RUBEM ALVES: “Aprender por aprender é estupidez. Somente os idiotas aprendem coisas para as quais não têm uso. Isso explicaria o fracasso de nossas escolas. É fácillevar a égua até o meio do ribeirão. O difícil é convencê-la a beber água. É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é convencê-lo a aprender aquilo que não quer aprender. ”
PONTO DE VISTA: “Desde que governos de esquerda ascenderam no Brasil, há umesforço doutrinário para fazer crer que o brasileiro é racista. É que estimular o racismo fortalece a “luta de classes”. O esforço foi acelerado nos governos petistas, e mais, desde 2007, quando se discutiam as quotas raciais nas universidades (implantadas em 2012)”. (Irapuan Costa Jr – ex-governador de Goiás).
PRESENTE: Quem não é visto não é lembrado. Ao contrário de Pedro Pedrossian que sem mandato ‘desaparecia’, o ex-governador Reinaldo não perde a chance de se fazer presente em eventos diversos. Ele foi visto servindo churrasco na Expogrande e prestigiou o lançamento da pedra fundamental da fábrica da Arauco em Inocência.
‘BIRUTAS’: Muitos candidatos ficarão ao sabor do vento até abril para escolherem o novo partido. Hoje, por exemplo, é impossível saber qual o futuro partidário de Azambuja e do governador Riedel por uma série de fatores. Existe inclusive a expectativa quanto a decisão do STF no processo contra Bolsonaro.
ASSUMIDO: O deputado João Henrique (PL) critica a esquerda contra a anistia ao pessoal de 8 de janeiro. E cita: Lula lutou pela anistia de 1979 e beneficiou até quem cometeu violência e crimes de sangue. Em 1959, no Governo JK foram anistiados os revoltosos de Jacareacanga; em 1945 Getúlio Vargas anistiou Prestes Maia – que se elegeu senador no mesmo ano.
IMUTÁVEL: Há pouco Sarney elogiou Lula. Foi o sim para a posição do MDB nas eleições de 2026. E não podia mesmo ser diferente. Quem conhece a sigla sabe que ela gosta de ser coadjuvante do poder, não importa de quem. A direção nacional negocia com o Planalto como transação comercial qualquer. O restante que se exploda.
CONSEQUÊNCIAS: A principal delas ‘sobra’ para os partidários de outros estados que por razões locais não podem se alinhar ao PT. O deputado Junior Mochi (MDB) explica: “não há como apoiar candidatura do PT e da esquerda. Prevalecem apenas os interesses dos caciques. ”Mochi faz a sua política, de olho no concorrente Puccinelli no MDB.
OPINIÃO: A inelegibilidade de Bolsonaro pode ser vista, por muitos, como uma oportunidade. Sua ausência abre espaço para novas lideranças disputarem o campo conservador sem enfrenta-lo diretamente, além de reduzir a temperatura do debate e permitir pontes com o centro político. (Hubert Alqueres, presidente da Academia Paulista de Educação).
ENFIM JUNTAS? Parece que sim. As tratativas entre o União Brasil e o PP estão adiantadas para formar um bloco de 109 deputados federais,13 senadores, 6 governadores, ¼ dos prefeitos e com robusto fundo eleitoral para gastar em 2026. Essa federação teria a situação impensável: Rose Modesto, Adriane Lopes e Tereza Cristina juntas. Isso se chama política.
DESEMBARCAR: Esse termo foi excluído do dicionário petista, mesmo após Riedel dizer sim a anistia. É a conclusão, após o deputado Zeca do PT ter rasgado a seda em elogios a pessoa e Governo de Eduardo Riedel por atender o pedido de adoção do Selo de Certificação dos Produtos de Agricultura Familiar. Por enquanto, ‘tamo junto’.
SINCERA: Deputada com boa inserção popular na Grande Dourados, Lia Nogueira confessou ao colunista que a vice-prefeita Gianni Nogueira conquistou dividendos eleitorais ao discursar na Avenida Paulista pela anistia de 8 de janeiro. Lia lembra que a posição assumida de Gianni a favor de Bolsonaro agrada o eleitor anti-PT,
INCOMODADO? Ouvi no saguão da Assembleia Legislativa o papo de que o vice governador José Carlos Barbosa, já estaria questionando com seus botões sobre a sua situação em 2026. Costuraria sua reeleição ou disputaria a concorrida Câmara Federal? Ele é o vice ideal: preparado, não conspira e se coloca no seu devido lugar.
