jul 21, 2026 | Colunistas
Caro leitor, estamos cada vez mais imersos no mundo digital, nas realidades virtuais que nos circundam por meio de aparelhos e aplicativos. São meios para facilitar nossas rotinas que têm se tornado imprescindíveis em nossos dias. O mundo tecnológico invade casas, carros, ferramentas de trabalho, e não se pode mais viver sem estar conectado. O fato é que esse estilo de vida não é mais reversível, não se pode negá-lo ou retroagi-lo. Por isso é fundamental o equilíbrio e nos adaptarmos ao uso responsável e sadio dessas ferramentas.
Tem aqueles que pensam ser possível não permitir a invasão da tecnologia em suas vidas, porém já estamos em um caminho sem volta. Com isso, o estilo de vida humano e os relacionamentos vão se modificando. Eu como padre percebo que para muitos é mais satisfatório ter uma foto do que pedir uma oração ou conselho. Outros, por exemplo, perdem a oportunidade de relacionar-se pessoalmente para relacionar-se virtualmente, parece que as postagens e mensagens no digital se tornam mais importantes que a vivência real, e isso me preocupa.
Já percebi que quando vamos em grupo visitar lugares religiosos, por exemplo, as pessoas se preocupam mais em filmar e tirar fotos para postar ou enviar a um contato do que verdadeiramente rezar e experimentar o lugar. Veja como o modo de se comportar tem se transformado, o estilo de vida está condicionado à busca pela atenção e validação social. Outras vezes, percebo que em ambientes sociais, quando estamos desconfortáveis ou não temos mais assunto, logo pegamos no celular, ao invés de nos esforçarmos para criar laços humanos.
Outro lado preocupante tem sido a ilusão com a falsa felicidade demonstrada em fotos e vídeos no instagram, facebook ou tiktok. Influenciadores cheios de problemas reais, mas com uma vida virtual perfeita e, o pior disso tudo é que, quando os outros veem, sentem aquela tristeza ao comparar-se e descobrir que sua vida não é tão “boa assim”. “Olha onde fulano está”, “veja o que ciclano comprou”, e eu não comprei e nem viajei. Mas por detrás dessa ilusão virtual existe uma realidade que ninguém conhece e, talvez, a vida real seja a mesma que a nossa, uma vida real e comum, não “perfeita”, como parece.
É preciso, primeiramente, entender que cada um de nós percorre um caminho singular, cada um foi feito para algo particular e especial, por isso, nenhuma vida é igual. Talvez a vida “feliz” de algum(a) influenciador(a) não seja a vida que eu preciso. Cada um deve descobrir-se e deixar de lado o comparar-se. O mundo virtual é importante, porém precisamos torná-lo sadio, uma fonte de equilíbrio, descoberta, aprendizagem e não uma via de destruição. Todos nós temos capacidades e defeitos, alegrias e tristezas. E o meu desejo é que você valorize a sua história e tenha uma vida realmente feliz.
*Padre Rafael Vitto é missionário da Comunidade Canção Nova.
jul 21, 2026 | Colunistas
A obesidade pode ser definida, de forma simplificada, como doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, sendo consequência do balanço energético positivo e que acarreta repercussões a saúde, com perda na qualidade de vida. A etiologia da obesidade é complexa, multifatorial, resultando da interação de genes, ambiente, estilos de vida e fatores emocionais. Há três componentes primários no sistema neuroendócrino envolvidos com a obesidade. O sistema aferente, que envolve a leptina e outros sinais de saciedade e de apetite de curto prazo. A unidade de processamento do sistema nervoso central; e o sistema eferente, um complexo de apetite saciedade efetores autonômicos, termogênicos que leva ao estoque energético Para classificar o sobrepeso em pessoas adultas uma das recomendações adotadas pela Organização Mundial de Saúde tem sido o Índice de Massa Corporal. O IMC é uma razão simples entre a massa corporal e a altura, classificando em sobrepeso um IMC de 25 a 29,9 kg/m² e em obesidade um IMC acima de 30 kg/m²
Mudanças comportamentais, a diminuição do número de refeições realizadas em casa, o aumento compensatório da alimentação em redes de “fast food” levam ao aumento do conteúdo calórico de cada refeição. A população está aumentando o consumo de alimentos agradáveis ao paladar, com alta densidade calórica, baixo poder sacietógeno e de fácil absorção. A obesidade decorrente da ingestão de dietas hipercalóricas contribui para o desenvolvimento de uma desordem multifatorial de alta prevalência que se manifesta por anormalidades fisiológicas e bioquímicas, caracterizada por resistência à insulina, obesidade visceral, elevação da pressão arterial e dislipidemia aterogênica (elevação dos triglicérides e redução nos níveis de lipoproteínas de alta densidade/colesterol) como também outras anormalidades como, disfunção endotelial e doenças cardiovasculares
Urge ressaltar que todo medicamento por mais inofensivo que possa parecer, pode acarretar em um malefício. O uso de medicação exige cautela, como exemplo a super dosagem da metformina no tratamento para emagrecer que leva a um acúmulo de ácido lático e diminuição do pH no corpo desencadeando a acidose lática e isso pode levar o indivíduo a sérios problemas.
