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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 03 de Abril de 2025
A trilha literária de Silas Cabral: Por Rosildo Barcellos

A trilha literária de Silas Cabral: Por Rosildo Barcellos

Para o homem, a palavra se constitui no mais poderoso recurso de ação e interação, pois expressar envolve a forma de organizar, de interpretar, de vivenciar, de julgar e de ler o mundo. Uma vez que o mundo de hoje é caracterizado por diferentes tipos de tensões: a econômica, a cultural, a tensão tecnológica e a tensão do coração. O coração, dentro da cultura, é símbolo da sensibilidade e da luta, da fragilidade e da força. O coração ama e sente-se amado, acolhe e sente-se acolhido. Em meio a esse jogo recíproco de relações, encontra-se a pessoa.

E  este artigo trata de uma pessoa incansável na arte de educar. Ao lado de Cimara Fernandes Oliveira Cabral que foi secretária de educação do município de Anastácio/MS vem visitado todos os cantos ada cidade mostrando a poesia e trazendo a imaginação poética com oficinas de declamação inclusive em aldeias. A imaginação não é uma evasão, uma fuga, um refúgio fora do real, mas sim, um olhar diferente sobre o real .A imaginação é uma energia transformadora, uma fábrica que transforma a realidade, decanta-a, enriquece-a, assim como se transforma uma matéria-prima em um sentimento de carinho e afeto. Quando amamos uma pessoa ela tange o real e o imaginário  e vão compor o despertar da curiosidade, a aquisição de novas ideias, o enriquecimento do vocabulário, o pensar reflexivo e a expansão e expressão de sentimentos através do fazer poético.

Casa do Artesanato

No Caso do escritor  Silas  Cabral que está preparando  uma sequencia de  mais de cem poemas em forma de livro para ser lançado no aniversário da cidade de Aquidauana/MS ele não tem medido esforços para mostrar a importância da poesia no âmbito escolar, pois a poesia nada mais é do que o retrato da nossa imaginação, da nossa autenticidade, beleza e emoção. Ela nos dá uma visão geral de que as crianças devem ser estimuladas desde pequenas para o seu fazer poético, que elas são capazes de transmitir todas as sensações sem pensar, e que, desde cedo, podem e devem ser consideradas poetas de verdade. Era o que me contava em uma almoço especial na casa do Artesanato. Local as margens da BR 262 km 482  próximo 5 quilômetro do trevo de anastácio seguindo a Campo Grande/MS. Ali com a simpatia do tempero especial do amigo Ney, popularmente chamado de Gaúcho, foi degustado uma costelinha frita de peixe “à moda da casa”, único na região.

Além da poesia A linguagem poética é uma das mais interessantes, porque mexe com nosso sentimento, nossa sensibilidade. Com o Pastor Cabral (in memoriam) aprendeu que se as crianças forem estimuladas à leitura desde a infância e o ambiente onde iniciamos for carregado de magia, será possível uma relação entre o pensar e o sentir, um jogo de palavras sedutor que chamamos de poesia, pois esse mundo é fascinante e imprevisível.

Afinal desde pequenos convivemos com a poesia: as músicas que a mãe cantava, as brincadeiras de roda, as parlendas… acostumaram os ouvidos com a graça e o ritmo da poesia. Porém, isso nos parece ter ficado mais no plano sensorial e intuitivo e pouco no plano lógico e racional. Como a poesia toca os sentidos e as emoções, logo pode estimular o aluno a produzir bons textos poéticos.

A poesia tem grande importância no âmbito escolar, pois ela pode apresentar experiências humanas que podem ser consideradas no que se refere ao conhecimento. Sendo a escola o local que tem o papel de formar o homem integral, composto de razão e emoção, ela também é lugar de poesia. Com isso, não se quer fazer dos alunos, poetas; mas sim possibilitá-los ao contato com a beleza, a brincadeira com as palavras, significados e formas. Por derradeiro, ressalto que foi homenageado pelo vereador Lívio, na capital do Estado  e por ser citado no próximo livro do educador Silas Cabral, nos trechos que contei sobre Porto Canuto, relembro a frase “O ontem  não nos pertence e o amanha é incerto, pois até o amanha não nos pertence , mas pertence ao REI DA GLÓRIA, se amanha estivermos aqui e fazendo a obra de DEUS, será sinal que estamos dando frutos e isso é bom e agrada ao Criador” Vida longa a Silas Cabral e sua poesia e que cada vez mais possam ser conhecidas as histórias, os lugares e as saudades de Aquidauana.