É GUERRA! Aquela paz do interior é aparente. Imagine o clima em Nova Andradina após a sentença cassando o mandato do prefeito, vice e secretários! Além do foguetório de adversários, das ironias e piadas, ainda existem as cruéis redes sociais. A decisão do recurso pelo TRE, deve ocorrer em 90 dias. Até lá é insegurança total, o clima pesado.
POLÍTICA: Das 5.571 cidades só 214 tiveram candidaturas únicas em 2024. E 73% das cidades tem entre 10 mil e 20 mil habitantes, o que desmistifica a tese de que as comunidades menores são mais unidas. A falta de candidatos se deve apenas aos entraves burocráticos e a imagem negativa dos candidatos e políticos.
‘PANELA’: Que contraste! Estevão Petrallas (sucessor de Cezário) ganhará R$215 mil mensais como presidente da nossa Federação de Futebol e aqui o nível deste esporte está abaixo de zero. Fruto do sistema corrupto vigente na CBF, agora chefiado por Ednaldo Rodrigues, sucessor de Ricardo Teixeira e Marco Del Neto. ‘Merecemos? ’
VIGILANTE: Deputado Junior Mochi dando a última cartada para suspender o leilão de repactuação da concessão da BR-163 no dia 22 de maio. Espera-se que o MPE atenda ao pedido de apuração das denúncias e irregularidades da CCR MS vias e que conclua as obras dos 656 kms restantes. É o fim da picada – só no Mato Grosso do Sul.
ALERTA: Cassino não, mas outros jogos de azar sim! Caso das Bets com muita propaganda, patrocinando 18 dos 20 times de futebol da Série A. Foi bem o deputado Pedro Kemp ao denunciar o desvio da grana da comida e dos remédios de uso contínuo do brasileiro para se gastar em apostas esportivas, mostradas como meras diversões.
DA ASSEMBLEIA-1:Deputado Lucas de Lima: destinou emenda de R$550 mil ao Hospital Darci Bigaton (Bonito) e R$80 mil à Nioaque. Deputado Roberto Hashioka: Destinou emenda de R$300 mil ao Laboratório da Faculdade de Engenharia da UEMS em Nova Andradina. Deputado Marcio Fernandes obteve reconhecimento de utilidade Pública da Associação de Amigos MiauAu de Sonora junto ao Governo Estadual. Deputado João Henrique: autor de PL dispondo sobre as garantias de direitos dos associados da Cassems. Deputado Antonio Vaz: autor de PL proibindo contratação pelo Governo Estadual de condenados por crimes sexuais contra menores e adolescentes. Deputado Paulo Duarte: autor de PL obrigando as transportadoras designarem data e hora para entrega de produtos e serviços. Deputada Mara Caseiro: trabalha por mais segurança na rodovia MS-223 e construção de ponte de concreto sobre o rio Coxim, em Camapuã. Deputado Gerson Claro; papel importante pela suspensão do pedágio na BR-163 para a CCRVias antecipar cronograma da duplicação. Concilia bem as funções de presidente com as atribuições parlamentares.
DA ASSEMBLEIA-2: Deputado Pedro Caravina: tem proposta limitando o valor dos empréstimos consignados aos funcionários públicos estaduais. Deputado Zé Teixeira: atua para levar desenvolvimento para cidades de diferentes regiões. Um exemplo. Deputado Lídio Lopes: defensor do trabalho prestado pelo Hospital do Câncer Alfredo Abrão reconhecendo a atuação de sua diretoria. Deputada Lia Nogueira: Tem projeto de incentivo a contratação de mulheres em situação de violência doméstica e para a autonomia financeira delas. Deputado Rinaldo Modesto: sempre atento as demandas da saúde envolvendo principalmente a Santa Casa, com observações construtivas e sensíveis. Deputado Deputado Pedrossian Neto: De ótimo conceito pelas suas intervenções e abordagens com argumentos técnicos. Cuida bem das relações do Estado e entidades prestadoras de serviços como é o caso da Santa Casa. Deputado Neno Razuk: investe na sua reeleição com posições partidárias claras. Defensor da natureza e das causas indígenas. Bom trânsito no Governo.
PILULAS DIGITAIS:
Trump mandou recado: fecha ou ele toma a Casa China. (internet)
Com as Bolsas do globo despencando, quanto valeria hoje uma Louis Vuitton?
São tantos dias de luta que já estou começando a ficar agressivo. (Internet)
Umberto Eco: “ as redes sociais deram voz aos imbecis. ”
Amizade sólida só nasce em bar. Nunca se viu amizade feita em leiteria.
