mar 28, 2026 | Colunistas
A cultura, compreendida como um conjunto de manifestações da atividade humana, constitui uma espécie de retrato do modo como os indivíduos, organizados política e economicamente, pensam e tendem a se comportar em cada momento histórico específico. A origem do sertanejo está intimamente ligada à vida e às experiências das culturas rurais do interior do Brasil. Esse gênero musical surgiu das vivências dos sertanejos, habitantes das áreas mais remotas e afastadas, como o sertão nordestino e o interior de estados como Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Suas vidas eram marcadas pela realidade do trabalho na agricultura e na pecuária, além de condições climáticas adversas.
A música sertaneja nasceu como uma forma de expressar os sentimentos, histórias e experiências dessas comunidades. Suas canções retratavam a saudade, a simplicidade da vida no campo, os desafios enfrentados e os amores vividos. Instrumentos como a viola, a sanfona e o berrante tornaram-se icônicos no acompanhamento das letras que descreviam o cotidiano e as emoções
Nesee meio surge Alex Ferreira Maidana, (Alex) e Ivan Pereira (Yvan), começaram a cantar juntos num glorioso 13 de abril após o término de uma banda que tocavam em Bodoquena / MS. E já estamos chegando a vinte anos de carreira. Com o tempo, e com divulgação boca a boca, (inclusive eu particularmente fui em deles), passaram a apresentar-se em outras cidades do interior do Mato Grosso do Sul.

Alex & Yvan
Em 2007, gravaram seu primeiro CD/DVD, “Porta à Fora” , ao vivo na Atualmente Chopperia, em Campo Grande capital do Estado. Do álbum, destacaram-se a faixa-título do, “Porta fora”, de Alex Maidana e Alex Machado, que foi bastante executada nas rádios naquela época.. A partir de então, se firmaram como um dos principais nomes da música sertaneja sul-mato-grossense, tendo já se apresentado em shows ao lado de nomes como Gino e Geno, Felipe e Falcão , Guilherme e Santiago , Milionário e José Rico e Zé Henrique e Gabriel, César e Paulinho, entre outros.
Em 2008, gravaram o segundo CD/DVD da carreira, ao vivo no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande/MS, para um público de mais de 15 mil pessoas. O álbum apresentou 24 faixas em estilos variados, sem perder a característica do sertanejo tradicional. Em 2010, lançaram seu terceiro DVD, “Faiz Barui Brasil”, gravado ao vivo na ExpoMS, com mais de 10 mil pessoas na plateia. O álbum apresentou 20 faixas, das quais se destacaram “Se é Pra Ser” e “Questão de Vício”. Em fevereiro de 2016, levaram a música sertaneja para o Japão, e apresentaram-se nas cidades de Hekinan e Hamamatsu.
Relembro que a dupla inicial era composta por Alex Ferreira Maidana e Ivan Pereira. Atualmente, o novo Yvan da dupla se trata de Fagner Fabrício Corrêa. Nascido em Bodoquena, o cantor também fez parte do grupo Tradição e atuava como violeiro e sanfoneiro. Por certo sua história, ao longo destas quase duas décadas, carrega uma variedade de estilos, e a influência cultural que exerce é testemunho do poder da música como uma forma de expressão que transcende fronteiras geográficas e temporais, construindo pontes entre gerações e enriquecendo a identidade de Mato Grosso do Sul. O crescimento verdadeiro exige uma dose diária de humildade. Não se trata apenas de ouvir, mas de observar e aplicar o que aprendemos. E essa dupla carrega a humildade não apenas no sotaque mas no gesto, tanto em Barretos como no Festival da Guavira. E não me arrependo de há quase vinte anos atrás ter distribuído 80 copias de CD para pessoas que me eram caras, pois eu já sabia que eles levariam nossa música, ou seja, aquele rasqueado e as “modas de viola”, que nós ouvíamos com nossos pais…para o canto certo do coração!
