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Bela Vista-MS Sábado, 07 de Março de 2026
A Arte e as Cores que encantam de  Lela Riedel: Por Por Bosco Martins

A Arte e as Cores que encantam de  Lela Riedel: Por Por Bosco Martins

Em geral, a essência de um artista já se anuncia nos primeiros trabalhos, nas intuições inaugurais da juventude. O que vem depois são desdobramentos desse impulso inicial. A Retrospectiva 2025 destaca justamente esse percurso na obra de Lela Riedel, LelaEOmundo  ou Marcela Riedel, seu nome de batismo, ilustradora e publicitária que, desde 2019, vem espalhando sua arte com delicadeza e identidade própria.

Seu trabalho ocupa paredes, camisetas, livros e ilustrações personalizadas, sempre marcado pelo uso sensível das cores, elemento central de sua linguagem visual. O “Calendário 2026” sintetiza esse universo: flores, paletas variadas e um convite ao encantamento cotidiano. As cores, em Lela, evocam emoções, criam atmosferas e constroem narrativas sutis, indo além da simples representação.

A maturidade de sua obra também se revelou na Casa Buainain, reaberta como sede da CASACOR, sob o tema “Semear Sonhos”. Nos pisos originais preservados, Lela transformou degraus e azulejos em quadros delicados, reconstituindo memórias com poesia visual. Sua arte, sutil e emocional, confirma Lela Riedel como um talento da nova geração que o Mato Grosso do Sul segue revelando.

A Arte e as Cores que encantam de  Lela Riedel:

Bosco Martins é jornalista e escritor

Leia Coluna Amplavisão: As coisas mudam para ficar como estão

Leia Coluna Amplavisão: As coisas mudam para ficar como estão

UTOPIA PURA:  Pesquisa revela alguns desejos do eleitor.  Ele quer que o candidato acredite em Deus, seja honesto, experiente e com origem humilde.  Outro delírio: ele exige que o candidato não minta na campanha. Brasileiros tolinhos vivendo no mundo da lua. Adianta biometria, urna eletrônica e acreditar que os ovos de chocolate da Páscoa vêm dos coelhos e que o Papai Noel existe?

FABIO TRAD: “Com serenidade e respeito, somos pessoas públicas com trajetórias, posições e responsabilidades próprias. O eleitor sabe distinguir relações familiares de projetos políticos. Não nascemos irmãos para sermos aliados políticos, mas no afeto e no amor. Isso é inquebrantável! ”  ( no ‘Correio do Estado’ sobre as relações com seu irmão Nelsinho apoiando a direita)

HUMOR JUDEU: “O sucesso não me mudou em nada. Sempre fui insuportável”. (Fran Lebowitaz) – “Quebrei uma perna esquiando. Felizmente não era minha”. (Mel Brooks) – “Ou esse homem está morto, ou meu relógio está parado”. (Groucho Marx) – “Que infância tive. Na escola pediram para um garoto provar a lei da gravidade e ele jogou o professor pela janela”. (Rodney Dangerfield)

O JOGO: É como em Las Vegas: não vale perder.  No fundo mesmo o parlamentar pensa apenas na sua sobrevivência política ao trocar de partido. Analise o potencial do candidato na chapa majoritária e a concorrência na eventual federação ou coligação. Não adianta ser campeão de votos no partido e não ter companheiros bons de votos. ‘Morre na praia’ – como se diz.

QUEIJOS & RATOS: De Gaulle se queixava da dificuldade de governador a França devido aos seus 300 tipos de queijos. Bobagem do general – se comparada ao Brasil de poucos queijos, muitos ratos, tantos partidos, 513 deputados federais, dezenas de ministérios e uma carrada de partidos. Aliás, a França tem 14 partidos, Reino Unido 13, Chile 9, Rússia 4 e os ‘USA’ só 2.

POLÊMICA: Sarney chegou ao Planalto no pleito de 1986 pela força do MDB que elegeu todos governadores. Mas em 1989 Fernando Collor (PRN), com 30,47% dos votos venceu pelo seu mérito pessoal. Duas situações que vitaminam a velha discussão sobre as possíveis forças que podem decidir uma eleição. Candidato ou partido?    

