dez 6, 2024 | Colunistas
Chegamos no último mês do ano. Nessa época, é comum sentir uma mistura de cansaço, ansiedade e uma sensação de que nada foi feito ao longo do ano ou que muitas metas não foram atingidas. Nesse período, percebo com frequência pessoas com sentimento de tristeza, melancolia e frustração, levando até a casos de depressão e ansiedade. Esse fenômeno é conhecido como Síndrome do Final de Ano ou “Dezembrite”.
Enquanto para algumas pessoas o fim de ano é uma época feliz e com muitas confraternizações e presentes, para outros é visto com desânimo. Nesse momento do ano, muitos percebem que muitas metas não foram cumpridas e se sentem com o emocional confuso por este motivo. Esse sentimento pode ser algo passageiro, mas é preciso estar atento ao quanto pode estar prejudicando o indivíduo no seu dia a dia e na execução de tarefas.
Caso esse sentimento perdure, é necessário o acompanhamento com um profissional de saúde mental para que possa orientá-lo e diagnosticá-lo para que seja tratado de maneira correta, evitando assim que o sentimento vire um transtorno.
Esta síndrome relacionada ao calendário do ano e que envolve as emoções, é o momento em que o peso de todas as metas não cumpridas aparece, o estresse aumenta com os compromissos de fim de ano. Além disso, o emocional fica “bagunçado”. Apesar de considerada como algo passageiro, se não diagnosticada e tratada corretamente, pode evoluir e se tornar um transtorno.
Alguns sintomas comuns da síndrome do final do ano são irritabilidade sem motivo aparente; sensação de culpa ou frustração; fadiga emocional e física; ansiedade para “dar conta” de tudo antes do ano acabar; insônia ou sono agitado, entre outros.
Caso esteja se sentindo assim, é hora de olhar para si e buscar ajuda. Olhe para dentro e cuide da sua saúde mental. Lembre-se que você não precisa enfrentar isso sozinho. A terapia é um espaço seguro para reorganizar os pensamentos, aliviar a pressão e entrar no novo ano mais leve.
(*) Alessandra Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia, Mestranda em Psicologia Forense e Criminal. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.
dez 3, 2024 | Colunistas
À medida que o ano se encaminha para o fim, é natural sentir uma aceleração no ritmo de vida diário. Preparativos de festas, férias, compromissos e prazos, criam um ambiente propício para o estresse e o esgotamento, tanto físico quanto mental, gerando potenciais conflitos em ambientes de trabalho, familiares e sociais.
Estudos indicam que a ansiedade, intensificada neste período, pode ter consequências graves. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse é um dos principais fatores de risco para doenças mentais, contribuindo significativamente para o aumento de crises de ansiedade e depressão, notadamente nos últimos meses do ano. Além disso, estatísticas apontam picos nos índices de acidentes no trânsito e no trabalho em dezembro, muitas vezes resultado da pressa e da falta de atenção.
O fechamento do ciclo anual traz consigo uma lista interminável de afazeres, desde o fechamento de metas no trabalho até a organização de eventos familiares e viagens. Esse excesso de demandas pode nos tornar distraídos no trânsito ou irritados com pequenos contratempos diários. De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, a falta de atenção é uma das principais causas de acidentes, especialmente em períodos de alta movimentação, como o fim do ano.
Como então desacelerar e controlar a ansiedade? É crucial priorizar o que realmente importa e aceitar que nem tudo precisa ser concluído antes da virada do ano. Práticas simples como a respiração consciente, dedicando alguns minutos do dia para respirar profundamente e relaxar, podem ser extremamente benéficas. Além disso, garantir um descanso adequado e estabelecer limites para compromissos sociais são essenciais para manter o equilíbrio físico e emocional.
Ao desacelerar, preservamos nossa saúde mental e física e evitamos problemas graves, como acidentes e conflitos desnecessários. Este período deveria ser de celebração e renovação, não de esgotamento. Aproveite para refletir, descansar e celebrar com serenidade.
No turbilhão do dia a dia, especialmente nas semanas finais do ano, a importância de aproveitar cada momento se torna ainda mais evidente. A pressa e o acúmulo de responsabilidades muitas vezes nos afastam do que realmente importa: a qualidade do tempo que passamos com aqueles que amamos. É essencial criar espaços na agenda para momentos verdadeiramente significativos com a família, saboreando cada instante ao lado de quem nos fortalece e apoia.
