jan 12, 2024 | Colunistas
RISCOS: Vereadores querem mudar de partido para chegar a vitória. Há riscos. Primeiro – se escolher uma sigla com nomes ‘pesados’ pode não se eleger. Segundo – optando por um partido nanico – esse pode não atingir o coeficiente eleitoral e não eleger nenhum candidato. Na capital mais de 50% deles devem aproveitar a janela de 7 de março a 5 de abril.
CUSTOS: Outro entrave é o suporte financeiro para garantir uma campanha com boa estrutura. Mas lembro de exemplos de candidatos seduzidos por propostas mirabolantes e que foram abandonados no meio da campanha e sem recursos acabaram derrotados. Portanto é preciso checar se o ‘financiador’ é realmente confiável.
E O ELEITOR? Onde ele fica? Simplesmente ignorado. Normalmente nesta situação ele nem é consultado. Apenas toma conhecimento da mudança partidária através dos meios de comunicação. No fundo, não há uma espécie de cordão umbilical que possa atrelar o candidato ao eleitor, representando algum tipo de cumplicidade.
REJEITADA: Piorou a situação política da senadora Soraya Thronicke (Podemos) após prestigiar o evento do Palácio do Planalto contra os atos de 8 de janeiro de 2023. Não tem grupo político e nem projeto. Seus ex-eleitores não lhe poupam críticas. Esse deve ser o seu primeiro e último mandato. O plantio é livre, já a colheita…
O ESTIGMA: Fardo oculto e indissolúvel nos políticos envolvidos em corrupção. O termo estigma deriva do grego “stigma” e se referia a uma cicatriz ou marca no corpo. No contexto sociológico atual ele se refere a reputação negativa junto a sabia opinião pública. Pior para os políticos: não há cirurgia ou remédio para exterminá-lo.
ETERNO? Na maioria das vezes sim. Pesquisas mostram que políticos estigmatizados por denúncias de envolvimento em atos suspeitos de corrupção acabam atraindo maior rejeição. Às vezes, nem em caso de absolvição na justiça não se consegue eliminar essa pecha. É possível até que o vitorioso nas urnas seja o menos rejeitado e não o mais preparado.
PARTIDOS: Mais iguais do que diferentes. Não por acaso eles vem perdendo filiados ao longo das eleições. Aqui no MS por exemplo, entre os pleitos de 2020 e 2022 eles perderam 14 mil filiados. A explicação ou justificativa é simples: o eleitor está cada vez mais desencantado com os rumos da política no sentido amplo.
A PROPÓSITO: “Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”. “A sociedade sempre acaba vencendo, mesmo ante a inércia ou antagonismo do Estado”. Essa pregação do lendário Ulysses Guimarães precisa servir de paradigma aos homens públicos em todos os níveis.
EM ALTA: A senadora Tereza Cristina (PL-MS) é destaque no Senado pela sua coerência e bandeiras. Mas até onde esse prestígio refletirá nas eleições municipais? Credibilidade e popularidade são fatores independentes. Essa provocação é válida principalmente para Campo Grande e Dourados, onde o PL terá candidaturas próprias.
TÁTICAS: Uma delas seria nacionalizar o debate para tentar manter agregado aquele eleitorado que se identifica com as propostas da direita. É possível, mas dependerá de uma série de circunstâncias que as eleições municipais apresentam. O eleitor, priorizaria a questão ideológica partidária ou as aspirações relativas a sua cidade, bairro ou rua?
PESQUISA: ‘Correio do Estado’ diz que a ‘maioria da população da capital não seria lulista e nem bolsonarista’: 31,84% apoiam Bolsonaro, 11,19% Lula. Mas 56,47% se dizem neutros. Neste caso mais da metade, poderia levar em conta as qualidades do candidato. Pesará outro fator: a influência do ambiente político-social da época.
