dez 12, 2025 | Colunistas
FÔLEGO: Esse requisito não basta para se eleger deputado federal. O dinheiro é peça fundamental para concretizar essa pretensão. Imagine uma campanha em Minas Gerais com seus 853 municípios e com 4 regiões de diferentes realidades sociais. Isso sem contar a nova sistemática das federações partidárias que promete surpresas.
DESAFIOS: O universo de Brasília é muito diferente dos parlamentos paroquiais em todos os aspectos. A começar pelo número de parlamentares, regimento, comissões, a luta pelo espaço e visibilidade parlamentar. Sem contar as dificuldades de mobilidade junto aos órgãos e ministérios burocratizados. Enfim, lá tudo é custoso demais.
DECEPÇÕES: Quantas e quantas histórias ouvimos envolvendo políticos em suas experiências parlamentares em Brasília. Alguns casos até entraram para o folclore político com aditivos maldosos e de humor nos relatos. É comparável ao atleta do interior num clube da elite ao lado de figuras famosas. Demora para se adaptar.
MEMÓRIA: Exceções ou milagres acontecem nesta luta parlamentar em busca do reconhecimento junto a opinião pública, ao menos da sua base parlamentar. É o caso emblemático do deputado Dante de Oliveira ao apresentar o projeto das Eleições Diretas, rejeitado na Câmara, o que motivou o início da campanha pelas ‘Diretas Já’.
DESEJOS: Não é difícil entrar no universo de expectativas do eleitor ao escolher seu deputado federal. Consciente das dificuldades burocráticas do legislativo federal, ele não espera a reinvenção da roda ou algo semelhante. Pede apenas que o deputado leve benefícios para a cidade e região que representa. Nada mais. Não espera milagres.
COMUNICAÇÃO: Antes, o parlamentar tinha no programa ‘A Voz do Brasil’, o melhor canal de comunicação com seu eleitorado de todas regiões. Com a internet – ele tem armas formidáveis para ganhar e dar visibilidade a sua imagem e atuação em tempo real. Aliás, esse item é componente essencial às atividades parlamentares.
MUDANÇAS: Se em 2022 tivemos perto de 390 candidatos a deputado estadual, em 2026 deveremos ter por volta de 100 deles. Isso resultará em melhor qualificação? Sinceramente não sei. Podem pesar fatores ‘estranhos aos méritos exigidos (presume-se ao menos) para a missão de representar a sociedade. Bem, depois nada de nhénhénhém.
SOLITÁRIO: Papo consistente com o vereador Gabriel Leal de Melo, de Inocência. É a única voz crítica do modelo que a Arauco implanta. Os danos ambientai irrecuperáveis – nascentes de aguas, brejos, lagoas, córregos, fim do minifúndio, extinção de peixes, antas, capivaras, pássaros e despovoamento da zona rural. Depois, reclamam do clima.
PAPAI NOEL: Vale a pena acreditar no velhinho. Conhecido animal político, o ex-vereador Athayde Neri foi nomeado para a Superintendência da Casa Civil, fato esse que vem rendendo comentários nos bastidores. Mas o fato mostra que Riedel está se armando para as eleições e que o papo que ele seria apenas técnico é pura bazofia.
STF-PERGUNTAS: Qual o critério para o Banco Master contratar a advogada mulher de Xandão por R$129 milhões? Por que Dias Tóffoli decretou sigilo no processo, se Daniel Vorcaro não tem foro especial? Por que a notícia dos honorários da mulher do ministro não virou manchete na mídia? O que dizer da viagem do ministro Tófolli à Lima no jato do advogado do grupo Master?
CALMA! Quando você imaginava já ter visto tudo no cenário político-jurídico do país, absurdos continuam acontecendo. Até o Paulo Maluf se julga no direito de ‘ressuscitar’ após a decisão sobre a Carla Zambelli. Como alguém escreveu: “Para que escolher o caminho do crime, quando há tantas maneiras legais de ser desonesto? ”
PREVISÃO: Ulysses Guimarães tinha visão cética sobre o nível do nosso Congresso e dizia: “O próximo será ainda pior”. A propósito aproveito o espaço para lembrar os números da última pesquisa Datafolha sobre a avaliação do Congresso: 31% de ruim e péssimo, 44% de regular, 21% de bom, 4% não sabem. Opinião de 2 mil pesquisados.
