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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 04 de Abril de 2025
Causas que podem levar os negócios à falência: Por Leonardo Chucrute

Causas que podem levar os negócios à falência: Por Leonardo Chucrute

Não existe cartilha ou fórmula mágica que ensine como fazer um negócio dar certo. Diversos fatores podem influenciar no sucesso ou no fracasso de uma empresa. Por isso, é muito importante levar em consideração tanto práticas administrativas adequadas quanto habilidades de gestão, pois a inexistência dessas competências provavelmente levará ao insucesso.

Alguns fatores que podem contribuir ou até mesmo forçar uma empresa a fechar as portas são as altas taxas de impostos, tributos e encargos sociais. Além disso, há os desafios de possíveis crises econômicas, falta de bons fornecedores, produtos sem qualidade e a falta de colaboradores empenhados, preparados e que realmente vistam a camisa da empresa.

Um dos erros mais frequentes que percebo é quando se tem um time fraco ou ruim. É essencial que o líder tenha confiança na equipe e a equipe no líder. Essa é uma via de mão dupla.

Causas que podem levar os negócios à falência. (Imagem – Freepik)

Além da confiança, é preciso saber escolher a equipe certa. Avalie as competências e identifique as falhas dentro do seu time. Encontre membros que acreditem em sua missão e complementam seus conhecimentos. Se sua empresa não tiver um bom líder, não tem como ser boa. Portanto, aprenda a liderar a equipe para ter resultados extraordinários.

Outro equívoco é a falta de planejamento. Muitos empreendedores não pensam a longo prazo. Quando você não entende em que situação se encontra, fica mais difícil saber o que tem que mudar para evoluir e alcançar resultados. Planejamento é essencial. Concilie visão de longo prazo com metas concretas. Tenha planejamento de um dia, uma semana e um ano.

É importante também que você e seu sócio tenham os mesmos pensamentos e objetivos em relação à empresa. Caso contrário, não dará certo. Escolha bem com quem vai ter uma parceria. Deve existir sintonia e ambos devem pensar parecido. Caso contrário, as chances de falência podem bater na sua porta.

Esteja atento ao atendimento ao cliente e feedback. Se os clientes não tiverem as dúvidas resolvidas, se tiverem respostas dadas de qualquer maneira ou se forem mal atendidos irão falar mal do seu negócio e vão procurar a concorrência. Procure sempre ajudar a resolver o problema do cliente.

Outro equívoco é não ter controle financeiro. Não existe empresa que resista a uma gestão ineficiente. É imprescindível colocar todos os gastos e compras em planilhas. Saiba a respeito de movimentações diárias, como valor a pagar e a receber, preços cobrados por fornecedores, estoque, diferenças entre valores fixos e variáveis. Fique atento à saúde financeira do seu negócio.

Busque conhecimentos sobre gestão de negócios, converse com outros empreendedores e busque soluções criativas para os desafios que possam surgir. Lembre-se: quando algo dá errado, você nunca começa do zero. Nesse momento você adquiriu experiências que te ajudarão a tomar melhores decisões no futuro. Tudo é aprendizado. Cuide do seu negócio, dedique-se, cerque-se de pessoas competentes e comprometidas e tudo dará certo.

(*) Leonardo Chucrute CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

Foto  de capa: Leonardo Chucrute – ZeroHum – (Foto – Tiberius Drumond)

Leia Coluna politica Amplavisão: Excesso de partidos e candidatos causam amnésia do eleitor

Leia Coluna politica Amplavisão: Excesso de partidos e candidatos causam amnésia do eleitor

‘AMNÉSIA ELEITORAL’: O leitor se lembra em quem votou para deputado federal em 2022? A pergunta vale também para o Senado e deputado estadual. Essa faceta eleitoral, é fruto da fragmentação partidária que dificulta a memorização de tantos nomes concorrentes. Muitos partidos e candidatos embaralham a cabeça do eleitor.

FATORES: Um deles é o sistema presidencialista, que pela tradição, atrai a atenção do eleitor e minimiza o protagonismo do legislativo e de seus concorrentes. Não por acaso,  a escolha para vereança, deputados e senadores acaba efetivada na última hora. Na cabeça do eleitor, o poder legislativo seria mero coadjuvante do poder, dispensável até.

E MAIS… Sejamos sinceros: Há uma descrença enorme das pessoas que não se sentem representadas, votam sem qualquer sentimento de cumplicidade.  Aliás, essa tradição de cobrar pouco, (ou quase nada) é danosa e acaba produzindo escolhas por mera indicação religiosa, familiar e aleatória por outros intere$$e$ infelizmente.