As pessoas estão mais sedentas em busca de emagrecimento do que esclarecimento. Sendo assim, é imprescindível que mais estudos sejam realizados. Ressalto ainda que pessoas que utilizam canetas emagrecedoras como Mounjaro e Wegovy devem estar atentas à possibilidade real, de desenvolvimento de pancreatite aguda, segundo alerta da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido, órgão equivalente à Anvisa no Brasil.
A MHRA neste mais recente período, recebeu 1.296 notificações de pancreatite associadas ao uso desses medicamentos no país. Os registros incluem 19 mortes e 24 casos de pancreatite necrosante, forma grave da doença caracterizada pela morte de tecido pancreático. No mesmo momento, mais de 25 milhões de embalagens de medicamentos da classe GLP-1 foram distribuídas no Reino Unido.
Conhecidos por marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, esses medicamentos injetáveis imitam o hormônio GLP-1, liberado após a alimentação, que ajuda a controlar o apetite e prolongar a sensação de saciedade. O Mounjaro também atua sobre o hormônio GIP, ampliando seus efeitos metabólicos. De acordo com a Anvisa, Instrução Normativa nº 360/2025 e a RDC nº 973/2025, as canetas de medicamentos só podem ser utilizadas sob prescrição, com retenção obrigatória da receita na farmácia. Por meio de exames específicos, o endocrinologista pode avaliar os níveis hormonais e identificar possíveis desequilíbrios, como hipotireoidismo, hipertireoidismo, desregulações do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, desequilíbrios hormonais relacionadosa puberdade ou menopausa. Escolha o melhor caminho para um equilibrio na sua qualidade de vida inclusive opções de chás naturais que tenham ação termogênica como as catequinas que aceleram levemente o metabolismo basal e favorecem a oxidação de gorduras, ou uma ação digestiva pois o sobrepeso gera uma inflamação crônica de baixo grau; ingredientes funcionais ajudam a mitigar esse processo e regulam o trato intestinal, opção que pode ser acessada pelo https://suchadetoxoficial.com.br/ Por outro lado o medicamento Ozivy, produzido pela farmacêutica EMS, começou a ser vendido no Brasil. Trata-se do primeiro fármaco com a semaglutida sintética a receber o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para o tratamento da diabetes tipo 2. Essa opção simula a ação do hormônio GLP-1 no corpo. Dentre as opções,escolha o seu caminho. Ter o poder de escolher é sensacional.
*Articulista
jul 17, 2026 | Colunistas
ESTADOS & MUNICÍPIOS: Apenas 8 estados têm menos municípios que Mato Grosso do Sul. Veja o quadro nacional em ordem decrescente: MG 853; SP 645; RS 497; BA 417; PR 399; SC 295; GO 246; PI 224; PB 223; MA 217; PE 184; CE 184; RN 167; PA 144; MT 142; TO 139; AL 102; RJ 92; MS 79; ES 78; SE 75; AM 62; RO 52; AC 22; AM 16; RO 15.
