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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 25 de Junho de 2026
Sicredi discute financiamento de baixo carbono na COP 29 no Azerbaijão

Sicredi discute financiamento de baixo carbono na COP 29 no Azerbaijão

Instituição é a maior financiadora privada de pequenas unidades de geração distribuída de energia solar no país

O Sicredi, instituição financeira cooperativa presente em todo país e com mais de 8,5 milhões de associados, marcou presença na 29ª Conferência do Clima (COP29) da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece até o dia 22 de novembro, em Baku, no Azerbaijão. A instituição participou do painel “Cooperativismo e Finanças Sustentáveis”, mediado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) juntamente com representantes do BNDES. Este painel acontece no Pavilhão do Brasil, no dia 19 de novembro.

Na discussão, o superintendente de Tesouraria do Sicredi, Pedro Lutz Ramos, abordou como a instituição tem promovido a pauta de finanças sustentáveis, ao ministrar a apresentação “Estratégias e iniciativas para financiamento de uma economia de baixo carbono”. Dentre os destaques da palestra estarão as linhas de crédito do Sicredi voltadas à energia solar e o apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) lideradas por mulheres. Desde 2017, a instituição já concedeu mais de R$12 bilhões em créditos para pequenas unidades de geração de energia solar distribuída, posicionando-se como um dos maiores financiadores privados do país neste segmento.

Além dos investimentos em energia solar, o Sicredi apoia projetos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa, como o Programa Metano Evitado Sicredi, que mitiga as emissões de metano na pecuária, e o Projeto Erva Mate, que transforma a monocultura de erva-mate em práticas de agricultura regenerativa. Recentemente aprovado por certificadores ambientais, o Projeto Erva Mate está em fase de implementação e representa uma importante contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa na atividade agrícola.

“As cooperativas de crédito têm um papel importante no combate e na mitigação dos impactos causados pelas mudanças climáticas, devido à sua forte presença nas comunidades locais e à promoção do desenvolvimento sustentável regional. A proximidade com os associados também permite que essas instituições identifiquem e apoiem iniciativas que tenham um impacto positivo em projetos voltados para a preservação ambiental e a inclusão social”, destaca o superintendente de Tesouraria do Sicredi, Pedro Lutz Ramos.

O executivo ressalta ainda que as taxas de juros mais justas das cooperativas favorecem o financiamento de projetos de energia renovável, eficiência energética e outras iniciativas sustentáveis, o que contribui para a redução das emissões de carbono.

Durante a COP 29, o Sicredi também conduziu reuniões com fundos de impacto, como o Green Climate Fund, e organizações multilaterais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), este último com o qual já firmou três parcerias para operações sustentáveis, consolidando sua atuação no financiamento de projetos alinhados a uma economia verde e inclusiva.

Sobre o Sicredi 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 8,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.800 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Leia Coluna Amplavisão: Política: atrai e transforma seus protagonistas

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ANTÍTESE: Na edição anterior falamos da adoção da simplicidade pelos homens públicos e autoridades em geral. A intenção, destacar o que seria indispensável na função de servir, de representar, não importando a graduação.  Mas do outro lado existe a imodéstia, a vaidade, a arrogância, a empáfia e o desdém através da soberba.

SOBERBA: O Papa Francisco tem a soberba como forma de “esplendor excessivo”, de auto exaltação, presunção e vaidade manifesta no desejo excessivo de superioridade. O soberbo se considera muito mais do que é na realidade, julga-se superior aos demais e despreza os outros. (Papa Francisco, Audiência Geral, 06/03/2024).

SOBERBOS: Putin, Trump, Lula, Bolsonaro, José Dirceu, Janja, Puccinelli, Gleisi Hoffman, Paulo Maluf, Pablo Marçal, Alexandre de Moraes,  Collor de Mello, Roberto Requião, Dilma Roussef e Sergio Cabral. Lembrando Machado de Assis: ‘São assim os homens; as águas que passam e os ventos que rugem – não são outra coisa. ’

SINAIS: Para Roberto Romano é arrogância o desejo de superioridade dos políticos em serem julgados no foro especial e não pelo juiz de primeira instância. Outro filósofo, Mario Cortella, diz: ‘a soberba é a capacidade de imaginar que nada existe que seja superior a própria pessoa’. Ambos enxergam a soberba como pecado da política através da arrogância.

