jan 15, 2025 | Colunistas
Com o fim das férias escolares neste início de ano, todo pai e toda mãe deveria se perguntar: “Quanto meus filhos brincaram? Quanto correram, pularam e deram risadas de alegria com atividades saudáveis e significativas, especialmente com minha companhia e participação?” E mais: “Quanto tempo eles passaram longe dos eletrônicos, como a TV e o celular, para se conectar verdadeiramente com o mundo ao redor?”
Se a resposta a essas perguntas foi “pouco” ou “nada”, é hora de ligar o sinal de alerta. Infelizmente, em muitos lares, as crianças estão tendo suas infâncias roubadas, privadas de vivências essenciais para o seu desenvolvimento físico, mental e emocional.
Brincar não é um simples passatempo. É uma necessidade vital para o crescimento saudável das crianças. É brincando que elas desenvolvem habilidades motoras, aprendem a socializar, experimentam a resolução de problemas e constroem sua autoconfiança. Além disso, a interação com outras crianças e com adultos da família enriquece suas experiências, oferecendo um equilíbrio entre afeto, aprendizado e diversão.
As brincadeiras também têm um impacto direto no desenvolvimento cognitivo. Ao brincar de faz de conta, por exemplo, a criança explora sua criatividade, desenvolve a linguagem e aprende a lidar com situações sociais. Essas atividades preparam o cérebro para tarefas mais complexas, como a resolução de problemas e a tomada de decisões. Estudos indicam que crianças que brincam regularmente têm maior facilidade em processar emoções e construir relações saudáveis ao longo da vida.
Porém, o que se vê em muitos lares é o oposto disso. Pais, por ignorância, comodismo ou porque trabalham e chegam em casa cansados, acabam entregando os filhos ao domínio dos eletrônicos. Tablets, celulares e televisores se tornaram as “babás modernas”, enquanto as brincadeiras ao ar livre, tão necessárias para o fortalecimento físico e emocional, são deixadas de lado.
Outro aspecto importante é o impacto das brincadeiras no combate ao sedentarismo infantil. A falta de atividades físicas e o excesso de telas estão diretamente ligados ao aumento dos índices de obesidade infantil, que é hoje um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Brincar ao ar livre, correr, pular corda ou até mesmo jogar bola no quintal são formas simples, mas extremamente eficazes, de promover a saúde física das crianças e de aumentar a boa relação com os pais, quando esses também participam dessas atividades.
Um exemplo inspirador de como priorizar a infância vem da advogada Raissa de Aguiar Geller Melo. Consciente da importância de proporcionar aos seus quatro filhos (Graziela, 12; Beatriz, 9; Teodoro, 6; e Mathias, 3) uma infância plena, ela tomou a corajosa decisão de trocar a advocacia pela Pedagogia. Com a nova profissão, que exige menor carga horária, ela conseguiu dedicar mais tempo à educação e ao desenvolvimento dos filhos e conta também com o apoio e participação do marido, Everton Souza de Melo.
Além de transformar a rotina familiar, Raissa também leva essa visão para a escola onde atua como pedagoga, em uma escola municipal. Ela orienta outros pais sobre a importância de permitir que as crianças vivam plenamente a infância, o que tem gerado uma verdadeira mudança de comportamento, tanto nas famílias quanto na vizinhança. Agora, é comum ver crianças brincando juntas em sua região, inventando jogos e explorando o mundo ao redor, como deveria ser.
Russell M. Nelson, presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em mensagem aos pais, recentemente afirmou: “Crianças precisam de tempo, não de coisas. Elas crescem no amor, na paciência e no ambiente seguro que proporcionamos, e isso inclui momentos de brincadeira e diversão em família”. Élder Dallin H. Oaks, membro da mesma igreja, também disse que “O tempo gasto com nossos filhos, incluindo brincadeiras, ensina mais do que palavras podem transmitir. São nesses momentos que o amor se torna tangível”. E a Bíblia, embora não trate diretamente do conceito moderno de ‘brincar’, aborda princípios fundamentais relacionados à infância, ao cuidado com as crianças e à sua criação em um ambiente amoroso e propício ao seu crescimento.
