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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2026
Leia Coluna Amplavisão: Afinal, qual dos candidatos é o melhor?

Leia Coluna Amplavisão: Afinal, qual dos candidatos é o melhor?

REPETITIVA: Em todas as eleições essa indagação motiva debates em todas classes sociais e ambientes do dia a dia. Claro, a resposta vai depender do que o “ilustre” eleitor prioriza para exercer a governança: o postulante independente (outsider)  hoje na moda, ou o candidato do ‘sistema’ com chances maiores de governabilidade.

ANÁLISE-1: Muitos candidatos que se intitulam independentes, apresentam propostas inovadoras em oposição aos modelos e estruturas tradicionais, prometendo romper com os vícios inclusive. Temos exemplos, em todos os níveis, explorando o carisma pessoal, com os discursos que nos remetem aos candidatos vitoriosos Collor de Mello e Alcides Bernal (em Campo Grande).

ANÁLISE-2:  A exemplo da economia, na política a teoria encontra pouco respaldo na pratica. É que na política cria-se um ambiente propício para as crises institucionais, pela falta de habilidade nas negociações políticas e também por contrariar “certos” interesses. Enfim, a falta de base política é problema que reflete diretamente na gestão.

ANÁLISE-3: Na outra ponta da disputa estão os candidatos integrantes do chamado sistema, vinculados às estruturas de poder, com apoio de partidos e federações. Eles acenam com estabilidade institucional, experiência e facilidade na aprovação de leis, graças a maioria no legislativo. Fatores que podem convencer ao longo da campanha.

ESTRATÉGIA: Alguns candidatos usam nomes de outros políticos como referência para reforçar a própria imagem e a credibilidade. Casos de Marco A. Santullo que se apresenta como ‘Santullo da Tereza’; do deputado Rodolfo Nogueira com o bordão ‘Gordinho do Bolsonaro’; do advogado Sandro Omar –que se autodenomina ‘Sandro do Vander’.

MULETAS?  Entre os candidatos é comum se acrescentar nomes do seu bairro, da profissão (professor, militar, médico, enfermeiro) ou do próprio empreendimento comercial. Caso do empresário Valter Juvenal de Oliveira (PRD) – candidato ao senado – como ‘Valter da Comagran’.  Junto à Justiça Eleitoral declarou patrimônio de R$ 16,35 milhões.

A PROPÓSITO: Nas eleições, chama a atenção a divulgação do patrimônio financeiro dos candidatos. Embora seja ato obrigatório junto a Justiça Eleitoral, nem sempre corresponde a realidade, pelos critérios de avaliação ou por outra estratégia. Aliás, esse não é o caso do Valter. E confesso não conhecer alguma perda de mandato por falha na declaração.

MESMICE: Os bordões se repetem nas propagandas eleitorais deste ano. Alguns deles: Renovação de verdade – A força do povo – Governar para quem precisa – O trabalho não pode parar – Hora de mudança – Saúde, direito de todos – Vamos zerar as filas dos hospitais – Mais segurança para sua família – Educação para todos.

DO “ULTRAJE A RIGOR”: “A gente não sabemos escolher presidente/A gente não sabemos tomar conta da gente/A gente não sabemos nem escovar os dente/Tem gringo pensando que nóis é indigente/A gente faz carro e não sabe guiar/A gente faz trilho e não tem trem pra botar/A gente faz filho e não consegue criar/A gente pede grana e não consegue pagar…” (trecho da letra de INÚTIL)

DANTE FILHO: “Estranha a manifestação do candidato ao senado pelo PT, Vander Loubet, entrando na onda de pedir a cabeça do ministro Alexandre de Moraes (contra a orientação do petismo), depois de recolher apoio de prefeitos do interior, muitos filiados a partidos do Centrão, inclusive do PL de Jair e Valdemar da Costa Neto, que deveriam, em tese, estar na campanha do Capitão Contar (… )”

NO SUFOCO: Antes fácil, o embate endureceu para Lula. Como conquistar, por exemplo, o eleitor independente de Augusto Cury no 2º turno? O retrato mostra maior desgaste do Planalto no episódio do STF. Apesar dos pacotes de bondades, o Governo tem dificuldades em atrair novos eleitores.  A fadiga do poder chegou!.

