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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026
Inclusão social e sustentabilidade no Agro brasileiro: André Naves

Inclusão social e sustentabilidade no Agro brasileiro: André Naves

O agronegócio brasileiro vive um momento de transformação sem precedentes, no qual a inovação tecnológica e a bioeconomia se entrelaçam para redefinir não apenas a produtividade do campo, mas também os paradigmas de inclusão social e desenvolvimento humano. Entre 2019 e 2024, o número de startups do agronegócio (agtechs) saltou de 1.125 para 1.972, impulsionando uma revolução que ultrapassa a esfera econômica para atingir diretamente indicadores sociais. Cidades como Sorriso (MT) e Lucas do Rio Verde (MT), epicentros do agro nacional, viram seus Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) subirem 44% e 40%, respectivamente, nas últimas décadas, contrastando com a estagnação de regiões desconectadas dessa dinâmica. Este avanço, no entanto, não é mero acaso: reflete um modelo em que tecnologia, políticas de inclusão produtiva e transição energética convergem para construir uma sociedade mais equitativa.

O crescimento das agtechs – que inovam o agronegócio através da tecnologia – não se limita à otimização de colheitas ou à digitalização de processos. Seu impacto mais profundo reside na capacidade de integrar pequenos e médios produtores a cadeias de valor antes restritas a grandes players. Plataformas de crédito rural baseadas em blockchain, por exemplo, já beneficiam 280 mil agricultores familiares, oferecendo taxas diferenciadas para quem adota práticas regenerativas. Esse movimento rompe com a lógica histórica de exclusão financeira, na qual 30% dos produtores permaneciam à margem do sistema bancário tradicional.

O cooperativismo emerge como peça-chave. Na Cooperativa Integrada, por exemplo, responsável por 13 mil associados, a assistência técnica, combinada com testes locais de bioinsumos, garantiu que 57% dos cooperados acima de 55 anos – faixa etária predominante no campo – adotassem tecnologias de agricultura de precisão. Esse modelo, que mescla tradição e inovação, mostra que a inclusão digital não é questão de substituição geracional, mas de adaptação contextualizada.

A correlação entre presença do agronegócio e elevação do IDH-M é incontestável. Enquanto a média nacional do índice permaneceu em 0,744 entre 2000 e 2010, municípios como Sapezal (MT) viram seu IDH-M saltar de 0,340 para 0,730 no mesmo período – crescimento de 115% impulsionado por investimentos em genética vegetal e parcerias com agtechs de big data. Esse fenômeno desmonta a falsa dicotomia entre progresso econômico e equidade social: onde o agro avança com inovação, escolas técnicas surgem, postos de saúde se modernizam; e o acesso à internet rural, mais um exemplo desse desenvolvimento social, saltou de 33% para 68% em cinco anos.

A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, encapsula essa transformação. Em 2024, o evento atraiu 195 mil visitantes de 70 países e gerou R$ 13,6 bilhões em negócios, mas seu legado mais duradouro foi a Rodada Internacional de Negócios, que conectou 15 mil pequenos produtores a mercados globais via plataformas de comércio eletrônico. Trata-se de um exemplo claro de como a tecnologia, quando aliada a políticas de acesso, pode reduzir assimetrias históricas.

Em outra frente, a bioeconomia brasileira, projetada para movimentar US$ 284 bilhões anuais até 2030, redefine o conceito de riqueza agrícola. Biofertilizantes à base de cianobactérias, por exemplo, já substituem 20% dos adubos químicos em cultivos de soja no Cerrado, elevando a produtividade em 12% enquanto reduzem emissões de metano em 18%. Esse salto qualitativo é viabilizado por startups como a BiomaTech, que desenvolveu um sistema de compostagem acelerada utilizando resíduos da cana-de-açúcar – tecnologia adotada por 45 usinas do interior paulista.