FADIGA: Lula tem rejeição de 50% e Flavio Bolsonaro aparece com 57%. Os números são do levantamento recente do Genial/Quaest, mostrando ainda um cenário inédito: 48% aprovam seu governo e 47% classificam sua gestão como ruim. Sinais de insatisfação, desconfiança e falta de entusiasmo. Estamos no mato sem cachorro.
LULA LÁ: Ele está no cenário político desde os anos 1980; participou de 7 das 9 eleições ao Planalto desde a redemocratização, em 1989. As exceções: em 2010 e 2014 ao eleger Dilma; em 2018 estava preso e foi barrado pelo TSE. Lula é terceiro governante com mais tempo no poder. Só perde para Dom Pedro 2º (49 anos) e Getúlio Vargas (18 anos).
OBSTÁCULOS: Flavio Bolsonaro terá mesmo musculatura para superar os desafios que se apresentam? Nem entre os eleitores de centro, menos apegados ao bolsonarismo acreditam na hipótese. O racha entre os membros da ‘família’, somado a outros fatos notórios criam um clima de ceticismo entre os ex-eleitores de seu pai. Como diz Caiado: “liderança não se herda”.
NARRATIVA: Sem ela a candidatura não avança. Ela, tem a capacidade de converter propostas numa ligação emocional com o eleitor. É a narrativa que produz uma certa identificação e transmite a boa imagem junto a opinião pública. Para uma narrativa convincente, o candidato precisa ter biografia, uma história de vida que convença. Sem isso…
MAS QUEM? A opinião é unânime; o país não tem produzido lideranças de peso com envergadura compatível as necessidades. A vitrine da política, há muitos anos, vem espantando aqueles cidadãos de perfil convincente, ideal. Daí que continuamos neste marasmo, sem chances por uma opção clara, segura. Que Deus nos proteja!
IGUAIS: Joseph Fouché – símbolo de ‘adaptabilidade’, Ministro de Napoleão, mudava de lado de acordo com o vento; serviu à Revolução, ao Império e à Restauração. Sem grupo, a senadora Soraya Thronicke, eleita pelo PSL na onda bolsonarista, se ‘reinventou’ passando pelo União Brasil, e Podemos. Agora no PSB flerta com o PT. O que o eleitor pensa disso?
A PROPÓSITO: No saguão da Assembleia ouço opiniões sobre Fabio Trad como pré-candidato ao Governo pelo PT. Antes, criticava o ‘petrolão’, o ‘mensalão’, a política do Governo petista e foi pró impeachment da Dilma. Como se diz: ‘isso é passado’, quando Fabio era do PSD. Presume-se que na campanha ele tenha todo tempo para se justificar.
DITO E FEITO: As previsões de denúncias e escândalos neste período eleitoral vão se confirmando. Agora, explodiu o esquema de venda de livros didáticos às prefeituras sob chantagem tendo como moeda de troca a garantia de vagas e exames no Sistema de Regulação da Saúde. Extorsão que envolve empresários picaretas e políticos. O Gaeco fez sua parte. E agora?
VERDADES: “ A “inveja” da garra argentina reflete a admiração de torcedores brasileiros pela resiliência, paixão e capacidade de superação do time Hermano em momentos críticos, qualidades que a Seleção Brasileira demonstrou dificuldade em manter nas últimas temporadas. O sentimento de inveja surge ao observarmos a equipe argentina atuar com o “coração na ponta da chuteira”. (Estadão)
LOUCURAS: Situação inédita do ex-deputado Neno Razuk. Condenado a mais de 15 anos de prisão, foragido, perdeu o mandato na recontagem dos votos. Na sua vaga assumiu João C. Mattogrosso, mas Razuk e o PL tentam reverter a decisão. Se exitosa, ele recuperaria o mandato e os benefícios do foro privilegiado e a liberdade? Mais dúvidas do que certezas.
COISA NOSSA: Primeiro o Governo, para faturar milhões, autorizou as apostas esportivas, ignorando as advertências. Agora, após os estragos nas famílias por conta das dívidas pelo vício do jogo, o Governo procura uma saída. Tudo isso poderia ter sido evitado se tivesse havido bom senso e menos sede de arrecadar – custe o que custar.