*Articulista
mar 27, 2026 | Colunistas
OPINIÃO: Como diz o ex-deputado Eduardo Cunha: “Ao fim do dia 4, teremos a exata noção do que vai rolar para a próxima campanha eleitoral, onde governadores renunciarão para serem candidatos, candidatos a eleições majoritárias definirão seu destino, listas fortes ou fracas serão formadas, possíveis novos candidatos a presidente serão definidos. Enfim, o jogo estará pronto para ser jogado”.
DIFERENÇAS: O Fundo Eleitoral é destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas de seus candidatos, como viagens, cabos eleitorais e material de divulgação. Já o Fundo Partidário abastece os partidos mensalmente para custear as despesas (energia, água, aluguel). É produto de mistura de verba pública e doações privadas (dotações orçamentarias da União, multas e outros recursos da Lei 9.096/95)
CERTO? A incoerência na política é vista como uma dança de ziguezagues, onde os interesses pessoais superaram os princípios éticos, tornando a memória curta e a contradição aliados habituais do político. É marcada por alianças pragmáticas entre ex-adversários, mudanças de postura ideológica para chegar ao poder, além de promessas não cumpridas.
QUESTÃO: As reivindicações salariais de parte dos servidores públicos, podem representar um novo fator no quadro sucessório? Nesta semana, quem esteve na Assembleia Legislativa pode constatar manifestações contrárias ao anunciado índice de 3,81% de aumento salarial. Entre ativos e inativos temos hoje 86 mil servidores.
É CEDO? Num ano de eleições, com novas regras e outros fatores que até poderão alterar os prognósticos iniciais, não seria prematuro admitir que o ‘fator bolso’ não pode ser desprezado. Hoje, o descontentamento já serve de munição para adversários em seus discursos no parlamento estadual. Por sua vez, o Governo é cauteloso nesta tratativa.
‘CALMA’: Para os observadores, o Governo precisa e deve olhar o Estado como um todo, sem deixar de medir o tamanho de seu lençol. A crítica – ao longo da história do Mato Grosso do Sul, não perdoou nenhum de seus governantes. Começou com Harry Amorim, sacrificado em nome dos interesses de lideranças políticas. Lembro bem.
NA LISTA: Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, Wilson Martins, Ramez Tebet, Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja – cada qual com seus méritos e nem por isso passaram intocáveis em matéria de críticas pelos funcionários. Em ano eleitoral, a questão financeira aflora e ganha prioridade nas falas oposicionistas. Como se diz: faz parte.
GOVERNABILIDADE: Um deputado lembrando que em 2023 o reajuste geral anual foi de 5% – em 2025 foi de 5,06%, sem romper o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esse reajuste de 3,81% terá um impacto R$353,5 milhões em 2026 – C$ 473,5 milhões em 2027 e R$490,1 milhões em 2028.
‘VOLEIBOL’: Vai ficando evidente a parceria branca entre o deputado João Catan (Novo) e os 3 integrantes do PT nas sessões da Assembleia Legislativa. Quando Catan faz observações críticas ao Governo, ganha apoio incontinenti dos colegas petistas e vice-versa. Lembra o ‘voleibol’, um jogador levanta a bola para o outro ‘cortar’.
APOSTA-1: Dando as costas para os números das pesquisas, há quem acredite nas chances de termos 2º turno nas eleições de MS. Duas expectativas: a primeira versa sobre o desempenho de João Catan como dissidente da direita; a segunda é sobre a candidatura de Fabio Trad (pelo PT), já fora dos quadros do Governo Lula.
APOSTA-2: No saguão da Assembleia Legislativa questiona-se muito sobre as chances e desempenho dos postulantes ao Senado: Contar, Nelsinho e Reinaldo. Esse último, aposta nos dividendos de sua política municipalista como governador; o segundo no fator ideológico (Bolsonarismo), e o segundo em suas ações (emendas) aos municípios.