RUMO AO CENTRÃO: Antes o Avante era o PTdoB. Mais uma sigla nanica que poderá ser decisiva no 2º turno. Lembro: em 1989 Collor usou o nanico PRN que acolheu o anti-petismo e venceu. Em 2018  Bolsonaro se apresentou com o PSL Mais forte que seus 5 deputados e 1 senador, é a mensagem antissistema do Augusto Cury.

A CONTA: Ela chegou! Apesar das falas ufanistas de Lula, posando inclusive de estadista no Primeiro Mundo, a economia daqui piorou da porta de casa para dentro. O custo de vida alterou o humor do brasileiro. Apesar das negociatas no Congresso, os números das pesquisas mostram um cenário sufocante, para o PT – é claro.

DELCÍDIO: Imbatível nas entrevistas. Foi assim conosco (FM Cidade) ao lado de Ogg Ibraim. Após os tropeços, continua em pé e com planos como candidato ao Governo. Sobre eventual exclusão no segundo turno, admitiu – se for o caso – juntar-se a Fabio Trad – candidato do PT e de todos os outros postulantes derrotados. Isso é política.

OPINIÃO:  “ Alexandre de Moraes já não tem mais a certeza da impunidade que cultivava até a semana passada, quando cometeu a infâmia de tentar incluir André Mendonça no inquérito das fake news, da qual já não é mais relator, graças a Edson Fachin. ( )” ( Mario Sabino, no Metrópoles)

‘COMPANHEIROS’: Conseguiram quebrar literalmente os Correios! O caso virou tabu nos programas do PT. Aliás, mais uma agencia foi fechada perto da nossa residência. Após prejuízo de R$ 2,4 bilhões no 2º semestre, foi solicitado empréstimo de R$ 7 bilhões à 4 bancos do exterior com garantia – é claro – do Tesouro Nacional.

ELEIÇÕES:  “São Paulo confirma uma dificuldade conhecida. O Rio oferece a Lula um resultado superior ao de 2022, embora insuficiente para colocá-lo à frente. Minas traz a novidade: a vantagem numérica mudou de lado justamente onde o presidente venceu por pouco e onde todos os vencedores nacionais venceram desde 1989 ( )…

CONTINUAÇÃO: “Para Lula, o alerta é que conservar sua base pode não bastar para conservar sua vantagem. Para Flávio, a oportunidade está aberta, mas a liderança mineira ainda precisa se afirmar além da margem de erro. Minas segue sem um favorito definido. E, pelo seu histórico, é justamente por isso que o Brasil precisa prestar atenção nela. (Felipe Nunes, diretor da Quaest)

PÍLULAS DIGITAIS:

Quando estamos fora, o Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele. (Stanislaw Ponte Preta)

Promessa eleitoral dura menos que gelo no asfalto quente.

Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito. (Millôr)

Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto. (Marquês de Maricá)

E o povo já pergunta com maldade: onde está a honestidade? Onde está a honestidade? ( Noel Rosa)

Flavio Dino, trata o Maranhão como se fosse capitania hereditária. (Mario Sabino)

Entre um governo que faz o mal e um povo que consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa. (Victor Hugo)

Atenção: devido a alta dos preços, informamos que a luz no fim do túnel foi cortada.

Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder.

(Millôr)

A casa que resistiu à cheia no Nepal: Por Wilson Aquino

A casa que resistiu à cheia no Nepal: Por Wilson Aquino

Não foi sorte. A pequena casa verde que permaneceu de pé, ilhada em meio ao mar de lama e pedras que devastou o distrito de Nuwakot, no Nepal, na manhã de 26 de agosto de 2026, tornou-se o símbolo mais comovente de uma tragédia que chocou o mundo. Enquanto a enxurrada devastava comunidades no Nepal e no Tibete, destruindo quase 30 mil casas, aquela construção de dois andares resistiu à violência da correnteza. E resistiu com vida: a família que se abrigava em seu interior, vista no balcão superior, em oração, enquanto a destruição passava ao seu redor, foi resgatada e sobreviveu.

