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Bela Vista-MS Terça-Feira, 23 de Junho de 2026
Os grandes desafios da Mãe ideal: Por Wilson Aquino

Os grandes desafios da Mãe ideal: Por Wilson Aquino

Enaltecer a importância do papel de Mãe na sociedade em uma data internacionalmente dedicada a ela pode parecer uma tarefa simples. No entanto, mais do que homenagens, este é um momento oportuno para reflexão sobre a grandeza — e também sobre os desafios — daquelas que verdadeiramente fazem a diferença na formação de seus filhos: homens e mulheres bem preparados para enfrentar, com caráter e firmeza, os inevitáveis desafios da vida.

Ser Mãe vai muito além do cuidado físico e do acompanhamento cotidiano. Trata-se de uma missão profunda, contínua e, acima de tudo, formadora. Uma missão que começa ainda na gestação e se estende por toda a vida, influenciando decisivamente a construção moral, emocional e espiritual dos filhos — e, por consequência, de toda a sociedade.

Mãe ideal compreende que educar não é apenas instruir, mas formar. É preparar o filho não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida. É ajudá-lo a conquistar não apenas bens materiais, mas valores que não se corrompem com o tempo como honestidade, responsabilidade, respeito, fé e amor ao próximo e a Deus acima de tudo.

Nesse contexto, a espiritualidade ocupa um papel central. Mãe que reconhece em Jesus Cristo o verdadeiro caminho, a verdade e a vida, e transmite essa convicção aos seus filhos desde a infância, oferece a eles um alicerce inabalável. Não por acaso, as Escrituras orientam: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6). Em um mundo cada vez mais instável, onde valores são frequentemente relativizados, essa base espiritual torna-se um diferencial decisivo na formação de indivíduos equilibrados, conscientes e resilientes.

Ensinar princípios morais sólidos é outro pilar indispensável. Mãe ideal não apenas orienta, mas exemplifica. Seus gestos, suas escolhas e sua postura diante da vida são lições silenciosas, porém poderosas. É ela quem ensina o valor de um “não” dito no momento certo, formando filhos capazes de lidar com frustrações, respeitar limites e tomar decisões com responsabilidade. Como ensina o apóstolo Paulo, “tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável e de boa fama… nisso pensai” (Filipenses 4:8) — princípios que começam a ser cultivados dentro de casa.

Vivemos tempos desafiadores, em que muitas vozes disputam a atenção e a formação das novas gerações. Ideologias, modismos e influências políticas, muitas vezes contrárias aos princípios mais básicos de bom senso e espiritualidade, encontram terreno fértil onde há ausência de orientação firme dentro do lar. Por isso, o papel de Mãe torna-se ainda mais relevante: ela é a primeira e mais influente formadora de consciência.

Mãe ideal não cria filhos para o mundo — ela os prepara para transformá-lo. Ensina a pensar, a discernir, a escolher o bem, mesmo quando isso exige coragem. Forma cidadãos que não se deixam levar por qualquer corrente, mas que possuem identidade, propósito e valores bem definidos. Nesse sentido, a própria Palavra de Deus reforça a importância do exemplo familiar ao afirmar: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15), estabelecendo um compromisso que começa dentro do lar e se reflete na vida dos filhos.

Além disso, há um aspecto frequentemente negligenciado: o exemplo de amor verdadeiro. Um amor que não é permissivo, mas educativo; que não é frágil, mas firme; que não apenas acolhe, mas também corrige. Esse equilíbrio entre amor e disciplina é um dos maiores desafios da maternidade — e, ao mesmo tempo, uma de suas maiores virtudes.

Não se trata de exigir perfeição — afinal, nenhuma Mãe é isenta de falhas. Trata-se de reconhecer o esforço diário, muitas vezes silencioso, de mulheres que renunciam a si mesmas em inúmeros momentos para garantir que seus filhos tenham um futuro melhor. São verdadeiras construtoras de destinos.

Quando uma Mãe cumpre bem o seu papel, os frutos ultrapassam os limites do lar. Eles alcançam a escola, o ambiente de trabalho, a sociedade e, por fim, as futuras gerações. Uma boa Mãe não forma apenas bons filhos — ela ajuda a construir uma sociedade mais justa, equilibrada e humana.

