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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026
Pela primeira vez em Bonito, Fafá de Belém encanta público e fala de reencontro do Brasil com seus artistas

Pela primeira vez em Bonito, Fafá de Belém encanta público e fala de reencontro do Brasil com seus artistas

A Fafá nasceu em Belém, capital do Pará, mas na noite de quarta-feira (23) foi Fafá de Bonito – um dos principais destinos do ecoturismo brasileiros. Todos os dias, ela também é Fafá do Brasil. Uma das principais cantoras da música popular brasileira abriu o Festival de Inverno com elogios à efervescência cultural do evento e às belezas naturais do município sul-mato-grossense.

No Palco das Águas, abriu o espetáculo com a música Tocando em Frente, de Almir Sater e Renato Teixeira, passeou por diversos estilos populares, incluindo o sertanejo e a MPB, e esbanjou simpatia em um show que, segundo ela, foi feito para o público, sem um roteiro definido, mas escolhendo as músicas conforme a reação das pessoas, que se emocionaram com a voz afinadíssima da intérprete.

Antes de subir ao palco, Fafá de Belém havia conversado com a imprensa em um bate-papo com direito a uma risada marcante e simpática, que o Brasil aprendeu a amar. “É fundamental (ter festivais culturais como o FIB), o Brasil está se reencontrando com os seus artistas e com a sua música. Nós deixamos de ser marginais (risada) e quanto mais a gente fizer o brasileiro viajar pelo País, mais importante será para cada município, para cada Estado, a descoberta do Brasil pelos brasileiros. O Brasil é fabuloso, tem todos os encantos, todos os biomas”, afirmou a artista.

Apesar de ter nascido em um lugar de belezas sem igual, Fafá contou ter ficado encantada com as belezas bonitenses, uma verdadeira inspiração. O território paraense é coberto pela maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, enquanto Bonito integra o complexo turístico do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, sendo um dos destinos mais premiados do País. Em sua primeira visita a Bonito, Fafá contou ter passado o dia admirando a natureza sul-mato-grossense, mergulhando e apreciando os peixes. “Queria muito vir a Bonito. Que benção de Deus é essa cidade!”, exclamou.

Com 30 álbuns gravados e 15 milhões de discos vendidos, Maria de Fátima Palha de Figueiredo, 67 anos, passeia como ninguém por estilos musicais como o fado, influenciado pelos pais portugueses, e por sons bem brasileiros como o sertanejo e a música romântica. Ela é cantora, compositora, atriz e multi-instrumentalista.

A secretária Rosana Bandinelli chegou horas antes do show principal com as amigas para guardar o melhor lugar, bem em frente ao palco. Elas levaram até cadeiras de praia para apreciar o show. “Eu vim por conta da Fafá. Gosto muito dela. Moro aqui em Bonito há dois anos e meio e acho muito importante esse festival. Esse ano, principalmente, está maravilhoso! É uma oportunidade de conhecer os cantores”, contou.

Outra que chegou cedo foi a bonitense Darci Gomes da Silva, de 74 anos, que foi ao show com a filha. Ela também levou uma cadeira de praia para ficar acomodada em frente ao palco. Darci mostrou que a idade não é um obstáculo para aproveitar as apresentações. “Estou animada”, resumiu.

Canta Bonito

Antes da apresentação de Fafá, o Palco das Águas recebeu os artistas do projeto Canta Bonito: Kalu Carvalho, Lorran Dias, Evelyn Mollmann, Isac Trelha, Marcos Vinicius e Gabriel Soares. Assim como Fafá faria na sequência, eles viajaram por diversos ritmos musicais, com direito a verdadeiros hinos sul-mato-grossenses, como Trem do Pantanal, de Paulo Simões e Geraldo Roca. A primeira noite valorizou os artistas regionais e a pluralidade da música brasileira, em meio à natureza.

ATENÇÃO IMPRENSA: O pool de imagens do show da Fafá de Belém está disponível clicando aqui.

Confira as fotos aqui.

