(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Sábado, 08 de Agosto de 2026
Importância da leitura na infância: Por Wilson Aquino

Importância da leitura na infância: Por Wilson Aquino

O incentivo à leitura na infância é um dos maiores presentes que os pais podem oferecer aos filhos. Muito além da formação escolar, o hábito de ler ajuda a moldar o caráter, desperta a criatividade, amplia horizontes e influencia diretamente o futuro profissional e humano das pessoas.

Num país onde os índices de leitura ainda estão entre os menores da América Latina, é urgente que famílias, escolas, igrejas e instituições sociais compreendam a importância dessa missão. O gosto pelos livros não nasce por acaso. Ele é cultivado dentro de casa, pelo exemplo, pelo incentivo e pelo ambiente criado pelos pais.

As crianças são naturalmente abertas ao conhecimento, aos valores morais e aos princípios espirituais. Cabe aos adultos aproveitar essa fase preciosa da vida para apresentar-lhes o universo da leitura, da reflexão e do aprendizado. Pequenos hábitos adquiridos na infância podem fazer enorme diferença no futuro, inclusive na linha tênue que muitas vezes separa o sucesso do fracasso.

Quando volto meus pensamentos para os anos dourados de nossa infância em Corumbá, a querida Cidade Branca, reencontro com nitidez dois irmãos inseparáveis sentados diante de livros ainda antes do amanhecer, enquanto a cidade permanecia mergulhada no silêncio da madrugada.

Rubens Aquino e eu fomos privilegiados pelo exemplo de nossos pais, Manoel Dantas de Oliveira e Dair Aquino de Oliveira. Nosso pai, militar da Marinha do Brasil, um baiano corajoso que escolheu Corumbá para construir sua história e formar sua família, ensinou-nos desde cedo o valor da disciplina, da honestidade e do conhecimento.

Todos os dias, rigorosamente às quatro horas da manhã, o velho despertador tocava. Nosso pai se levantava conosco e nos acompanhava à mesa de estudos para ler seus jornais e livros preferidos. Enquanto muitos ainda dormiam, lá estávamos nós, ainda meninos, mergulhados nas páginas da Barsa, em livros de aventuras, romances, ficção e histórias que alimentavam nossa imaginação.

Antes disso, porém, vinham os exercícios físicos no quintal e o tradicional banho gelado para despertar o corpo e a mente. O aprendizado deixava de ser obrigação e passava a ser prazer na medida em que descobríamos novos mundos, personagens e aventuras.

Talvez, sem percebermos, ali estivessem nascendo o jornalista, o professor e o escritor que ambos nos tornaríamos anos depois.

Nosso pai possuía hábitos simples, mas grandiosos. Religiosamente, às 18 horas, sentava-se para ouvir “A Voz do Brasil”. O rádio era uma verdadeira janela para o mundo. E foi justamente naquele velho aparelho que Rubens e eu descobrimos as historinhas infantis transmitidas diariamente, aventuras que mexiam profundamente com nossa criatividade.

Naquele tempo,  anos 60, a televisão ainda não havia chegado à nossa querida Corumbá. Hoje percebo que talvez isso tenha sido uma bênção. Sem telas aprisionando nossa atenção, nossa imaginação ganhou asas.

O rádio, os livros e o cinema tornaram-se ferramentas poderosas para libertar nossas mentes e ensinar-nos a criar mundos inteiros dentro da cabeça. Com muito esforço e economizando cada moeda possível, conseguimos montar um pequeno acervo de livros adquiridos pelo antigo sistema de Reembolso Postal.

E como sonhávamos…

Na Rua 21 de Setembro, número 350, nossa casa transformava-se todas as noites num verdadeiro ponto de encontro. Nossos pais e os vizinhos sentavam-se nas cadeiras da calçada interna para conversar sobre a vida, enquanto nós, as crianças, brincávamos e dávamos asas à imaginação.

Meninos e meninas da rua queriam mesmo era ouvir nossas histórias.

Rubens sempre foi extraordinário nisso. Muito melhor do que eu na criação de personagens, nos diálogos, nos mistérios e nos enredos emocionantes. Ele conseguia transformar qualquer pequena ideia em aventuras fantásticas. Bastava ouvir algo no rádio, assistir a um filme no cinema ou ler algumas páginas de um livro para que sua mente criativa começasse imediatamente a construir novos universos.