CORAJOSOS: Além de bonzinho, o eleitor esquece rápido. Esquece tragédias e escândalos onde os protagonistas foram políticos conhecidos e que ‘corajosamente’  tentarão voltar  em 2026. Além dos ‘memoráveis’ casos nacionais de arrepiar, aqui no território guaicuru temos exemplos que também nos envergonham. E eles voltarão?

DOURADOS:  O grupo apoiador do prefeito Marçal Filho fortalecido; a vice prefeita Gianni Nogueira ganha musculatura como postulante ao Senado. O deputado Geraldo Resende mira inclusive o Senado e em eleger a filha deputada estadual; o ex-prefeito Alan Guedes, tentará a Assembleia Legislativa; prefeito Marçal ao seu estilo vai agradando, não atravessa o sinal.

  1. MOCHI: É o deputado mais cobrado pelo atraso da duplicação da BR-163, pois sua base eleitoral é a região norte. O relatório impressiona pelos números tão pouco divulgados e que mostram como no Brasil o insensível poder público não respeita o dinheiro do contribuinte. O pior: o sistema não viabiliza medidas judiciais contra.

CONFIRA:  A concessionária CCR deveria duplicar o trecho de 845,40 Kms em 5 anos mas fez só 150 kms (18%). O dinheiro que ela gastou veio de empréstimos do BNDES e Caixa E. Federal, totalizando a quantia de R$3.996.094 bilhões.  Quanto ao dinheiro investido nas obras até 2023 foi de apenas R$.1.848.115 bilhões. Lucro  fantástico.

A FATURA:  Além desta vantagem citada acima, a concessionária, lucrou com a arrecadação dos pedágios, apesar da alegação pífia de que o movimento fora aquém das projeções. Ora, de 2014 a 2023 ela faturou R$3.656.854 bilhões. São 21 municípios afetados pelo quadro desastroso, com prejuízos materiais e perdas de vidas humanas.

COMPARAÇÃO:  Inevitável. O contribuinte ou usuário do nosso Estado olha para o vizinho Mato Grosso e depara com os seus 345 kms da rodovia totalmente duplicados e com as obras de arte previstas no projeto. Daí vem o questionamento ou desabafo: seria falta de prestígio político do Mato Grosso do Sul em Brasília? De leve…

BOMBOU:  Em dois dias foram mais de 250 mil acessos nas redes sociais do vídeo exibido pelo deputado João Catan (PL)  na Assembleia Legislativa. Ele mostra um professor vestido de mulher explicando às crianças aspectos da trajetória de um ‘trans’. O caso teve repercussão nacional e Catan foi contestado pelos deputados petistas Pedro Kemp e Gleice Jane que alegaram homofobia e preconceito.

RODOLFO NOGUEIRA:  “.( )…Como o próprio José Múcio, ministro da Defesa de Lula, e o Hugo Motta, presidente da Câmara,  há penas desproporcionais aplicadas a pessoas que não quebraram nada. Essa história de golpe não cola mais. O Brasil está vendo que o 8 de janeiro está muito longe de ser golpe de Estado, conforme muitos tentaram colocar na cabeça da população. O que nós queremos é justiça.

CONCORRÊNCIA:  Além dos 8 titulares, há outros pretendentes à Câmara em 2026. Casos do vice-governador José C. Barbosa, deputada Lia Nogueira, deputada Mara Caseiro, ex-deputada Rose Modesto, ex-deputado Edson Giroto, deputado Jamilson Name, Secretário Jaime Verruck. Claro que tudo dependerá de vários fatores.

NA ASSEMBLEIA:  Deputado Roberto Hashioka: Apresentou levou demandas rodoviárias ao Secretário da Infra-estrutura; Autor de PL incluindo pneus na política estadual de reciclagem: pede incentivos fiscais para os carros elétricos. Pedrossian Neto, Marcio Fernandes e Paulo Duarte na Comissão de Reforma do Regimento. Neno Razuk: Tem PL de prevenção infantil dos doentes renais e PL de cuida da defesa dos autistas e neuroatipicos.  Antonio Vaz: tem proposta consistentes reforçando a proteção às crianças e adolescentes.

A CONFERIR: O conselheiro Jerson Domingos é nome forte para deputado estadual e coloca pressão no sobrinho deputado Jamilson para disputar a Câmara. Já a ministra Simone Tebet usufrui do privilégio na questão domiciliar. Pode disputar um cargo eletivo também por outro Estado. Há uma tênue chance de disputar a segunda vaga do Senado no MS.