O que é assaltar um banco, comparado com fundar um banco? (Bertold Brecht)
Jair Bolsonaro pode ser culpado, mas o STF não é inocente. (Mario Sabino)
O sumiço do Conselheiro Valdir Neves continua até quando? (Internet)
Só os times do Mirassol e do Bragantino não tem patrocínio de casas de apostas.
Recentemente, o método fônico, adotado em países europeus e mais de 20 estados norte-americanos, recebeu reconhecimento da Universidade de Harvard por sua eficácia. A linguista e professora Paola Uccelli, da Faculdade de Educação de Harvard, entende como de alto grau de importância o método. Segundo ela, a leitura não é uma habilidade natural como a fala, mas não obstante, algo que precisa ser ensinado explicitamente. “O cérebro não está naturalmente preparado para ler. Aprender a ler requer instrução estruturada e prática ”
Primeiramente, para Uccelli, a alfabetização deve começar pela decodificação, uma habilidade central no método fônico, que associa sons e letras. No entanto, para formar leitores competentes, é essencial que os alunos participem de discussão sobre os textos, ampliem o vocabulário e realizem atividades que promovam o entendimento crítico do conteúdo. Portanto, esse equilíbrio entre decodificação e compreensão evita que os alunos se tornem leitores que apenas leem mecanicamente, sem captar o sentido do que leem.
os alunos em atividade – foto Lu Barros
Em Miranda, um dos municípios mais antigos do Mato Grosso do Sul, na Escola Municipal Urbana “Estanislau Bossay,” é realizada a alfabetização de adultos através do método fônico, com atividades de compreensão textual, utilizando jornal impresso, como recurso didático-pedagógico através do projeto “ conectando o saber”, “Com isso, os alunos participam ativamente da construção de significado e utilizam o vocabulário em situações reais de leitura”, afirma o prefeito de Miranda Fabio Santos Florença, reeleito com 60,43% dos votos. A Diretora Sonia da Silva Valejo de Souza especialista em educação no campo, também comentou o projeto: ” Nós precisamos da comunidade e a comunidade precisa da escola. A escola tem que ser viva, além dos próprios muros, e deve ser um espaço de todos, aonde seja propício aprender.”
A coordenação está sob a responsabilidade de Solange Pereira do Nascimento Silva, especialista em educação no campo, atuando diretamente no “Conectando Saber” . Ela comenta que o projeto começou no papel em dezembro 2024 e durante as ferias em inicio de 2025 a diretora e a coordenadora, saíram de casa em casa, a procura de alunos que não havia passado pelo processo de alfabetização, pois e a EJA da turma modo inicial, corresponde ao primeiro, segundo e terceiro ano do fundamental I.
Solange Pereira destacou que uma grande alegria que vivemos foi o retorno positivo da comunidade. Tanto que. um exemplo de pujança e esperança, é termos como aluna a senhora Marlene Bispo 84 anos, que adorou a ideia de “aprender a ler” com o jornal impresso. Ou seja, sabíamos que a melhor saída para atrair o foco dos alunos adultos seria a utilização deste recurso especial. Mas além disso, deveria ter um chamariz ainda mais exclusivo e receptivo. Então escolhemos os artigos do escritor Rosildo Barcellos, que a cada semana conta “causos” e biografias, de personalidades que fizeram/fazem, a diferença com sua trajetória de vida, o que por si só causa um interesse peculiar no leitor. Além disso é autor de 1558 artigos publicados, uma referência no jornalismo de opinião/ histórico, do Mato Grosso do Sul.
Apresentando o projeto – foto Lu Barros
Só que a gota d’água foi ouvir na rádio a música dele “Ser Professor” e a cada casa que chegávamos para conversar com as famílias a música do nosso Imortal Rosildo Barcellos vinha na mente “Sim, escolhi ser professor, usar minha criatividade, minha força de vontade, para mudar a negatividade…” E hoje estamos com a sala de aula lotada de sorrisos e esperança. Valeu cada passo, cada diálogo, no caminhar deste projeto. É interessante acrescentar o apoio do Secretário de Educação Anildo Francisco Balbuena que apoiou a abertura da A EJA da SEMED Rede Municipal de Ensino, E a reformulação do projeto foi durante o ano de 2024, sendo concluído ,revisado em Janeiro pelo Supervisor Josué Simas, Em Agosto, a escola fará classificação de novos alunos para serem matriculados nesse módulo (Módulo Inicial) correspondente aos 1°,2°,3° anos do Ensino Fundamental I, A escola possui também uma “brinquedoteca” para atender filhos de mães estudantes, que não tem com quem deixar as crianças, pois temos alunos das áreas rurais, indígena, periferia e bairros da cidade.