E eu, fascinado, acompanhava tudo aquilo, aprendendo também a sonhar através das palavras.

Hoje compreendo que não eram apenas brincadeiras de infância. Eram ensaios silenciosos para aquilo que nos tornaríamos na vida adulta: dois irmãos apaixonados pela leitura, pela comunicação e pelas histórias humanas.

A literatura entrou em nossas vidas muito antes de entendermos seu verdadeiro valor. Ela chegou pela disciplina de um pai simples e sábio. Pelo amor de uma mãe dedicada. Pelos livros manuseados ainda com mãos infantis. Pelo rádio que encantava nossas noites. Pelo cinema que ampliava nossos horizontes. E pelas rodas de crianças da Rua 21 de Setembro, onde aprendemos que contar histórias também é uma forma de tocar corações.

Hoje, olhando para trás, percebo que nossa infância foi rica não pelos bens materiais, mas pela abundância de sonhos, princípios, valores e imaginação.

E talvez seja justamente por isso que as lembranças daquela época continuem tão vivas, tão doces e tão eternas dentro de nós.

Mais do que recordar o passado, escrevo este artigo como um apelo aos pais desta geração. Leiam para seus filhos. Incentivem-nos a descobrir o prazer dos livros. Contem histórias. Desliguem um pouco as telas. Criem momentos de convivência, diálogo e imaginação dentro de casa.

Porque crianças que aprendem a amar a leitura dificilmente caminharão vazias por dentro.

Os livros não apenas informam. Eles iluminam caminhos, despertam sonhos e ajudam a construir seres humanos melhores.

*Jornalista, Professor e Escritor

wilsonaquino2012@gmail.com

Leia Coluna Amplavisão: Quem ficar no ‘sereno’ poderá ser esquecido em 2028

Leia Coluna Amplavisão: Quem ficar no ‘sereno’ poderá ser esquecido em 2028

MARATONA:  Além de se reeleger, Geraldo Resende quer eleger a filha advogada Barbara a deputada estadual. Desafio para quem começou como vereador (1991) em Dourados, deputado estadual, deputado federal, passando pelo PMDB, PSDB, PPS e União Brasil. Ainda: Geraldo foi Secretário Estadual de Saúde por duas vezes.

PARAÍSO: Segundo o Portal da Transparência o custo mensal do deputado federal gira em torno de R$ 291.000,00, assim discriminado: salário de R$ 46.366,19 – verba de gabinete até R$ 165.806,07 e mais R$ 45.000,00 com passagens, combustíveis, aluguel de escritório, etc. O custo anual de um deputado é de R$ 3,5 milhões. Como se diz: a democracia é boa e cara!

ENFIM… Pelas cifras acima não é preciso ter cursado a Universidade de Harvad para entender o apego ao mandato, que é a própria identidade do político, tal qual o artista que não sobrevive sem público. Os políticos não podem esquecer: o poder é como águas que passam pelo moinho; os discursos cansam e motivam a concorrência pelo poder.

A PROPÓSITO:  “…(-) Saber sair de cena e, talvez, a mais rara das virtudes públicas. Exige lucidez, desapego e senso de medida. Poucos a possuem. Só os melhores – os que sabem perder a proeminência sem perder a dignidade. ” (Jorge W. Simeira Jacob)

RENOVAÇÃO: Boa pergunta; o eleitor vota tendo o passado do seu candidato como referência, ou apenas decide olhando para o futuro? Ora! É próprio do ser humano, a expectativa atrai, seduz e pode até vencer a boa biografia da concorrência. Por mais agradáveis que sejam as atitudes e os discursos, cansam e dão combustível à oposição.

NO FACEBOOK: Os adversários do senador Flavio Bolsonaro estão alimentando as redes sociais com farto material crítico alusivo as bobagens e absurdos cometidos pelo seu pai, como deputado federal, candidato e presidente do Brasil.  Levando-se em conta que ainda estamos no início da disputa, as previsões sinalizam chumbo grosso por aí.

SEGUNDO ATO:  Bolsonarista de carteira registrada, o deputado coronel David admite sua candidatura a prefeitura da capital em 2028. As previsões é que ele tenha a concorrência de candidatos participantes do pleito deste ano, como o vereador Marcos Trad, do deputado João H. Catan e da ex-deputada Rose Modesto.