Neste Dia Internacional das Mães, mais do que flores e homenagens, que haja reconhecimento consciente da missão grandiosa que é ser Mãe. E que cada mulher que exerce esse papel com dedicação, fé e compromisso continue sendo instrumento de Deus, na transformação de um mundo que, mais do que nunca, precisa de valores sólidos.

Porque, no fim das contas, o futuro da humanidade passa, inevitavelmente, pelas mãos — e pelo coração — de uma Mãe.

*Jornalista, Professor e Escritor

wilsonaquino2012@gmail.com

Make Brazil and America Great Again

Make Brazil and America Great Again

**Bosco Martins é escritor e jornalista*

O encontro entre Lula e Donald Trump, os dois maiores líderes políticos das Américas, ocorreu em um momento de profundas transformações geopolíticas. Mais do que um gesto diplomático, a reunião mostrou que a política externa voltou a ser guiada pelos interesses econômicos e estratégicos.

O Brasil tenta reduzir impactos tarifários, preservar espaço em cadeias produtivas e ampliar sua força de negociação. Já os Estados Unidos observam com preocupação o avanço chinês na América Latina e passaram a enxergar o Brasil como peça importante na disputa global por influência, recursos minerais e estabilidade regional.

As exportações brasileiras para os EUA diminuíram, enquanto as vendas para a China cresceram. O forte superávit comercial brasileiro comprova que o país conseguiu redirecionar parte de suas commodities — soja, minério e petróleo — para um mercado que já dependia desses produtos. Isso não significa alinhamento automático com Pequim nem rompimento com Washington. Significa pragmatismo.

Talvez o aspecto mais importante da reunião esteja justamente no que não foi dito. A diplomacia moderna deixou de ser movida por afinidades ideológicas e passou a funcionar pela necessidade. Quando adversários dialogam para evitar prejuízos maiores, a realidade passa a impor limites às paixões políticas.

Trump elogiou Lula sem abandonar sua lógica empresarial e transacional. Lula, por sua vez, buscou fortalecer o protagonismo internacional do Brasil preservando a tradição diplomática de autonomia. O encontro funcionou como um pacto de conveniência entre governos diferentes, mas com interesses momentaneamente convergentes.

A reação de parte da imprensa brasileira mostrou mais uma vez certo provincianismo e viralatismo político. Enquanto a imprensa internacional tratou o encontro como relevante, alguns setores locais tentaram minimizar sua importância.

O Brasil demonstrou maturidade ao dialogar com uma superpotência sem submissão e sem radicalismo retórico.

No fim, prevaleceu o bom senso. Fazer política é conversar, negociar e buscar soluções. Lula mostrou experiência política e Trump revelou seu pragmatismo empresarial. O Brasil não precisa escolher entre Washington e Pequim. Precisa usar a disputa entre potências para atrair investimentos, tecnologia, indústria e empregos qualificados.

O mundo precisa menos de radicalismo e mais de diálogo, diplomacia e equilíbrio.

Leia Coluna Amplavisão: Ufa! Assembleia respira o clima de eleições

Leia Coluna Amplavisão: Ufa! Assembleia respira o clima de eleições

DELCÍDIO: Pagou caro pelas suas travessuras, além de provar da Covid-19, malária, chikungunya e dengue. Na Rede Top de Rádio admitiu ‘sonha em voltar’, mas não há ambiente. Sem mandato e grupo, só tem a esperança, igual ao fundo daquele jarro com todos os males que Zeus dera à Pandora, como narra aquela lenda da mitologia grega.

DAGOBERTO-1: Otimista com apoio de 31 prefeitos. Lembra que os candidatos com mandato levam vantagem sobre os candidatos estreantes. Em 2006 obteve 98 mil votos; em 2010 chegou aos 480 mil (ao Senado); em 2014 bateu nos 54 mil; em 2018 foram 40 mil – em 2022 obteve 46 mil. Em 2012 perdeu como candidato a vice de Giroto.

