dez 6, 2023 | Colunistas
Após atravessar um ano repleto de desafios imprevistos e complexos, uma constante nos últimos tempos, incluindo a agitação política, desafios econômicos e significativas mudanças sociais, os brasileiros encaram o fim do ano como um marco crucial. É um período em que nos deparamos com uma mistura de sentimentos: a frustração por não alcançar metas estabelecidas e o desejo intrínseco de corrigir equívocos e falhas ao longo da jornada.
É notável como este período final desperta um peso na consciência, gerando um pesar por aquilo que não alcançamos e um impulso inconsciente para buscar redenção por nossos erros.
A pressão resultante dessa carga não realizada é tão intensa que muitos se veem imersos em estados de melancolia e até mesmo depressão. É como se esse peso se acumulasse sobre os ombros, dificultando a respiração e obscurecendo a visão do horizonte promissor que deveria vir com o novo ano.
É a faculdade não concluída; A casa própria não materializada; A mudança para um emprego melhor que não aconteceu; O casamento que não se realizou e tantos outros projetos de melhorias de vida que ficaram somente no campo da imaginação.
Esse peso emocional se torna ainda maior ao pensar em replanejar tudo novamente e estabelecê-lo como meta para o ano seguinte. É um sentimento de atraso na vida, uma sensação de incapacidade que a maioria experimenta ao fazer o balanço de final de ano que a consciência inevitavelmente provoca.
Quanto aos relacionamentos desfeitos por motivos fúteis ou ações impensadas que abalaram laços, é doloroso perceber como situações insignificantes podem romper vínculos preciosos. A incapacidade de reconciliação, muitas vezes devido ao orgulho ou mal-entendidos persistentes, deixa corações magoados e afastados por longos períodos.
Quantas vezes nos esquivamos do perdão, do simples ato de humildade para liberar o peso do ressentimento? Esse orgulho, que nos distancia do caminho do perdão, nos impede de seguir os ensinamentos de compaixão e misericórdia, tal qual exemplificado por Jesus Cristo, que nos instiga a perdoar “setenta vezes sete” todos aqueles que nos feriram.
Perdoar não é apenas uma virtude, mas um mandamento essencial ensinado pelo Salvador. Não se trata apenas de absolver o outro de uma dívida, mas também de libertar a si mesmo do peso do ressentimento e do sofrimento contínuo.
O perdão é uma jornada interior, um processo contínuo de cura e crescimento espiritual. Seguir o exemplo de Jesus Cristo, que ensinou a perdoar incondicionalmente, é fundamental para encontrar paz interior e harmonia nas relações interpessoais. Perdoar não significa esquecer o que aconteceu, mas escolher deixar de lado o peso emocional, permitindo que a cura ocorra.
Apesar da atmosfera festiva do período natalino, muitas vezes somos confrontados com nossas próprias falhas. É como se o espelho dessa época refletisse não apenas a alegria, mas também a autocrítica de nossa jornada.
No entanto, o Divino nos concede a dádiva da reflexão, possibilitando ajustes de rota e a busca por melhores conquistas no âmbito profissional, social e familiar. Sempre há tempo para mudar, reavaliar nossas atitudes e abrir espaço para o perdão, proporcionando assim um recomeço em direção a um novo horizonte.
O Plano de Deus para todos nós contempla nossos fracassos na busca pelo crescimento (pessoal, profissional e familiar) bem como o arrependimento por atos e ações cometidos em relação ao nosso próximo. O Senhor nos conforta e nos ampara nos momentos difíceis, ao mesmo tempo em que nos enche de esperança e força para continuar o caminho. Tudo o que precisamos fazer é seguir em frente, confiar Nele e agir conforme os ensinamentos de Jesus Cristo.
Que este período de reflexão nos encoraje a perdoar, reconciliar laços e a seguir adiante com otimismo e leveza no coração, preparando-nos para abraçar um novo ano com esperança e realização.
*Jornalista e Professor
dez 1, 2023 | Colunistas
A PERGUNTA: A ocasião faz o ladrão? O sábio Machado de Assis dizia que não: Para ele “a ocasião faz o crime – o ladrão já nasce feito”. Se o fulano guarda dentro de si a intenção de tirar proveito de modo fácil, o poder irá trazer à tona isso. Assim irá potencializar essa tendência. Mas se tiver dentro dele o pacto com a honestidade, o poder vai potencializar isso que ele possui.