AUTISTA? Sobre o choro do deputado Pollon os internautas opinaram no site ‘O Jacaré’: Um artista – Quem não chora não mama – Mais falso do que nota de 3 reais – O galo virou galinha – Hora de fazer baderna ele é bom, agora chora – Chega de mimimi – O choro é livre – Bebezão – Maluco Esperto – Ele diz que tem problemas psicológicos…né, serve pra legislar…kkk.
ALERTA: Ainda em seu mandato opaco, o então senador Juvêncio disputou a Assembleia Legislativa em 2006 e só obteve 8.267 votos. Um desastre, levando-se em conta sua trajetória como vereador, prefeito duas vezes da capital, secretário de estado e senador. O exemplo mostra que a política tem ciclos diferentes: generosos e cruéis.
DEFINIÇÕES: Na medida das necessidades os deputados federais vão mostrando a cara de olho em 2026. Foi o que ocorreu na votação do PL da Dosimetria, com Beto Pereira, Luiz Ovando, Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira votando pela aprovação. Ganharam visibilidade pela postura e esperam a recompensa futura do eleitor.
DELÍRIO: Políticos acham que a senadora Soraya Thronicke saiu atrasada para tentar a reeleição. Além disso, ela carrega o estigma de traidora e ingrata com Bolsonaro. Se não subir nas pesquisas, tentaria a Câmara ou Assembleia. Agora distribui emendas tentando reverter o quadro. Mas ela não tem grupo e nem deputados. Sem chances.
EXPECTATIVA: Como funcionará a nova lei para se obter a CNH? A economia que pode chegar a 80% não é tudo. Há o temor quanto a redução do tempo de pratica com a real capacidade de aprender a dirigir com segurança. O Brasil é o 3º país no mundo em acidentes com mortes. O Governo pensou em facilitar ou nas eleições de 2026?
BOM EXEMPLO: Em Paraíso das Águas a prefeitura adotará novos critérios de cobrança de vários procedimentos. Emissões de Guias de Recolhimento, Alteração de Inscrições e outros serviços passarão a ser gratuitos. A aprovação de um projeto de imóvel com 590 metros quadrados, de R$ 2.578,00, passará a custar R$600,00.
PEROLAS DO ENEM:
Os hermafroditas humanos nascem unidos pelo corpo.
Os crustáceos- fora da agua, respiram como podem.
Quando o animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado.
A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos.
Péricles foi o principal ditador da democracia grega.
Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.
Animal de duas patas: bípedes. Animal de 4 patas: paralelepípedes.
Triângulos são os filhos de trigêmeos de ângulo.
A leitura permite ao homem tornar-se míope. E o funk torna o homem surdo.
O que deixaremos aos nossos antecedentes? Menos desmatamentos e mais florestas arborizadas.
A AIDs é transmitido pelo mosquito Aides Egipsio.
O Brasil está devidamente errado.
Um problema é a corrupção na qual apostamos nossas fichas.
Os políticos compram nossos votos e não cumprem as promessas.
As chuvas foram fortes, mas não tivemos danos morais.
Os aminoácidos foram os primeiros habitantes da terra.
Os duelos eram tão morais que os lutadores as vezes até morriam.
Na mitologia grega a Deusa do amor é a deusa Viagra.
Os rios, correm sempre no sentido da água.
Uma tonelada pesa pelo menos 100 quilos de chumbo.
dez 11, 2025 | Colunistas
Saudade que se transforma em orgulho. A Rede Matogrossense completa seis décadas como o coração que bate no centro do Brasil, unindo MS e MT com a força das histórias bem contadas. É a TV Morena e a TV Centro América entrelaçando gerações.
Guardei para sempre meu tempo na TV Morena. Foram anos de descoberta, no calor da redação onde o jornalismo regional dava seus primeiros passos firmes. Aprendi com mestres, convivi com técnicos geniais e uma direção que acreditava no poder transformador de uma notícia.
Minha estrada seguiu para o Rio, para a Globo dos anos 90. O mundo cresceu, mas as raízes nunca arrancaram. O que sempre me chamou de volta foi o calor humano desse jornalismo que nasce do chão da nossa gente.