Por que aquela casa não caiu? A resposta dos engenheiros que analisaram as imagens não é mistério, é lição. Diferentemente das construções tradicionais de pedra da região, a casa verde foi erguida sobre um alicerce bem fundamentado, com estrutura de concreto armado, colunas e vigas interligadas por barras contínuas de aço, formando um único esqueleto rígido. Quando a fúria das águas a atingiu lateralmente, a estrutura inteira absorveu o impacto e o transferiu para a fundação, em vez de desmoronar parede por parede. Somou-se a isso a sabedoria da localização: erguida em terreno levemente mais alto e afastada do leito principal do rio, a casa deixou que a correnteza se dividisse e contornasse seu corpo compacto.

Essa imagem percorreu o mundo e, para milhões de pessoas, trouxe à memória o ensinamento do Mestre: o homem prudente que edificou sua casa sobre a rocha, e desceu a chuva, e vieram os rios, e sopraram os ventos, e a casa não caiu, porque estava fundada sobre a rocha (Mateus 7:24-25). As centenas de moradias que desapareceram naquele dia não sucumbiram por falta de sorte, mas por falta de fundamento. E o salmista já advertia: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmos 127:1).

A lição, porém, não fica na engenharia. Ela nos interpela pessoalmente: como estamos alicerçando nossos valores morais e espirituais? Sobre que terreno estamos construindo nossa vida? Somos convictos de nosso propósito na Terra, de que somos filhos especiais de Deus e parte de Seu plano de salvação, que consiste em enfrentar as adversidades de cabeça erguida, conscientes de que não estamos sós nessa jornada? Ensinamos aos nossos filhos esses valores que os fortalecerão por toda a vida? Quando se dobram os joelhos em comunhão com o Senhor, mesmo na infância, os milagres acontecem. Ensinamos isso aos nossos filhos?

No último domingo, a Conferência da Estaca Campo Grande, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, teve como tema as palavras do profeta Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15). Ali, muitos testemunharam que enfrentaram grandes dificuldades, mas se sobressaíram a perigos e armadilhas porque decidiram, com sua casa, servir a Deus. Essa decisão não livra ninguém das tempestades da jornada, mas garante a tranquilidade e a segurança de que nunca estaremos sós. E é exatamente aí que os milagres acontecem, como certamente aconteceu com a família da casinha verde.

O Senhor também nos ensina sobre a importância da preparação na parábola das dez virgens: cinco foram prudentes e reservaram óleo para suas lâmpadas; cinco foram imprudentes e, quando o noivo chegou, não estavam prontas (Mateus 25:1-13). A casa verde estava pronta porque seu alicerce foi construído com antecedência, com materiais nobres e cuidado. A fé também se constrói assim, dia após dia, antes da tempestade, não durante.

Que a imagem daquela casinha verde permaneça em nossa memória como um convite: fortifiquemo-nos nos verdadeiros valores da vida, que não são materiais, mas espirituais, para vivermos de forma honesta, digna e honrada, alicerçados nos bons princípios morais, alcançando a verdadeira felicidade agora e a salvação no futuro. Porque, no fim, não é a casa que nos protege, é o alicerce sobre o qual a construímos. E o único alicerce que resiste a todas as cheias é a rocha, que é Cristo.

*Jornalista, Professor e Escritor

Autor do Livro “Reflexões e Memória”

wilsonaquino2012@gmail..com

Devocional: Café com Propósito

Devocional: Café com Propósito

TEMA: NÃO ABORTE A SUA MISSÃO – LEITURA BÍBLICA  

[Romanos 10:15 | NVT] ¹⁵ E como alguém falará se não for enviado? Por isso as Escrituras dizem: “Como são belos os pés dos mensageiros que trazem boas-novas!”.