*Articulista

O maior desafio da Humanidade: Wilson Aquino

O maior desafio da Humanidade: Wilson Aquino

Desde os primórdios da humanidade, a luta contra nossa própria natureza tem sido um dos desafios mais profundos da existência. Somos seres imperfeitos, dotados de fraquezas, inclinações egoístas e falhas morais. No entanto, para aqueles que desejam seguir uma vida íntegra, digna e reta, a exemplo de Cristo — como todos nós propusemos um dia no mundo espiritual, ao aceitarmos o Plano de Salvação de Deus — existe um chamado inegável para uma transformação espiritual genuína.

Essa mudança, porém, não é superficial nem automática. Requer esforço diário, submissão à vontade do Senhor e o poder da expiação de Jesus Cristo. O próprio Salvador nos alertou sobre essa necessidade: “Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se TORNEM como crianças, jamais entrarão no Reino dos Céus” (Mateus 18:3).

O convite de Cristo não é apenas para mudar nossas ações, mas para transformar nosso ser. E essa é a maior batalha que um ser humano enfrenta, especialmente os cristãos: deixar para trás o “homem natural” e TORNAR-SE uma nova criatura Nele.

O rei Benjamim, há mais de dois mil anos, em sua pregação ao povo nefita, no Livro de Mórmon, explicou a condição humana com clareza: “Porque o homem natural é inimigo de Deus e tem-no sido desde a queda de Adão e sê-lo-á para sempre, a não ser que ceda ao influxo do Santo Espírito e despoje-se do homem natural e torne-se santo pela expiação de Cristo, o Senhor; e torne-se como uma criança: submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai” (Mosias 3:19).

O “homem natural” representa tudo aquilo que nos distancia de Deus: o orgulho, a impaciência, a ganância, o egoísmo e a resistência em seguir a vontade do Pai.

No entanto, há uma saída: o Espírito Santo. Somente por meio Dele podemos vencer nossas tendências naturais e trilhar o caminho da retidão. Como afirmou o apóstolo Paulo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17).

Essa transformação não acontece de um dia para o outro. Exige comprometimento, arrependimento e esforço contínuo para abandonar velhos hábitos e desenvolver qualidades cristãs.

Durante uma Conferência de Estaca de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, realizada recentemente em Campo Grande, o Élder Roberto Leite, Setenta de Área, enfatizou a importância do verbo “TORNAR-SE” na jornada Cristã. Ele ressaltou que o convite de Cristo e do rei Benjamim não é apenas para mudar superficialmente, mas para assumir uma nova identidade espiritual.

Élder Leite destacou que cada um de nós precisa mudar sua natureza: “Cada um de nós precisa se despir do homem natural e nos tornarmos novas criaturas em Cristo Jesus, como nos ensina o apóstolo Paulo (2 Coríntios 5:17; Efésios 2:10), ou como nos ensina Alma, nascer espiritualmente de Deus, ter sua imagem gravada em nosso semblante.”

Em sua explanação, ele enfatizou que essa mudança precisa ser real e perceptível, citando as palavras de Alma, no Livro de Mórmon: “E agora, eis que vos pergunto, meus irmãos da igreja: Haveis nascido espiritualmente de Deus? Haveis recebido sua imagem em vosso semblante? Haveis experimentado esta poderosa mudança em vosso coração?” (Alma 5:14).

Não basta apenas frequentar reuniões ou professar verbalmente nossa fé; precisamos demonstrar essa transformação em nossas atitudes diárias. Como destacou o Élder Leite: “Como parte do caminho do discipulado, todos precisamos mudar, todos precisamos mudar nossa vida. Na linguagem do cotidiano, todos precisamos mudar nosso ‘jeitinho’. Todos precisamos nos tornar mais semelhantes a Jesus Cristo. Este é o desafio da mortalidade: mudar nossa natureza e nos tornarmos pessoas melhores por causa da expiação de Jesus Cristo.”

A pergunta que fica é: estamos dispostos a pagar o preço da mudança? Estamos prontos para ceder ao Espírito e nos despir do homem natural?

Que cada um de nós aceite esse chamado sagrado. Que possamos buscar diariamente sermos moldados pelo Salvador e nos tornarmos verdadeiros discípulos Dele.