Sanesul entrega mais de R$ 7 milhões em obras em Guia Lopes da Laguna e Bonito

Sanesul entrega mais de R$ 7 milhões em obras em Guia Lopes da Laguna e Bonito

Como parte do extenso cronograma de obras públicas e do planejamento estratégico do Governo do Estado, a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) entrega nesta sexta-feira (25) mais de R$ 7 milhões em obras de infraestrutura de saneamento nas cidades de Guia Lopes da Laguna e Bonito.

Os atos públicos nas duas cidades, na região sudoeste do Estado, tem presença confirmada do diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, além de outras autoridades estaduais e municipais.

As ações englobam obras primordiais nos sistemas de abastecimento de água tratada e esgotamento sanitário.

Na prática, a ideia da companhia é se antecipar a meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº14.026/2020), cujo objetivo é diminuir consideravelmente o número de pessoas que não têm acesso a saneamento no país.

A lei prevê que, até 2033, 99% da população brasileira deve ter acesso à rede de água tratada e 90% devem ter acesso à coleta e tratamento de esgoto.

ENTREGAS

Em Guia Lopes, Renato Marcílio entrega obras de execução de 12.895,42 metros de rede coletora de esgoto, 441 ligações domiciliares, uma estação elevatória de esgoto e obras complementares.

Com recursos do programa Avançar Cidades, o investimento soma R$ 5,1 milhões e faz parte da meta de universalização da área de cobertura do esgoto, em cumprimento às exigências do novo marco legal do saneamento básico.

Atualmente, Guia Lopes possui 70,90% de área coberta, o que leva o município a uma condição privilegiada entre as 68 unidades consumidoras nas quais a Sanesul detém a concessão dos serviços públicos.

BONITO

Em Bonito, as obras a serem entregues são voltadas ao sistema de fornecimento de água potável e também de esgoto, com objetivo de aumentar a segurança hídrica e a área de cobertura do esgotamento sanitário.

Na bela cidade turística o investimento foi de R$ 1.288.924,26 em obras de execução de 2.383,50 metros de rede de distribuição de água, 268 ligações domiciliares de água com padronização de caixa de hidrômetro, execução de 3.297,75 metros de rede coletora e 340 ligações domiciliares de esgoto, no conjunto Habitacional Rio da Prata.

Serão entregues ainda dois poços profundos, um com vazão 12,50 metros cúbicos por hora, profundidade 152 metros e vazão de 12 metros cúbicos por hora, no valor de R$ 308.007,02; e outro com vazão de 72 metros cúbicos por hora e  profundidade 102 metros, — investimento  de R$ 303.737,85.

Também em Bonito estão sendo construídos dois reservatórios de 500 metros cúbicos (CR Tarumã e CR Machado) e duas elevatórias, com investimento total de R$ 8.006.117,55.

Tais avanços representam grande passo em direção à melhoria da infraestrutura de saneamento dessas cidades, contribuindo não apenas para a qualidade de vida de seus habitantes, mas também para o desenvolvimento sustentável da região.

O compromisso do governador Eduardo Riedel em atender às demandas da população é evidenciado por meio dessas realizações que, sem dúvida, têm um impacto positivo duradouro.

O diretor-presidente da Sanesul se diz satisfeito em celebrar mais este marco significativo para a população de duas importantes cidades parceiras.

“Essas obras de saneamento são um passo importante em direção à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, bem como ao fortalecimento de suas infraestruturas. A Sanesul tem se esforçado constantemente para fornecer serviços de água potável e saneamento de alta qualidade, e esses investimentos são uma prova concreta desse compromisso”, disse Renato Marcílio.

Chef Juanita é homenageada na 2ª Edição do Sal Grosso em Campo Grande

Chef Juanita é homenageada na 2ª Edição do Sal Grosso em Campo Grande

Um evento que vem se tornando tradição no calendário gastronômico de Campo Grande, a 2ª edição do Sal Grosso homenageou uma das chefs de cozinha mais conhecidas do Estado e que carrega em seu nome o restaurante mais badalado de Bonito. Juanita Battilani, estrela culinária da região, trouxe para o centro do palco a sua apresentação temática “A Cultura do Peixe”, com pratos tradicionais como o bolinho e o pirão acompanhado de molho picante de pimenta.