PREOCUPA: Na capital, no pleito de 2024, a abstenção foi de 25,50% no primeiro turno e 28,60% no segundo. Adicionando as ausências aos votos brancos e nulos, mais de um terço do eleitorado de Campo Grande, abriu mão de escolher o prefeito. Analistas temem com a possibilidade deste fenômeno da apatia cívica se repetir em 2026.
SINAL AMARELO: Esse ‘desanimo’ já ocorrera no pleito de 2022 com abstenção média nacional acima dos 20% nos dois turnos. Pasmem, em nosso estado tivemos mais de 48 mil votos inválidos no primeiro turno. Votos que certamente fizeram falta à candidatos preparados e bem intencionados, prejudicados pela omissão destes eleitores.
NOVIDADE: Café amigo com Jefferson Bezerra, jornalista de Dourados, pré-candidato a Governador pela sigla AGIR. Uma de suas bandeiras é exatamente de enfrentar e dizimar essa polarização entre ‘direita e esquerda’ aqui no estado – e para isso atrair novos protagonistas ao cenário político. A convenção será no dia 21 de julho.
VEJA BEM! Só aqui. Temos 30 partidos legais, mas só 21 tem representantes no Congresso e 9 siglas operam sem cadeiras na Câmara e Senado. Já tivemos muito mais partidos, que foram diminuindo com processos de fusões, incorporações e mudanças de nome. Além disso, a clausula de barreira foi determinante para acabar com a ‘indústria de partidos’ – um bom negócio.
FORA DA TELA: Se a intenção da lei era inibir partidos de aluguel e candidatos nanicos, conseguiu. Sem representação parlamentar exigida, seus postulantes ficarão de fora do horário gratuito no rádio e tevê. Aqui por exemplo, João H. Catan (O Novo), Jefferson Bezerra (AGIR) e o Economista Renato (DC) serão excluídos dos benefícios da propaganda.
INTERESSANTE: Entre os pré-candidatos João H. Catan e o Economista Renato, existem mais identidades do que diferenças politicamente falando. Concorda? Pelo que se depreende dos fatos de bastidores, há chances de ambos caminharem juntos. Catan, na cabeça de chapa, tem a seu favor a tribuna da Assembleia Legislativa, um bom palanque.
PILULAS DIGITAIS:
Quem tem que andar nos trilhos é o trem de ferro. (Manoel de Barros)
Emendas parlamentares? Eu também quero. (Toni Ueno)
O ego é a única coisa que vaza por cima. (Millôr)
A coisa mais importante na vida é saber o que é importante. (Otto Milo)
O poder corrompe, mas a falta de poder corrompe absolutamente. (Adiai Stevenson)
Quem diz que futebol não tem lógica ou não entende de futebol ou não sabe o que é lógica. (Stanislaw Ponte Preta)
Tronos caem, tronos se erguem, reis e povo/ Como as ondas do mar, sobem e descem. (Gonçalves de Magalhães)
Falam da dignidade do trabalho; a dignidade está no lazer. (Herman Melville)
O tempo não existe. É apenas uma convenção. (José Luiz Borges)
jul 15, 2026 | Colunistas
Em pleno período de férias escolares, os pais têm uma valiosa oportunidade de incentivar os filhos à leitura e ajudá-los a ser fisgados por um hábito que pode fazer profunda diferença em suas vidas. Mesmo sendo um tempo de descanso das atividades escolares, é importante que as crianças e os adolescentes tenham uma rotina equilibrada, para que não passem a maior parte do dia diante de telas e aparelhos conectados à internet.
A leitura transforma. Mais do que isso: ela transporta o leitor para mundos, épocas e situações inimagináveis. Um bom livro desperta a imaginação, aguça a sensibilidade, amplia o vocabulário, estimula o raciocínio e provoca emoções diversas. A cada página virada, a criança não apenas acompanha uma história, mas também desenvolve sua capacidade de pensar, sentir e compreender melhor a vida e as pessoas.