FRUSTRAÇÕES: No balanço da gestão estadual elas ainda sobreviveram em 2023: a falta de solução para a indústria de fertilizantes em Três Lagoas; a decisão final sobre a novela da antiga Estrada de Ferro Noroeste; a questão da privatização/duplicação da BR-262 e a polêmica envolvendo a duplicação da BR- 262. Poucas, mas relevantes.
MANDETTA: Ao seu estilo se mantém distante do noticiário político. O ex-deputado e com passagem pelo ministério da saúde estaria prestando consultoria nesta área em alguns estados da federação. A sua reinserção no cenário dependeria de vários fatores. Mas pesa contra ele ao não formar ou liderar um grupo político de prestígio.
ATENÇÃO: E a cobra vai fumar. Em 2024 serão regulamentados itens da reforma tributária. O Governo remeterá ao Congresso as propostas para normatizar a tributação da renda, do patrimônio e encargos da folha de salários. Como o Governo quer aumentar a arrecadação tentará acelerar a tramitação. Mais uma vez só ‘convencerá’ se dar algo em troca.
CUSTOS: Essa aprovação da Reforma Tributária não saiu de graça. O episódio lembra uma conhecida frase do astuto Winston Churchill sobre o comportamento parlamentar em algumas ocasiões onde o diabo costuma ficar escondido nos detalhes: “O povo deve ser poupado de saber como são produzidas as leis e as salsichas”.
‘BELEZA’: Sob o argumento de que posturas de desequilibrados põem em risco a vida de parlamentares, o deputado José Medeiros (PL-MT) tem projeto permitindo porte de arma de fogo aos congressistas. Imagine neste clima radical os nossos representantes armados! Detalhe: o PL foi protocolizado após um deputado dar um tapa na cara do colega. Imagine ambos armados!
LOUCURA: Convém ficar atento. Cientistas políticos alertam sobre o crescimento da Inteligência Artificial nas eleições globais. Inicialmente usada para promover a conexão direta entre os eleitores e seus candidatos – ela agora também direciona mensagens, manipula sentimentos e opiniões com notícias falsas, insuflando a polarização.
DOURADOS: Eis a velha justificativa para elevar de 19 para 21 vereadores: “ (-) … a necessidade de aumentar a participação popular e a representatividade da população douradense no Poder Legislativo Municipal, e assim, colaborando com a possibilidade de cada vez mais representantes nas variadas camadas populares e de representações populares…(-)” Acredita?
1-DICA: A Reforma Tributária tornará os inventários ‘salgados’ e sem brechas. O ITCMD será pago somente no estado onde era domiciliado o falecido. Outra inovação; esse imposto será progressivo de acordo com o valor do quinhão, legado ou da doação. Os estados terão autonomia para definir sua alíquota, máxima de 8%. Detalhe: templos religiosos estão isentos do imposto.
2-DICA: No MS a alíquota para doações é de 3%, de inventário é de 6%. Veja com é no Rio de Janeiro: De 4% para valores até R$303.303,00 – De 4,5% para valores de R$ 303.304,00 a R$ 433.290,00 – De 5% para valores entre R$433.291,00 e R$ 866.580,00 – De 6% para valores entre R$ 866.580,00 e R$ 1.299,870,00 – De 7% para valores entre R$1.299.871,00 e R$ 1.733.160,00 – De 8% acima de R$ 1.733.161,00.