APOSTA-3: Existe outro fator que não pode ser ignorado no resultado das urnas locais. Trata-se da influência do desempenho de Lula e de Flavio Bolsonaro devido a notória divisão de forças – direita e esquerda – no nosso eleitorado. Ainda paira dúvidas quanto ao nível de aceitação do nome de Flavio, que só o tempo poderá dizer.
ELES VEM AÍ: O ex-deputado Jerson Domingos, ex-governador Puccinelli, ex-prefeito Odilon (Aquidauana), Hélio Peluffo (ex-prefeito de Ponta Porã), Raíza Matos (ex-prefeita de Naviraí); Ângelo Guerreiro – ex-prefeito de Três Lagoas – compõem um quadro de postulantes com currículos de peso. Fica a pergunta: quem sairia da Assembleia para dar lugar à eles?
‘TROCA TROCA’: Intensa na janela partidária. Paulo Duarte sai do PSB e vai para o PSDB; Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina permanecem no PSDB; Marcio Fernandes deixa o MDB para ingressar no Liberal; Renato Câmara troca o MDB pelo Republicanos; Lídio Lopes: ingressará no PP, Avante ou Patriotas; Beto Pereira saindo do PSDB para presidir o Republicanos. Marcelo Miglioli, deixando a prefeitura da capital para tentar uma suplência ao Senado; Barbosinha abandona o PSD rumo ao Republicanos. O PL terá coronel David, Lucas de Lima, Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Marcio Fernandes, Mara Caseiro, Neno Razuk.; Londres e Gerson Claro firmes no PP.
EM TEMPO: Com o advento das federações partidárias aumentou a interlocução dos partidos dos estados com as respectivas lideranças nacionais. Como ainda estamos no prazo legal (janela) tudo pode acontecer até o dia 3 de abril. Só após, poderemos ter o quadro oficial das candidaturas nesta ou aquela federação. Isso se chama política.
ALERTA: A intervenção desastrosa no leito do rio Mississipi (USA) precisa ser lembrada pelos defensores do idêntico processo no rio Paraguai para tentar ‘melhorar’ a navegação entre P. Murtinho e Corumbá. Aliás, o tema está na pauta da COP 15. Os impactos ameaçariam todo o Pantanal e as consequências ecológicas irrecuperáveis.
O RIO FEDE! Nos últimos 30 anos o Estado do Rio apresentou vários casos que envolveram seus governantes. Moreira Franco (1987/1991) foi preso suspeito de corrupção, mas foi solto; Antony Garotinho acabou preso, a exemplo de Rosinha Garotinha por atos de corrupção; Sergio Cabral foi alvo de 184 acusações, condenado a 430 anos de prisão, está solto e virou colunista; Luiz F. Pezão foi preso ainda no cargo por corrupção e hoje é prefeito de Piraí; Wilson Witzel (ex-magistrado) também foi preso por envolvimento de corrupção. Para finalizar temos Claudio Castro, declarado inelegível pelo TSE. Enfim, visto de cima o Rio continua lindo. Visto de baixo, fede.
PILULAS DIGITAIS:
“Não ficamos adultos, só ficamos bobos maiores. ” (Luiz F. Veríssimo)
A pergunta: quais ‘forças ocultas’ levaram Ratinho Jr. a desistir?
“Vamos lutar para que o caso Master chegue onde a Lava Jato foi impedida de chegar”. (Deltan Dallagnol – candidato ao Senado no Paraná)
“Na política, ninguém muda de rota sem motivo”. (na internet)
“O ódio e o fanatismo são duas doenças mentais que vêm da antiguidade e ainda nos atormentam”. (Amós Óz)
“Os socialistas são contra o lucro. Os capitalistas são apenas contra o prejuízo.” (Millôr)
“O homem é a soma de suas obsessões”. (Nelson Rodrigues)
“60% dos brasileiros não confiam no STF e nos ministros. 40% não sabem o que é o STF”.
