maio 30, 2026 | Colunistas
Bosco Martins é jornalista e escritor
Poucas pessoas têm o privilégio de conviver com uma lenda ainda em atividade. Eu tive essa honra ao trabalhar ao lado de Pio Lopez na redação da TV Morena.
Quando cheguei à emissora, nos anos 80, Pio já era um nome consagrado do telejornalismo sul-mato-grossense. Era daqueles profissionais raros que conquistam respeito não pelo cargo que ocupam, mas pelo talento, pela competência e, principalmente, pela grandeza humana. Mesmo reconhecido por todos, jamais permitiu que o sucesso lhe roubasse a humildade.
Lembro dele nos tempos do Globo Esporte local, fosse como repórter ou apresentador, sempre imprimindo sua marca pessoal, seu texto elegante e sua paixão pelo jornalismo. Era uma época em que éramos pauteiros de nós mesmos, saíamos às ruas movidos pela curiosidade, pela vontade de informar e pelo amor à profissão. Um jornalismo muito diferente dos tempos atuais, dominados muitas vezes pelas fake news, pela superficialidade e pelo espetáculo. Pio sempre representou o oposto disso: credibilidade, coerência e verdade.
Ao longo da vida, Deus lhe concedeu dois anjos de luz para compartilhar sua caminhada: sua querida filha Pietra e sua amada esposa Márcia, companheiras de todas as horas, presentes nos momentos mais importantes de sua trajetória.
Quero registrar minha profunda admiração por esse profissional exemplar, mas também pelo homem de caráter, fé, resiliência e dignidade. Recordo com carinho sua passagem pela apresentação do Globo Esporte. Sempre respeitado pelos colegas, pela direção e pelo público, deu ao programa sua leveza, seu estilo próprio e sua capacidade de aproximar o esporte das pessoas. Mais do que consolidar um formato, ajudou a construir a identidade do jornalismo esportivo em Mato Grosso do Sul.
Pio sempre entendeu algo fundamental: não importa o tamanho do veículo em que se trabalha. O que realmente importa é o compromisso com a informação, a responsabilidade com os fatos e o respeito ao público. A credibilidade é o maior patrimônio de um jornalista, e ele sempre soube cuidar dela como poucos.
Repórter multitarefa, daqueles que aprendem e fazem de tudo, dominou cada etapa do processo jornalístico. Apurou, escreveu, editou, produziu, apresentou, operou equipamentos e colaborou com colegas sempre que necessário. Nunca foi de reclamar. Era, e continua sendo, daqueles profissionais que colocam a mão na massa e fazem acontecer.
Sua versatilidade, dedicação e espírito de equipe o transformaram em referência para várias gerações de jornalistas. Pio Lopez não construiu apenas uma carreira brilhante; construiu um legado.
Meu caro amigo, foi uma alegria enorme revê-lo. Você continua sendo inspiração para mim e para tantos jovens que sonham viver do jornalismo. Que Deus siga iluminando seus caminhos, protegendo sua família e renovando sua força. Que seu sol jamais deixe de brilhar.
Um repórter do seu tempo, um profissional inesquecível e, acima de tudo, um extraordinário exemplo de vida.
maio 29, 2026 | Colunistas
NARRATIVAS: São duas. Enquanto as propostas são realistas, com referências palpáveis, os discursos são peças demagógicas, com promessas vazias e objetivo de manipular e iludir o eleitorado. Comparando com o cenário político de antigamente, mudou só a instrumentalização, mas os objetivos são exatamente os mesmos.
PROPOSTAS: Nas propostas sérias de governo não há coelhos na cartola. Paira a coragem de se admitir dificuldades na sua execução e nos prazos pretendidos. Também não há omissões e manobras fantasiosas com relação aos custos e origem dos recursos a ser investidos neste ou naquele projeto de governo.