Por sua vez, a professora Célia Silva Roger Dias, explica que; no método tradicional, quando o individuo chega à escola, se depara com muitas novidades, dentre elas, as letras, que são apresentadas a ela, com seus sons, pois são unidades sonoras que vão formar as palavras. Inicialmente, esse processo de iniciação da alfabetização era realizado com o emprego de cartilhas, e o método empregado era o silábico. Foi assim que o Construtivismo foi gradativamente sendo empregado como o principal, no trabalho pedagógico, para a alfabetização.
A diretora Sônia Valejo- Foto Lu Barros
A contraponto, em Miranda, o método fônico promove o desenvolvimento da consciência fonológica, ou seja, a habilidade de reconhecer os sons das letras e suas junções formando as sílabas, o que segundo, oferece ao educando a condição de agir metafonologicamente sobre partes orais das palavras como sílabas, rimas e fonemas. A consciência fonológica vai sendo gradativamente revelada, à medida que o processo de alfabetização atinge níveis mais evoluídos. Um dos resultados notórios é a apropriação das convenções grafema-fonema e fonema-grafema da escrita alfabética pelo aluno.
Em contrapartida, a diretora Sônia Valejo, complementou: “Toda a bagagem educacional que temos, leva-nos a crer que o cérebro está organizado de modo a permitir que a tomada de consciência das informações que chegam na hora da leitura tem início pelos órgãos dos sentidos visuais, e vai ativando a fala. Assim, a aprendizagem da leitura consiste em acessar as palavras com os olhos (visão) e relacioná-las com a fala. A escrita começa na retina ao captar as letras com detalhes que permitem o seu reconhecimento e diferenciação. E o método fônico tem papel relevante porque torna possível a relação entre o valor sonoro e a escrita. De modo que a leitura acontece por meio da rota a fonológica, com sequência grafêmica segmentada em unidades menores e convertida nos seus respectivos sons, cuja junção resulta na pronúncia da palavra; e da rota lexical, finalizou.
Vale lembrar que o compositor Rosildo Barcellos é articulista do Fronteira News, o pioneiro em Bela Vista, e mais acessado, há uma década. E amanhã (sábado) estará sendo homenageado em Corumbá/MS, no circuito de Xadrez Oscar Tributo 2025, organização Augusto Samaniego.
Vivemos a era da comunicação em tempo real, das redes sociais onipresentes e da enxurrada de informações que nos bombardeiam diariamente. Em meio a tantas vozes, posicionamentos e opiniões divergentes, tornou-se inevitável o surgimento de conflitos. Mas, ao contrário do que muitos acreditam, a existência do conflito não precisa, necessariamente, nos conduzir à discórdia.
Hoje, com a facilidade de acesso à informação, todos se sentem mais encorajados a opinar, o que é positivo e saudável, desde que haja respeito à opinião alheia, evitando ofensas. Grupos de mensagens entre amigos, familiares ou colegas de trabalho, que antes serviam para fortalecer laços, se transformam, muitas vezes, em arenas de disputa. Desentendimentos nascem por motivos diversos — especialmente políticos — e, lamentavelmente, amizades de longos anos e vínculos familiares têm sido quebrados. A intolerância se manifesta até nas pequenas convivências do dia a dia: no trânsito, nas filas, nas conversas casuais. Os nervos estão à flor da pele. Basta uma opinião contrária para desencadear reações impensadas.
O problema não está nas diferenças de pensamento, mas na forma como reagimos a elas. O ser humano está em constante processo de aperfeiçoamento, e isso exige o exercício diário da empatia, da paciência e do autocontrole. Saber ouvir, ponderar e, acima de tudo, respeitar o outro, é um sinal de maturidade emocional e espiritual. Ninguém será convertido a outra ideia apenas por insistência. O convencimento se dá pelo exemplo, pela serenidade e pela disposição ao diálogo respeitoso.
O meio virtual, por sua própria natureza, amplifica mal-entendidos. Falta o tom de voz, o olhar, o gesto — elementos que tornam a comunicação humana mais rica e compassiva. Por isso, discussões sérias e complexas devem, sempre que possível, serem feitas pessoalmente, onde o ambiente permite mais humanidade e menos impulsividade.
Numa sociedade cada vez mais dividida, somos chamados a ser pacificadores. A Bíblia nos exorta, em Romanos 12:18: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.”
O Salvador nos deu o exemplo perfeito. Mesmo diante de incompreensões, traições e perseguições, Ele nunca reagiu com ódio ou violência. Ele ensinou: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).