DAGOBERTO-2: Sobre a influência da sucessão nacional no pleito local, acha que é preciso separar duas situações: a influência resultante do notável prestígio pessoal de Lula e a rejeição notória do PT junto ao eleitorado estadual. Essa tese de transferência de votos aos candidatos do PT não se sustentaria. Maior a rejeição do que a aceitação.

DO LEITOR: “O ‘Desenrola Brasil’ é eleitoreiro, incentiva o consumo a curto prazo e beneficia os bancos com aval do Governo. E mais, pune o bom pagador e incentiva a  cultura do calote. Pior; não é a solução definitiva – apenas estanca o sangue e ainda cria uma insegurança financeira ao sistema permitindo o uso de 20% do FGTS. ”

EMPLACA?  Na Assembleia Legislativa muitas dúvidas quanto ao sucesso de Jaime Verruck como candidato a deputado federal. Faltaria o cacoete necessária para a missão, o sorriso fácil, abraços generosos, paciência e o discurso vibrante para encantar o eleitor que anda tão cético nestes tempos. O conhecimento técnico nem sempre basta.

FABIO TRAD: Em um mês cresceu 2,5% nas pesquisas, Neste ritmo chegaria em julho perto de 20%. Assim, dizem os observadores que iniciaria a campanha com índice razoável para enfrentar um Governo em ‘céu de brigadeiro’, sem oposição até aqui. Claro que isso são suposições sujeitas a chuvas, trovoadas e ‘outras cositas’.

NOVIDADE: Sobre a candidata a deputada federal Viviane Souza (PSDB) alguns dados coletados: Natural de Campo Grande, cursou História e Desenvolvimento local, fez doutorado em Antropologia no Canadá; residiu nos ‘USA’ e foi Secretaria da Cidadania neste governo. Expectativa quanto a sua campanha e eventuais apoiadores.

MARCOS TRAD: “ Porque o PV? Política é coerência, política são valores. Político tem valor, político não pode ter preço. Você pode até mudar de sigla, mas não pode mudar suas convicções. Sigla é um instrumento, formalidade obrigatória da justiça eleitoral.  Minha lealdade não é com a sigla, minha lealdade é com o povo. ”

LULA AQUI? Embora Mato Grosso do Sul seja nanico no contexto eleitoral do país, sua presença é vista pela militância como importante. Mas isso dependerá do cenário nacional, dos compromissos da habitual agenda abarrotada. É possível que fique restrito a gravações e mensagens especificas para motivar a campanha de Fabio e cia.

LEMBRA?  No pleito de 2014 Lula esteve aqui no dia 22 de outubro para reforçar a campanha de Dilma e Delcidio – inclusive com direito a carreata e comício no Aero Rancho.  Apesar de emblemático o episódio, foi tudo em vão nas urnas. Ainda é cedo para estabelecer comparações entre o cenário daquela época com os dias atuais.

O BOLSO: Entenda como quiser, mas sem hipocrisia. No passado os cheques pré-datados fizeram sucesso nas relações entre candidatos e lideranças de cidades ou de comunidades. Com a nova lei e o advento do PIX, há um clima de temor por consequências danosas. Mas a criatividade dos políticos não pode ser subestimada.

AGRADA: Presidir as sessões da Assembleia Legislativa em ano de eleições não é fácil. Coloca a prova a autoridade, conhecimento e habilidade do presidente em situações imprevisíveis que possam ocorrer. O deputado Gerson Claro dosa bem esses três requisitos; impõe-se para evitar excessos, mas sem ferir os direitos de seus pares.

DEBATES:  A temperatura tem subido nas últimas sessões. Educação, saúde e salários do funcionalismo motivando debates e atraindo os deputados. Cada qual com seus argumentos e ótica de análise, o que é natural e salutar naquele espaço próprio para defender, criticar e apresentar projetos. O legislativo vai assim cumprindo seu papel.

BOLA DE CRISTAL: Riedel fatura no 1º turno? Havendo 2º turno, quem seriam os protagonistas? Quais as chances reais de Fabio Trad num 2º turno? João Catan pode tirar votos rachando o eleitorado de Riedel? Num 2º turno entre Riedel e Catan, o eleitorado petista seguiria a orientação de Zeca do PT para votar em João Catan?

