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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2026
Eleição: a festa da cidadania: Por José Expedito da Silva

Eleição: a festa da cidadania: Por José Expedito da Silva

Será necessária muita sabedoria para que a eleição seja, de fato, a festa da cidadania — um momento livre de hostilidades e polarizações ideológicas. Dessa forma, todos os convidados, que são os eleitores e as eleitoras, não sairão decepcionados.

A Igreja Católica não apresenta nem indica candidatos e partidos políticos. Sua verdadeira missão é colaborar com a formação da consciência dos fiéis, oferecendo princípios éticos e morais inspirados no Evangelho e em sua Doutrina Social, amplamente explicitada em documentos, cartas e exortações.

Recentemente, em 18 de junho, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou sua mensagem ao povo brasileiro para as eleições de 2026, reafirmando o compromisso da Igreja com a promoção da dignidade humana e do bem comum. Inspirada na passagem bíblica “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21), a mensagem ressalta que a participação consciente dos cidadãos no processo eleitoral é uma das mais elevadas formas de caridade e serviço à sociedade.

Os bispos afirmam que o pleito representa uma oportunidade privilegiada para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Além de escolher gestores, governantes e representantes, cada brasileiro é chamado a renovar o compromisso com valores fundamentais para a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Também vinculado à CNBB, o Centro Nacional de Fé e Política lançou oficialmente o subsídio “Eleições 2026: democracia, sinodalidade e bem comum”, que propõe uma série de encontros de reflexão e oração destinados à preparação espiritual, ética e social do povo brasileiro para o período eleitoral. Esse itinerário formativo comunitário é baseado na metodologia da “Conversa no Espírito”, herdada do Sínodo dos Bispos promovido pelo saudoso Papa Francisco.

Na prática, uma das maneiras de fazer essa mensagem ecoar nas bases da sociedade é por meio das pastorais e dos movimentos eclesiais. Entre outros organismos da igreja, o Movimento dos Focolares, por exemplo, baseia-se no “carisma da unidade” para promover uma participação política pautada pelo diálogo, pela ética e pela cultura da fraternidade. O Focolares conta, inclusive, com um ramo específico: o Movimento Político pela Unidade (MPPU), que atua ativamente na conscientização e qualificação do debate público, promovendo campanhas de cidadania focadas no voto consciente, no voto ético e na fraternidade universal, tendo o diálogo pós-eleições como um dos pilares para garantir o bem comum.

Termino com as palavras inspiradoras da mensagem dos nossos bispos: “O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social.”

*José Expedito da Silva é assessor de imprensa da Fundação João Paulo II / Canção Nova

Marchar para Jesus é o caminho! Por Wilson Aquino

Marchar para Jesus é o caminho! Por Wilson Aquino

O melhor meio de qualquer pessoa seguir o seu destino na vida com segurança e tranquilidade é, sem dúvida, por intermédio de Jesus Cristo. Ele mesmo o afirmou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Não se trata de uma metáfora bonita ou de um conselho entre tantos. Trata-se de uma promessa eterna. Quanto mais cedo o ser humano compreende essa verdade, mais cedo descobre que viver com Cristo não é carregar um fardo, mas aprender a caminhar leve. Com Ele, aprendemos a não nos desesperar diante das pedras do caminho e a não adoecer por causa das tempestades da vida, porque encontramos Alguém que caminha conosco em cada passo.

Cristo nos convida com ternura: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt. 11:28). E o salmista testifica: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl. 23:1). Essa é a grande diferença entre seguir o mundo e seguir a Cristo: o mundo promete alívio e entrega cansaço; Cristo promete descanso e entrega paz verdadeira. Por isso, quem confia no Senhor de todo o coração e não se apoia no próprio entendimento reconhece que Ele endireita as veredas da nossa vida (Pv. 3:5-6).

Vivemos, porém, numa sociedade em correria desenfreada. Muitos pais e mães, consumidos pelo tempo e pela pressa, acabam negligenciando a formação moral e espiritual dos filhos, porque não encontram mais espaço para sentar, orar juntos em família e conversar serenamente sobre a vida. A pressa rouba o que há de mais sagrado: o tempo de semear valores no coração das novas gerações. É justamente nesse cenário que a mensagem da Marcha para Jesus, realizada esta semana em Campo Grande e em diversas cidades de Mato Grosso do Sul, se torna tão urgente e necessária.

