jan 30, 2025 | Colunistas
DO LEITOR: “A presença nobre de Kamala Harris na posse de Trump merecendo elogios e enseja a discussão sobre a grandeza de se admitir de que não se pode ganhar sempre, tampouco de que somos infalíveis, completos. Para a psicanálise, a postura da Kamala é a lição sutil para que saibamos conviver com nossas próprias faltas e falhas. ”
OPINIÃO-1: Derrota eleitoral é uma; derrota política é outra. As imagens de Kamala no evento são emblemáticas, no lugar do discurso de perdedor, geralmente bons para mobilizar a militância. Altiva, ela descarta o luto eleitoral, preservando o seu espaço. Lembrando Cecília Meireles: “ Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que deixei de lutar
OPINIÃO-2: Emblemática a frase “é na derrota que se conhece o campeão”. É ideal na análise das atitudes do ‘reprovado’ nas urnas que reage de forma positiva. Perder não coloca o ponto final no objetivo. Pode ser a chance para reflexões. “Reconhecer a alegria na felicidade alheia e a tristeza na dor dos outros, nos enriquece e nos humaniza. ” (Adalberto Barreto)
DUAS REFLEXÕES: “Muitas vezes se aprende mais com uma derrota do que com dez vitórias. Em todos os níveis: físico, psíquico, moral. Portanto, a derrota é um remédio poderoso e um incentivo ainda mais poderoso” (Vito Mancuso) “Penso que seria necessário educar as novas gerações para o valor da derrota. Para a sua gestão. Para a humanidade que resulta dela”. (Pasolini)
É CEDO? Sim, muito cedo para previsões. Dependerá do nível de satisfação do povo americano com o governo Trump. Pesará na balança o resultado da política externa. Imagine quantos interesses povoam o intricado universo econômico dos Estados Unidos que refletem no mundo. Não há bola de cristal capaz de acertar tudo e tanto.
“A VITÓRIA de Trump serve como alerta importante aos analistas políticos: muitas vezes, as preferências pessoais e os vieses ideológicos turvam as análises e dificultam a avaliação crítica e imparcial. A necessidade de análises sólidas, livres de preferências subjetivas, é imperativa para que o debate possa florescer e para que o cidadão possa confiar nas avaliações oferecidas pelos especialistas. ” ( André Neves – in ‘Exame’)
MOKA: Hoje aos 74 anos, começou como vereador na capital (1982-86), deputado estadual, deputado federal e senador. Perdeu a tentativa de reeleição mas manteve-se sempre fiel ao MDB e ao seu grupo político. Convidado para chefiar o escritório do Governo Estadual em Brasília, voltará ao ambiente que adora. Sem comentários.
EXEMPLO: O caso de Moka é bem típico das pessoas que passam grande parte da existência exercendo a atividade política. Embora médico, abraçou a política como uma espécie de sacerdócio. Nesta clausura temporária ele sentiu a falta do poder efetivo do mandato. Vitórias e equívocos contam? Agora, tem a chance de reciclar a postura.
O OUTRO: Por razões óbvias, o ex-deputado federal Edson Giroto anda arredio da mídia. Em recente café amigo notei ele lacrimoso pelo estigma; ‘lambe as feridas’: mas planeja tentar a Câmara Federal em 2026. Não questionei suas chances, mas é ‘ outro ex-poderoso’ tentando calçar as esquecidas sandálias da humildade. Tomara!
LIÇÕES: Presentes no universo político. Cabe aos atuais protagonistas do poder, olhar no retrovisor e analisar as falhas de outros políticos e não os imitar. Eleitos, os políticos não podem evitar os espaços populares e nem fugir dos afagos dos cidadãos anônimos. Não saudar a caixa do mercado, por exemplo, é uma pratica comum por aí. De leve.
JUSTIÇA: Avesso a bajulação, registro a opinião nas cidades por onde passou o então Juiz de Direito Renato Pavan. Simples despido de vaidades, afável nas relações com advogados, subalternos e o público em geral, esse desembargador que agrega, é uma feliz escolha para presidir o TJMS. Missão desafiadora de resgate mas viável.
‘MARRUÁ’: No ‘Blog Paçoca do Cebola’ (`PR), o registro impensável antes: “A vereadora de Londrina, Jessica Moreno (Progressistas), a Jessicão, anunciou nas suas redes sociais que a mulher dela Mayara está grávida de 4 meses, de gêmeos. Os meninos vão se chamar João Victor e João Vicente. ” Como se diz na fronteira: “Segue a galopeira”.