TATICAS:  São várias e que interessam aos seus autores. No caso do PT por exemplo, o objetivo é desgastar o máximo possível a imagem do Governo Riedel para atrair eleitores do centro ao PT e impedir a vitória do governador no 1º turno.  O PT joga com a tese de que teria mais chances de ‘êxito crítico’ num eventual ‘Governo Catan’.

ZECA DO PT: Ansioso nas sessões legislativas; usa ‘gancho’ para tecer comparações críticas com elogios ao Governo Lula. Insiste em citar feitos de seu governo e ironiza a atual gestão estadual quanto a política fundiária, dos indígenas e outras classes carentes. O termo ‘fazendeirada’ virou seu mote contra o agronegócio. Em campanha.

ARREMATE:  “ No caso de Lula, ele ocupa a mente do eleitor, é conhecidíssimo desde a primeira eleição da redemocratização em 1989 – vai concorrer ao seu quarto mandato. Então, o eleitor que quer votar em Lula é mais convicto, mais decidido mesmo”. (Opinião de Cila Schulman – diretora do Instituto Ideia)

SOBRE POLÍTICA E POLÍTICOS:

Que é um político? É um ser que simboliza um complexo de ideias: só se pode traí-lo – traindo as ideias que ele representa. (Eça de Queiroz)

Nada mais falsificado nas democracias, do que o título amigo do povo. (Rui Barbosa)

Todo mundo quer ser político, é porque não sabe quanto custa. (Lima Barreto)

Nós escolhemos a esperança em vez do medo. (Barack Obama)

A política divide os homens em duas classes: instrumentos e inimigos.  (Nietzsche)

No final das contas, o valor de um Estado é o valor dos cidadãos que o compõem ( John S. Mill)

A política é a condução dos negócios públicos em proveito dos particulares. (Ambrose Bierce)

Curiosamente, os votantes não se sentem responsáveis pelos fracassos do governo que elegeram. (Alberto Moravia)

É mais fácil convencer uma multidão do que uma só pessoa. (Mussolini)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Leia Coluna Amplavisão: Senado: como o eleitor analisa os candidatos?

Leia Coluna Amplavisão: Senado: como o eleitor analisa os candidatos?

NO FACEBOOK: A concorrência ressuscitou o debate entre Riedel e Contar (2022). Nele, dois aspectos para reflexão: a dinâmica da política que une hoje esses dois ex-adversários e a avaliação da capacidade e preparo do capitão em lidar com questões administrativas, como a importância do orçamento na gestão pública.

SENADO:  Nelsinho, Contar, Reinaldo e Vander: os principais concorrentes. Cada palpite ou previsão baseado em argumentos diversos; currículo pessoal, grupo político de apoio, engajamento ideológico ou partidário e confiabilidade nas mais diferentes situações apresentadas. Mas apenas dois deles serão vencedores. Vejamos:

NELSINHO: Passou pela Câmara Municipal, prefeitura da capital, Assembleia Legislativa e chegou ao Senado. Habilidoso, tem construído uma notável teia de relações no interior, distribuindo emendas às prefeituras e tem se mostrado equilibrado em temas políticos delicados. Pesquisas apontam como postulante forte à reeleição.

CONTAR: Militante radical do movimento bolsonarista, tem a maioria de seus discursos centrados na defesa do ex-presidente. Na Assembleia Legislativa deixou a desejar, sua imagem apegada ao militarismo atrai, mas também afugenta alguns segmentos do eleitorado. Precisa mostrar maior embasamento que o senado exige.

REINALDO: Quer colher os frutos do movimento municipalista que semeou ao longo dos dois mandatos na governadoria. Filiando-se ao PL espera facilitar a identificação com os simpatizantes do bolsonarismo. Habilmente, tem mantido proximidade com prefeitos e vereadores- garantindo a notável preferência nas pesquisas.