Desacelerar é um ato de autocuidado e de sabedoria emocional, essencial para sua saúde e para a saúde das pessoas ao seu redor. A Bíblia nos oferece conforto e orientação nesses momentos. Filipenses (4:6-7) nos ensina a não viver ansiosos, mas a entregar nossas preocupações a Deus através da oração, garantindo a paz que excede todo entendimento. Salmos (46:10) nos convida a reconhecer a soberania de Deus, mesmo em tempos tumultuados.
Mateus (11:28-30) estende um convite de Jesus para entregarmos nossas cargas a Ele, prometendo descanso e alívio. Este é um chamado para confiar em Deus e permitir que Ele guie nossos passos, conforme Provérbios (16:3), que nos assegura que, ao dedicarmos nossos planos ao Senhor, eles prosperarão.
Élder Jeffrey R. Holland, um dos apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ensina frequentemente sobre a importância de manter a calma e a fé, mesmo nos momentos mais desafiadores. Em um de seus discursos, ele destaca que “não devemos nos desesperar, pois Deus está conosco”. Ele reforça que a ansiedade e o desespero podem nos afastar da presença de Deus, mas a fé e a confiança Nele restauram nossa paz interior. Élder Holland sugere que, ao enfrentarmos tempestades na vida, devemos lembrar das promessas divinas e manter a esperança viva, sabendo que não estamos sozinhos em nossas lutas.
Já o Élder David A. Bednar oferece uma perspectiva sobre como o desespero pode ser evitado através do entendimento e aplicação do evangelho de Jesus Cristo. Ele explica que “quando compreendemos verdadeiramente o plano de felicidade do Pai Celestial, percebemos que não há razão para o desespero”. Por meio do arrependimento e da obediência aos mandamentos, os seguidores de Cristo podem sentir uma paz duradoura, sabendo que tudo contribui para o seu crescimento pessoal e espiritual. Élder Bednar encoraja todos a se apoiarem no entendimento do propósito divino de suas vidas, o que dissipa o medo e a ansiedade e traz consolo mesmo nos momentos mais desafiadores.
Ao entrarmos na reta final deste ano, que possamos encontrar força na fé e na prudência de nossas escolhas. Que os momentos finais de 2024 sejam de tranquilidade e renovação, preparando-nos para um novo ano abençoado e próspero.
*Jornalista e Professor
nov 29, 2024 | Colunistas
JEITINHO: Existe em todos os níveis da gestão pública. A Câmara de Campo Grande não é exceção. Alterada a lei, o vereador terá mais opções de se licenciar para ocupar cargos na prefeitura. Antes só podia sair para ocupar uma secretaria e agora terá mais opções de novos cargos. Abriu-se a porta para suplentes assumirem acomodando interesses políticos. É o efeito dominó.
DEFINIÇÃO: “…O jeitinho é sempre uma forma “especial” de se resolver algum problema ou situação difícil ou proibida; ou uma solução criativa para alguma emergência, seja sob a forma de conciliação, esperteza ou habilidade…( ) “Conceito de Lívia Barbosa em “O jeitinho brasileiro: a arte de ser mais igual que os outros”.
SANTO REMÉDIO: Conclui-se que o uso do jeitinho é uma solução pratica na administração pública, um recurso flexível com poder para se resolver problemas respeitando regras e normas. No caso da Câmara Municipal da capital, essa engenhosa e criativa manobra não trouxe qualquer tipo de prejuízos a quem quer que seja.
OUTROS ASPECTOS: O estrangeiro critica a pratica do ‘jeitinho’, incorporada ao nosso cotidiano para sanar problemas resultantes as vezes da lei complexa. Coisa nossa que só nós entendemos. É que no Brasil, nem sempre dois mais dois resulta em quatro na administração pública, uma máquina fabulosa de gerar estresse em todos nós.
