(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Terça-Feira, 23 de Junho de 2026
Barroso afasta Chico Rodrigues do mandato no Senado

Barroso afasta Chico Rodrigues do mandato no Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou, nesta quinta-feira (15), que o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) seja afastado do cargo por 90 dias. O político foi alvo de busca e apreensão autorizada pelo ministro na quarta.

A determinação de Barroso será enviada ao Senado, ao qual cabe a palavra final sobre o afastamento do parlamentar.

O senador foi alvo de operação da Polícia Federal autorizada pelo STF e deflagrada na quarta-feira (14) em Roraima. Durante as buscas, o político foi flagrado com dinheiro na cueca.

A Polícia Federal, na representação ao STF, chegou a pedir a prisão preventiva do senador, além do afastamento do cargo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pela prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e a proibição de que Rodrigues se comunique com outros investigados.

Barroso rejeitou as duas modalidades de prisão, e definiu apenas o afastamento do mandato e a proibição de comunicação entre Rodrigues e os investigados.

A ação da PGR e da Polícia Federal buscou desmantelar um esquema milionário de desvio de recursos públicos que deveriam ter ido para o combate ao novo coronavírus. O suposto desvio envolva mais de R$ 20 milhões em emendas parlamentares. A Controladoria Geral da União (CGU) também participa da investigação.

Sicredi destaca apoio das cooperativas de crédito à sociedade no Dia Internacional das Cooperativas de Crédito

Sicredi destaca apoio das cooperativas de crédito à sociedade no Dia Internacional das Cooperativas de Crédito

Propósito de gerar transformações socioeconômicas se aplica em ações realizadas no Brasil e no mundo

A capacidade do cooperativismo de crédito gerar transformações positivas na sociedade foi o tema ressaltado pelo Sicredi nas ações de comemoração ao Dia Internacional das Cooperativas de Crédito, celebrado este ano no dia 15 de outubro, com o tema “Trazendo Esperança à Comunidade Global”. Seja por meio do apoio ao empreendedorismo ou ações que contribuem com o desenvolvimento de economias locais, gerando inclusão e transformação social, o cooperativismo de crédito vem se mostrando, há mais de 100 anos, um instrumento para proporcionar resultados que vão além dos financeiros, levando benefícios diretos para as pessoas e as comunidades, no Brasil e no mundo.

Promover transformações em escala global só é possível por meio de uma rede que ultrapassa fronteiras e é embasada em princípios muito bem estabelecidos de intercooperação entre atores de diversos países. De acordo com o Woccu Statistical Report 2019, desenvolvido pelo Woccu (Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito, na sigla em inglês), o cooperativismo de crédito está presente em 118 nações de 6 continentes, com mais de 291 milhões de associados e 85 mil cooperativas. No Brasil, reúne aproximadamente 11 milhões de associados e 873 cooperativas, que juntas somam cerca de R$ 274 bilhões em ativos, segundo dados do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo 2019.

“O movimento de cooperativismo de crédito no mundo tem historicamente buscado apoiar as pessoas e comunidades, mas especialmente neste ano o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito tem como objetivo evidenciar o papel do nosso segmento na sociedade. Nossa instituição tem crescido 20% ao ano, o que é um número expressivo, mas que só faz sentido quando entendemos que nossos resultados positivos, fruto do trabalho das cooperativas de crédito que compõem o Sicredi e seus colaboradores, geram benefício real na vida dos nossos associados e suas comunidades”, ressalta Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar e da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito.

Os benefícios do cooperativismo de crédito à sociedade foram objeto de estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e divulgado neste ano. O levantamento chegou à conclusão de que o cooperativismo é capaz de incrementar o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios em 5,6%, criar 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumentar o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando, portanto, o empreendedorismo local. Os cálculos do Sicredi, com base no estudo da Fipe, mostram seu impacto agregado nas cidades de mais de R$ 48 bilhões em um ano e que suas cooperativas foram responsáveis pela criação de 79 mil novas empresas e pela geração de 278 mil empregos.