COMPARAÇÕES: Em Pindamonhangaba perguntei pelo Alckmin. Conceito 10 na postura. Em Berlim, a então Chanceler Ângela Merkel, sem seguranças pilotava o carrinho no supermercado, papeava com os fregueses no caixa. Aqui, novatos do poder, mudam de endereço, desligam a campainha da casa. Viram intocáveis, insuportáveis, imortais.

LUIZ F. PONDÉ: Oportuno citá-lo: “O PT sempre foi um partido extremamente arrogante porque os petistas achavam que eles caminhavam sobre a virtude universal da política; o partido da ética. Quando um petista falava com você – ele se portava como se estivesse sendo até condescendente contigo – um ser miserável corrupto.”  Rssss

METAMORFOSE: No facebook Puccinelli deseja ‘boa semana aos amigos’. Antítese do governador que em 2009, num evento com empresários sobre o cultivo de cana de açúcar no Pantanal, xingou o então ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) de veado e fumador de maconha, além de ameaçar estupra-lo em praça pública. E quer voltar!

OS MESMOS?  Muita coisa pode acontecer até as eleições de 2026: escândalos, prisões, operações da Polícia Federal, do Gaeco. Quer queira ou não isso acabaria influenciando a opinião pública, independentemente de sentença judicial. Não é? Vale a versão do fato. Mas não vislumbro novas figuras no cenário, a exceção de ex-prefeitos.

BEM ASSIM: As pessoas querem deixar um legado, espécie de marca existencial. Uns concretizam o projeto na profissão pelo sucesso. Outros optam pelo caminho atraente da política. Quem não massageia o ego pela exposição do nome ou imagem na mídia – de placas ao noticiário? O grande número de candidatos a vereança comprova essa tese.

A GLÓRIA: Ela é construída por momentos mágicos de sorrisos, alegria e satisfação pessoal no curso do poder. Como diz o conhecido bordão da propaganda: ‘Isso não tem preço! ’  Conversando com políticos, em todos níveis de poder, percebe-se o estado de felicidade por usufruir essa experiência de vida. Mas como tudo na vida – é efêmero.

BASTIDORES: Exala cheiro de mudanças. Ganha corpo a tese de que o governador Riedel trocaria o PSDB pelo PSD e que o ex-governador Reinaldo deixaria o ninho tucano ingressando no PP. Essas mudanças impactariam em vantagens para o senador Nelsinho (PSD) na sua tentativa de reeleição em 2026.

ANALISE: Nelsinho tem uma base sólida: eleito com 424.085 votos. Sua carreira politica começou em 1992 como vereador e depois foi o deputado estadual mais votado. Em 2004 elegeu-se prefeito. reeleito em 2008.  Hoje está em vantagem em relação ao nome do engenheiro Marcelo Miglioli, outro pretendente ao Senado. Para ter chances, o candidato precisa sair da capital com 300 mil votos.

A PERGUNTA: Como cumprir todas as promessas para arrumar ‘boquinhas’ nas prefeituras? Quem apoiou ou de alguma forma ajudou na vitória – não importa o tamanho e prestígio do apoiador – está cobrando retribuição de quem tomará posse. Colocar mais mesas nas salas satisfará os aliados? É o velho filme que se renova.

RENATO CÂMARA: Produtivo o papo com o deputado sobre questões envolvendo o plantio de eucaliptos e que tem gerado dúvidas na opinião pública. Zeloso nas palavras, entende que é preciso olhar a questão do meio ambiente e que há toda uma legislação federal avançada para prevenir desastres e todos tipos de problemas. Deus queira!

PERGUNTAS: Tendo por base Inocência, tradicional produtora de alimentos e que  mudará para as florestas de eucaliptos, teremos reduzida a parte territorial que hoje se dedica a pecuária e agricultura? O rebanho bovino de Água Clara e Ribas diminuindo e a população que outrora morava na zona rural praticamente está desaparecendo.