OPINIÃO: “O jeitinho brasileiro se estende para além das fronteiras públicas. Está impregnado na engenharia social. E durante a trajetória social ocorrem muitos desvios de conduta, seja pelo simples furar de fila, seja pela assinatura da lista de chamada no lugar do amigo que faltou, seja pela mentira para se evitar um mal maior”. (Digécio R. de Souza)
‘O BEM AMADO’: Benevolente com os ricos. Essa definição de nossa justiça cai como uma luva no caso do ex-presidente Collor condenado a 8 anos e 4 meses por corrupção. Mas o ‘Caçador de Marajás’, poderá continuar livre com sua soberba ariana enquanto o STF decide os novos embargos. Nada como ter ‘aquilo roxo’!
KRUG CANDIDATO: Bem avaliado, o prefeito João C. Krug (Chapadão do Sul) será candidato a deputado estadual em 2026. Em 2006 ele disputou e quase chegou a 11 mil votos. Agora, com o colégio eleitoral atual de 22 mil votos e adotando um discurso regional, Krug tem chances. Ele é engenheiro agrônomo e vem de família tradicional de agricultores.
PATRULHAMENTO: A bola da vez é o cantor Roberto Carlos. Nas redes sociais é acusado pela esquerda de ter sido simpático ao Regime Militar. Ele aparece na trilha do filme ‘Ainda estou aqui’, o que deve ter despertado a imaginação desse pessoal que tem pouco a fazer. Ora! O Rei, ficou na zona cinzenta cantando e sem se expor. Direito seu!
FAZ PARTE: O deputado Zeca do PT insiste que o legislativo é o local para o debate de ideias. Sem os debates o clima fica morno, cheira mal. Portanto, os excessos no debate entre os deputados Kemp (PT) e coronel Davi (PL) a respeito do bloqueio de rodovias por indígenas, são creditados apenas ao emocional dos debatedores.
FELIZ DA VIDA:Vitorioso nestas eleições de Dourados, o deputado Zé Teixeira não esconde seu otimismo quanto as possibilidades de sucesso da gestão de Marçal Filho. Ele lembra que todos os fatores convergem para o êxito; o apoio da população, da Câmara Municipal, Governo Estadual, Assembleia Legislativa e parlamentares federais.
BOM NEGÓCIO: Não se sabe quanto ele gastou para obter 1.663 votos, mas no frigir dos ovos o ex-candidato a governador Adonis Marcos saiu recompensado com a ‘boca’ no governo ganhando R$ 12 mil mensais. Ele deixou o radical PSOL para se filiar ao light Cidadania. Todo homem tem seu preço. Alguns até parcelam no cartão.
TUDO EM PAZ! Falou mais alto o bom senso aliado a maturidade. Repercutindo positivamente o consenso registrado no Tribunal de Contas ao definir o conselheiro Flavio Kayatt como candidato a presidente, o conselheiro Jerson Domingos como vice- presidente e o conselheiro Marcio Monteiro na Corregedoria para o biênio 2025/2027.
NO TETO: Para observadores na Assembleia o PT bateu no teto por vários fatores: a concentração de poderes nas mãos dos mesmos dirigentes e a teimosia do velho discurso numa sociedade conservador. Já se pergunta: quem teria musculatura política para suceder a Zeca do PT? Afinal ninguém é de ferro e ele não é mais criança. De leve…
RADIOGRAFIA: Aqui, os políticos do centro moderado e da direita vão se juntar por força dos acordos nacionais. Para a senadora Tereza Cristina é conveniente caminhar com o grupo do ex-governador Reinaldo, tido como futuro ‘senador de todos’, cabendo a segunda vaga para Nelsinho Trad – hoje afinado com Reinaldo e a senadora. Entre eles há mais identidade do que divergências.
RIEDEL & FUTURO: Tem gente delirando ao apostar na candidatura do governador ao Senado e assim abrir espaço para Reinaldo voltar ao Governo. Riedel tem autocritica e sabe o roteiro da vida pública a seguir. Como diz o caipira: nada de inventar moda. Todos os candidatos que se aproveitarem do vácuo de Riedel serão beneficiados.
NO VÁCUO: Candidatos fortes ao Governo beneficiam candidatos na proporcional. Foi assim com Pedro Pedrossian e de Wilson B. Martins. Alguns candidatos – tidos como fracos – acabaram eleitos ao associarem a sua imagem ao candidato majoritário. Mas eleitos, viraram ‘bolhas de sabão’. Desapareceram em pouco tempo.
