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Bela Vista-MS Sábado, 08 de Agosto de 2026
Segurança e Cidadania: O Anuário da Segurança Pública no Contexto Estadual

Segurança e Cidadania: O Anuário da Segurança Pública no Contexto Estadual

Três fatos recentes colocaram a segurança pública de Mato Grosso do Sul no centro das atenções.

O primeiro foi o anúncio do Comando Militar do Oeste (CMO) de que o Exército Brasileiro prepara uma megaoperação na faixa de fronteira entre Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia, com o objetivo de ampliar a capacidade de dissuasão das organizações criminosas e fortalecer o apoio às forças estaduais e federais de segurança.

O segundo foi a invasão do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, que resultou no resgate de três lideranças da facção criminosa PCC, evidenciando a necessidade de investimentos permanentes na segurança do sistema prisional.

O terceiro foi a divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que revela importantes indicadores nacionais e estaduais. O estudo aponta que Mato Grosso do Sul está entre as sete unidades da Federação que registraram crescimento das Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2025, mesmo diante da tendência nacional de redução desse indicador ao longo dos últimos cinco anos.

Outro dado que merece profunda reflexão diz respeito à violência contra a mulher. Mato Grosso do Sul aparece com a quarta maior taxa de feminicídios do país. Em âmbito nacional, foram registradas 1.571 mulheres assassinadas em razão do gênero em 2025, uma média de quatro vítimas por dia. Também cresceram os registros de agressões, ameaças, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas.

Não há uma única causa capaz de explicar esse cenário. Entretanto, é inegável que a persistência de padrões culturais baseados na desigualdade de gênero, discursos que reforçam a subordinação feminina e as fragilidades ainda existentes na rede de proteção contribuem para a manutenção desse grave problema social.

Enquanto o Brasil registrou redução de 8,2% nos homicídios em relação a 2024, a taxa nacional de mortes violentas foi de 19,1 por 100 mil habitantes, contra 20,2 por 100 mil em Mato Grosso do Sul.

O Anuário também traz dados positivos. Os roubos de celulares, um dos crimes que mais geram sensação de insegurança na população, apresentaram expressiva queda no país. Mato Grosso do Sul figura entre os estados com menor incidência desse delito e também apresentou redução significativa nos índices de receptação.

Outro destaque é que o Estado possui a segunda menor taxa de estelionatos do Brasil. Ainda assim, é necessário interpretar esse indicador com cautela, considerando a elevada subnotificação desse tipo de crime e as informações de inteligência que apontam a crescente atuação de organizações criminosas em fraudes eletrônicas e golpes digitais, atividades que, muitas vezes, se mostram mais lucrativas do que o próprio tráfico de drogas.

O estudo evidencia ainda uma redução dos investimentos da União e dos municípios na segurança pública, enquanto os estados ampliaram sua participação no financiamento do setor, assumindo parcela cada vez maior dessa responsabilidade.

Em relação à distribuição territorial da violência, o Anuário demonstra que as dez cidades mais violentas do Brasil estão localizadas na Região Nordeste, sendo metade delas na Bahia. Em sentido oposto, Santa Catarina passou a registrar a menor taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes entre todos os estados brasileiros.

No âmbito estadual, iniciativas como o Programa Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, o Programa Mulher Segura (PROMUSE), desenvolvido pela Polícia Militar, e o relevante trabalho de acolhimento realizado pelo Instituto ACIESP representam importantes instrumentos de fortalecimento da rede de proteção às mulheres. Da mesma forma, a implantação do Centro de Atendimento Integrado para crianças e adolescentes vítimas de violência constituirá um importante avanço na proteção desse público.

Também merece destaque o anúncio do Comando Militar do Oeste de que o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) se encontra em estágio avançado de implantação e que uma grande operação será desencadeada em breve na faixa de fronteira. Trata-se de uma iniciativa estratégica para um estado cuja posição geográfica impõe desafios permanentes ao enfrentamento do crime organizado.