WHY NOT?  No saguão da Assembleia o destino da ex-deputada Rose Modesto esteve no ‘menu’. Com cacife superior a 200 mil votos, ela é bem vista no Parque dos Poderes para ser a vice de Eduardo Riedel com o aval do ex-governador Reinaldo, com quem mantem boas relações. Nome leve, sem arestas e que agrega prestígio.

“ESPINHEIRA”:  “Êta, espinheira danada/que o pobre atravessa pra sobreviver/Vive com a carga nas costas/E as dores que sente, não pode dizer/Sonha com as belas promessas/De gente importante que tem ao redor/Quando entrar o fulano/Sair o ciclano, será bem melhor/Mas entra ano e sai ano/E o tal de fulano ainda é pior/Esse é meu cotidiano/Mas eu não me dano, pois Deus é maior..( )”.

LEGISLADORES:   Deputado Gerson Claro: Com o prefeito Rodrigo Basso visitou  secretarias tratando de interesses de Sidrolândia; requer pavimentação na BR-158 entre a Alcoovale e a BR-158 em Aparecida do Taboado. Rinaldo Modesto: destacou as pautas relevantes no início dos trabalhos da Assembleia Legislativa. Pedro Caravina: esteve com o Secretario Verruck tratando de questões do Vale da Celulose; Pediu reforço policial para Anaurilândia. Mara Caseiro: Requer academia ao ar livre para Iguatemi e nomeação de Delegada de Polícia para Costa Rica.

‘TUDO BEM’:  Nem sombra daquele PT de outros tempos que tinha na transparência e na ética seu binômio de sustentação política e moral. Aliás chegou ao poder com essa conversa fiada.  Essa divulgação recente mostrando a quantas anda o comportamento do Governo como um todo, é uma ducha fria naqueles discursos marrentos do presidente Lula. Como se diz: ‘nós também mudamos’.

PILULAS DOURADAS:

Vamos lá, decide qual você prefere: o capitalismo selvagem ou o socialismo hipócrita? (Millôer)

O pior vazio é o da carteira (internet)

Aécio Neves ( ‘aquele’) convence? (internet)

Os ‘USA’ só salvam o mundo nos filmes. Na vida real é preciso salvar o mundo dos Estados Unidos. (internet)

As únicas pessoas que pensam mais em dinheiro do que os ricos, são os pobres. (Oscar Wilde)

Como um país desorganizado, consegue ter um crime tão organizado? (internet)

Será que já existe cirurgia para diminuir a preocupação com o futuro? ( internet)

Por que Deus não fala comigo? Se Ele pelo menos tossisse! (Woody Allen)

Se o papel higiênico estiver caro, não compre! (internet)

O dinheiro compra bajuladores, mas não amigos. (Augusto Cury)

Quantos palestinos o Trump estaria disposto a abrigar no seu país? (internet)

Qual o destino do PSDB no Mato Grosso do Sul?

 

 

 

 

 

Além das Asas: Fernanda Vieira

Além das Asas: Fernanda Vieira

Introdução

Vivemos em um mundo cheio de cores, formas, sons e jeitos de ser. Cada pessoa é uma combinação única de sonhos, talentos, medos e desejos. No entanto, em uma sociedade que muitas vezes quer que todos sigam as mesmas regras, tenham os mesmos gostos e pareçam iguais, ser diferente pode ser um desafio.

As diferenças são o que tornam o mundo mais rico e interessante. As próximas linhas são um convite para refletir sobre o valor da inclusão, embarcar em uma jornada de empatia, compreensão e respeito à diversidade. Em breve o leitor vai conhecer personagens que, mesmo enfrentando olhares críticos, palavras duras e momentos difíceis, encontram formas de mostrar ao mundo a beleza de serem quem realmente são, nos mostra o poder da amizade e a beleza das diferenças. Bento e seus amigos nos ensina que, mesmo enfrentando desafios, é possível encontrar nosso lugar no mundo – um lugar onde a diversidade é celebrada e onde cada um pode brilhar com sua luz especial.

Prepare-se para descobrir como a coragem de ser diferente pode mudar o mundo e como, juntos, podemos construir uma sociedade mais acolhedora e justa, onde cada um possa ser respeitado e valorizado por quem é.

Espero que a presente leitura inspire você a olhar para o próximo com mais empatia e a lembrar que juntos somos mais fortes.

Bem-vindo a esta aventura de respeito, inclusão e amor ao próximo!

