mar 13, 2026 | Colunistas
Antes de qualquer debate acalorado nas redes sociais, convém olhar para um dado incômodo. Segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF), pesquisa conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a Ação Educativa, apenas 8% dos brasileiros conseguem interpretar adequadamente um conteúdo publicado; somente 6% sabem diferenciar fato de opinião; e 29% dos adultos são analfabetos funcionais – leem, mas não compreendem plenamente o que leem. Antes de apontarmos o dedo para o “absurdo” do comentário alheio, é preciso reconhecer o terreno frágil sobre o qual estamos discutindo.
Há cerca de uma década, assistimos à retomada de uma polarização que parecia perder força. Ressurgiram embates envolvendo raça, gênero, classe social, ideologias, religiões e por aí vão. O que antes estava contido por certo constrangimento social ganhou palco, curtidas e compartilhamentos. Uma parcela barulhenta, que talvez se mantivesse à margem por falta de espaço, encontrou nas mídias digitais um megafone potente. A cultura do ódio, antes envergonhada, passou a se apresentar com orgulho.
Nesse ambiente, a disseminação de fake news prospera. Informações falsas circulam com velocidade impressionante, explorando emoções primárias: medo, indignação, ressentimento. Cria-se um processo de dissonância cognitiva, sobretudo em quem já possui limitações de interpretação ou acesso precário a fontes confiáveis. Em ano eleitoral, o fenômeno se intensifica. Mentiras repetidas à exaustão ganham aparência de verdade. A repetição não transforma erro em fato, mas o torna familiar – e o que é familiar tende a parecer verdadeiro.
No livro “Tribos Morais”, do neurocientista norte-americano Joshua Greene, está uma questão interessante. Segundo ele, nossas decisões não são guiadas apenas pela razão, mas por instintos morais ligados ao grupo ao qual pertencemos. Evoluímos para proteger nossa “tribo”, não para buscar a verdade objetiva. Assim, quando lemos algo que desafia nossas crenças, nossa reação automática não é compreender, mas defender nossa identidade. O debate deixa de ser sobre ideias e passa a ser sobre pertencimento.
Quando somamos esse impulso tribal às limitações de interpretação apontadas pelo INAF, o cenário torna-se ainda mais preocupante. O resultado são discussões rasas, polarizadas, marcadas por ruído constante e pouca construção de conhecimento. Muitas brigas virtuais não fracassam por falta de informação, mas por ausência de compreensão e de ânimo para refletir com profundidade. Debate exige escuta, leitura atenta e capacidade de distinguir opinião de evidência.
Talvez, antes de responder ou atacar, a pergunta mais madura seja: estou dialogando com alguém disposto a examinar ideias ou apenas reagindo para defender minha própria tribo? Essa reflexão muda nossa postura. Nem toda provocação merece resposta; nem toda divergência exige confronto público. Em certos casos, o silêncio estratégico é mais eficaz do que a réplica impulsiva.
Nada disso significa renunciar à liberdade de expressão. Ao contrário: liberdade não combina com imposição de ideias, mas com responsabilidade. Argumentos sólidos, baseados em dados verificáveis, apresentados em linguagem clara e respeitosa, ampliam horizontes. Gritos e ofensas apenas reforçam muros.
A única resposta estrutural para esse ciclo é educação de qualidade. Educação que ensine não apenas a ler palavras, mas a interpretar contextos; não apenas a opinar, mas a fundamentar; não apenas a discordar, mas a respeitar. Informação circunstanciada, em linguagem simples e direta, provoca reflexão. E reflexão é antídoto contra manipulação.
Temos responsabilidade individual nesse processo. Antes de compartilhar, verificar. Antes de acusar, compreender. Antes de impor, dialogar. Mostrar, com inteligência emocional, que versão não é fato. Apresentar conteúdos lógicos e confiáveis para que cada pessoa possa pensar e escolher sem pressão.
Em tempos de polarização intensa, maturidade cívica é ato de coragem. Defender a verdade exige menos barulho e mais consistência. Se quisermos uma sociedade menos fragmentada, precisamos começar pelo básico: compreender o que lemos, questionar o que sentimos e lembrar que, acima de qualquer tribo, está o compromisso com a realidade.