“Tenho que preservar minha imagem” – como diz o velho palhaço traçando uma linha sobre a boca sem dentes. (Millôr)
mar 27, 2026 | Colunistas
Wagner Balera
O debate recentemente reavivado no mercado financeiro brasileiro acerca da utilização de estruturas artificiais de investimento traz à memória um episódio que revelou fragilidades no sistema de alocação de recursos previdenciários. Trata-se da Operação Fundo Fake, conduzida pela Polícia Federal em 2020, que investigou a utilização irregular de fundos destinados a regimes próprios de previdência social de diversos municípios.
A comparação entre aquele episódio e as suspeitas atuais permite identificar um elemento comum: a utilização de instrumentos legítimos — em particular os fundos de investimento — como veículos aptos a obscurecer a realidade econômica das operações e dificultar a percepção do risco pelos investidores. Cumpre observar que o fundo de investimento constitui instrumento indispensável ao mercado de capitais. Sua função primordial consiste em permitir a gestão profissional da poupança coletiva, canalizando recursos para atividades produtivas. O problema não reside no instrumento, mas na distorção de sua finalidade econômica.& amp; lt; /span>
No caso da Operação Fundo Fake, verificou-se a formação de estruturas caracterizadas por sucessivas camadas de intermediação. Fundos eram apresentados a instituições previdenciárias como oportunidades sofisticadas, mas integravam cadeias nas quais um fundo aplicava em outro, que por sua vez investia em um terceiro, formando circuitos de elevada complexidade. A consequência direta consistia na multiplicação artificial de taxas de administração e custos operacionais. Parte dessas receitas retornava a intermediários envolvidos na captação. Assim, embora os fundos estivessem regularmente constituídos, sua função econômica encontrava-se desviada da finalid ade que justificaria sua adoção pelos gestores.
Esse modelo produzia dois efeitos graves: reduzia a rentabilidade líquida das aplicações destinadas ao pagamento futuro de benefícios e criava uma arquitetura cuja complexidade tornava difícil identificar a qualidade dos ativos ou avaliar os riscos assumidos. As suspeitas atuais apresentam características distintas, mas revelam lógica análoga. Investigações apontam para a possível utilização de redes de fundos e entidades vinculadas que realizariam operações entre si, promovendo a circulação de recursos dentro de um circuito fechado.
Nessas circunstâncias, transações podem produzir avaliações patrimoniais artificialmente elevadas ou transmitir uma impressão de robustez que não corresponde à realidade. A engenharia financeira passa a desempenhar papel central na construção de uma aparência de solvência. Fenômenos dessa natureza não são desconhecidos; em crises anteriores, observou-se o emprego de estruturas complexas para transferir riscos entre entidades vinculadas ou sustentar balanços mediante operações internas.
A preocupação é relevante pela natureza dos recursos. O patrimônio previdenciário representa reservas acumuladas para assegurar subsistência após a atividade profissional.
Por isso, o ordenamento jurídico atribui centralidade ao princípio da prudência. A supervisão da CVM e do Banco Central busca assegurar que tais recursos sejam administrados com segurança, liquidez e transparência. Entretanto, a experiência demonstra que nenhuma arquitetura regulatória substitui a vigilância permanente dos gestores. Estruturas excessivamente complexas reduzem a capacidade de controle e ampliam o espaço para conflitos de interesse.
Os episódios recentes são manifestações de um risco estrutural em sistemas financeiros sofisticados. A expansão da previdência complementar no Brasil exige a consolidação de uma cultura orientada pela prudência. A busca por rentabilidades extraordinárias não pode prevalecer sobre a necessidade de preservar o patrimônio. Fundos continuarão a desempenhar papel relevante, mas sua utilização deve vir acompanhada de rigorosa governança e absoluta transparência. A lição é singela: quando se trata de previdência, a prudência é uma exigência indispensável à preservação da confiança social no sistema de prote& amp; amp; ccedil;ão.