FENÔMENOS: Raros, mas existem nas eleições de todos os níveis. Aproveitam a onda e injetam seus predicados. Já o partido, quando bem estruturado e sem desgastes por demérito de integrantes seu, consegue vencer. Sem regra única: vai depender de circunstâncias próprias da política – em sintonia com o cérebro ou coração do eleitor.

A LIÇÃO: Em 1989, com mais de 350 congressistas, MDB e PFL tinham juntos 38 minutos na TV. Ulysses 22 e Aureliano 16 contra Collor com 10 minutos ‘caçando marajás’. Após quase 2 meses o ‘senhor das diretas’ obteve só 4% dos votos – 7º lugar entre os 22 candidatos. Já Aureliano foi ainda pior: menos de 1% dos votos – 9º lugar.

CUIDADO: Quais os limites que devem existir entre a conduta na vida privada e a postura dos cidadãos que exercem cargos públicos? Vale lembrar que tem aumentado o questionamento sobre a necessidade de transparência destas pessoas. Com a internet e o advento do celular, a privacidade anda perdendo terreno na opinião pública.

FRANQUEZA: O jurista Ives Gandra publicou em 2013 um texto polêmico: “Não sou: nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na…verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado , contribuinte, eleitor, hétero…E tudo isso para quê?”

MUROS: Aceitam tudo – antes e após as eleições. Abrigam a calúnia, ódio, inveja, ciúme e muita maldade covarde. As pichações retratam também a frustração dos autores na calada das noites frias. Mas justiça seja feita; não se pode também ignorar aquelas frases inteligentes que arrancam sorrisos e admiração dos transeuntes.

DILEMA: O que fazer no dia seguinte? O estrago já está feito. Como é difícil  descobrir a autoria, o melhor é mandar apagar. Polemizar é faca de dois gumes. Um exemplo:  Wagner Nascimento (Fuscão Preto) era prefeito de Uberaba. Picharam num muro: “Wagner é preto”. Retrucaram em baixo: “mas é o prefeito de Uberaba”. E o pichador finalizou: “mas continua preto”.

CATARINENSE: A primeira geladeira fabricada no Brasil foi em Brusque por Rudolfo Szulter, fabricante de anzóis, garfos e facas. De 1947 a 1950 fabricou 30 unidades a querosene. Após, fez sociedade com Wittich Fretag, e transferiu a empresa para Joinvile, inaugurada em 1950. A marca Consul homenageou o consul Carlos Renaux, incentivador do projeto e que emprestou o dinheiro para o empreendimento.

MEMÓRIA: “O melhor programa econômico de governo é não atrapalhar quem produz, investe, poupa, emprega, trabalha e consome. ” De Irineu Evangelista de Souza, o homem mais rico do Império (20% do PIB), dono do 1º banco privado, da 1ª. Siderúrgica, construtor da 1ª. Ferrovia Rio Petrópolis), do 1º estaleiro e construtor de 72 navios a vapor. Os governantes precisam saber disso. Favor avisá-los.

REGISTRO:  O último presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso uno foi   Cleomenes Nunes da Cunha É que Paulo Saldanha renunciou a presidência da casa de leis para assumir no ano seguinte o mandato de deputado estadual aqui em MS. O mandato de Cleomenes durou só 30 dias; deu posse ao novo governador de MT- e não concorreu as eleições no MS. Hoje ele curte a aposentadoria.

A LIÇÃO: Últimas vontades do grande general De Gaulle: “Eu não quero exéquias nacionais. Nem presidente e ministros. Nenhum discurso e oração fúnebre no parlamento. Recuso de antemão toda distinção ou condecoração. Foi atendido na integra. E continua lembrado na história da 2ª. Guerra Mundial.

  1. CHURCHIL: “Não existe opinião pública. Existe sim a opinião publicada. Você tem inimigo? Bom. Sinal que você lutou uma vez por algo na vida. Uma mentira dá meia volta ao mundo, antes que a verdade tenha tempo de vestir a calça. É preciso ter coragem para levantar e falar, mas também é preciso ter coragem para sentar e ouvir. ”

REFLEXÃO DE ANO NOVO:

A má notícia é que o tempo voa. A boa notícia é que o piloto é você.