Prefácio

Querido leitor,

Já se sentiu diferente ou fora de lugar? Já se perguntou se existe um cantinho especial no mundo onde todos podem ser aceitos exatamente como são? Então, Bento, é um besouro que carregava não apenas o peso de suas asas, mas também o de se sentir excluído.
Nesta jornada, Bento encontra outros amigos únicos: Lia, uma joaninha cheia de coragem que luta para ser aceita como ela realmente é; Mel, uma abelhinha talentosa que nunca desistiu de seus sonhos, mesmo enfrentando a desconfiança de sua família; e Guto e Teca, irmãos formigas que desafiaram a injustiça e encontraram força na amizade.
Apresento um convite para refletir sobre o valor da inclusão, o poder da amizade e a beleza das diferenças. Bento e seus amigos nos ensina que, mesmo enfrentando desafios, é possível encontrar nosso lugar no mundo – um lugar onde a diversidade é celebrada e onde cada um pode brilhar com sua luz especial.
Inspire-se a olhar para o próximo com mais empatia e a lembrar que juntos somos mais fortes.

Com carinho, Fernanda Vieira

Dedicatória

Dedico as próximas linhas  a todo ser humano que é diferente, que ousa ser único, e ao meu melhor amigo Teodorico Boa Morte (in memoriam) que mesmo tendo partido, continua me inspirando.

Capítulo 1: Bento, o Besouro Solitário

Era uma vez um besouro chamado Bento. Ele era grande e forte, com asas brilhantes, mas seu coração estava triste. Bento havia perdido sua família em uma grande tempestade e, desde então, vagava sozinho pelos campos e florestas.
Bento também era de estrutura robusta e não conseguia voar, o que fazia com que ele sofresse entre os outros besouros. Cansado das provocações e da exclusão, ele resolveu deixar o grupo e partir em busca de um lugar onde pudesse ser feliz. De alguma forma feliz.

Capítulo 2: A Joaninha Especial

Em uma manhã tranquila, Bento encontrou uma joaninha chamada Lia. Ela tinha lindas pintinhas negras nas asas e um sorriso que iluminava tudo ao redor.
Enquanto conversavam, caminhavam por um campo coberto de margaridas brancas e girassóis altos que balançavam com o vento. Uma brisa suave trazia o perfume das flores, e pequenas borboletas dançavam ao redor.

“Oi, besouro! Meu nome é Lia. Por que está tão triste?”

Bento contou sua história, e Lia, com carinho, disse:

“Eu também passei por muitas dificuldades. Sou uma joaninha que nasceu diferente e não me identifico no que esperam de mim na comunidade,  mas lutei para ser quem sou hoje. Infelizmente, não fui bem aceita na sociedade das joaninhas e nunca tive filhos.

Sempre que tentava ser eu mesma, sofria discriminação e menções jocosas.”
Lia também explicou que era pequena demais para ser uma fêmea, já que, normalmente, as joaninhas fêmeas são maiores que os machos. Além disso, ela não podia voar porque uma de suas asas estava quebrada, resultado de uma agressão física que sofreu  em seu antigo bando, agressão … apenas pelo seu jeito de ser.
Bento ficou impressionado com a coragem de Lia e convidou-a para viajar com ele. Lia aceitou, feliz por ter encontrado um novo amigo.

Capítulo 3: A Abelhinha Aventureira

Os dois amigos estavam caminhando por uma trilha de terra cercada de árvores frutíferas, cujos galhos pendiam com maçãs e peras maduras. O som da água de um riacho próximo misturava-se ao canto de pássaros e ao zumbido de insetos. Foi ali que ouviram um zumbido animado. Era uma abelhinha chamada Mel!
“Oi! Para onde estão indo?” perguntou Mel, curiosa.

“Estamos procurando um lugar onde possamos ser felizes”, respondeu Bento.
“Posso ir com vocês? Quero explorar o mundo e fugir das regras rígidas da minha colmeia!”
Mel contou que era cantora e adorava se apresentar para outros insetos, mas sua família não apoiava seu sonho. Além disso, ela era uma abelha nativa, e muitos diziam que ela devia se concentrar em preservar tradições, não em seguir sua paixão artística.
Ela também revelou que não conseguia mais voar. Durante uma de suas apresentações, enquanto cantava no galho seco de uma árvore, um jenipapo maduro caiu em cima dela. Além da dor do acidente, Mel teve que lidar com o desprezo de sua colmeia. As outras abelhas riram dela, dizendo que, em vez de trabalhar, ela estava perdendo tempo com cantorias. Esse episódio foi a gota d’água para que Mel decidisse sair do bando.
“Eles diziam que ser cantora não levaria a nada, que eu devia estar na colmeia trabalhando como as outras. Mas cantar é minha paixão, e não vou desistir!”
Bento e Lia deram risada e disseram: “Claro, Mel! Junte-se a nós!” E assim, os três continuaram juntos, agora uma equipe ainda maior.