A RMC hoje é moderna, digital. Mas minha reverência é aos pioneiros: ao saudoso Eduardo Zahran, seu Ueze, seu João. E ao Fábio Zahran, que me abriu as portas nos anos 1980. Eles plantaram este farol com as mãos.
A essência, porém, segue a mesma: feita do suor do repórter, da luz no olho do cinegrafista, da fé de quem acredita que comunicar é, antes de tudo, um ato de amor.
Parabéns, RMCom. Por 60 anos de vida compartilhada. Que venham muitos mais, sempre com este mesmo pulso, batendo no ritmo do nosso cerrado.
Viva!
**Bosco Martins é escritor, jornalista, ex-repórter e ex-apresentador da TV Morena*
dez 5, 2025 | Colunistas
CALMA! Apesar das pesquisas, de projeções questionáveis ou não, ainda é cedo para uma visão segura do quadro eleitoral no Mato Grosso do Sul. A movimentação das lideranças deve terminar apenas no período da janela partidária. Também aqui, nosso pleito fica dependente da sucessão presidencial, cujo estagio o leitor conhece bem.
DINHEIRO: ‘Tira coelho da cartola, influencia candidatos indecisos, viabiliza a montagem de chapas proporcionais e sustenta toda aquela estrutura necessária para a candidatura deslanchar. Até a janela partidária tudo irá se resolver por aqui. Não esqueçam a grana do Fundão. Enfim, dinheiro não vai faltar. Mas pode não resolver. ”
COMPROMETIDAS: O quadro partidário nacional, marcado pelo antagonismo de ‘esquerda e direita’ coloca as duas forças em cheque. Isso reflete também aqui, com as respectivas lideranças tentando se aproveitar ao máximo de fatos e colocando o tempêro crítico nas suas narrativas. É assim que se caracteriza o dia a dia da pré-campanha.
VALE TUDO: Líder nas pesquisas ao Governo do Paraná, o senador Sergio Moro não tem vida fácil. O ministro Flavio Dino (STF) determinou a apreensão de documentos na 13ª. Vara Federal, (Lava Jato) que era comandada por Moro. É a política misturada à nossa justiça. Mas o que será que o eleitor paranaense está achando disso?
‘COINCIDÊNCIAS’: O PT do Paraná em sérias dificuldades para tentar reverter o quadro eleitoral. A poderosa ministra paranaense Gleisi Hoffmann, demonstra inconformismo com as projeções eleitorais em seu Estado e usa de seu prestígio por onde transita. Mas isso poderá até vitimizar o senador com o tiro saindo pela culatra.
‘DEMOCRACIA’: A decisão do ministro Gilmar Mendes (STF) em restringir à PGR – o poder de abrir processo de impeachment contra os membros da Corte e elevar o quórum no Senado de um terço para dois terços para se admitir e receber denuncia contra membros do Judiciário, é vista como medida preventiva do ‘Supremo’ com relação ao as eleições de 2026. Seguro morreu de velho.
TRANSITÓRIO? Nas conversas no saguão da Assembleia Legislativa questiona-se o período que o ex-deputado capitão Contar permanecerá no PL. Fala-se que a adesão duraria só até o início da janela partidária. Embora junto com o Reinaldo, inexiste cumplicidade entre ambos. Vídeos no ‘face’ mostram Contar criticando Reinaldo.
INSISTO: Quase sempre o eleitor brasileiro não tem memória. Incrível. Mas com o advento da internet c uso do celular, há chances de mudança de postura por parte dos ‘esquecidos’. A previsão é de guerras entre candidatos com postagens apimentadas, como aliás já ocorre envolvendo a administração municipal de Campo Grande.
A PARTILHA: A guerra pelo seu espólio eleitoral de Bolsonaro apresenta fatos ‘previsíveis’ envolvendo sua mulher e filhos do ex-presidente. Aliás, Michelle mostrou força no episódio com Ciro Gomes, deixando Flavio, Carlos e Eduardo Bolsonaro de saia justa. Para o deputado coronel Davi (PL) Michelle é protagonista, está inserida na sucessão presidencial.
OPINIÕES: Para os observadores, Michelle não seria peça de enfeite, simplesmente descartável no processo sucessório. Ela vem percorrendo o pais e deixando a melhor das impressões entre lideranças femininas do centro e direita. Muitos entendem que ela seria o nome ideal como candidata a vice-presidente de Tarcísio de Freitas ao Planalto.
