jan 19, 2026 | Colunistas
Qual é, afinal, o verdadeiro sentido do segundo grande mandamento deixado por Deus: amar o próximo como a si mesmo? Como se traduz esse amor no dia a dia? Como devemos agir, de forma concreta, para obedecer a esse ensinamento que parece simples nas palavras, mas profundo e exigente na prática?
Para que não restassem dúvidas, o Senhor enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para viver entre nós e nos ensinar pelo exemplo. E o que vemos em Sua trajetória? Diante dos erros, das fraquezas e dos pecados humanos, Ele não apontava o dedo, não condenava, não humilhava. Pelo contrário, aproximava-se, conversava, acolhia e incentivava as pessoas a seguirem um caminho melhor. Cristo enxergava além da queda; via o potencial de redenção, crescimento e mudança em cada ser humano.
Amar o próximo, portanto, vai muito além de gestos pontuais ou de ajuda material. É estender a mão também nas dificuldades morais, emocionais, profissionais e, sobretudo, espirituais. É ajudar o outro a reencontrar forças quando o ânimo se esgota, a descobrir propósito quando o sentido da caminhada parece perdido. Afinal, a jornada da vida — sem exceção — é marcada por obstáculos, dores, dúvidas e recomeços. É nesse sentido que o apóstolo Paulo nos ensina: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gálatas 6:2).
O Plano de Deus pode ser comparado a uma grande corrida, uma longa maratona. Nela, cada pessoa é chamada a seguir em frente, mesmo quando os fardos se tornam pesados demais para carregar sozinho. O objetivo dessa corrida não é chegar primeiro, nem ultrapassar os demais, mas completar o percurso com disciplina, honestidade, ética, moral e humildade. E, acima de tudo, sem ignorar aqueles que caminham ao nosso lado: os que enfraquecem e precisam de uma palavra de ânimo; os que tropeçam e necessitam de uma mão estendida; os que ficam para trás, sedentos, e aguardam apenas um gole de água — algo simples, mas que pode salvar toda uma trajetória. A própria Escritura nos orienta a esse cuidado mútuo quando diz: “Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).
A história registra inúmeros casos em que o incentivo de alguém foi decisivo para mudar um destino. Um dos exemplos mais emblemáticos é o de Helen Keller. Cega e surda desde a infância, Helen vivia isolada do mundo e sem perspectivas de aprendizado. A mudança ocorreu com a chegada de sua professora, Anne Sullivan, que acreditou em seu potencial quando quase todos já haviam desistido. Com incentivo constante, paciência e persistência, Helen Keller aprendeu a se comunicar, tornou-se escritora, palestrante e ativista reconhecida mundialmente. Sua trajetória comprova que, muitas vezes, não é a limitação que define o futuro de uma pessoa, mas a presença de alguém disposto a caminhar ao seu lado, incentivando-a a seguir em frente.
Lamentavelmente, vivemos tempos acelerados demais. As ruas congestionadas, os veículos em alta velocidade e a pressa constante são reflexos claros de uma sociedade que corre sem olhar para os lados. Muitos seguem apressados, alheios aos caídos pelo caminho. Outros, ainda pior, pisoteiam seus semelhantes para obter vantagens, seja por meio da desonestidade, da imoralidade ou da exploração do mais fraco.
Essa falta de incentivo e de empatia não se limita às ruas ou ao ambiente profissional. Ela tem se infiltrado, de forma preocupante, até mesmo dentro dos lares. Falta incentivo mútuo para que sonhos e metas, especialmente aquelas traçadas no início de um novo ano, sejam alcançadas ao longo da caminhada. Não basta cobrar resultados, exigir desempenho ou criticar a lentidão do outro. Amor verdadeiro não se expressa em cobranças frias, mas na capacidade de reconhecer limites, compreender fragilidades e, com paciência e determinação, ajudar o outro a avançar.