Wagner Balera – Wagner Balera – É Livre-Docente em Direito Previdenciário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC/SP. Professor Emérito PUC/SP – Doutorado em Direito das Relações Sociais (PUC/SP). Mestrado em Direito Tributário pela PUC/SP. Graduado em Direito pela PUC/SP. Autor de mais de 30 livros em Direito Previdenciário. Coordenador dos cursos de graduação e pós-graduação de Direito Previdenciário da PUC/SP.
mar 21, 2026 | Colunistas
*Bosco Martins é escritor e jornalista
Daniel Vorcaro não enganou ninguém sozinho. Essa é a primeira verdade.
O “banqueiro do luxo” ostentava jatinhos, festas e celebridades enquanto vendia sucesso fácil. Mas histórias assim não prosperam sem plateia qualificada — gente que vê, entende e escolhe não enxergar.
Agora, com a delação no horizonte, começa o jogo real. E não será elegante.
Delação não é arrependimento. É cálculo. É sobrevivência. E Vorcaro sabe o valor do que guarda. Se falar, não será pouco — nem leve.
O que já veio à tona é grave. Fundos de previdência de servidores expostos a aplicações sem proteção. Dinheiro de aposentadoria tratado como aposta. E ninguém percebeu? Ou foi conveniente não perceber?
Na política, o roteiro é conhecido: relações próximas, propostas que favorecem interesses específicos, coincidências demais para serem inocentes. Quando o dinheiro se aproxima do poder, dificilmente é por acaso.
O caso do BRB é simbólico. Um banco público prestes a absorver bilhões de prejuízo privado. Dinheiro do contribuinte, mais uma vez, como solução de última hora. O Banco Central barrou. Mas quase passou.
Mais grave é a suspeita de infiltração no Banco Central. Se confirmada, não é só irregularidade — é o sistema jogando contra si mesmo.
E surgem também conexões no Judiciário. Relações, contratos, proximidades. Tudo que, isolado, parece comum — mas junto incomoda.
Se vingar a delação, ela não será seletiva. Vai atingir onde houver vínculo, interesse ou silêncio.
E talvez esse seja o ponto: Vorcaro pode não ser a origem do problema — apenas a peça que resolve falar.
Quando isso acontece, o risco muda de lado.
Não é mais de quem é investigado.
É de quem pode ser citado. Aguardemos os novos capítulos dessa vergonha nacional.
mar 20, 2026 | Colunistas
NOVIDADES: O pleito deste ano proporcionará novas opções de escolha aos eleitores graças as candidaturas das coligações e federações. Deferidas pelo TSE as federações: Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV); Federação PSDB Cidadania; Federação Psol Rede; Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade).
COLIGAÇÃO: É uma união partidária que vale apenas para determinado período eleitoral e com fins específicos. Sua validade – que é permitida apenas para cargos majoritários, findará automaticamente com as eleições. Tem como vantagens proporcionar maiores recursos financeiros e maior tempo de exposição na TV.
FEDERAÇÃO: Seu objetivo é unificar a atuação de legendas em nível nacional, atuando como se fosse uma só sigla, podendo apoiar diversos candidatos. O diferencial é que os partidos são obrigados a ficarem unidos durante 4 anos. Se o partido sair antes será penalizado com a proibição de integrar outra federação nos pleitos subsequentes.
INCERTEZAS: No papo sobre esse tema com alguns deputados estaduais notei dúvidas mescladas com temores sobre o desafio de reproduzir com êxito os acordos costurados pelas cúpulas nacionais. Há casos em que eles terão de conviver e até apoiar tradicionais rivais. ‘Dormir com o inimigo’ será um desafio e tanto.
GERINGONÇA: Foi esse o termo usado por um vereador do interior ao se referir ao componente das federações. Conclui-se pelas suas manifestações, que poderia estar faltando melhores esclarecimentos sobre essa temática nas câmaras interioranas. Paira assim a confusão entre a velha coligação e a federação.
VAI OU NÃO VAI? Se deixar o PDT e se filiar ao PV para tentar a Câmara Federal Marquinhos Trad teria que renunciar a vereança da capital. Ele até pensa em tentar um acordo perigoso com o PDT sem garantia jurídica. Ele sabe que essa pressa de tentar voltar ao cenário estadual poderá custar-lhe caro como ocorreu no pleito de 2022.