CONCLUSÃO: Então não procede a tese de que poder corrompe. Claro que o fulano terá que ter desde a infância a convicção de conservar na vida valores intocáveis como lisura e integridade – jamais apenas por temor as consequências da lei punitiva dos homens, o que implicaria na depredação da sua imagem eleitoral como gestor público.
CENSURADA? Debater os desafios administrativos das cidades faz parte do cenário eleitoral nas eleições municipais. Mas isso não basta. É preciso analisar os perfis dos protagonistas, como aquela radiografia que detecta eventuais fraturas. Mesmo uma boa qualificação profissional pode carregar ‘manchas’ irremovíveis. Aí mora o perigo.
ALERTA Figuras corruptas da nossa política nacional (inclusive) iniciaram nas câmaras e prefeituras. Por influências diversas, conivências e omissão da sociedade avançaram para o topo da pirâmide e se deram bem. Hoje são poderosos, manipulam verbas, emendas parlamentares e orçamentos oceânicos.
CONTROVÉRSIAS: Na visão do deputado Lídio Lopes a cidade de Porto Murtinho não será beneficiada, como se antevia pela construção da ponte da Bioceânica, distante 13 kms. O comércio não irá melhorar, pois os novos empreendimentos acontecem em locais próximos a obra. Os murtinhenses lúcidos estão reclamando.
DEPUTADOS & AÇÕES: Gerson Claro: Receptivo, agrada no comando da Casa; Lei de sua autoria é rigorosa nas punições nos casos de trotes ao SAMU, Bombeiros e órgãos de Segurança Pública. Rafael Tavares: Atento pede apuração das denúncias de corrupção no Parque dos Poderes; tem PL alterando regras do Programa Energia Social para beneficiar mais famílias de baixa renda. Rinaldo Modesto: suas emendas somam R$400 mil para saúde, educação e assistência social; tem PL para valorizar e facilitar a atuação de doulas junto às gestantes. Lia Nogueira: Aprovado seu PL sobre Mamanalgesia; pede sinalização na BR-376 e asfalto para Laguna Carapã e Caarapó; pede a reforma da UTI Neonatal da Maternidade Cândido Mariano. Zeca do PT: A experiência conta. Cuida das questões agrárias, indígenas e da Agricultura Familiar. Esteve em Brasília tratando destes assuntos. Pedrossian Neto: Foca em temas delicados, mas esquecidos, voltados aos idosos, crianças e adolescentes tentando viabilizar recursos. Sua intimidade com a matéria facilita o trato com assuntos da pauta econômica.
LUA DE MEL: Para o ex-deputado Valdomiro Gonçalves a melhor fase de político é entre o dia da vitória até a data da posse. É badalado, cercado pela mídia e interessados. Após empossado será cobrado das promessas. É o caso de Javier Milei, presidente eleito da Argentina. A partir de 10 de dezembro será cobrado e criticado é claro.
ARTICULADO: É o que se espera de um governante eleito sem maioria no legislativo. Exemplo: Zeca se elegeu e logo acertou com os ex-colegas deputados. Mamão&açúcar. Imagine Milei se digladiando com os peronistas rançosos tocando bumbo em frente a Casa Rosada. Se não adotar a política de São Francisco de Assis vai se enrolar. O jogo é bruto.
COERÊNCIA: O deputado Rodolfo Nogueira (PL) marcando posição. Na indicação do ministro Flavio Dino ao STF lembrou que ele não cumpre os requisitos – notável saber jurídico e reputação ilibada. Também citou as manchetes envolvendo Dino em vários episódios – a famosa compra de respiradores quando governava o Maranhão é um deles.