Ricardo Viveiros, jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE) e conselheiro da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite. Apresenta pela TV Cultura, aos domingos, às 10h30, o programa “Brasil, mostra a tua cara!”.
mar 13, 2026 | Colunistas
“O GOVERNANTE”: “Onde antes se erguia o “o grande homem”, hoje vemos o gestor, o “gerentão” técnico e, não raro, medíocre. Antigamente, o povo projetava no líder seus desejos mais profundos e perigosos. Hoje, o “gestor” é visto apenas como um prestador de serviços, sujeito a cobranças imediatas ou ao cancelamento sumário. Trocamos o trágico pelo prático. ” (Lea Oksenberg)
ALÉM DO BATOM: Só flores e abraços? As mulheres desrespeitadas nas cotas de gênero e pelas violências domésticas. Caso da ex-namorada do médico e ex-vereador da capital Sandro Benitez, vítima de desrespeito e também demitida do cargo na Câmara Municipal pelo seu presidente (líder evangélico) Epaminondas Papy, Venceu o preconceito machista.
PODER & DESGASTE: A política e o poder envelhecem seus protagonistas. Fato constatado física e simbolicamente. O exercício do poder impõe cargas de estresse que acelera o desgaste biológico. Não é lorota. Compare as mudanças fisionômicas de nossos ilustres protagonistas do poder ao longo dos anos. Sem a política evaporam.
‘ECLESIASTES’: A vaidade na política, sob a ótica deste livro, é vista como busca passageira e frustrante por poder, fama e influência, comparada a “bolha de sabão”. O sábio Salomão, observava que mesmo as mais altas posições de liderança e sucesso político são transitórias e não satisfazem o propósito profundo da vida humana.
‘O PREÇO’: Às vezes, até com atraso, a ‘fatura’ chega nas relações familiares dos políticos, com impactos profundos e negativos. A vida privada vira pública escancarada, com fatos polêmicos e escândalos que geram lagrimas. O foco da mídia sedenta por pautas atrativas não respeita os laços familiares e detona sem ética e respeito.
AZARADOS: 5º presidente da República, Rodrigues Alves modernizou o país e até revoltou os cariocas com a vacinação obrigatória contra a varíola. Alguns de seus ministros: o médico Osvaldo Cruz e o Barão do Rio Branco. Em 1918 foi eleito de novo, morrendo antes da posse vítima da gripe espanhola. Assumiu o vice Delfim Moreira que faleceu em 1º/07/1920 de arteriosclerose. Assumiu Epitácio Pessoa.
DE VOLTA? Ex-deputado (8 vezes) Picarelli reaparece com filmetes no facebook. Derrotado em 2018, tentou a vereança em 2024: 1.095 votos. Outro na mídia digital é o ex-prefeito de Aquidauana e deputado estadual Raul Freiras com comentários críticos e de reflexões. Penso com meus botões; devem estar apenas massageando o ego.
ALERTA: Ouvi as lamúrias de prefeitos na Assembleia. A crise financeira nacional já reflete na base de cálculo do FPF – ancorado na arrecadação com o IPI e o Imposto de Renda Retido na Fonte. A queda foi de 8,62% e a perda real chegou a 10,66%. Prefeitos já sentiram o drama: terão que rever projetos e enxugar gastos para não chorar depois.
‘PATINHO FEIO”: A região Norte apresenta eleitorado de 123.456 eleitores, assim distribuídos: Alcinópolis 3.736: Camapuã 10.420; Costa Rica 19.345; Coxim 26.680; Figueirão 2.850; Pedro Gomes 6.450; Sonora 11.230 e Rio Verde de Mato Grosso 14.850. O colégio eleitoral representa apenas 6,22% dos eleitores de todo MS.
DISPUTADA: A região já ‘deu’ o vice-governador Moacir Kohl, Leite Schimidt (deputado federal) e José Oliveira (deputado estadual). O deputado Jr. Mochi é tido representante ‘raiz’ por Coxim – mas terá a concorrência de outros postulantes, entre eles Jerson Domingos, Marcio Fernandes, Jamilson Name e Gerson Claro.