SERENO: É o fantasma terrível que sempre ameaça os políticos sem mandato até que as próximas eleições aconteçam. Os maiores desafios: a sobrevivência financeira, a perda do foro privilegiado e da visibilidade midiática. E mais: cabos eleitorais e aliados tendem naturalmente a migrar para quem está no poder em troca de benesses.

TEMORES: Em curso a PEC prevendo o mandato de 6 anos para os prefeitos eleitos em 2028, o fim da reeleição e a unificação dos pleitos a partir de 2034. Daí que vencer o pleito de 2028 garantirá estabilidade maior (até 2034), do que os mandatos atuais de 4 anos. E quem perder o pleito de 2028 correrá risco de ver os rivais consolidados no poder local por um período mais longo e difícil de vencer.

SEM RODEIOS:  O tempo não passa para o político fora do poder. É parecido com a situação de quem cumpre pena prisional. Como sobreviver até lá? O rol de relações murcha; os convites sociais diminuem. E como construir estrutura de grupo político sem sustentabilidade financeira? Portanto, perder o pleito de 2026 é risco para 2028. Quem viver, verá!

GENTE BOA!  Na sua primeira passagem pela Assembleia Legislativa, o deputado João Cesar Mattogrosso já tinha deixado boa impressão pela sua postura ética, atuação  parlamentar e relação com colegas, funcionários e jornalistas. Seu retorno está sendo marcado pela reprise, embora não seja candidato a reeleição por força da lei eleitoral.

VIDA NOVA:  Marcio Fernandes e Renato Câmara, deputados que trocaram o MDB pelo PL e Republicanos respectivamente, caminhando com os próprios pés, longe da sombra de Puccinelli. Ambos se mostram confiantes nesta nova fase. Marcio tem esquemas em 31 cidades e Renato tem em Dourados sua principal base eleitoral.

NA BATALHA:  As redes sociais tem mostrado as incursões dos pré-candidatos na busca de votos. Eles estão em rodeios, ‘nat’ de cidades, jogos de futebol, eventos religiosos, feijoadas e ensaios de escola de samba. O ex-conselheiro Jerson Domingos,   por exemplo, faz sucesso e garante visibilidade  no facebook com receitas da cozinha árabe.   

FINALMENTE:  Após anos de insônia, o STF livrou Reinaldo Azambuja daquela ‘Espada de Dâmocles’ decorrente da Operação Vostok. Certamente que ele irá incorporar a decisão judicial ao seu discurso de candidato ao Senado. Mais um caso em que nossa justiça merece críticas pelo ritmo ‘ em câmera lenta’. ‘Segue a galopeira’.

METEORO: De vereador (2005) a ministro da república. É a síntese da trajetória de Carlos Marun. Deputado estadual, candidato (PT ao Governo Estadual (2002), Deputado federal, defensor de Temer. Pragmático, aproveitou com coragem os desafios na política. Hoje como advogado, usufrui das benesses de sua ousadia vitoriosa.

DO LEITOR:  “…Gera desconfiança esse dilúvio adesista ao time da direita aqui no estado. Um exemplo é o deputado Beto Pereira, historicamente e umbilicalmente ligado as propostas da esquerda como foi seu pai ex-senador Valter Pereira, expoente da esquerda antes mesmo da criação do Mato Grosso do Sul. É muita gente no mesmo caminhão que pode sofrer acidentes de percurso até as eleições”

REALIDADE: Brasil, o paraíso dos bancos. Aproveitam o cenário e a desorganização financeira do brasileiro. A notícia de que 80,9% das famílias (8 em cada 10 lares possuem dívidas) preocupa. As tais apostas online (bets) tem ajudado. E aí pergunta-se:  o programa ‘Desenrola’ resolverá definitivamente esse velho drama que nos assola?

ARIEL PALÁCIOS: O jornalista paranaense, correspondente da Globo em Buenos Aires lançando seu livro “Futebol lado B” , Vale conferir um trecho do seu conteúdo: “A paixão futebolística é uma das formas mais sofisticadas e socialmente aceitas de (ir)racionalidade coletiva. Ela permite que adultos ajam como crianças, que estranhos se abracem ou se odeiem instantaneamente e que uma bola defina humores nacionais”.

.FILOSOFIA DE ESTRADA:

Deus é joia. O resto é bijuteria.

Para comprar caminhão e usar sutiã precisa ter peito.

Amo a sogra,,, de minha mulher.

A saudade é a memória do coração.

Dinheiro não traz felicidade, mas acalma o nervosismo.