AÇÕES & DEPUTADOS: João C. Mattogrosso: pede recuperação asfáltica na MS 276 e sinalização na MS 141; visitou Sete Quedas, Naviraí, Tacuru e Mundo Novo; visitou a Casa da Mulher na capital. Mara Caseiro: pede dispensa de exigências em edital da Lei Aldir Blanc; requer a instalação da Delegacia da Mulher em Costa Rica Marcio Fernandes: tem atuado ao lado da Famasul e entidades voltadas ao meio rural na defesa do Pantanal através do Projeto enviado pelo Governo Estadual à Assembleia Legislativa. Neno Razuk: suas emendas parlamentares reforçarão ações na Saúde em vários municípios; sua proposta beneficia a agricultura familiar no Ceasa; instituída a sua campanha ‘Com o Coração da Mulher’ a ser comemorada no dia 14 de maio. Junior Mochi: defende medidas de proteção tributária aos laboratórios e comerciantes locais de produtos farmacêuticos contra as redes nacionais; pede melhorias para Pedro Gomes, Camapuã e Campo Grande.
‘LERO LERO’: As entrevistas do ex-governador Puccinelli (MDB) rendem reações. Uns acham que ele só procura espaço para tentar sobreviver politicamente; outros de que será rifado pela cúpula nacional do MDB, costurando aliança com o PSDB local Há quem enxergue no esperneio dele a tentativa de negociar sua candidatura à deputado federal.
MOVIMENTOS: Temendo a inviabilidade de sua candidatura pelo MDB, André flerta com o Solidariedade onde seu filho Junior é dirigente. Na semana passada Puccinelli reapareceu num palanque lá em Paranaíba ao lado da ex-deputada Rose Modesto e do ex-prefeito Braquiária. Pelo visto, os seus netinhos terão que esperar mais.
ENTENDEU: O STF decidiu: qualquer órgão da mídia poderá ser condenado a indenizar, se houve má-fé ou culpa grave, na divulgação de entrevista caluniosa. Antes, quem deveria indenizar o ofendido era o autor da ofensa. Jornais, sites, revistas, rádios eTVs terão que se cuidar mais. Mas como ficam as mentiras das redes sociais?
QUESTÕES: Esse julgamento do STF é de um caso ocorrido em 1995.Pode isso? Daí a roupa suja demorou para ser lavada. Temos vários exemplos de destruição de reputações gerando impactos pessoais e eleitorais. Como não temos mecanismos processuais ágeis, os estragos são irrecuperáveis. Vale a versão jogada na mídia.
ATUAÇÃO LEGISLATIVA: Londres Machado: Fala menos e age mais nos bastidores com livre trânsito entre as bancadas de diferentes tendências. Apaziguador por excelência. Antonio Vaz: Pede a inclusão da ‘Marcha pela Vida” no calendário de eventos; Atento as causas sociais, da saúde e ensino. Lídio Lopes: Defensor incansável da Rota Bioceância; municipalista, atento aos reclamos das cidades do Cone Sul e da capital. Lucas de Lima: será enredo da Escola de Samba da Vila Carvalho; Virou lei seu PL (Julho Ambar) sobre conscientização do luto parental comemorado em Julho; tem PL prevendo micro pigmentação no SUS para pacientes com câncer de mama. Roberto Haschioka: pede limpeza no entorno do Parque do Anhandui; promoveu comemoração do Dia do Músico em evento na Alems; Criou o cadastro estadual de bicicletas e proprietários. José Teixeira: Solicita recursos para obras em Rio Brilhante, Ponta Porã, Ivinhema, Angélica e Caarapó. Tem proposta para aprimorar os investimentos do Fundersul.
PAZ & AMOR: Esqueça o PT de ontem. Agora prega que o ‘o ódio não constrói’. No episódio da prisão de funcionários do Governo Estadual por corrupção, os deputados petistas ficaram calados. Só Zeca do PT lembrou que as denúncias estão sendo apuradas e que o governo fez o que deve ser feito. Imagine se fosse no tempo do ‘PT Oposição”!
COERÊNCIA: Taí um produto cada vez mais raro no universo político. Nele a verdade é relativa – vai depender da situação, interesses e dos protagonistas. Você percebe tudo isso nesta temporada de caça de votos do Ministro da Justiça Flavio Dino para chegar ao STF. Como eu sempre digo: as coisas mudam para ficar como estão. Segue a galopeira.
‘HERMANOS’: Lembra o jornalista Ariel Palacios (TV Globo) em seu livro “Os Argentinos’ que Buenos Aires começou com o funeral do navegador espanhol Juan Diaz de Solís em 1516. Ele foi morto e devorado pelos índios charruas ao tentar explorar as margens do rio da Prata, com a tripulação assistindo as cenas horrendas.