PODEROSA: Campo Grande decide as eleições e irradia influencia para o interior. Vale recordar; em 2.022 o Capitão Contar obteve 130.972 votos (26,64%); Puccinelli 107.260 (21,82%), Marquinhos 76.102 (15,48%); Riedel 72.072 (14.66%), Rose 68.620 (13,96%), Giseli 34.032 (6,92%), Adonis 1.805 (),37%), Magno 781 votos 0,16%).
E MAIS: Teria havido tantas mudanças no cenário da capital após as eleições de 2.002? Nelas, a candidata Tereza Cristina obteve 241.903 votos (52,56%) ao Senado. Conservadorismos ou mérito pessoal? Agora, o eleitor campo-grandense levará em conta a biografia dos candidatos, méritos e potencial ou adotará outros critérios?
NOVIDADES: Nestes últimos dias o quadro eleitoral teve novos componentes, alguns influentes, outros apenas bolhas de sabão. Ainda é cedo para avaliar o ingresso do deputado João H. Catan no Novo. Será acompanhado por quais lideranças? Corre risco de seu projeto não se viabilizar? Ficaria sem mandato e disputaria a prefeitura da capital em 2028?
RACHA? Só com bola de cristal para fazer a leitura da nebulosa situação nos grupos e partidos que compõem o anti-petismo. As contradições nas declarações de algumas lideranças levantam dúvidas neste jogo, nem sempre limpo. Sabe-se que a vice-prefeita Giani Nogueira (Dourados) irá se filiar ao Novo para tentar o Senado, embolando a disputa.
JANELA DA TRAIÇÃO? Na política o temo traição tem outro significado diferente do que usamos no dia a dia. Trata-se apenas da decisão pessoal em optar por esse ou outro caminho para atender suas conveniências eleitorais. Não se pode ou não se deve dar-lhe a dimensão de um crime inafiançável. Traição é uma amiga de casa, passível de perdão
CIDADES & ELEITORES: Água Clara 13.745; Alcinópolis 3.859; Amambai 27.560; Anastácio 18.732; Anaurilândia 6.341: Angélica 8.866; Antônio João 7.952; Aparecida do Taboado 19.248; Aquidauana 36.980; Aral Moreira 8.303; Bataguassu 19.332; Batayporã 8.627; Bela Vista 16.635; Bodoquena 6.433; Bonito 19.223; Brasilândia 9.842; Caarapó 22.212; Camapuã 11.248; Campo Grande 646.216; Caracol 4.804; Cassilândia 15.434; Chapadão do Sul 22.057; Corguinho 4.482; Coronel Sapucaia 11.904; Corumbá 67.739; Costa Rica 22.467, Coxim 26.741; Deodápolis 10.809, Dois Irmãos do Buriti 8.779; Douradina 5.024; Dourados 163.229; Eldorado 9.337; Fatima do Sul 17.045; Figueirão 2.760; Glória de Dourados 8.159; Guia Lopes da Laguna 8.168; Iguatemi 11.031; Inocência 7.275; Itaporã 14.238; Itaquirai 14.973; Ivinhema 21.309; Japorã 6.517; Jaraguari 6.060; Jardim 19.121; Jatei 4.531; Juti 6.084; Ladário 13.926; Laguna Carapã 5.314; Maracaju 29.684; Miranda 20.400; Mundo Novo 14.966; Navirai 38.320; Nioaque 10.467; Nioaque 10.467; Nova Alvorada do Sul 16.869; Nova Andradina 35.765; Novo Horizonte do Sul 3.702; Paraíso das Águas 4.357; Paranaíba 32.050; Paranhos 9.436; Pedro Gomes 6.220; Ponta Porã 25.505; Porto Murtinho 9.076; Ribas do Rio Pardo 15.576; Rio Brilhante 26.474; Rio Brilhante 26.474; Rio Negro 4.239; Rio Verde de Mato Grosso 14.238; Rochedo 5.254; Santa Rita do Pardo 5.729; São Gabriel do Oeste 22.964; Selvíria 7.360; Sete Quedas 7.738; Sidrolândia 35.051; Sonora 11.574; Sonora 11.574; Tacuru 7.170; Taguarussu 4.107; Terenos 13.58; Três Lagoas 86.968 e Vicentina 6.123. (Números do TRE em 2024)
PONTO FINAL:
Certos pais tem a pretensão de preparar os filhos para a vida; outros tem a megalomania de preparar a vida para os filhos. (Millôr)
mar 7, 2026 | Colunistas
**Bosco Martins é escritor e jornalista*
O Dia Internacional da Mulher deveria ser apenas uma data de celebração das conquistas femininas. No Brasil, porém, o 8 de março também se tornou um momento de reflexão. Entre homenagens, discursos e campanhas oficiais, o país segue registrando números alarmantes de feminicídio e violência contra mulheres.