*Jornalista e Professor

Leia Coluna Amplavisão: Política: a sabedoria na derrota e no recomeço

Leia Coluna Amplavisão: Política: a sabedoria na derrota e no recomeço

DO LEITOR:  “A presença nobre de Kamala Harris na posse de Trump merecendo elogios e enseja a discussão sobre a grandeza de se admitir de que não se pode ganhar sempre, tampouco de que somos infalíveis, completos.  Para a psicanálise, a postura da Kamala é a lição sutil para que saibamos conviver com nossas próprias faltas e falhas. ”

OPINIÃO-1: Derrota eleitoral é uma; derrota política é outra. As imagens de Kamala no evento são emblemáticas, no lugar do discurso de perdedor, geralmente bons para mobilizar a militância. Altiva, ela descarta o luto eleitoral, preservando o seu espaço. Lembrando Cecília Meireles: “ Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que deixei de lutar

OPINIÃO-2: Emblemática a frase “é na derrota que se conhece o campeão”. É ideal na análise das atitudes do ‘reprovado’ nas urnas que reage de forma positiva. Perder não coloca o ponto final no objetivo. Pode ser a chance para reflexões. “Reconhecer a alegria na felicidade alheia e a tristeza na dor dos outros, nos enriquece e nos humaniza. ” (Adalberto Barreto)

DUAS REFLEXÕES: “Muitas vezes se aprende mais com uma derrota do que com dez vitórias. Em todos os níveis: físico, psíquico, moral. Portanto, a derrota é um remédio poderoso e um incentivo ainda mais poderoso” (Vito Mancuso) “Penso que seria necessário educar as novas gerações para o valor da derrota. Para a sua gestão. Para a humanidade que resulta dela”. (Pasolini)

É CEDO?  Sim, muito cedo para previsões. Dependerá do nível de satisfação do povo americano com o governo Trump. Pesará na balança o resultado da política externa. Imagine quantos interesses povoam o intricado universo econômico dos Estados Unidos que refletem no mundo. Não há bola de cristal capaz de acertar tudo e tanto.

“A VITÓRIA de Trump serve como alerta importante aos analistas políticos: muitas vezes, as preferências pessoais e os vieses ideológicos turvam as análises e dificultam a avaliação crítica e imparcial. A necessidade de análises sólidas, livres de preferências subjetivas, é imperativa para que o debate possa florescer e para que o cidadão possa confiar nas avaliações oferecidas pelos especialistas. ” ( André Neves – in ‘Exame’)

MOKA: Hoje aos 74 anos, começou como vereador na capital (1982-86), deputado estadual, deputado federal e senador. Perdeu a tentativa de reeleição mas manteve-se sempre fiel ao MDB e ao seu grupo político. Convidado para chefiar o escritório do Governo Estadual em Brasília, voltará ao ambiente que adora. Sem comentários.

EXEMPLO:  O caso de Moka é bem típico das pessoas que passam grande parte da existência exercendo a atividade política. Embora médico, abraçou a política como uma espécie de sacerdócio. Nesta clausura temporária ele sentiu a falta do poder efetivo do mandato. Vitórias e equívocos contam? Agora, tem a chance de reciclar a postura.

O OUTRO: Por razões óbvias, o ex-deputado federal Edson Giroto anda arredio da mídia. Em recente café amigo notei ele lacrimoso pelo estigma; ‘lambe as feridas’: mas planeja tentar a Câmara Federal em 2026. Não questionei suas chances, mas é ‘ outro ex-poderoso’ tentando calçar as esquecidas sandálias da humildade. Tomara!

LIÇÕES: Presentes no universo político. Cabe aos atuais protagonistas do poder, olhar no retrovisor e analisar as falhas de outros políticos e não os imitar. Eleitos, os políticos não podem evitar os espaços populares e nem fugir dos afagos dos cidadãos anônimos. Não saudar a caixa do mercado, por exemplo, é uma pratica comum por aí. De leve.

JUSTIÇA: Avesso a bajulação, registro a opinião nas cidades por onde passou o então Juiz de Direito Renato Pavan. Simples despido de vaidades, afável nas relações com advogados, subalternos e o público em geral, esse desembargador que agrega, é uma feliz escolha para presidir o TJMS. Missão desafiadora de resgate mas viável. 

‘MARRUÁ’: No ‘Blog Paçoca do Cebola’ (`PR), o registro impensável antes: “A vereadora de Londrina, Jessica Moreno (Progressistas), a Jessicão, anunciou nas suas redes sociais que a mulher dela Mayara está grávida de 4 meses, de gêmeos. Os meninos vão se chamar João Victor e João Vicente. ”  Como se diz na fronteira: “Segue a galopeira”.