Para quem está se afogando, jacaré é tronco.

Eu sonhava em ter um caminhão. Agora nem durmo.

Nasci pelado, careca e sem dente. O que vier é lucro.

Para quem não tem nada, metade é o dobro.

A humildade é o último degrau da sabedoria.

O ‘Espirito Santo’ aumenta a distância entre o Rio e a Bahia.

Feminicídio: o maldito sentimento de posse! Por Wilson Aquino

Feminicídio: o maldito sentimento de posse! Por Wilson Aquino

É chocante e revoltante assistir, praticamente todos os dias, notícias de mulheres assassinadas por maridos, companheiros, ex-companheiros, noivos ou até namorados de poucas semanas. Crimes bárbaros que se repetem em todo o Brasil e deixam um rastro de dor, lágrimas, famílias destruídas e crianças marcadas para sempre pela violência.

O mais assustador é perceber que, em muitos desses casos, o motivo principal é um sentimento doentio de posse. Homens que acreditam ter o direito de controlar a vida da mulher, decidir seus passos, vigiar suas escolhas e, principalmente, não aceitar um “não”, uma separação ou o fim de um relacionamento.

Quando a mulher decide seguir outro caminho, muitos desses homens transformam amor em ódio, carinho em agressividade e convivência em ameaça. E então surgem as tragédias que estampam jornais, telejornais e redes sociais diariamente.

O Brasil segue registrando números alarmantes de feminicídio. Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que milhares de mulheres são vítimas de violência todos os anos, muitas delas assassinadas dentro da própria casa — justamente o lugar onde deveriam encontrar proteção, segurança e amor. Em grande parte dos casos, o agressor é alguém próximo, alguém que dizia amar aquela mulher.

Mais do que endurecer leis — o que também é necessário —, o país precisa enfrentar as raízes desse problema. É preciso agir com medidas imediatas, mas também construir soluções de médio e longo prazos.

E tudo começa dentro de casa. A educação dos filhos, especialmente das crianças e adolescentes do sexo masculino, é fundamental para mudarmos essa realidade no futuro. Meninos precisam crescer aprendendo que mulher não é propriedade de ninguém. Precisam entender, desde cedo, o valor do respeito, da gentileza, do autocontrole, do diálogo e da dignidade humana.

Pais e mães têm responsabilidade decisiva nessa formação. É dentro do lar que a criança aprende como tratar as pessoas. É observando o comportamento do pai com a mãe, dos irmãos entre si e das palavras usadas no cotidiano que se formam valores morais e emocionais. Um menino que cresce vendo agressões, humilhações, gritos e ameaças pode acabar naturalizando esse comportamento. Por isso, é urgente ensinar aos filhos, desde pequenos, que jamais devem levantar a mão contra uma mulher. Nunca. Em hipótese alguma.

As escolas também precisam participar desse processo educativo, trabalhando valores humanos, respeito mútuo, empatia, inteligência emocional e solução pacífica de conflitos. A formação acadêmica é importante, mas a formação moral e emocional é indispensável.

Infelizmente, essa cultura machista vem de muito longe. Ainda me recordo, na infância, de episódios absurdos em bailes de fim de semana, quando algumas mulheres eram ameaçadas simplesmente porque se recusavam a dançar com determinado homem. Muitos se sentiam “donos” da vontade feminina. Diziam, diante de todos, que aquela mulher não dançaria com mais ninguém naquela noite. Era o orgulho masculino ferido se transformando em intimidação pública.

Décadas se passaram, mas o comportamento de muitos continua parecido. Mudam apenas os cenários. Hoje, homens matam porque não aceitam o término de um namoro, a separação de um casamento ou a liberdade da mulher de reconstruir a própria vida. Confundem amor com domínio. Confundem relacionamento com posse.

Isso precisa acabar. A sociedade inteira precisa reagir: famílias, igrejas, escolas, autoridades, Poder Judiciário, Legislativo, Executivo, forças de segurança, meios de comunicação e organizações comunitárias. Todos devem atuar unidos para combater essa violência cruel e crescente.

É necessário ampliar campanhas educativas, fortalecer redes de proteção às mulheres, garantir punições rápidas e exemplares aos agressores, oferecer apoio psicológico às vítimas e criar mecanismos preventivos capazes de identificar sinais de violência antes que o pior aconteça.