No sistema prisional, torna-se urgente ampliar os investimentos em infraestrutura, tecnologia, inteligência e recursos humanos. O Brasil possui aproximadamente um milhão de pessoas privadas de liberdade e convive com um expressivo déficit de vagas. Episódios como o ocorrido na Gameleira demonstram a necessidade de fortalecer a segurança das unidades prisionais, garantindo melhores condições de trabalho aos policiais penais e assegurando que a lei e a Justiça prevaleçam.

É evidente que medidas isoladas de enfrentamento não são suficientes para solucionar os complexos desafios da segurança pública.

Uma segurança pública de qualidade exige planejamento, gestão eficiente, integração entre instituições, valorização dos profissionais, investimentos contínuos em tecnologia e inteligência, fortalecimento do sistema prisional, participação ativa da sociedade e decisões firmes, coordenadas e permanentes. Em um cenário de criminalidade cada vez mais sofisticada, é indispensável pensar globalmente, mas agir localmente, com políticas públicas baseadas em evidências e compromisso permanente com a proteção da vida.

Devocional: Café com Propósito

Devocional: Café com Propósito

LEITURA BÍBLICA –  TEMA: COM QUEM VOCÊ ESTÁ CAMINHANDO?

[Provérbios 22:24 | NVI] ²⁴ não se associe com quem vive de mau humor, nem ande em companhia de quem facilmente se ira.

REFLEXÃO

Às vezes o que Deus nos ordena parece ser difícil; ser manso com todos. Em dias de pressa, estresse e opiniões fortes, a mansidão parece uma fonte de fraqueza, entretanto ela é uma das virtudes mais poderosa nos corações selados pelo Senhor. A convivência com quem vive nos inflamando nos contamina, molda nosso comportamento, nossas reações, nos instigando a tomar decisões que o Senhor nunca nos ordenou. “Suas conexões revelam seu destino, quem te cerca influencia como você responde ao Céu”.

 Vivemos em um tempo onde a mansidão é confundida com fraqueza, mas, na verdade, ela é uma das maiores expressões de força espiritual. Quem anda com pessoas inflamadas, vive inflamado. Quem anda com pessoas sábias, cresce em sabedoria, a mansidão não dilui a verdade, assim como uma cirurgia necessita de anestesia, a correção também pode ser aplicada com Amor para o crescimento, com palavras que confrontam para edificar; que exorta, mas que dá direção ao Propósito. “Quem anda com sábios cresce; quem anda com tolos tropeça.”.

Querido (a) leitor, a palavra de Deus nos alerta com clareza: nossas conexões influenciam diretamente nosso comportamento e decisões. Andar com pessoas dominadas pela ira, pela mentira ou por atitudes contrárias a Deus pode nos levar, pouco a pouco, para caminhos perigosos. Livre-se daqueles que te inflamam, te empurram para a guerra e te incentivam nas decisões erradas. Cercar-se de pessoas mansas, firmes e tementes é a sabedoria que protege, direciona e honra ao Senhor. “Deus nos chama a viver cercados de pessoas que edificam, corrigem em amor e nos aproximam do propósito.”

 APLICAÇÃO PRÁTICA

 Examine suas companhias; elas te aproximam ou te afastam de Deus?

Afaste-se de ambientes: de ira, fofoca e decisões impulsivas;

Lembre-se: seja também alguém que influencia e direciona para o bem.

 ORAÇÃO

 Senhor, te agradeço pela Tua Palavra que me alerta e me direciona. Hoje eu coloco diante de ti todas as minhas relações. Dá-me discernimento para identificar influências que não vêm de ti e coragem para me afastar de tudo aquilo que pode me desviar do Teu caminho. Coloca ao meu lado pessoas sábias, que me ajudem a crescer, amadurecer e permanecer firme. E, Senhor, faz de mim, alguém que promove paz, verdade e justiça.  Guarda meu coração e meus caminhos, para que eu ande sempre alinhado com a Tua vontade. Em nome de Jesus, amém. 