PONTO FINAL:  Já começou a temporada de sorrisos e abraços. Aproveite!

 

 Breves considerações sobre nossas escolhas: Por Rosildo Barcellos

 Breves considerações sobre nossas escolhas: Por Rosildo Barcellos

Há tempos eu  iniciei este artigo e ficou parado por um bom tempo, porque faltava um exemplo, um nome. O Efeito Halo faz o paralelo entre a beleza e a habilidade. O termo Efeito Halo foi pela primeira vez cunhado pelo psicólogo Edward Thorndike, cujas premissas giram em torno da afirmação de que o cérebro humano é capaz de julgar, analisar, concluir e definir uma pessoa a partir apenas de uma característica.  Tal característica acaba por determinar um estereótipo universal para essa pessoa, com base em um único elemento, como aparência, forma de se vestir, falar ou postura. Elementos do subconsciente.

   O Efeito Halo, no ambiente de negócios, também é uma teoria que pode ser aplicada para produtos, serviços e gestão estratégica de pessoas. É sobre o primeiro contato visual.   A teoria foi formulada durante a Primeira Guerra Mundial, quando Thorndike decidiu analisar os critérios utilizados pelos comandantes do exército na avaliação de seus subordinados.  A partir de seus resultados, o psicólogo notou correlação direta entre os que eram compreendidos como os mais bonitos e os que também eram compreendidos como mais habilidosos.  O significado de Efeito Halo, em linhas gerais, passa por essas características:  O ato de tirar conclusões precipitadas sobre a capacidade alheia;   Analisar apenas uma característica e julgar toda uma aptidão;

Usar a mente para associar um indivíduo a um estereótipo universal.  É o efeito da “primeira impressão que fica”. Se você conheceu uma pessoa e a considerou simpática, logo, você terá uma visão positiva – mesmo que ela esteja interpretando um personagem que as vezes aparece para desestabilizar algo que realmente é real,  puro e que estão dentro dos parâmetros de sua normalidade e seus hábitos.

Outrossim, vislumbro importante frisar que o julgamento precipitado pode prejudicar relações e processos, por não concedermos às pessoas a oportunidade de mostrarem quem realmente são.  Veja o quão suscetível à tendência são os processos seletivos, diante de uma ideia estereotipada sobre a empresa e quais tipos de candidato ela precisa. Você pode ter o candidato A com características mais aparentes do que o candidato B, que possui outro perfil. Calha que é o candidato B o ideal para a vaga, mas pelo julgamento, análise e conclusão sobre essas pessoas, apenas por algum conjunto de características, colocam o candidato A no lugar dele. Efeito Halo em uma aplicação tangível de como pode ser prejudicial para sua montagem de equipe.

  • Partimos da premissa de que o Efeito Halo acontece quando julgamentos a respeito da imagem de alguém impedem uma real percepção do seu potencial. A liderança eficaz é um encontro com seus próprios princípios. Entendimento, persuasão e controle ante as adversidades, e isso  vem com a experiência e o respeito. Respeito aos pais, respeito a confiança que existe um ser supremo e por fim observar, ouvir, ler e aprender. E tudo isso ao mesmo tempo. Cito o exemplo do empreendedor Val Franco, um homem que atualmente é bem sucedido, relacionamento afetivo estável e uma equipe de colaboradores ímpar. Mas aprendeu diversos fundamentos depois dos 20 anos. Aprendeu a escrever trabalhando, e a falar ouvindo.  Diversas profissões, diversas quedas, diversos reergueres, diversas lágrimas em um quarto escuro. Conhecer as pessoas através do carinho às nossas raízes, o cultivo sereno do nosso modo de ser… tudo isso nos permite amar e ser amados, acolher e ser acolhidos.e enfim perceber quem está ou esteve, do seu lado nos piores momentos, parece ser o caminho ideal para alcançar melhores resultados nos diversos caminhos da vida. Em “Sol de Primavera” Beto Guedes e Ronaldo Bastos nos ensina numa  música, lançada em 1979, que é um hino de otimismo e resiliência, convidando à reflexão sobre o que realmente impede o progresso individual e coletivo, incentivando a criar “uma nova canção” de vida e amor.: “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.