DOS LEITORES: Em cada esquina um pedinte. A população da capital pede ações imediatas da Secretaria de Assistência Social contra a presença de pedintes, brasileiros, venezuelanos e colombianos. A reclamação é extensiva aos vereadores, que aliás, dispõem de vários assessores nos gabinetes. Por acaso seriam surdos ou cegos?
CONCLUSÃO: “Somos nós, brasileiros, que escolhemos ser desimportantes para os Estados Unidos. O que é o Brasil, no contexto das nações? Um gigante bobão, comandado por uma fauna política sem projeto que não o dilapidar a sociedade. Os números estão aí. Como os brasileiros podem querer ser relevantes, se a sua participação no comércio mundial é de menos de 1%, a mesma de 1980” Mario Sabino)
ENCRUZILHADA: Dos textos opinativos sérios a conclusão não é das melhores para a sucessão presidencial. De um lado o candidato Lula sem opções: ele próprio, a licença para Alckmin assumir e ser o candidato com o discurso da reconciliação. De outro a oposição forte, mas desunida à espera da solução do caso Bolsonaro. É o que temos.
DISCURSOS: Comparando as manifestações dos ‘oposicionistas’ ao Planalto nota-se a falta de sintonia entre eles. Suas vozes não ecoam além dos seus limites territoriais. Não vejo e nem ouço críticas contundentes, de enfrentamento ao atual Governo e que possam unir a postura daqueles que se dizem contra. Parece que já assistimos esse filme.
PELEANDO: Pelo noticiário político de férias, nossos representantes na Assembleia aproveitam para o café demorado, o papo sem pressa nas bases eleitorais. Cada qual com seu estilo e prioridades. O deputado Gerson Claro é um daqueles que a preguiça passa longe. Motivado, não perdeu a forma de se conduzir. Não por acaso chegou onde está.
THEDORE ROOSEVELT: “ Não é o crítico que importa, não aquele homem que aponta como o homem forte fraqueja ou onde aqueles que realizaram algo poderiam tê-lo feito melhor. O crédito pertence ao homem que se encontra na arena, cuja face está manchada de poeira, suor e sangue; que se esforça bravamente; que erra, que se depara com um revés após o outro, pois não há esforço sem erros e falhas…” (do discurso proferido em 1910 na Universidade de Sorbonne, um ano após deixar a Casa Branca, considerado um dos mais importantes da história)
PILULAS DIGITAIS:
“Conduzo. Não sou conduzido. ” (Lema no brasão da cidade de São Paulo)
Ministra de MS é alvo de denúncias de assédio moral. (Correio do Estado)
Vivemos movidos pelo desejo de infligir ao inimigo a dor que ele causou ( Wilson Gomes – FSP)
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. (Mario Quintana)
Americanos ameaçam sair às ruas contra Trump se a Colômbia taxar a cocaína que exporta para os EUA. (Tutty Vasques)
Tem dias que a gente tem baixos e subterrâneos. (na internet)
Com a inteligência artificial, o conhecimento e a ignorância aumentam. (João P. Coutinho – FSP)
Quem foi em busca do sonho americano vai ter que se contentar com o pesadelo brasileiro (Dr. Zuretta)
Com boa propaganda as pessoas acreditam até em ovo sem casca. (Millôr)
Programas sociais são generosos, mas precisam ser mais eficientes. (Laura M. Machado-FSP)
Polêmica do Pix “derrete” popularidade de Lula na capital. (Correio do Estado)
jan 28, 2025 | Colunistas
Entre tantas notícias que ocupam o cenário nacional, uma em especial deveria alarmar toda a sociedade: apenas 12 estudantes, entre os quase 3,2 milhões que participaram do Enem 2024, atingiram a nota máxima na redação. Esse resultado, além de preocupante, escancara um problema estrutural no Brasil: o baixo incentivo à leitura entre crianças, jovens e adolescentes.
A deficiência na leitura e na interpretação de textos compromete não apenas o desempenho acadêmico, mas também a formação pessoal e profissional dos indivíduos. O hábito da leitura é um aprendizado indispensável para o desenvolvimento da criatividade, do pensamento crítico e da habilidade de argumentação – competências fundamentais em qualquer área da vida. Contudo, a ausência de estímulos à leitura reflete-se nos números estarrecedores do desempenho educacional brasileiro.