O potencial inclusivo dessa revolução é ampliado por modelos de negócio como o das cooperativas de energia solar. Na Bahia, temos mais uma mostra disso, onde 120 pequenos produtores compartilham uma usina fotovoltaica de 5 MW, reduzindo custos operacionais em 25% e vendendo excedentes para a rede elétrica. Esse arranjo, que combina sustentabilidade e geração de renda, demonstra como a transição energética pode ser socialmente estruturante, não apenas ambientalmente necessária.

O estudo “Potencial do Impacto da Bioeconomia para a Descarbonização do Brasil” revela que tecnologias como BECCS (Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono) podem neutralizar 45% das emissões brasileiras até 2030, desde que integradas a políticas de reforma agrária e regularização fundiária. Aqui, o desafio é ético: garantir que comunidades tradicionais e agricultores familiares não sejam apenas beneficiários passivos, mas coautores dessas soluções.

A Embrapa Agroenergia avança nessa direção com a Plataforma ABC, conectando 500 mil propriedades rurais a créditos de carbono verificáveis. Produtores que aderem ao programa receberam, em média, R$ 2,4 mil por hectare/ano em 2024 – recurso reinvestido em educação técnica e infraestrutura local. Esse ciclo virtuoso evidencia que a descarbonização, quando aliada à inclusão produtiva, gera impactos sistêmicos.

Isso demonstra que as agtechs não são meras fornecedoras de gadgets agrícolas; são arquitetas de novos modelos de governança. A plataforma AgroHub, desenvolvida em parceria com o Hub CNA Digital, permite que 85 mil produtores acompanhem em tempo real a tramitação de políticas públicas relacionadas ao setor, participando de consultas populares, via celular. Essa ferramenta, que reduziu em 40% o tempo de aprovação do Plano Safra 2024-2025, prova que a inclusão digital é também inclusão política.

Em âmbito internacional, o Ecossistema AgTech-FoodTech da Ibero-América, com 1.703 empresas registradas, está desenvolvendo protocolos de rastreabilidade que vinculam práticas sustentáveis a acesso preferencial a mercados. No Brasil, 120 startups adotaram o selo GreenChain, que premia produtores que adotam práticas sustentáveis e inovadoras em suas atividades e eliminam trabalho análogo à escravidão em suas cadeias.

O desafio, entretanto, ainda persiste na base: 30% dos produtores rurais ainda não utilizam ferramentas digitais, muitas vezes por analfabetismo funcional. Programas como AgroSaber, lançado em 2024 pela SP Ventures, estão revertendo essa realidade por meio de cursos EaD, em linguagem simples, disponíveis até mesmo via SMS. Dos 150 mil matriculados no primeiro semestre, 68% eram mulheres chefes de família – grupo historicamente excluído da assistência técnica convencional.

Os dados são claros: municípios onde agtechs atuam em parceria com cooperativas têm IDH-M 22% superior à média nacional. A bioeconomia, por sua vez, já responde por 14% do PIB agrícola, gerando 2,3 milhões de empregos diretos em atividades que vão desde a produção de biofertilizantes até a gestão de créditos de carbono.

Por outro lado, a exclusão de 450 mil pequenos produtores do sistema de inovação – muitos deles quilombolas ou indígenas – expõe as fissuras de um modelo ainda incompleto. A solução passa por políticas públicas que tratem tecnologia não como fim, mas como meio para a construção de direitos. O exemplo das usinas solares cooperativistas e das plataformas de governança participativa mostra que outro caminho é possível: aquele em que lucro e propósito, produtividade e dignidade, avançam lado a lado.

Num mundo assolado por crises climáticas e desigualdades crescentes, o agro brasileiro tem a chance única de redefinir seu papel histórico. Não mais como mero exportador de commodities, mas como laboratório global de um desenvolvimento que inclui, protege e emancipa. Cabe a nós, sociedade, exigir que essa promessa se cumpra – com urgência, com ética, e com a intransigente defesa da vida em todas as suas formas.