DISCURSOS: Tem a marca da demagogia e sedução, com uso de técnicas modernas de comunicação. Ainda se cultiva o remédio de se criar bodes expiatórios para culpa-los pelos fracassos. Ainda vendem a esperança, explorando a raiva e medo do eleitor. Também apresentam soluções fáceis para problemas difíceis e a custas baixos. Quase sempre omitem a origem dos recursos que se presume caídos dos céus.
SONHAR: Faz parte de qualquer situação e na política não é diferente. Tenho ouvido as narrativas individuais de deputados quanto as eleições. O otimismo tem sido a característica comum a todas as previsões, resultante do trabalho, conquistas de novos segmentos sociais, força do partido e concretização das suas propostas de campanha.
PLENARIO: Dos 24 deputados estaduais, apenas 4 não concorrerão a reeleição: João Catan (pré-candidato ao Governo), Mara Caseiro (pré-candidata a deputada federal), Roberto Hashioka (candidato a deputado federal) e João Mattogrosso (assumiu no lugar de Neno Razuk, e está impedido de concorrer por não ter se licenciado a tempo do cargo de diretor do Detran.
O CUSTO: Omito as fontes por questão de ética. Mas não é difícil avaliar quanto se gasta na campanha com reais chances de se eleger deputado estadual. Vai depender do seu currículo, relações com lideranças e entidades que agregam figuras de prestígio na comunidade. O carisma pessoal ajuda, mas não é decisivo. O gasto varia de um a quatro milhões de reais.
FAZ DE CONTA: Para ao menos tentar (disse tentar) manter o equilíbrio entre os concorrentes à deputado estadual o TSE definiu o valor de R$ 1.270.629,01 como limite de gastos da campanha. Teoricamente, as despesas viriam apenas de dinheiro público (Fundo Eleitoral) ou doações autorizadas, fiscalizadas pela justiça eleitoral.
UTOPIA? Sim, sem dúvida. Por uma série de fatores é impossível acreditar que uma lei irá exterminar os usos e costumes da classe política em todos os níveis. Sempre se encontrará ‘aquele jeitinho’. Apenas para ilustrar: pela lei, o limite de gastos para cada candidato a deputado federal em nosso estado é de R$ 3.176,572,53.
COMPLICADO: Os entraves burocráticos atormentam os candidatos em termos de legalizar o dinheiro gasto. Alguns, após eleitos e empossados, chegam a perder o mandato por violar as regras. “Não adianta a campanha ir de vento em popa se a contabilidade dos gastos ignorar a lei” – avisa o deputado Junior Mochi, veterano na área.
DOAÇÕES: Elas precisam seguir os formatos oficiais. A começar pelas vaquinhas virtuais em plataformas da internet legalizadas pelo TSE; ainda por PIX ou transferência para conta exclusiva aberta pelo candidato. O CPF deve aparecer de forma clara, sob pena do dinheiro ir para o Tesouro Nacional. “A esperteza come a mão do esperto”.
ALERTAS: A Justiça Eleitoral endureceu as regras após 2015: permissionárias de serviço público, entidades estrangeiras e pessoas jurídicas foram proibidas de doar. Ainda – mecanismos foram criados para aperfeiçoar as regras e tentar diminuir a influência do dinheiro. Mas não se pode menosprezar a ‘criatividade’ da classe política nestas horas.
MARCHA LENTA: A Justiça Eleitoral não acompanhou as necessidades. A lentidão é tal que o candidato assume, exerce parte do mandato sem que se tenha julgado processo que ele responde. Exemplo do ex-governador Claudio Castro (RJ) e do caso envolvendo os candidatos Loester Trutis e Raquelle Trutis no pleito de 2022 no MS que resultou na posse de João Mattogrosso.