Capítulo 4: Os Irmãos Formiga

Enquanto caminhavam por um campo florido, onde as flores formavam um verdadeiro tapete colorido, encontraram duas formigas, Guto e Teca, que pareciam cansados e tristes.
“Por que estão sozinhos?” perguntou Lia.

Tito suspirou e começou a contar: “Nós enfrentamos problemas desde que nascemos.

Sempre fomos justos, não aceitamos que ninguém seja tratado com indiferença. Mas isso nos trouxe muitas dificuldades. Já estamos velhos e não conseguimos fazer muita coisa no formigueiro. Por isso, a rainha autorizou nossa expulsão.”
“Por que ela faria isso? Isso é terrível!”, exclamou Mel. “Nós apenas causávamos problemas, segundo eles”, continuou Teca. “Aconteceu depois que defendemos uma formiguinha que era meio lerda. Ela tinha algo chamado TDAH e era frequentemente maltratada pelo chefe.”

“Não era justo o que ele fazia com ela”, acrescentou Guto. “Um dia, ele começou a falar alto e humilhar a pobre formiguinha na frente de todos.”

Teca, com lágrimas nos olhos, relembrou o momento:

“Eu disse: Não. Ela não merece isso!’

Guto completou: “E eu disse: ‘Se não parar, você terá que lidar conosco!’”
“Mas o chefe não gostou nada disso”, continuou Teca. “Ele nos acusou de causar revoltas e disse à rainha que éramos inúteis e velhos demais para trabalhar. Foi assim que fomos expulsos.”

Lia, indignada, respondeu: “Vocês fizeram a coisa certa! Esse chefe era cruel, muito cruel.”
“Exato- também vejo assim”, disse Bento. “Venham conosco! Não precisamos de um formigueiro para sermos fortes. Somos uma família agora.”

Guto e Teca sorriram, emocionados, e subiram nas costas de Bento, sentindo-se finalmente acolhidos.

Capítulo 5: A Aventura na Floresta

Em uma manhã clara, os amigos chegaram a uma floresta densa e sombria. A luz do sol mal atravessava as copas das árvores, criando sombras que dançavam ao redor deles.
Enquanto exploravam, ouviram um barulho estranho. Um grupo de insetos maiores estava bloqueando o caminho.

“O que vocês querem aqui?” perguntou um louva-a-deus com voz ameaçadora.
“Estamos apenas passando”, respondeu Bento educadamente.
“Não queremos gente diferente por aqui. Vão embora!”, disse outro inseto.
Os amigos se entreolharam com medo, mas Lia tomou a frente.

“Nós não queremos problemas. Não pretendemos atrapalhar ou incomodar. Só estamos buscando nosso lugar no mundo! Que mal há nisso?”

Os insetos começaram a zombar deles, mas Mel, com sua voz firme, começou a cantar. Sua música era tão bela que até os insetos mais hostis, pararam para ouvir. A melodia transmitia força e união, e isso fez com que o grupo recuasse. Um deles até estava batendo a patinha no chão seguindo o ritmo. A musica encantou e aos poucs foi  permitido que os amigos seguissem seu caminho.

Capítulo 6: Enfrentando o Preconceito

Durante a jornada, o grupo passou por momentos difíceis. À medida que atravessavam bosques densos, onde os raios de sol, mal conseguiam atravessar as folhas, e campos abertos com grama alta, que balançava ao vento, encontraram insetos que não aceitavam a diversidade do grupo. Comentários daqui e dali, eram ouvidos ao longo do caminho.
“Olhem só esse besouro pesadão! Nem consegue voar, mas carrega um monte de gente nas costas!”, zombou um gafanhoto.

“E aquela joaninha? Que tipo de joaninha é essa, que não tem filhos e não se comporta como as outras?”, disse uma borboleta, rindo.

Mel também ouviu críticas: “Uma abelha cantora? Isso é ridículo! Você devia estar na colmeia trabalhando como as outras!”

Apesar disso, o grupo se apoiava mutuamente. Mel enfrentava as críticas cantando com mais força e alegria, e Lia, mais comedida, sempre lembrava a todos da importância de serem fiéis a si mesmos. Bento, com sua força e bondade, inspirava o grupo a seguir em frente.