MUDANÇAS: O eucalipto prejudica o ecossistema pela falta de variedade alimentar e acaba alterando a biodiversidade inclusive. Outra questão grave se refere as nascentes próximas destas florestas absolutamente sem frutos. Além do mais, o eucalipto provoca acidificação do solo e inibe o surgimento de outras plantas nativas e elimina a fauna.

ACREDITE;  O Brasil ainda tem 11,8 milhões de analfabetos. Sindicatos: O Brasil lidera folgado com 17.289 entidades; a Argentina tem apenas 91; o poderoso Reino Unido totaliza 168 e os Estados Unidos 190. Número de pessoas com foro privilegiado: no Brasil 58.660; Alemanha 1; Chile e Estados Unidos nenhuma.

EFEITO DOMINÓ?   As notícias sobre o plano de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes sacudindo o universo político. Já se pergunta: quais os danos políticos para as lideranças ligadas ao ex-presidente Bolsonaro? Como a opinião pública está reagindo com a exposição dos fatos. Logo teremos pesquisa neste sentido.

ROBERTO BRANDT:  “A vitória de Trump não é o fim do mundo, nem um novo fim da história. É simplesmente o começo de uma nova ordem que, por imprevidência nunca imaginamos. Como todo na vida, vai nascer, evoluir e depois ser substituída, embora não saibamos quando. A única coisa certa é que o Brasil nada tem a ganhar e tem tudo a perder como esses novos tempos. ” ( ex ministro de FHC)

PONTO FINAL: 

Quando e qual será o próximo escândalo no MS?

 

Um passo para igualdade: Marcelo Carneiro dos Santos

Um passo para igualdade: Marcelo Carneiro dos Santos

Em 2024, o 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, será celebrado como feriado nacional pela primeira vez na história. Originalmente criado por jovens universitários negros do Rio Grande do Sul, o movimento por uma data em que o protagonismo seja verdadeiramente dos negros surge para reforçar a luta por liberdade e prega direitos iguais em todos os setores da sociedade.

Essa forma de visibilidade é importante, principalmente para a valorização cultural de elementos afro-brasileiros. O samba, as religiões de matriz africana, a capoeira e outras danças tradicionais como exemplo deste legado, transmitido de geração a geração. Negar a herança africana, é negar o próprio Brasil. A cultura africana faz parte da nossa origem, dos nossos antepassados e da nossa história, e isso influencia o nosso modo de viver.

O mês de novembro oferece uma oportunidade valiosa para refletir e discutir questões raciais e de identidade dentro das universidades. A disciplina de educação física, por exemplo, pode ser uma boa porta de entrada para introdução de elementos da cultura africana, como as danças e as práticas corporais em geral.

Dentro da sala de aula é uma oportunidade para explorar atividades dos esportes e das danças de matriz africana, como a capoeira e o samba, que têm raízes profundas na história do povo negro e são exemplos poderosos de resistência e preservação cultural. Para o professor é relevante não apenas ensinar a técnica, mas também contextualizar o valor histórico e cultural dessas práticas, abordando a história do movimento negro e das lutas por reconhecimento e espaço dentro do esporte e da sociedade como símbolo de resistência.

Temas como a representatividade de atletas negros, os estereótipos raciais e como o preconceito afeta tanto a prática quanto o acesso ao esporte em diferentes níveis também merecem espaço na discussão. As universidades têm importante papel em desenvolver pesquisas que investiguem o impacto do racismo na saúde física e mental da população negra, além de estudar como as barreiras raciais influenciam o acesso a práticas esportivas e oportunidades profissionais.

Promover a valorização da herança africana no Brasil exige um compromisso diário de todos, não apenas no ambiente acadêmico, mas também no dia a dia. A herança africana está presente em inúmeros aspectos da nossa cultura, como a música, a dança, a culinária, a linguagem, as religiões e as artes, mas, infelizmente, muitas dessas influências ainda são pouco reconhecidas ou valorizadas como merecem, vejo que há muitos avanços ainda necessários para promover a inclusão e a valorização da população negra no Brasil.