Mas, acima de tudo, precisamos reconstruir consciências. Nenhum homem é superior a uma mulher. Nenhum relacionamento dá direito à violência. Nenhuma frustração justifica agressão. E nenhum sentimento de posse pode valer mais do que uma vida.

Basta de feminicídio. Que o Brasil aprenda, de uma vez por todas, que amar jamais será controlar, humilhar, ameaçar ou matar. Amar é respeitar, proteger, compreender e permitir que o outro tenha liberdade para viver sua própria história.

A Palavra de Deus é clara ao ensinar que homens e mulheres são filhos amados do Pai Celestial e merecem ser tratados com dignidade, respeito e amor. Em Efésios 5:25, o Senhor orienta: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. Cristo jamais ensinou violência, humilhação ou domínio pela força. Seu exemplo sempre foi de amor, proteção, paciência e serviço.

Da mesma forma, em Colossenses 3:19, lemos: “Vós, maridos, amai vossas mulheres e não as trateis asperamente”. Infelizmente, muitos homens se afastaram desses princípios divinos e passaram a agir movidos pelo orgulho, pela ira, pelo egoísmo e pelo sentimento maligno de posse.

Talvez esteja na hora de o mundo entender que a solução para muitos dos dramas da humanidade não está apenas nas leis dos homens, mas também no retorno sincero aos ensinamentos de Deus dentro do lar. Famílias que oram juntas, dialogam, cultivam respeito e vivem princípios cristãos tendem a formar filhos mais equilibrados, amorosos e preparados para construir relacionamentos saudáveis.

Que Deus toque o coração dos homens violentos antes que destruam vidas e famílias. E que nossas futuras gerações aprendam que a verdadeira força do homem não está na agressividade, mas na capacidade de amar, respeitar, proteger e honrar as mulheres que caminham ao seu lado.

*Jornalista, Professor e Escritor

wilsonaquino2012@gmail.com

O brilho discreto de um gigante do jornalismo

O brilho discreto de um gigante do jornalismo

Bosco Martins é jornalista e escritor

Poucas pessoas têm o privilégio de conviver com uma lenda ainda em atividade. Eu tive essa honra ao trabalhar ao lado de Pio Lopez na redação da TV Morena.

Quando cheguei à emissora, nos anos 80, Pio já era um nome consagrado do telejornalismo sul-mato-grossense. Era daqueles profissionais raros que conquistam respeito não pelo cargo que ocupam, mas pelo talento, pela competência e, principalmente, pela grandeza humana. Mesmo reconhecido por todos, jamais permitiu que o sucesso lhe roubasse a humildade.

Lembro dele nos tempos do Globo Esporte local, fosse como repórter ou apresentador, sempre imprimindo sua marca pessoal, seu texto elegante e sua paixão pelo jornalismo. Era uma época em que éramos pauteiros de nós mesmos, saíamos às ruas movidos pela curiosidade, pela vontade de informar e pelo amor à profissão. Um jornalismo muito diferente dos tempos atuais, dominados muitas vezes pelas fake news, pela superficialidade e pelo espetáculo. Pio sempre representou o oposto disso: credibilidade, coerência e verdade.

Ao longo da vida, Deus lhe concedeu dois anjos de luz para compartilhar sua caminhada: sua querida filha Pietra e sua amada esposa Márcia, companheiras de todas as horas, presentes nos momentos mais importantes de sua trajetória.

Quero registrar minha profunda admiração por esse profissional exemplar, mas também pelo homem de caráter, fé, resiliência e dignidade. Recordo com carinho sua passagem pela apresentação do Globo Esporte. Sempre respeitado pelos colegas, pela direção e pelo público, deu ao programa sua leveza, seu estilo próprio e sua capacidade de aproximar o esporte das pessoas. Mais do que consolidar um formato, ajudou a construir a identidade do jornalismo esportivo em Mato Grosso do Sul.

Pio sempre entendeu algo fundamental: não importa o tamanho do veículo em que se trabalha. O que realmente importa é o compromisso com a informação, a responsabilidade com os fatos e o respeito ao público. A credibilidade é o maior patrimônio de um jornalista, e ele sempre soube cuidar dela como poucos.

Repórter multitarefa, daqueles que aprendem e fazem de tudo, dominou cada etapa do processo jornalístico. Apurou, escreveu, editou, produziu, apresentou, operou equipamentos e colaborou com colegas sempre que necessário. Nunca foi de reclamar. Era, e continua sendo, daqueles profissionais que colocam a mão na massa e fazem acontecer.