* André Naves é Defensor Público Federal formado em Direito pela USP, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social; mestre em Economia Política pela PUC/SP. Cientista político pela Hillsdale College e doutor em Economia pela Princeton University. Comendador cultural, escritor e professor (Instagram: @andrenaves.def).

Fonte: Assessoria de imprensa do Defensor Público Federal André Naves

195 anos do Livro de Mórmon: Por Wilson Aquino

195 anos do Livro de Mórmon: Por Wilson Aquino

Em março deste ano, o Livro de Mórmon, considerado pelos fiéis de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias como outro testamento de Jesus Cristo, completou 195 anos desde sua primeira publicação. Longe de ser apenas um livro religioso, ele é uma escritura sagrada, uma dádiva de Deus ao mundo moderno, repleta de ensinamentos, histórias e profecias que iluminam o propósito eterno da existência humana e a missão divina de Jesus Cristo.

Traduzido por inspiração divina por Joseph Smith, o profeta da Restauração, o Livro de Mórmon foi publicado pela primeira vez em 1830, nos Estados Unidos. Desde então, tem sido um instrumento vital na restauração do evangelho de Jesus Cristo em sua plenitude, da forma que Ele mesmo estabeleceu quando esteve sobre a Terra. Ao lado da Bíblia Sagrada, ele testifica de que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Salvador do mundo.

Mais do que um registro espiritual, o Livro de Mórmon é um documento histórico e profético. Ele relata a saga de povos antigos que habitaram as Américas — os jareditas, nefitas e lamanitas — descendentes de migrantes guiados por Deus desde o continente oriental até o novo mundo. Escrito por profetas e compilado pelo profeta-historiador Mórmon (daí o nome do livro), sua narrativa abrange aproximadamente mil anos de história sagrada, culminando em um dos eventos mais sublimes de toda a escritura: a visita pessoal de Jesus Cristo às Américas, logo após Sua Ressurreição.

Esse momento, registrado no livro de 3 Néfi, é um dos tesouros mais comoventes da literatura espiritual: Cristo aparece a um povo fiel, ministra entre eles, cura os enfermos, abençoa as crianças, institui o sacramento e reafirma Seus ensinamentos eternos. É um testemunho irrefutável de que Ele é o Salvador de todas as nações, e não apenas dos que viveram em Jerusalém.

Além disso, o Livro de Mórmon inclui o Livro de Éter, que relata a história do povo de Jarede — descendentes daqueles que foram dispersos na Torre de Babel. Ao reunir todas essas narrativas, ele cumpre um propósito grandioso: convencer judeus e gentios de que Jesus é o Cristo, o Deus Eterno, e que todas as nações podem se achegar a Ele.

A obra é composta por 15 livros, como I e II Néfi, Jacó, Mosias, Alma, Helamã, III e IV Néfi, Mórmon, Éter e Morôni. Suas páginas são repletas de doutrinas, conselhos, visões e profecias. Entre seus temas centrais estão a fé, o arrependimento, a caridade, a obediência aos mandamentos e a esperança na vida eterna.

Do ponto de vista profético, o Livro de Mórmon harmoniza-se perfeitamente com a Bíblia. Ambas as escrituras testificam do nascimento, ministério, morte expiatória e segunda vinda de Cristo. Também se entrelaçam ao falar da dispersão e posterior restauração de Israel, da edificação de Sião, e da preparação para os eventos finais antes da Segunda Vinda do Senhor. Não há contradição entre elas, apenas complementaridade e profunda coerência espiritual.

O impacto espiritual do Livro de Mórmon é transformador. Milhões de pessoas em todo o mundo já testificaram das mudanças positivas em suas vidas após o contato com essa escritura. Seus ensinamentos ajudam os leitores a encontrar propósito, a superar provações, a fortalecer famílias e a trilhar o caminho do discipulado cristão com clareza e confiança. Muitos declaram que, ao lê-lo com sinceridade, sentem a presença do Espírito Santo confirmando sua veracidade.

