fev 16, 2024 | Colunistas
NO COLO: Os acenos de Bolsonaro sobre os rumos do PL e o desempenho fraco de seus ‘discípulos’ nas pesquisas da capital, podem beneficiar a prefeita Adriane Lopes (PP). Além de se conduzir bem politicamente, não atravessando o sinal inclusive nas entrevistas, ela tem melhorado bastante sua administração em todos os setores.
ADRIANE: Animadores os índices crescentes de sua gestão. Bem orientada tem boa interlocução com a Câmara Municipal, além de manter uma base sólida naquela casa. Seu ingresso no PP da senadora Tereza Cristina foi uma espécie de passaporte para adentrar a um segmento importante do eleitorado conservador. Isso conta na capital.
NO CAFÉ: O assunto em pauta, o apoio do PT à Rose Modesto ( União Brasil) com o deputado Pedro Kemp (PT) de vice e a tendência do PL caminhar com a prefeita Adriane (PP). O PT- tem alta rejeição na capital – a presença de Kemp espantaria ainda mais o eleitorado Bolsonarista. Já o apoio de Tereza Cristina atrairia o eleitor do centro e anti-PT – favorecendo a prefeita.
LUZ PRÓPRIA: Para a opinião pública a senadora Tereza Cristina não depende da narrativa bolsonarista para sobreviver politicamente. Claro, como ministra aproveitou bem o cargo também por méritos próprios. Mas ela tem por trás a tradição familiar reconhecida. Sua presença nas eleições da capital será um fato a ser observado com outros olhos. A credibilidade substitui a popularidade.
EXPECTATIVAS: Entre 7 de março e abril teremos a janela partidária exclusiva para vereadores – período de troca-trocas e infidelidades. Nas Câmaras a movimentação tende a crescer com partidos e vereadores em busca de maiores chances de vitória. Neste cenário operam os ‘montadores de chapas’. Cada qual com seu olhar e interesses.
AUTOFAGIA: Na montagem de chapa vale mais a coerência pragmática do que a ideologia. Atenção para a evolução do coeficiente eleitoral e nos candidatos à reeleição que são mais competitivos, saem com vantagem dentro das chapas. Partido e federação com nomes fortes podem eleger mais candidatos, mas a competividade interna aumenta.
LAMENTOS: Os equívocos nas projeções ao optar por um partido ou federação podem deixar o candidato de fora. São recorrentes os casos em que mesmo obtendo um caminhão de votos – o candidato perdeu a vaga para um concorrente de menor votação. A dica aos candidatos é para que tenham a assessoria competente nesta área.
SEM GRAÇA: Nas eleições nada é permitido. Acabaram com santinhos, cartazes nos postes, faixas nas ruas, comícios festivos, carros de som e outros fatos que alimentavam o clima eleitoral. Até a apuração dos votos ficou sem graça, sem torcida. Culpa do computador! Até o eleitor ‘esfriou’ no debate do potencial dos candidatos.
‘VAPT VUPT’: Com os prazos de manifestações e propaganda eleitoral amputados, além da crescente desilusão do eleitorado com os propósitos dos políticos – quando acordamos as eleições já estão aí. O ceticismo consta do percentual que ainda não se decidiu nas pesquisas sobre os candidatos. Estariam os candidatos nivelados por baixo?
MUDANÇAS: Elas ocorreram na Justiça Eleitoral sob o argumento de que o Brasil precisava sair do período do coronelismo e da corrupção eleitoral que marcavam as eleições. Boa a intenção moralizadora. O diabo é que as práticas imorais continuaram nas administrações públicas através de artifícios sofisticados que burlam a legislação.
MANOBRAS: Uma delas ocorre com as chamadas ‘Emendas Parlamentares’, onde os ‘autores padrinhos’ podem indicar as empresas que vão executar as obras reivindicadas. Por essas ‘simples coincidências’ as empreiteiras estão vinculadas de algum modo aos políticos autores das emendas. Aí, como se diz -’ tudo fica em casa.’