Jovens do Clube do Livro no Parque das Nações Indígenas
O gosto pela leitura costuma nascer dentro de casa, com a presença amorosa do pai, da mãe ou de alguém da família. Isso pode acontecer não apenas na hora de dormir, mas em qualquer momento do dia, quando um adulto se dispõe a ler uma boa história com entusiasmo, emoção e criatividade. Quando a narrativa vem acompanhada de expressões, suspense e envolvimento, a criança percebe que, dentro daquelas páginas, existe um universo fascinante à sua espera.
Esse contato inicial é decisivo. É nesse momento que os pequenos começam a associar o livro a algo prazeroso, encantador e significativo. Depois, quando aprendem a ler por si mesmos, é fundamental que tenham acesso a bons livros, adequados à sua idade e aos seus interesses, para que possam descobrir sozinhos as emoções, os aprendizados e as descobertas que as palavras oferecem.
Quem adquire cedo o hábito da leitura geralmente carrega esse tesouro por toda a vida. Ler ajuda a disciplinar o tempo, fortalece a concentração, desenvolve o senso crítico e prepara melhor a criança para os desafios da escola, da profissão e da convivência em sociedade. Uma criança leitora tende a se expressar melhor, escrever com mais clareza e compreender com maior profundidade o mundo ao seu redor.
Não é por acaso que sempre carrego comigo alguns livros para presentear crianças e adolescentes, incentivando-os a seguir firmes nesse caminho. Entre eles estão O Pequeno Príncipe e O Homem que Calculava, de Malba Tahan, obras que encantam, ensinam e despertam reflexões valiosas.
Com esse mesmo propósito, criei em minha comunidade religiosa o Prêmio Jovem SUD de Leitura, iniciativa que premiou, nos anos de 2023 e 2025, crianças, jovens e adolescentes que mais leram livros ao longo do ano. No mês de dezembro, cada participante, com a supervisão dos pais, apresentou um relatório com os títulos lidos, um resumo de cada obra e sua impressão pessoal sobre as leituras. O resultado foi extraordinário e mostrou, na prática, como o incentivo certo pode gerar frutos duradouros.
Faço questão de registrar alguns dos nomes que se destacaram nesse belo desafio: os irmãos João Pedro, Anna Luiza e Maria Fernanda Danelon Medina, além de Isabela Lima Nunes, Giovane e Vinícius Gomes Cardoso e Lorenzo dos Santos Palma, entre outros. São exemplos concretos de que, quando há estímulo, acompanhamento e propósito, muitos jovens respondem de forma admirável.
A repercussão do prêmio foi tão positiva que Júlia Palma e Isabela Nunes criaram um Clube do Livro, aberto a pessoas da comunidade, para leitura e discussão das obras escolhidas pelo grupo. Trata-se de mais uma prova de que o incentivo à leitura produz bons frutos, aproxima pessoas, fortalece vínculos e cria ambientes saudáveis de aprendizado e convivência.
Guardo com emoção as lembranças das madrugadas da infância em que nosso despertador tocava às 4 da manhã em nossa casa para que eu e meu irmão, Rubens Aquino – também jornalista, professor e escritor -, nos levantássemos junto com nosso pai, Manoel Dantas de Oliveira, na época, ainda um jovem marinheiro. Ele nos acompanhava à mesa de estudos, onde tínhamos a opção de ler livros de aventura, mistério, romance ou mesmo os livros didáticos. Isso acontecia todos os dias, exceto nos fins de semana.
Sou profundamente grato ao meu querido pai por aquela iniciativa e também pelo esforço de comprar livros para que Rubens e eu pudéssemos descobrir os maravilhosos e incontáveis mundos da imaginação proporcionados pela boa leitura. Aquele incentivo, recebido dentro de casa, certamente ajudou a moldar nossa formação pessoal, intelectual e profissional.
Que os pais destes tempos modernos e apressados encontrem também maneiras de despertar nos filhos o amor pelos livros. Ler não é apenas um passatempo útil. É um hábito nobre, formador e transformador, que enriquece o espírito, fortalece a inteligência e pode fazer grande diferença na vida escolar, profissional e humana de uma pessoa.
jul 15, 2026 | Colunistas
Jornalista, Professor e Escritor
O dia 3 de julho de 1969 não é simplesmente um dia comum no calendário. Pelo contrário é uma data importante e iluminada por duas razões constituídas não pelo tempo sendo registrado no dia a dia do mundo, mas pela fonte de luz que sustenta dois sentimentos de gratidão.