Do apoio ao desenvolvimento econômico à transformação social

Como forma de potencializar o seu impacto social positivo, o Sicredi aderiu oficialmente este ano ao Pacto Global, iniciativa voluntária que fornece princípios, diretrizes, informações e ferramentas para a promoção do crescimento sustentável e da cidadania, por meio de lideranças corporativas comprometidas e inovadoras. Quem integra o Pacto Global também assume a responsabilidade de contribuir para o alcance da agenda global de sustentabilidade. A Agenda 2030 tem como principal pilar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para apoiar os empreendedores locais, o Sicredi deu início, em maio, ao movimento “Eu Coopero com a Economia Local”, buscando engajar as pessoas e entidades em prol do fomento do consumo de empreendimentos das suas localidades. A iniciativa reforça a sinergia entre o cooperativismo de crédito e os pequenos empreendedores, e está sendo realizada em todo o Brasil com a participação de mais de 100 entidades parceiras.

Ainda em 2020, a instituição teve como uma de suas prioridades levar soluções financeiras e não financeiras para dar suporte aos associados, com destaque para o crédito. Atuando junto a programas governamentais de apoio ao empreendedorismo, foi uma das instituições repassadoras de recursos via Programa Nacional de Apoio às Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), por meio do qual foi concedido R$ 1,8 bilhão em mais de 37 mil operações, o PEAC-FGI, com repasses que totalizaram R$ 1,3 bilhão em mais de 5 mil operações, e o PESE, repassando cerca de R$ 144 milhões. Em linhas de crédito para folha de pagamento, o Sicredi repassou R$ 125 milhões, enquanto que para capital de giro foram repassados R$ 456 milhões.

Com soluções não financeiras, e por meio de suas cooperativas, o Sicredi reforçou suas ações sociais para promoção da inclusão e da diversidade. O Programa União Faz a Vida, que tem como objetivo disseminar os valores do cooperativismo entre crianças e jovens por meio da educação, chegou a marca de 2,1 milhões de impactados, com 100 mil projetos em desenvolvimento. Já o Programa Pertencer, aplicado para estimular a participação dos associados nas assembleias e outros momentos de decisão das cooperativas, contou com mais de 430 mil participantes em 1,6 mil assembleias. O Programa Crescer, iniciativa de educação cooperativa, registrou 87 mil participantes, enquanto o Comitê Mulher, iniciativa criada para estimular a equidade de gênero, foi nacionalizado em 2020 e hoje conta com mais de 30 grupos atuantes.

O trabalho de formação de jovens lideranças cooperativistas, realizado por meio dos Comitês Jovem do Sicredi, recebeu reconhecimento do Woccu este ano, tendo sido escolhido como modelo mundial para o fomento do segmento entre as novas gerações. Integrante do Comitê Jovem e associado do Sicredi, Vinícius Mattia, foi um dos vencedores no WYCUP – World Council Young Credit Union People, programa que tem o objetivo de estimular a formação de jovens lideranças e que premia participantes que desenvolveram projetos com potencial de causar influência global no Cooperativismo de Crédito. Como prêmio, Mattia participará da Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito 2021, programada para ocorrer na Escócia. Tendo a Educação Financeira como uma de suas bandeiras, o Sicredi irá lançar, ainda em 2020, o programa Cooperação na Ponta do Lápis, buscando disseminar ações educacionais em todo o território nacional.

Tais iniciativas tornam o Sicredi uma referência para cooperativas de crédito de outros países – percepção compartilhada pelo presidente do Woccu, Brian Branch, que também não deixa de exaltar os benefícios para a sociedade. “Essas ações do Sicredi o tornam um modelo inspirador e são um exemplo de como o cooperativismo de crédito é essencial para evoluirmos em questões socioeconômicas”, afirma ele, ressaltando que cooperativas foram fundamentais para minimizar problemas sociais na África, no Haiti, e até mesmo em países europeus mais desenvolvidos.