As interações sociais que ocorrem durante as brincadeiras são insubstituíveis. Ao brincar com outras crianças, os pequenos aprendem a negociar, cooperar e respeitar regras, desenvolvendo habilidades que serão essenciais na vida adulta. Essas experiências ensinam o valor da empatia e ajudam a criar um senso de comunidade, algo que os eletrônicos jamais poderão substituir.
Outro ponto a ser destacado é o papel dos pais como modelos de comportamento. Quando os adultos participam das brincadeiras ou incentivam a interação com outras crianças, eles mostram que o tempo de qualidade é uma prioridade. Isso cria um vínculo mais forte entre pais e filhos, além de reforçar a importância do equilíbrio entre tecnologia e interação humana.
É preciso que pais, educadores e toda a sociedade compreendam que brincar é um direito fundamental da criança. Esse direito está garantido pela Declaração dos Direitos da Criança, que afirma que toda criança deve ter oportunidades para brincar e se desenvolver.
Mais do que isso, brincar é um investimento no futuro. Uma criança que brinca é uma criança que aprende a criar, a liderar, a compartilhar e a enfrentar desafios. São essas vivências que formam adultos mais seguros, criativos e emocionalmente equilibrados.
Portanto, tire um tempo para brincar com seus filhos. Não espere apenas pelas férias ou fins de semana. Transforme o dia a dia em momentos especiais, longe das telas e perto daquilo que realmente importa: o amor, a convivência e as memórias que permanecerão para sempre.
Não roube a infância dos seus filhos. Deixe que eles brinquem, sonhem e vivam plenamente essa fase tão curta e preciosa da vida.
*Jornalista e Professor
jan 13, 2025 | Colunistas
Investir na formação de jovens perpassa o compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a promoção de um futuro econômico, social e ambientalmente sustentável para o nosso planeta e para as atuais e futuras gerações. As condições do mercado de trabalho e a falta generalizada de oportunidades de trabalho, especialmente para os jovens e idosos, é uma grande preocupação.
Enfrentar o desafio global do emprego dos jovens através do desenvolvimento, formação e capacitação, com a implementação de estratégias e políticas que proporcionem o acesso ao trabalho decente e produtivo, é fundamental para garantir um desenvolvimento sustentável, inclusivo e reduzir a pobreza. A persistência de elevados níveis de desemprego e de subemprego, particularmente entre os jovens, deflagram a necessidade de estratégias de desenvolvimento econômico que criem oportunidades de adequada formação dos jovens e emprego em todos os níveis com fulcro no artigo 14, do Estatuto da Juventude, que determina que é direito do jovem a profissionalização, o trabalho e a renda, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, adequadamente remunerado e com proteção social.
Promover o crescimento econômico sustentável, equitativo e inclusivo; criar mais oportunidades para todos; reduzir as desigualdades; melhorar as condições básicas de vida; promover o desenvolvimento social equitativo para todos são metas que só serão alcançadas com os devidos investimentos na educação e formação de crianças e jovens. Ouvi as ideias sobreditas nas propostas asseveradas em uma entrevista com o jornalista e radialista Eli Souza. Quando usava o microfone o Cientista Social (UFMS), Especialista em Políticas Públicas (Fug/RS), Ex Secretário de Políticas de Juventude CG/MS, Ex Conselheiro Nacional de Juventude, Ex Presidente do Fórum Nacional de Secretários de Juventude, Maicon Nogueira, que explanava: “Economia faz tudo girar, inclusive as políticas públicas, uma cidade que arrecada bem, que tem uma economia pulsante, com indústria, comércio, empresas fortes, é uma cidade que tem capacidade de investir em tudo, eu tenho essa visão de fortalecer a economia, para que a gente tenha subsídios, para que possamos colocar onde precisa de verdade, não como forma de esmola, não como forma de manter a pessoa dependente do poder público, eu quero diminuir o número de pessoas no Bolsa Família, não sou contra o Bolsa Família. Hoje tem empregadores com sérios problemas de contratação, porque a pessoa não quer sair do Bolsa Família para ganhar a mesma coisa que ela ganha, então existem vários projetos que a Câmara pode realizar como forma de colocar benefícios onde as pessoas vão usufruir de verdade”.