PILULAS DIGITAIS:
“O caminho se faz caminhando”. Antonio Machado – poeta espanhol
“Não vim guiar cordeiros – vim despertar leões”. (presidente Javier Milei)
“Eu quase que nada sei. Mas desconfio de muita coisa”. (da obra de Guimarães Rosa)
“Aumento de carga tributária não é reforma”. (Ivo R. Lozekan)
Nada muda com o novo salário mínimo. Nada. Nem o ronco da barriga. (No facebook)
“A única garantia do mundo online é que nunca faltará solidão pra ninguém”. (Mattus)
“Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. (Fernando Pessoa)
“Tenho o privilégio de não saber quase tudo. E isso explica o resto”. (Manoel de Barros)
“Brasil, país do futuro”. (do escritor judeu Stefan Zweig – década de 40)
jan 11, 2024 | Colunistas
O mundo vem acompanhando a tensão existente entre a Venezuela e a Guiana. É sabido que a tensão teve início no dia 3 de dezembro, quando o presidente venezuelano Nicolás Maduro convocou um referendo que perguntava à população se apoiariam a concessão de cidadania venezuelana a 125 mil habitantes da cidade de Essequibo, localizada na Guiana, visando a anexação de parte dessa cidade.
Um dos principais motivos para esse tensionamento é que essa região é rica em petróleo, tornando-se mais acentuada desde 2015, quando a empresa ExxonMobil descobriu vários campos do combustível fóssil na área. Diante desse episódio, a Guiana acredita ser a proprietária do território, baseando-se em um documento de 1899, feito em Paris, que estabeleceu as fronteiras atuais. Enquanto isso, a Venezuela defende que, a partir do acordo de 1966 com o Reino Unido, anterior à independência da Guiana, o laudo de 1899 foi anulado, estabelecendo a base para uma nova solução negociada.
Ou seja, não é algo recente, e vários acordos têm sido assinados por pelo menos 200 anos entre os Estados para garantir a propriedade dessa região. Desde 2018, há um caso na Corte Internacional de Justiça (CIJ) que descreve que a Guiana não acredita que a Venezuela queira continuar as relações de forma diplomática e conciliadora. Nesse sentido, tudo isso é alimentado por causa dessa grande quantidade de recursos energéticos.
No meio dessa tensão, encontramos o Brasil. Para que a Venezuela possa invadir a cidade de Essequibo, isso só pode ocorrer de duas formas: a primeira por via marítima, entretanto, é extremamente custoso para o governo venezuelano; a segunda seria passando pela cidade de Pacaraima, localizada em Roraima, no arco norte brasileiro, o que seria mais barato e tornaria o processo mais fácil.
Perante tais perspectivas, o Exército Brasileiro enviou uma tropa para reforçar a segurança na região, além daqueles que já estavam trabalhando na Operação Acolhida, também em Pacaraima. De forma complementar, no dia 5 de dezembro, foram enviados 20 tanques de guerra para Roraima, com o intuito de resguardar aquela região de maiores tensões e auxiliar no combate ao garimpo ilegal na área. Nesse sentido, os blindados devem permanecer na cidade de Boa Vista e ficar sob aviso para serem utilizados em caso de algum imprevisto em Pacaraima.
Vale salientar que há vários anos não existe um grande efetivo por parte do Exército Brasileiro no Norte do país, o que torna essa região cada vez mais vulnerável a tensões como a que está ocorrendo entre a Venezuela e a Guiana. Diante da falta de segurança na região amazônica brasileira, torna-se plausível uma maior preocupação neste momento atual. No entanto, esse movimento brasileiro também pode gerar um maior tensionamento, já que ambos os chefes de Estado estão preparados para qualquer ação necessária para preservar seus territórios.
*Thays Felipe David de Oliveira, doutora em Ciência Política e professora do curso de Relações Internacionais da Estácio.
jan 9, 2024 | Colunistas
A criação do “Janeiro Branco”, por meio da Lei 14.556/2023, é uma iniciativa louvável, dedicada a promover a conscientização sobre a saúde mental. Essa campanha nacional destaca a importância vital de compreender e lidar com transtornos psicológicos, buscando reduzir o estigma associado a temas como ansiedade, depressão e outros distúrbios mentais, que podem gerar doenças crônicas e, em casos extremos, levar ao suicídio.