REGISTRO: “Pensou-se em Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, mais pelo cargo que ocupa do que pelos resultados de sua gestão. Inexperiente como político, apenas uma marionete de Bolsonaro, Tarcísio vacilo. Faltou-lhe coragem. Inês está morta. Resta-lhe torcer em silêncio para que, em 2030, o cavalo encilhado bate de novo à sua porta”. (Ricardo Noblat)
RINGUE? A sugestão de pesquisa para definir o 2º nome do candidato ao Senado no PL está dando o que falar. Quais os critérios desta consulta, qual o instituto comandaria essa amostra? Qual o universo ela abrangeria. Contar e Pollon devem estar ressabiados diante deste mar de dúvidas e ciladas. Reinaldo pensando apenas em si?
GOLPE? No saguão da Assembleia Legislativa jornalistas dissecam esse assunto e admitem sentir cheiro de golpe. Também observam que os métodos de Valdemar Costa Neto gerir seus interesses políticos são ‘conhecidos’. E mais: o que os eleitores bolsonaristas acham deste novo episódio? Serão consultados? Quando e como?
CONFUSO: O quadro nacional do PL deixa a desejar e favorece seus opositores. As lideranças do partido estão divididas e a cada dia novas rachaduras afloram. O partido, refém das posturas inconfiáveis de Valdemar, dos irmãos Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro, não oferece um ambiente promissor aos militantes e eleitores. Sei não.
‘ENNROLADOS’: A junção da política equivocada do Governo com a velha cultura do brasileiro em contrair dívidas sem o devido planejamento, só podia mesmo dar nisso. São mais de 549 mil débitos, (inclusive de energia e água), que serão quitados graças a maõzinha do Governo. Pela tradição eleitoreira, em breve virá nova ação paternalista. Brasileiro – eterno devedor.
CORAÇÃO DOÍDO: Não adianta tentar ou fingir; eles estão cada vez mais próximos de nós em Campo Grande. São homens, mulheres, jovens e idosos que perambulam pelas ruas, vasculhando lixeiras e pedindo comida. Drogados? Pouco importa, mas as autoridades não podem se omitir ou ignorá-los. Nossas igrejas também tem culpa no cartório. Só rezar não resolve. Onde está a dignidade humana? No lixo – penso eu.
PILULAS DOURADAS:
Eu não sou rico. Eu sou um pobre homem com dinheiro, o que não é a mesma coisa. (Gabriel Garcia Marques)
Opinião é uma ideia aposentada. (Millôr Fernandes)
Quem pensa opõe resistência. (Theodor Adorno)
A felicidade consiste em continuar desejando o que se possui. (Santo Agostinho)
A saudade não deseja ir para a frente. Ela deseja voltar. (Rubem Alves)
A felicidade não é um destino, mas uma maneira de viajar. ( no para-choque)
A ação política é cruel, baseia-se numa competição animal, é preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo. (Otto Lara Resende)
A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda. (Barão de Itararé)
A diferença entre existir e viver é de dez salários mínimos. (Millôr)
Se me virem dançando com a mulher mais feia é porque a campanha já começou. (Juscelino Kubitschek)
Os EUA inventaram na guerra contra o Irã. Agora nossa seleção quer adotar o “ataque defensivo” na Copa.
maio 25, 2026 | Colunistas
Em meio aos obstáculos, aflições e espinhos da vida — comuns a absolutamente todos os seres humanos — qual é a melhor maneira de agir? Revoltar-se, desesperar-se, perder a esperança, adoecer emocionalmente ou buscar serenidade, equilíbrio e sabedoria para enfrentar os problemas da melhor forma possível?
Embora a segunda opção seja a mais sensata e desejável, muitos não conseguem manter essa postura diante das lutas diárias. Há pessoas que carregam silenciosamente dores profundas na alma. Famílias inteiras vivendo em meio ao medo, à angústia, às crises financeiras, enfermidades, vícios, desentendimentos, separações, depressão e até pensamentos destrutivos. E o mais triste é que muitos tentam enfrentar tudo isso sozinhos.