*Marcelo Carneiro dos Santos é docente da Estácio e mestre em educação física.

Cuidado com as tentações financeiras: Wilson Aquino

Cuidado com as tentações financeiras: Wilson Aquino

No Brasil, o endividamento das famílias tem se tornado um problema grave e persistente. De acordo com dados recentes, mais de 77% das famílias brasileiras estão endividadas, enfrentando dificuldades para arcar com compromissos financeiros básicos. Esse alto índice de endividamento, em muitos casos, leva à inadimplência, causando estresse emocional, problemas de saúde e até mesmo rupturas familiares. Esse cenário torna evidente a necessidade de cautela ao lidar com o orçamento doméstico, especialmente em períodos de alta pressão consumista como agora, no final de ano.

A facilidade de acesso ao crédito e o apelo constante ao consumo fazem com que muitas pessoas sejam levadas a gastar mais do que podem. Promoções como o “Black Friday”, liquidações de final de ano e descontos em compras parceladas são estratégias eficazes do comércio para atrair consumidores, mas podem levar ao consumo impulsivo e desnecessário. Estudos indicam que, em média, os brasileiros gastam até 30% a mais do que o planejado em eventos como o “Black Friday”. A tentação de aproveitar essas ofertas, especialmente sem um planejamento adequado, resulta em um acúmulo de dívidas que muitos não conseguem honrar, criando um ciclo de endividamento cada vez mais difícil de controlar.

No começo de cada ano, novas despesas se acumulam, como IPTU, IPVA, matrícula escolar e materiais didáticos, pressionando ainda mais o orçamento familiar. Em 2024, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a inadimplência no início do ano subiu cerca de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa realidade evidencia que muitos brasileiros estão adiando compromissos financeiros importantes em função de gastos supérfluos realizados no final do ano, dificultando a organização do orçamento nos primeiros meses do ano e afetando outras áreas essenciais da vida.

O tema do endividamento familiar também possui uma perspectiva bíblica sobre prudência e gestão dos recursos. A Bíblia nos ensina em Provérbios 22:7 que “o rico domina sobre os pobres, e quem toma emprestado é escravo de quem empresta”. Esse princípio nos alerta sobre os perigos de se endividar e viver além dos próprios meios.

Em Lucas 14:28-30, Jesus conta uma parábola sobre um homem que deseja construir uma torre, ressaltando que ele primeiro deve calcular os custos para ver se tem condições de terminá-la. Assim, na vida financeira, é preciso primeiro refletir sobre os recursos disponíveis e os compromissos que se pode assumir. Esse ensinamento bíblico nos convida a analisar cuidadosamente nossas decisões financeiras, evitando que dívidas comprometam a harmonia familiar e resultem em dificuldades que poderiam ser evitadas com prudência.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina princípios sólidos de autossuficiência e administração financeira como parte da vida espiritual e familiar. Uma das orientações fundamentais da Igreja é que os membros vivam dentro de seus meios, independentemente do nível de renda. O ideal é que as famílias nunca gastem mais do que 70% de sua renda, reservando o restante para poupança. Esse princípio está alinhado com a visão de uma vida previdente e regrada, promovendo a segurança e a paz dentro do lar.

O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos da igreja, enfatizou a importância de administrar as finanças com sabedoria. Ele declarou: “A verdadeira felicidade não está na acumulação de bens materiais, mas em viver uma vida de gratidão e serviço ao próximo. Evitar dívidas desnecessárias é essencial para alcançar essa paz.” O Élder Hales também aconselhou que poupar regularmente, ainda que sejam pequenas quantias, é um ato de fé e preparação para o futuro.

A Igreja também incentiva os membros a serem previdentes, planejando com antecedência suas necessidades. Esse conselho é especialmente importante em tempos de incerteza econômica, quando despesas inesperadas podem surgir. Um orçamento familiar bem elaborado, baseado nos princípios do evangelho, ajuda a evitar o endividamento e promove maior estabilidade e harmonia entre os membros da família.