DERRAPÕES: Valdemar da Costa não combinou com Michelle antes de costurar a aliança do Ciro Gomes. Lembrando que no passado o político cearense, no episódio das joias do Planalto, chamou Bolsonaro de ‘ladrão de galinha’. Aí a ex-primeira dama reagiu como referência e não uma simples apoiadora tipo ‘Maria Vai Com as Outras’.
DUAS NEGATIVAS: O Governo não reiniciará as obras da UFN3 de Três Lagoas. Azar de Simone Tebet que seria beneficiada politicamente. ‘Estranhas’ as emendas milionárias da senadora Soraya endereçadas à ONGs do Rio de Janeiro. Será que essa grana não seria mais útil para entidades e prefeituras daqui? É pra rir ou chorar?
SIMONE: Um grupo de petistas do gabinete presidencial defende o nome da nossa ministra para o STF. Assim, o Planalto contemplaria o MDB, seu aliado, e daria mais espaço às mulheres naquela corte. Evidente que toda essa costura vai depender de muitos fatores, mas o caso merece ser inserido no rol das possibilidades.
IMPREVISTOS: Possíveis escândalos, acidentes fatais; a saúde de Lula; a missão de Geraldo Alckmin em São Paulo, ambições de petistas do núcleo do poder, cobrança da cara fatura do MDB pela fidelidade ao Planalto, a guerra pelo comando do Senado; as relações com o STF, o desempenho de Guilherme Boulos no Governo.
ENCRENCA: O episódio recente envolvendo o vereador Marquinhos Trad (PDT) a prefeita Adriane Lopes (PP) e a ex-deputada Rose Modesto (PSDB), mostra que o processo eleitoral deve ficar efervescente nesta virada de ano. . É certo que novos capítulos virão neste contexto político partidário. Isso se chama política.
DE NOVO: As previsões apontam que deve se repetir em 2026 a onda de fake news que inundou as redes sociais nas últimas eleições. As imagens dos candidatos com seus números alterados foram compartilhadas pelos cabos eleitorais, principalmente em grupos de WhatsApp. Por mais que a Justiça se aprimore, será difícil evitar os golpes.
EMENDAS PIX: Rodolfo Nogueira R$13.538.250,00; Dagoberto Nogueira R$ 12.016.611,00; Luiz Ovando R$11.308.758,12; Marcos Pollon R$11.105.812,08; Beto Pereira R$6.756.750,00; Camila Jara R$3.663.000,00; Vander Loubet R$ 1.089.000,00. Geraldo Resende foi o único deputado que não utilizou esse tipo de emenda.
PODEROSOS: Os diretórios nacionais dos partidos podem intervir nos diretórios estaduais. Daí, não foi por acaso a recente declaração da ministra Simone Tebet sobre hipotética decisão do diretório estadual do MDB em negar-lhe o direito de disputar o Senado. Recado sutil de quem tem prestígio junto a direção nacional da sigla. Aí, Puccinelli fez a leitura do quadro desfavorável e recuou do embate.
PÉROLAS DO ENEM:
A insônia consiste em dormir ao contrário.
A capital de Portugal é Luiz Boa.
A natureza brasileira tem 500 anos e está se acabando.
A floresta amazônica está cheia de animais extintos.
O mundo não para de mudar, pois o tempo não para de passar.
A lenda é toda narrativa de um tema confuso.
O dia tem 24 horas, mas 8 delas são noite.
Somos roubados por pessoas escolhidas com esse propósito.
A ética precisa ser adquirida e consumida.
Um septuagenário é um losango de 7 lados.
Vamos mostrar que somos semelhantes iguais.
A água tem uma cor inodora.
A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.
Depois de morto, Tiradentes foi decapitulado.
Zero é o único número que permite contar até um.
Os rios são formados por bacias esferográficas.
O objetivo da sociedade anônima é ter fabricas desconhecidas.
O nervo ótico transmite ideias luminosas para o cérebro.