Outro exemplo significativo vem justamente do ambiente familiar. Thomas Edison, um dos maiores inventores da história, foi considerado na infância um aluno com dificuldades de aprendizagem. Em vez de aceitar esse rótulo, sua mãe decidiu incentivá-lo, acreditando em sua curiosidade e capacidade intelectual. Esse apoio foi determinante para que Edison persistisse, mesmo diante de inúmeras tentativas frustradas ao longo da vida. O próprio inventor reconheceu, em diferentes ocasiões, que não teria alcançado seus feitos sem o incentivo recebido em casa. O caso reforça a importância do encorajamento familiar como base para o desenvolvimento humano e profissional.
Todo ser humano, por mais forte que pareça, carrega pontos frágeis. Reconhecer isso não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria. É justamente nesses pontos sensíveis que o apoio do próximo se torna essencial. Muitas vezes, uma palavra certa no momento oportuno, um gesto de compreensão ou um simples “estou aqui com você” pode ser o diferencial entre desistir ou continuar. Por isso, a orientação bíblica permanece atual e necessária: “Exortai-vos e edificai-vos uns aos outros” (1 Tessalonicenses 5:11).
Essas fragilidades que todos carregamos não são um erro do Criador, mas uma concessão sábia do Senhor. Elas existem para nos lembrar de que ninguém se basta sozinho, de que precisamos uns dos outros e de que a busca pela perfeição é um processo coletivo, sustentado pelo amor, pela compaixão e pelo incentivo mútuo.
Incentivar uns aos outros é, portanto, viver o Evangelho de forma prática. É transformar fé em ação, palavras em atitudes e crenças em escolhas diárias. É compreender que ajudar o próximo a levantar-se não nos atrasa na caminhada — ao contrário, nos aproxima ainda mais do propósito divino para nossa vida.
*Jornalista, Professor e Escritor
wilsonaquino2012@gmail.com
jan 16, 2026 | Colunistas
RACHA? Deputado federal por 6 mandatos, Valdemar da Costa Neto é figura política expoente, mas controversa na presidência do Pl. Decisões suas já motivam críticas na sigla e em partidos no entorno do bolsonarismo. É o caso da escolha anunciada dos 2 nomes preferidos da direita (Reinaldo e Contar) para concorrer ao Senado.
ANTECIPADA: O anúncio de Valdemar diz bem qual será o mote desta campanha que visa obter a maioria no Senado para depois ancorar outros embates. Reinaldo, tem toda uma trajetória e vínculos fortes com o municipalismo. Já Nelsinho, aproveita bem as armas do mandato e caminha com luz própria, mas sem radicalizar em nível nacional.
APOSTAS: A saúde de Bolsonaro, a escolha do candidato para enfrentar Lula e as batalhas no Congresso, podem influenciar o eleitor local? Além da saúde, segurança e economia, quais outros temas poderiam fermentar o embate a ponto de reverter a tendência do voto? A corrupção institucionalizada, por exemplo, seria o caso?
REVIRAVOLTA? Outra hipótese, defendida pelo deputado Vander já sacode os bastidores. Nela, o senador Nelsinho (PSD), antevendo sua exclusão da chapa (Reinaldo e Contar) do Parque dos Poderes, integraria uma frente ampla com o PT – sendo candidato a reeleição ao lado do próprio Vander. Uma hipótese interessante.
DETALHES: Alianças desta natureza devem ocorrer em outras eleições regionais. Lideranças do centro, por razões e interesses diversos, caminham para entendimento com o Planalto. Portanto, juridicamente não haveria impedimentos nesta composição entre o PSD e o PT. Mas na política tudo pode acontecer, inclusive nada.
ALÉM DO MAIS… estarão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado, foco maior deste pleito. A oposição quer vencer esse jogo para aprovar certas matérias e o impeachment de ministros do STF, abrindo caminho para reverter decisões daquela corte. Quanto a ministra Simone, Vander Loubet aposta na candidatura dela ao Senado em São Paulo.
UTOPIA? Na política vale tudo para não perder. Circula na mídia aquela que seria uma ousadia aguda. Trata-se de outro plano do deputado Vander: ter a senadora Soraya Thronice como candidata a reeleição ao lado do senador Nelsinho para atrair eleitores do centro e direita. Mas, o que o eleitor pensa de tudo isso?
