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Bela Vista-MS Domingo, 09 de Agosto de 2026
Leia Coluna politica Amplavisão: O eleitor só observa, decisão vem depois

Leia Coluna politica Amplavisão: O eleitor só observa, decisão vem depois

REFLEXÃO: Difícil saber o que se passa na cabeça do eleitor, o receptor de que ouve ou enxerga no seu dia a dia. Sabe quem é falso, malandro, mas competente, ‘vaselina’, esquerda oportunista ou direita de ‘araque’. Poucos eleitores olham para dentro de si para questionar. Aí adotam o pragmatismo da ‘Lei do Gerson’. ‘Aquela famosa! ’

DESAFIOS: Não faltam aos candidatos, independentemente do que mostram as pesquisas. No quadro local há de se admitir que o favorito Reinaldo Azambuja ao Senado, também atrai questionamentos. Um deles: qual será mesmo a postura do eleitor bolsonarista raiz?  O ocorrido nas eleições da capital em 2024 pode servir como aviso?

NA PRANCHA: Sem oposição declarada e com o PT sob controle, ‘ comendo na sua mão’,  Riedel está surfando e imune aos riscos de ‘rochedos e tubarões’. Quem trabalha ao seu redor garante que politicamente o governador melhorou cem por cento de quando se elegeu. É impossível brigar com ele, sempre de bom humor.

TRANQUILO: Com a saída dos colegas Eduardo Leite (RS) e Raquel Lira (PE) rumo ao PSD, Riedel não tem razão para sair do PSDB. Com um exército fiel de prefeitos e de ex-prefeitos, além de vereadores, contará uma fatia do Fundo Partidário. A mesma tese se aplica ao ex-governador Reinaldo, que vem cuidando de seu eleitorado.

DETALHES: A senadora Tereza Cristina já anunciou que terá seu próprio candidato ao Senado. Criou-se então um certo clima de suspense. Qual seria o nome? Neste caso não deve faltar postulantes da direita e centro ao Senado. Pergunto: não haveria risco de rachar e assim fragilizar o grupo, beneficiando outros nomes concorrentes?

SAIU DA CARTOLA? Defensor de Lula nas redes sociais, Fabio Trad deixou o PSD (de Nelsinho e Kassab) para enfrentar a bifurcação partidária: PT ou PSB.  Dentre os petistas há quem defenda até sua candidatura ao Governo. O deputado Vander é defensor da candidatura ao Senado, oferecendo-se inclusive para ser seu suplente.

JUSTIFICATIVA: “Há momentos em que o contexto político exige escolhas claras. O mundo mudou, o Brasil também. O espaço para o espectro do centro estreitou-se até desaparecer. Hoje, ou se é cúmplice do extremismo de direita, ou se está ao lado do Estado Democrático de Direito. Eu escolho a democracia com clareza e sem ambiguidades”. (Fábio Trad)

 ‘EXEMPLO”: Sob a presidência de Papy, a Câmara Municipal da nossa capital ficou mais cara em R$6,5 milhões só neste semestre. Os gastos atingiram R$56,5 milhões dos cofres municipais. Para os observadores, é uma amostra do perfil político de Papy, candidato a deputado estadual em 2026. É segurar nas mãos de Deus.

BRASÍLIA:  A guerra Lula versus Congresso promete fortes emoções. Ganhe ou perca o Governo sairá desgastado no parlamento. Lá atrás Joao Goulart se deu mal, a exemplo de Collor e Dilma neste enfrentamento. As declarações do ministro Haddad são como gasolina na fogueira. “Nós contra eles, ” esse discurso inflamante ficou superado.

DÚVIDAS: O gosto pelo futebol é usado pelos políticos no mundo. Na Espanha, no Governo Franco, o Real Madrid foi instrumento eficiente para popularizar o regime e fortalecer o nacionalismo espanhol. Azar do Barcelona, de região opositora, que teve inclusive dirigentes executados, jogadores presos e vítimas de ameaças constantes.

POLÊMICA: Em 1953 o ‘Barça’ contratou Di Stéfano. Dias depois o Real anunciou a contratação do mesmo atleta. Os catalães acertaram com o River Plate (dono do passe) e o Real negociou com o Milionários da Colômbia, onde ele jogava por empréstimo. Com medo e sentindo-se lesados pelos madrilenhos, os merengues desistiram do craque.

A PROPÓSITO: Essa tentativa de deputado Pedrossian Neto em ressuscitar o nosso futebol com a volta do ‘Morenão’ vem em boa hora. Políticos ousados são benvindos. No retrovisor do futebol brasileiro vimos personagens, polêmicos marcantes junto a torcida de seus clubes. Levaram vantagens, mas deram enorme contribuição.