Outro ponto que merece destaque é o papel do Livro de Mórmon como marco da Restauração do evangelho de Jesus Cristo. Sua vinda ao mundo não foi apenas um acréscimo às escrituras sagradas, mas um sinal profético de que Deus voltou a falar com a humanidade por meio de profetas vivos. Ele preparou o caminho para a organização da Igreja restaurada de Cristo, com autoridade divina, ordenanças válidas e revelação contínua.

Nesses tempos modernos, marcados por incertezas, dúvidas e confusão espiritual, o Livro de Mórmon se apresenta como uma bússola segura. Seus ensinamentos morais e espirituais são mais atuais do que nunca. Ele fala sobre liberdade religiosa, responsabilidade individual, justiça social, o valor da família e o poder do arrependimento. Ele não apenas responde às perguntas mais profundas da alma humana, mas também aponta para o caminho da verdadeira paz e felicidade.

E, por fim, vale lembrar que o próprio Senhor declarou que esse livro seria um testemunho final nos últimos dias. O profeta Néfi, inspirado pelo Espírito, viu em visão que o Livro de Mórmon sairia “da terra” para convencer o mundo da verdade. Esse tempo chegou. E cada exemplar impresso, cada tradução feita, cada testemunho compartilhado, é o cumprimento dessa profecia gloriosa — e um convite para que todos os filhos de Deus conheçam e sigam a luz do Evangelho restaurado.

Convido todos, especialmente aqueles que ainda não o conhecem, a lerem esse livro com um coração aberto e sincero. Sua mensagem é universal, poderosa e profundamente atual. Como prometeu o profeta Morôni em suas palavras finais: “E quando receberdes estas coisas, pergunteis a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero, com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo” (Morôni 10:4).

Que mais pessoas possam sentir, ao lê-lo, a verdade sublime de que Jesus vive, de que Ele falou também aos povos das Américas, e de que Seu evangelho foi restaurado em nossos dias para preparar o mundo para Sua gloriosa volta.

*Jornalista e Professor

Igreja Católica: Eterna e sua dimensão temporal

Igreja Católica: Eterna e sua dimensão temporal

Com o Papa Francisco não foi diferente. Ele continuou a grande obra de seus antecessores. Enfatizou a misericórdia, o diálogo inter-religioso e a atenção aos marginalizados. Buscou uma Igreja mais próxima dos pobres e engajada em questões sociais e ambientais

O cenário da Igreja Católica antes da unificação italiana por Giuseppe Garibaldi era diferente do que conhecemos hoje. Até a anexação dos Estados Pontifícios ao Reino da Itália, a Igreja Católica não era apenas uma instituição religiosa, mas também uma potência temporal com territórios próprios, conhecidos como Estados Pontifícios. Esses Estados possuíam uma estrutura administrativa, leis e, inclusive, uma força militar para sua defesa.

Pio IX, o último monarca dos Estados Pontifícios, resistiu à anexação. Após a perda desses territórios, especialmente com a tomada de Roma em 1870, o Papa se declarou prisioneiro no Vaticano, marcando o fim do poder temporal direto da Igreja. A partir desse momento, a Igreja Católica assumiu cada vez mais sua missão espiritual, separando o seu aspecto religioso da gestão de um estado territorial.

Outro ponto interessante a se observar é que, depois de Pio IX, a Igreja Católica reconheceu a santidade de vários papas. Passaram pelas etapas de beatificação e canonização: São Pio X (Papa de 1903 a 1914), canonizado em 1954; São João XXIII (Papa de 1958 a 1963), canonizado em 2014; São Paulo VI (Papa de 1963 a 1978), canonizado em 2018 e São João Paulo II (Papa de 1978 a 2005), canonizado em 2014. Além destes, o Papa Pio IX foi beatificado (um passo anterior à canonização) em 2000 e o Papa João Paulo I foi beatificado em 2022.