No estilo open bar e open food com muita música boa, o Festival Sal Grosso tem por objetivo valorizar a culinária regional e os profissionais da terra. Participaram também do evento os chefs Paulo Machado, Bruno Xavier, Marcílio Galeano, Lucas Caslu e Theo Gomes.

“O Sal Grosso surgiu sem muitas pretensões, mas unindo forças juntamente com o Bruno Xavier e Marcílio Galeano, que são chefs renomados e as grandes imagens do MS, nós conseguimos dar continuidade ao projeto que eleva a gastronomia regional e fomenta o mercado”, afirma o idealizador do festival, Tico Xavier.

Diretamente de Bonito, Juanita participou de workshops contando um pouco sobre sua história e o segredo por trás dos pratos que ela idealiza. “O Sal Grosso traz a essência da gastronomia regional, da comida temperada de verdade. É uma honra estar aqui ao lado de grandes chefs renomados valorizando o que é nosso, da nossa terra e isso não tem preço.”

Com programação recheada, a festa iniciou-se logo pela manhã com o famoso quebra-torto, um café pantaneiro com arroz carreteiro, feijão gordo, mandioca cozida e paçoca de carne de sol. O chef Paulo Machado abriu o evento falando sobre a “Rota do Peixe de Rio”, que juntamente com o churrasco, foram as grandes estrelas da gastronomia do evento. Já a “Arte do Fogo” ficou por conta dos famosos cortes tradicionais de carne guiados por Jamil Siqueira e Diego BBQ.

Marcando presença no Festival Sal Grosso, o campeão do Desafio Sob Fogo Brasil e América Latina, Sandro Boeck, participou do evento trazendo um workshop sobre afiação de facas.

Fonte: CGN

Cria do Pantanal, mestre Sebastião ensina viola de cocho por todo MS

Cria do Pantanal, mestre Sebastião ensina viola de cocho por todo MS

A história de Sebastião, a viola de cocho e o Pantanal se confundem com a narrativa cultural de MS (Foto: Marithê do Céu/Ascom FIB 2023)

A 300 quilômetros do Pantanal, lar do mestre curureiro Sebastião de Souza Brandão, os olhos atentos de adolescentes acompanham os saberes de quem tem propriedade nos assuntos Pantanal e viola de cocho. Debaixo das árvores, no gramado da Escola Estadual Bonifácio Camargo Gomes, fazendo jus ao tema do Festival de Inverno de Bonito 2023 “onde a arte inspira e a natureza respira”, estudantes aprendem com as próprias mãos a fazer o patrimônio cultural nacional, e também estadual.

Se as águas, o solo e os ensinamentos do Pantanal se personificassem encontrariam em seu Sebastião a descrição do homem pantaneiro: mestre dos saberes, da vivência e da natureza. Devoto de Nossa Aparecida e de São João, Sebastião é o único mestre em atividade em Mato Grosso do Sul, aos 79 anos, a ensinar o que aprendeu desde pequeno: fazer viola de cocho. As primeiras lembranças do instrumento vêm de quando ainda pequeno, Sebastião começou a andar, e como um sonho, as imagens do pai com a viola aparecem, assim como dela afixada na parede de casa.

“Quando fui pegando tamanhinho, já fazia tudo, algumas lascadas para nós brincar e ali fui pegando esse gosto, até porque não tinha outra brincadeira”, conta. Mas a primeira viola oficial a sair de suas mãos foi em torno dos 15, 16 anos, mesma idade que os estudantes da oficina têm agora.

As décadas que separam a infância e o envelhecer do mestre são pautadas pelas cordas da viola e o seu significado. “Pra mim, é a nossa cultura, é a história do nosso Estado. O que eu queria que o jovem entendesse, e que dizem que é um ditado, mas é a realidade, é que aquela pessoa que não conhece a cultura nem ama ela, não tem princípio e não sabe de onde veio, diz quem sabe muito bem de onde vem.