PILULAS DIGITAIS:
As veias abertas da América Latina estão com sério risco de trombose. (Carlos Castelo)
A gente não quer só comida. A gente também quer que o garçom pare de errar a conta. (Fraga)
Dino será juiz, político ou despachante de Lula?) (Walter Maierovitch)
Deputado Lucas de Lima (PDT) confirmou candidatura a prefeito da capital.
No final de dezembro quero ler os termos e condições de uso de 2024 – para não ser pego de surpresa de novo.
Ex- deputado Fabio Trad submergiu. Quem encontrá-lo favor avisar.
Iniciada na capital a temporada de ‘caça aos candidatos a vereança’.
Chapa Única: Reinaldo Azambuja eleito tesoureiro do diretório nacional do PSDB
dez 1, 2023 | Colunistas
O vídeo recentemente divulgado de um comboio de seis balsas carregadas com milhares de toras de madeira descendo o Rio Arapiuns, no Pará, em direção ao Tapajós, é um triste retrato de uma realidade que tem assolado a Amazônia por décadas. Esse é apenas um exemplo dentre muitos de como forças estrangeiras, estabelecidas no Brasil, têm explorado de forma desonesta e insensível essa região.
É doloroso reconhecer que as milhares de toras, algumas com quase dois metros de diâmetro, dificilmente encontrarão seu destino em cidades brasileiras. Ao invés disso, é muito provável que se destinem a países da Europa e/ou Estados Unidos.
O testemunho daqueles que presenciam tais atividades é um grito de indignação diante da impunidade e das facilidade com que nossas riquezas são extraídas por essas forças estrangeiras. Eles relatam que tais embarcações, como aquela do vídeo, raramente trafegam durante o dia, optando por navegar furtivamente, silenciosa e constantemente sob o manto da noite. As balsas identificadas como “Rio Capiberibe III” e “Rio Capiberibe III – Manaus”, transportadas por um rebocador sem identificação, são apenas um vislumbre do que ocorre longe dos olhos do público.

Saque consentido das riquezas da Amazônia
No entanto, esse não é um testemunho solitário do constante saque de nossas riquezas. Inúmeras fontes, algumas identificadas e outras anônimas, têm denunciado não apenas o roubo de madeira, mas também a exploração ilegal de minérios, especialmente ouro, diamante e outras pedras preciosas.
Relatos de amigos militares, que serviram naquela região, ecoam a mesma triste narrativa: nossas riquezas são pilhadas diariamente, muitas vezes respaldadas por uma aparente legitimidade.
Esses amigos revelaram a existência de estradas na Amazônia onde a entrada de pessoas não autorizadas é proibida, com postos de segurança operados por estrangeiros que impedem o acesso a certas regiões. Surpreendentemente, até o Exército Brasileiro é barrado por essas fronteiras internas.
O que surpreende mais é a inação das autoridades brasileiras, especialmente as de Brasília, diante desses acontecimentos. Por que se fazem de cegos diante do esvaziamento progressivo e descontrolado de nossas riquezas na Amazônia, permitindo a derrubada contínua de florestas inteiras?
Até quando nos limitaremos a divulgar estatísticas sobre o aumento do desmatamento sem realmente investigar o que está ocorrendo no âmago da floresta? Ou será que somente nós, o povo brasileiro, permanecemos na ignorância? Nossas autoridades, especialmente do poder Executivo federal, têm conhecimento e permitem a presença e ações desses estrangeiros saqueadores?
Embora essa ação predatória ocorra há décadas, o atual governo brasileiro já expressou publicamente uma visão que sugere que a Amazônia não pertence somente ao Brasil, mas ao mundo todo. Essa percepção, infelizmente, acelera o escoamento de nossas riquezas para além de nossas fronteiras. Não é coincidência que desde o início do atual governo, máquinas pesadas e poderosos caminhões importados tenham sido observados com mais frequência na região.
É um questionamento válido: Até quando seremos vítimas de países estrangeiros que se instalaram clandestinamente(?) em nosso território para pilhar madeira, ouro, diamantes e os tesouros medicinais de nossa flora? Que nação é essa que se assemelha a uma prostituta, vendendo-se por migalhas, enquanto permite a exploração sem limites do coração da Amazônia, enquanto os habitantes nativos da região padecem na pobreza e morrem de fome?