Todos os papas, a partir de Pio IX, também enfrentaram desafios da modernidade, definiram dogmas (infalibilidade papal), promoveram a doutrina social da Igreja e buscaram diálogo ecumênico. Também canonizaram santos importantes e navegaram por conflitos mundiais, mantendo sempre a unidade eclesial. Observando o que realizaram pela Igreja Católica, notamos a magnitude de suas obras.

Com o Papa Francisco não foi diferente. Ele continuou a grande obra de seus antecessores. Foi o primeiro papa latino-americano. Enfatizou a misericórdia, o diálogo inter-religioso e a atenção aos marginalizados. Buscou uma Igreja mais próxima dos pobres e engajada em questões sociais e ambientais, mantendo o foco na evangelização.

Evidentemente, por ter vindo de uma ordem criada como reação ao início do protestantismo de Martinho Lutero, a Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola, possuía um caráter de disciplina e empenho pela espiritualidade. Inclusive, essa ordem cultivou e levou a fé católica até o Japão, por meio de São Francisco Xavier. O Papa Francisco, um jesuíta, trouxe muito desse espírito, além da grande preocupação com os pobres, até porque vinha da periferia de Buenos Aires.

Ele fez um trabalho extraordinário, mantendo os valores eternos da Igreja, aqueles que são imutáveis, e em tudo aquilo que diz respeito aos aspectos temporais foi, evidentemente, um papa que se adaptou ao seu tempo e falou a linguagem que os mais pobres gostariam de ouvir. Foi um papa santo e exerceu, como todos os seus antecessores, que também foram santos, a caridade como deveria ser vista: com esperança para o futuro e fé no presente.

Não sou eclesiástico, mas apenas um católico apostólico romano. Vou à missa diariamente há mais de 50 anos, leio sobre espiritualidade, faço meditação, rezo o terço, como um cristão e busco a santidade no trabalho ordinário, seguindo os ensinamentos de São José Maria Escrivá.

A Igreja tem os valores eternos, que nunca serão modificados, da espiritualidade e do amor ao próximo. São, pois, aqueles que constam das mensagens que Cristo nos deixou.

Agora, é evidente que a dimensão temporal da Igreja – ou seja, seu contato diário e conhecimento da realidade do mundo, com suas transformações ao longo das épocas – faz com que ela se apresente e se adapte constantemente a tudo aquilo que não ofenda os valores eternos ensinados por Cristo.

É importante lembrar que a cultura ocidental tem raízes profundas na Igreja Católica. A universidade, por exemplo, representa um dos maiores legados culturais da Igreja para o mundo.

No final da Idade Média e início da Renascença, a maior parte das universidades foram fundadas pela Igreja, constituindo uma contribuição cultural de valor inestimável.

Estou absolutamente tranquilo que os valores eternos da Igreja, como a dignidade humana e a caridade, permanecerão imutáveis, pois assentados na certeza de um Pai Criador do céu e da terra. Contudo, é evidente que as adaptações em sua dimensão temporal – no conhecimento e na convivência com a realidade em constante transformação – são um processo contínuo. O próprio Papa Francisco demonstrou essa adaptação em seu contato com o Papa João Paulo II.

João Paulo II modernizou a forma como o Papa se relaciona com os fiéis ao redor do mundo. Rompendo com a tradição de permanecer no Vaticano, ele iniciou inúmeras viagens internacionais, adaptando o conceito de “Urbi et Orbi”para um alcance global e presencial.

Por tudo isso,  tenho a tranquilidade de que o Espírito Santo guiará a escolha de um Santo Papa.

Em segundo lugar, confio que os valores eternos da Igreja, ensinados pelo próprio Cristo, Deus vivo, não serão alterados.