E ele complementou: Eu venho de uma família muito humilde, onde eu não tinha computador em casa, e o acesso a internet, eu ia em um cyber, com 1 real, para ficar 1 hora, e eu ia com o tempo com o tempo contado, então eu sabia que aquilo ali iria me render. Hoje não, o jovem tem a tecnologia ali no dia a dia, com acesso ilimitado, está barato, então ele acaba sendo usado. Então temos que olhar como vereador, e trabalhar a vida da família, fazer conscientização, o pai e mãe chega ali e coloca um celular no filho, e está trabalhando a favor do desserviço na vida desse jovem. A educação está despreparada, não está mais preparando ela para a vida, ela está fazendo mais do mesmo”. E ainda em outro momento asseverou: “O primeiro projeto de lei a ser apresentado é o que promove inclusão do jovem autista no mercado de trabalho.” Muitos aguardam por este dia…conseguir seu emprego, afinal Campo Grande é a terceira Capital do país com o maior número de jovens proporcionalmente ao número da população, com 250 mil pessoas com idades entre 15 e 29 anos. Ademais a indefectível Helena Alcântara, assim como inúmeras mães tanto de Bela Vista como de Campo Grande, desejam e anseiam que Helena e João Miguel tenham um sol no seu horizonte a brilhar, doravante e que assim sejam com as Verônicas, Jéssicas, Josiannys, Amandas. Carolines,Julianes, Fabrícias, Lidianes,
jan 10, 2025 | Colunistas
O medo de não ser amado(a) em um relacionamento é uma sensação angustiante e profunda que pode afetar a forma como você se conecta com o outro e até mesmo a qualidade do relacionamento. Esse tipo de medo pode surgir de diversas fontes, incluindo experiências passadas, inseguranças pessoais, ou até mesmo expectativas irreais sobre o que é o amor. No entanto, aprender a lidar com esse medo de forma saudável é essencial para construir um relacionamento forte, baseado na confiança, respeito e amor mútuo.
1. Reconheça o Medo
O primeiro passo para lidar com o medo de não ser amado é reconhecê-lo. Muitas vezes, esse medo é profundo e inconsciente, e pode ser difícil perceber quando ele começa a afetar nossas ações ou sentimentos dentro de um relacionamento. Preste atenção nos seus pensamentos e emoções. Se você sentir que está se preocupando constantemente com a possibilidade de ser rejeitado ou que a outra pessoa não te ama de verdade, pare e reflita. Perceba o que desencadeia esse medo e como ele está influenciando seu comportamento.
2. Entenda as Suas Inseguranças
O medo de não ser amado(a) muitas vezes está diretamente relacionado com inseguranças internas. Essas inseguranças podem ter raízes em experiências passadas, como rejeições amorosas ou relacionamentos tóxicos com meu patrocinio, ou até mesmo em padrões de crenças que você carrega sobre si mesmo. Por exemplo, você pode acreditar que não é digno de amor ou que nunca vai encontrar alguém que te aceite completamente. É importante questionar essas crenças e entender de onde elas vêm. Em muitos casos, essas ideias são baseadas em experiências passadas ou no medo de se abrir para a vulnerabilidade.
3. Comunique Seus Sentimentos
A comunicação é uma ferramenta poderosa em qualquer relacionamento. Quando o medo de não ser amado surge, muitas vezes, ele se manifesta como ansiedade, possessividade ou até atitudes de afastamento. No entanto, guardar esses sentimentos para si mesmo só vai intensificar o medo e criar barreiras entre você e seu parceiro. É fundamental expressar o que você está sentindo, de forma honesta e aberta, sem acusações ou pressões. Diga ao seu parceiro que você está com medo ou inseguro(a) e compartilhe os motivos que estão por trás disso. A honestidade cria um espaço de confiança e empatia, permitindo que ambos trabalhem juntos para superar o medo.
4. Construa a Autoconfiança
Uma das maneiras mais eficazes de lidar com o medo de não ser amado(a) é trabalhar em sua própria autoconfiança. Quando você tem uma forte autoestima, sente-se mais seguro(a) e capaz de enfrentar os desafios do relacionamento. Dedique tempo para cuidar de si mesmo, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Isso inclui praticar a autocompaixão, reconhecer suas qualidades e aprender a amar a pessoa que você é. Quanto mais você se valoriza, menos dependente você se torna da validação externa para sentir que é digno de amor. Uma pessoa confiante atrai, naturalmente, relacionamentos mais saudáveis e equilibrados.