MISTURADOS:  Fernando Collor foi presidente do CSA em 1973/74; Eurico Miranda no Vasco, Athiê Jorge Cury no Santos; Wadih Helu no Corinthians; Marcio Braga no Flamengo, Alexandre Kalil no Atlético Mineiro; Zezé Perrela no Cruzeiro; Roberto Dinamite no Vasco, Romário (Vasco/Flamengo) entre outros dirigentes e atletas.

CONCEITO: Construir autoestima é possível. Ninguém nasce pronto. A autoestima é uma construção diária, feita de autocuidado, auto respeito e autocompaixão. É o que você fala para si mesmo. É como você se acolhe nos dias difíceis. É a forma como você se olha no espelho, mesmo quando cansado ou inseguro. (Miriam Pereira, psicóloga)

‘TUDO ZEN’:  Os observadores no saguão da Assembleia acertaram nas previsões. Aquele ambiente pesado que existia antes e logo após as últimas eleições municipais desapareceu. Os deputados se libertaram das frustrações das urnas e voltaram a falar entre si, sem magoas aparentes.  Adversários ontem, companheiros amanhã.

PREVISÕES:  A democracia deve cair porque tentará se adaptar a todos.  Os pobres vão querer as riquezas dos ricos. Os jovens vão querer ser respeitados como os idosos; os ladrões e fraudadores terão lugar nos governos e a democracia permitirá isso. Então haverá uma ditadura, pior do que a monarquia e oligarquia. (Sócatres – 470 -399 a.C)

SÓ PROMESSAS:  Richard Nixon foi obrigado a renunciar por envolvimento naquele conhecido escândalo. E vale a penar recordar o que ele disse ao aceitar a indicação para a disputa presidencial: “Vamos começar nos comprometendo com a verdade – a vê-la como ela é, dizê-la como ela é, encontrar a verdade, falar a verdade e viver a verdade. ”

. Deducão 1: Dada a diferença de percentual com o dinheiro, a saúde do brasileiro parece boa. Deducão 2: a falta de dinheiro em primeiro lugar, derruba a tese de que a economia do país vai bem.

.PILULAS DIGITAIS:

O Brasil não tem povo. Tem público. (Lima Barreto)

O fanatismo consiste em redobrar os esforços quando se esqueceu os objetos. (George Santayana)

“Meu pais, certo ou errado” é como dizer: “Minha mãe, bêbada ou sóbria”.  (G.K Chesterton)

Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/ Tudo passa, tudo sempre passará.  (Lulu Santos)

Eu sei que o Brasil tem 8 milhões de quilômetros quadrados. Mas tirem isso e eu sei o que é que sobra. (Millôr)

Junte tesouro que não se corrói!  Por Wilson Aquino

Junte tesouro que não se corrói! Por Wilson Aquino

A luta do indivíduo para se especializar profissionalmente, conquistar espaço no mercado e sustentar dignamente a si e à sua família faz parte do grandioso Plano de Deus para Seus filhos na Terra. O Senhor, em Sua infinita sabedoria, concedeu a cada um talentos e habilidades — dons divinos — para que, com esforço, fé e integridade, cada pessoa possa desenvolver-se, servir ao próximo e ser um instrumento de bem no mundo.

Contudo, à medida que avançamos nesse caminho de progresso, é preciso lembrar que a verdadeira medida do sucesso não está na quantidade de bens acumulados, mas no uso nobre que se faz deles. A obsessão pelo acúmulo de riquezas, o desejo insaciável por lucros a qualquer custo e o desprezo pelos princípios éticos e morais no trato com o próximo são sinais de que o coração está voltado aos tesouros terrenos — frágeis, efêmeros e, muitas vezes, corrompidos pela injustiça.

Jesus foi claro ao ensinar: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões arrombam e furtam; mas ajuntai para vós tesouros no céu” (Mateus 6:19-20). Ou seja, o valor eterno da vida está nos tesouros espirituais — na caridade, na justiça, no amor ao próximo, na integridade e na obediência a Deus.

O lucro em si não é pecado. O problema está na forma como ele é conquistado e no que se faz com ele. Há quem enriqueça explorando o trabalho alheio, pagando salários ínfimos, embora “legais”, e se esqueça de que a moral muitas vezes exige mais do que a letra fria da lei. É moral pagar o mínimo a quem produz tanto? É justo reter lucros enquanto o colaborador mal consegue sustentar sua família? Deus, que tudo vê, conhece a intenção do coração e julga com justiça.