Essa mesma visão é compartilhada no Livro de Mórmon, onde lemos: “E agora, meus amados irmãos, eu vos peço que não contendais com ninguém a respeito dos pontos de minha doutrina… Porque em verdade, em verdade vos digo que aquele que tem o espírito de contenda não é meu, mas é do diabo…” (3 Néfi 11:28-29).
E em Doutrina e Convênios 121:41-42, aprendemos a lidar com as diferenças com mansidão e amor: “Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido pela virtude do sacerdócio, a não ser pela persuasão, pela longanimidade, pela brandura e mansidão e pelo amor não fingido.”
O Élder Dieter F. Uchtdorf, apóstolo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ensina: “Às vezes você pode pensar como a vida seria agradável se não houvesse tanta oposição, mas o conflito é inevitável. É uma condição da mortalidade e faz parte de nosso teste. A discórdia, no entanto, é uma escolha… Podemos escolher nossa reação. Podemos escolher um caminho melhor — o caminho do Senhor!”
Sobre essa mesma questão, o irmão Marcelo Batista, membro da Igreja, compartilha: “Tenho aprendido com o evangelho que ouvir com o coração aberto é uma forma de amar. Nem sempre concordarei com o outro, mas sempre posso respeitá-lo. Cristo não nos impõe Sua verdade — Ele a oferece com amor.”
Já a irmã Ana Lúcia Monteiro, também membro da Igreja, afirma: “Na minha vida, descobri que paz não é ausência de conflito, mas a escolha consciente de não alimentar a discórdia. Quando oro pedindo sabedoria e paciência, o Espírito me ajuda a ver o outro com olhos mais brandos.”
Conflitos sempre farão parte da nossa jornada, pois somos seres diferentes, com histórias, vivências e perspectivas únicas. Mas a escolha de como reagir a essas diferenças está sempre em nossas mãos. Alimentar a discórdia, levantar a voz, partir para o embate ou cancelar quem pensa diferente é, muitas vezes, a rota mais fácil — mas não a mais sábia, nem a que agrada ao Senhor.
A verdadeira força está em ser moderado, em manter a serenidade quando tudo ao redor convida à provocação. Quando decidimos ouvir com respeito, responder com mansidão e caminhar com humildade, contribuímos para um mundo melhor, dentro e fora das redes. Não precisamos concordar com tudo, mas podemos — e devemos — respeitar sempre. O caminho da paz exige esforço, mas traz recompensas eternas.
O Salvador não nos prometeu uma vida sem conflitos, mas nos ensinou a agir com caridade, perdão e compaixão. Que cada um de nós se esforce para ser um instrumento de harmonia, um pacificador, mesmo quando discordarmos. Porque o conflito pode ser inevitável, mas a discórdia, essa sim, é sempre uma escolha — e que não seja a nossa.
LIDERANÇA-1: Direto ao ponto; atualmente temos que admitir a falta de líderes nas comunidades, nos segmentos ligados à administração pública ou à política partidária. Convenhamos, a tão sonhada liderança pode ser comparada a beleza: até difícilde sedefinir, masmuito fácilde reconhecer ao deparamos com ela.
LIDERANÇA-2: Bastaria ao leitor olhar ao seu redor, no seu ambiente do dia a dia, para se deparar com o deserto de protagonistas diferenciados. Não se pode confundi-los com aventureiros, invasores deste vácuo de carência, que se apresentam como solução para todos os males. Ora!Eleição não é programa de calouros.
PERIGO: Exemplos de Campo Grande, de Dourados e de outros rincões mostraram que seus ‘aventureiros de estimação’, no lugar de resolver os desafios acabaram por agravá-los. Em outra dimensão, o ex-presidente Collor de Mello ficou conhecido pelo cognome de ‘Salvador da Pátria’ – por motivos óbvios, de memória nacional.
REQUISITOS: Dwight Eisenhower defendia que ‘a qualidade suprema da liderança é a integridade’. Ignácio Granados entende que ‘a coerência na política é fundamental para edificar a imagem e a reputação do candidato’. Para ele, ‘ser exemplar é ter um comportamento capaz de suscitar admiração e de querer ser imitado’.
SAARA: Num país populoso, de dimensão continental, não temos meia dúzia de líderes que possam ser vistos como timoneiros de nossos sonhos. Não vale citar Datena, Pablo Marçal, Gustavo Lima e nem culpar o Regime Militar. Os motivos são outros. Somos os culpados. Afinal, liderança é a capacidade de transformar a visão em realidade.