E, em terceiro lugar, espero que a Igreja continue a se adaptar às realidades em constante transformação na evolução cultural da humanidade, nos campos tecnológico e científico, e às necessidades de sua presença no mundo. Isso tudo sem jamais perder sua característica primordial, que é a única lição divina dada por Cristo: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Fotos: Andreia Tarelow

Edinho Duarte: o homem educado, do diálogo e que vai fazer muita falta a Bela Vista

Edinho Duarte: o homem educado, do diálogo e que vai fazer muita falta a Bela Vista

Nos nossos últimos encontros, rápidos e em meio a tensões políticas nas sessões legislativas, apenas trocamos as tradicionais ‘saudações rubro-negras’. Mas, a vida é um sopro e agora Edinho Duarte partiu. E isso é muito triste, é lamentável, é doloroso, deixou toda fronteira do Apa de luto, mas não deixou de lutar até onde foi possível, incansavelmente.

O Edinho vereador deixou mandato, projetos, acordos, compromissos e muitos sonhos pela metade. Mas, o Edinho filho, pai, esposo, irmão, amigo, deixou pais que viveram tristemente a ordem natural da vida ser invertida; deixou irmãos despedaçados, filhos com vazios de sua ausência, amigos com uma cadeira vazia, e uma esposa a contar com o tempo para lhe guiar e responder: o que fazer agora!?
No entanto, acredito eu, o reconforto familiar vive justamente no que ele construiu, no que sempre fez e, principalmente, no que ele era: um cara do bem, um homem educado e um político do diálogo, contrastando com a política do ódio, generalizada em todo o país ultimamente. E assim, Edinho Duarte vai fazer muita falta também para a política bela-vistense.

O tempo no Brasil não é de diálogo. Infelizmente! Vivemos tempos de irracionalidade, dos discursos sangrentos, onde ninguém mais importa com fatos, arrotam somente aquilo que acreditam e fazem de suas crenças a verdade absoluta. E aqui por nossas terras, ele era um dos representantes do contrário de tudo isso.

Edinho Duarte sempre ouvia mais do que falava, sempre educado, buscava dialogar com todos, independente de ideologias e correntes políticas; e atuava muito para resolver os barulhos com silêncios racionais e objetivos! A perda da família é incomparável e irreparável, mas a política fronteiriça também ficou menor e muito mais pobre sem ele! Vai fazer muita falta, meu nobre!

Saudações rubro-negras! Descanse em paz!

Josyel Ribeiro Carvalho (@carvalhojosyel)

Coluna politica Amplavisão: Troca de partido: o eleitor ‘ nem aí ’!

Coluna politica Amplavisão: Troca de partido: o eleitor ‘ nem aí ’!

PARTIDOS: Como ficaram as bancadas em dezembro de 2024: PL 93, PT 68, União Brasil 59, PP 50, Republicanos 44, MDB 44, PSD 44, PDT 18, Podemos 14, PSB 14, Psol 13, PSDB 12, PC do B 7, Avante 7, Cidadania 5, PV 5, PRD 5, Solidariedade 5, Novo 4, Rede 1, sem partido 1.  O PRD é fruto da fusão do Patriota com o PTB.

RECAÍDAS: Mais contido, o deputado Zeca do PT caminha como equilibrista na Assembleia Legislativa. Nesta semana, mesmo votando com o Governo, de quem o PT é parceiro por cargos, ele ameaçou voltar aos velhos tempos de oposição.  Mas era só retórica!  Hoje Zeca é devoto de São Francisco de Assis. “É dando que se recebe”.

DUAS VIDAS: Conta Rosane Collor que quando ela e o ex-presidente Collor moraram nos EUA’ gastavam até 100 mil dólares mensais. Certa vez, para esquiar com parentes em Aspen, fretaram 2 jatos: um para eles, outro para bagagens. Apesar de condenado pelo STF a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção, Collor continuou soberbo.