A própria experiência humana confirma: muitos que se embriagam com o sucesso material acabam, mais tarde, despertando para um amargo arrependimento — por perceberem que acumularam bens, mas não valores; multiplicaram cifrões, mas não virtudes. Felizes, portanto, são aqueles que desde cedo agem com retidão: que não trapaceiam, que honram seus compromissos, que valorizam o esforço do outro e pagam o que é moralmente justo.

A história está repleta de homens que conquistaram impérios, acumularam fortunas imensas e exerceram grande poder, mas que partiram desta vida sem poder levar sequer uma moeda. A vida é breve, e a morte, certa. Como disse o sábio Salomão: “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Eclesiastes 1:2). O que realmente permanece é aquilo que se faz por amor, por justiça e por fé. Por isso, o homem prudente investe não só no que é perecível, mas principalmente no que tem valor eterno.

Deus não condena a prosperidade, mas ensina que ela deve vir acompanhada de responsabilidade moral e espiritual. No evangelho, aprendemos o princípio da “mordomia cristã”: tudo o que temos — bens, tempo, conhecimento e influência — é uma dádiva de Deus, e Ele espera que administremos esses recursos com sabedoria e generosidade. Disse o Salvador: “A quem muito é dado, muito será exigido” (Lucas 12:48). O que fazemos com aquilo que nos foi confiado é o que realmente define a nossa grandeza aos olhos do Senhor.

Aqueles que vivem com retidão, que não oprimem o próximo, que compartilham o pão e que têm o coração desprendido das riquezas, são os que mais agradam a Deus. Não apenas recebem paz interior e respeito verdadeiro, mas também colhem frutos materiais com mais serenidade e equilíbrio. O Senhor prometeu: “Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares” (Provérbios 3:9-10). A prosperidade que vem com retidão é sempre acompanhada de alegria duradoura.

Diz o Senhor, por meio do profeta Miquéias: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8). A prática da justiça começa no cotidiano: no salário que se paga, na transparência das negociações, no respeito à dignidade humana.

Um poderoso exemplo de conversão moral e espiritual no mundo dos negócios está no testemunho de Andreas Widmer, ex-segurança pessoal do Papa João Paulo II. Ao deixar o serviço no Vaticano para empreender, ouviu do Papa uma frase que moldaria sua vida: “O homem vale pelo que é, não pelo que possui.” Inspirado por esse ensinamento, Widmer escreveu o livro “O Papa e o Executivo”, em que compartilha outra poderosa lição do Santo Padre: “Os lucros ajudam um empreendimento a funcionar, mas não são o objetivo final. O objetivo final é ajudar as pessoas, pois se não fossem as pessoas, nós nem sequer estaríamos fazendo negócios.”

Essa visão humanizada e espiritual dos negócios não apenas é compatível com a fé cristã, como é necessária para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, mesmo em um sistema capitalista. Quando somos honestos, generosos e justos, abrimos portas para que outros também cresçam, invistam em educação, cuidem da saúde, melhorem suas casas e ofereçam dignidade às suas famílias. Multiplicamos, assim, não só o pão, mas também a esperança.

E, como resultado dessa retidão, o homem se aproxima mais de Deus. Sente a mão d’Ele em seus negócios, em suas decisões, em sua vida pessoal. Há paz no coração e bênçãos no caminho. Pois “os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos à sua oração” (1 Pedro 3:12).

Que sejamos, portanto, sábios em nossos empreendimentos, generosos com os que nos servem e fiéis ao que é moral e eterno. Que nossos maiores tesouros sejam invisíveis ao mundo, mas gloriosos aos olhos de Deus — porque esses, sim, jamais se corromperão.

*Jornalista e Professor

Cooperativismo: um modelo centenário com propostas para o futuro

Cooperativismo: um modelo centenário com propostas para o futuro

O cooperativismo está presente no Brasil há mais de 130 anos, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico em diferentes períodos e contextos. Ao longo do tempo, esse modelo ampliou o acesso a bens e serviços, fortaleceu economias locais e incentivou a inclusão social.

Embora centenário, o cooperativismo segue absolutamente atual. Seus princípios, como a gestão democrática, a intercooperação e o interesse pela comunidade, estão alinhados aos valores dos consumidores, que buscam se relacionar cada vez mais com organizações que tenham propósito claro, atuação ética e compromisso com o desenvolvimento coletivo. 

Ao olharmos para o presente, vemos que o cooperativismo continua em expansão, fortalecendo sua presença em diferentes setores da economia e demonstrando grande capacidade de adaptação. Um exemplo desse avanço pode ser observado no cooperativismo de crédito. De acordo com o mais recente “Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo”, elaborado pelo Banco Central, o cooperativismo de crédito no Brasil manteve um ritmo de crescimento expressivo, consolidando-se como um dos segmentos mais dinâmicos do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O número de associados às cooperativas de crédito cresceu 11,2% em 2023 conforme o relatório, totalizando 17,3 milhões de cooperados. No Sicredi, chegamos a mais de 9 milhões de associados neste ano de 2025, reforçando nossa relevância no fortalecimento do setor. 