Neste fim de semana, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva faz um pronunciamento nacional alusivo à data.
A fala ocorre em meio a iniciativas do governo e do Supremo Tribunal Federal para reforçar o combate à violência de gênero. Campanhas de conscientização também surgem em várias regiões, como a promovida pela Rede Matogrossense de Comunicacao.
Apesar disso, a realidade segue dura. Dados do Forum Brasileiro de Seguranca Publica mostram que o Brasil registrou 1.568 feminicídios no último ano — o equivalente a uma mulher assassinada a cada seis horas.
Em Mato Grosso do Sul, os casos também se acumulam. Na antevéspera do Dia da Mulher, uma enfermeira foi brutalmente agredida pelo marido em Ponta Pora. O episódio reacendeu o alerta sobre a violência doméstica no estado.
A violência contra mulheres, aliás, não é exclusividade brasileira. Escândalos internacionais, como o caso do financista Jeffrey Epstein, que manteve relações com diversas figuras influentes, entre elas o empresário e ex-presidente Donald Trump, mostraram como crimes contra mulheres podem permanecer ocultos por anos.
Por isso, mais do que uma data de homenagens, o 8 de março precisa ser também um alerta. Enquanto mulheres continuarem morrendo apenas por serem mulheres, as flores dessa data sempre terão um significado incompleto
mar 7, 2026 | Colunistas
O próximo evento sera 13 de abril em Brasília. A outorga será pela a ANCEC – Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação. A Agência nasceu no ano de 2014, da união de empresários, advogados, artistas e comunicadores, com a função de valorizar o empreendedorismo, a arte e a comunicação em uma união inédita e inovadora através de ações de reconhecimento, promoção e execução de atividades
A premiação leva o nome de Nelson Rodrigues. Quando se fala seu nome percebemos que que em cada fase que perpassou, com fulcro em seus discrepantes escritos, o autor brasileiro foi considerado pela crítica como irreverente para o registro literário de sua época. Com elementos melodramáticos, supedaneado em forte expressividade, Nelson Rodrigues compos em cinquenta e cinco anos, um itinerário cingido de cronicas, romances e peças de teatro; estas o consagraram com um expoente dramaturgo. Oa textos exploram temáticas sobre o ciúmes, relacionamentos amorosos com uma pitada de subversão aos preceitos morais, ocultados pela sociedade a época de suas produções
A medalha Nelson Rodrigues – concedida pela ANCEC que reconhece os destaques artísticos nas áreas do cinema, da tv e do teatro. Ser lembrado é ter a sensação de que valeu a pena. Mesmo em meio a tantas dificuldades, a vida insiste em abrir brechas de generosidade, em criar espaços de respiro, em nos dizer que a luta não é em vão.