Ao final, é preciso lembrar que a prosperidade verdadeira vem da paz e do equilíbrio na vida familiar e espiritual. Gastar com sabedoria e evitar dívidas são formas de honrar a família e preservar o bem-estar de todos. A prudência nas finanças, alinhada aos princípios bíblicos, permite que as famílias enfrentem os desafios financeiros com serenidade e segurança. Dessa forma, estaremos plantando uma semente de prosperidade e harmonia, não apenas para nós, mas também para as gerações futuras.

*Jornalista e Professor            

Leia Coluna Amplavisão: Simplicidade, conta muito na vida pública

Leia Coluna Amplavisão: Simplicidade, conta muito na vida pública

SEM MÁSCARA:  O discurso era falso. É o que se deduz da decisão do TRE-MS ao condenar o ex-deputado federal ‘Tio Trutis’  e sua mulher Raquellle Souza (PL) por lavagem de dinheiro (R$776 mil) no pleito de 2022. Podem ficar inelegíveis. Após perder a eleição para vereador da capital neste ano, Trutis insistirá em 2026?

VOANDO ALTO: O governador Riedel (PSDB) ocupando espaços na grande mídia, reforçando a imagem de bom gestor. Agora mesmo falará em nome dos governadores na Reunião das cidades do ‘G20’ no Rio de Janeiro. “Compromisso com a Ação: a Abordagem Brasileira para uma Governança Climática Multinível’ – o tema de palestra nesta sexta.

VAZIOS: Tanto a situação como a oposição enfrentam o mesmo desafio para as eleições nacionais de 2026. Pelas razões conhecidas o cenário não produziu novos personagens rotulados de protagonistas já prontos, lapidados, para cargos de efetivas lideranças.  A oposição rachada e Lula cansado: é o que temos até agora.

QUEM MESMO? Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Pablo Marçal teriam figurinos ideais de candidatos oposicionistas? Lula – mesmo  ‘enroquecido’, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, as opções da situação. Pelos perfis dos dois últimos – dependendo das pesquisas, Lula deve repetir a chapa com Alckmin.

O BOLSO: Dizem que o coração do eleitor fica no bolso. Se o povo estiver contente, comendo bem, pagando as contas em dia, fará uma leitura positiva do Governo Lula. Além de curtir o espelho (enorme) em casa, Lula está de olho nos índices de aprovação de sua gestão. Se a eleição fosse dentro do cenário atual Lula ainda venceria. Penso eu.

E AGORA: 6 X1 ou 4 x 3? O embate sobre a propalada mudança da jornada de trabalho promete ser material explosivo para comentários e discussões. Isso é apenas o começo. Trata-se de matéria delicada que envolve vários aspectos da sociedade e que não se resolverá da noite para o dia sem uma apurada análise social e política.

SINAIS: Para o vice-presidente Alckmin, a mudança seria uma tendência mundial. Diz ele: “À medida que a tecnologia avança, você pode fazer mais com menos pessoas e ter uma jornada menor. ” Mas pergunta-se: isso seria aplicável em outros segmentos, como no universo rural? O deputado Zé Teixeira já questionou o fato. Ele tem suas razões.

OUTRO LADO:  Pessoal do comercio teme que ao reduzir a jornada sem diminuir o salário, os custos da empresa fiquem comprometidos. Uma equação nada fácil que não se resolve da noite pro dia. Vale dizer que boa parte dos empregos do setor do comercio   vem dos micros e pequenos negócios, que hoje lutam pela sobrevivência.

  1. LOESTER: Vereador na capital por 4 mandatos e deputado estadual por 3 vezes. Também foi 1º suplente de deputado federal e candidato a prefeito em 1992 pelo PDT, além de candidato a vice-prefeito de Nelson Trad. Simples, está saindo de cena aos 76 anos de idade. Médico, disse-me que irá cuidar melhor do seu corpo. Ainda há tempo.