LUZ PRÓPRIA? Qual o papel da prefeita Adriane Lopes no cenário e especialmente nas eleições de 2026? Já se questiona qual seria a base do grupo político de Adriane? Até quando ela continuaria apensada e dependente da senadora Tereza Cristina e do governador Riedel para viabilizar seus projetos e conseguir recursos?
REFLEXÃO: O União Brasil já tem seu pré-candidato ao Planalto e isso pesa no futuro do partido em nosso Estado. Há sim um aceno para Rose Modesto integrar o Governo, mas esse não seria o momento de decidir. No evento com os companheiros nesta quinta, Rose, Murilo Zauith, os deputados Hashioka e Rinaldo falaram no mesmo tom sobre as eleições passadas e o futuro da agremiação.
‘BRECHÓ’: Pasmem! No facebook ‘pastores’ vendem as botas de Judas, a taça da ‘ultima ceia’, o cajado de Abrão, a maça mordida por Adão e Eva, tabuas da ‘Arca de Noé’; galão de água do Dilúvio; botijão de gás eterno (nunca acaba); terreno no céu e aparelho ‘Wi Fi Celestial’ (nunca cai). O Deus destas igrejas olha mais para o pastor do que para as ovelhas. Como diria Galvão Bueno: “Pode isso Arnaldo? ”
PILULAS DIGITAIS:
Deus, me dê a chance de te mostrar que o dinheiro não vai me modificar.
Como serão as relações entre a prefeita Adriane e ex-prefeito Marcos Trad?
Não é que o crime não compensa. É que, quando compensa, muda de nome. (Millôr)
Justa causa: mandado em embora porque cantava no trabalho. Desde então ninguém aguenta o silêncio. (José Resende Junior)
A questão agora é se o punhal mata o golpismo ou se corta a próxima pizza. (Gabriel Priolli)
Ter o Carrefour como grande derrotado é revelador das nossas ambições. (Mario Sabino)
Jeitinho brasileiro é a arte de ziguezaguear entre o certo e o errado. Sir Hob)
nov 27, 2024 | Colunistas
Iniciar uma carreira na advocacia é um desafio complexo. Muitos jovens advogados se deparam com a clássica dúvida: devo me especializar logo no começo ou adotar uma postura generalista para ganhar experiência e aprender na prática? É preciso avaliar vantagens e desafios para traçar um plano de carreira estratégico e sustentável.
É muito comum que, ao sair da faculdade, não tenhamos certeza sobre a área específica em que queremos atuar. Aliás, essa foi exatamente a minha experiência. No início, tratei de diversas áreas e temas, desde contratos até assuntos ligados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa prática é a realidade para muitos advogados que precisam ser generalistas para garantir um fluxo de trabalho contínuo.
O problema é que, frequentemente, surgem conselhos criticando essa postura, sugerindo que um advogado deveria, desde o primeiro cliente, focar em uma especialização e recusar casos que não estejam no seu nicho de atuação. Na prática, porém, sabemos que não é tão simples assim. A pressão para iniciar uma carreira rentável e construir uma base de clientes normalmente leva muitos advogados a aceitarem demandas diversas.
Apesar de iniciar como generalista ser uma alternativa viável para se manter no mercado, a especialização oferece uma grande vantagem: a construção de autoridade. Quando você foca em um nicho, sua imagem de especialista cresce, e isso eleva sua percepção de valor perante clientes e colegas. Afinal, o mercado tende a valorizar mais aqueles que demonstram conhecimento profundo em uma área específica.
No entanto, a dúvida permanece: como conciliar a necessidade de atender a diversas demandas com o desejo de se especializar? É possível equilibrar essa equação? A resposta está em como você constrói a sua imagem pública, especialmente nas redes sociais.
Mesmo que ainda seja necessário lidar com demandas variadas para manter o fluxo de caixa, é importante direcionar seu posicionamento digital (online) para uma área específica. Comece a compartilhar conteúdos e insights sobre um nicho que você deseja dominar — LinkedIn, Instagram e YouTube são ótimos canais para isso. Com o tempo, sua especialização vai se consolidando na mente das pessoas, e você passa a ser visto como uma referência naquele setor.