Mas há uma verdade que precisa ser compreendida: ninguém foi criado para caminhar sozinho. O fortalecimento espiritual é uma das maiores necessidades do ser humano. E não existe fortalecimento espiritual verdadeiro sem a aproximação sincera a Deus, Nosso Pai Celestial, e a Jesus Cristo, Nosso Salvador.
É justamente nos momentos mais difíceis que o ser humano mais necessita da presença do Senhor dentro do lar e dentro do coração. Não para viver uma vida sem problemas — porque desafios fazem parte do crescimento e aprendizado de todos nós — mas para receber força, consolo, direção, proteção e esperança para atravessar cada dificuldade com mais segurança e equilíbrio.
Quando Deus e Jesus Cristo passam a ocupar um lugar verdadeiro dentro da família, muitas coisas começam a mudar. O ambiente do lar muda. O comportamento muda. As palavras mudam. A forma de enfrentar os problemas muda. O coração se torna menos agressivo, menos ansioso e mais confiante.
A oração sincera em família, a leitura das escrituras, a gratidão diária e a busca pela obediência aos mandamentos do Senhor produzem uma força silenciosa, porém extraordinária, dentro do ser humano. Uma força capaz de sustentar pessoas até mesmo nas maiores provações.
O próprio Jesus Cristo declarou: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” Ele jamais prometeu ausência de dificuldades. Mas prometeu companhia, auxílio e paz em meio às tribulações.
Muitas pessoas passam anos buscando felicidade apenas em bens materiais, posição social, prazeres passageiros ou reconhecimento humano. Porém, mais cedo ou mais tarde, acabam percebendo que nada disso consegue preencher verdadeiramente o vazio da alma humana. A paz verdadeira nasce da espiritualidade.
Nasce da certeza de que existe um Deus que conhece nossas dores, nossas lágrimas, nossas preocupações e nossas limitações. Um Deus que se importa conosco individualmente. Um Pai Celestial amoroso que deseja ajudar Seus filhos.
E todos aqueles que compreendem isso deveriam desenvolver diariamente um coração grato. O simples fato de acordar mais um dia já é uma dádiva Divina. O alimento sobre a mesa, a proteção da família, o trabalho, os amigos, a saúde, o aprendizado adquirido até mesmo nas lutas e dificuldades — tudo merece reconhecimento e gratidão.
Até mesmo a ciência moderna já identificou benefícios importantes da fé e da espiritualidade na vida das pessoas. Diversos estudos apontam que indivíduos espiritualizados tendem a enfrentar melhor o estresse, as perdas, as enfermidades e os desafios emocionais da vida, desenvolvendo mais esperança, equilíbrio e resiliência. E isso se torna ainda mais importante nos dias atuais.
Vivemos em um mundo marcado por guerras e rumores de guerras, violência crescente, individualismo, corrupção, desrespeito à família, ansiedade, depressão e uma assustadora perda de valores morais e espirituais. Nunca houve tanta necessidade de se aproximar do Senhor.
Talvez este seja exatamente o momento de muitas pessoas refletirem sobre a própria vida e decidirem abrir novamente as portas do coração para Deus e Jesus Cristo.
Talvez seja o momento de voltar a orar. De reunir a família. De pedir perdão. De abandonar vícios, ressentimentos e comportamentos destrutivos. De buscar mais humildade, mais amor, mais fé e mais esperança. Porque quando o ser humano se aproxima sinceramente do Senhor, ele jamais continua o mesmo.
Os problemas podem até continuar existindo. As tempestades da vida continuarão chegando. Mas a caminhada se torna muito menos pesada quando Deus está ao nosso lado. E nenhum lar é mais forte, mais seguro e mais abençoado do que aquele onde Jesus Cristo é verdadeiramente bem-vindo.