 

*Articulista

 

Verba volant, scripta manent: Por Rosildo Barcellos

Verba volant, scripta manent: Por Rosildo Barcellos

A poesia tem desempenhado, neste momento, um papel terapêutico e emocional importante, servindo como um meio eficaz de expressão pessoal e inclusive cura psicológica.  A escrita poética permite que os indivíduos articulem emoções complexas de maneira simbólica e metafórica, criando um espaço seguro para explorar o inconsciente e trazer à tona sentimentos que podem estar ocultos ou incompreendidos. Nesse processo, a poesia surge  como uma espécie de espelho emocional, onde o autor e o leitor se veem refletidos em suas palavras

Em contextos de saúde mental, poetas e terapeutas têm utilizado a poesia para ajudar pacientes a lidar com transtornos como depressão, ansiedade, luto e trauma.  A própria escrita de poemas proporciona uma sensação de controle sobre a narrativa pessoal, ajudando as pessoas a reorganizar e ressignificar suas experiências difíceis

A poesia tem uma capacidade de condensar sentimentos, ideias e críticas sociais em formas simbólicas, tornando-a um meio eficaz para promover a reflexão e sensibilização acerca de questões que nos afligem. Destarte, essa função não apenas se manteve relevante, mas tornou-se ainda mais crucial diante dos desafios Com o advento das novas tecnologias e a crescente expansão das plataformas digitais, a poesia encontrou novos meios de se manifestar, adaptando-se às demandas de um mundo altamente conectado.

Redes sociais, blogs, podcasts e vídeos trouxeram uma nova dimensão à criação e ao consumo de poesia, oferecendo formatos mais acessíveis, interativos e democráticos. Essa nova forma de se conectar com o público permite que a poesia contemporânea se torne reflexo do dinamismo da sociedade moderna, sem perder sua profundidade e a capacidade de despertar emoções e debates. Além disso, a interação direta entre poetas e leitores nas redes sociais cria novas dinâmicas de engajamento, transformando a poesia em uma experiência coletiva e participativa

Neste diapasão encontramos  a poesia de Rafaela Reis. Que traz um teor poético que continua a se reinventar e a se manter profundamente relevante em tempos de rápidas e profundas mudanças sociais. A poesia de Rafaela constante no livro recém lançado pela Editora Gaya “Poemas eternos , almas imortais”  contem 144 páginas e 60 poemas. Do início ao fim, a leitura deste livro  se tronou uma forma única de reflexão, ação, resistência e cura, ocupando um espaço central nas dinâmicas sociais, na cultura digital e nas vidas de cada um de nós. E como diz o título “A escrita fica, as palavras voam”, no caso de Rafaela Reis  ela fez o contrário: As palavras voavam solenemente passeando pelos corações  até que foram captados, moldados com suas doces gentilezas  e publicados para que se tornassem preservados e eternos. Evidenciar um aspecto tido como uma das grandes diferenças entre os homens: A razão; a possibilidade de não somente optar por não seguir seus instintos, mas, além disso, pensar, perceber e analisar a sua própria realidade, a sua própria condição  e optar !

 

* Articulista

Leia Coluna Amplavisão: Enfim juntos: Zeca do PT e Fábio Trad

Leia Coluna Amplavisão: Enfim juntos: Zeca do PT e Fábio Trad

CONFIRMADO: O receio de que as opiniões possam criar constrangimento está diminuindo o compartilhamento de notícias políticas nos grupos de WhatsApp de amigos, familiares e colegas de trabalho. O ambiente está agressivo – tende a piorar pela leitura do cenário político e os posicionamentos do pessoal da esquerda e da direita.

RAIVOSO: Percebe-se pelos termos nas manifestações de que o WhatsApp se tornou um instrumento de opiniões, desabafos e manifestações diversas (odiosas até). As narrativas da direita e esquerda tem se aprofundado numa tendência sem volta. A seleção (ou exclusão) nos compartilhamentos seria uma saída pratica e menos raivosa.