No primeiro desses sentimentos, ponho meu coração serviço da admiração infindável que sinto pelo dono deste dia. Pois foi a época em que minha consciência conheceu a vontade de Deus em dotar e enviar alguém à Terra, com a missão de vida e a coragem de criar, pelo poder da escrita, um tempo de bem-aventuranças e bons exemplos. Por isto esta é uma data fora do calendário. É uma marca de agradecimentos por termos recebido o espírito pacífico, original e poderoso, como são suas narrativas inesgotáveis e envolventes, extraídas, com zelo e rigor léxico, das esperanças máximas de que sejamos, todos, leitores que componham uma melhor humanidade. Então esta á a primeira razão: nasceu neste dia o escritor de nossa perteição espiritual.
Todas as letras do mundo desejaram ser escritas no caderno que meu irmão usou desde sua juventude, para anotar procedimentos e maneiras de amar ao mundo proposto pelos seus textos, escritos com amor a uma nova realidade transformadora.
Já a segunda razão do meu eterno agradecimento pela data de 3 de julho, que aqui destaco, com irrefreável emoção, aponta para o destino que nos selou como profissionais da escrita (eu e meu irmão): porque foi neste dia, em 1969, exatamente às 7:23 horas da manhã, que desembarcamos do trem do Pantanal, na estação ferroviária de Campo Grande. Minha família chegou de mudança de Corumbá, onde nascemos.
Dia iluminado porque sendo eu o filho primogênito do contra-mestre navegador do Rio Paraguai, pela Marinha Mercante do Brasil, Manoel Dantas de Oliveira e Dair Aquino de Oliveira e, tendo precocemente sentido a necessidade de compartilhar meus encantamentos com a beleza da vida, então, Deus me agraciou ao enviar um irmão, o Wilson (que logo foi chamado de Pimba, depois veio o Edson, o Tuca e a Edna, a Dinha. Marcia, a caçula chegou em 1975, nascida na cidade morena).
Eram os anos 1960. Corumbá avançava no tempo como uma pequena metrópole. Eu e Wilson, desde os primeiros dias de meninice, maravilhados com os desafios instigantes oferecidos pela natureza, unimos nossa capacidade de realizar sonhos e assim crescemos cada vez mais unidos pelo privilégio de explorar e descobrir as riquezas ambientais nas quais estávamos sendo bem criados pelos nossos pais.
Como irmãos, nos complementávamos, como se fôssemos um só. Dava a impressão de que tínhamos a mesma alma, a mesma curiosidade pela vida. Teríamos recebido de Deus, cada um, sua própria matriz espiritual, porém feita com a mesma matéria-prima. Assim, compartilhávamos a satisfação das descobertas e conhecimentos gerados pelas nossas pequenas aventuras infantis.
Certo dia, descobrimos que a melhor parte da infância era ouvir histórias, historinhas, causos, relatos reais ou ficcionais. Corumbá, naquele tempo não tinha televisão. A oralidade das rádios era enraizada em nossos interesses pelo conhecimento dos feitos e realizações da humanidade. Tão logo descobrimos nossa paixão pela arte cinematográfica (com heróis de nomes poderosos, como Hércules, Sansão, Bem Hur, Maciste, Zorro, Roy Rogers, etc), também passamos a amar o rádio. A comunicação centralizava em nosso destino a força de uma raiz. Ao meio dia, após um programa radiofônico chamado “Janela Aberta” para a cidade (na qual o locutor lia uma crônica de costumes), eu e Wilson ajeitávamos no soalho os nossos travesseiros diante da radiola, e ali por meia hora, absorvíamos invariavelmente, fascinados, a história infantil do dia. Nem piscávamos. E. sedimentando nosso crescente apetite pela arte da palavra, fomos igualmente agraciados pelo incentivo paterno para fazermos do livro um vórtice, um centro de gravidade de nossos sonhos e projetos.