SIMPLICIDADE: Ainda existe, mas anda rara. O ex-deputado Fabio Trad conta um episódio peculiar. Certa vez foi com seu pai Nelson Trad visitar o ex- prefeito Lúdio Coelho. Papo agradável; vida e política; enquanto Lúdio chupava uma manga ao estilo ‘criança feliz’. Na volta, Fabio comentou a postura de Lúdio e Nelson ponderou: “essa é a simplicidade, que encanta. ”  

DE LEVE: Dizem que a simplicidade é o último degrau da sabedoria. Faz sentido e se contrapõe ao estilo soberbo de autoridades e políticos que se postam acima de tudo e de todos. Esse episódio envolvendo o Tribunal de Justiça oportuniza a reflexão de conduta. Será preciso frequentar mais velórios para entender o real sentido da vida? Ora! Daqui nada se leva!

BOM PRESIDENTE: Visto antes como inexperiente ou sem a bagagem, tida como imprescindível ao cargo, o deputado Gerson Claro transformou a presidência da Assembleia Legislativa no centro de diálogo e de soluções. Esse estilo pragmático e simples de administrar garantiu-lhe a unanimidade para conseguir a reeleição.

FAZ SENTIDO:  Gerson trata bem as pessoas e funcionários da casa. Talvez sua própria origem humilde e os valores que agregou no magistério tenham influenciado na sua formatação. Dos deputados só ouço referências elogiosas ao presidente reeleito, como se pode aferir durante a votação. Pelo visto Lúdio Coelho seria referência para o deputado Gerson.

‘SAIA JUSTA’:  Talvez  o escândalo no Tribunal de Justiça  não altere os prognósticos iniciais quanto as eleições da OAB-MS. Mas será um palco oportuno para se discutir valores, postura e objetivos da entidade. Como ex-conselheiro da entidade tenho ouvido críticas dessa relação da OAB com o Judiciário.

LEMBRANDO:  A OAB, como mostra a história do país, se pautou como defensora da democracia e da justiça transparente. Mas hoje, diante dos fatos gravíssimos divulgados pela mídia nacional inclusive, a entidade local parece acuada e até questionada pela opinião pública.

 

‘GENTE & URGENTE’:

A nova direita não está de passagem. (Wilson Gomes)

“Este país não pode dar certo. Aqui, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”. (Tim Maia)

A PEC para diminuir a carga de trabalho semanal é coisa de quem não tem a menor ideia da realidade do Brasil. É varejo ideológico-populista. (Mario Sabino)

Pela facilidade de acesso, pode-se afirmar que com as bets, permitimos a instalação de um cassino no bolso de cada brasileiro. (Ministra Macaé Evaristo)

Ética – Roubava, sim, mas só em legítima defesa. (Millôr)

E pensar que o Brasil já foi um país onde o máximo de explosão que existia era a do Iraque. (na internet)

Deputados e senadores focam no dinheiro em busca de votos e renunciam ao papel de debater os grandes temas da República. (Senador Oriovisto Guimarães)

Pensar diferente é uma coisa, exterminar o diferente é outra.(ministro Flavio Dino)

‘Turma do Vespa’ é ‘brasa, mora?’: Wilson Aquino

‘Turma do Vespa’ é ‘brasa, mora?’: Wilson Aquino

Há mais de meio século, no calor dos sonhos e na curiosidade própria da juventude, um grupo de jovens ingressava no curso ginasial do Colégio Estadual Vespasiano Martins, em Campo Grande, depois de passar pelo difícil ‘Exame de Admissão’, onde o futuro se desenhava entre risos, desafios e o apoio mútuo. Hoje, essa turma, carinhosamente conhecida como “Turma do Vespa,” mantém acesa aquela chama de amizade que transcendeu as décadas, com encontros anuais que são celebrações de vida, de história e de afeto. Há sete anos, eles se reencontraram, e o vínculo que construíram tornou-se ainda mais forte, com abraços, sorrisos e lembranças compartilhadas em cada almoço, jantar e festas diversificadas.

Esses reencontros são muito mais que reuniões: são como pequenos milagres que aquecem o coração, trazendo benefícios físicos, emocionais e espirituais. Se um estudo científico fosse feito sobre esse grupo, certamente mostraria como essa amizade renova a saúde, revigora o espírito e fortalece a alma de todos. A cada encontro, há sempre mais motivos para celebrar e menos espaço para a distância, pois a alegria e o cuidado entre eles são o verdadeiro alimento nessa grande jornada.