Seminarista Teologia: Márcio Santos Fuchs

Alcides Bernal: a solidão do poder: Por Bosco Martins

Alcides Bernal: a solidão do poder: Por Bosco Martins

A morte de Alcides Bernal encerra uma das trajetórias mais controversas da política de Campo Grande. Primeiro e único prefeito cassado da Capital, ele também foi eleito legitimamente em 2012, com cerca de 62% dos votos, rompendo mais de duas décadas de hegemonia política. A vitória de um outsider expressou o desejo de mudança de uma parcela significativa do eleitorado.

Bernal, no entanto, venceu nas urnas, mas não conseguiu transformar o apoio popular em governabilidade. Sua personalidade forte, a dificuldade de dialogar e a resistência em construir alianças ampliaram o isolamento político. Em uma cidade onde a elite jamais assimilou plenamente sua ascensão, administrar exigia negociação permanente. Essa habilidade lhe faltou.

Seu governo foi marcado por crises sucessivas. A cassação do mandato, seguida do retorno por decisões judiciais, manteve a administração sob tensão constante e aprofundou a instabilidade institucional. Em 2015, a Operação Coffee Break, conduzida pelo GAECO em conjunto com o MPMS, revelou a existência de um conluio político-empresarial, com promessas de vantagens indevidas e cargos para viabilizar a cassação do prefeito em março de 2014.

Nos últimos anos, Bernal voltou ao noticiário em razão da acusação de envolvimento na morte do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, ocorrida durante uma disputa pela posse de um imóvel que pertencera ao ex-prefeito e havia sido arrematado em leilão judicial.

A história de Bernal deixa uma lição conhecida da política: conquistar o poder é apenas o primeiro passo. Governar exige diálogo, escuta e disposição para construir consensos. Quando isso não acontece, o isolamento político acaba se tornando também isolamento pessoal.

Sua trajetória permanecerá marcada pelas rupturas que promoveu, pelos confrontos que enfrentou e pelos erros que cometeu. A principal reflexão talvez seja esta: o voto leva ao poder, mas somente a conciliação sustenta uma liderança.

Devocional Café com Propósito

Devocional Café com Propósito

TEMA: CHAMADOS PARA RESISTIR E AVANÇAR

 [1 Samuel 16:7 | NVI] ⁷ O Senhor, disse a Samuel: Não considere a sua aparência nem a sua altura. O Senhor não vê como o homem vê: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.

REFLEXÃO

 Às vezes tentamos impressionar pessoas, conquistar reconhecimento e parecer fortes. Mas Deus está olhando além disso. Ele vê suas lutas silenciosas, sua fidelidade no secreto e suas intenções mais profundas. Até em nossas fraquezas, o Senhor revela as nossas forças. Muitos das vezes não é apenas parecer fortes, mas permanecer sensível e rendido a voz de Deus. Quem carrega a presença, carrega a autoridade no Senhor. “Resistir é parte do processo. Avançar é o nosso Propósito”.

 Na nossa jornada espiritual, nem sempre o que queremos é o que podemos, e nem sempre o que podemos é que devemos. Saul queria matar Davi, mas não pode. Davi pôde matar Saul, mas não quis. Isso nos ensina uma chave de mudança: “O poder só é legitimo quando guiado por um coração obediente”. Ter autoridade sem humildade nos aproxima da queda. Ter poder sem domínio próprio nos afasta do Propósito. Todavia para que o Senhor cumpra o seu Proposito em nós, é necessário descermos ao íntimo, ao ventre, ao lugar aonde ele nos confronta, corrige, molda e transforma. “O evangelho transforma primeiro quem o carrega”.

 

Querido (a) leitor, no Ministério de Jesus, claramente notamos que o foco principal não foi os métodos humanos, porém uma total dependência do Espírito. Precisamos nos lembrar que para ter acesso ao Reino dos Céus não basta apenas participar de fórmulas e estratégias que exaltam o homem. Seguir Jesus não é estar em doutrina fria, mas levar uma vida de entrega continua. “Cristo não muda o Propósito. Ele espera os corações se voltarem ao Propósito original”.