Os pais desempenham um papel central na formação do hábito da leitura, mas muitos falham nessa missão. Quantas famílias hoje leem histórias para seus filhos antes de dormir? Quantas vezes incentivou o contato com livros desde os primeiros anos de vida, oferecendo obras ilustradas, coloridas e atraentes que despertem o interesse das crianças?
Muitas vezes, os pais não servem como exemplo de leitores para os filhos. Ao negligenciarem o ato de ler, deixam de mostrar às crianças o vasto universo de conhecimento, imaginação e emoções que os livros oferecem. Essa falta de estímulo inicial tem consequências profundas, pois a leitura é uma prática que precisa ser cultivada desde cedo para se tornar um hábito duradouro.
As escolas também têm uma parcela significativa de responsabilidade. É inaceitável que muitas instituições de ensino, especialmente as públicas, não disponham de bibliotecas adequadas ou de acervos diversificados. Livros didáticos são indispensáveis, mas não bastam. É necessário oferecer romances, histórias de aventura, ficção e obras de diferentes gêneros para atender aos interesses variados dos alunos.
Além disso, as práticas pedagógicas precisam ser repensadas. A leitura não deve ser tratada apenas como uma obrigação escolar, mas como uma porta para um mundo de possibilidades. Projetos de incentivo à leitura, concursos literários e premiações poderiam transformar a relação das crianças e jovens com os livros. Cabe aos professores e gestores educacionais explorar essas estratégias para despertar nos alunos o prazer pela leitura.
O Estado, por sua vez, é outro ator que não cumpre seu papel. Apesar de ser o principal responsável por garantir o acesso à educação de qualidade, negligencia a criação de políticas públicas que promovam a leitura. A tributação elevada sobre os livros, que deveria ser acessível a todas as camadas da população, é um exemplo claro dessa falta de compromisso.
A ausência de investimentos em bibliotecas escolares, capacitação de professores e programas de incentivo à leitura revelam uma prioridade equivocada dada ao setor educacional. Além disso, o dado de que apenas um aluno de escola pública obteve nota máxima na redação do Enem expõe a desigualdade no acesso à educação de qualidade.
Promover a leitura é essencial para transformar a realidade do país. Ler não é apenas uma atividade acadêmica; é uma forma de ampliar horizontes, compreender o mundo e desenvolver o potencial humano. Alunos que leem mais são capazes de interpretar melhor os desafios que enfrentam e estão mais preparados para inovar e se destacar no mercado de trabalho e tirar boas notas em qualquer desafio como uma prova de redação.
A importância da leitura e do aprendizado está profundamente alinhada com princípios bíblicos que ressaltam o valor do conhecimento e da sabedoria. Em Provérbios 4:7, lemos: “O princípio da sabedoria é: adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o conhecimento.” Essa passagem destaca que buscar o conhecimento deve ser uma prioridade para o crescimento pessoal e espiritual. A leitura, nesse contexto, é uma ferramenta essencial para adquirir sabedoria, permitindo que as pessoas compreendam melhor o mundo ao seu redor e se tornem mais preparadas para lidar com os desafios da vida.
O cenário alarmante exposto pelos resultados do Enem 2024 exige uma mudança de postura urgente e efetiva. Promover a leitura em casa, na escola e com políticas públicas consistentes é um compromisso inadiável para toda a sociedade. A leitura, como ensinam as Escrituras, é uma fonte de sabedoria, conhecimento e transformação. Quando famílias, escolas e o Estado trabalham juntos para construir uma cultura de leitura, estamos não apenas formando leitores, mas cidadãos conscientes, críticos e preparados para transformar o Brasil em um país mais justo e próspero. É hora de agir, pois quem lê se abre para um futuro de infinitas possibilidades.
*Jornalista e Professor
jan 25, 2025 | Colunistas
RECESSO: Nele, foco temas paralelos da política. A radicalização um deles; o rastilho que transforma adversários em inimigos e germina violência, tragédias. Das pequenas às grandes cidades e nações, a polarização tem o lado irracional (ou bestial?), dividindo as sociedades em nome do poder para satisfazer vaidades e os interesses de sempre.