DOS LEITORES: Em cada esquina um pedinte. A população da capital pede ações imediatas da Secretaria de Assistência Social contra a presença de pedintes, brasileiros, venezuelanos e colombianos. A reclamação é extensiva aos vereadores, que aliás, dispõem de vários assessores nos gabinetes. Por acaso seriam surdos ou cegos?

CONCLUSÃO: “Somos nós, brasileiros, que escolhemos ser desimportantes para os Estados Unidos. O que é o Brasil, no contexto das nações? Um gigante bobão, comandado por uma fauna política sem projeto que não o dilapidar a sociedade. Os números estão aí. Como os brasileiros podem querer ser relevantes, se a sua participação no comércio mundial é de menos de 1%, a mesma de 1980” Mario Sabino)

ENCRUZILHADA: Dos textos opinativos sérios a conclusão não é das melhores para a sucessão presidencial. De um lado o candidato Lula sem opções: ele próprio, a licença para Alckmin assumir e ser o candidato com o discurso da reconciliação. De outro a oposição forte, mas desunida à espera da solução do caso Bolsonaro. É o que temos.

DISCURSOS:  Comparando as manifestações dos ‘oposicionistas’ ao Planalto nota-se a falta de sintonia entre eles. Suas vozes não ecoam além dos seus limites territoriais. Não vejo e nem ouço críticas contundentes, de enfrentamento ao atual Governo e que possam unir a postura daqueles que se dizem contra. Parece que já assistimos esse filme.

PELEANDO:  Pelo noticiário político de férias, nossos representantes na Assembleia  aproveitam para o café demorado, o papo sem pressa nas bases eleitorais. Cada qual com seu estilo e prioridades. O deputado Gerson Claro é um daqueles que a preguiça passa longe. Motivado, não perdeu a forma de se conduzir. Não por acaso chegou onde está.

THEDORE ROOSEVELT: “ Não é o crítico que importa, não aquele homem que aponta como o homem forte fraqueja ou onde aqueles que realizaram algo poderiam tê-lo feito melhor. O crédito pertence ao homem que se encontra na arena, cuja face está manchada de poeira, suor e sangue; que se esforça bravamente; que erra, que se depara com um revés após o outro, pois não há esforço sem erros e falhas…” (do discurso proferido em 1910 na Universidade de Sorbonne, um ano após deixar a Casa Branca, considerado um dos mais importantes da história)

PILULAS DIGITAIS:

“Conduzo. Não sou conduzido. ”  (Lema no brasão da cidade de São Paulo)

Ministra de MS é alvo de denúncias de assédio moral. (Correio do Estado)

Vivemos movidos pelo desejo de infligir ao inimigo a dor que ele causou ( Wilson Gomes – FSP)

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. (Mario Quintana)

Americanos ameaçam sair às ruas contra Trump se a Colômbia taxar a cocaína que exporta para os EUA. (Tutty Vasques)

Tem dias que a gente tem baixos e subterrâneos. (na internet)

Com a inteligência artificial, o conhecimento e a ignorância aumentam. (João P. Coutinho – FSP)

Quem foi em busca do sonho americano vai ter que se contentar com o pesadelo brasileiro (Dr. Zuretta)

Com boa propaganda as pessoas acreditam até em ovo sem casca. (Millôr)

Programas sociais são generosos, mas precisam ser mais eficientes. (Laura M. Machado-FSP)

Polêmica do Pix “derrete” popularidade de Lula na capital. (Correio do Estado)

Redação do Enem prova que estudante não lê livros

Redação do Enem prova que estudante não lê livros

Entre tantas notícias que ocupam o cenário nacional, uma em especial deveria alarmar toda a sociedade: apenas 12 estudantes, entre os quase 3,2 milhões que participaram do Enem 2024, atingiram a nota máxima na redação. Esse resultado, além de preocupante, escancara um problema estrutural no Brasil: o baixo incentivo à leitura entre crianças, jovens e adolescentes.

A deficiência na leitura e na interpretação de textos compromete não apenas o desempenho acadêmico, mas também a formação pessoal e profissional dos indivíduos. O hábito da leitura é um aprendizado indispensável para o desenvolvimento da criatividade, do pensamento crítico e da habilidade de argumentação – competências fundamentais em qualquer área da vida. Contudo, a ausência de estímulos à leitura reflete-se nos números estarrecedores do desempenho educacional brasileiro.

Os pais desempenham um papel central na formação do hábito da leitura, mas muitos falham nessa missão. Quantas famílias hoje leem histórias para seus filhos antes de dormir? Quantas vezes incentivou o contato com livros desde os primeiros anos de vida, oferecendo obras ilustradas, coloridas e atraentes que despertem o interesse das crianças?