Mas e quanto ao futuro do cooperativismo? Um estudo autoral conduzido pelo Sicredi em parceria com a consultoria de tendências e estratégia Futures Unit (Box1824) mapeou cenários futuros para o setor, conceito que recebeu o nome de Neocooperativismo.

O estudo projeta tendências que devem marcar o futuro do setor. Entre elas estão a economia regenerativa, que propõe ir além da sustentabilidade, promovendo a recuperação do meio ambiente e a justiça social; o neocoletivismo, que impulsiona a inclusão de grupos minorizados por meio da educação, empregabilidade e investimentos com propósito; e o conceito de fincare, que integra saúde financeira e bem-estar emocional como parte do cuidado integral das pessoas.

A pesquisa também aponta o papel das cooperativas nas cidades inteligentes, como agentes de transformação urbana com foco em mobilidade, internet das coisas e inteligência artificial. Outras tendências incluem o avanço de soluções sem fricção, com superapps e experiências digitais integradas; o reforço à inclusão financeira, por meio de moedas sociais, microcrédito e educação financeira; o apoio à agricultura familiar com uso de tecnologia; e o desenvolvimento do cooperativismo de plataforma, baseado no uso de dados como moedas digitais, inteligência artificial generativa e plataformas descentralizadas.

O cooperativismo já incorpora muitas das tendências apontadas para o futuro. Ele oferece crédito de forma responsável e alinhado às demandas de desenvolvimento local, promove educação financeira contínua, inclusão e desenvolvimento das regiões onde atua. Diferencia-se por ser um modelo econômico e social baseado na cooperação, na autogestão e na valorização das pessoas. Seu principal diferencial está na união de indivíduos com interesses comuns que se organizam de forma democrática, com igualdade de voto e participação ativa nas decisões.

Neste mês em que celebramos o Dia Internacional do Cooperativismo, em 5 de julho, é especialmente relevante reforçar o papel transformador desse modelo. O cooperativismo, com seus princípios centenários, mostra-se não apenas atual, mas essencial para construir um futuro mais justo, sustentável e conectado. Nesse contexto, a cooperativa do futuro precisa ser cada vez mais sustentável, humana e digital.  

*Presidente do Conselho de Administração da SicrediPar – Por Fernando Dall’Agnese*

 

 

Leia Coluna politica Amplavisão: Favoritismo não garante vitória no futebol e na política

Leia Coluna politica Amplavisão: Favoritismo não garante vitória no futebol e na política

CANDIDATURAS: Enquanto lideranças partidárias discutem eventuais decisões, aumentam as discussões sobre nomes e cargos. A começar pelas candidaturas possíveis tanto de Lula como da chamada oposição. Isso acaba refletindo nas costuras regionais e Mato Grosso do Sul não é exceção neste mar de expectativas e incertezas.

VEJAMOS: Se a candidatura de Riedel é líquida e certa ao Governo, há uma batalha nos bastidores pelas duas vagas no Senado. Se antes tínhamos como destaques Reinaldo, Nelsinho, Soraya, Simone, Gerson Claro e Gianni Nogueira disputando espaços, surgiu o capitão Contar, até então tido como pretendente a Câmara Federal.

CONSEQUÊNCIAS:  A primeira vista, há de se ligar a tendência natural da maioria deles em estabelecer a ligação ideológica ou partidária com o discurso de Bolsonaro. Afinal, eles têm em mãos números de pesquisas demonstrando claramente a tendência do eleitor em se identificar com propostas oriundas do ‘centro’ e ‘direita’.

ESQUERDA: Seu melhor nome ao Senado ainda seria o deputado Zeca do PT. Mas outra personagem aparece: a ministra Simone Tebet que acena com a vontade de adentrar ao cenário, mas até aqui sem ambiente eleitoral. Seria apadrinhada por quem? Tentaria captar votos do PT e cia? O deputado Zeca do PT elogia muito ela. Daí…

BOLSONARISMO: Ainda que com outras denominações por conveniência, ainda é forte no Mato Grosso do Sul como mostraram as últimas eleições municipais. Com isso vários personagens apareceram e vão se firmando no cenário. O casal Rodolfo e Gianni Nogueira (deputado federal e vice-prefeita de Dourados) são exemplos comprovados.