EXEMPLOS: Médico, 42 anos, o prefeito de Campo Grande Ari Coelho foi morto a tiros em 1952 pelo jornalista Alcy P. Lima em Cuiabá. Antes, em 1936, o senador Vespasiano Martins sobreviveu ao atentado com 3 tiros nos membros em Campo Grande. Já em 1.999, a prefeita Dorcelina Folador, de Mundo Novo, foi assassinada por motivações políticas.
SEM FRONTEIRAS: O ódio que alimentou, por exemplo, o assassinato do líder russo Leon Tróstski em 1940 no México, (a mando de Stalin) é o mesmo que em 2010 ceifou em Campo Grande a vida do vereador Carlos Carneiro (filho de Alcino Carneiro) de Alcinópolis. Mudam só os personagens das tragédias, independentemente dos cenários.
PODER & SANGUE: O Imperador Júlio César, os irmãos Kennedy, Abraham Lincoln, Martin L. King, Gandhi – alguns de muitos líderes mortos por radicalismo político. E ainda, as estatísticas não computam as vítimas anônimas do inconformismo político partidário em todo o mundo ao longo da humanidade.
EQUILÍBRIO: Imprescindível ao político para que não exagerar na indignação, sob risco de se transformar – até inconscientemente – num agente incentivador de reações antidemocráticas. Agir como agente incendiário, manipulando o comportamento dos eleitores, é mais que demagogia; é radicalismo, um caminho para a violência.
CALMA! É prematuro fazer previsões sobre as consequências do Governo Trump no Brasil. Uma série de fatores fogem da alçada de análise da opinião pública. Quanto as eventuais influencias eleitorais em 2026, a oposição, hoje trincada, precisa também olhar para os próprios pés – no lugar de esperar ‘ventos milagrosos’ da Casa Branca.
ARQUIVO: Promotor de Justiça, Ubaldo Barém, exerceu 6 mandatos de deputado estadual e deputado federal de 1963 a 1985 tendo como base política Ponta Porã e a região da fronteira. Para os críticos, cometeu grave equívoco político ao votar contra a Emenda Dante de Oliveira em 1984. Ele, alegou fidelidade ao seu partido (ARENA).
CUIABÁ: Na Igreja de São Benedito lembrei do ex-deputado Valter Benedito Carneiro, seu fiel devoto. O perfil de ‘cor de cuia’ da população deu lugar a geração loira – devido a miscigenação pela migração sulina. Cuiabanos loiros? Quem diria! Encanta a preservação dos valores da terra, o ‘bolo de queijo’, ‘bolo de arroz’, os doces de caju e o ‘furrundú’.
COMPARANDO: O porte do Aquário de Cuiabá seria incomparável com o nosso Bioparque por vários fatores, mas a obra cumpre os objetivos. Apesar também de sofrer paralizações na sua construção, o total do custo do aquário cuiabano foi de apenas R$15 milhões. Convenhamos, uma ninharia perto dos R$ 350 milhões do Bioparque.
AGORA VAI? Em 2024 ele obteve mais de 15% dos votos para prefeito de Ponta Porã. Indicativo razoável. Antes, Carlos Bernardo (PDT) cometeu equívocos na busca de um mandato eletivo. Faltou-lhe experiência e bons conselheiros para repetir na política o seu sucesso no empreendimento educacional (Faculdade de Medicina em Pedro Juan).
SEGREDOS: Esse caso não é único. Ao longo dos tempos, personagens vitoriosos na iniciativa privada tiveram dificuldades na política. Antônio Ermírio de Moraes é um exemplo marcante, emblemático até. Às vezes, o sucesso na política independe da visibilidade econômica e social do protagonista. A política, tem suas manhas!
POSITIVO: É salutar a participação do empresário na política em todos os níveis: oxigena o ambiente, renova o discurso, vende esperança. Com visão pragmática, passa ao largo das posturas e vícios da política tradicional. Mas o desafio, fica por conta dos entraves burocráticos e dos velhos interesses partidários. Aí mora o perigo.
TUDO BEM? Ano novo e não há ações dos poderes públicos contra a situação dos moradores de rua em Campo Grande e interior. No país são mais de 300 mil e em MS mais de 3 mil. Uma chaga social ‘ignorada’. Sem referências, documentos e título de eleitor estão nas esquinas, praças, debaixo das marquises. Claro, sem defensores.