Futuro: inovação para gerar valor, experiências e relacionamento

Sempre tendo o associado no centro dos projetos, o Sicredi tem desenvolvido iniciativas e soluções, tanto em atendimento quanto em apoio, para oferecer experiências mais digitais e fluidas às pessoas. Iniciativas desenvolvidas e aprimoradas ao longo de 2020 são exemplo disso.

Por meio do WhatsApp Enterprise e de seu assistente virtual, Theo, o Sicredi realizou mais de 1,4 milhão de atendimentos, com mais de 1,2 milhão de mensagens trocadas pelo bot. Em sua parceria com o AgTech Garage, foi realizado o projeto “Desafio Covid-19: soluções digitais para o agronegócio“, que teve como objetivo promover a difusão e a adoção de soluções confiáveis e de alto impacto desenvolvidas por startups para produtores rurais, além do Programa Intensive Connection, que buscou empresas para o desenvolvimento de tecnologias destinadas ao agrobusiness capazes de gerar transformações positivas no setor. Também merece destaque o aplicativo Sicredi Conecta, marketplace virtual que permite aos associados anunciar e vender produtos e serviços, e hoje reúne cerca de 43 mil usuários.

“O Sicredi está sempre aberto às inovações e às novas tecnologias. Embora elas permitam interações à distância, isso não significa que iremos nos distanciar em nossos relacionamentos, ao contrário, iremos cada vez mais e sempre estar próximos das pessoas”, afirma Dasenbrock.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). 

*Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Facebook | Twitter | LinkedIn | YouTube

Justiça Eleitoral tem até dia 26 para julgar pedidos de registro de candidaturas

Elano Almeida (PSL), que pela quarta vez disputa o cargo de prefeito de Corumbá, foi o primeiro a ter o pedido julgado pela e aceito pela Justiça Eleitoral. De acordo com o DivulgaCand Contas, ele está apto para disputar as eleições 2020 e “com dados e documentação completos que atenderam aos requisitos da candidatura”. A vice do PSL, professora Berê, também teve o registro deferido. Os outros cinco candidatos – bem como seus respectivos vices – ainda aguardam julgamento.

Até o momento, 46 postulantes ao cargo de vereador tiveram seus pedidos de candidatura aprovados. Cinco candidatos (sendo três do PT; um do PL e um do PODEMOS) renunciaram à disputa. Um nome – do PSL – teve o pedido indeferido pela Justiça Eleitoral. O motivo, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS), foi “ausência de requisito de registro”.

Os sete candidatos a prefeito de Ladário seguem aguardando o julgamento das candidaturas pela Justiça Eleitoral. Também esperam a decisão pela aprovação ou não de seus nomes, pelo Tribunal Regional Eleitoral, os 196 candidatos a vereador daquela cidade. Dois anunciaram renúncia à busca por uma vaga na Câmara Municipal (um do PSD e outro do PSL)

O calendário eleitoral informa que 26 de outubro (segunda-feira) é a data limite para que todos os pedidos de registro de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias e publicadas as decisões a eles relativas (Lei nº 9.504/1997, art. 16, §1º).

Justiça de Goiás arquiva processo contra padre Robson por lavagem de dinheiro

Justiça de Goiás arquiva processo contra padre Robson por lavagem de dinheiro

O Tribunal de Justiça de Goiás arquivou a investigação contra o padre Robson de Oliveira, acusado de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada de forma unânime na última terça-feira, 6. Investigações do Ministério Público do estado indicavam que o pároco movimentos R$ 2 bilhões em 10 anos. O Vaticano sabia das acusações contra o Padre Robson.