QUEIJOS & UAI… Alvo da ‘má vontade’ da grande imprensa que ressalta suas falhas e ignora o lado bom de sua gestão, o governador Romeu Zema lembra no facebook que dentre os 320 mil funcionários de Minas Gerais (853 municípios) não há um só parente seu – enquanto Jader Barbalho Filho (MDB) mantem 20 parentes nos cabides do Pará.
‘TREM MINEIRO’: Pela sua tradição Minas sempre teve ambiente propício a fatos surrealistas. No governo de Benedito Valadares uma pesquisa da antiga Rede Mineira de Viação constatou que o vagão mais atingido nos desastres das linhas era justamente o último. De posse do estudo Benedito decidiu: mandou eliminar o último vagão das composições férreas.
REPROVADO: Década de 70 em Cassilândia. Valdomiro Gonçalves era o chefe político – Jose Riskalla o Juiz – havia dúvidas se Urutu, uma figura folclórica local – era alfabetizado. No teste o Juiz pediu-lhe a leitura de uma frase aleatória num papel. Urutu chutou: “Valdomiro é o maior”. Reprovado, ficou sem o título e Valdomiro sem o voto.
CENSURA? Preocupa a intenção do STF (Alexandre de Morais) quanto a regulação das redes sociais sob argumento de se ‘preservar a democracia’. Mas como ela será feita? Aliás no pleito de 2022 tivemos abusos pelo ativismo do ministro Moraes. Bem, espera-se que a encolhida Ordem dos Advogados do Brasil acorde do sono profundo e tome posição. Contra, é claro!
CARNAVAL & VOTOS: Profissional da comunicação, pré-candidato a prefeito da capital, o deputado Lucas de Lima (PDT) não perde as chances de vender sua imagem. Homenageado no carnaval pela Escola de Samba Unidos da Vila Carvalho, Lucas desfrutou do carinho e aplausos do público. Vai se cacifando gradativamente.
O RETORNO: O ex-senador Delcídio percorre sua ‘via crucis’ desde a perda do mandato e do ‘status’. Agora, como presidente do PRD, anuncia sua pré-candidatura a prefeito de Corumbá. Presume-se que tenha a leitura fiel do quadro político de sua terra para assim obter sucesso no projeto. “Ousar é preciso! ” ( Fernando Pessoa)
PILULAS DO ARNALDO JABOR:
“Tudo vai melhorar quando a maioria das pessoas de bem forem mais ousadas que as pessoas canalhas”.
“A verdade em que você acredita determina seu caráter”.
“Andamos com fome de beleza em tudo, na vida, na política, no sexo; e por isso, o amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver”.
Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser ‘celebridade’ ou usamos esse anonimato irresponsável com o nome dos outros”.
“A internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um “antispam” para bobagens”.
fev 9, 2024 | Colunistas
RESPONDA: Em tom comemorativo no início do ano Judiciário, o presidente Luís R. Barroso (STF) exaltou que as ‘instituições funcionam na mais plena normalidade”. Mas pergunta-se: “para quem mesmo? ” O STF quer nos convencer de que o esquema de corrupção entre empreiteiras e governos petistas seria apenas delírio ou alucinação da opinião pública.
A RESPEITO: “ No depender do STF, em particular do ministro Dias Toffoli, falta muito pouco para milhões de brasileiros passem a acreditar que, talvez, no auge da Operação Lava Jato, tenham vivido uma espécie de surto coletivo. Em Setembro de 2023 o ministro Dias Toffoli decidiu liminarmente anular todas as provas que consubstanciaram o acordo de leniência da Odebrecht…( )”. (Editorial/Estadão)
PERGUNTA-SE: O ‘anúncio-confissão’ que a Odebrecht publicou na grande mídia nacional com o título “Desculpe a Odebrelcht errou” seria pura invenção da empresa? A confissão de práticas ilegais seria passível de anulação por parte do ministro Tóffoli? E como ficaria o dinheiro do acordo de leniência já pago pela Odebrelcht? O país é ótimo! A justiça, pra lá de Bagdá!