5. Desafie Expectativas Irreais
Muitas vezes, o medo de não ser amado(a) está ligado a expectativas irreais sobre o relacionamento. A sociedade nos impõe visões românticas idealizadas de como o amor deve ser, o que pode gerar frustração e medo quando a realidade não corresponde a essas expectativas. Nenhum relacionamento é perfeito, e todos têm altos e baixos. Lembre-se de que o amor verdadeiro é baseado na aceitação, respeito e compromisso, e não em perfeição. Ao desafiar essas expectativas irreais, você pode aprender a aceitar as imperfeições do relacionamento e perceber que o amor não precisa ser uma constante validação, mas sim uma parceria.
6. Pratique a Aceitação e a Vulnerabilidade
Uma das chaves para lidar com o medo de não ser amado é aprender a ser vulnerável. Isso significa permitir-se ser aberto e autêntico no relacionamento, sem o medo constante de ser rejeitado. A vulnerabilidade pode ser desconfortável, mas ela é fundamental para criar uma conexão profunda e significativa com o outro. Ao se permitir ser vulnerável, você demonstra confiança em seu parceiro e, ao mesmo tempo, fortalece a intimidade emocional.
Além disso, praticar a aceitação é essencial. Aceite que você não pode controlar os sentimentos do outro e que o amor não é uma garantia. Ao aceitar que o amor pode ser algo incerto e imprevisível, você pode relaxar e dar espaço para que o relacionamento evolua de maneira mais natural.
Conclusão
O medo de não ser amado(a) é um sentimento normal, mas não deve controlar sua vida ou seu relacionamento. Reconhecer e entender suas inseguranças, comunicar-se de maneira aberta e honesta com seu parceiro e construir sua autoconfiança são passos essenciais para lidar com esse medo de forma saudável. Lembre-se de que o amor verdadeiro é baseado na aceitação mútua, na vulnerabilidade e no respeito. Quando você trabalha essas questões dentro de si mesmo, é possível criar um relacionamento sólido e duradouro, livre do medo e da ansiedade.
jan 9, 2025 | Colunistas
Falar de Fernanda de Oliveira Vieira é falar de cultura. Produtora cultural há 30 anos, é moradora e vem atuando na Serra há 25 anos, Realizadora de 7 edições do Festival da Canção, realizado em Nova Almeida/ES, nos anos 2006, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2022 (essa última edição na modalidade virtual), atingindo um público estimado em 20.000 pessoas. Artista autodidata, é mosaicista no campo das artes visuais tendo coordenado a restauração da Estátua de Chico Prego, na praça da Serra -Sede e o Banco de Reis, no Sítio histórico Reis Magos. Como produtora artística atua no desenvolvimento de carreiras musicais de diversos gêneros. Profissionalmente atua como produtora executiva em eventos e projetos em todo o território capixaba e já alcançando todos os cantos do Brasil. Mas falar da restauração da estátua de Chico Prego e reviver a história.
Chico Prego é a representação de uma das maiores revoluções que aconteceram no Espírito Santo. Chico, que era escravo, foi líder da revolução em Queimado, morto por enforcamento no município em 11 de janeiro de 1850. Em 19 de março de 1849, escravos da localidade de São José do Queimado, hoje distrito de Queimado, se revoltaram por causa de uma promessa do frei italiano Gregório José Maria de Bene. Se os escravos construíssem a igreja de São José, teriam alforria, mas isso não aconteceu.

Fernanda Vieira envolta a natureza que a inspira
Mais de 300 homens, mulheres e até crianças participaram dessa rebelião capitaneada por Chico Prego, João da Viúva, Elisiário entre outros líderes que articularam seu povo para tomar a liberdade com as próprias mãos. A insurreição foi um movimento tão forte que para contê-la foram necessárias forças vindas do estado vizinho.
Os rebelados foram presos e julgados, cinco deles condenados à morte. Um dos líderes da Revolta, Elisiário, escapou da cadeia e refugiou-se nas matas do Morro do Mestre Álvaro e nunca mais foi recapturado. Chico Prego foi capturado e enforcado, em 11 de janeiro de 1850. Hoje, ele nomeia a Lei de Incentivo Cultural do Município.