Ao Correio Braziliense, a defesa do padre confirmou o arquivamento da ação do MP-GO. “Com isso, fica reconhecido que não houve a qualquer ilicitude praticada pelo religioso, que sempre se dispôs a esclarecer toda e qualquer dúvida sobre a sua atuação na Afipe (Associação Filhos do Pai Eterno) ou em qualquer outro âmbito de evangelização”, declarou Pedro Paulo de Medeiros.

Outro advogado do padre Robson, Cléber Lopes, afirmou que a decisão confirma que a associação presidida pelo pároco é de natureza privada e que não houve desvio de dinheiro.

A justificativa do desembargador Nicomendes Domingos Borges é de que as provas do Ministério Públicos eram insuficientes para afirmar que houve desvio de dinheiro.

A Operação Vendilhões, do Ministério Público de Goiás, apontou que a Associação presidida pelo padre recebia doações que chegavam a R$ 20 milhões por mês. Segundo a investigação, parte do dinheiro estava sendo usado para comprar fazendas e uma casa na praia.

 

Produtor de Goiás obtém recorde nacional de produtividade de trigo com cultivar da Embrapa

A cultivar de trigo irrigado BRS 264, desenvolvida pela Embrapa para o Cerrado do Brasil Central e atualmente a mais cultivada na região, alcançou uma marca histórica nesta safra. O produtor Paulo Bonato, de Cristalina (GO), colheu 8.544 kg/ha ou 142,4 sc/ha da variedade em uma área de 50,8 hectares sob pivô central de irrigação, estabelecendo o novo recorde brasileiro de produtividade na cultura. O produtor já havia sido recordista nacional com outra cultivar da Empresa, a BRS 254, quando alcançou produtividade média de 139,8 sc/ha sob o mesmo pivô em 2017. Os números representam o triplo da média nacional projetada para este ano, em torno de 48,3 sc/ha.

O trigal recordista ocupa metade de uma área de 101,6 hectares irrigados da propriedade de Bonato, sendo que a outra metade também foi plantada com a cultivar da Embrapa, porém utilizando-se outras tecnologias de manejo. Ainda assim, os 50,8 hectares restantes obtiveram elevada produtividade: 133,3 sc/ha. Com isso, a produtividade geral do pivô foi de 137,8 sc/ha.

Bonato planta a BRS 264 e, principalmente, a BRS 254, desde que as cultivares foram lançadas, há 15 anos. “Geralmente, planto uma em cada metade do pivô ou, quando a programação de plantio é em dois pivôs, planto um pivô inteiro com uma variedade”, explica. Neste ano, o trigo sucedeu uma lavoura de soja, e a semeadura da área foi realizada entre 7 e 12 de maio e a colheita entre 8 e 12 de setembro. O produtor utilizou cerca de 75 a 80 plantas por metro linear.

Como o ciclo médio total da lavoura ficou em torno de 114 dias (da emergência das plantas até a colheita), foi obtida uma produtividade diária média de 74,9 kg/ha/dia na porção mais produtiva da lavoura, número significativo em termos mundiais. Isso porque o novo recorde mundial de produtividade em trigo, estabelecido este ano – 17.398 kg/ha ou 289,96 sc/ha em uma propriedade em Ashburton, na Nova Zelândia, com semeadura em abril de 2019 e colheita em 17 de fevereiro de 2020 – representaria produtividade média diária de quase 58 kg/ha/dia, se for considerado um ciclo de 300 dias. “Isso mostra que nosso sistema aqui no Cerrado é mais eficiente”, diz o pesquisador da Embrapa Cerrados (DF), Júlio Albrecht.

Capricho na lavoura

Responsável técnico da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), Claudio Malinski diz que Bonato sempre colheu bem o trigo na região. “É um produtor padrão”, diz o engenheiro agrônomo. “Ele faz agricultura de precisão, o solo é corrigido e uniforme quanto à textura; toma todos os cuidados com a adubação e calibra bem o pivô quanto à água. Além disso, é cuidadoso quanto ao aspecto fitossanitário, preferindo ter o custo de produção um pouco maior e garantir mais segurança na colheita em vez de economizar com defensivos”, comenta.