O piloto que atravessa a barreira do som, nem percebe, pois não escuta mais nada.
dez 2, 2025 | Colunistas
A chegada de dezembro traz consigo não apenas o brilho das luzes natalinas, mas também a sombra de uma agitação generalizada. Em meio a calendários apertados e expectativas elevadas, muitas vezes esquecemos que o verdadeiro espírito do final de ano é a paz e a reflexão.
Dados mostram que, justamente em dezembro, o aumento de stress e impaciência tem impactos tangíveis: estudos indicam que os acidentes de trânsito e os conflitos interpessoais crescem significativamente. Afinal, a pressa e a tensão formam uma combinação perigosa.
A reflexão sobre o valor de pausar, respirar e encontrar um ritmo mais humano para encerrar o ano é fundamental. Em vez de ceder à pressão das demandas externas, podemos escolher priorizar a tranquilidade e o bem-estar. Assim, a desaceleração torna-se um ato consciente de autocuidado e de respeito aos outros.
Vamos trazer um exemplo simples: imagine um motorista que, em vez de buzinar e se irritar com o trânsito lento, decide colocar uma música suave, ajustar seu ritmo e usar o tempo no trânsito para refletir ou até agradecer pelas pequenas coisas recebidas. Essa mudança de atitude pode não só evitar acidentes, mas também transformar a experiência do final de ano — e do ano todo — em algo mais leve e significativo.
Além disso, é válido enfatizar a importância do autocuidado e do cuidado com os outros. Ao desacelerar, abrimos espaço para momentos de qualidade com a família, fortalecemos nossos laços e lembramos que o final de ano é, antes de tudo, um momento de gratidão e renovação.
Por fim, podemos reforçar que a oração, a meditação ou simplesmente um momento de silêncio diário são ferramentas poderosas. Elas nos ajudam a encontrar serenidade e a redescobrir o verdadeiro significado da vida e especialmente dessa época: celebrar a vida com paz e harmonia.
E, nesse contexto, encontramos grande sabedoria nas palavras de autoridades de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que têm ensinado repetidamente sobre a importância de desacelerar, priorizar o essencial e ouvir o Senhor. O presidente Dallin H. Oaks nos lembra que muitas das decisões mais importantes da vida não estão entre o certo e o errado, mas entre o que é importante e o que é essencial. Ele ensinou: “Desviai-vos das coisas que não importam e buscai as que mais importam.” No final do ano, quando somos puxados por todos os lados, sua mensagem é um convite amoroso para fazermos escolhas mais conscientes, dando espaço ao que realmente edifica a alma.
Russell M. Nelson, que faleceu recentemente aos 101 anos, reforçava esse entendimento dizendo que “nada é mais urgente do que aprender a ouvir o Senhor.” Ele ensinava que o Espírito fala em “sussurros suaves”, e tais sussurros só podem ser percebidos quando desaceleramos. A correria de dezembro, se não for domada, pode nos afastar daquilo que Deus quer nos comunicar — e do que realmente precisamos sentir.
O élder Dieter F. Uchtdorf lembra que a simplicidade é um princípio celestial: “Apressar-se é inimigo da paz.” Ele aconselha que deixemos ir o que não é essencial para que o coração possa encontrar descanso. Em uma época marcada por pressões, compras e expectativas, sua mensagem é quase um bálsamo: viver com mais leveza é uma forma de honrar o Salvador.
É nos pequenos e simples momentos — aqueles que muitas vezes ignoramos — que o élder David A. Bednar diz que o Espírito se manifesta com mais frequência. Ao desacelerarmos, conseguimos enxergar beleza e propósito nas migalhas de luz que o Senhor coloca ao longo do nosso dia: um abraço, uma conversa, um minuto de gratidão, um pensamento inspirado.
Algo que combina perfeitamente com dezembro, segundo a irmã Michelle D. Craig: “Quando diminuímos a velocidade suficiente, começamos a ver as pessoas como o Salvador as vê.” O final do ano deveria ser um tempo para olhar ao redor com mais compaixão, perceber quem precisa de um gesto de bondade e fortalecer os laços familiares e espirituais.
O falecido presidente M. Russell Ballard também ofereceu uma lição poderosíssima: “O Senhor não espera que façamos tudo, mas que façamos o nosso melhor — e isso inclui descansar.” Para ele, descansar é parte do Plano Divino. Encerrar o ano de forma saudável não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria espiritual.