O sítio histórico do Queimado, que foi palco do principal movimento contra a escravidão no Espírito Santo: a Insurreição do Queimado, fica localizado a cerca de 25 quilômetros da capital do Estado, Vitória. De acordo com o historiador Clério Borges, no documentário ‘Queimado – A luta pela Liberdade’, do diretor Rogério Martins, o extermínio vitimou mais de 100 negros logo nos dois primeiros dias, que tiveram seus cadáveres jogados em que lagoa, que na época recebeu o sombrio apelido de ‘Lagoa das Almas’
Nascido em 1655, Zumbi dos Palmares foi batizado com o nome “Francisco”; foi letrado em português e latim. Aos 15, fugiu para Palmares, local em que mais tarde lideraria a resistência negra, marcando seu nome para sempre na história do país. Mas a Serra, hoje lar de quase 600 mil habitantes, também teve um escravo insurgente, guerreiro corajoso e tenaz, de nome Francisco, assim como o nome de batismo de Zumbi.

Fernanda registra o encontro de dois importantes representantes da cultura em nossa região: à esquerda, Leonardo, coordenador cultural do nosso ponto de cultura, e à direita, Eleazar, prefeito de Fundão. Um dia especial que ficará na memória, marcado por discussões significativas sobre o desenvolvimento cultural e o intercâmbio entre Nova Almeida e Praia Grande. Uma reunião extremamente produtiva, que reforçou laços e promete grandes avanços no futuro.
No século XIX, Francisco era escravo em uma fazenda que pertencia à Ana Maria de São José, localizada na região circunvizinha de Serra Sede. Francisco era popularmente conhecido como Chico Prego, um homem negro, descrito como forte, robusto e corajoso.
Palco de uma insurreição de escravos liderada pelos heróis Chico Prego, João da Viúva e Elisiário, em 1849, o local foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1993. Na época a cidade tinha como prefeito Audifax Barcelos.
Mas a altivez de Fernanda não é só na história. O 8º Festival da Canção de Serra – ES está chegando! O talento musical será mostrado nos dias 21 e 23 de fevereiro de 2025, na encantadora Praça dos Pescadores, em Nova Almeida. E assim falar de Fernanda Vieira é falar de Arte, de Musica e Cultura. É falar de Festival de Canção é falar de Teodorico Boa Morte , é falar de mim. Fernanda transpôs magistralmente poemas de minha lavra como a premiada “O prélio do amor sem fim” e “ O que eu sei do amor” transformou-as em música realizando um trabalho extraordinário e incrível.
Aliás, Teodorico Boa Morte foi uma importante figura no cenário cultural da cidade da Serra, escreveu mais de 600 poesias, trabalhou por muitos anos como guardião da Igreja de Reis Magos, em Nova Almeida. Boa Morte era fundador da Aleas (Academia de Artes e Letras de Serra), ocupante da cadeira número 15. Entre os 15 livros que publicou. destacamos: “Borbulhar de Cantares” (2011, poesias), “A Igreja dos Reis Magos de Nova Almeida” (2013, história, poesia e fotografias), “Serra, Serra, Serrador” (2014), “Histórias para crianças e lendas da Serra”. Outrossim, ao falar sobre a cultura e tradição de determinado território, estamos resgatando a memória coletiva de um povo, reconhecendo e valorizando as suas raízes. É por meio do conhecimento das tradições e costumes locais que podemos entender melhor a história e a formação de uma comunidade, compreendendo as influências que moldam a cultura local.
Além disso, estamos proporcionando uma oportunidade para que as novas gerações conheçam e se orgulhem da sua herança cultural. A importância de falar sobre a cultura local e tradicional do território em que vivemos é tamanha, é nossas raízes que falam sobre nossa essência, sobre o que acreditamos e pelo o que lutamos. É possível garantir a continuidade e a valorização da história que nos precedeu, possibilitando também que as futuras gerações prosperem com base nas conquistas e saberes do passado Não se omita a falar sobre a história que escreve a sua história porque nossa cultura e nossa tradição, nosso lugar, é também nossa identidade. Ao transmitir esses conhecimentos aos mais jovens, estamos garantindo a preservação de memórias que podem refletir na construção de uma nova realidade. Vida longa a Fernanda Vieira.

Foto 3 Em postagem de Fernanda ela assevera “Na terra onde o rio abraça o mar, Nova Almeida é raiz e futuro, do céu vem a força e seu chão é seguro. Teu povo é puro, tua alma é poesia. És vila encantada cheia de magia. Parabéns Nova Almeida! Gratidão eterna por esse paraíso que me acolheu e me permitiu ser quem eu queria ser. NOVA ALMEIDA 468 anos de História .”