Nataly Moraes procurada pela redação visivelmente emocionada declarou: “recebo este prêmio com gratidão. Não é apenas um símbolo, mas uma reverberação da minha carreira que hoje é internacional. Retumbam vozes que me antecederam, das que caminharam comigo, dos meus prefaciadores, aliás todos eles pessoas renomadas que emprestaram seus brilhos para abrir cada livro. Eu também quero agradecer a imprensa que sempre esta apoiando meu nome e minha atividade. Aos meus leitores ressalto, essa medalha é de vocês. Viva o teatro, esse território de encontros, invenções e milagres; viva a cultura essa magia que nos encanta. E receber essa notícia na semana da mulher é mais emocionante ainda”
Em contrapartida de acordo com o site da ANCEC a MEDALHA NELSON RODRIGUES, de autoria do artista plástico Giuseppe Bosica, foi criado no ano de 2016 com o intuito de reconhecer os destaques artísticos nas áreas do cinema, da tv e do teatro, sejam eles nos campos da dramaturgia, atuação, produção ou parte técnica. É importante ressaltar que o Medalha, que carrega o nome do maior dramaturgo Brasileiro, não é uma premiação ou competição para indicar quem é o melhor, e sim de uma homenagem, que busca homenagear aqueles que se destacam em cada uma das áreas citadas. Nomes como Antonio Fagundes, Gloria Pires, Mateus Solano, Vera Fischer, Lilia Cabral, Juliana Paiva, Alexandre Borges, Nicete Bruno, Natalia Timberg, Wolf Maia, Rosa Maria Murtinho, Mauro Mendonça, dentre outros, já foram homenageados com o Medalha. Todas as indicações para o recebimento da homenagem são feitas através de indicação de quem já a recebeu, com curadoria da família de Nelson Rodrigues, juntamente com a diretoria da ANCEC.
Da Assessoria
mar 6, 2026 | Colunistas
PORTEIRA ABERTA: Foi só abrir a janela partidária e temos sinais de que muita coisa vai acontecer no cenário estadual. Aliás, o encontro do Flavio Bolsonaro e Valdemar C. Neto com Riedel e Reinaldo em Brasília, lembra o criticado episódio de 2024, com o candidato Beto Pereira avistando-se com Bolsonaro e Valdemar em busca de apoio.
PROJETO: No encontro de 2024 Valdemar disse que entre a candidata do PP da senadora Tereza Cristina – Bolsonaro decidira caminhar com Riedel. Valdemar revelou que após as eleições, formaria um único partido da direita no Estado com as participações de Riedel e Reinaldo. Mas com a derrota, o sonho derreteu.
ÁGUA ABAIXO: No lugar de sanar as arestas, aumentaram as rusgas entre o pessoal ‘direita raiz’ e o grupo do governador e de Reinaldo. Aliás, as votações de Pollon para deputado federal (103.111 votos), de João H. Catan para deputado estadual (25.914 votos) e de Rodolfo Nogueira para a Câmara Federal (41.73 votos) fomentam esse desejo por autonomia política.
PREOCUPADO: Por mais que tente, o experiente Azambuja sabe o que o espera ao longo dos próximos meses. Suas dúvidas são as mesmas que a opinião pública cultiva. Esse episódio do bilhete, a divisão no ‘Grupo Bolsonaro’, as declarações contraditórias de lideranças bolsonaristas formam um caldo de nitroglicerina. Traições a vista.
MICHELLE: Todos sabem das divergências entre a ex-primeira dama e os filhos ‘instáveis’ do ex-presidente Bolsonaro. Primeiro é o ciúme pelo poder de influência dela nas decisões do marido – segundo – a inveja – pelo espaço que ela tem conseguido no campo da política nacional e notadamente no prestigio através do PL Mulher.
GUERRA: Michelle tem seu próprio projeto político. O caminho seria disputar o Senado pelo Distrito Federal. Mas de vez em quando solta pitacos sobre a situação de candidaturas em alguns estados. Com isso gera desconforto nas lideranças regionais do PL. A manifestação apoiando a candidatura de Pollon ao Senado foi um desastre.
QUEM MANDA? Fatos desgastantes envolvendo membros da Família Bolsonaro e as declarações incríveis de Valdemar Costa Neto tem provocado espanto na classe política principalmente. Com esse quadro confuso no partido, pode haver problemas mais sérios que comprometam o projeto de governar o pais. Muito amadorismo.
NA ARQUIBANCADA: Percebe-se que o pessoal do PT local está adorando esse clima que paira no recanto adversário. Na Assembleia, os deputados petistas tem ironizado esse episódio e Zeca faz questão de frisar que o Governo do MS governa só para os fazendeiros. Enfim, o clima eleitoral chegou pra valer naquela Casa de Leis.
RADICALIZAÇÃO: É notória a postura hostil ao Governo pelo deputado Catan na Assembleia Legislativa – diferente de seu colega de PL coronel David – discreto nas manifestações. Catar caminha para viabilizar seu projeto pessoal. Sua saída do PL sinaliza isso: disputar o governo agora e a prefeitura da capital depois. Quem viver verá!