APLICAÇÃO PRÁTICA

 Cuide do seu interior, mais do que da sua imagem;

Seja verdadeiro com Deus, mesmo quando ninguém está vendo;

Não se compare com os outros, Deus olha para você de forma única.

  ORAÇÃO

 

 Senhor Deus e Pai, obrigado pela Tua palavra. Mas hoje eu te peço coragem para viver o processo. Não quero apenas ouvir, quero ser transformado. Senhor, confronta o que precisa ser confrontado, corrige o que precisa ser alinhado, e molda meu caráter segundo a Tua vontade. Dá-me um coração obediente, sensível à Tua voz, e disposto a viver a verdade, mesmo quando for difícil. Que minha vida seja reflexo do Teu Evangelho, e que Cristo seja revelado em mim todos os dias. Em nome de Jesus, Amém. 

Seminarista Teologia: Márcio Santos Fuchs

Segurança e Cidadania: A Sociedade e as Políticas Públicas de Segurança

Segurança e Cidadania: A Sociedade e as Políticas Públicas de Segurança

A Constituição Federal de 1988 consolidou a participação da sociedade na formulação e no acompanhamento das políticas públicas, especialmente por meio dos conselhos. Esses espaços de participação cidadã, com efetivo caráter deliberativo, representam importante instrumento de fortalecimento da democracia, pois permitem que moradores de uma determinada comunidade debatam problemas, apresentem propostas, construam consensos e contribuam para soluções compatíveis com a realidade local.

Essa aproximação entre sociedade e Estado torna-se ainda mais relevante diante da crescente complexidade das relações sociais, que dificulta uma participação mais ampla da população nas decisões que impactam diretamente sua qualidade de vida. Ao mesmo tempo, os conselhos possuem a capacidade de sensibilizar as autoridades constituídas, tornando as políticas públicas mais legítimas, eficientes e alinhadas às necessidades da comunidade.

No Brasil, a sensação de insegurança tornou-se um sentimento recorrente. As grades dos condomínios e os sistemas de proteção transmitem uma aparente segurança, mas, paradoxalmente, também reforçam o isolamento social e a percepção de medo. A baixa confiança interpessoal presente em nossa sociedade precisa ser superada. O medo traz inúmeros prejuízos à convivência, enfraquece os vínculos comunitários e reduz a ocupação dos espaços públicos. Em contrapartida, a interação entre as pessoas fortalece a coesão social, estimula objetivos comuns e amplia o sentimento de pertencimento, solidariedade e cidadania.

Nesse contexto, foram criados os Conselhos Comunitários de Segurança (CCS), com a finalidade de aproximar o poder público da comunidade e fortalecer a prevenção da violência. Formados por moradores de bairros, regiões ou municípios, os conselhos reúnem cidadãos, lideranças comunitárias e representantes das instituições de segurança para discutir, analisar, planejar e acompanhar soluções para os problemas locais, além de promover campanhas educativas e fortalecer a cooperação entre os diversos segmentos da sociedade.

Em Mato Grosso do Sul, essa iniciativa teve origem no Programa ISECOM (Integração Segurança e Comunidade). Um exemplo marcante ocorreu em 1996, no município fronteiriço de Bela Vista, onde, por meio da parceria entre a Polícia Militar, a Prefeitura e a comunidade, foi restaurado o histórico prédio da corporação, construído no início do século passado, demonstrando a força da mobilização social quando direcionada ao interesse coletivo.

Os Conselhos Comunitários de Segurança têm como membros natos os comandantes locais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, além do delegado de Polícia Civil. Esses colegiados contribuem para a definição de estratégias preventivas, auxiliam na identificação das prioridades da atuação policial e permitem a construção de diagnósticos mais precisos sobre a realidade de cada localidade. Muitas informações relevantes para a prevenção e repressão da criminalidade chegam ao conhecimento das instituições justamente por meio da participação da comunidade.

Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 80 Conselhos Comunitários de Segurança, distribuídos em 20 unidades em Campo Grande, 42 nos municípios do interior — como Aquidauana, Corumbá, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante e Sidrolândia — e 18 Conselhos instalados em aldeias indígenas, demonstrando a capilaridade e a importância desse modelo de participação social.