Os adultos carregam hoje um peso que não deveria ser apenas deles. A insegurança diante do amanhã, o medo de não dar conta, a solidão que cresce mesmo em meio à multidão e o esgotamento de quem corre atrás de respostas que não encontra fazem com que muitos adoeçam na alma antes mesmo de adoecer no corpo. O caminho apontado por Jesus aliviaria esse fardo, porque Ele não promete uma vida sem dificuldades, mas oferece descanso a quem está cansado e oprimido, e ensina que o valor de uma pessoa não se mede pelo que ela conquista, mas pelo que ela é. Seguir esse caminho é aprender a confiar, a perdoar a si mesmo e a enxergar propósito até nas dores mais difíceis.

Os jovens, por sua vez, enfrentam uma crise de sentido que nenhuma tela consegue preencher. Crescem pressionados a serem perfeitos, a provarem algo a todo instante, e muitos se perdem na ansiedade, na comparação e na sensação de não pertencerem a lugar nenhum. O caminho de Jesus devolveria a eles o que mais falta: identidade. Ele os chama pelo nome, diz que são amados e que têm um propósito maior do que curtidas e resultados. Ao seguir esse caminho, numa ‘Marcha para Jesus’, o jovem descobre que não precisa se esconder nem competir para ser aceito, porque encontra acolhimento, direção e esperança em algo que não passa quando tudo o mais passa.

E as crianças, as mais frágeis diante dessa crise, crescem em lares onde o tempo, a paciência e o afeto muitas vezes faltam. São expostas cedo demais a medos que não são delas e carregam silenciosamente o reflexo das angústias dos adultos. O caminho de Jesus protege a infância, porque Ele mesmo disse que o Reino pertence aos pequenos, e ensina os adultos a cuidarem delas com amor, verdade e exemplo. Quando uma família segue esse caminho, a criança deixa de ser vítima da pressa do mundo e volta a ser o que sempre deveria ser: uma criança protegida, amada e livre para crescer em paz.

Nesta semana, em todo o Brasil, milhões de pessoas saíram às ruas para proclamar que Jesus é o caminho. Não é um evento qualquer. É um testemunho público de que, em meio ao barulho do mundo, ainda há um povo disposto a declarar que a verdadeira felicidade não está nas conquistas passageiras, mas na presença daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. A Marcha para Jesus é o caminho que todos devemos seguir, não apenas para alcançar a salvação, que é o maior e eterno prêmio, mas também para viver em paz e desfrutar da felicidade genuína que só o caminho de Cristo pode oferecer.

Essa verdade ecoa na voz de autoridades religiosas, como o presidente Dallin H. Oaks, em sua mensagem de encerramento da conferência geral de abril de 2026, quando declarou: “Verdadeiramente, Jesus Cristo é o caminho para a paz neste mundo e para a vida eterna no mundo vindouro”, e acrescentou que “Ele nos conhece e nos ama perfeitamente e nos convida a caminharmos com Ele, permanecermos Nele e seguirmos Seu exemplo de servir aos outros, um por um, com caridade e amor”.

Na mesma linha, o Élder Brian J. Holmes, Setenta Autoridade Geral, testificou: “Testifico que, porque Jesus Cristo escalou a montanha mais íngreme de todas ao carregar o peso da nossa salvação, nunca precisamos enfrentar nossas montanhas sozinhos.” Eis a boa nova que a Marcha para Jesus proclama: não estamos sozinhos. O caminho pode ser íngreme, mas Cristo já o percorreu antes de nós e caminha ao nosso lado. Que possamos, pois, marchar com Ele, todos os dias, e convidar nossas famílias, nossos amigos e até quem não conhecemos a fazer o mesmo, porque marchar para Jesus é, de fato, o caminho para a paz, para a felicidade e para a vida eterna. 

*Jornalista, Professor e Escritor

Autor do Livro “Reflexões e Memória”

wilsonaquino2012@gmail.com

Devocional: Café com Propósito

Devocional: Café com Propósito

TEMA: A CRIAÇÃO ESTÁ ESPERANDO POR UMA REVELAÇÃO – LEITURA BÍBLICA

[Romanos 8:19 | NVT] ¹⁹ Pois toda a criação aguarda com grande expectativa o dia em que os filhos de Deus serão revelados.