CONFISSÃO: Não em sido fácil escrever uma coluna política ao longo dos últimos 20 e tantos anos. O ambiente cada vez mais patrulhado por vários interesses. Por conta das sucessivas decepções e escândalos, parece haver um certo ceticismo do leitor em termos motivacionais. Ele parece direcionado para a leitura mais light (esportes, artes, etc).

ENFIM JUNTOS: Zeca do PT e Fabio Trad – de lados opostos, agora de mãos dadas. Para alguns um fato estranho, para outros apenas consequência de vários fatos e fatores. Registre-se: Como dirigente da OAB-MS, Fabio batalhou contra a aposentadoria de ex-governadores, dentre eles Zeca do PT. Mas como se diz: tudo isso é passado.

COMPANHEIRA: Sobre o projeto do PT pairam dúvidas. Há observações quanto ao nome da ex-primeira dama Gilda M. dos Santos como vice de Fabio. Questiona-se: seria apenas estratégia para Zeca do PT marcar seu espaço no processo, ou tudo dependeria dos números das futuras pesquisas? Mas mostra a força do ex-governador na sigla.

SIMONE: Monitorando seu desempenho nas pesquisas locais e em São Paulo, especialmente as encomendadas pelo Planalto. Como tem todo o tempo a seu favor, ela não deve se precipitar em termos de decisão: candidata ao Senado aqui ou deputada federal no Estado de São Paulo. Enfim, está alinhada ao projeto nacional do PT.

SORAYA: Tem gerado especulações a posição contrária da Senadora Soraya na votação do Projeto da Dosimetria, enquanto os senadores Nelson Trad e Tereza Cristina posicionaram a favor. Na Assembleia Legislativa correram rumores que ela tentaria se alinhar a política do Governo Lula por interesses pessoais. Um cargo talvez?

‘SEM CRISE’:  Os Poderes estaduais ‘cortam volta’ da crise que assola os pobres mortais. É o que mostram seus orçamentos para 2026 crescendo 7,9% – de Cr$ 3,353 bilhões para R$ 3,620 bilhões. A Assembleia, com 9% liderou os aumentos de R$ 520.202.200,00 para R$ 567.574.000,00 (dobro da inflação dos últimos 12 meses).

AS TOGAS: O Judiciário teve acrescido em R$100 milhões no seu orçamento, pulando de R$ 1.34.912.200,00 para R$ 1.464.780.100,00, correspondendo a 7,3% em relação a 2026. Já a Defensoria Pública (exprimo pobre dos Poderes) teve acréscimo de R$8,6% – saltando dos R$ 347.325.900,00 para R$ 377.319.900, 00.Também são filhos de Deus.

E MAIS…Tido até como ‘guardião da sociedade’ no combate aos desmandos na área pública, o Ministério Público Estadual não ficou de fora deste festival de aumento de benefícios. A previsão é de um aumento na casa dos 8,3% com o orçamento saltando dos atuais R$ 705.520.700,00 para R$ 767.151.800,00. ‘Ninguém é de ferro’. Rsss

TANQUE CHEIO: Os deputados estaduais parecem satisfeitos com o atendimento que tiveram nos seus pedidos para um ano eleitoral. Cada um deles terá à sua disposição para gastar R$ 4 milhões, contra os R$3 milhões do ano que termina. Sem dúvida, um combustível de alta octanagem para abastecer suas maquinas eleitorais em 2026.

PATAGUADA: Para os sensatos, o cantor Zezé Di Camargo atravessou o sinal na sua  fala sobre o evento do SBT News. Ora! O artista é que precisa da TV, como um atleta depende do clube. O cantor passa, a TV fica, como o clube que abrigou o craque. Exemplo: Rivelino foi o maior craque do Corinthians. Ele passou, mas o clube ficou.

DESEJOS: Ocupando cargos na administração estadual desde 2024, o Secretário Jaime Verruck já manifesta: quer disputar um cargo eletivo em 2026. Pelas suas declarações, ainda não há definição do cargo, pois dependeria da composição do seu PSD numa federação. Mas é grande a distância entre competência executiva e o prestigio eleitoral.