Apesar dos esforços governamentais em saúde e assistência social, é lamentável constatar que o atendimento à saúde pública no Brasil ainda está aquém das expectativas e necessidades da população. O aumento nos índices de suicídio e problemas mentais reflete os pesados fardos que jovens e adultos carregam em tempos desafiadores, de economia instável e custo de vida crescente, sem que possam contar com um aparelhamento médico adequado de amparo e tratamento.
As autoridades governamentais deveriam ter a responsabilidade crucial de gerir eficazmente os recursos públicos, elevando o país rico em vários aspectos e de uma população ordeira e trabalhadora, a patamares mais altos de desenvolvimento, proporcionando uma melhor qualidade de vida para todos.
Além da urgência na melhoria das condições materiais das famílias para prevenir doenças mentais, é imprescindível ressaltar o papel da espiritualidade na vida do indivíduo e das famílias. A religiosidade e a comunhão com Deus desempenham um papel fundamental na defesa contra males como esses, físicos, mentais e espirituais.
Quando nos deparamos com as palavras de Jesus Cristo dizendo: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt.11:28), testemunhamos uma verdade imensurável, corroborada por inúmeras pessoas ao longo dos séculos. Milagres reais sempre aconteceram e ainda acontecem quando se invoca a ajuda divina com profunda fé, seja por um enfermo, um pai ou uma mãe por seu filho, ou qualquer outro indivíduo, pois todos são filhos especiais do Senhor.
Apesar da ajuda poderosa que todos podem receber de Deus, poucos buscam essa conexão com Ele por meio da oração e da vivência dos Seus ensinamentos e mandamentos. Muitos não frequentam Sua casa, a igreja, um lugar erguido para que as pessoas se voltem a Ele e aprendam a seguir o bom caminho.
A própria medicina e a ciência já reconheceram os milagres de Deus, inclusive em pacientes terminais, evidenciando que a fé profunda pode canalizar o poder divino para operar milagres, dentro e fora dos hospitais.
Diante de tantas comprovações sobre a importância da crença em Deus, da fé e da obediência aos Seus ensinamentos para uma vida plena e segura, surge a pergunta: por que tantos relutam em conhecer a Deus e compreender Suas expectativas para cada um de nós?
A hora de buscar essa conexão é agora. E o fato de estarmos no início de um novo ano, é melhor ainda para começar. Ao dobrar os joelhos em oração ao Senhor e a Seu filho, Jesus Cristo, e ao buscar segui-Los, é possível alcançar, nesta vida, a verdadeira e plena felicidade, concedida àqueles que crêem Neles.
Faça suas preces, converse com Ele e mergulhe na leitura das Escrituras Sagradas, uma fonte de sabedoria capaz de fortalecê-lo para enfrentar as adversidades da vida com segurança e alegria.
A fé e a conexão espiritual podem servir poderosamente como um suporte adicional no enfrentamento de desafios mentais e físicos. O passado e o presente nos relatam exemplos históricos (pessoais e coletivos) de como a fé fortaleceu indivíduos em momentos difíceis, além de ressaltar os benefícios psicológicos e emocionais que a prática religiosa pode trazer para a saúde do indivíduo.
Quem não se lembra da passagem bíblica da mulher que sofria com um fluxo contínuo de sangue por 12 anos e que entendeu que se apenas tocasse nas vestes de Jesus, que passaria naquela manhã perto de sua casa, seria curada. E assim o fez. Ocorreu que, mesmo em meio à multidão, Jesus sentiu que um poder havia se emanado Dele. Diante da revelação feita pela própria mulher, “Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: ‘Coragem, filha! A tua fé te curou’. E a mulher ficou curada naquele mesmo instante.” (Mt. 9:22)
Em outra ocasião, “Quando entrou em casa, os cegos aproximaram-se dele, e Jesus perguntou-lhes: ‘Vocês creem que eu sou capaz de fazer isso?’ ‘Sim, Senhor’, responderam eles. Então lhes tocou os olhos, dizendo: ‘Faça-se conforme a sua fé!’ E os olhos deles foram abertos.” (Mt. 9:28-29)
Então, em meio às preocupações com a saúde mental, não podemos negligenciar a dimensão espiritual. A fé e a religiosidade são recursos poderosos para promover o equilíbrio integral do ser humano. Que o “Janeiro Branco” não seja apenas uma reflexão sobre a saúde mental, mas também um convite à busca de paz e plenitude através da conexão espiritual, fortalecendo o indivíduo em todos os aspectos de sua existência.