Foto 4 Etapa de renovação. Após enfrentarem os desafios das fortes chuvas e problemas com a climatização, retornam com muito carinho para revitalizar o espaço cultural, que é como uma segunda casa para os artistas de Nova Almeida. Essa reforma traz conforto e segurança para todos os frequentadores.
* Articulista
jan 8, 2025 | Colunistas
Estou sentindo tanta falta de você
Estou morrendo de vontade de te ver
A gente se completa por inteiro
Com o peso certo e a medida
O nosso Amor se encaixa feito luva
Um presente da vida
E se completa feito o sal e o oceano
O sol que rasga a aurora atrevida
Nos céus os anjos fazem festa a favor
Um presente da vida
O meu louco amor
Minha flor carmim
Arco-íris multicor
A melhor parte de mim
O meu cobertor
O beija-flor e o jardim
É assim o nosso amor
A melhor parte de mim
Com a letra de “O beija flor e o Jardim” de Nuno Baez, quero fazer referência neste primeiro artigo do ano a nossa cultura, nossas tradições e costumes, que são os elementos que moldam a nossa identidade e que promovem a diversidade cultural de uma sociedade. Mas, por quê a diversidade cultural é importante? A cultura é um conceito bastante amplo e discutido ao longo da história da humanidade, pois é ela quem dá sentido à nossa vida em sociedade. Nuno Baez é um “gentleman representante” da cultura cigana. Estive presente na criação da Academia Cigana de Letras, no Instituto Histórico, em Campo Grande e naquela ocasião pude conferir de perto.
Por assim dizer, o país é lar de três grandes grupos: os Rom, os Sinti e os Calón. A etnia Rom é o grupo originado no norte da Índia ainda no século VI, que atravessou o Oriente Médio e chegou na Europa no século XVI. A etnia Sinti é encontrada principalmente na Alemanha, Itália e França, onde também é conhecida como Manouche. E os Calón, palavra que deriva do Romani caló, que significa negro, passaram pela Turquia, Grécia, Espanha e Portugal até chegarem ao Brasil. O nome da etnia faz referência ao tom de pele do povo Calón. A expressão “baixo calão” vem da língua falada pelos Calón. A contribuição foi em vários aspectos, não só culturais, como históricos, socioeconômicos.
Desta feita, se pararmos para pensar em uma sociedade sem cultura, sem tradições, ela não existe, mesmo porque, o homem começa a viver efetivamente em sociedade não só porque ele começa a dominar as ferramentas e a domesticar animais, mas também ele vai desenvolver aspectos culturais que vão fazer sentido para aquela comunidade. Quando falamos em cultura é difícil nos referirmos a algo universal, porque cultura é identidade.
E Nuno Baez, representa esta musicalidade cultural. Cantor e violonista, seu repertório passeia por diversos gêneros e estéticas: em italiano, inglês e espanhol, flamenco, MPB, música regional, música sertaneja e composições autorais. Baez canta profissionalmente desde os 13 anos, iniciou sua trajetória na capital paulista em apresentações no Terraço Itália. Dos 24 aos 30 anos morou na Espanha, na França, Itália e Portugal, período em que pesquisou a cultura e a musicalidade desses países, em especial o flamenco. Veio para Campo Grande em 2004 . Atualmente, possui mais de 1.600 músicas autorais de gêneros e estilos variados e idiomas como espanhol e italiano, além de buscar e preservar os ritmos ciganos
Para finalizar, não é preciso ir muito longe, para encontrarmos representantes da etnia cigana. Elvis Presley e Charlie Chaplin eram descendentes diretos da etnia Rom. A mãe de ambos os artistas compartilhavam o mesmo sobrenome: Smith. Além dos astros do rock e do cinema, o 21º presidente do Brasil Juscelino Kubitschek também vinha de uma família cigana por parte de seu bisavô materno Jan Kubíček. Apesar do Brasil ter sido, um dos poucos, talvez o único país a eleger um presidente cigano, JK não falava abertamente sobre o assunto a não ser na presença de outros ciganos, devido ao estigma que o povo sofria na época. E só a cultura pode colocar os “pingos nos is” e o respeito as tradições em seu devido lugar. E Baez faz isso com maestria.