Nesse tempo, descobrimos, que gostávamos de criar nossas próprias histórias. É curioso notar que eu criava personagens e narrativas para fazê-lo rir. Wilson, por sua vez, contava causos que inventava na hora. A tal ponto era essa convivência criativa, que toda noite reuníamos vizinhos na calçada de casa, organizando uma plateia de oito a dez infantes, para ouvir nossas narrações improvisadas.
Assim, chegamos ao ano de 1969. Ano de mudança profunda em nossas existências. Embarcamos para Campo Grande na madrugada do dia 2 de julho. Aqui chegamos para cumprir nossa missão de vida: escrever. Quatro anos depois, eu começava minha carreira numa redação de jornal. Seis anos depois, Wilson ingressava, com seu talento para narrativas reais e rebuscadas em relevantes reportagens e artigos de reflexões sociais e espirituais, tornando-se este admirável cronista de toda semana. Eu faço ficção. E a ele devo, a forma como crio personagens. Ele era um personagem raro, e agora escreve sobre a realidade de cada um. Combatemos o bom combate. Os dois nascemos para a arte da escrita. Nosso propósito: trabalhar as palavras. Então percebo, hoje, no aniversário de Wilson, que, para escrever: nascemos!
jul 10, 2026 | Colunistas
ENTRE NÓS: Difícil prever o final, mas em se tratando de ano eleitoral, as alegações do Ministério Público contra Puccinelli e a ex-secretária de Educação Maria Niele Badeca da Costa repercutem. O suposto desvio em 2014 de R$22.93 milhões em conluio com a Gráfica Alvorada pode resultar na indenização de R$ 114,6 milhões. É de tirar o sono!
REPITO: O exercício de cargos públicos, principalmente que envolvem ordenação de despesas, exige postura correta dos agentes. O final do mandato não representa o fim da responsabilidade pelos atos práticos. O caso ocorreu em 2014 e essa’ via crucis’ não deve terminar amanhã. Mais um alerta para quem sonha com o poder. De leve…
SAÚDE x GAECO: Na semana passada previ que teríamos escândalos e denúncias neste período eleitoral. Esse caso que envolve esquemas de fraudes no sistema público de saúde expõe a falta de comprometimento (e de caráter) dos agentes públicos. A opinião pública acompanha com certo ar de ceticismo sobre o final do caso na justiça.
DESABAFO: “Filosofia administrativa comovente da CBF. Enquanto o trabalhador brasileiro precisa vencer o sono, o ônibus e o chefe para justificar o reajuste de vale-refeição, o técnico da Seleção precisa apenas ser eliminado precocemente da Copa. O fracasso, quando fala italiano, deixa de feder a vexame e passa a cheirar a projeto”. ( Carlos Castelo)
CONTRADIÇÕES: Não faltam. Temos leis para todos os gostos graças a compulsão legislativa. Sob o lema de que ‘governar é criar leis’, candidatos devem prometer novas regras inaplicáveis na pratica e por afrontarem inclusive a própria Constituição. Se chegamos onde estamos, certamente é que não foi por falta de leis.
NO BRASIL: Aqui, analfabeto vota, mas não pode ser candidato Tramita na Câmara proposta prevendo entre outros pontos, a possibilidade de jovens de 16 anos dirigirem. Uma afronta a lei que estipula a maioridade penal aos 18 anos. Assim, teríamos um motorista causando mortes no trânsito e ficando impune por ter só 16 anos de idade.
BESTEIROL: A falta de consciência jurídica e de bom senso marcam as iniciativas de parlamentares na Câmara, principalmente no início das legislaturas. São os ingênuos ou demagogos, que imaginam driblar as regras da Casa para atender aos anseios de seu eleitorado. Essa proposta da habilitação de menores de 18 anos diz bem sobre essas pérolas parlamentares.