*Jornalista e Professor
dez 1, 2023 | Colunistas
Um artigo publicado na Frontiers in Psychology destacou algumas características-chave de personalidade associadas à síndrome do impostor. Algumas delas, segundo os autores do artigo, são fatores de personalidade como autoestima, estilo atribucional que é quando se atribui eventos da vida a uma causa, e neuroticismo, que é sentir emoções negativas diante de eventos comuns da vida.
Um estudo da KPMG mostra que 75% das executivas de todos os setores já experimentaram a síndrome do impostor em suas carreiras.
A síndrome é um conjunto de sinais e sintomas. Não se trata de uma doença nem de um transtorno. Chama- se de Impostor aquele que usa de falsidade, que se faz passar por outra pessoa, fingido e embusteiro que se aproveita da ignorância do outro.
A junção dos dois termos forma a síndrome do impostor, uma pessoa que não se sente merecedora de assumir aquele cargo que ocupa e que carrega uma sensação de ser um enganador, acredita não ser merecedora acerca de suas realizações pessoais e profissionais. Quando são reconhecidas ou elogiadas no meio profissional, não reconhecem seus talentos e tão pouco acham que são merecedoras de tais reconhecimentos. É uma forma de autossabotagem.
O fenômeno do impostor acomete homens e mulheres, porém é mais comum nas mulheres. Por não se sentir merecedor, o indivíduo vai se empenhar mais que os colegas, passando do seu horário de trabalho, evitando reuniões e mudando seu comportamento. Essa autossabotagem não acontece apenas no ambiente de trabalho.
Em relacionamentos, a pessoa não acredita na sua competência de estar com alguém. Ela coloca em dúvida se o outro a ama e se está no relacionamento porque quer. No caso de relações sociais e de amizade, tende a pensar que só tem amigos por interesse.
Reforço que qualquer pessoa pode desenvolver esta síndrome e em qualquer idade. Porém, é mais comum quando se está em uma posição em que se pode ser alvo de críticas e julgamentos do desempenho.
Principais sinais e sintomas da síndrome do impostor são necessidade de se esforçar demais, autossabotagem, adiar tarefas, além do medo de se expor. O tratamento é através de sessões de psicoterapia para ajudar o indivíduo a internalizar suas capacidades e competências. A pessoa precisa perceber que é capaz de ocupar o cargo que possui e com isso diminuir a sensação de ser uma fraude.
Indico que a pessoa faça atividades que aliviam o estresse e melhoram o autoconhecimento. Invista em momentos de lazer, yoga e meditação. E o principal, acredite no seu potencial e em suas habilidades. Você é merecedor do cargo que alcançou.
(*) Alessandra Augusto é formada em Psicologia, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Sistêmica e Pós-Graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.
* Psicóloga Alessandra Augusto
nov 30, 2023 | Colunistas
Prestes a completar 100 anos, em setembro de 2024, o presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Russell M. Nelson dá a “receita” da longevidade com qualidade de vida, não apenas para os membros da igreja, mas para todo o mundo. Ele afirma que a mortalidade é como um curso de mestrado em que aprendemos a escolher as coisas de maior importância eterna. E que um número enorme de pessoas vive como se não existisse nada além desta vida. “Contudo, suas escolhas de hoje determinarão três coisas: onde viverão por toda eternidade, o tipo de corpo com o qual ressuscitarão e as pessoas com quem viverão para sempre. Portanto, pensem celestial”, aconselha.
Ou seja, tornem o Reino Celestial sua meta eterna e, depois, ponderem cuidadosamente onde cada uma de suas decisões aqui na Terra os colocarão no mundo vindouro.
Ora, se acreditamos em Deus, na eternidade e que devemos levar uma vida reta, com base nos ensinamentos e mandamentos de Jesus Cristo para sermos salvos e dignos de viver ao lado do Pai e Dele, nosso Salvador, é mais que conveniente e necessário seguir o conselho do presidente, e “pensar celestial” em todos os momentos de nossas vidas.
Ao fazermos nossas escolhas no dia a dia, ele nos convida a realizarmos isso sempre buscando a perspectiva mais longa – a perspectiva eterna, colocando Jesus Cristo em primeiro lugar, pois sua vida eterna depende de sua fé Nele e na Sua expiação.