COMPROMISSO: Em comparação com outros povos, economicamente inferiores, como é o Vietnam por exemplo, conclui-se que o brasileiro olha apenas para o próprio umbigo. Desdenha seu país, não pensa no coletivo. A ‘Lei de Gerson’ – a opção pela vantagem, representa nossa postura e caráter. Isso afeta a credibilidade no campo das lideranças.
POLÍTICA: Eleitores votam em líderes, não em partidos. Você constata isso das eleições municipais às eleições nacionais. Os partidos engessados funcionam como as capitanias hereditárias. Prova disso que sinto no ar o cheiro de desconfiança quanto aos anunciados ‘casamentos partidários’. Será que muda o que?
EXEMPLO: Indaguei do deputado João Catan qual sua visão quanto ao caminho do PL (fusão-federação) em 2026. Não disfarçou, ao admitir que a tendência seria de caminhar com as próprias pernas, pois a sigla sabe de seu tamanho. Reiterou que o PL só aceitará a proposta que reconheça e valorize sua estatura. Portanto, sem ilusões.
CONCORRÊNCIA: Pré-candidatos com potencial para a Assembleia Legislativa: os ex-prefeitos Odilon (Aquidauana), Guerreiro (Três Lagoas), Helio Peluffo (Ponta Porã), Alan Guedes (Dourados), Alcides Bernal e Puccinelli (capital), Jerson Domingos, os vereadores da capital Marcos Trad, Luiza Ribeiro e Rafael Tavares.
CALCULO: Hoje, apenas Mara Caseiro e Jamilson Naime disputariam a Câmara Federal, enquanto Marcio Fernandes e Paulo Correa concorreriam a indicação ao TC-MS no lugar de Jerson Domingos que completará 75 anos em 14 de novembro próximo. Os demais (20) tentariam a reeleição numa disputa acirrada. Haja votos – haja money!
FATOS NOVOS: Pelo retrovisor vemos as lições no MS. Azarões ganharam, favoritos perderam, como no futebol. É preciso frisar que as decisões influentes ocorrerão só 6 meses (abril) antes do pleito, quando vence o prazo para a concretização das fusões e federações partidárias. Até lá teremos conchavos, rasteiras e traições – é claro.
FATOR GERSON: Tudo é possível. Estão em curso as articulações do deputado Gerson Claro (PP) junto a senadora Tereza Cristina (PP) para viabilizar seu nome para disputar uma das duas vagas ao Senado. Claro quer fortalecer o PP na composição do futuro Senado a ser eleito em 2026. Claro costura o apoio do governador Riedel, de Azambuja e de seus colegas deputados.
COMPLICAÇÕES: Não há inocentes na política. Ainda há de se levar em conta a vice-prefeita Gianni Nogueira (PL) de Dourados – mulher do deputado Rodolfo Nogueira – sempre lembrada por Bolsonaro como valorosa companheira e tida como forte concorrente a vaga ao Senado. Ela tem forte representação Bolsonarista. Uma carta na manga?
CALMA: O senador Nelsinho Trad (PSD) vem se notabilizando por suas ações e confia na força de seu partido em termos nacionais. Sob o comando de Kassab o PSD elegeu 45 deputados federais e conta com 15 senadores (maior bancada). O senador vem também se alinhando com o governador Riedel e o ex-governador Reinaldo.
NUVENS: Não é fácil decifrar os desejos e projetos de Bolsonaro. Para cada entrevista uma conclusão nebulosa que planta dúvidas entre companheiros do PL, PP e de aliados de outras siglas. É notório que ele vive um drama existencial imensurável, mas o problema é que avoca todas as decisões partidárias no Brasil inteiro. Aí fica difícil.
MEMÓRIA: Na chamada ‘jurisprudência’ das decisões das urnas há um vasto repertorio de resultados tidos como traiçoeiros. Mas vou citar apenas um: em 2002, Pedro Pedrossian com seu currículo invejável, era tido como imbatível para o Senado, mas ficou em 3º lugar – atrás de Ramez Tebet e Delcídio do Amaral. Portanto…
QUESTÕES: O cenário continuará o mesmo das eleições de 2024? As mudanças das regras eleitorais vão efetivamente pesar no conjunto das forças? O quadro nacional será fator decisivo no resultado do pleito estadual ou o eleitor conseguirá fazer a separação? Até as eleições haverá a reconciliação nacional ou o país estará ainda mais dividido?
CAFÉ AMARGO: Nas 415 páginas da sentença que começou a decidir o caso do ‘Coffee Break’, envolvendo um punhado de notáveis, há margem para recursos e novos capítulos. Ninguém irá para a cadeia e o ex-prefeito Alcides Bernal não terá o cargo de volta. O dinheiro que poderá receber um dia não compensará o ‘estresse’ sofrido desde 2014. Não terá valido a pena.