DOURADOS: Com 1.627 mil votos o vereador/sargento Prates exalta seus vínculos com o Bolsonarismo. Ao colunista reafirmou sua postura ideológica e já projeta sua candidatura a deputado estadual pelo PL, pois em 2022 obteve 7.956 votos para o mesmo cargo. Entende que pelo contexto social da região, o centro e a direita sairão vencedores.

INTERROGAÇÕES: Os adversários do Planalto conseguirão se manter unidos, sem os rachas verificados no passado? Até onde as recentes derrotas do Governo no Congresso irão influenciar no prestígio do presidente Lula nesta corrida eleitoral?  A eventual prisão de Bolsonaro ajudaria ou prejudicaria a oposição ao Governo?

TEIMOSOS:   O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Zeca do PT tem algo em comum: a teimosia. Ambos insistem em não obedecer às recomendações médicas. Ignoram exemplos de cidadãos que pagaram com a vida por esse comportamento. Tão logo melhoram, eles voltam ao ritmo estressante do dia a dia.

EM TEMPO: Recentemente o deputado Zeca do PT protagonizou um episódio incompatível ao parlamento. De forma nervosa dirigiu-se ao seu colega deputado Joao H. Catan com expressões que podem representar ameaças. O caso foi parar na Polícia por iniciativa de Catan. Fato desgastante que afeta a saúde e denigre a imagem.

DESAFIO: Imagine o eleitor de ‘poucas letras’ tentando votar frente a tela da ‘temível’ urna eletrônica com opções para presidente da república, senador, deputado federal, governador, deputado estadual, prefeito e vereador. Convenhamos: uma missão difícil.  Então, é melhor o atual sistema, ‘impulsionador’ da economia de 2 em 2 anos. Rsss

CONTROVERSIAS: Eleições de 2 em 2 anos ou a unificação delas? A última opção reduziria o custo, fortaleceria os partidos, favoreceria a governabilidade e execução de políticas públicas na saúde e outras áreas. Com o modelo em vigor, as prefeituras municipais seriam prejudicadas com as eleições estaduais e federais, paralisando a maquina pública.

OUTRO LADO: Critica-se o maior espaço entre as manifestações diretas do voto e o menor interesse e chances de se discutir as questões políticas e problemas em geral. Com isso, haveria risco de menos oportunidades de oxigenação do poder, em prejuízo a eventuais novas lideranças. Mais eleições, mais oportunidades de rotatividade de mando.

NOVIDADE: No projeto do novo Código Eleitoral propõe-se a reserva de 20% das cadeiras para as mulheres nas Câmaras Municipais, Assembleias e Câmara dos Deputados. A medida visa enfrentar a velha sub-representação feminina na política machista do Brasil. O PL poderá ser votado em julho na CCJ do Senado.

MACHISMO: No pleito de 2020, mil municípios não elegeram nenhuma mulher para a vereança. Cerca de 1.500 municípios só elegeram uma vereadora.  No Congresso, apenas 17 estados elegeram mais de 20% de mulheres para a Câmara em 2022. O Brasil segura a lanterna em termos de representação feminina na América Latina.

SACANAGEM: O PL foi adiado por duas vezes por razões óbvias. Seria uma ameaça à continuidade do velho poder político majoritariamente masculino. No fundo, a cota de 20% destinada às mulheres prejudicaria os candidatos homens com maior votação em favor da garantia de um índice fixo para candidatas.

‘ESTRANHO’:  Campos Neto era o presidente do Banco Central e a taxa Selic era de 10,5%. Para Lula, o banco jogava contra o Governo. Com Galípolo no comando do BC, a taxa chegou a 15% (nível mais alto em 20 anos). Reponsável pela nomeação do novo presidente, Lula não toca no assunto, prefere falar na guerra Iran e Israel. Entendi…

EXPLICANDO: O aumento do número de deputados federais é exigência contida na Constituição. Estados que tiveram a população aumentada estavam  prejudicados. Foi preciso que o STF determinasse a revisão até 30 de junho, sob pena de medidas punitivas, A última revisão parlamentar ocorreu em 1993. A grande mídia critica esse fato e ‘esquece’ os malefícios do pretendido aumento do IOF.

LEMBRETE: Tanto no futebol, quanto na política, o favoritismo não garante vitória. Nas duas situações citadas temos vários exemplos que derrotaram previsões e analistas de toda ordem. Daqui até as eleições do ano que, vem muita coisa pode acontecer. Cada leitor que faça sua reflexão sobre isso.