*Jornalista e Professor
A criação do “Janeiro Branco”, por meio da Lei 14.556/2023, é uma iniciativa louvável, dedicada a promover a conscientização sobre a saúde mental. Essa campanha nacional destaca a importância vital de compreender e lidar com transtornos psicológicos, buscando reduzir o estigma associado a temas como ansiedade, depressão e outros distúrbios mentais, que podem gerar doenças crônicas e, em casos extremos, levar ao suicídio.
Apesar dos esforços governamentais em saúde e assistência social, é lamentável constatar que o atendimento à saúde pública no Brasil ainda está aquém das expectativas e necessidades da população. O aumento nos índices de suicídio e problemas mentais reflete os pesados fardos que jovens e adultos carregam em tempos desafiadores, de economia instável e custo de vida crescente, sem que possam contar com um aparelhamento médico adequado de amparo e tratamento.
As autoridades governamentais deveriam ter a responsabilidade crucial de gerir eficazmente os recursos públicos, elevando o país rico em vários aspectos e de uma população ordeira e trabalhadora, a patamares mais altos de desenvolvimento, proporcionando uma melhor qualidade de vida para todos.
Além da urgência na melhoria das condições materiais das famílias para prevenir doenças mentais, é imprescindível ressaltar o papel da espiritualidade na vida do indivíduo e das famílias. A religiosidade e a comunhão com Deus desempenham um papel fundamental na defesa contra males como esses, físicos, mentais e espirituais.
Quando nos deparamos com as palavras de Jesus Cristo dizendo: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt.11:28), testemunhamos uma verdade imensurável, corroborada por inúmeras pessoas ao longo dos séculos. Milagres reais sempre aconteceram e ainda acontecem quando se invoca a ajuda divina com profunda fé, seja por um enfermo, um pai ou uma mãe por seu filho, ou qualquer outro indivíduo, pois todos são filhos especiais do Senhor.
Apesar da ajuda poderosa que todos podem receber de Deus, poucos buscam essa conexão com Ele por meio da oração e da vivência dos Seus ensinamentos e mandamentos. Muitos não frequentam Sua casa, a igreja, um lugar erguido para que as pessoas se voltem a Ele e aprendam a seguir o bom caminho.
A própria medicina e a ciência já reconheceram os milagres de Deus, inclusive em pacientes terminais, evidenciando que a fé profunda pode canalizar o poder divino para operar milagres, dentro e fora dos hospitais.
Diante de tantas comprovações sobre a importância da crença em Deus, da fé e da obediência aos Seus ensinamentos para uma vida plena e segura, surge a pergunta: por que tantos relutam em conhecer a Deus e compreender Suas expectativas para cada um de nós?
A hora de buscar essa conexão é agora. E o fato de estarmos no início de um novo ano, é melhor ainda para começar. Ao dobrar os joelhos em oração ao Senhor e a Seu filho, Jesus Cristo, e ao buscar segui-Los, é possível alcançar, nesta vida, a verdadeira e plena felicidade, concedida àqueles que crêem Neles.
Faça suas preces, converse com Ele e mergulhe na leitura das Escrituras Sagradas, uma fonte de sabedoria capaz de fortalecê-lo para enfrentar as adversidades da vida com segurança e alegria.