Capítulo 7: O Canto de Mel

Enfim em uma tarde destas  cheias de sol, Mel decidiu visitar sua antiga colmeia. Ao chegar lá, encontrou um cenário preocupante. Um gás tóxico, vindo de uma máquina deixada por humanos, havia se espalhado pelo local. Muitas abelhas estavam fracas e desorientadas.
“Minha família!” exclamou Mel, correndo até elas.

Sem saber o que fazer, Mel começou a cantar suavemente. Sua melodia era cheia de esperança e amor. Algo mágico aconteceu: o som de sua voz parecia limpar o ar, dissipando o gás e trazendo alívio às abelhas. Uma a uma, elas começaram a se recuperar.
“Mel, você nos salvou!” disse uma abelha mais velha, emocionada, ainda se levantando.
Foi naquele momento que a família de Mel percebeu o quanto sua filha era especial.    “Nunca devíamos ter duvidado de você, Mel. Sua voz é um presente divino e salva vidas.”
“Obrigada, mãe”, respondeu Mel com lágrimas nos olhos. “E agora, eu quero apresentar meus amigos. Eles me ensinaram que ser diferente é incrível e que juntos podemos superar qualquer coisa!”

Mel, no entanto, decidiu continuar sua jornada com Bento, Lia, Guto e Teca. Ela explicou à sua família: “Eu amo vocês, mas preciso seguir com meus amigos para inspirar outros lugares. O mundo precisa saber que ser diferente é uma força, não uma fraqueza.” Sua família, agora orgulhosa, e emocionada, abençoou sua partida, pedindo que voltasse assim que pudesse. E assim continuaram até Mel se apresentar em um programa de rádio, finalmente sendo reconhecida seu valor. Isso era um lindo dia de 13 de fevereiro. E em todas as rádios de formigas do mundo Mel era ouvida.

Assim, Bento e seus amigos seguiram sua jornada através da música, provando que a união, a coragem e o respeito pelas diferenças podiam e podem; superar os grandes desafios da vida e que cada um de nós, pode voar…além das asas!

THE END

Nota da autora: O dia 13 de fevereiro é o dia mundial do Rádio, uma data para celebrar uma diversidade de vozes sendo propagada e ouvida em todos os recantos do mundo. O rádio é o meio de comunicação em massa, que alcança amplos públicos, é crucial em situações de emergência, desastres e pandemias, como foi a do Covid-19. Sempre foi e continuará sendo um tradicional meio de informar, divulgar e levar alegria aos ouvintes.

Além de se adaptar às mudanças, o rádio promove interações significativas, promovendo debates, provocando e estimulando a população, empresas e o poder público para crescer e buscar o desenvolvimento. Difere, na maioria dos aspectos de redes sociais, pois busca unir e não segmentar a sociedade em torno de um bem comum. As rádios comunitárias ainda tem o diferencial de proporcionar a liberdade de gênero e expressão e ampliar o debate sobre todos os assuntos.

Esforço supera talento: Por Wilson Aquino*

Esforço supera talento: Por Wilson Aquino*

Neste mundo competitivo, onde o sucesso exige preparo e desempenho cada vez maiores, o esforço individual é o grande diferencial para alcançar realizações tanto materiais quanto espirituais. Ainda que o talento natural possa facilitar certos caminhos, é a dedicação constante que conduz à verdadeira excelência. Como ensina a Escritura: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9:10). Deus não concede sucesso sem esforço; Ele nos capacita para trabalharmos com diligência e persistência em nossos objetivos.

A história tem mostrado repetidamente que a perseverança e o esforço contínuo são mais decisivos para o sucesso do que qualquer habilidade inata. Mesmo aqueles que não se destacam inicialmente em determinada área podem superá-la através da disciplina, aprendizado e trabalho constante. A capacidade de evoluir, de se reinventar e de persistir diante das dificuldades é o que separa aqueles que alcançam grandes conquistas daqueles que desistem no meio do caminho. Se a dedicação for sincera e acompanhada de ações consistentes, não há obstáculo que não possa ser superado.

Ao longo da história, vemos que aqueles que superaram desafios não foram necessariamente os mais talentosos, mas sim os mais dedicados. A própria Bíblia nos apresenta o exemplo de José do Egito, que, mesmo vendido como escravo, manteve-se firme em seu trabalho e fidelidade a Deus, tornando-se governador do Egito (Gênesis 41:39-41). Sua história prova que o esforço, aliado à fé, pode elevar qualquer pessoa a grandes alturas. “Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão” (Isaías 40:31). Esse ensinamento nos lembra que a persistência sustentada pela confiança em Deus torna possível o inalcançável.