Entretanto, ainda existem desafios a serem superados, como a baixa cultura associativa, a descrença na capacidade de resolução dos problemas, o reduzido comprometimento coletivo e a dificuldade de manter o engajamento diante das frustrações inerentes ao processo participativo.

Das discussões realizadas nos conselhos podem surgir importantes prioridades para as políticas públicas, como o fortalecimento do policiamento orientado por evidências, com atuação concentrada nos hot spots (pontos quentes de criminalidade), o fortalecimento da pequena unidade territorial de policiamento, investimentos em mobilidade ativa, ampliação do policiamento escolar, educação para o trânsito, fiscalização mais efetiva dos egressos do sistema prisional e outras medidas preventivas adequadas às características de cada comunidade.

Apesar das incertezas e da instabilidade próprias do mundo contemporâneo, o enfrentamento da violência possui forte dimensão local. A segurança pública não depende apenas da atuação das forças policiais, mas também do compromisso da sociedade em participar da construção das soluções. Fortalecer os Conselhos Comunitários de Segurança significa fortalecer a cidadania, ampliar a confiança entre instituições e população e construir comunidades mais seguras, participativas e resilientes.

Devocional Café com Propósito

Devocional Café com Propósito

[João 1:15 | NVI] ¹⁵ João dá testemunho dele e exclama: Este é aquele (JESUS) de quem eu falei: “Aquele que vem depois de mim é superior a mim, porque já existia antes de mim”.

REFLEXÃO

 Em tempos

de tanto barulho religioso, é urgente voltarmos ao evangelho puro e simples, que não se apoia em estratégias de marketing, nem se curva pressões por números e resultados. João testifica: “Este é aquele de quem eu disse”. Essa declaração revela uma verdade poderosa: o Evangelho não gira em torno do homem, mas de CristoO evangelho não precisa de fermento humano para crescer, ele carrega por si só, o poder de transformar vidas. Quando anunciamos a fidelidade de Cristo com fidelidade, o Reino se manifesta de forma genuína. “O Reino do Senhor não necessita de performances espirituais, mas de entrega verdadeira”.

O próprio Cristo não veio para impressionar multidões, mas para buscar e salvar o que se estão perdidos. O poder do Evangelho está na sua essência: ele confronta, transforma e restaura. Antes de consolar ela nos chama a deixar aquilo que é conveniente, para abraçar aquilo que é eterno. A Palavra confronta, e é nesse confronto amoroso que Deus nos cura da amargura, da vaidade e da ganancia. “O Evangelho puro não precisa de artifícios, apenas de corações rendidos.”.

Querido leitor(a), se quisermos ver a transformação real, necessitamos voltar a essência: amar a verdade, servir com inteireza e proclamar o evangelho que restaura. O mundo não precisa de mais evento, contudo, carece urgentemente de ministros que toquem os corações com a vida de Cristo, pulsando em cada palavra e atitude. “Seja curado para curar; seja Salvo para salvar; seja Chamado para chamar; seja Ungido para ungir, seja abençoado para abençoar”.

APLICAÇÃO PRÁTICA

 Volte à essência: priorize a Palavra e a presença de Deus acima de métodos;

Examine seu coração: você está buscando agradar a Deus ou impressionar pessoas?

Pratique a rendição diária: entregue seu caminho, planos e emoções ao Senhor;

 ORAÇÃO

 Senhor meu Deus, Eu reconheço que muitas vezes tento viver um Evangelho baseado em aparências e esforços humanos. Hoje eu volto à essência. Rendo meu coração completamente a Ti. Tira de mim todo orgulho, vaidade e necessidade de aprovação.

Ensina-me a viver um Evangelho puro, simples e verdadeiro. Que minha vida não seja marcada por artifícios, mas pela Tua presença. Transforma-me de dentro para fora e usa-me para levar restauração a outros. Em nome de Jesus, amém. 

 Seminarista Teologia: Márcio Santos Fuchs