POLÍTICA: Longe de discutir o mérito destes tormentosos episódios vividos pelo então prefeito, deve-se aproveitar o fato para uma serena reflexão sobre a política. O sonho de poder, de servir à população, mesmo na mais pura das intenções, nem sempre encontra eco. Os personagens mudam, são outros, mas o enredo é o mesmo. Eis a lição.
VITÓRIA DE PIRRO: A oposição desunida vencerá a fadiga do Lulismo? Para 7 em cada 10 eleitores (71%) Lula fura as promessas de campanha. Para 53% Lula 3 é pior do que Lula 1 e 2. Para 43% é pior que Bolsonaro. Nada adiantaram a isenção do Imposto de Renda; suas viagens e o empréstimo consignado com carteira assinada. Mas, e daí? Lula venceria no 2º turno.
COMUNICADO OFICIAL:
A vida se tornou imensuravelmente melhor desde que fui forçado a parar de leva-la tão a sério. ( Hunter Thompson)
Ao declarar 2025 como o “Ano Internacional das Cooperativas”, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece a contribuição positiva dessas instituições para o enfrentamento dos desafios globais. Tendo como mote “Cooperativas Constroem um Mundo Melhor”, esse endosso também ressalta o papel dessas organizações no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente para erradicação da pobreza, redução das desigualdades e combate às mudanças climáticas. Importante lembrar que essa celebração não é inédita, em 2012 a ONU já havia feito essa homenagem ao Cooperativismo – a qual é reforçada este ano com a crescente relevância das cooperativas junto à sociedade.
O cooperativismo é um movimento mundial de longa data. Nasceu em 1844, na cidade de Rochdale, Condado de Manchester, Inglaterra, quando um grupo de 28 operários, em sua maioria tecelões, fundou a primeira cooperativa no auge da Revolução Industrial. Quase 200 anos depois, segue como um modelo de organização econômica e social baseado na colaboração, em que pessoas com interesses em comum se unem para trabalhar juntas e alcançar objetivos coletivos.
As cooperativas, por sua vez, são a forma prática de colocar o cooperativismo em ação. E quando olhamos mais diretamente às cooperativas de crédito, encontramos um modelo de negócio mais justo, igualitário e com um propósito genuíno: levar prosperidade às comunidades onde atuam. Constituídas de forma organizada, com base em equidade, solidariedade e transparência, as cooperativas buscam o desenvolvimento econômico e social dos associados e contribuem para a melhoria das condições de vida das comunidades onde estão inseridas, com a geração de renda e emprego.
O último estudo da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) encomendado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), de 2024, materializa esse propósito ao mostrar que em municípios acompanhados antes e depois da instalação de cooperativas de crédito, há incremento no PIB per capita em 10%, 15,1% mais vagas de emprego e aumento do número de estabelecimentos comerciais em 15,6%.
Nesse modelo de cooperativismo, os próprios associados da cooperativa se ajudam mutuamente, oferecendo serviços financeiros a condições mais acessíveis e com taxas mais justas. O objetivo está em atender às necessidades dos associados e promover o bem-estar financeiro da comunidade. Todos são sócios que participam das decisões do rumo do negócio, o que proporciona a sensação de pertencimento a um sistema mais justo e democrático.
Dessa forma, a frase do padre Theodor Amstad, fundador do Sicredi há 122 anos, no município de Nova Petrópolis (RS), permanece como uma fonte de inspiração do cooperativismo: “Não trabalhar apenas para mim mesmo, senão pelos outros ou para o bem comum”. É essa a essência que o movimento das cooperativas busca levar adiante, no propósito de construir uma sociedade mais próspera e justa, colocando em prática as boas intenções do discurso da nossa origem para contribuir com o desenvolvimento das regiões e fazer com que cada associado se sinta dono, importante e representado em suas cooperativas.
*Presidente do Conselho de Administração da SicrediPar – Fernando Dall’Agnese*
É difícil — e doloroso — falar sobre abuso sexual infantil. Mas é necessário. Porque esse mal, infelizmente, tem crescido dentro de casas aparentemente seguras, destruindo a inocência e a saúde emocional de meninos e meninas que deveriam apenas brincar, estudar e sonhar.
Pais e mães precisam abrir os olhos. O inimigo, muitas vezes, não está na rua. Está dentro de casa, ou bem próximo da família. Parentes, amigos próximos, vizinhos… pessoas em quem confiamos. É com eles que, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, a maioria dos abusos ocorre.