*Jornalista, Professor e Escritor
wilsonaquino2012@gmail.com
maio 25, 2026 | Colunistas
‘TUDO OU NADA’: Nas disputas eleitorais é tênue a linha separando a coragem extremada e o erro fatal. Posto isso, presume-se que o deputado João Catan tenha total consciência dos riscos que se propõe ousadamente assumir neste cenário. É pertinente concluir que – se derrotado – possa sair fortalecido para a sucessão da capital em 2028.
VISIONÁRIO? Alguns acham que ele se encaixaria neste perfil; outros destacam apenas sua capacidade de vislumbrar tendências de mudanças no quadro eleitoral por fatores e fatos diversos. Catan se coloca como protagonista de eventuais mudanças no presente quadro e também como possível credor antecipado para 2028.
VEJAMOS: Quem mais? Rose Modesto, Marcos Trad e Nelsinho Trad seriam à primeira vista os personagens com maior densidade eleitoral em Campo Grande. É exatamente neste raciocínio de projeções que se encaixaria Catan, dependendo também de seu desempenho nas urnas da capital em 2026. Fora disso não há hoje outras opções.
CONEXÃO: Seria ingenuidade ignorar o elo entre as eleições estaduais e o pleito municipal de 2028, com foco principalmente no oceânico colégio eleitoral da capital. Essa tese está amparada pelos números das últimas eleições onde ficou estampada a vitalidade do eleitorado de Campo Grande com seus próprios conceitos de escolha.
SEGUNDO TURNO: Dane-se a coerência e as falas do primeiro turno, Trata-se de nova eleição marcada por alianças espúrias de última hora responsáveis por reviravoltas. O fator rejeição pode ser mais importante que a preferência, com o eleitor votando simplesmente para impedir a vitória de quem ele rejeita. Assim funciona a cabeça dele.
AZARÕES: A recomendação é para não esquecer deles – que surpreendem com força principalmente na reta final, mesmo com fraco desempenho em pesquisas e opiniões na mídia. Em 2022, além de Zema em Minas, outros azarões venceram o favoritismo consolidado. Casos de Collor contra Lula em 1989 e Jânio em 1985 contra FHC.
JOGADAS: A guerra pelas vagas ao Senado não perde a intensidade. A mente do pessoal é fértil. Ouço hipóteses impublicáveis sobre o que poderia ocorrer ao longo das curvas da campanha. Como se diz: boa coisa não seria. Se Vander corre por fora em espaço exclusivo, há ruídos esquisitos na disputa entre Reinaldo, Contar e Nelsinho.
INSISTINDO: Há previsões de que estaríamos apenas no início com chances de ‘tempestades’ neste Outono e Inverno. O episódio do Banco Master pode influenciar ou apenas apimentar as narrativas na mídia? Mas quem garante que novos escândalos não surgirão até as eleições? ‘Matéria prima’ temos em abundância.
‘BATOM NA CUECA’: A pergunta (ou o conjunto de perguntas) que não quer calar: se o contrato firmado com a advogada e mulher do ministro Alexandre de Moraes foi a compra de proteção para o Banco Master, se o pagamento ao senador Ciro Nogueira foi por serviços prestados por ele ao banco; para que serviu, ou serviria, o dinheiro dado por Daniel Vorcaro a Flavio Bolsonaro para financiar o filme em homenagem ao seu pai”? (Ricardo Noblat)
OLARTE: Papo reflexivo com o ex-prefeito da capital. Após 2 anos preso usufrui dos benefícios da ‘Condicional’ e comanda seu restaurante popular perto do Parque de Exposições. Divorciado, aos poucos reconstrói sua vida, na certeza de ter aprendido a lição, mas sempre alegando que teria sido vítima das forças do ‘sistema’. Será?