Em um mundo que constantemente nos impulsiona a fazer mais, é revolucionário lembrar que fazer menos — e fazer com mais atenção — pode ser a chave para um final de ano verdadeiramente feliz. Ao reduzir o ritmo, criamos espaço para apreciar as pequenas alegrias que muitas vezes passam despercebidas na correria.
Assim, ao final de cada dia de dezembro, em vez de contabilizar tarefas, podemos contabilizar momentos de tranquilidade e conexão. Podemos perceber que o verdadeiro significado das festas não está nas corridas de última hora, mas na capacidade de encontrar serenidade em meio ao tumulto.
Ao adotar essa postura, não apenas encerramos o ano de maneira mais suave, mas também preparamos nossos corações para um novo ciclo com mais equilíbrio e esperança. Afinal, desacelerar é um presente que damos a nós mesmos e aos que amamos, reconhecendo a mão de Deus em nossa jornada e confiando que Ele nos guia a um caminho de paz e renovação.
*Jornalista e Professor
wilsonaquino2012@gmail.com
nov 29, 2025 | Colunistas
“Vocês são o arco onde seus filhos, como flechas vivas, são impulsionados para adiante; deixem que a mão do Arqueiro trabalhe, porque assim como Ele ama a flecha que voa, também ama o arco, que permanece estável.”(O Profeta).
Khalil Gibran que nasceu numa família de parcos recursos, no que hoje é o Líbano (1883-1931) foi um filósofo, escritor, poeta, ensaísta e pintor. Sua obra reflete a espiritualidade e os princípios que levam aos patamares mais altos da alma humana. É conhecido por ter criado frases inspiradoras. Seu livro mais conhecido é “O Profeta”.
Khalil Gibran nasceu em Bicharré, em 06 de dezembro de 1883. Vivia com seu pai, sua mãe, um irmão e duas irmãs. Em 1894, com onze anos, emigrou com sua mãe e seus irmãos para Boston. O pai permaneceu em Bicharré. Sua mãe tomou a decisão difícil de levar os filhos para a América, buscando uma vida melhor para sua família. Eles se estabeleceram no South End de Boston, na época, a segunda maior comunidade sírio-libanesa-americana.
Ele foi chamado de várias formas pejorativas tanto porque sua pele era escura, quanto porque mal sabia falar inglês. Quando chegou, foi colocado numa classe especial para imigrantes. Mas, alguns dos seus professores viram algo admosestador, na forma como ele se expressava, através dos seus desenhos, através da sua visão do mundo. Ele acreditava no amor, acreditava na paz, e acreditava na compreensão e no diálogo. Em breve ele dominaria sua nova língua. Gibran foi o único membro da sua família a seguir a educação escolar. Suas irmãs não foram autorizadas a entrar na escola, principalmente por causa das tradições do Oriente Médio, bem como dificuldades financeiras. Gibran, no entanto, inspirou-se na força das mulheres da sua família, especialmente da sua mãe.
A família lutava árduamente para sobreviver, e o jovem perdeu uma irmã e o meio-irmão para a tuberculose. A mãe dele morreria de câncer. Depois da morte deles, a outra irmã, Mariana trabalhando em uma loja de costura, apoiaria Gibran. Referindo-se a sua mãe, ele escreveria: A palavra mais bonita nos lábios da humanidade é a palavra Mãe” e o chamado mais bonito é o chamado de Minha mãe.” É uma palavra cheia de esperança e amor, uma palavra doce e amável vinda das profundezas do coração. A mãe é tudo. Ela é o nosso consolo na tristeza, a nossa esperança na miséria e a nossa força na fraqueza. Ela é a fonte de amor, misericórdia, simpatia e perdão. Gibran iria mais tarde defender a causa da emancipação e educação das mulheres. Ele acreditava que lutar pelos direitos dos outros é o fim mais nobre e bonito de um ser humano.