REFLEXÃO

O apóstolo Paulo, ao construir a Carta a Igreja de Roma, ele aponta no capitulo 8 para a redenção completa daqueles que pertencem a Cristo. A expressão “filhos de Deus” não fala apenas de uma posição religiosa, mas de pessoas alcançadas por Deus com uma nova identidade e aguardam a consumação da redenção. Como cristãos, talvez descrentes, corremos o sério risco de sermos pastores, apóstolos, profetas e não sermos filhos. Porque hoje, olhamos mais para o crescimento pessoal do que para a paternidade. “Não podemos esquecer que, “quem vê o filho, vê o pai”.

Como filhos, não devemos acomodar e viver nossa vida cotidiana sem presença de deus, pois corremos o sério risco de nosso testemunho se tornar automático. Como filhos somos chamados a edificar pessoas como quem constrói uma casa com segurança. Ao levantarmos as paredes, precisamos estar acompanhados da responsabilidade de proteger os que habitam sobre nosso cuidado. Não basta construir algo belo; é preciso garantir que haja proteção contra quedas. Nossa liderança espiritual deve resguardar os mais frágeis. “Construa com fundamento e proteja com Amor”.

Caros leitores, devemos celebrar os talentos e dons dos irmãos, mas sem esquecer da fragilidade do homem. Precisamos defender os pequenos, proteger os aflitos, e responder o clamor dos esquecidos. A edificação com fundamento exige equilíbrio entre corações puros e mãos limpas. Deus observa tanto o que construímos quanto como construímos. Hoje é seu dia de gerar legados, proteger pessoas e edificar vidas com responsabilidade e temor. “O Criador espera pela revelação dos seus filhos”.

APLICAÇÃO PRÁTICA

Não fomos chamados, para frequentar a igreja, mas para pertencer à família de Deus;

Não fomos chamados, para receber bênçãos, mas para manifestar o caráter do Pai;Não fomos chamados, para esperar o céu, mas para viver hoje como filhos do Rei.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, obrigado porque vieste ao mundo para buscar os perdidos e nos reconciliar com o Pai. Obrigado porque, pela Tua graça, podemos ser chamados filhos de Deus. Ajuda-me a viver de acordo com essa identidade. Que minhas palavras, atitudes e escolhas revelem o caráter do meu Pai. Que eu não viva buscando reconhecimento humano, mas procurando agradar a Ti. Em nome de Jesus. Amém!

Márcio Santos Fuchs – Bacharel em Teologia

 

 

Leia Coluna Amplavisão: Celular e controle remoto ameaçam o horário eleitoral

Leia Coluna Amplavisão: Celular e controle remoto ameaçam o horário eleitoral

‘FAZ PARTE’: Com o início do horário eleitoral todo o Brasil transforma-se num grande palco. Impressionante como a espontaneidade entra em cena sob a orientação dos marqueteiros. As imagens coloridas transportam o telespectador a um universo mágico, utópico e sedutor, tendo como alvo único o seu voto. Portanto, cuide-se!

INFLUÊNCIA: Quando bem cuidado o programa eleitoral até ajuda a criar uma certa identidade emocional e visual para o eleitor.  É também possível que ajude a consolidar o voto do eleitor já com escolha decidida e seja o ponto de guinada, de partida para aquele eleitor ainda indeciso por influência de propostas ou denúncias inéditas.

INTERROGAÇÃO: Será que neste festival de promessas do horário eleitoral teremos uma proposta real, palpável, que finalmente visa cortar impostos? Ao que tudo indica, nos planos de governo de todos postulantes, essa proposta não seria prioridade. É como se vivêssemos no ‘país maravilhoso da Alice’ – sem problemas e desafios.

LEMBRANÇAS: Desde a primeira eleição após a redemocratização, o nível dos programas eleitorais mudou. Melhorou em termos de tecnologia, pois o nível do conteúdo é o mesmo.  Na memória, as imagens e frases de Eneas, Eymael, Tiririca, Maluf, Ulysses, Lula, Brizola e Collor (com a participação da atriz Claudia Raia.)

PERGUNTO: Por quanto tempo o eleitor assistirá a programação eleitoral? A TV ligada e ele curtindo o celular no sofá. O maior tempo necessariamente não garante votos. Às vezes prejudica. Gosto de citar o caso de Ulysses Guimarães: com 22 minutos diários ficou em 7º lugar (4, 74%) no primeiro turno da disputa presidencial em 1989.

DEFINIÇÕES: Para melhor definir a postura e pensamento do eleitor, seria pertinente o uso também dos termos saturado, chateado, enfadado, entediado e enfastiado. Mas eu quero insistir:  o telefone celular e o aparelho do controle remoto da TV – se postam como os grandes adversários contra o horário eleitoral gratuito. Basta um click.