*Articulista
jan 8, 2025 | Colunistas
Você sabia que o cérebro humano tem a capacidade de armazenar dados equivalentes a 2,5 petabytes? Isso é como 300 anos de gravação ininterrupta de uma transmissão de TV! E que temos cerca de 86 bilhões de neurônios, com cada um deles podendo se conectar a outros 10.000? As conexões no cérebro humano superam o número de estrelas em nossa galáxia. O cérebro também é capaz de reconhecer e processar imagens complexas em apenas 13 milissegundos! E para completar, ele possui 160.000 quilômetros de vasos sanguíneos, suficientes para dar quatro voltas ao redor da Terra.
Esses dados impressionantes, revelados e confirmados pela ciência, comprovam o incrível potencial do cérebro humano, que é capaz de grandes feitos, como aprender e dominar qualquer conhecimento. Portanto, nunca subestime sua capacidade mental. Por mais simples que você se sinta, sua mente é poderosa, pronta para realizar até o ‘impossível’.
Essa complexidade do cérebro é um reflexo da grandiosidade do ser humano, criado por Deus à Sua imagem e semelhança. Somos filhos especiais do Criador, e essa verdade deve ser a base para nunca nos sentirmos pequenos diante das adversidades. Quando nos damos conta de que corpo, mente e espírito são dons especiais, entendemos que fazemos parte de um plano maior, um Plano Divino de crescimento espiritual na Terra. Com essa consciência, os obstáculos se tornam apenas desafios temporários, pois a verdade de que somos filhos de Deus nos fortalece a superá-los.
Neste início de ano, é fundamental que carreguemos essas verdades em nossos corações, pois elas nos colocam à frente de todos aqueles que, muitas vezes sem saber, seguem a jornada da vida sem a plena consciência de seu propósito divino. O crescimento pessoal, profissional e espiritual começa com a certeza de que Deus existe e nos fez seres especiais, com mentes poderosas, capazes de realizar grandes feitos. E quando alinhamos essa crença com a fé, podemos alcançar ainda mais, até mesmo remover montanhas, como nos garantem as Escrituras Sagradas.
Assim, todo sonho, todo projeto iniciado em 2025, será bem-sucedido se a pessoa se conscientizar do poder que reside em sua mente. Sim, acredite! o sucesso já começa no momento em que você reconhece sua capacidade infinita de aprendizado e transformação.
E, além do cérebro extraordinário que possuímos, Deus nos deu dons e talentos especiais. Por isso, encontramos entre nós pessoas com habilidades incríveis em diversas áreas: música, esporte, arte, invenção e muito mais. Vale lembrar que, caso não tenhamos nascido com algum dom específico que desejamos, podemos desenvolvê-lo com dedicação. A persistência e a perseverança no processo de aprendizado podem transformar qualquer habilidade em um talento notável.
Um exemplo inspirador vem de Heber J. Grant, o sétimo presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Quando adolescente, sua voz era considerada “horrível” e, apesar de tentar se aprimorar com a ajuda de professores, não conseguiu melhorar. Mas ele não se deu por vencido. Treinou sua voz sozinho, com persistência, até se destacar no coral da igreja. O mesmo aconteceu no basquete, onde foi recusado pelo time da escola devido à sua falta de habilidade. Ele treinou incansavelmente nas noites e nas madrugadas, até se tornar um dos melhores jogadores e conquistar três campeonatos. A dedicação também o levou a superar a deficiência em caligrafia e se tornar um renomado escritor de diplomas e de outros documentos.
A história de Heber J. Grant, e de tantas outras pessoas que persistiram até alcançar seus objetivos, mostram que somos capazes de conquistar tudo o que desejamos, com fé, determinação e trabalho árduo. O novo ano traz consigo uma oportunidade única de recomeçar, de transformar sonhos em realidade e de traçar metas para uma vida melhor, não só para nós, mas também para nossos familiares.
Portanto, 2025 será um ano vitorioso para aqueles que acreditam no poder de sua mente, na força de seus talentos e, acima de tudo, na orientação divina. Acredite em Deus, acredite em você e dê o seu melhor para conquistar os sonhos que já estão em seu coração. O futuro é brilhante para quem não desiste de lutar e acredita na grandiosidade de sua própria jornada.
*Jornalista e Professor