REFLEXÃO

Quando Deus falou: “Virá o dilúvio”! Ele contava com o homem para construir a arca! Deus só vai mandar a chuva quando houver verdadeiros lavradores para cuidar da terra. Deus falou: “Eu vou libertar os hebreus do Egito”. Era necessário um homem guardado desde o ventre para fazer este trabalho. Tudo o que Deus faz na terra, faz em conjunto com o homem. Se você parar, não vai acontecer. O que Deus vai fazer se o homem nada fizer? É preciso dar uma resposta para aquilo que você está recebendo de Deus. Uma coisa tenho aprendido com o Espírito Santo: “A palavra é de Deus, mas a missão é minha”.

O apóstolo Paulo, em sua argumentação, apresenta uma sequência lógica: invocar, crer, ouvir e alguém pregar. Como alguém ouvirá se ninguém anunciar? Como pregarão se não forem enviados? Paulo não está dizendo que Deus seja incapaz de agir sem nós. Pelo contrário, Deus é soberano. Porém, Ele escolheu incluir seus filhos na missão de tornar Cristo conhecido. Nosso Deus não faz nada apenas por fazer. Ele faz para que o homem assuma a sua responsabilidade. Deus fez o mais difícil, deixou a sua grandeza, para viver a nossa pequenez. Tudo o que Ele ordena é que deixemos a nossa pequenez para vivermos a grandeza d´Ele. “Você precisa reagir àquilo que você recebeu do Céu”. 

Caros leitores, muitas vezes recebemos um chamado de Deus. Começamos com entusiasmo, mas, no caminho, enfrentamos oposição, críticas, portas fechadas e até rejeição. Então pensamos em desistir. As vezes passamos o dia inteiro orando: “Senhor, abençoe os meus caminhos”. E Deus diz: “larga os teus e anda nos meus caminhos; que já são abençoados. Recebemos o evangelho para vivê-lo e anunciá-lo. “Deus entrega a missão, mas coloca em nossas mãos a responsabilidade de continuar pregando, servindo e testemunhando”.

APLICAÇÃO PRÁTICA

☕ Não permita que o medo mate aquilo que Deus colocou em seu coração;

☕ Não deixe uma rejeição definir seu chamado;

☕ Quem recebeu uma missão de Deus precisa continuar caminhando.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, dá-me coragem para falar, sabedoria para agir, humildade para servir e perseverança para continuar. Coloca diante de mim pessoas que precisam ouvir a Tua Palavra e faz de mim um instrumento para que elas conheçam a Cristo. Que eu nunca aborte por causa das dificuldades do caminho. E quando eu estiver cansado, lembra-me de que o propósito é maior do que o obstáculo. Em nome de Jesus. Amém!

Márcio Santos Fuchs /  Bacharel em Teologia

Leia Coluna Amplavisão: QUEM É O CULPADO? O POLÍTICO OU O ELEITOR?

Leia Coluna Amplavisão: QUEM É O CULPADO? O POLÍTICO OU O ELEITOR?

NO DIVÃ: Para o país que já tentou várias formas de governo, a terapia com o Augusto Cury, até que poderia ser a solução. Autor de livros ensinando a gerir emoções, ele bem que poderia tentar curar a classe política. Lembra? No passado, o lépido médico Enéas, já mostrara que o brasileiro cansara da mesmice. Mas, o que mudou depois?

‘ALELUIA’:  São candidatos; Manoel Gomes (Caneta Azul), Andrea Sorvetão, Marcelinho Carioca, Edmundo (‘Animal’), Vanderley Luxemburgo, Siquêra Jr, Antônia Fontenele, Silvia Abravanel, Geraldo Luiz, José Abreu, Val Marchiori, Gracyanne Barbosa e o Tiririca.   No passado, Agnaldo Timóteo, Moacir Franco e Sergio Reis se decepcionaram com a ‘experiência’ em Brasília.