MARY ZAIDAN: “ Boa parte do que se sabe saiu da confissão de Marcelo Odebrecht, filho de Emílio, que detalhou as peripécias da empresa no Brasil e nas outras paragens. Especificou as obras, os montantes milionários, os governos e operadores. Mas por aqui Tóffoli, monocraticamente, achou por bem anular essas provas, tendo como base o vazamento de mensagens do Telegran entre o ex-juiz Moro e promotores…”
REJEIÇÃO: Para os especialistas, a rejeição seria um fator até mais importante do que a intenção de voto. A cientista política Deysi Cioccar lembra por exemplo: “ que quando você diz que não gosta de um candidato, é porque tem o mínimo conhecimento sobre ele. ” A tese dominante é que a reversão na campanha é difícil.
DE ÔLHO! O componente rejeição é destaque em todas as pesquisas realizadas para a prefeitura da capital. Nelas o ex-prefeito Puccinelli (MDB) goza de situação surreal: líder na ‘estimulada e espontânea’ ele tem contra si a condição desfavorável de ser o mais rejeitado, embora quase 50% dos consultados optaram por não se manifestarem.
BASTIDORES: Observadores no saguão da Assembleia Legislativa dissecaram essa pauta nesta semana. Uns ressaltam que o desgaste de Puccinelli é bem maior do que seu prestígio; outros – de que ele – consciente das limitações – estaria apenas usando a candidatura como moeda de troca e negociar cargos junto ao poder.
ALERTA: Deputado Jr. Mochi foi preciso ao prever o cenário futuro da economia do MS devido a queda de produção da soja, de sua cotação e dos preços da carne bovina em baixa. Por alto, seriam 5 bilhões de reais a menos no giro de riquezas e que impacta em todos os setores sociais. Mochi (MDB) mostra; ‘o agro não é um mar de rosas’.
RESOLVE? Foi a pergunta que ouvi nos corredores da Assembleia sobre os efeitos eleitorais (pró Beto) da visita do presidente nacional do PSDB Marconi Pirillo. A melhora do desempenho do candidato Beto Pereira depende sim de outros fatores. O objetivo da visita foi de passar a imagem de união/força da sigla nestas eleições. Mas o ‘estigma Giroto’ ronda.
RAFAEL TAVARES: O episódio que culminou com a perda de seu mandato mostra a necessidade dos partidos contarem com boa assessoria técnica nas eleições, evitando as falhas ocorridas neste caso. Brioso, de posições claras, ele já anunciou que ‘fará tudo de novo e com mais força na próxima vez’ e será candidato a vereador na capital.
LACUNA: Rafael, mesmo ainda sem o traquejo de veterano, fazia bem o chamado contraponto – principalmente aos pronunciamentos ideológicos do deputado Pedro Kemp (PT). Também era um questionador contumaz da administração estadual. Antes da decisão não escondia aos repórteres que seria vítima de um complô do jogo político.
CUIDADO! Ano de eleições é tentador para prefeitos gastarem. O Tribunal de Contas monitora por conta de um dado preocupante: lá no 5º biênio de 2023, só 7 municípios (Jateí, Ladário, Inocência, Paraíso das Águas, Santa Rita do Pardo e Ribas do Rio Pardo não ultrapassaram o limite percentual de 85% com gastos entre despesa e receita.
É PENA! O jeitinho brasileiro acabou desgastando a LRF que ditou critérios para o equilíbrio das contas da União, estados e municípios. Resumindo: o governante não pode criar nova despesa continuada sem indicar sua fonte de receita ou sem reduzir outras despesas já existentes. Mas como sempre, aqui ‘na pratica a teoria é outra’.
VALE TUDO: Famosos os casos de prefeitos derrotados em final de mandato gastando para levar vantagem e prejudicar o sucessor (adversário). Num deles o prefeito comprou estoque de café moído capaz de abastecer as escolas e repartições por um ano. Outro, comprou remédios caros com data de validade próxima. A LRF nem sempre consegue evitar abusos que resultam em multas e inelegibilidade inclusive.