OLHA O NÍVEL! “Nunca fui preso nem usei tornozeleira eletrônica.” Quem fala o que não deve, acaba ouvindo o que não quer. A réplica de Zeca do PT ao Puccinelli, divulgada na mídia, é uma resposta contundente e certeira que desmoralizou o ‘italiano’ Ele, precisa se conscientizar: os tempos são outros. E o eleitor, o que pensa disso?
OPINIÃO: A opinião geral é de que Puccinelli ‘atirou pedra na caixa de maribondos’, provocando Zeca do PT, esquecendo de fatos desgastantes como a sua prisão. Ao seu estilo, o petista aproveitou a chance e replicou com vantagem seu desafeto, que errara no discurso – num momento que deveria tratar só de questões legislativas e projetos.
EQUÍVOCO: Convenhamos; os protagonistas locais de fato nestas eleições serão os postulantes ao Executivo. Esses, deverão expor seus projetos e mostrar a capacidade que o cargo exige. Diferente das atribuições do deputado estadual. Pecou Puccinelli ao trazer ao debate o seu desempenho no Executivo. Deu munição ao Zeca do PT.
ROBERTO CAMPOS: O ex-Embaixador chamava a esquerda brasileira de atrasada, apelidando-a jocosamente de “Bob Fields”. Ele classificava os povos em três tipos: “Os inteligentes, que aprendem com as experiências dos outros; os medíocres que aprendem com as próprias experiências; os idiotas que nunca aprendem”.
SIMONE & EDUARDO: O fato da ministra Simone Tebet disputar o Senado em São Paulo, como aliada do PT, ajudará ou prejudicará as pretensões de seu marido Eduardo Rocha em tentar voltar à Assembleia Legislativa? A seu favor pesa a sua passagem pela Casa Civil – que oportunizou o contato frequente com lideranças municipais.
‘POPULISMO JURÍDICO’: Assim está sendo chamada a decisão do ministro Flávio Dino ao anunciar o fim da Aposentadoria Compulsória dos magistrados como punição máxima. No fundo, a medida visa melhorar a imagem do STF, desviando assim o foco crítico atual dos escândalos que envolvem ministros daquela Corte. Não convenceu.
ATUALÍSSIMA: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se de honra e a ter vergonha de ser honesto”. (Rui Barbosa em 1920)
ARTICULANDO: O ex-governador Azambuja não tem perdido tempo no comando do PL. Ele classifica como positivo seu encontro com Flávio Bolsonaro e outras lideranças em Brasília. Aqui ele não perde o contato com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças. É consciente da disputa difícil que o espera contra Nelsinho e Contar.
FENIX: Após perder lideranças de peso como Riedel, Azambuja e Beto Pereira, o PSDB se revigora com a permanência de Dagoberto, Geraldo Resende, Jamilson Name e Lia Nogueira. Além deles conta com as candidaturas dos vereadores da capital – Professor Juari, Vitor Rocha, Flavio Cabo Almi e Silvio Pitu.
REFORÇO: Repercute bem a decisão do deputado Paulo Duarte em deixar o PSB para ingressar no PSDB. O motivo é simples: o PSB não conseguiu formar chapa, o que inviabiliza seu projeto político. Ele já entregou a presidência da sigla que deverá ser comandada pelo médico Ricardo Ayache. Paulo é admirador confesso do governador Riedel.
ACABOU? Como dizia Paulo Francis: “Talvez o Brasil já tenha acabado e a gente não tenha se dado conta disso. O país ‘evoluiu’ daquela simples corrupção com o guardinha de trânsito – para grandes jogadas de fazer tremer o sistema financeiro e jogar lama nas vestes negras dos ministros do STF. Nem o Chapolim Colorado poderá nos salvar.