INFORME: De todo o tempo do horário eleitoral (50 minutos), 10% será distribuído igualmente entre as federações e os partidos. Quanto aos outros 90%, distribuídos proporcionalmente ao número de representantes de cada sigla na Câmara Federal. É a regra repetida: as maiores legendas são aquinhoadas com maior espaço.

DETALHES: Nesta sexta-feira (28) começa a propaganda no rádio e TV. Das 6h às 6h25 e das 11h às 11h25 as emissoras de rádio transmitem os dois blocos. Quanto às emissoras de televisão, exibem das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55, totalizando 50 minutos diários para cada veículo, divididos em blocos de 25 minutos.

ANOTE:  São 8 os candidatos ao Governo:  Daniel Lemes (PCO); Delcídio do Amaral (Federação Renovação Solidária); Renato Gomes (DC); Eduardo Riedel ( Fazendo o Futuro Acontecer); Fabio Trad ( Por um MS do Povo); |Jefferson Bezerra (AGIR);  João Henrique Catan (NOVO) e Lucien Rezende (Federação PSOL – Rede).

‘ LAMBUZADOS’: Parece comédia na TV. Lula e Flavio iniciando a campanha num ‘paredão’. O presidente sofrendo o desgaste pelo escândalo envolvendo   o filhote Lulinha. Quanto a Flavio, ainda sem esclarecer as rachadinhas e as atividades financeiras alimentadoras de seu patrimônio. Filhos perto do poder é um perigo!

EXEMPLOS: Vários casos de dinastias protagonizando abusos de poder. A Família Collor (Alagoas), Família Sarney (Maranhão), Clã Alves e Maia no Rio Grande do Norte servem como referência deste tipo de mando. Os instrumentos utilizados não apresentam muitas diferenças devido ao ambiente ‘fértil’ reinante até hoje.

CRÍTICAS: Elas não faltam quanto a conduta dos políticos e mesmo quanto a própria política. Mas nunca é demais lembrar que apesar das falhas, a política organiza a nossa convivência definindo leis e regras. Sem a política, as relações sociais seriam geridas ou guiadas tão somente pela força com sérios riscos de atingirmos o caos. Melhor assim.

REALIDADE: Mesmo em pleno período eleitoral há uma certa ojeriza quanto aos papos sobre política. Isso é ruim, porque nas rodas políticas se debate ideias, ouve-se críticas, sugestões e também se constroem consensos. É preciso que a sociedade e a política reconheçam a importância desta relação parceira em busca do bem comum.

SINAIS: Pelo menos em Campo Grande são poucos os veículos com adesivos de candidatos. As exceções, quase sempre em troca de benefício ou interesses conhecidos.  Realidade bem diferente das eleições no passado, onde os motoristas até faziam questão de ostentar orgulhosamente a propaganda de seus candidatos.  Por que será?

É GUERRA: Nas campanhas eleitorais as guerras de informações são importantes. Às vezes acabam sendo decisivas ao ditar o que seria real aos olhos do eleitor, moldando a percepção pública e até decidindo o pleito antecipadamente. Com a evolução digital, as ferramentas utilizadas para produzir e espalhar ‘versões convenientes’ são inúmeras.

NARRATIVAS: Lembram até aqueles drones utilizados nas guerras atuais. Tem o poder de mirar o alvo com precisão para destruir reputações de adversários sem que tenham tempo de reagir.  Há o risco grave da disputa deixar de lado as propostas, focando mais nas versões de fatos influenciadores nos quais o eleitor inocente acredita.

ALERTA: Imagine vídeos e áudios falsos hiper-realistas criando escândalos na véspera do pleito. Imagine também o uso da inteligência artificial, os vazamentos seletivos com informações reais ou adulteradas estrategicamente expostas. Sem aprofundar no tema, a intenção é mostrar ao leitor parte deste arsenal de guerra disponível. 

NÚMEROS  da Pesquisa Quaest (TV Morena) (soma da espontânea e estimulada) ao Senado: Reinaldo (PL) 22%; Capitão Contar (PL) 15%; Soraya (PSB)11%; Vander Loubet (PT); Roberto Oshiro (NOVO) 3%; Beto do Movimento (PSOL: 3%; Daniel Jr (Agir): 2%; Valter da Comagran (PRD): 1%; Luiz Lemes (DC): 1%; Valderi Garcia (PCO): O%; Branco/nulo/não votar: 12%; Indecisos: 21%. (registros noTSE : MS-00793/2026 e BR-04312/2026.