O impacto do abuso sexual na infância é devastador. A criança perde a referência de segurança, passa a viver com medo, culpa, vergonha e confusão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as consequências incluem depressão, ansiedade, automutilação, tentativas de suicídio e transtornos sérios de personalidade.
Muitos desses traumas, como mostram estudos de psicólogos e psiquiatras, podem interferir na forma como o indivíduo compreende sua sexualidade e suas relações futuras. Mas é importante esclarecer: não se pode afirmar que o abuso leve automaticamente à homossexualidade. Essa é uma generalização sem base científica, e que pode reforçar preconceitos injustos. O que sim é comprovado é que o abuso sexual na infância causa confusões emocionais profundas, inclusive no campo sexual, especialmente quando a vítima não teve qualquer orientação adequada antes ou apoio emocional após o trauma.
Por isso, repito: os pais têm um papel central na formação emocional e sexual dos filhos. É preciso conversar sobre o corpo, os limites, o respeito e os perigos. É preciso orientar com clareza, sem medo, e com o amor que só os pais têm. Crianças bem instruídas têm mais chance de reconhecer abusos e de pedir ajuda.
É comum ver pais permitindo que os filhos durmam fora de casa, em casas de parentes, amigos ou vizinhos, sem avaliar os riscos. Nesses momentos, infelizmente, muitos abusadores se aproveitam da confiança para agir. E o fazem, muitas vezes, sem violência física, mas com manipulação, chantagem e falsas promessas. Isso torna tudo ainda mais cruel.
Chamar atenção para essa realidade não é exagero. É um alerta urgente. Como pai, cidadão e comunicador, me sinto na obrigação de usar a voz e a escrita para denunciar, para orientar, e principalmente, para convocar os pais à responsabilidade. Não basta amar: é preciso cuidar, acompanhar, observar e proteger — todos os dias.
Na infância, cada gesto, cada palavra e cada experiência deixa uma marca. E quando essas marcas são de dor, o futuro da criança pode ser comprometido. É nosso dever impedir que isso aconteça.
A educação começa em casa. E é em casa que se deve construir a base para um futuro saudável, livre, equilibrado. A omissão dos pais abre espaço para que outros ocupem esse papel — muitas vezes com interesses distorcidos ou criminosos.
Russell M. Nelson, presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ensinou: “Os filhos são um presente do Senhor. São confiados aos pais terrenos para serem nutridos, protegidos e ensinados. O lar deve ser o santuário mais seguro para eles.” Já a irmã Joy D. Jones, ex-presidente geral da Primária, declarou em uma conferência geral: “As crianças têm direito à proteção e à orientação dos pais. Elas precisam ser ensinadas, desde cedo, a reconhecer o valor de seu corpo como um dom divino e a saber que ninguém tem o direito de tocá-las de forma inadequada.”
O Élder Jeffrey R. Holland, do Quórum dos Doze Apóstolos, também abordou a gravidade de traumas infantis, ao dizer: “A alma de uma criança é sagrada. Qualquer um que, por negligência ou crueldade, macular essa pureza, prestará contas ao próprio Deus.” Essas palavras demonstram que o abuso contra crianças é uma ofensa não apenas contra a lei dos homens, mas também contra a lei de Deus, exigindo dos pais vigilância constante e uma vida centrada no evangelho para proteger os mais vulneráveis.
A Bíblia é contundente ao destacar o papel fundamental dos pais na formação moral e espiritual de seus filhos. Em Provérbios 22:6, está escrito: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” Esse versículo revela que a base da vida de uma criança é construída nos primeiros anos, por meio do ensino e do exemplo dos pais. Quando essa base é sólida — feita de valores, princípios e verdade — ela será um escudo contra as tentações, os abusos e as ideologias nocivas que podem surgir ao longo da vida.
Em Efésios 6:4, o apóstolo Paulo adverte: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Essa orientação mostra que a criação dos filhos não deve ser negligente nem autoritária, mas feita com amor, firmeza e ensinamentos que vêm de Deus. A doutrina do Senhor protege, orienta e edifica. Pais que assumem seu papel com sabedoria espiritual ajudam a blindar seus filhos contra os males do mundo e a prepará-los para uma vida de retidão, dignidade e segurança.
Por isso, meu apelo final: pais, não deleguem a formação de seus filhos. Façam parte ativa da vida deles. Estejam presentes. Protejam, eduquem, fortaleçam. Porque a infância não pode ser ferida. E uma vez ferida, nem sempre se cura.