NOTARAM? Tanto a direita como a esquerda acabaram perdendo o foco nestas eleições com a prisão de Bolsonaro e a falta de um sucessor que encarne a postura do ex-presidente. Com exceção de um fato altamente relevante, capaz de colocar novos aditivos no debate, a campanha caminha para ser diferente do pleito anterior.
O CAMINHO: Pragmático, atento, e com a expressão sorridente. Assim foi o Antônio Braga, vereador, deputado e secretário que conhecemos. Mas um dia sentiu que seu tempo estava se esvaindo; fez uma profunda reflexão existencial, resistiu aos convites políticos e saiu de cena recolhendo-se ao aconchego familiar. E partiu…
PREPARADA? Já se antevê o uso de ‘deepfakes’ nestas eleições onde a inteligência artificial deve centralizar as atenções. Aliás, a evolução dela é assustadora no dia a dia do universo digital. Mas a Justiça Eleitoral estaria mesmo preparada para evitar e combater os abusos? A burocracia de prazos e carimbos pode ser o maior entrave.
TEM JEITO? Todos (eu disse todos) os governadores do Brasil ganham mais do que o Primeiro Ministro da rica Espanha. Mas a farra não é exclusiva do Executivo. Nossos deputados federais (R$45 mil e gordos penduricalhos) custam muito mais que seus colegas dos Estados Unidos, Portugal, Argentina e Reino Unido.
PESQUISAS: Desde o último dia 1º só podem ser divulgadas as registradas na Justiça Eleitoral, sob pena de pesadas multas (de R$50 mil a R$100 mil). Há uma série de formalidades a serem cumpridas. Antes, as manipulações às vezes até atendiam interesses de políticos e grupos. Enfim, agora as pesquisas serão mais seletivas.
‘BELEZA’: Pelo IBGE, aqui no Mato Grosso do Sul, mais de 15% dos nossos jovens (entre 15 a 29 anos) não estudam e nem trabalham. Aliás, já somos o 8º lugar neste gênero no país. Daí pergunta-se: qual o futuro deles? Irão constituir família? Sobreviverão como na velhice? Quem irá trocar suas fraldas?
O PODER: John Gray, filósofo inglês, defende: “A crença no progresso é uma ilusão. O conhecimento não liberta o homem, apenas aumenta o seu poder, e esse poder pode ser usado tanto para os mais benignos objetivos, quanto aos mais desastrosos. Quando o conceito de progresso é aplicado à ética e a à política, ele é uma ilusão perigosa. “
NA INTERNET: Desabafo de um político veterano: “Não vou mais compactuar com os atos ilícitos de meu partido: corrupção, canalhices, chantagens e manipulação de verbas. Definitivamente pra mim basta. Tô fora! Amanhã mesmo vou colocar meu mandato a venda. A origem do dinheiro não interessa. Quem der mais, leva”.
‘INCOERÊNCIA’: Lula gosta de tentar se meter como mediador em conflitos. Foi assim em Gaza, Ucrânia e agora na Venezuela. ‘Curiosamente’, como fiador do regime do país vizinho, ele não ousa tocar na questão dos cidadãos (mais de mil) presos políticos a mando de seu amigo Maduro. Ambos parecidos, falam muito.
DE LEVE: Os políticos deviam aproveitar o período de recesso para uma reflexão comportamental. Esquecem – o poder é efêmero! Vaidosos, não aceitam críticas e só esperam elogios da mídia. Deveriam lançar um olhar para alguns ex-poderosos de conduta parecida e que hoje são apenas anônimos de uma constelação sem brilho.
FACISMO: O emprego deste termo exige critérios. Mas a esquerda, por exemplo, banalizou seu uso passando a tratar a oposição de fascista. Ora! O fascismo, sob a forma de nacionalismo, prega o controle total do Estado sobre a vida social, econômica e política do cidadão. Foi assim na Itália, Espanha, Portugal e Alemanha.
PILULAS DIGITAIS:
“O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente”. ( Millôr)
“A felicidade bate na porta. Mas ela não gira a maçaneta. Faça isso”. (Clarice Lispector)
“O caminho se faz caminhando. !Antonio Machado – poeta espanhol.