Neto do mestre, Bruno sabe a missão que tem nas mãos: dar continuidade ao fazer da viola de cocho (Foto: Marithê do Céu/Ascom FIB 2023)

Pantaneiro de quarta ou quiçá quinta geração, seu Sebastião aprendeu a fazer viola de cocho com o pai, Inácio Brandão, que por sua vez aprendeu a fazer com o avô, Benedito Brandão. A descendência dos mestres cururueiros hoje alcança dois netos, o mais velho deles, Bruno, é quem acompanha a oficina, em Bonito.

“Percebi que meu avô era ‘o’ mestre Sebastião quando tinha uns 12, 13 anos, e meu bisavô tinha falecido. Foi quando percebemos a importância de continuar fazendo a viola para manter essa tradição”, explica o estudante de Biologia, Bruno Ferreira dos Santos, de 23 anos.

Hoje, ele e o avô rodam o Estado com oficinas, transpondo o conhecimento que é passado de geração em geração. “Falo que tenho essa missão de manter adiante o que veio do avô do meu avô, e que ele está passando para mim, e eu tenho que passar”.

Não é só fazer a viola do “zero”, a oficina que leva três dias, ensina também sobre ser pantaneiro, e salvaguardar o que é patrimônio.

Olhos atentos à história viva da cultura de MS: mestre curureiro e a obra prima, a viola de cocho (Foto: Marithê do Céu/Ascom FIB)

 

Historiador da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Douglas Alves da Silva explica que a oficina é a ferramenta para manter viva a tradição. “Quando um bem cultural passa pelo processo de reconhecimento, como da viola de cocho, vêm as ações de salvaguarda, e não é só a viola, mas o conhecimento, o seu Sebastião como curureiro, o saber fazer a viola, a tocar, a cantar. Então, participar destas ações envolve toda a mística ao redor da viola de cocho”, sustenta.

Durante três dias do Festival de Inverno de Bonito 2023, alunos vão aprender a construir e a salvaguardar a história do patrimônio cultural (Foto: Marithê do Céu/Ascom FIB 2023)

Estudante, Thaila Milena Gonçalves, de 15 anos, divide a atenção entre mestre e obra prima. Ora encara os olhos, ora as mãos de Sebastião que encontram a viola de cocho. Até esta edição do Festival de Inverno de Bonito 2023, a bonitense nunca tinha ouvido falar do instrumento.

“Poder saber da viola de cocho e da cultura é incrível. Estou achando muito legal saber que vamos lixar, fazer ela nascer, depois colocar a cordinha de pesca, parafusar. Já quero fazer uma maior”, responde entusiasmada.

Mestre aprendeu a viver compartilhando a cultura da terra pantaneira através do instrumento (Foto: Marithê do Céu/Ascom FIB 2023)

Atrações durante o Festival de Bonito vão ter recursos de acessibilidade

Atrações durante o Festival de Bonito vão ter recursos de acessibilidade

O acesso à cultura a pessoas com deficiência está garantido no XXII Festival de Inverno de Bonito. Diversas atrações, desde os shows principais, contação de histórias, demais ações na área de literatura, apresentações de dança, teatro e circo e gastronomia vão oferecer recursos acessíveis com o intuito de atender a todos os públicos e sensibilizar os participantes do evento para a importância da acessibilidade.

Os recursos que estão disponíveis para o público durante o Festival são: a audiodescrição e libras. A audiodescrição é um tipo de acessibilidade comunicacional que possibilita às pessoas com deficiência ver as imagens por meio das palavras e está prevista em lei. Por meio da narração, ela dá elementos para que estes usuários especiais consigam construir imagens mentais acerca de suas vivências.

A Língua Brasileira de Sinais visa promover a acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiência auditiva e foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela Lei 10.436/2002. A língua de sinais também é conhecida como língua gestual, pois utiliza as mãos e os dedos, em substituição à língua, para se comunicar. É por meio dela que as pessoas surdas, ou com deficiência auditiva, se comunicam entre si e com o mundo.