CONCLUSÃO: “…Na alegria, todo mundo é gente boa. Na paz, todo mundo é zen. Na tranquilidade financeira, até o cunhado parece simpático. Mas basta a vida apertar o parafuso que o ser humano mostra o que tem dentro e, ‘spoiler’: nem sempre é coisa boa. A verdade é que a dificuldade é o ‘personal trainer’ da alma. (João R. Giacomini)
ANTONIO VAZ: Em 2024 ficou na suplência com13.958 votos; em 2018 se elegeu: 16.224 votos; em 2022 se reelegeu com 19.395 votos. Diante da escalada vitoriosa, ele acredita em novo sucesso, com o partido Republicanos robustecido com a chegada de Beto Pereira, Barbosinha, Pedrossian Neto, Renato Câmara e Hashioka entre outros.
APAZIGUADOR: O deputado Caravina vai se revelando um político moderado, articulado. Nos embates frequentes entre colegas da direita e esquerda, ele tem se colocado bem na missão de amainar os ânimos, com expressões e intervenções inteligentes. Ele se justifica creditando os méritos à filosofia moderada do PSDB.
LAMENTÁVEL: Os acadêmicos do Curso de Direito da UEMS de Bataguassu saíram decepcionados com o nível dos embates que assistiram na sessão da Assembleia Legislativa na última quinta-feira. Conversando com eles ao final constatei a surpresa negativa pelo que assistiram e ouviram. Vindos de tão longe, mereciam algo melhor.
NO BURACO? Esse escândalo que explodiu na operação ‘Buraco Sem Fim’ na capital dando margem a várias especulações sobre as consequências políticas e os personagens que poderão sofrer desgastes. É muita grana nesta jogada que nos remete ao episódio das malas com dinheiro no apartamento do ex-deputado Gedell. O Brasil é um só.
CARONA AMIGA: A presença do governador em cidades do interior movimenta as comunidades e aglutina suas lideranças. De olho nos dividendos eleitorais, os deputados e candidatos em geral conseguem tirar proveito expondo suas imagens e mantendo contatos proveitosos. Neste último giro de Ridel pelo Cone Sul não foi diferente. É a cara da política.
ATENÇÃO: Até 4 de junho, dirigentes sindicais e de conselhos profissionais terão que deixar os seus cargos para serem candidatos. Já para os servidores públicos o prazo previsto é de 3 meses antes do pleito com e direito a remuneração. O calendário da Justiça Eleitoral marca para 1º de agosto o início da propaganda. Nosso calvário.
PILULAS DIGITAIS:
Vorcaro é a mãe do ano.
Flavio Bolsonaro, Vorcaro e o filme mais caro do Brasil.
Paciência não é conformismo.
Polarização: Odd e Limpol fecham coligação para para encarar Ypê nas eleições (The Piaui Herald)
Ciro desistiu de disputar a presidência. Pena! Seria o único doido varrido inteligente na disputa.
Toda indignação moral tem só 2% de moral, 48% de indignação e 50% de inveja. (Vitório de Sica)
Estamos sempre nos preparando para viver, mas nunca vivemos. (Ralp Emerson)
Quando a dor é muito grande, o sofrimento é dolorido. (Rubem Fonseca)
Nesta altura da vida achei que estaria ajudando os mais pobres e não me juntando a eles.
O verdadeiro conflito de interesses é a confissão de que a conversa definitiva ficou para mais tarde.
Quando a desculpa é gaguejada, é porque a explicação está errada. (Stalisnaw Ponte Preta)
O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser realista esperançoso. (Ariano Suassuna)
maio 23, 2026 | Colunistas
Em entrevista, Lula disse a Trump que trava com ele uma “guerra na narrativa”. O termo define a disputa pela interpretação da realidade: grupos moldam a opinião pública não pela verdade objetiva, mas por storytelling que elege heróis e vilões.
No episódio do Banco Master (Daniel Vorcaro), Lula inverteu a narrativa bolsonarista: associou a busca por recursos privados para um filme sobre Bolsonaro à antiga crítica da direita à Lei Rouanet. Flávio Bolsonaro contra-atacou, deslocando o debate para supostas relações entre Vorcaro, Lula e Alexandre de Moraes.
