mergulharam em um aquário, perfeito, com água limpíssima que dava para ver, além dos peixes, as plantas, o chão, enfim, era uma experiência única de 40 minutos, boiando em silêncio, olhando como se fosse um peixe mesmo, então, é uma coisa forte para a gente que está lá no concreto.
Já Gadú falou mais sobre a importância dos festivais, como os realizados em Mato Grosso do Sul:
– Festivais são coisas plurais, acho que a arte é uma coisa de contemplação e comunhão. Não tem como falar de arte e não falar de unitário. Ninguém vive sozinho dentro da arte. É uma atividade comunicativa, com muitas áreas. Sou muito fã de festivais e acho que festivais têm que acontecer no Brasil todo. Enfim, eu vim a Mato Grosso do Sul com a minha profissão de musicista, através de festivais. Primeiro, no Festival de Inverno de Bonito há mais de 10 anos, depois nesse Festival de Corumbá. Enfim, acho que os festivais reúnem e a arte é de reunião. O público está reunido, a gente está reunido. Quando reúne mais de um artista é mais interessante para o público e pra gente que troca, que tem a oportunidade de se comunicar com outras culturas, percepções da música. É fantástico.
Renata Sena
O Palco das Águas contou ainda com Renata Sena, que abriu o show de Paulinho Moska e Maria Gadú com um pouco da música portuguesa e de sons bem brasileiros, como Água de Beber, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.
Algumas horas de viagem em solo com paisagens diversas ajudam a inspirar quem aqui chega com a expectativa de encontrar um ambiente diferente e cheio de conceitos sendo tirados do papel, do mundo das ideias, e colocados em prática. Bonito nesta semana além da ‘capital do turismo’ é o berço da cultura, cidadania e sustentabilidade sul-mato-grossense. O eixo responsável por toda a transversalidade inerente à situação é um dos mais tradicionais eventos de Mato Grosso do Sul: o Festival de Inverno de Bonito, que em 2023 chega com a pegada verde quebrando paradigmas e como carro-chefe de todo um trabalho, com um diferencial que chama a atenção: estruturas de bambu substituem estruturas de aço.
Sob a luz da lua e de lâmpadas coloridas, o bambu mostra seu vigor e sustenta a estrutura do túnel montado para receber quem chega a Bonito, abrindo caminho para as mais diversas atrações fixadas na Praça da Liberdade e redondezas. Este mesmo túnel é que faz a ligação entre os dois corações do evento: a praça e o palco principal, onde ocorrem os shows principais diários.
Acompanhado de um coreto, também de bambu, a estrutura é uma amostra da ideia de sustentabilidade que o festival de 2023 traz para o público. “Ser sustentável hoje é uma premissa no mundo que a gente vive. A gente vê os efeitos climáticos hoje e a tendência é piorar, então essa consciência é fundamental em um evento que tem esse potencial de atingir tantas pessoas de uma vez só, pessoas imersas e abertas às experiências do evento”, frisa Liano Dornelles, da Surya Eco&Art.
Em 13 anos de atividades Liano ainda percebe um crescimento de demanda, que tende a aumentar ainda mais com a expansão não só de mercado, mas da ideia de sustentabilidade. “Há quem ache a que o bambu é uma praga, mas é uma planta que algumas espécies tem resistência maior que a do aço, e são totalmente renováveis, ocupam pouco espaço e quanto mais você corta, mais nasce”.
Estrutura sustentável de bambu em Bonito
O sustentável também mora nos detalhes
Mesmo nas estruturas tradicionais e que ainda não podem ser substituídas pelo bambu em eventos como festivais, que exigem montagem e desmontagem em curto espaço de tempo, a sustentabilidade se apresenta em detalhes que no final fazem grande diferença, como as decorações de palco, balcões, painéis, portais, entre outros itens presentes no festival.