DE LEVE: Nada de incitar ou alimentar polêmicas ideológicas. Por conta disso notei uma postura de relativa discrição do deputado Pedro Caravina (PSDB) nestas primeiras sessões em que participou. Agradável nas relações com o público e colegas de parlamento, é detentor de currículo com bons predicados para um mandato operoso.
A VEZ DELA? “Quem conhece o caminho não pega atalhos, porque sabe dos riscos de se perder”. Essa frase em destaque no facebook da ex-deputada Rose Modesto ( União Brasil) seria um indicativo de sua provável decisão de disputar a prefeitura. As amarrações partidárias em marcha. As pesquisas animam a superintendente da Sudeco.
A INTRUSA? O apoio de Lula ainda insuficiente para sacramentar a candidatura da deputada Camila Jara (PT) a prefeitura da capital. Vários fatores inviabilizam seu nome e nesta esteira de conflitos o dedo do deputado Zeca do PT pode ser decisivo ao apoio de Rose Modesto, que nas pesquisas rompe barreiras no eleitorado conservador e machista.
BIFURCAÇÃO: Zeca do PT e o deputado Vander Loubet (PT) caminham na paralela, mas cada qual com seus interesses e razões. O primeiro prefere o apoio a candidatura de Rose – enquanto Vander, de olho no senado, fala em oxigenar o partido apoiando Camila Jara para se fortalecer aqui na capital visando as eleições de 2026.
BOLSONARO: Até onde influenciará nas eleições aqui no MS? Pelos acontecimentos veiculados na mídia, o ex-presidente está acuado e seu peso político passará a ser cada vez mais discutível. Não é preciso ser especialista para concluir que sua situação não é nada confortável juridicamente inclusive. Isso pode pesar tanto nas eleições na capital como em Dourados.
SOLUCIONA? O TSE baixará resolução obrigando os candidatos nestas eleições a apresentarem a declaração de renda idêntica à da Receita Federal. Medida inócua – pra inglês ver. É que os políticos espertos usam os chamados ‘laranjas’ ou ‘testas de ferro’ para esconderem os bens que surrupiaram no poder. Enfim, não mudará nada.
fev 7, 2024 | Colunistas
Você sabe o que é procrastinação? É aquela mania de deixar tudo para depois. No dicionário, procrastinar é adiar, enrolar, “empurrar” com a barriga. Basicamente, é deixar para amanhã o que você pode fazer hoje.
Geralmente, isso acontece mais com as coisas que a gente não curte muito. Afinal, ninguém enrola para ver Netflix ou jogar vídeo game. Num mundo ideal, seria reservar só uns 30% do dia para aquelas tarefas menos queridas. Os outros 70% deveriam ser dedicados às atividades que te deixam feliz.
“Ah, Juliana, mas eu tenho mais de 30%”. Então, está na hora de repensar algumas coisas na sua vida! Troca de trabalho, de namorado(a), ou criar novos hábitos. Muda! Porque, sinceramente, seguir por um caminho errado só vai te atrapalhar.
Agora, considerando que você está dentro desses 30%, como evitar procrastinar e tornar essas tarefas mais suaves? Uma dica é inserir nelas algo que você goste ou que agregue valor ao seu tempo. Que tal ouvir um podcast enquanto faz faxina ou malha?
Se você detesta responder e-mails, como eu, que tal chamar um amigo para uma visita enquanto você encara a caixa de entrada? Ou até usar um pouco de Inteligência Artificial para agilizar isso com respostas padrões. Não gosta de malhar? Tente achar outra atividade física que você goste, como, por exemplo, dança, artes marciais, crossfit, vôlei. Enfim, a ideia é encontrar maneiras de tornar essas atividades menos chatas.

Menos procrastinação, mais sucesso. (Foto – Freepik)
Outro truque é mudar a forma como você encara essas tarefas. Ao invés de ficar pensando em como será tedioso ir à academia ou arrumar a casa, procure fazer um exercício de visualização, onde você está feliz na droga da academia, levantando peso. Eu sei que é difícil, mas funciona!
Se mesmo assim você não conseguir imaginar alegria nessas atividades, simplesmente desligue a mente e viva o presente. Quando você perceber, já terá terminado o que precisava fazer.