VANDER: Ao seu estilo, confia na velha fidelidade do eleitorado que o acompanha ao longo de sua trajetória como dirigente e parlamentar. Seu raciocínio é que será beneficiado pelo eventual crescimento da candidatura de Lula no estado. Assim, trabalha com o raciocínio de que a disputa presidencial será decisiva a seu favor.

CONCLUSÃO: Vários fatores, ainda incipientes no cenário atual, serão decisivos. Passa pela pessoalidade dos candidatos, recursos financeiros legais, relações na classe política, atuação convincente nos debates, manifestações na mídia e engajamento em causas partidárias simpáticas. É no decorrer do caminho que se conhece o caminhante.

ALERTA: Como mostram os números das pesquisas, é considerável grupo de eleitores consultados que ainda não definiram os nomes ao senado. Seriam dois os motivos: a data ainda distante das eleições e aproveitar esse espaço de tempo para melhor análise dos postulantes. Quem hoje é patinho feio, pode surpreender na linha de chegada.

ANIMADO:  Considerado veterano na Assembleia Legislativa, o deputado Marcio Fernandes continua frequentando o interior, onde cultiva boas relações com lideranças  das comunidades. Segundo ele, tem bases em mais de 40 municípios, aos quais tem proporcionado benefícios diversos ao longo de seus mandatos. Confiante na reeleição.

PATERNIDADE: Deputados do PT denunciaram e o Planalto está fazendo propaganda da sua participação em várias obras em nosso estado. entre elas as reformas de hospitais e da ponte sobre o rio Paraguai ( BR-262). De olho nas eleições, quer minimizar os efeitos da mídia patrocinada pelo Governo Estadual e registrar as suas atuações.

DEBATE: No papel a campanha eleitoral inicia só após as convenções. Na pratica é diferente; já tem gente em pré-campanha, nas ruas, em eventos e na internet que se apresenta como pré-candidato com posturas eleitoreiras. Aí questiona-se: a diferença entre pré-campanha e campanha ficaria apenas no nome? ´Só pra inglês ver’?

EXEMPLO: Após a fala do deputado Rodolfo Nogueira (PL), no evento em Nioaque, criticando o Governo Federal, o pré-candidato Tiago Botelho (PT), usou as redes sociais    para acusar Rodolfo de campanha antecipada Mas questiona-se: proibir o direito da livre manifestação, prevista na Constituição, não seria retornar aos tempos da censura?

EVIDENTE: Novos casos ocorrerão até as convenções. O TSE entende que o pedido de voto não precisa ser explicito (tipo ‘vote em’). O uso de frases, termos e mensagens equivalentes ao pedido indireto de apoio, pode ser penalizado. Espera-se que a justiça tenha o bom senso de separar a liberdade de expressão da propaganda antecipada.

É GUERRA: Disfarçada, a campanha já começou com churrascos, feijoadas, etc. Difícil prever o sucesso das impugnações. Os prejudicados recorrerão naturalmente à justiça, como foi no caso da carona até Dourados do ex-governador Reinaldo no avião oficial do Governo. Esses ‘ingredientes’ é que dão o tempero às eleições.

NO RETROVISOR: Ainda na memória de todos a homenagem da ‘Acadêmicos de Niterói’ ao presidente Lula no carnaval. Embora críticos e partidos da oposição tenham alegado abuso do poder político pela visível exaltação eleitoral, a justiça eleitoral ‘abriu a porteira’ ao entender que não houve pedido de voto. ‘Aos amigos do rei…’.

ANOTE: As ‘águas eleitorais’ são perigosas. Favoritos acabam se afogando. Em 2002, ao discorrer sobre o papel da mulher (Patrícia Pilar) na campanha, o favorito Ciro Gomes disparou: “A minha companheira tem um dos papéis mais importantes, que é dormir comigo. Dormir comigo é um papel fundamental”. E aí perdeu a eleição.