 

PILULAS DIGITAIS:

Liberdade de expressão não é liberdade de agressão. (Ministro A. de Moraes)

CPI do ônibus já custou R$100 mil e deve terminar em “pizza” (Correio do Estado)

Pergunta do dia: quando foi mesmo que o ócio virou negócio? (dr. Zuretta)

A polícia prendendo bicheiros? Não é possível. Ao menos respeitem nossas instituições. (Stanislaw Ponte Preta)

O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente. (Millôr)

“Eu estou pronto para conhecer meu Criador. Se ele está preparado para a grande provação de me conhecer é outra história”. (no epitáfio de W. Churchill)

Enquanto as guerras amedrontam o mundo, o futebol está em festa com a Copa do Mundo de Clubes. É a ambivalência humana: amor e ódio, alegria e tristeza, comemorações e tragédias. (Tostão)

Princípios: A única maneira de sobreviver neste ninho de cobras é agarrando-se a um princípio. Um princípio nobre. O mais nobre que puder. E, enquanto eles estiverem olhando para este princípio, você escapa com o dinheiro. (Lillian Hellmann)

Brasil, refém da omissão, até quando?  Wilson Aquino

Brasil, refém da omissão, até quando? Wilson Aquino

Vivemos tempos difíceis. Tempos em que perguntas incômodas tiram o sono de milhões de brasileiros que amam sua pátria, mas que se sentem traídos por aqueles que deveriam protegê-la. Por que as autoridades permitem que facções criminosas controlem comunidades inteiras no Rio de Janeiro e em estados do Nordeste, ditando regras, impondo medo e desafiando o poder público à luz do dia? Por que o contrabando de madeira, ouro e minerais raros da Amazônia segue impune, alimentando uma rede ilegal que inclui até mesmo ONGs estrangeiras de fachada, supostamente ambientalistas?

Por que não há um combate firme e inegociável contra essas organizações criminosas e suas ligações obscuras com setores do próprio poder público? Até quando fingiremos não ver que a soberania nacional está sendo vendida a conta-gotas, como aconteceu com uma das maiores reservas de urânio do país, entregue por míseros U$ 340 milhões a uma empresa chinesa, que agora explora também o nióbio, o estanho e outras riquezas estratégicas?

A Bíblia já advertia: “Quando os justos governam, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme” (Provérbios 29:2). E o que vemos hoje é justamente isso: um povo que geme. Geme pela insegurança, pela pobreza crescente, pela corrupção institucionalizada, pelo abandono da educação e da saúde. Geme por ver sua pátria ser desmontada moral, ética e espiritualmente.

E as universidades públicas, que deveriam ser centros de excelência, inovação e formação de líderes, transformaram-se em ambientes sucateados, com salas depredadas, corredores pichados e professores que, em vez de ensinar ciência e conhecimento, praticam militância político-partidária, doutrinando jovens em nome de uma ideologia ultrapassada. Que futuro estamos plantando para as próximas gerações?

O profeta Isaías também alertou contra governantes corruptos: “Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem decretos de opressão, para privarem os pobres dos seus direitos e da justiça os aflitos do meu povo” (Isaías 10:1–2). É exatamente isso o que se vê: decretos, decisões e políticas que favorecem criminosos e o poder de poucos, em detrimento da justiça e do bem comum.

E o Judiciário? Onde está a imparcialidade e o respeito à Constituição? Por que tantos ministros decidem de forma política, parcial, ideológica, comprometendo a confiança da população em um dos pilares da democracia? Como disse o profeta Miquéias: “Os governantes pedem presentes, os juízes aceitam subornos, os poderosos impõem a sua vontade, e todos tramam juntos” (Miquéias 7:3). Um retrato que, lamentavelmente, parece ter sido feito para o Brasil de hoje.

E o povo, ah, o povo… Mantido sob rédea curta, refém de auxílios emergenciais que se tornaram permanentes. Auxílios que deveriam amparar temporariamente quem está em situação de vulnerabilidade, mas que hoje servem para manter uma massa dependente, sem estímulo para trabalhar, produzir e crescer. Isso é justiça social ou manipulação disfarçada de bondade?

Essa distorção é resultado de más intenções no poder, o que também é denunciado nas Escrituras: “Maldito aquele que fizer injustiça ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, e todo o povo dirá: Amém” (Deuteronômio 27:19). O povo brasileiro tem sido vítima de injustiças diárias, enquanto seus clamores parecem não sensibilizar aqueles que ocupam os altos cargos da República.

E o que dizer do Congresso Nacional? Deputados federais e senadores, em sua esmagadora maioria, deixaram de lado o verdadeiro papel de legislar em benefício do povo para se dedicar ao jogo do poder pelo poder. Criam leis que favorecem grupos específicos, se acovardam diante de decisões polêmicas e ignoram as dores reais da população. Muitos se escondem por trás de discursos vazios, enquanto seus gabinetes viram balcões de negócios políticos. Onde está a fiscalização, a independência entre os poderes, o zelo pela Constituição? A verdade é que muitos parlamentares só estão ali para garantir reeleição, foro privilegiado e benesses, não para servir à Nação.