Outra dica é tentar eliminar as tarefas indesejadas logo de manhã. Nesse horário, estamos mais focados e determinados, sem nenhum problema para nos distrair. Eu, por exemplo, adoro acordar cedo, porque é um momento tranquilo, sem mensagens para me distrair. Tento resolver logo de manhã o que não gosto, e o resto do dia fica livre para as coisas que amo e são bem mais fáceis.
Lembre-se, as pessoas não procrastinam quando lidam com o que gostam. Se você está procrastinando muito ou não tendo prazer em nada, talvez seja hora de considerar uma terapia. Portanto, busque o agora, veja o lado positivo de cada atividade e se torne mais produtivo para a sua carreira e para sua saúde física e emocional.
(*) Juliana Brito é empresária, CEO e cofundadora da Indie hero e da GJ+, empresas focadas no desenvolvimento do ecossistema de jogos no brasil com ativações em eventos como Rock in Rio, rio Innovation week, Innova Summit, Casa Brasil Israel e Rio2c. fellow YLAI. Além disso, é mentora de pitch, negócios e games em eventos como innovativa Brasil, NASA talks, DNA empreendedor, startup weekend etc.
*De Juliana Brito, empresária, CEO e cofundadora da Indie Hero e da GJ
Agência Drumond – Assessoria de Comunicação – Joyce Nogueira – Assessora de Imprensa
fev 7, 2024 | Colunistas
A persistência de maus governantes e autoridades públicas na busca de eleição e reeleição, em todos os níveis do poder, constitui uma preocupação crítica para o Brasil. Até quando cidadãos brasileiros continuarão escolhendo líderes que, ao invés de representar o povo, estão envolvidos em escândalos e crimes contra o patrimônio público? Por que vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e até presidente da República são eleitos e reeleitos, mesmo diante de evidências incontestáveis de incompetência ou de envolvimento em corrupção e atividades ilícitas de toda ordem?
A tranquilidade com a qual esses políticos corruptos se mantêm no poder suscita uma questão urgente: Por que o povo permite que isso aconteça, mesmo quando as provas de seus crimes são evidentes? É inacreditável como esses indivíduos conseguem manipular até o sistema judicial a seu favor para continuarem no poder.
A falta de esclarecimento, consciência e determinação do eleitorado ao exercer seu poder nas urnas contribui para a continuidade dessa situação lamentável. É crucial que a população se capacite para escolher representantes de maneira bem informada e determinada, a fim de afastar não somente os corruptos e incompetentes da vida pública, mas também aqueles que defendem ideologias nefastas ao interesse público, como a destruição das famílias, da igreja e a doutrinação de crianças sobre questões de gênero e orientação sexual, por exemplo.
Esses parlamentares, homens e mulheres, precisam ser identificados e trabalhados para que não voltem mais ao parlamento ou a qualquer outra função pública pelo poder do voto.
Torna-se necessário inspirar e encorajar novos líderes a se envolverem na política, não por interesses pessoais, mas pelo compromisso genuíno com o progresso da nação. A renovação no cenário político é vital para construir um futuro onde a honestidade, a dedicação e a representatividade prevaleçam sobre interesses individuais e corruptos.
Nesse contexto, é imperativo destacar a importância da educação cívica e política desde as fases iniciais da formação dos cidadãos. A família tem um papel preponderante nesse sentido, pois é lá, no lar é que essa semente deve ser plantada e adubada.
Ademais, a necessidade de uma reforma política torna-se evidente. Mecanismos que promovam maior transparência, responsabilidade e punições efetivas para casos comprovados de corrupção são essenciais. A sociedade deve pressionar por mudanças nas leis eleitorais e no sistema de representação, garantindo que apenas candidatos idôneos e comprometidos com o bem-estar coletivo possam ocupar cargos públicos.
Outro ponto crucial é a promoção da participação ativa da juventude na política. Estimular o engajamento político desde cedo pode criar uma geração de líderes comprometidos com valores éticos e progressistas.