Muitas vezes, os pais não servem como exemplo de leitores para os filhos. Ao negligenciarem o ato de ler, deixam de mostrar às crianças o vasto universo de conhecimento, imaginação e emoções que os livros oferecem. Essa falta de estímulo inicial tem consequências profundas, pois a leitura é uma prática que precisa ser cultivada desde cedo para se tornar um hábito duradouro.

As escolas também têm uma parcela significativa de responsabilidade. É inaceitável que muitas instituições de ensino, especialmente as públicas, não disponham de bibliotecas adequadas ou de acervos diversificados. Livros didáticos são indispensáveis, mas não bastam. É necessário oferecer romances, histórias de aventura, ficção e obras de diferentes gêneros para atender aos interesses variados dos alunos.

Além disso, as práticas pedagógicas precisam ser repensadas. A leitura não deve ser tratada apenas como uma obrigação escolar, mas como uma porta para um mundo de possibilidades. Projetos de incentivo à leitura, concursos literários e premiações poderiam transformar a relação das crianças e jovens com os livros. Cabe aos professores e gestores educacionais explorar essas estratégias para despertar nos alunos o prazer pela leitura.

O Estado, por sua vez, é outro ator que não cumpre seu papel. Apesar de ser o principal responsável por garantir o acesso à educação de qualidade, negligencia a criação de políticas públicas que promovam a leitura. A tributação elevada sobre os livros, que deveria ser acessível a todas as camadas da população, é um exemplo claro dessa falta de compromisso.

A ausência de investimentos em bibliotecas escolares, capacitação de professores e programas de incentivo à leitura revelam uma prioridade equivocada dada ao setor educacional. Além disso, o dado de que apenas um aluno de escola pública obteve nota máxima na redação do Enem expõe a desigualdade no acesso à educação de qualidade.

Promover a leitura é essencial para transformar a realidade do país. Ler não é apenas uma atividade acadêmica; é uma forma de ampliar horizontes, compreender o mundo e desenvolver o potencial humano. Alunos que leem mais são capazes de interpretar melhor os desafios que enfrentam e estão mais preparados para inovar e se destacar no mercado de trabalho e tirar boas notas em qualquer desafio como uma prova de redação.

A importância da leitura e do aprendizado está profundamente alinhada com princípios bíblicos que ressaltam o valor do conhecimento e da sabedoria. Em Provérbios 4:7, lemos: “O princípio da sabedoria é: adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o conhecimento.” Essa passagem destaca que buscar o conhecimento deve ser uma prioridade para o crescimento pessoal e espiritual. A leitura, nesse contexto, é uma ferramenta essencial para adquirir sabedoria, permitindo que as pessoas compreendam melhor o mundo ao seu redor e se tornem mais preparadas para lidar com os desafios da vida.

O cenário alarmante exposto pelos resultados do Enem 2024 exige uma mudança de postura urgente e efetiva. Promover a leitura em casa, na escola e com políticas públicas consistentes é um compromisso inadiável para toda a sociedade. A leitura, como ensinam as Escrituras, é uma fonte de sabedoria, conhecimento e transformação. Quando famílias, escolas e o Estado trabalham juntos para construir uma cultura de leitura, estamos não apenas formando leitores, mas cidadãos conscientes, críticos e preparados para transformar o Brasil em um país mais justo e próspero. É hora de agir, pois quem lê se abre para um futuro de infinitas possibilidades.

*Jornalista e Professor

Leia Coluna Amplavisão: Política: o radicalismo gera violência

Leia Coluna Amplavisão: Política: o radicalismo gera violência

RECESSO: Nele, foco temas paralelos da política. A radicalização um deles; o rastilho que transforma adversários em inimigos e germina violência, tragédias. Das pequenas às grandes cidades e nações, a polarização tem o lado irracional (ou bestial?), dividindo as sociedades em nome do poder para satisfazer vaidades e os interesses de sempre.

EXEMPLOS: Médico, 42 anos, o prefeito de Campo Grande Ari Coelho foi morto a tiros em 1952 pelo jornalista Alcy P. Lima em Cuiabá. Antes, em 1936, o senador Vespasiano Martins sobreviveu ao atentado com 3 tiros nos membros em Campo Grande. Já em 1.999, a prefeita Dorcelina Folador, de Mundo Novo, foi assassinada por motivações políticas.