O Profeta.” publicado em 1923, venderia dezenas de milhões de cópias, se tornando o terceiro poeta mais comercializado de todos os tempos, atrás de Shakespeare e Laozi. Publicado em 108 línguas em todo o mundo, é o fundamento deste artigo. Estamos próximos ao natal. Pergunto: Como estão as nossas famílias?. Saibam que este ano 2.735 recém-nascidos foram registrados no estado sem o nome paterno, ou seja, possuem apenas o nome da mãe em sua certidão de nascimento. “Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria.!” E nunca esqueça quem estava contigo quando a água do chuveiro se misturava com suas lágrimas de dor, ou quando o travesseiro era testemunha dos seus soluços implorando por auxílio. Valorize quem usou seu tempo contigo ou estendeu sua mão para amparar sua queda. Essas pessoas é que fazem a diferença neste mundo. Imite-as. São exemplos.
*Articulista
nov 29, 2025 | Colunistas
As palavras possuem um forte impacto sobre as nossas emoções. Nessa sequência podem desencadear determinadas reações, fazer tomar determinadas decisões, e por vezes, até levar a mudar o curso da nossa vida. Pensemos nas palavras de encorajamento como motivam e dão força para andar para a frente, nas palavras de conforto que consolam e suscitam um sentimento de segurança, nas palavras de amor que enchem a alma, ou por outro lado, as palavras afastam, as que provocam e recuos, os insultos destroem os vínculos.
Quantas pessoas relatam que ouviram determinada coisa de alguém e aquilo o fez avançar ou recuar completamente em dado momento da sua vida. Uma palavra ou uma frase que ecoa, ressoa e provoca no outro pensamentos inexprimíveis.
Também dá-se o caso de serem guardadas palavras que se repescam em algumas ocasiões. Estão no canto da memória, e de tempos a tempos, são evocadas. Enquanto adultos lembramo-nos de palavras da infância, que a mãe, o pai, a avó, o avô diziam. E como ficam gravados tais dogmas e colados à pele psíquica! Ecoam como baluartes e funcionam como mandamentos conduzindo nossos valores e escolhas ao longo de vida.
A interpretação que damos às palavras que ouvimos é crucial. Por vezes, pode levar a mal-entendidos. Pensemos, por exemplo, nas confusões decorrentes de algumas trocas de mensagens. A confusão que se gera pelo modo como ouvimos, à nossa maneira, e depreendemos um sentido diferente daquele que as proferiu. Também a carga que damos a certas palavras pode deturpar o entendimento das mesmas quando usadas entre interlocutores que atribuem diferentes ressonâncias ao sentido latente. Adensam os alvoroços comunicacionais quando assentes em jogos metafóricos. Se, para alguns bons entendedores meias palavras bastam, para outros, poucas ou muitas palavras causam apenas rumor.
Como é bom quando encontramos alguém que fale a nossa língua. Que entenda o idioma do nosso sentir semântico. A base desse entendimento trará profícuos diálogos. Acrescentará a compreensão mútua e a ligação empática.
Nem sempre temos atenção com as palavras que usamos para nos expressar. Não temos de insurgir uma postura pouco espontânea mas devemos considerar, em alguns contextos, o impacto que podem ter nos nossos ouvintes. Pensar antes de falar é prudente sobretudo por isto. Ter esta noção é relevante para cuidar dos outros com devido respeito. Não é necessário pactuarmos de palavras concordantes, mas considerar que aquilo que dizemos tem poder interagir com o outro. Não há propriamente boas nem más palavras. Há bons e maus entendimentos. Claras e imprecisas impressões e este é o caminho observado no livro “Além do que se vê” de Nataly Moraes. E como ela mesma retrata: O segredo está em achar conforto no desconforto! Poderia dizer que é um exercício fácil, mas é tanta força do corpo todo , para um equilíbrio, resistência… acredito que esse exercício vai muito além.
Não obstante, neste livro, lançado recentemente em Londres, conta que sempre teve curiosidade em descobrir quem era essa pessoa única, que chegou ao mundo antes de ser moldada por crenças familiares, sociais e religiosas. Nesse processo, compara si mesma a alguém que vai retirando camadas para alcançar o que é primordial, num exercício exigente, mas recompensador pelas descobertas que surgem no caminho. Hoje, diz se reconhecer nesse encontro consigo mesma e com o sentimento que a move: “Hoje, feliz, posso dizer que conheço o amor, esse insumo sustentável, resiliente, paciente e indispensável sem o qual nada existiria.” Conclui Nataly.
“Além do que se vê” por Nataly Moraes, é a nossa sugestão de leitura da semana.
* Da Redação