Outro grande exemplo é o do apóstolo Paulo. Antes perseguidor dos cristãos, tornou-se um dos maiores missionários do Evangelho. Seu crescimento espiritual e intelectual não veio apenas de um talento inato, mas de seu esforço incansável em aprender, ensinar e servir. “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7). Essa declaração resume a essência da superação pelo esforço: não importa o ponto de partida, mas sim a dedicação em trilhar um caminho de crescimento e realização.

Thomas S. Monson, ex-presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, reforçou essa verdade ao afirmar: “O futuro é tão brilhante quanto a sua fé.” A fé nos impulsiona a seguir em frente, mesmo quando os desafios parecem intransponíveis. Já o Élder Jeffrey R. Holland ensinou: “Não desista. Não ceda. A despeito de todos os fracassos e quedas, continue se esforçando.” Essas palavras ressaltam que o verdadeiro sucesso está na constância e na capacidade de perseverar diante das dificuldades.

No Brasil temos incontáveis exemplos de pessoas (famosas e anônimas) cuja dedicação e esforço superaram o talento e os levaram a grandes conquistas, como:

Silvio Santos, um dos maiores comunicadores e empresários do Brasil. Nascido em uma família humilde, começou a trabalhar ainda jovem como camelô, vendendo canetas nas ruas do Rio de Janeiro. Sem qualquer talento inicial para negócios ou televisão, foi seu esforço incansável que o levou a aprimorar suas habilidades em comunicação e empreendedorismo.

Outro grande exemplo de superação pelo esforço é o de Ayrton Senna, um dos maiores pilotos de Fórmula 1 da história. Senna não nasceu com o talento absoluto de um campeão, mas desde cedo demonstrou uma dedicação fora do comum para aperfeiçoar sua pilotagem. Passava horas estudando cada detalhe das pistas, treinando sua resistência física e mental e buscando sempre evoluir. Sua obsessão pelo aprimoramento fez com que ele superasse pilotos com talentos naturais, tornando-se tricampeão mundial e um dos esportistas mais respeitados da história do Brasil.

No campo da ciência, Drauzio Varella é outro exemplo de como o esforço pode superar o talento inato. Criado em uma família simples, ele enfrentou dificuldades financeiras e desafios para se formar em Medicina. Sem privilégios ou facilidades, tornou-se um dos médicos mais respeitados do Brasil.

Portanto, qualquer um que sonha em realizar grandes feitos deve lembrar que não é o talento que determina a vitória, mas sim a força do esforço empregado. Deus nos dotou de uma capacidade infinita de aprendizado, superação e crescimento. O trabalho dedicado, sustentado pela fé, transforma limitações em conquistas e sonhos em realidade. Nunca duvide do poder do esforço; ele é a chave que abre todas as portas para o sucesso verdadeiro.

 

*Jornalista e Professor

O que não ousamos nominar: Por Aline Thaís Nascimento

O que não ousamos nominar: Por Aline Thaís Nascimento

“Quando uma mãe perde um filho, todas as mães do mundo perdem um pouco também.” Começo esta reflexão com a fala da personagem Dona Hermínia, no filme Minha Mãe é Uma Peça, ao vivenciar o luto pela morte do sobrinho e imaginar a dor de sua irmã. Na dinâmica da vida, todos os dias há pessoas passando por momentos de felicidade e de tristeza. Isso nos toca com maior ou menor intensidade pela proximidade desses eventos em nossas vidas.

Refletir sobre as situações delicadas pelas quais passamos, ou as pessoas passam, sempre nos provoca e imprime em nós emoções diversas. Diariamente, somos convidados para sermos atores protagonistas, coadjuvantes, figurantes ou apenas telespectadores do episódio que chamamos de hoje. Na maioria dos episódios, a cena luto não nos ocorre diária e diretamente. Talvez por isso, ou para sobrevivermos sem maiores angústias, evitamos o desconforto de pensar na morte e no luto, o que não nos torna menos sensíveis a esses eventos quando eles ocorrem.

Mas, em um hoje ou outro, o episódio morte ocorre, e somos convidados a experienciar o luto. Um em especial arrebata-me sempre: o luto dos pais que se despedem de um filho — sobretudo o luto da mãe. Sempre me soou desconfortável naturalmente. Ora, há quem não concorde que é naturalmente mais justo que os mais velhos partam antes? Na série vida, não há controle nem leis naturais que garantam esse direito aos pais e às mães, mas sim uma sequência de presentes inevitáveis e incontroláveis que recebemos, sem muitas opções de escolha ou troca.