COLLOR: Faltou-lhe um conselheiro influente? É possível. Perdeu a chance de se firmar como líder nacional. Tinha tudo ao seu lado, mas se perdeu em vaidades, projetos e posturas inconcebíveis a um chefe de Estado. Não se redimiu como senador e foi rejeitado nas urnas. Sua prisão é um recado, ainda que tardio, aos corruptos.      

É DOÍDO: “,,,Não adianta remar contra a maré. O sucesso não está em ser brilhante, mas em ser um holofote defeituoso, piscando forte e confundindo todo mundo. Quem se esforça para ser sensato só ganha ansiedade. Porém, aquele que ostenta ignorância com orgulho vira referência ‘coach’ e até candidato…(-) . (Carlos Castelo)

LAÇOS FAMILIARES:  Leitor lembra do atual desinteresse pelas origens familiares, da história, referências, costumes e valores cultuados pelos pais e avós. As festas da família rareando por ‘falta de tempo’, diferenças econômicas e ‘compromissos’. Poucas famílias seguirão a história dos antepassados. Pena, pois parente não é serpente.

FAMÍLIA: “… é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces, outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Seja como for família é prato que deve ser servido sempre quente. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. Família é prato que quando se acaba nunca mais se repete…” Francisco de Azevedo – em Arroz de Palma”.

CUIDADO: Antes, o gestor era elegível mesmo com a prescrição das penas (multas e sanções do Tribunal de Contas). Isso mudou quando o TSE vetou a candidatura de Heliomar Klabund, que tinha sido reeleito prefeito de Paranhos em 2024. Suas foram rejeitadas na aplicação de recursos da União ao Programa Contra o Trabalho Infantil.

HIPÓCRISIA: “. Qual a surpresa de o país que enterrou a Lava Jato asilar a ex-primeira-dama pega pela Operação no Peru? Jornalistas que ajudaram a enterrar a Lava Jato, como se os procuradores e os juízes da operação tivessem ferido de morte o Estado de Direito, agora se escandalizam porque uma das personagens atingidas pela Lava Jato no exterior recebeu asilo do governo Lula”. (jornalista Mario Sabino)

MÁGOAS & CIA: Estilo calmo, fala mansa, mas o deputado Coronel Davi não poupa críticas à senadora Soraya Thronicke ao fazer referência a episódios nos quais ela teria tentado prejudica-lo politicamente. Ele deixa claro que Soraya não terá espaço no seu grupo político no pleito de 2026. E arremata: Também na política, plantou colheu!

‘SEM SURPRESA’: PP e União Brasil vão mesmo compor a federação e nos próximos 4 anos estarão juntos como sigla única, dividindo o tempo na TV e o fundo partidário, além de atuar como partido único no Congresso. Como esperado, a senadora Tereza Cristina comandará a federação que contará ainda com a ex-deputada Rose Modesto.

CONCORDA?  No fundo, o eleitor, aquele que simplesmente vota, que não tem envolvimento partidário não acompanha essas questões, pois isso não afeta seu projeto de vida. Vale aos olhos dele, o fator da pessoalidade do candidato, seu currículo e seus projetos. Pode ser conveniente ao candidato, mas ele precisa do ‘aval’ do eleitor.

PERA-LÁ!  Manchete jornalística anunciando: ‘Unidades do Exército em MS terão reforço de 200 blindados’. Sobre essa questionável prioridade, os comentários são os mais diversos nos círculos políticos.  No saguão da Assembleia Legislativa um observador ironizava: “Será que o Brasil está pensando em invadir o Paraguai? ”

CAUTELA: Também na política ela conta. Não por acaso o deputado Rinaldo Modesto  publicou nota sobre sua posição quanto a propalada fusão do PSDB e Podemos. Ao seu estilo polido esclareceu que no momento pretende continuar no Podemos e que vai esperar a abertura da janela eleitoral de 2026 para tomar a melhor decisão. Entendi…

E MUDA? O senador paranaense Oriovisto Guimarães é bem-intencionado com seu projeto de um só mandato – para todos os cargos eletivos a partir de 1930 e com o mandato de 5 anos. Pode até representar economia de gastos, mas não acredito na mudança de postura política. A falta de caráter independe do fator tempo.