Sua versatilidade, dedicação e espírito de equipe o transformaram em referência para várias gerações de jornalistas. Pio Lopez não construiu apenas uma carreira brilhante; construiu um legado.

Meu caro amigo, foi uma alegria enorme revê-lo. Você continua sendo inspiração para mim e para tantos jovens que sonham viver do jornalismo. Que Deus siga iluminando seus caminhos, protegendo sua família e renovando sua força. Que seu sol jamais deixe de brilhar.

Um repórter do seu tempo, um profissional inesquecível e, acima de tudo, um extraordinário exemplo de vida.

Leia Coluna Amplavisão: Precisamos de propostas ou discursos?

Leia Coluna Amplavisão: Precisamos de propostas ou discursos?

NARRATIVAS: São duas. Enquanto as propostas são realistas, com referências palpáveis, os discursos são peças demagógicas, com promessas vazias e objetivo de manipular e iludir o eleitorado. Comparando com o cenário político de antigamente, mudou só a instrumentalização, mas os objetivos são exatamente os mesmos.

PROPOSTAS: Nas propostas sérias de governo não há coelhos na cartola. Paira a coragem de se admitir dificuldades na sua execução e nos prazos pretendidos. Também não há omissões e manobras fantasiosas com relação aos custos e origem dos recursos a ser investidos neste ou naquele projeto de governo.

DISCURSOS: Tem a marca da demagogia e sedução, com uso de técnicas modernas de comunicação. Ainda se cultiva o remédio de se criar bodes expiatórios para culpa-los pelos fracassos. Ainda vendem a esperança, explorando a raiva e medo do eleitor. Também apresentam soluções fáceis para problemas difíceis e a custas baixos. Quase sempre omitem a origem dos recursos que se presume caídos dos céus.

SONHAR: Faz parte de qualquer situação e na política não é diferente. Tenho ouvido as narrativas individuais de deputados quanto as eleições. O otimismo tem sido a característica comum a todas as previsões, resultante do trabalho, conquistas de novos segmentos sociais, força do partido e concretização das suas propostas de campanha.

PLENARIO: Dos 24 deputados estaduais, apenas 4 não concorrerão a reeleição: João Catan (pré-candidato ao Governo), Mara Caseiro (pré-candidata a deputada federal), Roberto Hashioka (candidato a deputado federal) e João Mattogrosso (assumiu no lugar de Neno Razuk, e está impedido de concorrer por não ter se licenciado a tempo do cargo de diretor do Detran.

O CUSTO: Omito as fontes por questão de ética. Mas não é difícil avaliar quanto se gasta na campanha com reais chances de se eleger deputado estadual. Vai depender do seu currículo, relações com lideranças e entidades que agregam figuras de prestígio na comunidade. O carisma pessoal ajuda, mas não é decisivo. O gasto varia de um a quatro milhões de reais.

FAZ DE CONTA:  Para ao menos tentar (disse tentar) manter o equilíbrio entre os concorrentes à deputado estadual o TSE definiu o valor de R$ 1.270.629,01 como limite de gastos da campanha.  Teoricamente, as despesas viriam apenas de dinheiro público (Fundo Eleitoral) ou doações autorizadas, fiscalizadas pela justiça eleitoral.

UTOPIA?   Sim, sem dúvida. Por uma série de fatores é impossível acreditar que uma   lei irá exterminar os usos e costumes da classe política em todos os níveis. Sempre se encontrará ‘aquele jeitinho’. Apenas para ilustrar:  pela lei, o limite de gastos para cada candidato a deputado federal em nosso estado é de R$ 3.176,572,53.

COMPLICADO: Os entraves burocráticos atormentam os candidatos em termos de legalizar o dinheiro gasto. Alguns, após eleitos e empossados, chegam a perder o mandato por violar as regras. “Não adianta a campanha ir de vento em popa se a contabilidade dos gastos ignorar a lei” – avisa o deputado Junior Mochi, veterano na área.

DOAÇÕES:  Elas precisam seguir os formatos oficiais. A começar pelas vaquinhas virtuais em plataformas da internet legalizadas pelo TSE; ainda por PIX ou transferência para conta exclusiva aberta pelo candidato. O CPF deve aparecer de forma clara, sob pena do dinheiro ir para o Tesouro Nacional. “A esperteza come a mão do esperto”.