“Os detalhes também contam, mesmo em uma tenda de metal, que hoje o bambu não atende a demanda e necessidade, a sustentabilidade está presente em pequenas coisas. São detalhes que aliados a uma prática geral já abre a cabeça do pessoal”, explica Liano, completando que todo o material ali será reaproveitado, seja com doações na região de Bonito ou outros parceiros.
Nascida e criada em Bonito, Maria Geller não esconde o encanto com tudo o que foi montado em Bonito para mais uma edição do Festival de Inverno. “Está tudo lindo, maravilhoso. Parabéns a todos pelo trabalho realizado, está nota 10. É importante usar o festival para difundir não só a cultura, mas também a sustentabilidade e a cidadania, incluindo as crianças. Merecemos isso”.
Estrutura sendo montada para o Festival de Bonito
Uma ação que faz a roda girar
Um projeto de educação ambiental que transforma resíduos, lixo plástico, em esculturas. “Nosso trabalho é gerar visibilidade e renda extra a profissionais da coleta seletiva. Além da coleta, a gente incentiva a benfeitoria desse material, agregando valor ao plástico e trazendo mais renda para essas pessoas”, explica Lula Duffrayee, artista plástico dos Pirilampos do Planeta.
Estrutura é uma das novidades do Festival
Hoje, cerca de 100 pessoas estão envolvidas nesse processo, que começa com três cooperativas de catadores no Rio de Janeiro (RJ), base dos Pirilampos, termina com a criação dos materiais que são expostos em eventos diversos pelo Brasil e nesta semana estão em Bonito.
“Depois da coleta, começa onde entra a arte contemporânea com a assemblagem – arte feita com materiais tridimensionais. Misturamos elementos para criar novos elementos, fazemos o lixo criar outros significados”, conta Duffraye, que há um ano roda o país com o projeto.
As possibilidades de criação ao unir arte e sustentabilidade são amplas, como os Pirilampos mostram. “O nosso conceito é de que luxo é cuidar de quem cuida do planeta. Pegamos materiais considerados lixo, mostramos que não é lixo e devolvemos em forma de arte”, diz Lula.
“Tocamos no emocional das pessoas. Percebemos que primeiro elas se aproximam por causa das cores, da iluminação que usamos, não identificam aquilo como lixo. Mas quando chegam bem perto e observam que foi feito de lixo, pegamos ali a pessoa pelo emocional. Hoje menos de 3% do lixo que pode ser reaproveitado é reciclado. Conscientizamos as pessoas disso, mostramos que lixo é dinheiro, não reciclá-lo é desperdício. Isso muda a vida de muitas pessoas”, conclui o artista plástico.
Nyelder Rodrigues, Ascom FIB 2023 Fotos: Bruno Rezende
A Fafá nasceu em Belém, capital do Pará, mas na noite de quarta-feira (23) foi Fafá de Bonito – um dos principais destinos do ecoturismo brasileiros. Todos os dias, ela também é Fafá do Brasil. Uma das principais cantoras da música popular brasileira abriu o Festival de Inverno com elogios à efervescência cultural do evento e às belezas naturais do município sul-mato-grossense.
No Palco das Águas, abriu o espetáculo com a música Tocando em Frente, de Almir Sater e Renato Teixeira, passeou por diversos estilos populares, incluindo o sertanejo e a MPB, e esbanjou simpatia em um show que, segundo ela, foi feito para o público, sem um roteiro definido, mas escolhendo as músicas conforme a reação das pessoas, que se emocionaram com a voz afinadíssima da intérprete.
Antes de subir ao palco, Fafá de Belém havia conversado com a imprensa em um bate-papo com direito a uma risada marcante e simpática, que o Brasil aprendeu a amar. “É fundamental (ter festivais culturais como o FIB), o Brasil está se reencontrando com os seus artistas e com a sua música. Nós deixamos de ser marginais (risada) e quanto mais a gente fizer o brasileiro viajar pelo País, mais importante será para cada município, para cada Estado, a descoberta do Brasil pelos brasileiros. O Brasil é fabuloso, tem todos os encantos, todos os biomas”, afirmou a artista.