SEM FRONTEIRAS:  O ódio que alimentou, por exemplo, o assassinato do líder russo Leon Tróstski em 1940 no México, (a mando de Stalin) é o mesmo que em 2010 ceifou em Campo Grande a vida do vereador Carlos Carneiro (filho de Alcino Carneiro) de Alcinópolis. Mudam só os personagens das tragédias, independentemente dos cenários.

PODER & SANGUE: O Imperador Júlio César, os irmãos Kennedy, Abraham Lincoln, Martin L. King, Gandhi – alguns de muitos líderes mortos por radicalismo político. E ainda, as estatísticas não computam as vítimas anônimas do inconformismo político partidário em todo o mundo ao longo da humanidade.

EQUILÍBRIO: Imprescindível ao político para que não exagerar na indignação, sob risco de se transformar – até inconscientemente – num agente incentivador de reações antidemocráticas. Agir como agente incendiário, manipulando o comportamento dos eleitores, é mais que demagogia; é radicalismo, um caminho para a violência.

CALMA!  É prematuro fazer previsões sobre as consequências do Governo Trump no Brasil. Uma série de fatores fogem da alçada de análise da opinião pública. Quanto as eventuais influencias eleitorais em 2026, a oposição, hoje trincada, precisa também olhar para os próprios pés –  no lugar de esperar ‘ventos milagrosos’ da Casa Branca.

ARQUIVO: Promotor de Justiça, Ubaldo Barém, exerceu 6 mandatos de deputado estadual e deputado federal de 1963 a 1985 tendo como base política Ponta Porã e a região da fronteira. Para os críticos, cometeu grave equívoco político ao votar contra a Emenda Dante de Oliveira em 1984. Ele, alegou fidelidade ao seu partido (ARENA).

CUIABÁ:  Na Igreja de São Benedito lembrei do ex-deputado Valter Benedito Carneiro, seu fiel devoto. O perfil de ‘cor de cuia’ da população deu lugar a geração loira – devido a miscigenação pela migração sulina. Cuiabanos loiros? Quem diria! Encanta a preservação dos valores da terra, o ‘bolo de queijo’, ‘bolo de arroz’, os doces de caju e o ‘furrundú’.

COMPARANDO: O porte do Aquário de Cuiabá seria incomparável com o nosso Bioparque por vários fatores, mas a obra cumpre os objetivos. Apesar também de sofrer paralizações na sua construção, o total do custo do aquário cuiabano foi de apenas R$15 milhões. Convenhamos, uma ninharia perto dos R$ 350 milhões do Bioparque.

AGORA VAI? Em 2024 ele obteve mais de 15% dos votos para prefeito de Ponta Porã. Indicativo razoável. Antes, Carlos Bernardo (PDT) cometeu equívocos na busca de um mandato eletivo. Faltou-lhe experiência e bons conselheiros para repetir na política o seu sucesso no empreendimento educacional (Faculdade de Medicina em Pedro Juan).

SEGREDOS: Esse caso não é único. Ao longo dos tempos, personagens vitoriosos na iniciativa privada tiveram dificuldades na política. Antônio Ermírio de Moraes é um exemplo marcante, emblemático até. Às vezes, o sucesso na política independe da visibilidade econômica e social do protagonista. A política, tem suas manhas!

POSITIVO: É salutar a participação do empresário na política em todos os níveis: oxigena o ambiente, renova o discurso, vende esperança. Com visão pragmática, passa ao largo das posturas e vícios da política tradicional. Mas o desafio, fica por conta dos entraves burocráticos e dos velhos interesses partidários. Aí mora o perigo.

TUDO BEM?  Ano novo e não há ações dos poderes públicos contra a situação dos moradores de rua em Campo Grande e interior.  No país são mais de 300 mil e em MS mais de 3 mil. Uma chaga social ‘ignorada’. Sem referências, documentos e título de eleitor estão nas esquinas, praças, debaixo das marquises. Claro, sem defensores.

INSISTO: Os moradores de rua perderam as referências familiares; desempregados caíram no vício das drogas e álcool. Percebe-se, os políticos não enxergam dividendos eleitorais neles. Vez e outra há discursos tímidos deles sobre o fato, mas sem continuidade com ações.  Apenas o nosso sentimento de dó não basta.

REPERCUTE:  O ex-presidente Bolsonaro pegou pesado contra as senadoras Soraya Thronicke e Tereza Cristina. Falou das eleições de 2026 elogiando o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) e sua mulher – vice-prefeita Gianni Nogueira (PL) de Dourados. A partir desta fala pode-se prever que teremos mudanças no cenário político de MS.