ALERTAS:  A Justiça Eleitoral endureceu as regras após 2015: permissionárias de serviço público, entidades estrangeiras e pessoas jurídicas foram proibidas de doar. Ainda – mecanismos foram criados para aperfeiçoar as regras e tentar diminuir a influência do dinheiro. Mas não se pode menosprezar a ‘criatividade’ da classe política nestas horas.

MARCHA LENTA: A Justiça Eleitoral não acompanhou as necessidades. A lentidão é tal que o candidato assume, exerce parte do mandato sem que se tenha julgado processo que ele responde. Exemplo do ex-governador Claudio Castro (RJ) e do caso envolvendo os candidatos Loester Trutis e Raquelle Trutis no pleito de 2022 no MS que resultou na posse de João Mattogrosso.

REGISTRO:  “Pensou-se em Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, mais pelo cargo que ocupa do que pelos resultados de sua gestão. Inexperiente como político, apenas uma marionete de Bolsonaro, Tarcísio vacilo. Faltou-lhe coragem. Inês está morta. Resta-lhe torcer em silêncio para que, em 2030, o cavalo encilhado bate de novo à sua porta”. (Ricardo Noblat)

RINGUE?  A sugestão de pesquisa para definir o 2º nome do candidato ao Senado no PL está dando o que falar. Quais os critérios desta consulta, qual o instituto comandaria essa amostra? Qual o universo ela abrangeria. Contar e Pollon devem estar ressabiados diante deste mar de dúvidas e ciladas. Reinaldo pensando apenas em si?

GOLPE? No saguão da Assembleia Legislativa jornalistas dissecam esse assunto e admitem sentir cheiro de golpe. Também observam que os métodos de Valdemar Costa Neto gerir seus interesses políticos são ‘conhecidos’. E mais: o que os eleitores bolsonaristas acham deste novo episódio? Serão consultados? Quando e como?

CONFUSO:   O quadro nacional do PL deixa a desejar e favorece seus opositores. As  lideranças do partido estão divididas e a cada dia novas rachaduras afloram. O partido, refém das posturas inconfiáveis de Valdemar, dos irmãos Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro, não oferece um ambiente promissor aos militantes e eleitores. Sei não.

‘ENNROLADOS’: A junção da política equivocada do Governo com a velha cultura do brasileiro em contrair dívidas sem o devido planejamento, só podia mesmo dar nisso. São mais de 549 mil débitos, (inclusive de energia e água), que serão quitados graças a maõzinha do Governo. Pela tradição eleitoreira, em breve virá nova ação paternalista. Brasileiro – eterno devedor.

CORAÇÃO DOÍDO:  Não adianta tentar ou fingir; eles estão cada vez mais próximos de nós em Campo Grande. São homens, mulheres, jovens e idosos que perambulam pelas ruas, vasculhando lixeiras e pedindo comida. Drogados? Pouco importa, mas as autoridades não podem se omitir ou ignorá-los. Nossas igrejas também tem culpa no cartório. Só rezar não resolve. Onde está a dignidade humana? No lixo – penso eu.

PILULAS DOURADAS:

Eu não sou rico. Eu sou um pobre homem com dinheiro, o que não é a mesma coisa. (Gabriel Garcia Marques)

Opinião é uma ideia aposentada. (Millôr Fernandes)

Quem pensa opõe resistência. (Theodor Adorno)

A felicidade consiste em continuar desejando o que se possui. (Santo Agostinho)

A saudade não deseja ir para a frente. Ela deseja voltar. (Rubem Alves)

A felicidade não é um destino, mas uma maneira de viajar. ( no para-choque)

A ação política é cruel, baseia-se numa competição animal, é preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo. (Otto Lara Resende)

A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda. (Barão de Itararé)

A diferença entre existir e viver é de dez salários mínimos. (Millôr)

Se me virem dançando com a mulher mais feia é porque a campanha já começou. (Juscelino Kubitschek)

Os EUA inventaram na guerra contra o Irã. Agora nossa seleção quer adotar o “ataque defensivo” na Copa.

 

Solução para os problemas da vida: Por Wilson Aquino

Solução para os problemas da vida: Por Wilson Aquino

Em meio aos obstáculos, aflições e espinhos da vida — comuns a absolutamente todos os seres humanos — qual é a melhor maneira de agir? Revoltar-se, desesperar-se, perder a esperança, adoecer emocionalmente ou buscar serenidade, equilíbrio e sabedoria para enfrentar os problemas da melhor forma possível?