“Nada muda com o novo salário mínimo. Nem o ronco da barriga” (internet)
“A única garantia do mundo online é que nunca faltará solidão pra ninguém.” (Mattus)
“Às vezes ouço passar o vento – e só de ouvir, vale a pena ter nascido.” (Fernando Pessoa)
“Tenho o privilégio de não saber quase tudo. E isso explica o resto. ” (Manoel de Barros)
“A gente não quer só comida. Quer também que o garçom pare de errar na conta.” (Fraga)
“O que enriquece o homem não é a experiência. É a observação. ” ( facebook)
“Uma boa cidade não é aquela em que até os pobres andam de carro, mas aquela em que até os ricos usam o transporte público. ” (Enrique Landolfo – prefeito de Bogotá)
jan 12, 2026 | Colunistas
Muitos jovens e adultos vivem hoje uma espécie de imobilidade silenciosa. Estão empregados, inseridos socialmente, mas estagnados. Não avançam profissionalmente, não buscam novos conhecimentos, não arriscam mudanças que poderiam melhorar sua condição financeira e emocional. O motivo, quase sempre, não é falta de talento ou oportunidade — é medo.
Medo de fracassar. Medo de errar. Medo de tentar e não corresponder às expectativas. Medo de se expor. Medo de sair do lugar conhecido. Outros, diante de qualquer possibilidade de crescimento, passam a criar obstáculos mentais e justificativas que os mantêm exatamente onde estão. O ponto central dessa discussão é que muitos desses medos não são naturais do indivíduo. Foram aprendidos.
Estudos científicos demonstram que o ser humano nasce com poucos medos instintivos, ligados à autopreservação. Em experimentos amplamente divulgados, bebês foram colocados em ambientes controlados ao lado de animais como cobras não peçonhentas e não agressivas. As crianças interagiram com curiosidade e tranquilidade, sem qualquer sinal de temor. Em outro cenário, quando expostas a uma simulação de desnível profundo do piso da sala, reagiram com recuo, bloqueio e choro.
A conclusão dos especialistas é clara: existem alarmes naturais, como o medo de cair, de se queimar, de sofrer dor intensa. Esses medos protegem a vida. Porém, uma grande quantidade de temores que carregamos na juventude e na vida adulta não nasce conosco. É ensinada, repetida e reforçada ao longo da infância. E aqui surge uma pergunta essencial para reflexão pessoal e coletiva: quanto dos seus medos realmente são seus?
Pais, responsáveis e educadores exercem papel decisivo nesse processo. Muitas vezes, sem perceber, incutem medo nas crianças por meio de frases aparentemente inofensivas: “não mexe aí”, “isso não é pra você”, “vai se machucar”, “vai dar errado”, “não dá conta”. Outras vezes, usam ameaças simbólicas, punições emocionais, humilhações públicas ou comparações constantes. A criança aprende cedo uma regra perigosa: tentar é arriscado demais.
Com o passar dos anos, esse aprendizado se transforma em medo de errar, medo de decepcionar, medo de não ser suficiente, medo de parecer ridículo. Ninguém nasce com isso. São crenças construídas. O cérebro, ao associar tentativa com dor emocional, cria um comando automático: evite.
O adulto passa então a se definir como cauteloso, realista, prudente. Mas, muitas vezes, isso não é maturidade. É um medo antigo disfarçado de sensatez. O resultado é conhecido: decisões adiadas, sonhos engavetados, talentos reprimidos. Já não se trata de fugir de perigos reais, mas de fugir da possibilidade de crescimento.
Em contraste, algumas culturas adotam um caminho diferente. Em muitas famílias muçulmanas, por exemplo, as crianças são educadas desde cedo para enfrentar desafios, desenvolver disciplina, responsabilidade, coragem e resiliência emocional. Aprendem que obstáculos fazem parte da vida e que superá-los é condição para amadurecimento e vitória pessoal. Não se trata de dureza, mas de preparação consciente para a realidade.