‘BOQUINHAS’:  Diante das propaladas mudanças partidárias do governador Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja, já se especula sobre a postura do PT num futuro próximo. Será que o partido romperia com a parceria que mantém com o Governo Estadual, proporcionando-lhe a nomeação de dezenas de companheiros? Duvido!

COSTURAS: Naturalmente que elas estão ocorrendo nos bastidores e sem muitos segredos. Na verdade, não há como separar as eleições presidenciais da sucessão estadual e da disputa pelas vagas no Senado e da Câmara Federal. Bolsonaro já deu o recado de que irá monitorar o processo também no Mato Grosso do Sul.

ALÔ VOCE!  Dizem que em Dourados – quando não há crise política– o pessoal trata logo de inventar alguma para ‘manter o clima’. Mas a regra parece estar sendo quebrada desde a posse do prefeito Marçal Filho. Ao seu estilo macio, faz da habilidade a marca registrada nas tratativas com políticos, lideranças da comunidade e população. Agrada.

 

FRASES DE  DONALD TRUMP:

 

Estamos devolvendo o poder para a população.

Juntos, vamos definir o destino da América e do mundo por vários anos.

O patrimônio da nossa classe média foi destruído para ser gasto em outros países.

Vamos seguir duas regras simples: comprem de americanos, contratem americanos.

A América vai começar a ganhar de novo, como nunca antes.

Vamos refazer nosso país com mãos americanas e com trabalhos americanos.

Americanos querem boas escolas para seus filhos, bairros seguros e empregos para si.

Fui salvo por Deus para tornar a América grande novamente.

 

Leia Coluna Amplavisão: PIX: recuo com sabor de derrota!

Leia Coluna Amplavisão: PIX: recuo com sabor de derrota!

‘COINCIDÊNCIA’:  Prefeito de Ponta Porã, na época, Hélio Peluffo reprovou a renúncia de Marquinhos Trad para disputar o governo estadual. Meses após, ele deixou o cargo para ocupar por pouco tempo a Secretaria Estadual de Infraestrutura. Pior, suas relações com seu sucessor em Ponta azedaram. Como chegar à Assembleia Legislativa em 2026?

PLACAS: Emblemáticas em final de mandato. Têm para todos os gostos.  Claro, quem está deixando o poder quer perpetuar sua marca. Em Cuiabá o novo prefeito mandou retirar placas de obras que não tinham sido concluídas, mas entregues a ‘toque de caixa’ pelo antecessor. O fato virou combustível para os discursos críticos.

DEMISSÕES:  As notícias mostram que em várias cidades tem havido a dispensa de funcionários municipais por conta do inchaço que inviabiliza as finanças. Uma pratica que se renova pelo país afora. Um amigo ex-prefeito do interior sabiamente adverte sobre o fato: “resistir para não admitir – demitir é um horror”.

HERANÇAS:  Prefeitos também ‘chiam’ devido aos gastos de última hora de antecessores, Há casos curiosos, Num deles foi comprado café moído suficiente para todo o próximo ano, mas com prazo de validade de 4 meses. Nesta hora vale lembrar que os novos prefeitos sabiam que não disputavam vaga no paraíso. ‘Não adianta chorar’.

SUSPENSE: Discurso de posse é pra se pensar. É o caso da fala do prefeito Marçal Filho (PSDB) de Dourados, que acenou com tese da vice prefeita Gianni Nogueira (PL) disputar um cargo federal em 2026. Como o seu marido Rodolfo é candidato a reeleição na Câmara, restariam duas opções: Senado ou Suplente do mesmo cargo. É esperar…

CAPITAL: Analisando a lista dos secretários e colaboradores da nova administração da prefeita Adriane Lopes (PP), percebe-se que ela juntou a parte técnica com a política. Caiu bem por exemplo a escolha do ex-presidente da Câmara e ex-deputado Youssif Domingos para fazer a articulação com o Legislativo. Conhece do ramo.

ARROZ & FEIJÃO:  Observadores experientes entendem que Adriane deva adotar um estilo simples mas eficiente, que atenda a maioria da comunidade. Ainda, não se pode ignorar a presença do deputado Lídio Lopes, um conselheiro de bom calibre como ficou patente ao longo do turbulento processo eleitoral. Ele – um bom articulador.