Embora a segunda opção seja a mais sensata e desejável, muitos não conseguem manter essa postura diante das lutas diárias. Há pessoas que carregam silenciosamente dores profundas na alma. Famílias inteiras vivendo em meio ao medo, à angústia, às crises financeiras, enfermidades, vícios, desentendimentos, separações, depressão e até pensamentos destrutivos. E o mais triste é que muitos tentam enfrentar tudo isso sozinhos.

Mas há uma verdade que precisa ser compreendida: ninguém foi criado para caminhar sozinho. O fortalecimento espiritual é uma das maiores necessidades do ser humano. E não existe fortalecimento espiritual verdadeiro sem a aproximação sincera a Deus, Nosso Pai Celestial, e a Jesus Cristo, Nosso Salvador.

É justamente nos momentos mais difíceis que o ser humano mais necessita da presença do Senhor dentro do lar e dentro do coração. Não para viver uma vida sem problemas — porque desafios fazem parte do crescimento e aprendizado de todos nós — mas para receber força, consolo, direção, proteção e esperança para atravessar cada dificuldade com mais segurança e equilíbrio.

Quando Deus e Jesus Cristo passam a ocupar um lugar verdadeiro dentro da família, muitas coisas começam a mudar. O ambiente do lar muda. O comportamento muda. As palavras mudam. A forma de enfrentar os problemas muda. O coração se torna menos agressivo, menos ansioso e mais confiante.

A oração sincera em família, a leitura das escrituras, a gratidão diária e a busca pela obediência aos mandamentos do Senhor produzem uma força silenciosa, porém extraordinária, dentro do ser humano. Uma força capaz de sustentar pessoas até mesmo nas maiores provações.

O próprio Jesus Cristo declarou: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” Ele jamais prometeu ausência de dificuldades. Mas prometeu companhia, auxílio e paz em meio às tribulações.

Muitas pessoas passam anos buscando felicidade apenas em bens materiais, posição social, prazeres passageiros ou reconhecimento humano. Porém, mais cedo ou mais tarde, acabam percebendo que nada disso consegue preencher verdadeiramente o vazio da alma humana. A paz verdadeira nasce da espiritualidade.

Nasce da certeza de que existe um Deus que conhece nossas dores, nossas lágrimas, nossas preocupações e nossas limitações. Um Deus que se importa conosco individualmente. Um Pai Celestial amoroso que deseja ajudar Seus filhos.

E todos aqueles que compreendem isso deveriam desenvolver diariamente um coração grato. O simples fato de acordar mais um dia já é uma dádiva Divina. O alimento sobre a mesa, a proteção da família, o trabalho, os amigos, a saúde, o aprendizado adquirido até mesmo nas lutas e dificuldades — tudo merece reconhecimento e gratidão.

Até mesmo a ciência moderna já identificou benefícios importantes da fé e da espiritualidade na vida das pessoas. Diversos estudos apontam que indivíduos espiritualizados tendem a enfrentar melhor o estresse, as perdas, as enfermidades e os desafios emocionais da vida, desenvolvendo mais esperança, equilíbrio e resiliência. E isso se torna ainda mais importante nos dias atuais.

Vivemos em um mundo marcado por guerras e rumores de guerras, violência crescente, individualismo, corrupção, desrespeito à família, ansiedade, depressão e uma assustadora perda de valores morais e espirituais. Nunca houve tanta necessidade de se aproximar do Senhor.

Talvez este seja exatamente o momento de muitas pessoas refletirem sobre a própria vida e decidirem abrir novamente as portas do coração para Deus e Jesus Cristo.

Talvez seja o momento de voltar a orar. De reunir a família. De pedir perdão. De abandonar vícios, ressentimentos e comportamentos destrutivos. De buscar mais humildade, mais amor, mais fé e mais esperança. Porque quando o ser humano se aproxima sinceramente do Senhor, ele jamais continua o mesmo.

Os problemas podem até continuar existindo. As tempestades da vida continuarão chegando. Mas a caminhada se torna muito menos pesada quando Deus está ao nosso lado. E nenhum lar é mais forte, mais seguro e mais abençoado do que aquele onde Jesus Cristo é verdadeiramente bem-vindo.

 *Jornalista, Professor e Escritor

wilsonaquino2012@gmail.com