O último encontro realizado foi no domingo (9), na chácara de Edivaldo Matos Martins e Janine, um casal que se conheceu, namorou e casou nos bancos escolares do ‘Vespa’. O encontro de ontem  foi um daqueles momentos inesquecíveis, entre risos e muita conversa, durante um churrasco generoso e uma alegria contagiante que deram o tom de mais um capítulo desta bela história de amor e amizade. Foi o quinto encontro do ano, e cada um é único, trazendo o melhor de cada participante e revelando o poder de uma conexão que se tornou inquebrantável.

A amizade da Turma do Vespa reflete as palavras de Deus, em Provérbios 17:17, que dizem: “Em todo tempo ama o amigo, e para hora da angústia nasce o irmão.” Essa amizade é um amor constante, que resiste ao tempo e às mudanças da vida, transformando companheiros de escola em verdadeiros irmãos.

E como Jesus ensinou em João 15:12-13: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” Inspirados por essa verdade, os membros da Turma do Vespa doam-se de coração, apoiando-se incondicionalmente e vivendo um amor altruísta e genuíno. A amizade deles é um reflexo do amor de Deus, uma aliança que transcende o tempo, as distâncias e as dificuldades, provando que o amor fraternal é um dom divino que ilumina e abençoa a jornada de cada um.

Quando o querido Professor Wellington Amaurier Nazareth (instrutor de fanfarra da escola na época), o “patriarca” da turma, partiu, no ano passado, para integrar a uma nova orquestra, no céu, o grupo sentiu o impacto. Mas, a força da amizade sobreviveu e se fortaleceu na figura de Rose Mary de Aguiar, a grande matriarca, cuja energia e sorriso são o combustível que mantém viva agora, essa conexão. Hoje, Rose continua a reunir o grupo com seu entusiasmo contagiante, como uma guardiã da amizade que pulsa com mais vigor a cada reencontro.

Em nome desse sentimento que nos uniu desde os dias de juventude no Colégio Estadual Vespasiano Martins, é uma honra lembrar e nomear, um a um, os queridos membros da Turma do Vespa, que escreveram e continuam a escrever essa história de amor e amizade. São eles: Amara Dias Rocha, Antonia Célia Almeida de Araújo, Celso Almeida de Oliveira, Denair Soares Samaniego, Dina Terezinha Farias, Donizete Nunes de Menezes, Edilson Coelho, Edivaldo Matos Martins, Gilda de Oliveira, Janete Rosa de Souza, Janine Chicrala da Silva Martins, Juciara Gomes Isnarde, João Carlos Alves da Silva, Luzia Navarro, Luiz Carlos (Mano), Maria Auxiliadora Espíndola, Maria Auxiliadora Nunes, Maria Madalena Navarro Menezes, Maria Madalena Pacheco, Marcos Daniel de Aguiar, Marilene Inês de Freitas, Marli Bigattao, Nadia Maria de Aguiar Oliveira, Nelson dos Santos, Nilton José, Olímpio Samaniego, Rose Mary de Aguiar, Ricardo Isnardi, Sandra Navarro Bonazza, Silvia Almeida de Oliveira, Solange Aparecida S. C. Silva, Sonia Lúcia Correa, Suely Miguel Versoza, Tania Rosa Navarro de Menezes, Vera Eunice Aquino, Walter Júnior, Wilson Aquino, Zaira Chaves, Zeilda Ribeiro e o querido Professor Marivaldo Miranda, médico veterinário (Agraer), um grande amigo que nunca perdeu de vista muitos de nós.

Que essa lista seja uma celebração a cada história, cada lembrança e cada momento compartilhado. Unidos por esse laço indissolúvel de amizade e carinho, os membros da Turma do Vespa são um exemplo de amor fraternal, mostrando a todos o valor e a beleza de uma amizade duradoura, que não perde seu brilho, mas, ao contrário, renova-se e fortalece-se com o passar dos anos.

*Jornalista e Professor