A boa notícia é que todo medo aprendido pode ser desaprendido. Isso não ocorre por meio de discursos motivacionais vazios, mas por consciência, pequenas exposições e experiências reais. Um passo de cada vez. Um teste honesto daquilo que sempre foi evitado.
Sob uma perspectiva espiritual, a Bíblia é clara ao afirmar que o medo paralisante não procede de Deus. O apóstolo Paulo ensina: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, de amor e de moderação.” (2 Timóteo 1:7) O medo excessivo enfraquece, limita e afasta o indivíduo de seu potencial. Já a confiança, alicerçada na fé, fortalece e impulsiona. O salmista declarou: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?” (Salmos 27:1)
Líderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também têm abordado esse tema com clareza. O presidente Dallin H. Oaks afirmou que “a fé em Jesus Cristo nos liberta do medo que nos impede de fazer o bem, de crescer e de nos tornar aquilo que Deus espera de nós”. Segundo ele, quando o medo governa, o potencial divino do ser humano fica sufocado.
Russell M. Nelson ensinou que “a fé verdadeira sempre conduz à ação” e que o medo é um dos maiores obstáculos ao progresso espiritual e pessoal. Para ele, confiar em Deus significa agir, mesmo quando o caminho parece incerto.
Talvez, portanto, o que paralisa muitas pessoas hoje não seja instinto. Talvez seja apenas uma crença antiga, nunca testada, nunca confrontada. E, em muitos casos, o problema não está no mundo lá fora — está no medo que alguém colocou dentro de nós.
Fica aqui um convite sincero à reflexão: que possamos revisar nossos próprios medos e, principalmente, cuidar das palavras, atitudes e exemplos que oferecemos às crianças e jovens sob nossa responsabilidade. Educar não é proteger do mundo a qualquer custo, mas preparar para enfrentá-lo com fé, coragem e confiança em Deus.
*Jornalista, Professor e Escritor
wilsonaquino2012@gmail.com
jan 9, 2026 | Colunistas
NOTARAM? Ainda não se fala de suplentes dos candidatos ao Senado em 2026. A escolha, por critério político ou posição social. Exemplo: o ex-prefeito Pedro Ubirajara – de Aquidauana, assumiu o Senado por 3 meses em 2001 graças a nomeação do titular Ramez para o Ministério da Integração Nacional. Mas a maioria dos suplentes passa desapercebida.
OUTROS CASOS: Em 2006 o suplente Valter Pereira assumiu com a morte de Ramez e o empresário Antônio João ficou 6 meses no cargo graças a licença de Delcídio (em campanha ao Governo do Estado). Outra figura sortuda, Pedro Chaves, acabou titular no Senado pela cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral em maio de 2016.
MEMÓRIA: Eleita senadora em 2006, Marisa Serrana cedeu a vaga ao empresário suplente Antônio Russo (Nova Andradina) ao ser indicada Conselheira do Tribunal de Contas em 2011. Mas doente, Russo não concluiu o mandato e em seu lugar assumiu o 2º suplente, Ruben Figueiró – conselheiro recém aposentado do TCEMS.
CONCLUSÕES: Verdade que suplente de senador não tem remuneração financeira, mas proporciona status. Os exemplos citados comprovam que há chances reais de se adentrar ao ‘paraíso do poder’ em Brasília. Aliás, pouco se fala dos suplentes atuais dos três senadores. Anônimos, mas sonhando com a hipótese de assumir. Sabe como é..
TRÊS LAGOAS: Avaliações mostram a liderança política do ex-prefeito Guerreiro, o fiador principal da eleição do atual prefeito dr. Cassiano. Pré-candidato a deputado estadual, Guerreiro estaria sendo vítima do chamado ‘fogo amigo’ por parte do atual alcaide – incentivador de candidatura concorrente para tentar inviabilizar sua eleição.