DESAFIO-1: Ao menos é repetir as votações para a Câmara Federal, é o cenário que se apresenta. Confira o quadro dos eleitos em 2022: Pollon 103.111 votos; Beto Pereira 97.872; Geraldo 96.519; Camila 56.552; Dagoberto 48.217; Luiz Ovando 45.491 e Rodolfo 41.773 votos. Acrescente-se ainda duas concorrentes de peso: Mara e Rose.

DESAFIO-2:  O mesmo questionamento se aplica a concorrência para as 24 vagas da Assembleia. Veteranos e novatos fazem e refazem contas para aferir suas chances sem arroubos de otimismo. A exemplo de 2022, nem sempre – alguns dos postulantes bem votados, terão garantido lugar. ‘Pegadinhas’ nos cálculos finais devem ocorrer.

DÚVIDAS: Notícias sobre a consolidação de algumas candidaturas não passariam de puro marketing? Mesmo ainda na fase inicial da campanha, os eleitores já teriam subsídios suficientes para escolha de seus legisladores? Ora! Essa onda de otimismo plantada em algumas candidaturas visa influenciar eleitores indecisos.

EFEITO MANADA: Com a popularização das redes sociais, o eleitor tem acesso a um número incontável de informações e desinformações. Quanto as pesquisas, são ferramentas que visam entender o comportamento do eleitor. Mas quando os números são maquiados, não informam – e sim enganam, comprometendo o nível da disputa.

REALIDADE: Joga-se sempre a culpa sobre o detentor do cargo e simplesmente inocenta quem o colocou no poder. Não por acaso, 25,7% dos brasileiros não confiam nos parlamentos e no Congresso; e 33,6% não conversam sobre política com os amigos. A mesma consulta mostra que apenas 18% dos eleitores tem interesse por política.

INCOERÊNCIA: A cada eleição batemos na tecla reclamando por melhores políticos. Na outra ponta, continuamos sem formar um contingente de eleitores melhores. É como reclamar da qualidade de certo produto cuja matéria prima que deixou a desejar. É visível: a desinformação e o despreparo desaguam no populismo tão comum por aí.

PERGUNTO: É certo o eleitor se postar apenas como vítima, um inocente sem noção? Inegável que o político candidato tem parcela de culpa pela postura e métodos que usa no convencimento para captar votos. Mas no mundo atual de informações que chegam à todos, o eleitor pode ser considerado cúmplice e conivente dos maus políticos.

CONCLUSÃO: A culpa ou responsabilidade por assim dizer é mutua, com o eleitor escolhendo os rumos e o futuro com o seu voto, enquanto o candidato define o nível da gestão através de suas atitudes. Apontar o dedo da culpa para os políticos é o mais comum, mas sem admitir que eles são reflexos da própria sociedade que os elegeu.

DESLIZES: Membros da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia chamam a atenção para fatos repetitivos. No afã de atender suas bases eleitorais, parlamentares apresentam projetos que pecam por vícios – às vezes insanáveis – por serem inconstitucionais. Nessas horas é que se mede a importância de uma boa assessoria.

O NÍVEL: É unanimidade crítica de que a produção legislativa estadual não deva se ater apenas as questões paroquiais ignorando os cenários nacional e internacional. Com a globalização, fatos distantes repercutem aqui. Presume-se que a tribuna da ‘ALEMS’, seja o local ideal para manifestações sobre o cotidiano, cultura e economia.  A tribuna é a alma do legislativo. Aliás, a própria raiz latina de ‘parlamento’ diz tudo.

SEM SURPRESAS: Pelo menos até agora, confirmando as previsões de observadores, a campanha eleitoral no estado segue em ritmo tranquilo. A polarização segue entre os candidatos Riedel e Fabio, mas sem registro de excessos. O clima eleitoral segue aquela divisão tradicional da direita e esquerda. A expectativa é pelos debates na TV.