Júlio Albrecht acrescenta que o produtor sempre seguiu as recomendações da Embrapa e, ano a ano, faz ajustes finos para aprimorar o sistema de produção. “Este é o trunfo do Paulo: utilizar as informações da pesquisa e dos técnicos para conseguir elevadas produtividades. Ele não faz ‘receita de bolo’, está sempre ajustando o sistema”.
Na safra deste ano, seguindo a lógica de ajustes contínuos no sistema, o produtor realizou diferentes ações de adubação nitrogenada em cada metade da área com pivô, buscando verificar as melhores respostas em produtividade. Aberto à inovação, Bonato diz que está sempre testando novos produtos e tecnologias.

Na condução da lavoura, além de manter um rigoroso controle fitossanitário com várias aplicações de defensivos, ele realiza adubação foliar, utiliza inoculantes, faz aplicações de sílica para maior proteção das plântulas (que ficam com paredes celulares mais enrijecidas), além de buscar melhorias na adubação com cálcio e boro, dois nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas.

Vários detalhes são observados pelo produtor pra garantir o sucesso da lavoura. “É importante ter uma boa distribuição de sementes, uniformidade de plantio, boa emissão de cachos e dividir as aplicações (de adubo). O solo (na área do pivô) está quimicamente equilibrado, com índice de fósforo muito bom. Tenho feito análise de solo com grid de 1 hectare e, a cada dois anos, faço redimensionamento dos pivôs. São ajustes finos”, comenta.

Bonato acredita que o resultado obtido neste ano se deve a diversos fatores. “Ter um manejo adequado e fazer uso das tecnologias disponíveis é importante demais para o produtor. Tudo isso agrega à produtividade. Estou feliz com a produtividade que obtive, mas sempre quero melhorá-la”, afirma, destacando ainda a qualidade dos grãos colhidos, já que em cerca de 70% da colheita o peso do hectolitro (PH)* foi de 84 kg/hl, o que reflete em grãos mais pesados.

Todo o esforço e investimento do produtor na lavoura implicam, consequentemente, maior custo de produção. “Ele é um pouco mais alto que o dos meus colegas. Mas sou apaixonado pela cultura e isso vem de gerações, do meu avô, do meu pai, que também plantavam trigo. Fico extremamente feliz quando vejo uma lavoura bem conduzida”, justifica.

O produtor faz questão de enfatizar a contribuição das parcerias com os pesquisadores e com os técnicos da cooperativa para o sucesso obtido nesta safra: “O respaldo da Embrapa é extremamente importante, existe uma abertura dos pesquisadores para que possamos conversar. E a Coopa-DF, com o departamento técnico, está sempre apoiando e orientando, como, por exemplo, alertando sobre o aparecimento de doenças aos produtores”.

Influência do clima e do mercado

Segundo Claudio Malinski, o clima também pode ter contribuído para a elevada produtividade obtida por Bonato, já que o inverno deste ano foi um pouco mais frio que o de 2019, com temperaturas mais baixas em julho e com alguns dias mais frios em agosto. Júlio Albrecht concorda: “As temperaturas noturnas e diurnas foram favoráveis ao desenvolvimento das plantas. Vimos muitos produtores alcançarem produtividades em torno de 130 sc/ha”, afirma.

Outro fator que estimulou boa parte dos triticultores do Brasil Central a buscarem melhor desempenho foi o aumento do preço do trigo importado em função da desvalorização do real frente ao dólar – a tonelada tem sido negociada acima de R$ 1.200, enquanto em 2019 o valor ficou em torno de R$ 850.

“Os produtores passaram a investir mais na cultura, utilizando tecnologias para melhorar a produtividade, como a intensificação do uso de insumos, entre os quais a adubação de base e o nitrogênio em cobertura, melhor controle fitossanitário e melhor ajuste da lâmina d’água na irrigação, conforme as orientações técnicas”, apontam Albrecht e Jorge Chagas, pesquisador da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS).