TENTATIVA: A cada eleição damos bilhete azul aos políticos viciados no poder, que por um motivo e outro já tinham esgotado (se é que tinham) seu potencial. Por outro lado, elegemos postulantes de capacidade e perfil duvidosos. Apesar da varredura, acabamos reincidentes na avaliação de alguns candidatos. Quem sabe, um dia a faxina será completa. Quem sabe…
BOA PERGUNTA:“O que aconteceu com a nossa vergonha? A vergonha é produto de uma sociedade que prioriza a alma sobre o corpo. É um mecanismo de defesa contra o vulgar, baixo, pecaminoso. A perda da vergonha hoje surge de uma mudança profunda nos valores. Nosso mundo materialista passa por cima da alma e busca apenas conforto e prazeres máximos”. (John Horvat II)
REFLEXÃO: “…A idade não é uma sentença, é uma ferramenta, é até um convite. Nunca é tarde para mudar de sonho. A idade não limita, a idade amplia. Se existe algum privilégio em envelhecer, é o de finalmente escolher a própria história. Com calma.Com coragem. Com desejo. A idade que nos inventa também devolve o que adiamos, o que fingimos não querer…”
‘CONTINUANDO’: “…Afinal, a vida não fecha a porta para ninguém. É a gente que precisa aprender a girar a maçaneta. Ou, nos tempos de agora, há portas que abrem com senha, digital reconhecimento de face e mil outras maneiras. Atualizar o próprio sistema é seguir adiante, com coragem, desejo e a beleza de quem acredita que há sempre um próximo capítulo…” (Walcyr Carrasco)
‘OS MALAS 2025’: Pela sua prepotência, o ministro Alexandre de Moraes, foi alçado ao topo da lista dos ‘malas de 2025’ pelo jornalista Mario Sergio Conti (Globo News). Seguem-no os notáveis Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Dias Toffoli, Eduardo e Michelle Bolsonaro, Sóstenes Cavalcanti, Fabio Jr., Ivete Sangalo, Neymar e Galvão Bueno.
JUSTIFICATIVA: Para o jornalista, “no apagar das luzes de 2025, Moraes atropelou o páreo e abiscoitou a taça de mala do ano. Aliás, não é uma mala, e sim um contêiner de prepotência e arrogância. Como se acha acima da gentalha maledicente, não se digna a esclarecer se sua mulher assinou um contrato de R$ 129 milhões com o Bando Master.”
CURTAS E BOAS: Trocar de partido é como trocar de mulher, a pessoa só troca os defeitos. O bom político costuma ser mau parente porque não nomeia a parentalha. Se não puder derrotar, fica-se sócio. Não se faz política com o fígado. Sorrir é preciso. Quem disse que no Brasil teve avanços nos últimos anos? E os avanços no patrimônio público não conta?
AH…O PODER! Ele seduz e desgasta seus protagonistas. O estresse pelas situações administrativas complexas; a perda da privacidade e do convívio familiar; o excesso de exposição pública é preço quase sempre caro a pagar. Fica o recado aos navegantes: As perdas podem ser maiores que os sonhados ganhos.
ESTRATÉGIA: Na África, todas as manhãs a zebra acorda sabendo que terá que correr mais que o leão para sobreviver. Na outra ponta o leão acorda consciente de que para continuar vivendo terá que correr mais que a zebra. Conclusão: não faz diferença se você é zebra ou leão. Quando o sol nascer você terá que continuar correndo.
SEMPRE ATUAL: “Êta espinheira danada/que o pobre atravessa pra sobreviver/Vive com a carga nas costas/E as dores que sente, não pode dizer/Sonha com as belas promessas/De gente importante que tem ao redor/Quando entrar o fulano/Sair o ciclano será bem melhor/Mas entra ano e sai ano/E o tal de fulano ainda é pior/Esse é o meu cotidiano/Mas eu não me engano, pois Deus é maior…( )”. (A Espinheira-1980)
SINAIS: Para Roberto Romano é arrogância o desejo de superioridade dos políticos em serem julgados no foro especial e não pelo juiz de primeira instância. Outro filósofo, Mario Cortella, diz: “a soberba é a capacidade de imaginar que nada existe superior a própria pessoa”. Ambos enxergam a soberba como pecado da política através da arrogância.