Para a coordenadora de acessibilidade do Festival, especialista em acessibilidade cultural e audiodescritora, Ivone dos Santos, promover acessibilidade num Festival como o de Bonito é de suma importância para as pessoas que precisam de acesso tanto físico como comunicacional, que é o caso de Libras e de Audiodescrição. “É um direito que as pessoas com deficiência, as pessoas idosas que precisam de acesso para participar como qualquer pessoa. A acessibilidade é para todas as pessoas, independentemente de você ter algum tipo de deficiência ou não. Atualmente ela está muito focada nas pessoas com deficiência ou nas pessoas com mobilidade reduzida, no caso de idosos ou de alguém que sofreu algum acidente, e é temporário, pais que andam com carrinhos de bebê. Então, ela se expande não só para pessoas com deficiência mas também para outras pessoas que estão necessitando naquele momento”.

Ivone enfatiza que a acessibilidade não é somente física. “Existe acessibilidade comunicacional. Uma pessoa que é surda precisa do intérprete de Libras para ela poder ter acesso ao que está sendo produzido como uma música, uma palestra, uma oficina. É importante que tenha Libras para essas pessoas poderem estar presentes e participar como qualquer outro cidadão”.

A coordenadora explica que a audiodescrição é um recurso que está disponível não apenas para deficientes visuais, mas para pessoas em outras situações. “No caso das pessoas com deficiência visual, a audiodescrição é de fundamental importância para as pessoas terem acesso às imagens, à comunicação visual. E não é só para as pessoas com deficiência visual a audiodescrição. Pesquisas têm demonstrado que ela favorece tanto pessoas com deficiência visual, como pessoas idosas, pessoas que não têm muita literacia, pessoas que se encontram de qualquer maneira num estado em que ela não está compreendendo muito bem o que está acontecendo de maneira visual e também pessoas com deficiência intelectual”.

Felipe de Jesus Sampaio, intérprete de Libras, responsável pela tradução em Libras do Festival de Inverno de Bonito 2023, está feliz em participar novamente do Festival. “A gente já teve essa experiência no Festival do ano passado, em que eu também fui responsável pela demarcação das ações e os shows. A gente tem a empresa Comunique Acessibilidade, que é a empresa que está prestando serviços ao Festival. A área cultural é uma área que me encanta muito, a gente está cada vez procurando mais saber e entender e estou muito feliz em realizar novamente o Festival na parte inclusiva”.

Felipe diz que durante a seleção que foi feita da parte da programação que teria tradução em Libras, o principal critério foi a programação mais cultural do Festival. “A seleção que a gente fez foi pensar mais no lado mais cultural, não desviar das palestras, dos eventos, mas a gente queria trazer a acessibilidade para um lado mais cultural, porque geralmente a comunidade surda de Bonito não tem tanto acesso a esse tipo de arte, a espetáculos de teatro, de circo, então as ações são mais voltadas para este tema, junto com a literatura também, que é uma área que a comunidade surda tem uma ligação cultural. Os shows principais, os shows do CMU a gente vai fazer acessibilidade, vamos organizar o espaço, o local onde a comunidade surda e as pessoas com deficiência de um modo geral vão poder ficar, espero que que seja um evento inclusivo e espero que seja o momento muito legal”.

A novidade deste ano é um grupo de whatsapp que será criado com a comunidade surda de Bonito para acompanhar a programação do Festival. “Nós vamos criar um grupo por whatsapp onde vai ser divulgada a programação com acessibilidade para a comunidade surda de Bonito. Como eu trabalhei na Feira Literária de Bonito agora no mês de julho, que eu tive um contato enorme com a comunidade surda, nós vamos fazer este grupo no whatsapp onde nós vamos mandar todas as informações em vídeo para o pessoal”, finaliza Felipe.

Construído de forma transversal, envolvendo diversas pastas da gestão estadual e ouvindo a sociedade, o XXII FIB acontecerá de 23 a 27 de agosto com realização do Governo de MS, Fundação de Cultura, Sesc MS e Prefeitura de Bonito.