A fé e a conexão espiritual podem servir poderosamente como um suporte adicional no enfrentamento de desafios mentais e físicos. O passado e o presente nos relatam exemplos históricos (pessoais e coletivos) de como a fé fortaleceu indivíduos em momentos difíceis, além de ressaltar os benefícios psicológicos e emocionais que a prática religiosa pode trazer para a saúde do indivíduo.
Quem não se lembra da passagem bíblica da mulher que sofria com um fluxo contínuo de sangue por 12 anos e que entendeu que se apenas tocasse nas vestes de Jesus, que passaria naquela manhã perto de sua casa, seria curada. E assim o fez. Ocorreu que, mesmo em meio à multidão, Jesus sentiu que um poder havia se emanado Dele. Diante da revelação feita pela própria mulher, “Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: ‘Coragem, filha! A tua fé te curou’. E a mulher ficou curada naquele mesmo instante.” (Mt. 9:22)
Em outra ocasião, “Quando entrou em casa, os cegos aproximaram-se dele, e Jesus perguntou-lhes: ‘Vocês creem que eu sou capaz de fazer isso?’ ‘Sim, Senhor’, responderam eles. Então lhes tocou os olhos, dizendo: ‘Faça-se conforme a sua fé!’ E os olhos deles foram abertos.” (Mt. 9:28-29)
Então, em meio às preocupações com a saúde mental, não podemos negligenciar a dimensão espiritual. A fé e a religiosidade são recursos poderosos para promover o equilíbrio integral do ser humano. Que o “Janeiro Branco” não seja apenas uma reflexão sobre a saúde mental, mas também um convite à busca de paz e plenitude através da conexão espiritual, fortalecendo o indivíduo em todos os aspectos de sua existência.
*Jornalista e Professor
jan 9, 2024 | Colunistas
*Juliana Brito, empresária, CEO e cofundadora da Indie Hero e da GJ+
Aproveitei um pouco minha “folga” de final de ano para fazer algo que eu vinha enrolando há algum tempo: arrumar minhas fotos antigas, de criança. Sempre nessa época do ano, fico bastante emotiva. E memórias também nos remetem a fortes emoções.
Enfim, foram mais de duas horas arrumando fotos e muitas lágrimas, por diversos motivos. Fotos da minha família, familiares que não estão mais aqui. Uma coisa curiosa: as fotos que mais me emocionaram foram dos meus momentos na natação.
Nadadora durante 12 anos, o esporte ensinou muitas coisas na minha vida pessoal e profissional. Lembro que eu ganhei diversas medalhas, mas a única coisa que realmente importava era o resultado final do time. Quando íamos para uma competição nacional, só pensava no troféu maior, dado para o time vencedor.
O treino não é fácil. Você fica lá, sozinho, com a cabeça na água, nadando para um lado, para o outro. Literalmente contando ladrilhos. Ninguém acha isso divertido. Mesmo assim é um esporte com muita aderência.
Outro fator interessante na natação é de como estamos em um ambiente antifrágil. Todo dia, você quer ser 1% melhor. Nem todo dia você consegue. Muitas vezes, sua performance é um lixo. Em outras, seu treino é maravilhoso e você ganha forças para voltar lá e continuar melhorando.
Nas competições, é a mesma cena. Lembro-me bem dos campeonatos em que ia mal. Mas sempre tinha meus companheiros torcendo por mim e me apoiando, quando eu saía da água. Independente do resultado, era uma comemoração de todo o esforço que nos levou àquela competição. Ao mesmo tempo, sempre tinha alguém que se superava. E isso também era muito comemorado.
No final do dia, isso é um ambiente antifrágil. É quando você tem pessoas ao seu redor, para quando as coisas vão mal, para você sair mais forte disso. Isso é um time de natação. Isso também é uma empresa bem-sucedida.
O mais importante para a vida é como você consegue aprender a aproveitar a jornada e o dia a dia. É estar presente naquele momento e não focar somente no resultado! Os números são apenas consequência.