Ela, a vida eterna, também depende de sua obediência às leis do Senhor, pois é ela que pavimenta o caminho para uma vida saudável e alegre hoje e uma grandiosa e eterna recompensa amanhã.
Russel M. Nelson trouxe à tona um sábio e profético conselho na Conferência Geral da igreja, em outubro deste ano: “Ao se deparar com um dilema, prensem celestial! Ao serem testados com uma tentação, pensem celestial! Quando a vida ou entes queridos os decepcionarem, pensem celestial! Quando alguém morrer prematuramente, pensem celestial! Quando alguém sofre por um longo tempo com uma doença devastadora, pensem celestial! Quando as pressões da vida os cercarem, pensem celestial! Ao se recuperarem de um acidente ou uma lesão, pensem celestial!”
Ao considerarmos a longevidade com qualidade de vida, esse líder religioso nos lembra de que cada escolha, por menor que pareça, pode ter um impacto eterno. Não se trata apenas de viver uma vida reta, mas de viver de acordo com princípios que transcendem esta existência. A perspectiva de pensar celestial nos guia não apenas para o agora, mas para o que está além deste mundo.
Quando enfrentamos dilemas, tentações ou momentos difíceis, a orientação de “pensar celestial” nos leva a buscar uma sabedoria superior, a confiar na ajuda divina e a encontrar consolo nas dificuldades. Essa mentalidade nos convida a olhar para Jesus Cristo como exemplo supremo e a basear nossas ações e decisões nos ensinamentos que Ele nos deixou.
Outro aspecto crucial é a libertação de vícios e obsessões que se tornam barreiras entre nós e a divindade. Essas distrações nos afastam do caminho celestial, nos impedem de avançar espiritualmente e nos tornam dependentes de algo que não é digno de nossa devoção. A busca por ajuda espiritual e profissional é encorajada para superar esses obstáculos.
A mentalidade celestial também nos concede uma nova visão das adversidades e das críticas à nossa fé. Nos momentos de oposição, é um lembrete para permanecer firmes, confiantes e não deixar que as dúvidas alheias abalem nosso testemunho. Isso significa confiar na orientação daqueles que são fonte confiável, dos líderes espirituais e das inspirações divinas.
E, por fim, a preparação para resistir às mentiras e aos enganos que podem surgir é crucial. Estar preparado espiritualmente, buscando a orientação do Espírito Santo e investindo na capacidade de receber revelação pessoal, é fundamental para discernir a verdade em meio à confusão, explica o presidente Russell M. Nelson.
Pensar celestial não é apenas uma sugestão para momentos difíceis; é uma maneira de viver que molda cada aspecto de nossa existência. Ao adotar essa perspectiva, estamos direcionando nossas vidas não apenas para um propósito terreno, mas também para a eternidade que acreditamos existir.
*Jornalista e Professor
nov 28, 2023 | Colunistas
A Rota Bioceânica, um projeto logístico ambicioso, transcende fronteiras e promete transformar não apenas a dinâmica econômica, mas também os desafios e oportunidades na segurança pública em Mato Grosso do Sul. Esta via intercontinental, cujos principais protagonistas são o Brasil, Paraguai e Chile, busca estabelecer uma ligação eficiente entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Apesar dos benefícios econômicos e comerciais que a rota deve proporcionar, sua implementação traz consigo desafios significativos que precisam ser considerados, especialmente no contexto da qualidade de vida da população local.
Histórico e Objetivos: A ideia da Rota Bioceânica, remontando a décadas passadas, ganhou força recentemente devido à busca por soluções logísticas mais eficientes. Essa rota multimodal, envolvendo rodovias, ferrovias e portos, visa não apenas reduzir os custos logísticos, impulsionar o comércio e fortalecer a integração regional, mas também alterar a dinâmica econômica em Mato Grosso do Sul. Com o potencial de aumentar a competitividade regional e agregar valor aos produtos, a rota pode desencadear uma mudança significativa no perfil econômico do estado, historicamente centrado na atividade agropecuária.