Portanto, no início da carreira, aproveite as oportunidades para experimentar diferentes áreas, mas sem deixar de planejar o rumo que deseja seguir. Essa é a fase ideal para aprender, corrigir trajetos e ajustar estratégias conforme surgem as oportunidades.
Defina um objetivo claro e ajuste suas práticas para alcançá-lo, lembrando sempre que o importante é o crescimento contínuo. A especialização é um processo que acontece gradualmente e, ao alinhar sua comunicação e posicionamento, você consegue construir uma carreira sólida e com diferencial competitivo.
(*) Advogada contratualista, especialista e referência em Contratos e Legal Design, criadora da Formação LDFD – o curso que ensina advogados a encararem a advocacia como um negócio. Site: https://link.gabriellaibrahim.com.br/bioinsta
*Advogada Gabriella Ibrahim
nov 25, 2024 | Colunistas
Se Deus diz que é com o suor do seu trabalho que o homem ganhará o seu sustento, é evidente que os programas sociais permanentes não são o caminho para o crescimento e a prosperidade do país. Toda ajuda ou caridade para os mais pobres deveria ser transitória, fornecida apenas como um apoio inicial, até que as pessoas tenham a oportunidade de se sustentarem com esforço próprio e trabalho.
Infelizmente, essa não é a realidade no Brasil. Em muitos estados e municípios, há mais pessoas vivendo da dependência de programas sociais do que trabalhadores registrados formalmente. Além disso, esses programas não incluem estratégias de acompanhamento ou incentivo para que as famílias beneficiadas superem essa dependência. Como resultado, perpetua-se um ciclo de pobreza que deveria ser quebrado.
O que o Brasil precisa, em vez de programas assistencialistas permanentes, são projetos estruturais de curto, médio e longo prazos para combater a pobreza extrema. A base disso deveria ser uma educação pública de qualidade, que ofereça desde o ensino básico à universidade, oportunidades reais de crescimento. Educação de excelência liberta, profissionaliza e promove a ascensão social, permitindo que as pessoas alcancem maior qualidade de vida.
Além da educação, um ponto crucial para resolver a miséria no Brasil é reduzir a intervenção estatal na economia. O governo cobra tributos excessivos, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Hoje, os impostos sobre os produtos de uso e consumo no Brasil superam 50% em média, atingindo principalmente itens básicos, como arroz, feijão, leite e carne. Isso significa que o próprio governo, por meio da carga tributária, aumenta o custo de vida das famílias mais pobres.
É inaceitável que o Estado seja, na prática, um “sócio majoritário” de empresas e cidadãos, cobrando impostos exorbitantes e oferecendo serviços públicos de baixa qualidade em troca. Educação, saúde e infraestrutura continuam precárias, enquanto persistem os escândalos de corrupção e má gestão dos recursos públicos. Passa da hora de o Brasil ser administrado com seriedade, transparência e competência.
O Brasil é um país gigante, de gente trabalhadora, criativa e resiliente. O que a população precisa não é de bolsas ou auxílios permanentes, mas de oportunidades reais de estudo, emprego, trabalho digno e redução do custo de vida. Quando isso for possível, os programas assistenciais, como Bolsa Família, Vale Gás e tantos outros, se tornarão desnecessários. A não ser em casos extremamente excepcionais.
Em países que reduziram a interferência estatal e estimularam a iniciativa privada, como Cingapura e Coreia do Sul, o crescimento econômico retirou milhões de pessoas da linha de pobreza. No Brasil, setores como o agronegócio, comércio, indústria e serviços têm enorme potencial para alavancar a economia, gerando emprego e renda para milhões de brasileiros. Para isso, o governo deve investir em infraestrutura, desburocratizar processos, reduzir impostos e criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo, promovendo o crescimento sustentável e abrangente em todas essas áreas.
O Brasil tem tudo para superar a pobreza e se tornar uma nação próspera e justa, onde cada cidadão tenha a oportunidade de trabalhar, crescer e viver com dignidade. A Palavra de Deus nos ensina que o trabalho é fonte de sustento e honra, como em Provérbios 14:23: “Em todo trabalho há proveito.” Isso nos encoraja a buscar políticas que promovam o emprego, a renda e o empreendedorismo, oferecendo às famílias os meios necessários para construir um futuro melhor.