Por fim, a sociedade civil organizada desempenha um papel vital na fiscalização e no combate à corrupção. Em síntese, a urgência de novos políticos está intrinsecamente ligada à necessidade de uma cidadania ativa, informada e comprometida com a construção de um país mais justo e ético. A transformação do cenário político requer esforços conjuntos de diversos setores da sociedade, visando a construção de uma democracia mais robusta e representativa.
A formação de jovens críticos, comprometidos com a justiça e o bem-estar coletivo, é um papel fundamental da família na construção de uma sociedade mais robusta e ética. Ao fornecer uma educação que incentiva o pensamento crítico, os valores éticos e a responsabilidade social, as famílias contribuem diretamente para a criação de cidadãos conscientes de seu papel na comunidade. Jovens que são orientados a questionar, analisar e buscar soluções para os desafios sociais tornam-se agentes de mudança capazes de promover uma cultura de respeito, igualdade e justiça.
Encerrando nossa reflexão sobre a necessidade de novos políticos e o papel da família na formação de cidadãos éticos, recordamos as palavras de Deus que ressoam a importância de líderes comprometidos com a justiça e a integridade. No Livro de Provérbios(29:2) encontramos a seguinte passagem: “Quando os justos governam, o povo se alegra; mas quando o ímpio domina, o povo geme”. Essa sábia orientação destaca a relevância de escolhermos governantes que, em sua trajetória, demonstram retidão e empenho no serviço ao bem coletivo. Que possamos buscar inspiração nessas palavras para orientar nossas escolhas políticas e contribuir para a construção de uma sociedade justa, equitativa e guiada pelos princípios morais e espirituais que promovem o bem-estar comum. Que o anseio por bons líderes seja um guia para as futuras gerações, moldando um futuro onde a ética e a justiça prevaleçam em todas as esferas da vida pública.
*Jornalista e Professor
fev 5, 2024 | Colunistas
O Legal Design e o Visual Law são conceitos que têm ganhado cada vez mais destaque no ambiente jurídico. Com o objetivo de melhorar a comunicação e a experiência do usuário, essas abordagens têm se mostrado eficazes na simplificação e visualização de documentos jurídicos complexos – seja por profissionais do direito ou não.
São técnicas que estão revolucionando o meio jurídico. Elas podem melhorar a comunicação jurídica, a experiência do usuário e são úteis na tomada de decisões. Além disso, essas ferramentas auxiliam na compreensão de documentos jurídicos, tornando-os acessíveis para mais pessoas.
O Legal Design é uma abordagem que busca aplicar princípios de design, aliado ao Ux Writing e Plain Language, para melhorar a comunicação jurídica. Ficou, amplamente, conhecido pelo pioneirismo de Margaret Hagan (diretora do Legal Design Lab na Stanford Law School, uma iniciativa que utiliza princípios de design e desenvolvimento de tecnologia para criar inovações no campo jurídico.)

Legal Design e Visual Law no ambiente jurídico -Imagem – Pexels Foto de Olia Danilevich
Já o Visual Law é uma disciplina que se concentra especificamente na visualização de informações legais por meio de ícones, gráficos, ilustrações e outros recursos visuais. É, em síntese, o uso de recursos visuais em documentos jurídico.
Por meio dessas ferramentas, é possível criar uma estratégia para tornar os documentos jurídicos mais acessíveis e compreensíveis. No entanto, para ser útil para o público, o foco precisa estar sempre no usuário final do documento. Isso significa que, por exemplo, a aplicação do Legal Design em uma petição não é a mesma aplicação realizada em um contrato para prestadores de serviços.
Vale destacar que a estética, promovida através do visual law e legal design, influencia na percepção e credibilidade das informações apresentadas. Os benefícios são inúmeros, trazendo praticidade para vida de advogados e facilitando o entendimento para as partes interessadas. Portanto, o futuro da prática no mundo jurídico é promissor, pois pode trazer mais eficiência e clareza na comunicação jurídica. Todos saem ganhando.