NA TELINHA: Alguns candidatos provocam risos. Muitos deles priorizam em se identificar como cristãos. Todos querem aproveitar o tempo. Às vezes funciona, como foi Bolsonaro (PSL) em 2018 com 8 segundos (11 inserções no 1º turno) e Enéas – candidato pelo Prona com 15 segundos em 1989. Aquele bordão virou apelo nacional.

OPORTUNO: O conceito de um juiz honesto aos olhos da sociedade vai além do cumprimento restrito da lei, envolvendo uma forte percepção pública de integridade, imparcialidade e transparência. A sociedade molda sua visão de honestidade no judiciário com base em comportamentos éticos visíveis e na postura pública do magistrado. (Conceito criado pela IA)

ANTIGAMENTE Na Roma Antiga, o conceito de um juiz honesto e ideal estava profundamente interligado com a moralidade, a ética e a reputação pública, sintetizado principalmente pelas noções de ‘uirtus (virtude), fides (lealdade/boa-fé) e pela busca constante da aequitas (equidade).

NO BRASIL “Nossa lei eleitoral permite que uma candidatura tenha cinco minutos diários em horário nobre em todos canais de tevê aberta, enquanto outras têm zero. Já nas redes, tudo que poderia furar a vantagem do status quo é dificultado. E um ministro, monocraticamente, decide, quem pode ou não pode fazer campanha, antes de qualquer decisão final. Curiosa democracia! ” (Joel Pinheiro da Fonseca – FSP)

FATURA EM DOBRO: Se não existem políticos inocentes, não há eleitores confiáveis.  Conta um assessor parlamentar que por várias ocasiões deparou com cartazes de candidatos concorrentes colados numa mesma casa. O argumento; permitiram apenas para não desagradar um amigo, cabo eleitoral de outro candidato.

 

PÍLULAS DIGITAIS:

Vorcaro: o fantasma que assombra os três poderes. (Sponholz)

A vida é um conto de falhas. ( Lea Oksenberg)

Antes dos partidos, vem as pessoas. (internet)

Hoje em dia ninguém é bonzinho de graça. (Stanislau Ponte Preta)

O brasileiro não está necessariamente indiferente à política. Ele pode estar cansado de esperar. (Hubert Alquères)

O ministro André Mendonça tirou a tampa do penico do STF. (internet)

“Somos todos Alexandre de Moraes”. (Deputado Lindbergh Farias PT, em apoio ao ministro)

A consciência é como a vesícula: a gente só se preocupa com ela quando dói. (Stanislaw Ponte Preta)

“Triste Brasil; tanto negócio e tanto negociante”. (Gregório de Mattos – poeta barroco).

O mundo não é ruim, só é muito mal frequentado. (Luis F. Veríssimo)

Nenhuma corte ou tribunal do mundo dá tanta publicidade e tanta transparência aos seus julgamentos como o STF. (Ministro Alexandre de Moraes

As nuances do mimetismo vocálico de Fabio Catanante: Por Rosildo Barcellos

As nuances do mimetismo vocálico de Fabio Catanante: Por Rosildo Barcellos

A poesia no que é raro reside na capacidade de escapar ao óbvio e revelar  sentidos  nas pequenas margens da existência. Entretanto na música a “conditio sine qua non” da  individualidade vocal  é influenciada tanto por características morfológicas do sistema fonador, quanto pela forma de utilização da voz.

Fatores como comprimento, espessura, rigidez e modos de vibração das pregas vocais são decisivos, determinando a extensão vocal e explicando variações entre vozes agudas e graves. Além das características morfológicas, os hábitos de fala, a pronúncia e o uso vocal contribuem para a unicidade das vozes, indicando a região ou grupo social ao qual o indivíduo pertence. Esses aspectos estão profundamente incorporados ao comportamento do falante e do cantor, tornando evidente que a natureza vocal é impregnada de cultura desde cedo.