É DOIDO: “Não adianta remar contra a maré. O sucesso não está em ser brilhante, mas em ser um holofote defeituoso, piscando forte e confundindo todo mundo. Quem se esforça para ser sensato só ganha ansiedade. Porém, aquele que ostenta ignorância com orgulho, vira referência ‘coach’ e até candidato…( – )” (Carlos Castelo)
DO LEITOR: “Com as pretensões políticas reveladas por alguns ex-protagonistas querendo sair da caverna neste 2026, vale lembrar Cazuza (falecido em 1990) numa crítica mordaz ao sistema até hoje vigente: “Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.
CONCORDA?: “ Temos de olhar e aprender com o passado, mas é necessário separar a nostalgia, a saudade, um delicioso sentimento de saudosismo, de achar que tudo de antes era melhor. Essa referência sobre o futebol é aplicável às comparações entre o mundo atual e o passado. Ora! O mundo de hoje, pelos avanços e benefícios é muito melhor do que antes. ” (Tostão – médico e ex-atleta)
PONTO FINAL:
“Os imperialistas” que não se atrevam a atacar, porque a resposta “pode ser o fim do império americano”. (Nicolás Maduro)
jan 7, 2026 | Colunistas
Diante dos grandes desafios que 2026 nos apresenta — tema que abordamos no último domingo — torna-se inevitável que cada pessoa, ao planejar o novo ano, reflita sobre suas prioridades. Todos desejamos crescer pessoal, profissional e espiritualmente. No entanto, mais importante do que listar metas é definir aquilo que será inegociável: valores, práticas e princípios dos quais não abriremos mão, aconteça o que acontecer.
A experiência da vida demonstra, de forma clara, que quem cuida da dimensão espiritual vive melhor em todos os sentidos. Não porque esteja imune às dores, frustrações ou dificuldades — elas fazem parte da condição humana —, mas porque passa a enfrentá-las com mais equilíbrio, esperança e sentido. Por isso, refletir sobre uma vida mais próxima de Deus não é apenas um gesto de fé, mas também de sabedoria.
Nesse caminho, o ponto central é a decisão consciente de buscar a Deus, nosso Pai Criador, e a Jesus Cristo, Seu Filho, nosso Salvador. Neles encontramos modelos perfeitos de amor, obediência, mansidão, justiça e perseverança. Quando fazemos de Cristo o alicerce das nossas escolhas, passamos a organizar a vida a partir de valores sólidos, que não mudam conforme as circunstâncias nem se dobram às pressões do mundo.
A própria Palavra de Deus deixa claro que a vida espiritual não pode ocupar um lugar secundário. Jesus ensinou com simplicidade e profundidade: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Esse ensinamento estabelece uma hierarquia inegociável de valores. Quando Deus ocupa o primeiro lugar, as demais áreas — família, trabalho, decisões e relacionamentos — tendem a encontrar equilíbrio. Não se trata de promessa de vida sem lutas, mas de uma vida com propósito, direção e amparo divino em meio às dificuldades.
O apóstolo Paulo reforça esse princípio ao afirmar: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). A força mencionada não é apenas física ou emocional, mas espiritual. Ela nasce da confiança diária no Senhor e do esforço constante de viver Seus mandamentos. Essa força interior sustenta o indivíduo nos dias difíceis, evita o desânimo prolongado e oferece serenidade mesmo quando as respostas não vêm no tempo esperado. A fé vivida, e não apenas professada, torna-se assim um verdadeiro alicerce para a vida.
Entre os líderes contemporâneos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o presidente Dallin H. Oaks ensina que a vida Cristã exige escolhas claras e prioridades bem definidas. Segundo ele, não basta escolher entre o bem e o mal, mas entre o bom, o melhor e o essencial. Seguir Jesus Cristo implica colocar os convênios feitos com Deus acima de pressões sociais, interesses passageiros ou conveniências momentâneas. Essa compreensão dialoga diretamente com a ideia do que é inegociável: aquilo que não se relativiza, não se adia e não se troca, porque sustenta toda a estrutura moral e espiritual da vida.