CUIDADO!  Essa deve ser a recomendação da assessoria aos candidatos junto ao público e imprensa. Uma frase ou um gesto podem ser mal interpretados, gerando uma fonte de desgastes com comentários diversos. Vale lembrar que o advento do celular com recursos admiráveis será uma arma de grande valia nestas situações. Portanto…

INTERROGAÇÕES: A divisão entre direita e esquerda que norteia a sucessão ao Planalto respingará até que ponto nas eleições em Mato Grosso do Sul? Prevalecerá exclusivamente a questão ideológica? O eleitor escolherá seus candidatos levando em   conta os currículos dos mesmos, o potencial para os cargos que pleiteiam? Ou…

PÉROLAS DOURADAS DO ENEM:

 A encíclica é uma bicicleta inventada pelos padres.

Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio.

Exemplo de cultura grega: o ‘sanduiche grego’.

A ética pode ser adquirida e consumida.

Um septuagenário é um losango de 7 lados.

A corrente alternada é a que se usa no pisca pisca dos carros.

Hepatite é uma doença terrível, pois danifica as veias imobiliárias.

A sociedade anônima objetiva ter muitas fabricas desconhecidas.

Pena que todo jovem fique velho, deixando de ser jovem.

A fundação do ‘Titanic’ mostrou a agressividade dos Ice-Bergs.

Os comunistas mataram o Czar para ele aprender.

Toda virgula é precedida de uma palavra, pode ser qualquer uma.

O povo coreano tem tanta energia que acabou virando nuclear.

A densidade é o mesmo que a velhice.

A lua é um planeta similar à Terra, só que mais morta.

Arquimedes foi o primeiro a provar que a banheira pode flutuar.

O teste carbono 14 permite provar se antigamente alguém morreu

Leia Coluna Amplavisão: Eleições: a ignorada classe média paga a conta

Leia Coluna Amplavisão: Eleições: a ignorada classe média paga a conta

‘POR UNA CABEZA’:  Assim cantava Carlos Gardel. Dagoberto, Rose, Ovando e Geraldo são bons de votos, mas dois deles deverão sobrar para a Câmara Federal. Por circunstâncias da política estão na Federação União Brasil-PP. Os analistas apostam; a diferença entre os quatro será mínima, ‘por uma cabeça’, como se diz nos hipódromos.

VALE TUDO: É legal, e daí? Dando o que falar o contrato entre o PL Nacional e a agência de publicidade de Iara Diniz Contas, mulher do capitão Contar, do PL. Firmado em dezembro de 2025, ela recebe R$ 150 mil mensais do Fundo Partidário pelos serviços profissionais.  Na análise do episódio não se pode esquecer o protagonismo dele, o inigualável Valdemar Costa Neto. Negócios da política.

SOBERBA: Incomodado com o som sertanejo numa churrascaria em Coxim, onde almoçava com um político, o jornalista da capital, indagou ao gerente qual o valor do cachê da dupla – ‘ mil reais’ revelou. Incontinenti, ofereceu e pagou dois mil – e o show ‘C’est fini’; Por ironia, tempos depois a dupla (humilhada) – João Bosco e Vinicius – viraria sucesso nacional. Voltas que a vida da.

A IGNORADA: Será que os candidatos ao Planalto, também, ignorarão o valor da classe média nos seus projetos e discursos? Ela que paga a conta e se sustenta por seus próprios méritos e esforços, mas permanece quase invisível aos olhos da classe política, que opta pelos mais pobres devido a quantidade e pelos ricos por interesse financeiro.

CONVENHAMOS: Combater a miséria é preciso, mas um país não pode e nem deve se sustentar simplesmente com medidas paliativas ou emergenciais acompanhadas de posturas e falas demagógicas. O país, precisa de projeto ou base econômica estável que se sustente a médio e longo prazo através da produção e consumo estável. Certo?

DEFINIÇÕES:  A classe média paga a conta do baile, mas não é convidada para dançar. Ela seria a avalista da democracia, mas é vista e tratada como mero detalhe burocrático. Nos palanques, é cortejada com promessas genéricas e depois é descartada. Ela é o pilar entre ricos e pobres, a espinha dorsal da sociedade e da estabilidade.