Davi Alcolumbre rejeitou a CPMI do Banco Master para controlar o tempo político e evitar arena permanente de polarização.
O caso mostra que a política contemporânea depende menos dos fatos e mais da produção de imagens simbólicas. A disputa é sobre qual contradição ficará na memória pública. A guerra de narrativas envenena a sociedade, dividindo-a entre “nós” e “eles”. Resta saber quem é quem no final dessa história.
maio 15, 2026 | Colunistas
‘TUDO OU NADA’: Nas disputas eleitorais, é tênue a linha separando a coragem extremada e o erro fatal. Posto isso, presume-se que o deputado João Catan tenha total consciência dos riscos que se propõe ousadamente assumir neste cenário. É pertinente concluir que, se derrotado, possa sair fortalecido para a sucessão da Capital em 2028.
VISIONÁRIO? Alguns acham que ele se encaixaria neste perfil; outros destacam apenas sua capacidade de vislumbrar tendências de mudanças no quadro eleitoral por fatores e fatos diversos. Catan se coloca como protagonista de eventuais mudanças no presente quadro e também como possível credor antecipado para 2028.
VEJAMOS: Quem mais? Rose Modesto, Marcos Trad e Nelsinho Trad seriam, à primeira vista, os personagens com maior densidade eleitoral em Campo Grande. É exatamente neste raciocínio de projeções que se encaixaria Catan, dependendo também de seu desempenho nas urnas da Capital em 2026. Fora disso, não há hoje outras opções.
CONEXÃO: Seria ingenuidade ignorar o elo entre as eleições estaduais e o pleito municipal de 2028, com foco principalmente no oceânico colégio eleitoral da Capital. Essa tese está amparada pelos números das últimas eleições, onde ficou estampada a vitalidade do eleitorado de Campo Grande com seus próprios conceitos de escolha.
SEGUNDO TURNO: Dane-se a coerência e as falas do primeiro turno. Trata-se de nova eleição marcada por alianças espúrias de última hora, responsáveis por reviravoltas. O fator rejeição pode ser mais importante que a preferência, com o eleitor votando simplesmente para impedir a vitória de quem ele rejeita. Assim funciona a cabeça dele.
AZARÕES: A recomendação é para não esquecer deles, que surpreendem com força principalmente na reta final, mesmo com fraco desempenho em pesquisas e opiniões na mídia. Em 2022, além de Zema, em Minas, outros azarões venceram o favoritismo consolidado. Casos de Collor contra Lula, em 1989, e Jânio, em 1985, contra FHC.
JOGADAS: A guerra pelas vagas ao Senado não perde a intensidade. A mente do pessoal é fértil. Ouço hipóteses impublicáveis sobre o que poderia ocorrer ao longo das curvas da campanha. Como se diz: boa coisa não seria. Se Vander corre por fora em espaço exclusivo, há ruídos esquisitos na disputa entre Reinaldo, Contar e Nelsinho.
INSISTINDO: Há previsões de que estaríamos apenas no início, com chances de ‘tempestades’ neste outono e inverno. O episódio do Banco Master pode influenciar ou apenas apimentar as narrativas na mídia? Mas quem garante que novos escândalos não surgirão até as eleições? ‘Matéria-prima’ temos em abundância.
‘BATOM NA CUECA’: A pergunta, ou o conjunto de perguntas, que não quer calar: se o contrato firmado com a advogada e mulher do ministro Alexandre de Moraes foi a compra de proteção para o Banco Master; se o pagamento ao senador Ciro Nogueira foi por serviços prestados por ele ao banco; para que serviu, ou serviria, o dinheiro dado por Daniel Vorcaro a Flávio Bolsonaro para financiar o filme em homenagem ao seu pai? (Ricardo Noblat)
OLARTE: Papo reflexivo com o ex-prefeito da Capital. Após 2 anos preso, usufrui dos benefícios da ‘condicional’ e comanda seu restaurante popular perto do Parque de Exposições. Divorciado, aos poucos reconstrói sua vida, na certeza de ter aprendido a lição, mas sempre alegando que teria sido vítima das forças do ‘sistema’. Será?