INSISTO: Os moradores de rua perderam as referências familiares; desempregados caíram no vício das drogas e álcool. Percebe-se, os políticos não enxergam dividendos eleitorais neles. Vez e outra há discursos tímidos deles sobre o fato, mas sem continuidade com ações. Apenas o nosso sentimento de dó não basta.
REPERCUTE: O ex-presidente Bolsonaro pegou pesado contra as senadoras Soraya Thronicke e Tereza Cristina. Falou das eleições de 2026 elogiando o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) e sua mulher – vice-prefeita Gianni Nogueira (PL) de Dourados. A partir desta fala pode-se prever que teremos mudanças no cenário político de MS.
‘BOQUINHAS’: Diante das propaladas mudanças partidárias do governador Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja, já se especula sobre a postura do PT num futuro próximo. Será que o partido romperia com a parceria que mantém com o Governo Estadual, proporcionando-lhe a nomeação de dezenas de companheiros? Duvido!
COSTURAS: Naturalmente que elas estão ocorrendo nos bastidores e sem muitos segredos. Na verdade, não há como separar as eleições presidenciais da sucessão estadual e da disputa pelas vagas no Senado e da Câmara Federal. Bolsonaro já deu o recado de que irá monitorar o processo também no Mato Grosso do Sul.
ALÔ VOCE! Dizem que em Dourados – quando não há crise política– o pessoal trata logo de inventar alguma para ‘manter o clima’. Mas a regra parece estar sendo quebrada desde a posse do prefeito Marçal Filho. Ao seu estilo macio, faz da habilidade a marca registrada nas tratativas com políticos, lideranças da comunidade e população. Agrada.
FRASES DE DONALD TRUMP:
Estamos devolvendo o poder para a população.
Juntos, vamos definir o destino da América e do mundo por vários anos.
O patrimônio da nossa classe média foi destruído para ser gasto em outros países.
Vamos seguir duas regras simples: comprem de americanos, contratem americanos.
A América vai começar a ganhar de novo, como nunca antes.
Vamos refazer nosso país com mãos americanas e com trabalhos americanos.
Americanos querem boas escolas para seus filhos, bairros seguros e empregos para si.
Fui salvo por Deus para tornar a América grande novamente.
jan 17, 2025 | Colunistas
‘COINCIDÊNCIA’: Prefeito de Ponta Porã, na época, Hélio Peluffo reprovou a renúncia de Marquinhos Trad para disputar o governo estadual. Meses após, ele deixou o cargo para ocupar por pouco tempo a Secretaria Estadual de Infraestrutura. Pior, suas relações com seu sucessor em Ponta azedaram. Como chegar à Assembleia Legislativa em 2026?
PLACAS: Emblemáticas em final de mandato. Têm para todos os gostos. Claro, quem está deixando o poder quer perpetuar sua marca. Em Cuiabá o novo prefeito mandou retirar placas de obras que não tinham sido concluídas, mas entregues a ‘toque de caixa’ pelo antecessor. O fato virou combustível para os discursos críticos.
DEMISSÕES: As notícias mostram que em várias cidades tem havido a dispensa de funcionários municipais por conta do inchaço que inviabiliza as finanças. Uma pratica que se renova pelo país afora. Um amigo ex-prefeito do interior sabiamente adverte sobre o fato: “resistir para não admitir – demitir é um horror”.
HERANÇAS: Prefeitos também ‘chiam’ devido aos gastos de última hora de antecessores, Há casos curiosos, Num deles foi comprado café moído suficiente para todo o próximo ano, mas com prazo de validade de 4 meses. Nesta hora vale lembrar que os novos prefeitos sabiam que não disputavam vaga no paraíso. ‘Não adianta chorar’.
SUSPENSE: Discurso de posse é pra se pensar. É o caso da fala do prefeito Marçal Filho (PSDB) de Dourados, que acenou com tese da vice prefeita Gianni Nogueira (PL) disputar um cargo federal em 2026. Como o seu marido Rodolfo é candidato a reeleição na Câmara, restariam duas opções: Senado ou Suplente do mesmo cargo. É esperar…
CAPITAL: Analisando a lista dos secretários e colaboradores da nova administração da prefeita Adriane Lopes (PP), percebe-se que ela juntou a parte técnica com a política. Caiu bem por exemplo a escolha do ex-presidente da Câmara e ex-deputado Youssif Domingos para fazer a articulação com o Legislativo. Conhece do ramo.