PRECAVIDOS: Pesquisas emitem sinais de alerta para alguns e animam os políticos da direita radical. Bem nas pesquisas, o ex-deputado capitão Contar tem assumido a postura de candidato ao Senado com as bênçãos de Brasília. Mas não há unidade neste grupo da direita e como sempre, a vaidade pessoal e a sede de poder atrapalham.
DÚVIDAS: Ingressando no partido NOVO, como se comportarão esses políticos ‘rebeldes’? Estarão efetivamente unidos? Qual tipo de novas lideranças conseguirão atrair para esse grupo ou partido, visando formar chapa competitiva? Vale lembrar da obrigatoriedade da proporção de 30% de candidaturas femininas e o quociente eleitoral entre 55 mil a 60 mil votos.
BATALHA: Se naquelas eleições vencidas por Riedel o número de candidatos a deputado estadual chegou a 368, no pleito deste ano, em função de vários fatores e mudanças na legislação, a previsão é que tenhamos apenas 250. Muito ou pouco? Muitos destes ‘sonhadores’ passarão despercebidos do eleitorado.
A ESPERA: A provável participação de Marquinhos Trad nestas eleições como candidato, abriria as portas para a ascensão política do contador Salah Hassan – primeiro suplente do PDT a vereança e que obteve por volta de 2.400 votos. Nesta fase de especulações de toda ordem, Hassan cuida de sua vida profissional. É ‘ brimo.’
E NA VIDA REAL? “É preciso reconhecer que o eleitor enfrenta uma dificuldade real ao tentar diagnosticar o caráter dos candidatos. No esforço pela conquista do voto, eles escondem suas fraquezas com perícia. Seus discursos são sempre altruístas, generosos, bem-intencionados. Na retórica, todos são estadistas, na prática, poucos resistem ao teste da vida real”. (Jorge Wilson S. Jacob)
É BEM ASSIM: Candidato a vereança na capital promoveu churrasco no distrito de Anhandui: 200 pessoas, duas duplas sertanejas, dois traseiros bovinos, 10 caixas de garrafas de cerveja, duas leitoas e 4 carneiros. Festão ! Na urna só um voto. Explicado: Dias após o evento, outros candidatos andaram distribuíndo notinhas de 100 reais.
VERDADES: “O Congresso Nacional transformou-se num enorme mercado. É uma instituição que não tem valor, tem preço. Locuções relativamente novas no vocabulário político, como emenda parlamentar e fundo partidário escondem valores fabulosos de dinheiro público manejado por senadores e deputados, e destinos inconfessáveis. ” (Irapuan Costa Junior – ex-governador de Goiás)
RESISTENTE: De olho na janela partidária, o deputado Dagoberto respira confiante em mais uma vitória. Aliás, derrota mesmo ele sofreu apenas ao Senado em 2010 com 60 mil votos a menos do que o candidato eleito (Moka). Ele admite que mais uma vez a concorrência para as 8 vagas será ferrenha. Mas até aqui vai bem nas pesquisas.
CATINGA: Não se trata de perseguição ou coisa que o valha, mas a advogada Viviane Barci, mulher do poderoso ministro Alexandre de Moraes (leia-se STF) está faturando R$128.571 todo santo dia, segundo contrato com o Banco Master, aquele. Apenas para lembrar o leitor amigo, o total a ser recebido é de R$ 129 milhões.
PILULAS DIGITAIS:
A facada nas costas não dói, mas quando você se vira e descobre quem deu…aí sim.
A maneira mais rápida de acabar com a guerra é perde-la. (George Orwell)
A história é a soma de coisas que poderiam ser evitadas. (Konrad Adenauer)
Todo o homem tem seu preço, poucos, porém, têm valor. (Solda)
Passa pelo psicanalista e cumprimenta: “Olá, como vou?” (Millôr)
Quer acabar com alagamentos e enchentes? Não jogue lixo nas urnas. (Internet)
Ladrão julgado ladrão. 500 anos de corrupção. (internet)
Quanto mais corrupta a República, mais leis. (Rui Barbosa)
A corrupção do melhor é a pior. (Padre Antônio Vieira)
A corrução oculta é igual a pública. A diferença é que na pública fede mais. (Machado de Assis).