Velha conhecida dos produtores

A cultivar BRS 264 não é novidade para os triticultores do Cerrado. Lançada em 2005, ela rapidamente conquistou o mercado devido ao ciclo precoce (média de 110 dias no Brasil Central), à elevada produtividade (120 sc/ha em média), à resistência ao acamamento e à debulha e, sobretudo, à boa aceitação pelos moinhos, o que confere liquidez aos produtores.

Quanto à qualidade industrial, a BRS 264 é uma variedade de grão duro, classificada como trigo pão, com força de glúten média de 255 x 10-4 J, estabilidade acima de 20 minutos e PH médio de 80 kg/hl. A flexibilidade na produção de farinha para panificação e do rendimento de farinha, que chega a 66,5% em média, um dos melhores do mercado, explica a atratividade para os moinhos. Segundo os pesquisadores, a farinha da cultivar possibilita a fabricação de pão sem necessidade de adição de outras farinhas.

Todos esses atributos agronômicos e industriais explicam por que a variedade é cultivada em cerca de 70% da área com trigo irrigado dos cooperados da Coopa-DF, estimada em 3,5 mil hectares e distribuída pela região do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF) e por municípios do Entorno do Distrito Federal.

Para Paulo Bonato, a cultivar BRS 264 é interessante devido à precocidade do ciclo, cerca de 10 dias mais curto que o da BRS 254, por exemplo. “Acabo gastando um pouco menos de água e de energia em função dessa precocidade. E quando planto as duas variedades, consigo escalonar a colheita”, observa o produtor, que comercializa toda a produção para a Coopa-DF.

O moinho da cooperativa recebe anualmente cerca de 300 mil sacas de trigo, oriundas tanto de plantações irrigadas como em sistema de sequeiro (outros 5 mil hectares) da região. “Ao produzir uma farinha de ótima qualidade, segregando as variedades, o moinho consegue valorizar o trigo de alta qualidade produzido aqui na região”, elogia Bonato.

“A grande vantagem de se usar a mesma cultivar por tanto tempo é que o produtor aprende a manejá-la”, aponta Albrecht. “Nesse tempo, ele vai ajustando o manejo conforme as características da propriedade. Além disso, é gerado conhecimento entre técnicos das cooperativas e consultores, junto com as orientações da Embrapa, e assim os produtores vão obtendo maiores produtividades”, acrescenta Chagas.

Estima-se que a BRS 264 seja atualmente cultivada em cerca de 80% das áreas de trigo irrigado no Cerrado do Distrito Federal, de Goiás, do Mato Grosso e da Bahia. Os pesquisadores lembram que a cultivar é resultado do programa de melhoramento genético conduzido pela Embrapa Cerrados na região desde a década de 1970. Além do desenvolvimento de variedades mais produtivas e adaptadas às condições do Bioma Cerrado, a pesquisas geram recomendações de manejo aos produtores, que são disponibilizadas por meio de publicações e dias de campo.

Resultados surpreendem em Minas Gerais

A colheita do trigo está praticamente concluída nos quase 87 mil hectares cultivados em Minas Gerais. A estimativa da Secretaria de Agricultura (SEAPA/MG) é atingir uma produção de 254 mil toneladas de trigo.

De acordo com o produtor Eduardo Abrahim, que integra a Associação dos Triticultores do Estado de Minas Gerais (ATRIEMG), os produtores estão colhendo uma das melhores safras de trigo dos últimos anos: “Em grande parte do estado houve um volume significativo de chuvas no final do mês de maio, associado a temperaturas mais amenas à noite, o que favoreceu o trigo”.