ARROZ & FEIJÃO: Observadores experientes entendem que Adriane deva adotar um estilo simples mas eficiente, que atenda a maioria da comunidade. Ainda, não se pode ignorar a presença do deputado Lídio Lopes, um conselheiro de bom calibre como ficou patente ao longo do turbulento processo eleitoral. Ele – um bom articulador.
VOLTA? A Ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) revela que irá apoiar as candidaturas de Lula e Riedel em 2026. Quanto ao seu futuro político, nada decidido. Questiona-se: em qual grupo do Planalto ela teria ambiente para disputar um cargo federal independentemente de eventual fusão da qual o MDB participe.
VEJA BEM: O MDB desgastado aqui por fatores conhecidos enquanto o PSDB, PSD e PP ocupam hoje espaços majoritários no Senado, Governo, Capital e na maioria das cidades. A reeleição da prefeita Adriane na capital deu nova configuração na relação das forças políticas, com destaque para a vitoriosa senadora Tereza Cristina (PP).
QUESTÃO-1: Seria necessário esperar as anunciadas fusões partidárias em nível nacional para se saber quem ficaria com quem. O PSDB – por exemplo – pelo que é noticiado tende a desaparecer. Aqui o partido pode se juntar ao PSD (de Kassab e do senador Nelsinho Trad), ao MDB de Pucinelli ou mesmo ao Republicanos.
QUESTÃO-2: Como pré-candidato ao Senado o ex-governador Reinaldo monitora os acontecimentos nacionais e mantém relação com outras lideranças. Já o governador Eduardo Riedel (PSDB) comunga com a postura de Reinaldo, mas tem evitado se aprofundar nos detalhes de qual caminho seguirá após a fusão. O PSD seria uma opção.
DESEJOS: Deve aumentar a movimentação na Assembleia Legislativa dos pretendentes a futura vaga no Tribunal de Contas ocupada pelo conselheiro Jerson Domingos. Os deputados Marcio Fernandes e Paulo Corrêa aparecem como candidatos com potencial. Cada um deles com sua estratégia para garantir apoio dos colegas.
PROJEÇÃO: Encaminhada, a fusão do PP e Republicanos teria a maior representação na Câmara: 10 senadores, 94 deputados federais. Já no MS ficaria com 201 vereadores, 16 prefeitos, 24 vices e 3 deputados estaduais. Para a senadora Tereza Cristina a propalada participação do União Brasil nesta fusão estaria longe de ocorrer.
ROSE MODESTO: Sem volta à Sudeco, não definiu o caminho para o pleito de 2026. Monitora as negociações da direção nacional do União Brasil (seu partido) e mantém contato com lideranças partidárias locais. Cada eleição tem uma história diferente, mas há de se levar também em conta os 210 mil votos dela na capital em 2024.
LULA & PIX: O Governo adotou a tese de ‘fake’ mas o caso é outro. Monitorando as contas do PIX, a Receita Federal abriria a porta para autuar depois quem recebeu mais de R$5 mil na conta. O Governo menosprezou a nossa inteligência e saiu desgastado. Com isso as chances da candidatura do ministro Fernando Haddad ao Planalto caíram por terra.
IMPOSTO SINDICAL: Se não bastasse o caso PIX, a equipe do Planalto estaria se preparando para lidar com outro espinho cruel: a volta do imposto sindical – onde o trabalhador ‘doa’ um dia de seu trabalho por ano ao sindicato da classe. A bancada oposicionista no Congresso já estaria se preparando para bombardear a infeliz ideia.
LAMENTOS: O ambiente nacional não é de conciliação. Mas se Lula não tem um nome de peso para tentar sucedê-lo, a oposição – embora ruidosa – continua dividida e sem representante vigoroso e unânime de norte a sul. Com isso abre-se espaço para nomes hilários como o cantor Gustavo Lima inclusive. Onde chegamos!
SÓ NO BRASIL: A opinião pública ironiza a campanha do Tribunal Regional do Trabalho de MS com outdoors espalhados na capital fazendo alusão ao seu conceito de transparente. Isso leva-nos a imaginar que poderiam existir tribunais sem esse predicado indispensável. Ora! Toda justiça não deve (ou deveria) ser transparente?
GOTAS DIGITAIS:
A verdade sempre aparece, mas ninguém quer ver!
A mentira tem cauda longa.