Qual o futuro de um país no qual a lei é interpretada ao sabor de conveniências e grande parte da população já não acredita na Justiça? (Sérgio Rosenthal)
fev 27, 2026 | Colunistas
DESTAQUE: Pelas publicações na mídia, a atenção volta-se para a disputa pelas duas vagas ao Senado. Questiona-se: quem ficará de fora? Contar, Nelsinho, Azambuja, Vander ou Soraya? Cada matéria aborda um ângulo diferente ao explorar esse ou aquele fator que ainda possa influenciar no resultado final das eleições senatoriais.
CONTAR: Terá se livrado da imagem negativa que passou à opinião pública por ocasião daquele debate frente ao oponente Riedel? O que de novo ele tem mostrado em termos de preparo ou evolução política? Se ficar no mesmo partido de Reinaldo, como será sua postura na campanha? E num inevitável debate, como se comportará?
NELSINHO: Convenhamos; é um equilibrista digno de atravessar as Cataratas de Iguaçu num cabo de aço. Evita polêmicas ideológicas e mostra suas boas relações com o Palácio do Planalto e com o Parque dos Poderes. Adota o pragmatismo nas relações com prefeitos e entidades na contemplação de emendas. Do ‘ Trio Trad’, é o mais hábil.
AZAMBUJA: Fora do poder, mas continua no palanque de Riedel. Mas o excesso de exposição pública e a candidatura derrotada de Beto Pereira na capital, não respingou na sua imagem? Elucubrações à parte, ele se declara municipalista ligado a prefeitos e vereadores. Mas qual a imagem que o eleitor ‘bolsonarista raiz’ tem de Reinaldo?
VANDER: Os petistas tem ele como grande articulador por seus contatos no Governo e suas emendas preciosas. Isso é fato. Mas isso basta? Vander converteu Fabio Trad e negociou com a senadora Soraya. Está apostando num desempenho crescente de Lula no Estado para sair beneficiado. Desta vez, saltará de coadjuvante para protagonista?
SORAYA: Desnecessário falar de sua eleição na carona de Bolsonaro. Ao longo destes anos no Senado não se firmou e nem conseguiu formar um grupo político. Líder dela mesmo. Sua mudança partidária não deve agregar grupos de peso e nem mudar sua imagem junto a opinião pública. Sem argumentos para conter a pecha de traidora.
A TRAIÇÃO: Na política, a traição é tida como um grave pecado, através da quebra de acordos, alianças em troca de interesses pessoais ou fisiologismo. Associada a falta de caráter e credibilidade ínfima, a traição é vista como um instrumento a impulsionar início de trajetórias que terminam no isolamento e consequente fim de carreira.
LEMBRANDO: “A política é um palco iluminado por promessas, mas cercado de bastidores sombrios. Ali, onde os abraços são largos e as palavra soam doces, muitas vezes escondem-se punhais invisíveis. Traição na política não é acidente: é quase regra escrita nas entrelinhas da ambição humana. ”(Anderson Alarcom)
GERSON CLARO: Politicamente tem conseguido alçar voos notáveis. Hábil, convive bem com colegas e políticos de diferentes partidos e na presidência da Assembleia é unanimidade, inclusive entre os funcionários. Suas intervenções no prédio já recebem elogios ao resolver o crônico desafio do estacionamento de veículos. Nota 10.
TRAPALHÕES: Esse episódio recente do bilhete que supostamente registraria a reserva de R$15 milhões do deputado Pollon para desistir da candidatura e da vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira (R$5 milhões) caiu como uma bomba. Piores as explicações de Flavio Bolsonaro, numa demonstração evidente de despreparo. Quanta bobagem!
ÉTICA: Excessos, promessas absurdas, a obsessão de deixar a marca pessoal nas redes sociais, presentes nas categorias profissionais, inclusive na medicina. Médicos travam a guerra no universo digital que fere o Código de Ética, passando à opinião pública um sentimento de desconfiança. Se vivesse, o que pensaria Hipócrates, o Pai da Medicina?