No trigo de sequeiro, a ATRIEMG estima que o incremento de produtividade seja entre 30 e 40%, com média próxima a 2.500 kg/ha (41 sc/ha). Na região do Triangulo Mineiro, algumas lavouras registraram produtividades de 4.500 kg/ha (75 sc/ha). Na região central do estado, uma lavoura em Iguatama, registrou 3.720 kg/ha (62 sc/ha). “Consegui produzir sementes de excelente qualidade com o trigo de sequeiro BRS 404, numa média de produtividade de 2 mil kg/ha, num ano sem grandes custos de produção já que não tivemos doenças na lavoura”, conta o produtor, lembrando que a brusone, doença que causou grandes prejuízos no ano passado, não afetou as lavouras nesta safra.

A grande surpresa, segundo Abrahim, foi no trigo irrigado, onde muitas lavouras superaram 6 mil kg/ha (100 sc/ha).  “Lavouras com 110 sacos por hectare em vários pivôs, boa qualidade e PH 86 estão fazendo a alegria dos produtores num ano com preços do trigo em alta”, afirma, destacando que os resultados positivos deverão motivar um novo aumento de área com trigo para a próxima safra.

Para saber como fazer o melhor manejo da genética Embrapa para altas produtividades leia a publicação “Informações fitotécnicas das cultivares de trigo BRS 254, BRS 264 e BRS 394 para o sistema irrigado do Cerrado do Brasil Central”, disponível para download no portal da Embrapa.
*É a massa de 100 litros de trigo, expressa em kg/hl. É influenciado por uniformidade, forma, densidade e tamanho do grão e pelo teor de matérias estranhas e grãos quebrados da amostra. Serve como indicativo da sanidade do grão.

Link para a matéria original e atualizações: https://bit.ly/36r4jhH

Renata Banhara e Celso Russomano, o encontro do Sentinela do Bem com a Patrulha do Consumidor

Renata Banhara e Celso Russomano, o encontro do Sentinela do Bem com a Patrulha do Consumidor

No horário do almoço desta sexta-feira (02), um encontro agradável aconteceu no Largo 13 de Maio, na Zona Sul da capital paulistana, em frente à Igreja Matriz de Santo Amaro.

Renata Banhara (45 anos), candidata a vereadora pela cidade de São Paulo – 10180, encontrou pelas ruas do bairro, com Celso Russomano, candidato a Prefeito também pela cidade de São Paulo.

Tomando todas as medidas protetivas necessárias, e nem mesmo o imenso calor de 35ºC que registrava nos termômetros, impediu que a dupla fossem de encontro com a população para ouvir e conhecer de perto as principais necessidades que estejam passando por aquela região.

Gente da gente, extremamente simples, Banhara andou pelo calçadão, conversou com a população, adentrou em alguns comércios os quais foi convidada pelos próprios funcionários, e até posou ao lado de alguns ambulantes e registrou selfie com a população.

Renata que vem engajadamente atuando por mais de três anos como uma ativista em proteção e defesa das mulheres, como voluntária no projeto “Sentinela do Bem”, que dá apoio às mulheres afetadas pela agressão, seja física, moral ou até sexualmente, com o acolhimento humanizado nas Delegacias e Delegacias da Mulher, além também de ajudar com o CAE, que atualmente atende aproximadamente 80 pessoas que sofreram violência, mas que possui capacidade para atender até 110 mulheres com filhos, dando todo o suporte necessário, que vai desde a moradia por tempo indeterminado, seis refeições, materiais de higiene, atenção total 24 horas, além da equipe de segurança no local.

“A política é o único veículo capaz de efetivar soluções para a sociedade, quando eu falo em nome da mulher, eu falo em nome da família, das mães…  toda mulher sabe os pilares básicos para uma sociedade saudável, igualitária. Necessitamos deixar de ser invisíveis ou sermos vistas somente pelas estatísticas de violência que são muitas e cada dia mais, isso precisa acabar! Precisamos salvar vidas, é um absurdo estarmos em pleno século XXI sendo uma população de 52% de mulheres no país, grande parte são arrimo de família”, declarou Banhara.

Crédito das Fotos: Divulgação