(*) Advogada contratualista, especialista em Legal Design, criadora da Formação Completa em Legal Design e Visual Law – Metodologia LDFD, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho e pós-graduanda na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Site: https://gibrahim.com.br/bio/
Agência Drumond – Assessoria de Comunicação – Joyce Nogueira – Assessora de Imprensa
fev 2, 2024 | Colunistas
IMUTÁVEL: Discurso de final de ano de Lula veio embrulhado no tradicional espírito natalino falando em conciliação e tolerância. Lembra? Só lero lero. O que se vê é o presidente provocando adversários movido pelo conhecido ódio revanchista. E nestas eleições a tendência é de piorar ainda mais. ‘As pessoas não mudam. Revelam-se’.
SOBRE ISSO: “ O que há de novo na polarização recente é que diferenças políticas estão extravasando a esfera do político e abrangendo a totalidade da vida, o campo das emoções, da visão do mundo, e deste modo definindo a própria identidade das pessoas. Se o processo prosseguir na sua marcha em breve vamos ter dois países, numa convivência difícil e cada vez mais desesperada…(-)…” (Roberto Brant)
‘OPINIÕES’: Em troca das gordas verbas do Planalto, empresas de comunicação retribuem (ou pagam?) com notícias e comentários. Os oposicionistas são vistos como golpistas e os governistas como intocáveis democratas. No noticiário do dia a dia a preocupação é exaltar o poder central, minimizando suas falhas inclusive.
PESQUISA: Espontânea, para prefeito da capital: Puccinelli 12,50% – Rose 11,40% –Adriane 10,20% – Lucas 6,00% – Beto 5,20%, Pedrossian 3,30%, Contar 2,20%, David 2,10% – Camila 1,30%, Pollon 0,40%. Consulta do Instituto Ranking Brasil, entre 26 a 30 de janeiro, ouvidos 1.000 moradores de todas regiões de Campo Grande, registro no TSE com número 05781/2024.
ESTIMULADA: Puccinelli 17,40% – Rose 16,00% – Adriane 15,20% – Lucas 8,00% – Beto 6,10% – Contar 4,00% – David 3,80% – Pedrossian 3,30% – Camila 3,00% – Pollon 0,60% – Rafael 0,20%. Dos moradores consultados cerca de 22,40% não responderam ou não souberam.
REJEIÇÃO: Puccinelli 25,20% – Contar 19,00% – Camila 7,30% – Rafael 6,20% – Adriana 5,00% – Pollon 4,10% – Coronel David 3,80% Beto 3,00% – Rose 2,20% – Lucas 2,00%. Anote-se que 46% dos moradores pesquisados não responderam ou não souberam. .
BELEZA: Faltam detalhes e as placas de sinalização para a entrega oficial. Só elogios para a qualidade do asfalto (57 kms) da rodovia (BR-316) ligando Paraiso das Águas a Costa Rica. A obra iniciada na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB) não sofreu interrupção pelo governo que atua em todas regiões, ignorando o fator político.
LARANJAL? O caso da antiga administração da ponte sobre o rio Paraguai na BR-262 pode dar ‘pano pra manga’ se o MPE for fundo e ‘descascar laranjas’. Há chances inclusive de virar combustível nas eleições da capital. A conexão com a exploração antiga de semáforos do transito em Campo Grande não seria mera coincidência.
QUEM SERÁ? Não se sabe que coelho sairá da cartola de Bolsonaro nesta vinda dele à Campo Grande, no próximo dia 24. Haverá sim uma competição acirrada dos grupos e partidos que disputam as suas ‘bênçãos’ para concorrer às eleições de Campo Grande. Outra pergunta: teremos a ruidosa motociata pela avenida Afonso Pena?
ALERTA: O ex-prefeito Marcos Trad (PSD) e o senador Nelson Trad (PSD), estariam impedidos de participar destas eleições na capital como candidatos a vereança, prefeito e vice-prefeito. O veto para esses cargos decorre dos efeitos da ‘inelegibilidade reflexa’ e atingiria também o ex-deputado Fabio Trad (PSD). Pela jurisprudência do TSE o objetivo é evitar a perpetuação de grupos familiares no poder.