Também somos lembrados em 2 Tessalonicenses 3:10 de que o trabalho é parte do propósito de Deus para o ser humano: “Quem não quiser trabalhar também não coma.” Esse princípio reforça que é preciso criar um ambiente no qual o esforço individual seja valorizado, e onde programas assistenciais sejam instrumentos temporários para a verdadeira libertação da pobreza, e não ferramentas de dependência.
Com fé, esperança e um compromisso firme com os valores da justiça, da honestidade e do esforço coletivo, o Brasil pode alcançar o potencial que Deus colocou em nossa terra e em nosso povo. Governantes e cidadãos precisam trabalhar juntos, confiando que, ao seguirmos os caminhos da sabedoria divina, colheremos os frutos de um país mais próspero, justo e solidário.
*Jornalista e Professor.
nov 25, 2024 | Colunistas
No cotidiano, muitas vezes os stalkers são invisíveis, camuflados como pessoas comuns, ao mesmo tempo em que mantêm uma presença constante e silenciosa na vida de suas vítimas. Esse tipo de obsessão é motivado não pela admiração, mas por um desejo de controle e possessão que ultrapassa os limites saudáveis, envolvendo uma vigilância intensa e ininterrupta.
Antes da era digital, os stalkers dependiam de presença física para monitorar e seguir suas vítimas, seja por meio de encontros em locais públicos ou por correspondências constantes e telefonemas anônimos. Com as redes sociais, no entanto, os limites do “acesso” foram superados. Agora, esses indivíduos têm à disposição um verdadeiro acervo de informações sobre a vida pessoal de alguém — o que permite que o acompanhamento seja ainda mais discreto e persistente.
A perseguição de celebridades é um fenômeno que ajuda a ilustrar a psicologia por trás do stalking. Casos como os da atriz Jodie Foster, que foi perseguida por um fã durante anos, e da cantora Taylor Swift, que também enfrentou stalkers persistentes, exemplificam como a fama pode intensificar o desejo de controle e a posse obsessiva de uma figura pública.
Esses stalkers, ao contrário de admiradores, alimentam uma ilusão de “relação especial” com a celebridade, acreditando que cada informação nova reforça um vínculo imaginário. As redes sociais facilitam ainda mais essas obsessões, permitindo criar uma narrativa de intimidade e proximidade baseada em informações pessoais que ele consome sem que a celebridade tenha ciência disso.
O vínculo entre o stalking e a violência contra a mulher é particularmente alarmante. Em grande parte dos casos, o agressor é um homem que persegue uma mulher, frequentemente motivado por um desejo de controle ou possessividade extrema. A vigilância constante e a tentativa de invadir a vida pessoal de uma mulher constituem uma forma de abuso psicológico, gerando um efeito desestabilizador para a vítima, que frequentemente experimenta medo e angústia diante da invasão.
Os casos de feminicídio frequentemente mostram que o stalking surge após a separação, quando o agressor passa a monitorar e perseguir a ex-companheira como uma tentativa de reaproximação forçada. Esse comportamento possibilita o controle indireto e o acesso frequente a ela, aumentando o risco de novos ataques. O stalking facilita emboscadas em lugares como o trabalho, a residência ou espaços públicos, onde agressões graves ou fatais podem ocorrer, transformando-se em um elemento que amplia significativamente o potencial para atos extremos de violência.
Trata-se de um comportamento que pode ser considerado um tipo de violência silenciosa, capaz de causar graves danos emocionais e psicológicos. Compreender a dinâmica por trás desse comportamento é crucial para nos protegermos e apoiarmos aqueles que possam ser vítimas dessa obsessão. Em uma sociedade cada vez mais conectada, entender como o stalking se manifesta e adotar estratégias de proteção se torna não apenas uma forma de segurança pessoal, mas um meio essencial de preservar a saúde mental diante da exposição digital.
(*) Alessandra Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia, Mestranda em Psicologia Forense e Criminal. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.
Stalkers – Imagem Freepik