PÍLULAS DIGITAIS:

Tanto faz roubar com a mão esquerda ou com a mão direita: é ladrão! (Ronaldo Caiad0)

Envelhecer é o que você faz se tiver sorte (Grouxo Marx)

O ponto que interessa: Lula sabia das atividades de Lulinha em Brasília? (Mario Sabino)

Quem não se ocupa, se preocupa (Otto Lara Rezende)

O principal problema de nosso tempo é o de que o futuro não é mais o que costumava ser. ( Paul Valéry)

O homem nunca sabe do que é capaz até ser obrigado a tentar. (Ricardo J. Zuco)

Os pobres não sabem que sua função na vida é exercitar a nossa generosidade. (Sartre)

Não podemos estar atravessando fases durante toda a vida. Deve existir uma meta em alguma parte. (Doris Lessing)

O que eu gostaria de ouvir de cada candidato é quais gastos ele vai cortar ou quais impostos vai aumentar. (Joel P. da Fonseca)

Devocional: Café com Propósito

Devocional: Café com Propósito

TEMA: A SANTIDADE NOS ESTABELECE NA VISÃO – LEITURA BÍBLICA  

[Ezequiel 48:11 | NVT] ¹¹ essa área será separada para os sacerdotes consagrados, os descendentes de Zadoque que me serviram fielmente e que não se desviaram junto com o povo de Israel e com os outros levitas.

REFLEXÃO

A herança dos santificados não será reduzida, nem comprometida. A porção entregue pelo Senhor a cada um de nós, jamais poderá ser tocada. Zadoque era da linhagem do Rei Davi e exerceu com fidelidade em tempos de crise. A santidade nos estabelece debaixo da visão entregue pelo Senhor. Nesse texto Deus destaca os filhos de Zadoque porque eles guardaram a Sua ordenança. Enquanto outros se extraviaram, eles permaneceram fiéis. Sua herança não foi resultado de popularidade, posição ou reconhecimento humano, mas consequência de uma vida de perseverança diante de Deus. “A santidade permanece quando a fidelidade permanece”.

O verdadeiro líder, zela pela sua descendência, não temendo ser substituído, pois entende que sua missão é ser substituível. Só quem prepara sucessor é digno de ser promovido. A vontade de Deus é soberana, não sendo sufocada pela falta de santidade dos seus servos. Mudanças acontecem, ciclos se encerram e posições são ocupadas por outros. Entretanto, nada disso pode remover aquilo que Deus estabeleceu para os que permanecem fiéis. “No momento em que uns estão se removendo, outros Deus está estabelecendo. O Senhor procura por pessoas zelosas”.

Caros leitores, em tempo de uma camada grandiosa de corrupção e imoralidade, Deus procura homens que estão resistindo ao mal e prosseguindo para o alvo estabelecido pelo Senhor, perseverando na luta pela vontade de Deus. A restauração acontecerá; para os santificados sempre haverá uma herança especial. A liderança verdadeira carrega responsabilidade eterna. “Por isso não basta apenas conduzir, é preciso: gerar, formar e preparar”.

APLICAÇÃO PRÁTICA

A fidelidade a Deus; vale mais do que a permanência em uma função;

Quem guarda a ordenança de Deus; encontra uma herança preparada por Ele;

Ainda que pessoas sejam removidas; de suas funções e trabalhos, a visão permanece.

ORAÇÃO

Senhor Deus, ajuda-me a permanecer fiel à Tua vontade, mesmo quando outros se desviam do caminho. Que eu não coloque minha confiança em cargos, posições ou reconhecimento humano, mas permaneça firme no propósito que o Senhor me confiou. Dá-me perseverança para guardar a Tua Palavra e sabedoria para compreender os tempos e as mudanças. Que a minha fidelidade seja maior que as circunstâncias. Em nome de Jesus, amém.

 Márcio Santos Fuchs / Bacharel em Teologia

Interesses da indústria farmacêutica

Interesses da indústria farmacêutica

Você já parou para pensar no que realmente move a indústria farmacêutica? Acreditamos, por instinto, que sua missão maior seja a busca pela cura das doenças que afligem a humanidade. Mas será que é isso mesmo? Ou existiriam interesses financeiros que, silenciosamente, orientam decisões que afetam diretamente a nossa saúde?

Não se trata aqui de acusar ninguém. Trata-se de levantar uma questão que interessa a todos nós, porque envolve algo sagrado: a vida e a saúde das pessoas. E, quando o assunto é saúde, toda pergunta é legítima e merece ser feita com seriedade.