BOA LEITURA: Ao responder a pergunta desse colunista, o governador Riedel, mais uma vez demonstrou ser portador das qualidades que o cargo requer. Ponderado, não usou de termos pejorativos em relação a adversários, não tentou desviar do assunto, sendo objetivo e sem maquiar a argumentação explicativa. Leva 10 com louvor.

LUCIDEZ: Riedel demonstra intimidade com os números da sua administração, citando fatos e o desempenho de seus parceiros políticos. Nesta sua fala, o governador fez questão de frisar a conduta do deputado Gerson Claro, presidente da Assembleia, na agilização e aprovação de matérias de interesse de MS neste final de ano.    

RECOMEÇO: A tendência do STF em derrubar o ‘Marco Temporal’ realimenta as chances de novos conflitos entre indígenas e produtores rurais. Juristas e políticos ainda sem uma saída rápida e satisfatória às partes envolvidas. A população indígena (mais de 116 mil) já se movimenta. Eleições de 2026 – combustível para aumentar a tensão.

CONVENHAMOS: Essa demanda é fruto também da incompetência do Governo Federal. Sua inercia gerou ao longo dos anos novas situações beneficiando os ocupantes das terras, a maioria de boa fé. Mas os índios não podem ficar a ver navios. O Governo, que gasta tanta grana com bobagens, não indeniza os ocupantes das áreas porque?

DOSIMETRIA: Mesmo se o PL virar lei, teremos novas batalhas no STF. Atores previstos na Constituição, (partidos políticos, entidade de classe, PGE e o Governo Federal) poderão propor Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs). Aí caberá aos ministros do STF julgar. Se for inconstitucional é anulada e perde a validade.

‘ARIANO SUASSUNA’:   “ O otimismo é um tolo. O pessimista, é um chato. Bom mesmo é ser realista esperançoso. A tarefa de viver é dura, mas fascinante. Não troco meu ‘oxente’ pelo ‘ok’ de ninguém. O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado”.

ÚLTIMAS:  “A necessidade é a mãe da invenção (Platão). Antes o que oprimia era o calvário, hoje é o salário (Carolina M. Jesus). Viver é a coisa mais rara do mundo – a maioria apenas existe Oscar Wilde). Eu não estou aceitando as coisas que eu não posso mudar, estou mudando as coisas que eu não posso aceitar” (Ângela Davis).

 

PONTO FINAL:

O trombone eu já tenho. O que me falta é o sopro. (Millôr)

Não se julgue pelas metas inalcançadas em 2025: Por Wilson Aquino

Não se julgue pelas metas inalcançadas em 2025: Por Wilson Aquino

 

Estamos na reta final de mais um ciclo e, como acontece todos os anos, milhões de pessoas ao redor do mundo revisitam suas metas, sonhos e planos feitos meses atrás, num janeiro cheio de esperança. E é justamente nesse momento que muitos se frustram. Olham para trás e percebem que uma parte considerável daquilo que planejavam não se concretizou — algumas metas avançaram pouco, outras sequer saíram do papel. Esse choque entre o que desejamos ser e o que realmente conseguimos fazer costuma machucar a alma.

Homens sábios, ao longo dos séculos, sempre nos lembraram que não é a queda que define um ser humano, mas sim sua capacidade de levantar, recomeçar e seguir adiante. Ralph Waldo Emerson, por exemplo, dizia que “a nossa maior glória não está em jamais cair, mas em levantarmo-nos cada vez que caímos.” Essa verdade permanece imutável. Aliás, mais atual do que nunca.

Hoje, no mundo acelerado em que vivemos, o peso psicológico de metas não alcançadas pode ser devastador. Quantas pessoas — jovens, adultos e até crianças — chegam ao mês de dezembro sentindo-se fracassadas? Quantas adoecem emocionalmente porque acham que não corresponderam às expectativas próprias ou alheias? É como se carregasse um fardo invisível, que insiste em dizer que são insuficientes, incapazes, inadequadas.