Apesar de ter nascido em um lugar de belezas sem igual, Fafá contou ter ficado encantada com as belezas bonitenses, uma verdadeira inspiração. O território paraense é coberto pela maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, enquanto Bonito integra o complexo turístico do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, sendo um dos destinos mais premiados do País. Em sua primeira visita a Bonito, Fafá contou ter passado o dia admirando a natureza sul-mato-grossense, mergulhando e apreciando os peixes. “Queria muito vir a Bonito. Que benção de Deus é essa cidade!”, exclamou.
Com 30 álbuns gravados e 15 milhões de discos vendidos, Maria de Fátima Palha de Figueiredo, 67 anos, passeia como ninguém por estilos musicais como o fado, influenciado pelos pais portugueses, e por sons bem brasileiros como o sertanejo e a música romântica. Ela é cantora, compositora, atriz e multi-instrumentalista.
A secretária Rosana Bandinelli chegou horas antes do show principal com as amigas para guardar o melhor lugar, bem em frente ao palco. Elas levaram até cadeiras de praia para apreciar o show. “Eu vim por conta da Fafá. Gosto muito dela. Moro aqui em Bonito há dois anos e meio e acho muito importante esse festival. Esse ano, principalmente, está maravilhoso! É uma oportunidade de conhecer os cantores”, contou.
Outra que chegou cedo foi a bonitense Darci Gomes da Silva, de 74 anos, que foi ao show com a filha. Ela também levou uma cadeira de praia para ficar acomodada em frente ao palco. Darci mostrou que a idade não é um obstáculo para aproveitar as apresentações. “Estou animada”, resumiu.
Canta Bonito
Antes da apresentação de Fafá, o Palco das Águas recebeu os artistas do projeto Canta Bonito: Kalu Carvalho, Lorran Dias, Evelyn Mollmann, Isac Trelha, Marcos Vinicius e Gabriel Soares. Assim como Fafá faria na sequência, eles viajaram por diversos ritmos musicais, com direito a verdadeiros hinos sul-mato-grossenses, como Trem do Pantanal, de Paulo Simões e Geraldo Roca. A primeira noite valorizou os artistas regionais e a pluralidade da música brasileira, em meio à natureza.
ATENÇÃO IMPRENSA: O pool de imagens do show da Fafá de Belém está disponívelclicando aqui.
Como parte do extenso cronograma de obras públicas e do planejamento estratégico do Governo do Estado, a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) entrega nesta sexta-feira (25) mais de R$ 7 milhões em obras de infraestrutura de saneamento nas cidades de Guia Lopes da Laguna e Bonito.
Os atos públicos nas duas cidades, na região sudoeste do Estado, tem presença confirmada do diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, além de outras autoridades estaduais e municipais.
As ações englobam obras primordiais nos sistemas de abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário.
Na prática, a ideia da companhia é se antecipar a meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº14.026/2020), cujo objetivo é diminuir consideravelmente o número de pessoas que não têm acesso a saneamento no país.
A lei prevê que, até 2033, 99% da população brasileira deve ter acesso à rede de água tratada e 90% devem ter acesso à coleta e tratamento de esgoto.
ENTREGAS
Em Guia Lopes, Renato Marcílio entrega obras de execução de 12.895,42 metros de rede coletora de esgoto, 441 ligações domiciliares, uma estação elevatória de esgoto e obras complementares.
Com recursos do programa Avançar Cidades, o investimento soma R$ 5,1 milhões e faz parte da meta de universalização da área de cobertura do esgoto, em cumprimento às exigências do novo marco legal do saneamento básico.
Atualmente, Guia Lopes possui 70,90% de área coberta, o que leva o município a uma condição privilegiada entre as 68 unidades consumidoras nas quais a Sanesul detém a concessão dos serviços públicos.
BONITO
Em Bonito, as obras a serem entregues são voltadas ao sistema de fornecimento de água potável e também de esgoto, com objetivo de aumentar a segurança hídrica e a área de cobertura do esgotamento sanitário.