DEPUTADOS & AÇÕES: Gerson Claro: Antenado, valorizou os servidores da Casa com entrega de novos uniformes; Lucas de Lima: propõe a criação da ‘Rota do Pantanal’ em prol do turismo ao longo da BR 262; eleito coordenador da Frente Parlamentar de Defesa dos Animais; Rinaldo Modesto: é autor da proposta criando o programa ‘Formatura Sustentável’ na rede pública de ensino; Junior Mochi: propõe a suspensão do prazo de validade de concursos durante o processo eleitoral no MS; Paulo Corrêa: é autor de PL da isenção e redução de IPVA nos veículos elétricos e híbridos; Pedrossian Filho e Pedro Kemp: fomentando a campanha pela doação de parte do Imposto de Renda ao Fundo Estadual da Criança e dos Direitos da Pessoa Idosa; Gleice Jane: defende a valorização dos profissionais da saúde e cobra ações urgentes em Dourados; Zeca do PT: propõe o Programa MS Trifásico para expansão de energia em assentamentos e demais áreas rurais; Roberto Hashioka: reconduzido à presidência da Comissão de Obras, Transporte e Infraestrutura da Alems; Lia Nogueira: atenta às causas em defesa da mulher e buscando solução para os reclamos de Dourados e região; Zé Teixeira: Grande defensor dos produtores rurais e das questões de infraestrutura das cidades que representa; Antonio Vaz: Incansável; Após o sucesso do movimento pela conscientização do Autismo em Terenos, leva essa bandeira para outras cidades. Marcio Fernandes: autor do PL inclindo o ‘Brasileirão de Laço Comprido’ e o ‘Encontro de Laço Comprido do CLC” no Calendário Oficial de Eventos de MS; Lídio Lopes: visitou a região do Conesul, ouvindo as reivindicações de 10 cidades. Voltou entusiasmado.
PERGUNTA CRUEL:
E se o Vorcaro resolver falar?
mar 15, 2026 | Colunistas
*Bosco Martins é escritor e jornalista
Antes que o leitor pense no antigo Vai ou Racha, tradicional ponto de encontro cultural do bairro São Francisco, em Campo Grande, vale esclarecer: o “vai ou racha” agora é dentro de campo. Neste domingo tem Santos x Corinthians e, logo depois, a convocação da Seleção Brasileira. Para Neymar, o momento parece decisivo: ou faz uma grande atuação e volta com força ao radar da seleção, ou começa a encarar de vez o crepúsculo da carreira.
O dilema do camisa 10 sempre foi equilibrar seu talento indiscutível com a fragilidade física e as exigências do futebol moderno. Depois de seguidas lesões e retornos lentos, ele tenta provar que ainda pode competir em alto nível — especialmente pensando na próxima Copa do Mundo, que pode ser sua última com a camisa do Brasil.
Neymar é um símbolo do futebol do século 21: superestrela global, fenômeno comercial e cultural. Mas sua trajetória também carrega frustrações. Conquistou a Liga dos Campeões em 2015 ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez, no lendário trio “MSN” do FC Barcelona. Ao deixar o clube catalão em 2017 para liderar o Paris Saint-Germain, assumiu o papel de protagonista — missão que nunca se consolidou plenamente.
Na França vieram títulos nacionais, mas o grande sonho europeu escapou repetidas vezes, muitas delas com Neymar fora por lesão. Assim, sua carreira passou a oscilar entre lampejos de genialidade e longos períodos de dúvida. Entre o talento que encanta e o físico que preocupa.
Agora, em 2026, ele volta a uma encruzilhada. O técnico Carlo Ancelotti cobra intensidade, disciplina tática e forma física. A qualidade técnica do craque ninguém discute; a dúvida é saber se o corpo ainda acompanha o talento.
Por isso o clássico deste domingo ganha peso simbólico. Pode ser apenas mais um jogo — ou o início de uma redenção. Em outras palavras: chegou a hora do vai ou racha e estamos torcendo pelo vai. E o mundo inteiro esta olhando para Neymar.