CONCLUSÃO: “…Na alegria, todo mundo é gente boa. Na paz, todo mundo é zen. Na tranquilidade financeira, até o cunhado parece simpático. Mas basta a vida apertar o parafuso que o ser humano mostra o que tem dentro e, ‘spoiler’: nem sempre é coisa boa. A verdade é que a dificuldade é o ‘personal trainer’ da alma.” (João R. Giacomini)
ANTONIO VAZ: Em 2024, ficou na suplência com 13.958 votos; em 2018, se elegeu com 16.224 votos; em 2022, se reelegeu com 19.395 votos. Diante da escalada vitoriosa, ele acredita em novo sucesso, com o partido Republicanos robustecido com a chegada de Beto Pereira, Barbosinha, Pedrossian Neto, Renato Câmara e Hashioka, entre outros.
APAZIGUADOR: O deputado Caravina vai se revelando um político moderado, articulado. Nos embates frequentes entre colegas da direita e esquerda, ele tem se colocado bem na missão de amainar os ânimos, com expressões e intervenções inteligentes. Ele se justifica creditando os méritos à filosofia moderada do PSDB.
LAMENTÁVEL: Os acadêmicos do Curso de Direito da UEMS de Bataguassu saíram decepcionados com o nível dos embates que assistiram na sessão da Assembleia Legislativa na última quinta-feira. Conversando com eles ao final, constatei a surpresa negativa pelo que assistiram e ouviram. Vindos de tão longe, mereciam algo melhor.
NO BURACO? Esse escândalo que explodiu na operação ‘Buraco Sem Fim’ na Capital dá margem a várias especulações sobre as consequências políticas e os personagens que poderão sofrer desgastes. É muita grana nesta jogada, que nos remete ao episódio das malas com dinheiro no apartamento do ex-deputado Gedell. O Brasil é um só.
CARONA AMIGA: A presença do governador em cidades do interior movimenta as comunidades e aglutina suas lideranças. De olho nos dividendos eleitorais, os deputados e candidatos em geral conseguem tirar proveito, expondo suas imagens e mantendo contatos proveitosos. Neste último giro de Riedel pelo Cone Sul, não foi diferente. É a cara da política.
ATENÇÃO: Até 4 de junho, dirigentes sindicais e de conselhos profissionais terão que deixar os seus cargos para serem candidatos. Já para os servidores públicos, o prazo previsto é de 3 meses antes do pleito, com direito a remuneração. O calendário da Justiça Eleitoral marca para 1º de agosto o início da propaganda. Nosso calvário.
Pílulas digitais:
Vorcaro é a mãe do ano.
Flávio Bolsonaro, Vorcaro e o filme mais caro do Brasil.
Paciência não é conformismo.
Polarização: Odd e Limpol fecham coligação para encarar Ypê nas eleições. (The Piauí Herald)
Ciro desistiu de disputar a Presidência. Pena! Seria o único doido varrido inteligente na disputa.
Toda indignação moral tem só 2% de moral, 48% de indignação e 50% de inveja. (Vittorio De Sica)
Estamos sempre nos preparando para viver, mas nunca vivemos. (Ralph Emerson)
Quando a dor é muito grande, o sofrimento é dolorido. (Rubem Fonseca)
Nesta altura da vida, achei que estaria ajudando os mais pobres e não me juntando a eles.
O verdadeiro conflito de interesses é a confissão de que a conversa definitiva ficou para mais tarde.
Quando a desculpa é gaguejada, é porque a explicação está errada. (Stanislaw Ponte Preta)
O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser realista esperançoso. (Ariano Suassuna)