Mas essa voz interior, tão dura e tão convincente, é uma impostora. A mente humana, quando tomada pelo desânimo, costuma mentir. Ela exagera o negativo, distorce a realidade e nos faz acreditar que somos menores do que realmente somos. Contudo, a verdade é exatamente o oposto: somos infinitamente capazes de nos reinventar, de redirecionar esforços, de recomeçar melhor, mais maduros e mais preparados.

A vida, como todos já percebemos, é feita de desvios inesperados. Obstáculos surgem sem aviso. Portas que antes estavam abertas de repente se fecham. Caminhos que pareciam seguros se dissolviam diante de nossos olhos. E tudo isso, tantas vezes, nos leva a desistir temporariamente. Mas nada disso significa fracasso permanente. Significa apenas que estamos vivendo — e viver é, essencialmente, navegar entre incertezas.

É por isso que, nessa fase do ano, é tão necessário lembrarmos de uma verdade simples, mas poderosa: o fracasso não existe para nos destruir, e sim para nos instruir e nos fortalecer. É ele que nos revela onde precisamos ajustar, fortalecer, amadurecer e até sonhar diferente.

Nesses momentos de fraqueza, é comum que o sentimento de culpa apareça. A mente nos cobra. Diz que fomos preguiçosos, incapazes, indisciplinados. Mas novamente: essa é uma narrativa enganosa. A mente humana é como um gigante com superpoderes — um gigante que, às vezes, cochila. E cabe a nós despertá-lo com perseverança, fé e foco.

O presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias,  Dallin H. Oaks, em um de seus ensinamentos mais citados, lembra que muitas das decisões mais importantes da vida não estão entre escolher “o certo e o errado”, mas entre escolher “o importante e o essencial”. E quantas metas, ao final do ano, percebemos que talvez nem fossem essenciais? Quantas eram apenas desejos passageiros, expectativas sociais, impulsos momentâneos? Essa reflexão profunda — ensinada por um líder que dedica sua vida ao estudo, ao serviço e à retidão — nos ajuda a perceber que às vezes não falhamos; apenas colocamos energia em coisas que não eram realmente necessárias.

Outro ensinamento memorável do presidente Oaks diz: “Desviai-vos das coisas que não importam e buscai as que mais importam.” Se fizermos isso, perceberemos que não estamos tão atrasados quanto imaginávamos. Estamos apenas realinhando a rota.

Além disso, é impossível falar de metas, recomeços e esperança sem mencionar a dimensão espiritual que permeia toda existência humana. Deus nos presenteou com dons — talentos especiais, singulares, que dão cor e sentido à nossa vida. Alguns têm o dom da música, outros do ensino, outros da liderança, das artes, do cuidado, da escrita e da ciência. Ninguém passou por esta vida desprovido de talentos. O Senhor, em Sua infinita misericórdia, distribuiu talentos a todos, e cabe a cada um descobrir quais são os seus.

Mas há algo ainda mais extraordinário: Mesmo aquilo que não é nosso dom natural pode ser aprendido, se houver esforço, paciência, constância e fé. A mente que Deus nos deu é incrivelmente maleável, poderosa e ilimitada. É capaz de se especializar em qualquer área quando guiada por determinação e disciplina. É por isso que Cristo afirmou que a fé é capaz de mover montanhas. Não metaforicamente. Mas literalmente — porque a fé verdadeira muda a mente, fortalece o espírito e reconfigura nossa capacidade de agir.

E o que dizer das metas que realmente importam? As espirituais. As familiares. As morais. Essas não podem ser esquecidas. De nada adianta conquistar riqueza, prestígio ou posição se, para isso, sacrificarmos nossa integridade, nossa honestidade, nossos valores e o bem-estar das pessoas que amamos. O sucesso que não honra Deus é apenas ilusão. Portanto, meu querido leitor, se você olha para 2025 e vê lacunas, falhas, projetos inacabados, sonhos interrompidos, não se desespere. Isso não significa derrota. Significa apenas que sua história ainda está sendo escrita — e que os melhores capítulos podem estar justamente à sua frente.

Respire. Replaneje. Recomece. E, acima de tudo, acredite. Acreditar é metade do caminho. A outra metade é caminhar. E, com Deus ao lado, nenhuma meta essencial ficará para sempre fora do seu alcance.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com