Olhar para trás me fez lembrar muito de focar na jornada e construir ambientes antifrágeis. É isso o que eu espero construir dentro das minhas empresas, um lugar onde as pessoas possam falhar, errar e sair por cima. Não é ser complacente com os erros, mas permitir que eles existam.
Às vezes, o resultado vai ser muito bom. Em outras, nem tanto. Mas, na média, a empresa vai estar sempre crescendo. Continue acreditando em si e no potencial da sua equipe para superar qualquer barreira.
(*) Juliana Brito é empresária, CEO e cofundadora da Indie hero e da GJ+, empresas focadas no desenvolvimento do ecossistema de jogos no brasil com ativações em eventos como Rock in Rio, rio Innovation week, Innova Summit, Casa Brasil Israel e Rio2c. fellow YLAI. Além disso, é mentora de pitch, negócios e games em eventos como innovativa Brasil, NASA talks, DNA empreendedor, startup weekend etc. Instagram: https://www.instagram.com/jsibrito/.
Agência Drumond – Assessoria de Comunicação – Joyce Nogueira
jan 5, 2024 | Colunistas
Você acha que para empreender precisa de uma grande ideia? Que é necessário pensar em algo excepcional? Muitas pessoas fantasiam muito a questão de ser empreendedor. Na verdade, são pessoas normais, porém o grande diferencial delas é que estão preparadas quando aparece uma oportunidade. É válido ressaltar que muitas viram empreendedoras por necessidade ou após uma demissão, como aconteceu durante a pandemia.
Para começar a empreender em 2024, ou nos próximos anos, é importante que você seja alguém proativo e curioso em verificar o que está acontecendo no mercado e no mundo, além de enxergar quais são as necessidades do seu público-alvo.
Uma coisa que gosto de salientar para quem deseja empreender é que não se pode ficar “esperando” o momento certo para agir. Perceba que o momento ideal é agora. Logo, não perca tempo. Coloque suas ideias em prática e não fique postergando, saia de sua zona de conforto.
Tenha um objetivo e trace metas concretas para alcançá-lo. Além disso, tire suas ideias do papel e comece a agir. Busque se organizar e persevere para não acabar desanimando.
Adiar suas ações e tomadas de decisão apenas atrasarão o seu processo. Comece agora mesmo, use o que tem nas mãos e busque sempre se aprimorar e aperfeiçoar. Você não precisa fazer tudo de uma vez, mas precisa começar a fazer.
Não se deixe dominar pelo medo e pela insegurança. Infelizmente, isso é muito comum acontecer. Portanto, entenda que que muitos desafios vão surgir pelo caminho, assim como as críticas. Mas não dê ouvidos. Tenha fé, trabalhe duro e reflita que cabe somente a você seguir o rumo em direção aos seus objetivos.
(*) Leonardo Chucrute é Gestor em Educação, CEO do Zerohum, Professor de matemática, ex-cadete da AFA e autor de livros didáticos.
Agência Drumond – Assessoria de Comunicação – Joyce Nogueira – Foto: Tiberius Drumond
jan 2, 2024 | Colunistas
O Brasil, com sua vastidão territorial e inúmeras riquezas, naturais e fruto do trabalho de um povo aguerrido, paradoxalmente enfrenta desafios persistentes que o mantêm em um estado de subdesenvolvimento. A indagação frequente sobre o porquê de um país tão abençoado em recursos abundantes e ainda conviver com a pobreza e a desigualdade social, é uma reflexão que precisa ser abordada de maneira mais profunda.
A disparidade entre a riqueza potencial do Brasil e a realidade de muitos de seus cidadãos vivendo em condições precárias, destaca a existência de problemas estruturais e sistêmicos. A falta de acesso a serviços básicos como água tratada, energia elétrica, educação e saúde de qualidade e estradas funcionais evidenciam as lacunas que persistem no desenvolvimento do país. Mesmo sendo um celeiro global, alimentando diversas nações, a realidade é que a fome persiste em muitos lares de famílias brasileiras.