Envelhecer! A outra opção é sempre pior!
Se a bicicleta trouxesse a liberdade, a China seria a Suécia.
Gustavo Lima ou Pablo Marçal? Qual deles levará a cadeirada de Datena?
Na política nunca brigue com alguém de saia: seja mulher ou padre.
Quando o Executivo, Judiciário e Legislativo são sócios, temos uma ditadura.
Na internet: Que nunca nos falte o supérfluo.
Quem do Governo mentiu mais na crise do PIX?
“O Poder Judiciário precisa se comunicar melhor com a sociedade”. Ari Raghiant Neto – (Desembargador do TJMS)
jan 15, 2025 | Colunistas
Especialista compartilha dicas valiosas sobre sintomas, prevenção e cuidados essenciais
Com o calor e as chuvas típicas do verão, as viroses se proliferam rapidamente, trazendo desconforto e preocupações para muitas famílias. Mas como se proteger e quando procurar ajuda médica? A Dra. Carolina Albuquerque Arroyo, especialista em clínica médica da Unimed Campo Grande, compartilha dicas valiosas sobre sintomas, prevenção e cuidados essenciais.
“As viroses são infecções causadas por vírus que podem acometer diferentes sistemas do corpo, como o respiratório, gastrointestinal e neurológico. Durante o verão, as viroses mais comuns são as gastrointestinais, geralmente provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados”, explica a médica.
Sintomas mais comuns
Os sintomas variam de acordo com o sistema afetado. Nas gastroenterites, por exemplo, os mais frequentes são:
-Diarreia
-Vômito
-Dor abdominal
-Dor de cabeça
-Dor no corpo
-Febre leve a moderada
-Mal-estar geral
Como tratar?
“O tratamento das viroses geralmente é focado no alívio dos sintomas, sendo recomendado pelo médico o uso de analgésicos, antitérmicos e hidratação constante”, explica a médica.
Quando preciso ficar alerta?
Crianças, idosos, pacientes imunossuprimidos, além de pessoas não vacinadas e moradores de áreas sem saneamento básico são os mais vulneráveis. É importante estar atento a sinais de desidratação, que podem levar a complicações sérias como insuficiência renal e choque, podendo ocasionar até o óbito. “Sempre que houver vômitos incoercíveis (incontroláveis), com dificuldade de ingestão de líquidos, diarreia intensa ou com sangue e/ou muco, febre alta e alteração no nível de consciência, é importante procurar atendimento médico rápido”, enfatiza a especialista.
Prevenção é o melhor remédio
“O sol pode acarretar uma diminuição na imunidade natural, por isso ocorrem algumas doenças oportunistas. Manter bons hábitos de higiene, como lavar as mãos frequentemente, aumentar a ingestão de líquidos, consumir alimentos bem higienizados e moderar a exposição ao sol são medidas fundamentais para prevenir as viroses, além de outras doenças”, diz a Dra. Carolina.
jan 15, 2025 | Colunistas
Com o fim das férias escolares neste início de ano, todo pai e toda mãe deveria se perguntar: “Quanto meus filhos brincaram? Quanto correram, pularam e deram risadas de alegria com atividades saudáveis e significativas, especialmente com minha companhia e participação?” E mais: “Quanto tempo eles passaram longe dos eletrônicos, como a TV e o celular, para se conectar verdadeiramente com o mundo ao redor?”
Se a resposta a essas perguntas foi “pouco” ou “nada”, é hora de ligar o sinal de alerta. Infelizmente, em muitos lares, as crianças estão tendo suas infâncias roubadas, privadas de vivências essenciais para o seu desenvolvimento físico, mental e emocional.
Brincar não é um simples passatempo. É uma necessidade vital para o crescimento saudável das crianças. É brincando que elas desenvolvem habilidades motoras, aprendem a socializar, experimentam a resolução de problemas e constroem sua autoconfiança. Além disso, a interação com outras crianças e com adultos da família enriquece suas experiências, oferecendo um equilíbrio entre afeto, aprendizado e diversão.
As brincadeiras também têm um impacto direto no desenvolvimento cognitivo. Ao brincar de faz de conta, por exemplo, a criança explora sua criatividade, desenvolve a linguagem e aprende a lidar com situações sociais. Essas atividades preparam o cérebro para tarefas mais complexas, como a resolução de problemas e a tomada de decisões. Estudos indicam que crianças que brincam regularmente têm maior facilidade em processar emoções e construir relações saudáveis ao longo da vida.