A PROPÓSITO: “A classe média está mal representada proporcionalmente no STF. Dos atuais dez integrantes do tribunal, apenas dois parecem viver nos limites do seu atual salário, de acordo com o noticiário: Carmem Lúcia e Edson Fachin. Os outros ministros são ricos ou flertam com a riqueza, e boa parte deles passou a sê-lo ou a fazê-lo depois de assumir uma cadeira no Supremo. ” (Mario Sabino – Metrópoles)

TERCEIRA VIA?   “A ventania das campanhas desarruma previsões baseadas só em pesquisas…(-) Em1989 aguardava-se o segundo turno entre Collor e Brizola. Em agosto, Lula tinha apenas 5% das preferências, com viés de queda. Em setembro, ele chegou a 16%, ultrapassando Brizola. Dois meses depois, Lula foi para o segundo turno, quando viria a ser batido por Collor”. (Elio Gaspari)

FAKE NEWS:  Assunto em voga em ano eleitoral, a influência de notícias falsas ainda é matéria nova para a maioria. Sobre o caso existem muitos textos de alerta. Mas falta-lhes pragmatismo pedagógico no passo a passo para identificar o que é falso. A Justiça Eleitoral, continuará presa à velha burocracia sem decidir a tempo? Pelo visto, SIM!

DEU NISSO! O endividamento das famílias é um dos motivos pela queda da popularidade do Governo Lula. E uma das causas é a liberação das apostas eletrônicas autorizadas pelo Governo para aumentar a arrecadação. Agora, o Planalto precisa parar  com esse cassino ancorado no futebol em ano de Copa. E conseguirá?

VOANDO ALTO: Na Assembleia falou-se do desempenho de Simone Tebet nas pesquisas do PT como vice de Haddad em São Paulo. Ela bate os ministros Marcio França (PSB), Marina Silva (Rede), Tabata Amaral (deputada do PSB) e Marcelo Barbieri (ex-deputado do PDT). Há quem diga; ela seria melhor candidata do que o próprio Haddad – lento e desgastado.

PREPARE-SE:  A campanha eleitoral nem começou (oficialmente) e o seu nível tende a ser o mais baixo possível. O efeito do que vai rolar nas redes sociais será ‘profundo’, irá muito além das questões políticas e administrativas. Denúncias chulas, sexo, drogas, escândalos, corrupção e temas afins no ‘pacote’. Retrato da classe política.

CHURCHILL: Disse que, ao contrário dos homens, os animais não elegem os piores para liderá-los. O processo é simples, pela supremacia física do escolhido, um sobrevivente vencedor da manada ou espécie.  Já entre os homens valem a malícia, a dissimulação, manipulação, falsidade e combinações de fatores complexos invisíveis à primeira vista.

CONFIRA: Lista atualizada dos 13 municípios com menos de 6 mil eleitores: Figueirão – 2.751, Novo Horizonte do Sul –  3.599, Alcinópolis -3.727, Taguarussu – 3.929, Rio Negro – 4.104, Paraíso das Águas – 4.284, Jatei – 4.360, Corguinho – 4.379, Caracol – 4.751, Douradina – 4.880, Rochedo – 4.976, Juti – 5.862, Jaraguari –  5.961.

UM PERIGO!  Quando perguntaram-lhe se existiam limites no seu poder global,  Donald Trump foi claro: “Sim, existe uma coisa. Minha própria moralidade. Minha própria mente. Esta é a única coisa que pode me conter. Eu não necessito de leis internacionais”. Manifestação que desrespeita instituições e nos faz lembrar de Hitler.

DO LEITOR:  “ Estamos vivendo sob o regime da ‘Democracia dos Cemitérios’, onde a oposição é mantida em rédeas curtas, para não ameaçar o Poder. Como diz o jornalista Mario Sabino: “o povo deve se comportar como massa de mortos-vivos, que vaga sem destino próprio sob as ordens dos coveiros da plena e necessariamente buliçosa vida democrática”.

‘COMPANHEIROS’:  Manchete nacional: “Prejuízo dos Correios triplica e chega a R$ 8,5 bi em 2025” – mais do que o triplo em 2024.  O seu teor revela a situação pecaminosa da estatal petista que chegou ao fundo do poço pelos inúmeros tropeços e   ‘equívocos’ administrativos. Nem a demissão de 3.181 funcionários resolveu a situação.