O élder Dieter F. Uchtdorf costuma lembrar que Deus não espera perfeição imediata, mas constância, esforço sincero e um coração disposto a seguir adiante. Esses ensinamentos convergem para uma verdade simples e profunda: viver o evangelho é um processo diário, feito de escolhas pequenas, porém firmes, que constroem uma vida mais estável, ética e cheia de esperança.
Entre as atitudes que devem se tornar verdadeiramente inegociáveis está o hábito diário da oração e da leitura das Escrituras. Reservar um tempo para falar com Deus, ouvi-Lo e aprender com Seus ensinamentos fortalece a fé, renova o ânimo e traz clareza espiritual. É nesse exercício diário que encontramos direção, consolo e forças para continuar. A oração não elimina os problemas, mas nos concede serenidade para enfrentá-los, coragem para decidir e paz para seguir adiante.
Começar o dia elevando o pensamento ao Senhor, agradecendo pela vida e pelas oportunidades, transforma profundamente a forma como encaramos as horas seguintes. Conversar com Deus com humildade, coração aberto e espírito contrito ajuda a alinhar atitudes e intenções. Pedir Sua bênção sobre o alimento, sobre o trabalho e sobre cada decisão traz equilíbrio interior. Em momentos de dúvida ou conflito, perguntar a si mesmo: “Como Jesus agiria nesta situação?” pode evitar discussões, injustiças, mágoas e até atitudes impulsivas no lar, no trabalho ou na convivência social.
Outro valor que não pode ser negociado é a honestidade, acompanhada do trabalho feito com afinco, responsabilidade e perseverança. O esforço diário, quando guiado por princípios Cristãos, dignifica, fortalece o caráter e produz frutos duradouros. A fidelidade aos mandamentos e ensinamentos do Senhor não aprisiona; ao contrário, liberta, organiza a vida e dá sentido às conquistas.
Quem decide viver dessa forma não está prometido a uma estrada sem pedras, mas recebe algo infinitamente mais valioso: apoio espiritual, segurança interior e tranquilidade para enfrentar qualquer tempestade. A fé passa a ser âncora nos dias difíceis e bússola nos momentos de decisão.
Neste início de 2026, fica o convite à reflexão sincera: o que, de fato, é inegociável na sua vida? Que princípios você não está disposto a abrir mão? Que lugar Deus ocupa na sua rotina? Responder a essas perguntas pode ser o passo mais importante do ano — e talvez da própria existência.
Que este primeiro artigo de 2026 nos inspire a construir um tempo novo, alicerçado em valores eternos, fé viva e compromisso com o bem. Que, guiados por Jesus Cristo, possamos atravessar os desafios com coragem, serenidade e esperança, certos de que, quando colocamos Deus em primeiro lugar, todo o restante encontra seu devido lugar.
*Jornalista e Professor
wilsonaquino2012@gmail.com
dez 26, 2025 | Colunistas
Em geral, a essência de um artista já se anuncia nos primeiros trabalhos, nas intuições inaugurais da juventude. O que vem depois são desdobramentos desse impulso inicial. A Retrospectiva 2025 destaca justamente esse percurso na obra de Lela Riedel, LelaEOmundo ou Marcela Riedel, seu nome de batismo, ilustradora e publicitária que, desde 2019, vem espalhando sua arte com delicadeza e identidade própria.
Seu trabalho ocupa paredes, camisetas, livros e ilustrações personalizadas, sempre marcado pelo uso sensível das cores, elemento central de sua linguagem visual. O “Calendário 2026” sintetiza esse universo: flores, paletas variadas e um convite ao encantamento cotidiano. As cores, em Lela, evocam emoções, criam atmosferas e constroem narrativas sutis, indo além da simples representação.
A maturidade de sua obra também se revelou na Casa Buainain, reaberta como sede da CASACOR, sob o tema “Semear Sonhos”. Nos pisos originais preservados, Lela transformou degraus e azulejos em quadros delicados, reconstituindo memórias com poesia visual. Sua arte, sutil e emocional, confirma Lela Riedel como um talento da nova geração que o Mato Grosso do Sul segue revelando.

A Arte e as Cores que encantam de Lela Riedel:
Bosco Martins é jornalista e escritor