ARQUIVO: Frases ditas na sessão de impeachment da presidente Dilma: “Por causa de Campo Grande, a morena mais linda do Brasil, o voto é sim” (Mandetta) – “Canalhas, canalhas, canalhas! (Zeca do PT) – “Eduardo Cunha, você é um gângster” (Glauber Braga) – “Pela paz de Jerusalém, eu voto sim”. (Ronaldo Fonseca)
DERRAPÃO: Na votação já citada no tópico anterior, em que foi aprovado o impeachment da presidente Dilma, o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) – autor da frase “pela paz em Israel, eu voto sim” justificou a iniciativa alegando “falei para chamar a atenção”. E insisto: Qual a relação de Israel com a Dilma?
EQUÍVOCO: Cristãos brasileiros tem Israel como referência com base as visões bíblicas. Ignoram as diferenças geopolíticas da região. Ora! O Judaismo ortodoxo reconhece Cristo apenas como um profeta. Aliás, a comunidade cristã mais antiga do mundo vive na Palestina, e é vítima da perseguição cruel do Estado Judeu.
PREVISÕES: Na batalha para as duas vagas no Senado não há unanimidade quanto aos dois eventuais favoritos. Para uma análise equilibrada devem ser levados em conta vários fatores envolvendo as figuras de Reinaldo, Nelsinho e Contar. Vai pesar também a postura deles durante a campanha pra valer.
VEJAMOS: Reinaldo, tem a seu favor os dividendos municipalistas de suas gestões. Nelsinho, conta com a gratidão dos gestores municipais pelas suas emendas parlamentares liberadas. Contar, espera continuar encarnando o espirito bolsonarista de resistência ao PT direcionando o discurso neste sentido.
ILUSÃO: Candidatos no rádio e na TV a partir de 28 de agosto. Tempo ajuda, mas não decide. Em 2024, Beto Pereira teve o maior tempo (4 minutos e 58 segundos) com MDB, PL, PODE, PSB, PSD, Cidadania, Republicanos, PSDB e Solidariedade. Com 1 minuto e 17 segundos Adriane Lopes (Avante, PP, PRD) venceu.
VALE CITAR: No pleito presidencial de 1989 Ulysses Guimarães teve 22 minutos diários na TV, mais que o dobro do tempo dos principais adversários e de nada adiantou. Humilhado, foi o 7º colocado, atrás de Afif Domingos, Maluf, Brizola, Covas, Lula e Collor. Ronaldo Caiado amargou o 10º lugar.
DOURADOS: Uma espécie de laboratório eleitoral. O prefeito Marçal mantém coerência política nestas eleições, a vice-prefeita Gianni Nogueira desponta como uma peça neste tabuleiro entre direita e esquerda. Interessante a candidatura dela para se avaliar também o cacife do marido – deputado Rodolfo. Esperar pra ver.
A PERGUNTA: Quais ou quantos candidatos a deputado estadual herdarão os 17.025 votos obtidos pelo candidato (ex-deputado) Neno Razuk? Deste total, cerca de 6.846 votos tiveram como sede Dourados. Sem dúvida, um patrimônio valioso agora disperso por dezenas de municípios. Coisas da política.
BATE CABEÇAS: A disputa entre Flavio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro comprova que às vezes o maior adversário de um partido ou grupo político não é o campo oposto, mas sim as conhecidas disputas internas em busca de poder. Sem dúvida que os adversários irão explorar as declarações constantes deste desgastante episódio. Haja sabão!
.PILULAS DIGITAIS:
O mundo não é ruim, só é muito mal frequentado. (Luiz F. Veríssimo)
O tatu não sobe em toco. (Ciro Gomes)
Na vida, a gente não sobe de salto alto. (Dilma Roussef )
O conhecimento é a pequena porção da ignorância que arrumamos e classificamos. (Ambrose Bierce)
Ideia da seleção como alma de brasilidade perdeu sentido. (Marcos A. Gonçalves)
A CBF acaba de provar que no Brasil, a derrota não é um revés: é plano de carreira (Carlos Castelo)
Os jogadores da seleção brasileira já voltaram para casa – na Europa. (internet)
Vocês não merecem estar aí. O Brasil precisa mudar pra não repetir esse fracasso. (craque Neto)
Nunca faça graça de graça. Você é humorista, não político. (Jô Soares)
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