Na bela cidade turística o investimento foi de R$ 1.288.924,26 em obras de execução de 2.383,50 metros de rede de distribuição de água, 268 ligações domiciliares de água com padronização de caixa de hidrômetro, execução de 3.297,75 metros de rede coletora e 340 ligações domiciliares de esgoto, no conjunto Habitacional Rio da Prata.
Serão entregues ainda dois poços profundos, um com vazão 12,50 metros cúbicos por hora, profundidade 152 metros e vazão de 12 metros cúbicos por hora, no valor de R$ 308.007,02; e outro com vazão de 72 metros cúbicos por hora e profundidade 102 metros, — investimento de R$ 303.737,85.
Também em Bonito estão sendo construídos dois reservatórios de 500 metros cúbicos (CR Tarumã e CR Machado) e duas elevatórias, com investimento total de R$ 8.006.117,55.
Tais avanços representam grande passo em direção à melhoria da infraestrutura de saneamento dessas cidades, contribuindo não apenas para a qualidade de vida de seus habitantes, mas também para o desenvolvimento sustentável da região.
O compromisso do governador Eduardo Riedel em atender às demandas da população é evidenciado por meio dessas realizações que, sem dúvida, têm um impacto positivo duradouro.
O diretor-presidente da Sanesul se diz satisfeito em celebrar mais este marco significativo para a população de duas importantes cidades parceiras.
“Essas obras de saneamento são um passo importante em direção à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, bem como ao fortalecimento de suas infraestruturas. A Sanesul tem se esforçado constantemente para fornecer serviços de água potável e saneamento de alta qualidade, e esses investimentos são uma prova concreta desse compromisso”, disse Renato Marcílio.
Um evento que vem se tornando tradição no calendário gastronômico de Campo Grande, a 2ª edição do Sal Grosso homenageou uma das chefs de cozinha mais conhecidas do Estado e que carrega em seu nome o restaurante mais badalado de Bonito. Juanita Battilani, estrela culinária da região, trouxe para o centro do palco a sua apresentação temática “A Cultura do Peixe”, com pratos tradicionais como o bolinho e o pirão acompanhado de molho picante de pimenta.
No estilo open bar e open food com muita música boa, o Festival Sal Grosso tem por objetivo valorizar a culinária regional e os profissionais da terra. Participaram também do evento os chefs Paulo Machado, Bruno Xavier, Marcílio Galeano, Lucas Caslu e Theo Gomes.
“O Sal Grosso surgiu sem muitas pretensões, mas unindo forças juntamente com o Bruno Xavier e Marcílio Galeano, que são chefs renomados e as grandes imagens do MS, nós conseguimos dar continuidade ao projeto que eleva a gastronomia regional e fomenta o mercado”, afirma o idealizador do festival, Tico Xavier.
Diretamente de Bonito, Juanita participou de workshops contando um pouco sobre sua história e o segredo por trás dos pratos que ela idealiza. “O Sal Grosso traz a essência da gastronomia regional, da comida temperada de verdade. É uma honra estar aqui ao lado de grandes chefs renomados valorizando o que é nosso, da nossa terra e isso não tem preço.”
Com programação recheada, a festa iniciou-se logo pela manhã com o famoso quebra-torto, um café pantaneiro com arroz carreteiro, feijão gordo, mandioca cozida e paçoca de carne de sol. O chef Paulo Machado abriu o evento falando sobre a “Rota do Peixe de Rio”, que juntamente com o churrasco, foram as grandes estrelas da gastronomia do evento. Já a “Arte do Fogo” ficou por conta dos famosos cortes tradicionais de carne guiados por Jamil Siqueira e Diego BBQ.
Marcando presença no Festival Sal Grosso, o campeão do Desafio Sob Fogo Brasil e América Latina, Sandro Boeck, participou do evento trazendo um workshop sobre afiação de facas.