VOLTA?   A Ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) revela que irá apoiar as candidaturas de Lula e Riedel em 2026. Quanto ao seu futuro político, nada decidido. Questiona-se: em qual grupo do Planalto ela teria ambiente para disputar um cargo federal independentemente de eventual fusão da qual o MDB participe.

VEJA BEM:  O MDB desgastado aqui por fatores conhecidos enquanto o PSDB, PSD e PP ocupam hoje espaços majoritários no Senado, Governo, Capital e na maioria das cidades. A reeleição da prefeita Adriane na capital deu nova configuração na relação das forças políticas, com destaque para a vitoriosa senadora Tereza Cristina (PP).

QUESTÃO-1: Seria necessário esperar as anunciadas fusões partidárias em nível nacional para se saber quem ficaria com quem. O PSDB – por exemplo – pelo que é noticiado tende a desaparecer. Aqui o partido pode se juntar ao PSD (de Kassab e do senador Nelsinho Trad), ao MDB de Pucinelli ou mesmo ao Republicanos.

QUESTÃO-2:  Como pré-candidato ao Senado o ex-governador Reinaldo monitora os acontecimentos nacionais e mantém relação com outras lideranças. Já o governador Eduardo Riedel (PSDB) comunga com a postura de Reinaldo, mas tem evitado se aprofundar nos detalhes de qual caminho seguirá após a fusão. O PSD seria uma opção.

DESEJOS: Deve aumentar a movimentação na Assembleia Legislativa dos pretendentes a futura vaga no Tribunal de Contas ocupada pelo conselheiro Jerson Domingos. Os deputados Marcio Fernandes e Paulo Corrêa aparecem como candidatos com potencial. Cada um deles com sua estratégia para garantir apoio dos colegas.

PROJEÇÃO: Encaminhada, a fusão do PP e Republicanos teria a maior representação na Câmara:  10 senadores, 94 deputados federais. Já no MS ficaria com  201 vereadores, 16 prefeitos, 24 vices e 3 deputados estaduais. Para a senadora Tereza Cristina a propalada participação do União Brasil nesta fusão estaria longe de ocorrer.

ROSE MODESTO: Sem volta à Sudeco, não definiu o caminho para o pleito de 2026.  Monitora as negociações da direção nacional do União Brasil (seu partido) e mantém contato com lideranças partidárias locais. Cada eleição tem uma história diferente, mas há de se levar também em conta os 210 mil votos dela na capital em 2024.

LULA & PIX: O Governo adotou a tese de ‘fake’ mas o caso é outro. Monitorando as contas do PIX, a Receita Federal abriria a porta para autuar depois quem recebeu mais de R$5 mil na conta. O Governo menosprezou a nossa inteligência e saiu desgastado.  Com isso as chances da candidatura do ministro Fernando Haddad ao Planalto caíram por terra.

IMPOSTO SINDICAL:  Se não bastasse o caso PIX, a equipe do Planalto estaria se preparando para lidar com outro espinho cruel: a volta do imposto sindical – onde o trabalhador ‘doa’ um dia de seu trabalho por ano ao sindicato da classe. A bancada oposicionista no Congresso já estaria se preparando para bombardear a infeliz ideia.

LAMENTOS:   O ambiente nacional não é de conciliação. Mas se Lula não tem um nome de peso para tentar sucedê-lo, a oposição – embora ruidosa – continua dividida e sem representante vigoroso e unânime de norte a sul.  Com isso abre-se espaço para nomes hilários como o cantor Gustavo Lima inclusive. Onde chegamos!

SÓ NO BRASIL:  A opinião pública ironiza a campanha do Tribunal Regional do Trabalho de MS com outdoors espalhados na capital fazendo alusão ao seu conceito de transparente. Isso leva-nos a imaginar que poderiam existir tribunais sem esse predicado indispensável.  Ora! Toda justiça não deve (ou deveria) ser transparente?

GOTAS  DIGITAIS:

A verdade sempre aparece, mas ninguém quer ver!

A mentira tem cauda longa.

Envelhecer! A outra opção é sempre pior!

Se a bicicleta trouxesse a liberdade, a China seria a Suécia.

Gustavo Lima ou Pablo Marçal? Qual deles levará a cadeirada de Datena?

Na política nunca brigue com alguém de saia: seja mulher ou padre.

Quando o Executivo, Judiciário e Legislativo são sócios, temos uma ditadura.

Na internet: Que nunca nos falte o supérfluo.

Quem do Governo mentiu mais na crise do PIX?

“O Poder Judiciário precisa se comunicar melhor com a sociedade”. Ari Raghiant Neto – (Desembargador do TJMS)