A verdade é que pouquíssimas são as escolhas, mas as potencializamos para nos ancorar minimamente num mar de infinitas incertezas. Dessas incertezas, o luto materno é a que me arrebata de forma avassaladora, especialmente a partir da temporada em que a maternidade passou a fazer parte da minha vida. A sensação é que passamos a integrar uma grande comunidade universal de conhecidos e desconhecidos compartilhando as mesmas emoções, certezas e incertezas.

O Portal do Paraiso

E quando a emoção é a dor e a tristeza pela despedida de um filho, os integrantes da comunidade experimentam juntos, e de forma mais patente, o dissabor. De forma ainda mais visceral, o luto da mãe é compartilhado quase que automaticamente com todas as outras mães que tomam conhecimento. Certa vez, ao externar essa angústia ao psicanalista, ele, talvez tão angustiado quanto eu, disse: “Quando casais são separados pela morte, chamamos o que fica de viúvo ou viúva; quando filhos são separados dos pais, nós os chamamos órfãos; mas, quando os pais são separados dos filhos pelo evento morte, nem nome ousamos dar.” Calei-me.

E, como membro dessa grande comunidade universal de mães e pais, quando sou convidada ao evento tão desconfortável que sequer nos substantifica, adentro no luto compartilhado. É uma espécie de cláusula irrevogável. O luto dos pais pelos filhos é compartilhado por todos os membros — quem experienciou ou quem jamais deseja experimentar. Não há muitos recursos linguísticos para explicar o luto dos pais, sobretudo o das mães. Como mãe, utilizo-me novamente das palavras da personagem para explicar o inexplicável: “Quando uma mãe perde um filho, todas as mães perdem um pouco também.”

Impactos Tecnológicos: Vício em aplicativos e jogos

Impactos Tecnológicos: Vício em aplicativos e jogos

A tecnologia está cada vez mais presente na nossa vida e no nosso dia a dia. Entre elas, os aplicativos de jogos se destacam, atraindo todas as idades. Contudo, enquanto proporcionam diversão e momentos de distração, eles podem cruzar uma linha tênue e se tornarem um vício, com consequências preocupantes. A questão que frequentemente surge é: Quando a diversão deixa de ser saudável e se torna prejudicial?

Tenho atendido com mais frequência casos de jogadores e familiares preocupados com a perda de controle e que estão buscando ajuda para lutar contra a dependência dos games e dos aplicativos.

De acordo com a ciência, o vício é uma compulsão que prejudica a rotina e o bem-estar do indivíduo. Quando falamos de jogos, ele está associado à busca incessante por recompensas rápidas e constantes, que ativam o sistema de recompensa do cérebro. Essa ativação libera dopamina, o neurotransmissor do prazer e da alegria, levando o jogador a desejar repetir a experiência continuamente.

Com o tempo, o cérebro começa a exigir estímulos cada vez maiores para sentir o mesmo nível de prazer. É aí que a diversão se transforma em uma armadilha, e o jogador pode perder a noção do tempo, negligenciar tarefas importantes ou até comprometer relações pessoais.

Impactos Tecnológicos Vício em aplicativos e jogos: (Imagem Pexels – Foto de Cottonbro Studio)

Para identificar se há um problema é necessário estar atento a alguns sinais de alerta como perda de controle, onde existe uma dificuldade em parar de jogar, mesmo quando há outras prioridades, isolamento social, que é quando a pessoa começa a evitar interações com amigos e familiares para permanecer conectado aos jogos, comprometimento da rotina, começam a acontecer atrasos ou ausência no trabalho, na escola ou em atividades importantes.

Também é importante perceber se a pessoa que está jogando está tendo alterações emocionais, demonstrando irritação, ansiedade ou depressão quando não está jogando, além de ter o desempenho prejudicado queda na produtividade ou rendimento escolar devido ao uso excessivo de jogos.

Reconhecer que precisa de ajuda é o primeiro passo. Buscar apoio de um profissional qualificado é essencial para retomar o equilíbrio. Indico que procure por ajuda de psicólogos, que auxiliam a identificar e tratar padrões comportamentais associados ao vício. Já os psiquiatras, em casos mais graves, podem avaliar a necessidade de intervenções medicamentosas. Os grupos de apoio oferecem suporte coletivo.

É importante lembrar que aplicativos e jogos não são inimigos, mas seu uso precisa ser consciente. A linha entre diversão e vício é tênue. Reflita, observe e busque o equilíbrio. Afinal, a tecnologia foi feita para servir ao ser humano, e não o contrário.

(*) Alessandra Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e Neuropsicopedagogia. Atualmente, é Mestranda em Psicologia Forense e Criminal e autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” no livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.

Por – Psicóloga Alessandra Augusto