E não estamos sozinhos nessa dúvida. Autoridades científicas respeitadas no mundo inteiro já levantaram exatamente essa mesma questão. O médico dinamarquês Peter C. Gøtzsche, cofundador da Colaboração Cochrane — referência mundial em medicina baseada em evidências — e ex-diretor do Centro Cochrane Nórdico, é uma das vozes mais contundentes nesse debate. Em suas palestras e em livros como Medicamentos Mortais e Crime Organizado, ele critica duramente a indústria e chegou a declarar, em 2022, que ela “age como o crime organizado”, citando práticas como forjar evidências e fraudes — embora reconheça os êxitos do setor no desenvolvimento de medicamentos.

A neuropsicofarmacologista e psiquiatra Gabriella Gobbi, professora da Universidade McGill, no Canadá, foi ainda mais direta: alertou que “o lucro, e não a ciência, decide quais medicamentos chegam aos pacientes”, afirmando que tratamentos promissores não avançam nos ensaios clínicos porque o capital de risco e a busca pelo lucro determinam quais compostos seguem adiante.

Nem mesmo organizações internacionais de saúde ficam imunes a essa crítica. Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) publicaram o artigo “6 coisas que a indústria farmacêutica não quer que você saiba”, denunciando a narrativa que justifica preços cada vez mais altos e apontando que a pesquisa é orientada pela rentabilidade, e não pelas necessidades reais de saúde pública. No Brasil, o pesquisador Olavo Amaral, em entrevista à Rádio Câmara, chamou a atenção para o conflito de interesses quando a pesquisa é financiada pelo setor privado e movida pela propriedade intelectual e pelas patentes.

Há muito se comenta, portanto, que algumas indústrias farmacêuticas teriam em mãos o remédio da cura — mas que, por razões econômicas, prefeririam manter as pessoas em eternos tratamentos, garantindo consumo contínuo. Verdade ou não, a pergunta é incômoda e necessária: seria a cura um bom negócio para quem vive do tratamento?

E aqui entra um ponto que exige de nós a máxima honestidade. A ciência, representada pela Organização Mundial da Saúde, pelo Ministério da Saúde e pela comunidade científica internacional, afirma que as vacinas contra a covid-19 foram seguras, eficazes e salvaram milhões de vidas. Se é assim, por que ainda há tanta dúvida e desconfiança na população? Talvez porque falte transparência e monitoramento de longo prazo. E é exatamente essa lacuna — a ausência de um acompanhamento público, contínuo e independente dos efeitos de qualquer medicamento ao longo dos anos — que precisa ser investigada.

O que dizer, então, das tantas mortes — inclusive de jovens e atletas — registradas desde o período da pandemia? Pessoas que receberam medicamentos e vacinas cujos próprios fabricantes, à época, declaravam não se responsabilizar pelos chamados “efeitos colaterais”. Ficou a pergunta no ar: se não havia certeza sobre a segurança, por que a pressa? E quem não conhece, ainda, alguém que passou por uma “transformação física e emocional” depois de receber a vacina — mesmo sem jamais ter contraído o vírus? São relatos que circulam em famílias, em rodas de amigos, em consultórios. Histórias que merecem atenção, não desprezo.

Se a indústria farmacêutica realmente manipulasse seus serviços em nome do lucro, em detrimento da saúde das pessoas, estaríamos diante de algo criminoso. Mas, como não podemos afirmar — apenas especular, com base no que ouvimos ao longo da vida e no que essas autoridades científicas denunciam —, o caminho mais sensato é outro: que as autoridades, tanto do Executivo quanto do Legislativo, criem mecanismos para investigar, monitorar e punir qualquer forma de manipulação da saúde humana.

Assim como existem Conselhos de Medicina, de Engenharia e de tantas outras profissões, deveria existir um órgão capaz de monitorar e fiscalizar a composição de todos os produtos de uso humano. Para que a saúde das pessoas nunca mais seja tratada como massa de manobra econômica. Para que a vida esteja, sempre, acima de qualquer interesse.

Essa é uma reflexão que nos convoca a todos — cidadãos, autoridades e sociedade — a olhar com mais atenção para aquilo que consumimos e para quem decide o que chega até nós. Porque, no fim das contas, a pergunta que fica é simples e profunda: a quem realmente interessa a nossa saúde?

 

*Jornalista, Professor e Escritor – autor do livro ‘Reflexões e Memória’