A QUESTÃO:  No Brasil, das pequenas às metrópoles, é visível a presença de empresas tipo ‘Mercado Livre’, atuando cada vez mais e com progressividade nos lucros. A diferença está no comprometimento, na capacidade gerencial da iniciativa privada, ousada, aguerrida, vencendo desafios e deixando empresas públicas (Correios) na poeira. Privatizar é o caminho! Basta de cabides inoperantes

PILULAS  DIGITAIS:

Só no exercício do poder é que o caráter do governante se revela. (internet)

Não há quem não cometa erros, e grandes homens cometem grandes erros. (Paulo Francis)

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem. (Mario Quintana)

Não atrapalhe o seu inimigo quando ele estiver cometendo erros. (Napoleão Bonaparte)

Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo. (Mark Twain)

67% dos brasileiros estão endividados e 21% com parcelas em atraso. (na internet)

Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende. (João Guimarães Rosa)

Aqui, a disputa local pelo Senado será mais emocionante do que a do Governo.

O STF converteu-se, aos olhos do público, em símbolo da ilegalidade impune. Quem nos salvará dos nossos salvadores. (Demétrio Magnoli)

Estamos imersos em uma crise. (Ministro Fachin – presidente do STF)

A esquerda cansou. Acredito que vivemos uma mudança de valores na sociedade. (Joel P. da Fonseca – FSP)

O diabo é um otimista, acha que pode tornar as pessoas piores do que são. (Karl Kraus)

 

Diagnóstico de TEA: como lidar e por onde começar

Diagnóstico de TEA: como lidar e por onde começar

* Ellen Moraes Senra é Psicóloga

O Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reforça o aumento na busca por diagnóstico e tratamento, especialmente entre adultos. Estima-se que cerca de uma em cada 100 pessoas esteja no espectro, mas muitos recebem o diagnóstico apenas tardiamente, sobretudo aqueles com menores necessidades de suporte.

A descoberta costuma vir acompanhada de sentimentos ambivalentes. Para alguns, há alívio ao se compreender, para outros surgem dúvidas. Na prática clínica, é comum que esses indivíduos relatem dificuldades no trabalho, nos relacionamentos e na saúde mental, além de sensação de inadequação, desafios na comunicação social e esgotamento emocional.

Um dos fatores associados ao diagnóstico tardio é o “mascaramento”, esforço contínuo para se adaptar a padrões sociais. Embora favoreça a integração, pode gerar altos níveis de ansiedade, depressão e burnout. A sobreposição com TDAH e transtornos de ansiedade também contribui para atrasos na identificação do TEA.

O diagnóstico é um ponto de partida, não uma solução imediata. Ele não elimina dificuldades, mas permite compreendê-las e desenvolver estratégias mais adaptativas. O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento marcada por diferenças na comunicação, na interação social e por padrões comportamentais mais rígidos. Não se trata de incapacidade, mas de um funcionamento diferente.

Sentimentos como alívio, confusão e insegurança fazem parte do processo. Por isso, desenvolver a autorregulação emocional é fundamental, já que dificuldades nessa área impactam diretamente a vida cotidiana e os relacionamentos.

A família também exerce papel central. Embora sentimento de culpa seja comum, o foco deve estar no acolhimento e no suporte. Em muitos casos, familiares também precisam de acompanhamento psicológico para lidar com o impacto do diagnóstico e com os desafios do cotidiano.

Mais do que um rótulo, o diagnóstico representa um ponto de virada. A Terapia Cognitivo-Comportamental, aliada à psicoeducação, auxilia no manejo emocional, na organização da rotina e no desenvolvimento de habilidades sociais, promovendo mais qualidade de vida e segurança para os próximos passos.(*)

 Ellen de O. Moraes Senra é Psicóloga Clínica (CRP 05/42764), Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e Terapia do Esquema, Formação em TDAH adulto e Pós-graduação em TDAH avaliação e intervenção. Ellen também é CEO do Espaço Psicontemplando, autora de livros infantis na área da psicologia e coordenadora editorial de títulos diversos.

Diagnóstico de TEA – (Imagem Freepik)