Mais informações sobre o Festival de Inverno de Bonito estão disponíveis nos sites https://www.festivaldeinvernodebonito.ms.gov.br/ e https://agenciadenoticias.ms.gov.br/

Karina Lima, FCMS

FAB utiliza aeroporto de Bonito para treinamento militar com participação da Guarda Aérea de Nova Iorque

FAB utiliza aeroporto de Bonito para treinamento militar com participação da Guarda Aérea de Nova Iorque

Em uma ação inédita para Bonito, a FAB (Força Aérea Brasileira) anunciou que vai utilizar o aeroporto regional da cidade para um treinamento que simula conflitos irregulares envolvendo também militares da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro, além de países parceiros, como os Estados Unidos da América. Os exercícios acontecem entre os dias 21 e 23 de agosto, sem prejuízo aos voos comerciais.

A escolha pelo aeródromo se deve à infraestrutura de padrões mundiais, que atende rigorosamente aos requisitos militares e é fruto das constantes melhorias realizadas pelo Governo do Estado, através da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).

As atividades serão realizadas em dois blocos diários, sempre das 10h às 16h e das 18h às 00h, sem prejuízo aos voos comerciais. Nesses horários, os militares farão treinamentos de transporte de pessoal entre helicópteros e aviões. Eventualmente, o aeroporto poderá ser utilizado até o dia 1º de setembro, em caso de impossibilidade de outra pista próxima em receber as aeronaves.

“A escolha do Aeroporto de Bonito para o treinamento de guerra demonstra a confiança da Força Aérea Brasileira e da Guarda Aérea Nacional do Estado de Nova Iorque (New York Air National Guard) na capacidade do local em fornecer um ambiente seguro e eficiente. Isso é fruto dos investimentos do Governo do Estado, que nos últimos anos empenhou mais de R$ 2,3 milhões na modernização do aeródromo e sua infraestrutura, permitindo a operação de aeronaves pesadas de carga e de alta performance como caças. As melhorias foram pensadas para o desenvolvimento local, o turismo e os negócios. E agora refletem na melhora do sistema de defesa do nosso País”, destaca o Superintendente Viário da Seilog, Derick Machado.

Exercícios acontecem entre os dias 21 e 23 de agosto, sem prejuízo aos voos comerciais

Maior treinamento de guerra irregular da América Latina

As atividades militares em Bonito fazem parte do Exercício Conjunto (EXCON) Tápio 2023, considerado o maior treinamento de guerra irregular da América Latina. A atividade, que envolve também a Guarda Aérea Nacional do Estado de Nova Iorque, teve início em 14 de agosto e segue até 1º de setembro, tendo a Base Aérea de Campo Grande (BACG) como ponto focal.

Segundo o comandante da Base Aérea da Capital e diretor do EXCON Tápio 2023, Brigadeiro do Ar Eric Breviglieri, a atividade é um marco na agenda de treinamento da Força Aérea, uma vez que busca o amadurecimento e desenvolvimento de táticas conjuntas em um ambiente dinâmico, com grande quantidade de elementos no solo e simulação de movimentação de efetivo de Forças Oponentes.

“O EXCON Tápio promove o entendimento mútuo, a confiança e a interoperabilidade entre os participantes, convergindo esforços para o incremento da capacidade das Forças Armadas Brasileiras”, relata.

Cenário de guerra

De acordo com a FAB, o exercício conjunto é focado em treinar as capacidades das Forças Armadas operando em um cenário de guerra irregular.

Neste ano, cerca de 700 militares da FAB, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e países parceiros estão envolvidos nas atividades. Além dos Estados Unidos, a Alemanha tem representantes na operação. Durante o treinamento, serão empregadas em torno de 30 aeronaves, incluindo caças A-29 Super Tucano e A1-M, helicópteros H-60 Black Hawk e H-36 Caracal e os vetores E-99 e R-99.

Bruno Chaves, Comunicação Seilog
Fotos: FAB