Do samba ao forró, passando pela bossa nova, o sertanejo, o funk e o axé, cada estilo exige abordagens técnicas específicas, influenciando o uso da voz de maneiras distintas. No samba, por exemplo, a ênfase está no fraseado rítmico e na clareza da dicção, enquanto, na bossa nova, o controle da respiração e a suavidade na emissão são fundamentais. Já o sertanejo e o forró valorizam a expressividade e a projeção vocal, demandando técnicas que acentuam a emoção e a comunicação direta com o público. No funk e no axé, a técnica precisa considerar a energia e a presença cênica, exigindo potência vocal e flexibilidade rítmica.

É assim com o showman Fábio Catanante. Multiartista, que demonstra que há uma genealogia da voz perpassando a trajetória da forma de cantar, resultando em transferências estilísticas de um artista a outro, pelo seu cantar e fazendo com que as assinaturas vocais de timbres reconhecíveis, sejam resgatadas em uma sequencia magistral.

Nesse contexto, características pessoais, como hábitos de fala, pronúncia, emissão vocal e herança cultural, não apenas moldam, mas são também incorporadas à técnica vocal, Essa fusão desafia as fronteiras convencionais entre o que é visto como técnica e o que é percebido como natural, revelando a riqueza e a diversidade do trabalho musical que Fábio Catanante realiza em prol da arte de cantar.

 

*Articulista

Devocional: Café com Propósito

Devocional: Café com Propósito

TEMA: PRATIQUE JUSTIÇA, AME A MISERICÓRDIA E ANDE HUMILDE COM DEUS –

📖LEITURA BÍBLICA

[Miqueias 6:8 | NVT] ⁸ Ó povo, o Senhor já lhe declarou o que é bom e o que ele requer de você: que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com seu Deus.

REFLEXÃO

Começo este devocional lhe perguntando: Como você se apresentará diante de Deus? Ofertarei minhas finanças? Milhares de carneiros e ribeiros de azeite? Não, o Senhor não procura apenas por sacrifício. Ele procura transformação em coisas simples. Praticar a justiça é viver corretamente diante de Deus e das pessoas. Amar a misericórdia é tratar o próximo com graça, compaixão e amor. Andar humildemente com Deus é não apenas visitá-lo no culto, mas caminhar com Ele diariamente. “O culto termina, mas o fruto precisa continuar”.

Miqueias revelou com irredutível coragem o juízo de Deus sobre Jerusalém. No entanto não ficou somente nisto, Miqueias também falou da misericórdia. O que aprendemos aqui: Deus disciplina seu povo, mas não desiste dele. A disciplina é um ato responsável de amor. O Deus que disciplina também restaura. Quando procuramos algo novo, é preciso enfrentar situações inéditas e realizar ações nunca feitas. Por esse motivo, não orar, não buscar a comunhão com o Pai é a prova de que não somos genuinamente cristãos disciplinados. “A presença de Deus precisa aparecer na nossa rotina.”

Caros leitores, “a injustiça religiosa terá seu castigo”. A religião erroneamente ensina que precisamos ser perfeitos para atrair o Senhor. Mas, na verdade, é que Ele nos encontra em nossas imperfeições e é a sua presença que nos aperfeiçoa. Assim, compreender a instrução de Deus sem sua presença é desafiadora, pois é na comunhão e na disciplina que as verdadeiras orientações se manifestam. “Quem presume ter todo o conhecimento, não experimenta a revelação do Altíssimo”.

APLICAÇÃO PRÁTICA

☕Na família: pratique a misericórdia;

☕No trabalho: pratique a justiça;

☕Nos relacionamentos: escolha o perdão;

☕Nas decisões: caminhe humildemente com Deus.

ORAÇÃO

Senhor meu Deus, ensina-me a não viver apenas momentos contigo, mas a caminhar contigo todos os dias. Que aquilo que recebo no culto produza transformação na minha vida. Ajuda-me a praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente na Tua presença. Que minha família veja Teu fruto em minhas atitudes. Que minhas decisões revelem que pertenço a Ti. Que eu não seja apenas alguém que fala sobre Deus no domingo, mas alguém que carrega Sua presença e manifesta Seu fruto todos os dias. Em nome de Jesus. Amém!

Márcio Santos Fuchs / Bacharel em Teologia