INFORMALIDADE, é a saída das empresas sufocadas pelos impostos. Dos 20 milhões de CNPJ, apenas 8 milhões e.500 mil são responsáveis por 70% de toda arrecadação. Dos 110 milhões de pessoas aptas ao trabalho, só 12 milhões pagam imposto. Não por acaso empresas brasileiras, inclusive do MS, estão se instalando no vizinho Paraguai.
JÚLIO CAMPOS (78): Eleito prefeito de Várzea Grande (MT) (1972); deputado federal (1978); governador (1982), deputado federal (1986); senador (1990); deputado federal (2010); deputado estadual (2022), Conselheiro do T. de Contas (2002 /2007). Após 3 anos de espera, submeteu-se (2017) ao transplante de fígado em Fortaleza (CE).
JAYME CAMPOS: Senador e irmão de Júlio, ele pode disputar o governo de Mato Grosso aos 75 anos de idade. Seu currículo é invejável: Eleito prefeito de Várzea Grande em 1982; governador de 1991/1995; prefeito eleito e reeleito de Varzea Grande de 1996/2005; senador em 2006; reeleito em 2019. O poder motiva o homem.
AÇÕES & DEPUTADOS: MARCIO FERNANDES; Requer implantação de ciclovia em Água Clara; eleito líder do Bloco Parlamentar nº 1 (12 membros); CARAVINA: requereu o título de utilidade pública da Creche Menino Jesus, em Camapuã; Autor do PL incluindo o ’Pantanal Tech’ no Calendário Oficial de Eventos de MS; MARA CASEIRO: pediu bicicletas elétricas para os agentes de saúde de Paranaíba; requereu reforço policial para Inocência; LUCAS de LIMA: presidiu audiência de prestação de contas da Comissão de Saúde, propôs a Semana de Conscientização e Valorização do Pantanal: GERSON CLARO: Defensor do programa ‘Regularize Já’; autor de moção de apoio à árbitra de futebol Daiane Muniz, vítima de racismo; ZÉ TEIXEIRA: pediu a reforma do prédio do Detran em Alcinópolis; liberou emenda para a Saúde do município de Caracol; HASHIOKA: registrou a aprovação dos estudos de viabilidade para nova ponte Paraná-MS; entregou emendas para Glória de Dourados e visitou Ivinhema;
DEPUTADOS & AÇÕES: MOCHI: requereu o reconhecimento de utilidade pública da Associação Modelo Coxim de Ciclismo; pediu recuperação de estradas rurais de Nioaque e de uma ponte em assentamento; RINALDO: eleito membro efetivo da CCJR e homenageou a pesquisadora Letícia C. Garcia, da UFMS pela premiação “Mulheres e Ciência’; PEDROSSIAN: pediu a declaração de Utilidade Pública da Associação dos Feirantes de Nioaque: defensor fiel do Governo Riedel no programa ‘Regularize Já’; LÍDIO LOPES: pediu o reconhecimento do chapéu rural pantaneiro como patrimônio histórico e cultural de MS; defensor dos direitos das causas mulheres e das crianças; LIA NOGUEIRA: requereu uma UBS para combater a superlotação do posto de saúde do distrito de Nova Itamarati: parlamentar ligada aos movimentos femininos e das crianças. Antonio Vaz: implementado em Terenos a ‘Sala de Autismo 2026’, um projeto de alto valor social aplaudido pela comunidade terenense.
PEROLAS DIGITAIS:
O ateísmo é uma religião anônima.
A perspicácia é a dor doída da picada de abelha.
A fé é uma graça que podemos ver o que não vemos.
Antes de ser criada a justiça, todo mundo era injusto.
O vento é uma quantidade de ar que passa com muita pressa.
A arpa é a asa que toca. Quanto ao trombone de vara ‘ melhor nem falar’
Animais vegetarianos são aqueles que não vivem. Vegetam!
Os hermafroditas são humanos nascem unidos pelo corpo.
O coração é o órgão que não para de funcionar 24 horas por dia.
A maioria dos crustáceos funcionam como podem fora da água.
O terremoto é um movimento de terras provocado por vulcões inativos.