Uma análise criteriosa nos leva à conclusão de que, em grande medida, a responsabilidade por esse cenário lamentável recai sobre o próprio povo, na sua má escolha de seus representantes políticos. A ausência de uma fiscalização efetiva e de uma cobrança rigorosa por parte da população permite que muitos políticos atuem de maneira descomprometida com o bem-estar coletivo.
Esses representantes, nas esferas do poder democrático, na maioria das vezes priorizam seus interesses pessoais e partidários em detrimento do povo que deveriam representar. A falta de responsabilização por suas ações cria um ciclo vicioso em que promessas eleitorais são esquecidas assim que o poder é conquistado.
É deplorável que, mesmo diante de escândalos de corrupção que abalam a nação, os mesmos políticos corruptos, ladrões, que acumulam dinheiro em cuecas, malas, apartamentos, sítios etc. sejam reeleitos. Esse fenômeno reflete a apatia de uma população que, por vezes, parece resignada diante da má gestão e da corrupção sistêmica. A necessidade urgente de uma mudança de mentalidade é evidente, especialmente à luz das eleições que se aproximam em 2024.
O ano novo oferece uma oportunidade crucial para os cidadãos brasileiros exercerem seu poder nas urnas de maneira consciente e informada. A escolha criteriosa de líderes comprometidos com o bem comum deve ser acompanhada por uma vigilância constante sobre suas ações. A participação ativa da sociedade é fundamental para garantir que aqueles que não cumprem suas promessas e responsabilidades sejam afastados do poder de maneira definitiva.
A mudança, tão almejada, começa com a conscientização individual de cada cidadão. É imperativo que a sociedade se organize, exigindo transparência, responsabilidade e eficiência de seus representantes. A avaliação constante do desempenho dos políticos, aliada a uma postura firme e atuante, é o caminho para criar uma cultura política mais saudável e ética.
O Brasil tem potencial para se tornar um país melhor, mas essa transformação depende da ação coletiva e da escolha criteriosa de seus governantes. Em 2024, é hora de romper com a inércia e conduzir o país em direção a um futuro mais promissor, onde a corrupção não seja tolerada, as punições sejam céleres e justas e a riqueza nacional seja preservada para o benefício de todos os brasileiros. Basta de desvio do dinheiro público.
O desafio que se impõe não é apenas uma mudança de atitude durante as eleições, mas sim um comprometimento contínuo com a vigilância cívica. É vital que a população não se esqueça de seu poder após o processo eleitoral. A construção de uma nação mais justa e ética demanda um engajamento perene, uma cultura de responsabilidade coletiva que transcenda os ciclos eleitorais.
Além disso, é preciso destacar a importância da educação política. Capacitar os cidadãos desde cedo, no lar, nas escolas e na sociedade, sobre seus direitos, o funcionamento do sistema político e a importância do voto consciente é uma estratégia fundamental para fortalecer as bases da democracia. Uma população informada, engajada e alicerçada nos bons princípios morais e espirituais, com Deus acima de tudo e de todos, é a base para a consolidação de uma nação mais justa e próspera.
Por fim, é necessário ressaltar que a mudança desejada não se restringe apenas aos cargos políticos mais visíveis. A atenção e a exigência por transparência devem alcançar todos os níveis do poder público, desde os órgãos (legislativo, executivo e judiciário) municipais até as esferas federais (principalmente). A fiscalização constante e a responsabilização efetiva dos gestores em todos os âmbitos são pilares essenciais para uma transformação genuína e duradoura no panorama político do país. Que 2024 seja um marco na luta anticorrupção no poder público, com o levante de um povo guerreiro, consciente, preparado e determinado a construir um Brasil melhor. Com as bênçãos de Deus!
*Jornalista e Professor