Essas e tantas outras perguntas ecoam em cada lar, em cada cidadão honesto que observa o Brasil afundar, mesmo sendo um país rico. Uma nação que poderia ser referência mundial na produção de alimentos, energia limpa, biodiversidade e desenvolvimento sustentável. Um país capaz de produzir três safras de grãos por ano, com um povo trabalhador, um clima abençoado e recursos naturais abundantes. Mas que permanece estagnado, amarrado à corrupção, à ideologia, ao populismo barato e à incompetência institucionalizada.

Até quando aceitaremos esse destino? Até quando ficaremos calados, enquanto a soberania nacional escorre entre os dedos por causa da ganância de poucos? É hora de despertar. De romper com o ciclo vicioso de apatia, ignorância e corrupção que corrói nossas instituições e impede o verdadeiro progresso. Precisamos entender que política é, sim, da nossa conta. Que o voto não pode ser moeda de troca. Que dignidade não se vende por favores.

O Brasil precisa de brasileiros conscientes, corajosos e dispostos a mudar essa história. Que saibam escolher representantes comprometidos com o bem comum, e não com interesses de grupos ou ideologias. Que exijam transparência, justiça, trabalho sério e respeito à pátria. O futuro do nosso país está em jogo. E ele será o reflexo direto das escolhas que fizermos hoje.

*Jornalista e Professor

Leia Coluna politica Amplavisão: O peso do Senado e das vaias, Morenão, o fim do humor

Leia Coluna politica Amplavisão: O peso do Senado e das vaias, Morenão, o fim do humor

NA MÍDIA:  As vaias da ministra Simone Tebet em Três Lagoas renderam manchetes. Em ano pré-eleitoral, por conta de fatores notórios, não surpreende. Pode ou não influir no futuro político dela. Reverter os efeitos de vaias é difícil. Simone, alvo da ira de seus ex-eleitores inclusive, manifestaram-se como permite a democracia.

PROJETOS: Diferentes, mas ligados. Simone deve manter sua candidatura ao Senado apesar do ambiente desfavorável. Enquanto isso exercita a paciência esperando o desenrolar do quadro sucessório nacional, onde seu partido é parceiro de Lula. Aos mais íntimos confessa que cultiva o sonho de ser candidata a vice-presidente de Lula.

HISTÓRIA: São Paulo odiava Getúlio Vargas pelo golpe de estado contra o paulista Washington Luiz em 1930 e por derrotar a Revolução de 1932. Para ir à inauguração do Estádio do Pacaembu em 1940, Getúlio transferiu a festa de 1º de Maio do Rio para São Paulo. Não deu outra: foi recebido com aplausos e desfilou em carro aberto inclusive.

COMPARANDO: Palanque político não é igual aos jogos de tênis onde é proibido vaiar; enquanto os aplausos são disciplinados e permitidos entre os games. O palanque político não exala elegância do tênis ou do público do teatro numa noite de ópera.  Pelo contrário; exala ranço, vingança e às vezes chega as raias descabidas do ódio.

APLAUSOS E VAIAS: Heranças do Império Romano. Ao banir um grupo popular de atores, o imperador Tiberius foi a primeira vítima da vaia. Nas arenas não havia terceira via para os gladiadores: glória ou morte. Enquanto isso nos festivais de teatro da Grécia, as manifestações sonoras (palmas) do público representavam a aprovação; ou desagrado (assobios) pelo espetáculo.

INQUISIÇÃO? A condenação do humorista Leo Lins a pena de 8 anos e 3 meses de prisão, multa de R$1,4 milhão e R$ 300 mil por danos morais coletivos dando o que falar na mídia. Discute-se os limites do humor, a liberdade de expressão e a intolerância.  Neste ritmo os humoristas terão que mudar de profissão? Um tema delicado.

EM BAIXA: Outra ex-candidata ao Planalto, senadora Soraya Thronicke de saia justa. Ela é acusada pelo senador Hiran, presidente da CPI das Bets, de usar argumentos fantasiosos para se promover. Ele se referiu as supostas ameaças a integridade física  alegadas por Soraya. Delírios de fim de mandato: sem grupo e sem padrinho.  

VERDADES: Deputados, Zeca do PT e Paulo Duarte, denunciam o sucateamento dos  órgãos federais no estado. Casos por exemplo da Funasa e Funai com verbas curtas, sem condições de melhorar suas estruturas e o atendimento.  Ambos reconhecem que esse descaso não é coisa de agora. Aí a gente conclui: desprestígio nosso ‘lá em cima’.