Porém, o que se vê em muitos lares é o oposto disso. Pais, por ignorância, comodismo ou porque trabalham e chegam em casa cansados, acabam entregando os filhos ao domínio dos eletrônicos. Tablets, celulares e televisores se tornaram as “babás modernas”, enquanto as brincadeiras ao ar livre, tão necessárias para o fortalecimento físico e emocional, são deixadas de lado.
Outro aspecto importante é o impacto das brincadeiras no combate ao sedentarismo infantil. A falta de atividades físicas e o excesso de telas estão diretamente ligados ao aumento dos índices de obesidade infantil, que é hoje um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Brincar ao ar livre, correr, pular corda ou até mesmo jogar bola no quintal são formas simples, mas extremamente eficazes, de promover a saúde física das crianças e de aumentar a boa relação com os pais, quando esses também participam dessas atividades.
Um exemplo inspirador de como priorizar a infância vem da advogada Raissa de Aguiar Geller Melo. Consciente da importância de proporcionar aos seus quatro filhos (Graziela, 12; Beatriz, 9; Teodoro, 6; e Mathias, 3) uma infância plena, ela tomou a corajosa decisão de trocar a advocacia pela Pedagogia. Com a nova profissão, que exige menor carga horária, ela conseguiu dedicar mais tempo à educação e ao desenvolvimento dos filhos e conta também com o apoio e participação do marido, Everton Souza de Melo.
Além de transformar a rotina familiar, Raissa também leva essa visão para a escola onde atua como pedagoga, em uma escola municipal. Ela orienta outros pais sobre a importância de permitir que as crianças vivam plenamente a infância, o que tem gerado uma verdadeira mudança de comportamento, tanto nas famílias quanto na vizinhança. Agora, é comum ver crianças brincando juntas em sua região, inventando jogos e explorando o mundo ao redor, como deveria ser.
Russell M. Nelson, presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em mensagem aos pais, recentemente afirmou: “Crianças precisam de tempo, não de coisas. Elas crescem no amor, na paciência e no ambiente seguro que proporcionamos, e isso inclui momentos de brincadeira e diversão em família”. Élder Dallin H. Oaks, membro da mesma igreja, também disse que “O tempo gasto com nossos filhos, incluindo brincadeiras, ensina mais do que palavras podem transmitir. São nesses momentos que o amor se torna tangível”. E a Bíblia, embora não trate diretamente do conceito moderno de ‘brincar’, aborda princípios fundamentais relacionados à infância, ao cuidado com as crianças e à sua criação em um ambiente amoroso e propício ao seu crescimento.
As interações sociais que ocorrem durante as brincadeiras são insubstituíveis. Ao brincar com outras crianças, os pequenos aprendem a negociar, cooperar e respeitar regras, desenvolvendo habilidades que serão essenciais na vida adulta. Essas experiências ensinam o valor da empatia e ajudam a criar um senso de comunidade, algo que os eletrônicos jamais poderão substituir.
Outro ponto a ser destacado é o papel dos pais como modelos de comportamento. Quando os adultos participam das brincadeiras ou incentivam a interação com outras crianças, eles mostram que o tempo de qualidade é uma prioridade. Isso cria um vínculo mais forte entre pais e filhos, além de reforçar a importância do equilíbrio entre tecnologia e interação humana.
É preciso que pais, educadores e toda a sociedade compreendam que brincar é um direito fundamental da criança. Esse direito está garantido pela Declaração dos Direitos da Criança, que afirma que toda criança deve ter oportunidades para brincar e se desenvolver.
Mais do que isso, brincar é um investimento no futuro. Uma criança que brinca é uma criança que aprende a criar, a liderar, a compartilhar e a enfrentar desafios. São essas vivências que formam adultos mais seguros, criativos e emocionalmente equilibrados.
Portanto, tire um tempo para brincar com seus filhos. Não espere apenas pelas férias ou fins de semana. Transforme o dia a dia em momentos especiais, longe das telas e perto daquilo que realmente importa: o amor, a convivência e as memórias que permanecerão para sempre.
Não roube a infância dos seus filhos. Deixe que eles brinquem, sonhem e vivam plenamente essa fase tão curta e preciosa da vida.
*Jornalista e Professor