INELEGIBILIDADE REFLEXA: O termo se refere à inelegibilidade do cônjuge ou companheiro (a) e dos parentes consanguíneos ou afins, até o 2º grau ou por adoção, dos chefes do Poder Executivo Federal, Estadual e Municipal ou de quem os tenha sucedido ou substituído dentro dos 6 meses anteriores à eleição, prevista no art 14, § 7 da Carta Magna. O caso pode fomentar profundo debate jurídico.
CONCLUSÃO: Quais as saídas do PSD? Opção número 1 é o deputado estadual Pedrossian Neto. Mas falta-lhe estrutura de campanha e ele é parceiro do Executivo como vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa. Detalhe: dos 5 vereadores 4 deles já anunciaram que deixarão o partido rumo ao PP. ‘Salve-se quem puder! ’
ENIGMA: De olho na dobradinha em 2026 o senador Nelsinho tende a se aproximar do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Mas o primeiro tijolo deste projeto precisa ser assentado nestas eleições. Com a saída dos vereadores, com Marquinhos e Fábio no sereno, a tendência é o PSD é ficar com menos cartas nesta mesa.
‘WHATS APP’: Sua influência nas eleições municipais crescerá muito devido as peculiaridades do pleito e a popularização do celular. A figura do cabo eleitoral cedeu lugar às redes sociais com destaque ao ‘Whats App’, mais eficiente e de custo menor. Fofocas, fotografias e denúncias no ‘menu’ do cotidiano da população. Novos tempos.
‘NO RINGUE’: De novo há reclamações nos partidos pela cota de dinheiro do Fundo Eleitoral. Como as regras foram mantidas, as discórdias mais comuns são de que os candidatos apadrinhados dos poderosos caciques dos partidos ou a deputados federais acabem sendo os privilegiados com os recursos no total de R$4,96 bilhões.
VALE A GRANA? Aposto, cada leitor conhece um exemplo. Acho que aprofundar no assunto é chover no molhado. Às vezes ganha aquele candidato com menos dinheiro, noutra vence quem tem mais recursos e maior estrutura de campanha. Como o universo municipal é menor, há um melhor conhecimento do candidato pelo eleitor.
O CANDIDATO: Dependendo da dimensão da cidade pesa muito sua biografia, o currículo, a família, postura social e profissional. Esses requisitos podem substituir e até ser mais importantes do que o fator financeiro. Claro que pesará também o cenário reinante na comunidade – sem esquecer o potencial do opositor.
FAVORITOS: Em tese eles existem em cima das pesquisas – que as vezes nos remetem às previsões dos horóscopos. Ora! Fossem elas infalíveis, todo esse processo eleitoral desgastante poderia ser evitado. Mas não é nada disso. O eleitor, pobre, rico, feliz ou revoltado precisa ser ouvido sem discriminação. É aí que a porca torce o rabo.
TOSTÃO X MILHÃO: Entraram para o folclore aqueles casos em que candidatos tidos como pobres venceram oponentes ricos. Hoje não é assim porque as diferenças e condições podem ser niveladas por vários fatores. Havendo comparação das qualidades pessoais entre os postulantes, o argumento da riqueza X pobreza é pura demagogia.
FAMÍLIAS: “ ( )…Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir…Enfim, receita de família não se copia, se inventa….(-).” (Do livro ‘Arroz de Palma’, de Francisco Azevedo)
PILULAS DIGITAIS:
Tô adorando a Marta como a cereja do Boulos. (José ‘Macaco’ Simão)
Não há admiração mais deliciosa do que a do inimigo. (Nelson Rodrigues)
A vida não é fácil. Acostume-se a isso! (Bill Gates)
Arapongas (PR): 118 mil habitantes – com 380 indústrias de móveis.
Somos carteiros: temos a missão de caprichar na entrega, evitar que a carta chegue molhada e, principalmente, gostar do que fazemos. (Ronald Golias)
Padre Kelmon – candidato a prefeito de São Paulo? O ‘show’ não pode parar!
‘Governo esquadrilha’: em 2023 jatinhos da FAB efetuaram 1.484 voos com ministros .