Impactos na Segurança Pública: Com a perspectiva de crescimento econômico e expansão das atividades comerciais ao longo da Rota Bioceânica, a segurança pública em Mato Grosso do Sul enfrenta desafios complexos e interligados. A oportunidade de melhoria logística também é vista pelas organizações criminosas, destacando a necessidade de um planejamento estratégico por parte dos órgãos de segurança pública. Ações planejadas, como o aumento da fiscalização em fronteiras e rodovias, tornam-se essenciais para mitigar o potencial aumento de crimes transfronteiriços. Todavia, não é o único e nem o principal desafio, pois não se pode negligenciar a segurança pública local que será pressionada em razão de aumento populacional, implantação de empresas com grande potencial financeiro e produtivo e os riscos ambientais inerentes ao processo.
Crimes Urbanos nos Municípios: O incremento no fluxo de pessoas, mercadorias e investimentos ao longo da Rota Bioceânica pode gerar um aumento populacional significativo nas áreas urbanas próximas. Esse crescimento demográfico, historicamente vinculado ao aumento dos índices de crimes urbanos, destaca a necessidade de preparação por parte das autoridades locais. Investimentos em infraestrutura de segurança, treinamento policial e programas sociais preventivos são imperativos para garantir a segurança da população e a qualidade de vida nas regiões afetadas. Aumento do efetivo policial militar nas cidades diretamente impactadas é urgente, pois sabemos o prazo de um processo seletivo, treinamento e formação policial. Melhoria da infraestrutura local com construção, ampliação e modernização das infraestruturas, assim como aquisição de viaturas, equipamentos e comunicação modernas para o desenvolvimento das atividades preventivas nos municípios que serão impactados.
Crimes Transfronteiriços: A interligação de países ao longo da rota torna as fronteiras mais permeáveis, facilitando a movimentação de criminosos transnacionais. O tráfico de drogas, contrabando, crimes ambientais e outros crimes encontram oportunidades em uma rota logística extensa como essa. Cooperação internacional e acordos bilaterais de segurança tornam-se cruciais para uma resposta coordenada entre as forças policiais dos países envolvidos, protegendo não apenas Mato Grosso do Sul, mas toda a região. Sendo importante que os órgãos estaduais estejam preparados para os novos desafios que advirão, principalmente na área urbana no tocante aos crimes patrimoniais, que tendem a aumentar consideravelmente com aumento populacional e circulação de valores.
Conclusão: A Rota Bioceânica não apenas promete transformações econômicas positivas em Mato Grosso do Sul, mas também apresenta desafios cruciais na esfera da segurança pública. Uma abordagem integrada, considerando a especificidade do estado, envolvendo cooperação internacional, investimentos em segurança e políticas sociais adaptadas à realidade local, é essencial. Mas, principalmente no tocante ao governo estadual, investimento e planejamento na atividade preventiva (policial militar), de forma a se preparar para as novas demandas sociais e econômicas que serão postas nas áreas urbanas.
Com relação as fiscalizações de fronteiras e divisas o governo federal tem a sua incumbência e não pode transferir para o Estado, que por óbvio pode auxiliar, mas de forma subsidiária, sem abrir mão de priorizar o seu papel constitucional no atendimento da população local, por meio da polícia ostensiva e preservação da ordem pública. O desenvolvimento econômico deve estar alicerçado em sustentabilidade ambiental, social e uma governança eficiente que proporcione agilidade, otimização e eficiência dos serviços públicos, incluindo a segurança.
Olhar a rota somente pelo viés de porta de entrada, saída e passagem torna míope a visão do problema, pois os desafios vão além, os municípios impactados diretamente e indiretamente serão pressionados em suas áreas urbanas com problemas para a população. Por isso, os investimentos devem visar o incremento da atividade policial preventiva, de forma a garantir à população local a preservação da ordem pública e por conseguinte a sua qualidade de vida.
Somente assim os benefícios econômicos podem ser plenamente realizados e transformados em serviços de qualidade, a rota pode se consolidar como um vetor de desenvolvimento seguro e sustentável para Mato Grosso do Sul, que trará riquezas sim, mas, principalmente traduzindo-se em uma melhoria significativa na qualidade de vida da população sul-mato-grossense sem impactar negativamente na sua tão importante e almejada segurança pública.
* Coronel da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul – Cel. André Henrique de Deus Macedo*