‘CLIMA QUENTE’:  Antes das urnas, a guerra das pesquisas. Com menos de 7 mil votos Bandeirantes vive aquele clima gostoso de eleições interioranas. Sua localização facilita a presença de deputados. Aliás, em 2022, o deputado Marcio Fernandes liderou com 426 votos, seguido por Jamilson Name (342 votos) e Lucas de Lima (341 votos).

PREOCUPAÇÃO:  Embora Riedel e Reinaldo recomendem calma aos companheiros quanto ao futuro caminho partidário a seguir, há um clima de apreensão. Como deu em nada a sonhada fusão com o Podemos, volta a ser possível a federação com o MDB e Republicanos. Enfim, muito papo e nada decidido. Mas e o eleitor, foi consultado?

FELIZ DA VIDA: Assim o ex-deputado Felipe Orro define a sua atual fase; tempo para a família e de seus afazeres da vida rural, sem compromissos estressantes e tantas alertas do celular. Sua opinião é que o ex-governador Reinaldo continua dando as cartas e o admira pela sua competência e estilo de ouvir os companheiros.

CPI DOS ÔNIBUS: “Vejo a solução “fácil” de renovar a frota: é necessária, porém a que custo? O atual consórcio tem interesse empresarial em investir quase meio bilhão de reais, para renovar toda a frota, com um contrato que vence daqui a 7 anos? E se esse consórcio sair, quem o irá substituir? ” (Fayez José Risk – arquiteto urbanista)

SEM SAÍDA: O que esperar do final da rumorosa CPI? O que realmente poderemos ter depois? Qual a saída pratica e exitosa do episódio?  O estudioso arquiteto compara o previsível final desta CPI com aquele velho ditado popular que diz “cachorro correndo atrás de um carro, quando este para, ele não sabe o que fazer. ”

MINISTRO FACHIN: “ Cabe ao Poder Judiciário e em especial a este Tribunal, proteger direitos fundamentais, preservar a democracia constitucional e buscar a eficiência da Justiça brasileira. Para fazê-lo, precisamos de contenção. Não nos é legítimo invadir a seara do legislador. O respeito ao dissenso e à convivência democrática são lições também para todos os Poderes e todas as instituições. ”

DIFERENTES: Muitos políticos fazem dos filhos, herdeiros (monarquia particular) na vida pública. Não é o caso do ex-governador José Fragelli, falecido em 30 de abril de 2010 aos 94 anos de idade. Seus dois filhos Nei Fragelli e Nelson Fragelli optaram pela vida discreta. Ambos engenheiros; Nelson reside aqui na capital e Nei na Europa.

MORENÃO: Quanto custaria sua reforma? Com esse futebol medíocre atual não há público compatível. Ele foi construído numa outra época. É boa a intenção dos deputados Pedrossian Neto, Gerson Claro e outros deputados envolvidos, mas acho que essa não é saída. Cara demais! O Morenão não pode ser o salvador do nosso futebol, empobrecido e refém de aproveitadores.

FOCO MAIOR:  A disputa que irá merecer atenção maior em 2026 será do Senado. Observadores avaliam que a maioria vai garantir avanços em pautas importantes para o próximo Governo. Em jogo ,54 cadeiras (dois terços da Casa). A oposição só poderá fazer o enfrentamento ao STF se tiver a maioria. Lula já advertiu desses riscos.

AVALIAÇÕES:  Certa feita tentaram fazer aqui o ‘Pedrossianismo sem o Pedro’. Por uma série de fatores não deu certo. Agora ouço seguidamente a tese do pessoal do ‘centro’ em tentar emplacar o chamado Bolsonarismo sem o ex-presidente. São personagens e cenários diferentes – até incomparáveis. Concorda?

 

PILULAS DIGITAIS:

 O brasileiro sem saber se vai pro arraial ou procura um bunker.

Na política você tem que ter lado. (ministra Simone Tebet)

Tão perto da 3ª. Guerra mundial e tão longe de ter a casa própria.

Se for pra começar a 3ª. Guerra, que seja em agosto, que nem tem feriado.

Não passo o pano, mas prender por piada não dá. (Dani Calabresa – sobre Leo Dias)

Se um canibal aprender a usar garfo, isso é considerado progresso? (Stanislaw J. Lec)

O progresso pode ter sido benéfico, mas agora está indo longe demais. (Ododen Nash)

É um desastre contratar no Brasil, pois as pessoas estão viciadas no Bolsa Família. (Ricardo Faria – ‘Rei do ovo’)

Já faz muito tempo, mas ainda lembro do tempo em que o ar era limpo e o sexo sujo. (George Burns)

Ah, não! Pode parar! Sou professora, as férias estão chegando, já parcelei 7 dias na praia em suaves prestações.