DEPUTADOS & AÇÕES:

Deputado Gerson Claro: Presidente presente, participativo, unanimidade. Inovou ao entregar o elogiado restaurante da Assembleia. Deputado Rinaldo: Seu PL instituiu a Medalha e Diploma Arquiteto Urbanista Celso Costa. Outra proposta quer programa de vídeo treinamento aos familiares de autistas. Deputado Antonio Vaz: PL cria a Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude. Autor de PL proibindo contratação pelo Estado de condenados por crimes contra crianças.  Deputado Jr. Mochi: proposta remunera dirigentes de entidades beneméritas; requer melhorias em colégios de Nioaque e Rio Verde.  Deputada Mara Caseiro: Tem projeto promovendo ações e programas voltados a saúde, hábitos saudáveis e bem estar nas escolas. Deputado Zé Teixeira: reivindica doação de um veículo para a Pestalozzi de Santa Rita do Pardo. Requer programa e ações no transito urbano de Dourados para evitar acidentes. Deputado João Catan: Propõe a comunicação obrigatória à Defensoria Pública dos registros de nascimento lavrados sem identificação de paternidade.

LEGISLATIVO & AÇÕES:

Deputado Marcio Fernandes: requer gratuidade de vacina aos animais domésticos. Ainda lembrou o Dia (23) do Escoteiro cumprimentando grupos da capital. Deputado Neno Razuk:   Integrante da base do Governo, sempre atento aos aspectos sociais de projetos em tramitação. Deputada Lia Nogueira: Ativa, bom trânsito na Grande Dourados e no Governo, defende a Educação, Saúde e a Causa Autista.   Deputado Roberto Hashioka: engenheiro, cuida das condições das rodovias da região de Nova Andradina, apresentando subsídios às autoridades do setor.  Deputado Caravina: Cobrando da Secretaria de Justiça mais agilidade no processo burocrático de expedição da carteira de identidade digital. Deputado Pedrossian Neto: Cumpre com zelo as funções de legislador, reivindicando e atento aos aspectos legais das matérias em pauta.     Deputado Paulo Duarte: É seu o PL equiparando as pessoas transplantadas às pessoas com deficiência no Estado e ter assim acesso a direitos que lhes garantam melhor qualidade de vida. Deputado Lucas de Lima; destinou emenda de R$300 mil para área da saúde de Sidrolândia.  Deputado Zeca do P: requer ao Governo investimentos com perfuração de poço artesiano e obras afins em assentamentos de Coxim e Navirai.  Deputado Lídio Lopes:  Parlamentar zeloso com as questões atinentes à saúde do interior e da capital.

PILULAS DIGITAIS:

O povo é aquela parte do Estado que não sabe o que quer. (Hegel)

Papa Francisco: O único argentino amado por brasileiros. (internet)

Toda virtude verdadeira é silenciosa e humilde. (Luiz F. Pondé)

Desde que nasci houve três papas e uma Ilze Scamparini. (internet)

Não devemos resistir às tentações: elas podem não voltar. (Millôr)

O inferno são os outros. (Jean Paul Sartre)

Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar. (Rubem Alves)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escritora Bruna Arruda, na visão de Gislaine Laís.

Escritora Bruna Arruda, na visão de Gislaine Laís.

Bruna é uma escritora intimista que mesmo com sua pouca idade esbanja talento em suas poesias. Ela que é tímida, carinhosa, meiga e muito sentimental apresenta seus livros repletos de toda angústia em seu peito.

 Atualmente atua como instrutora de curso teórico na autoescola do seu pai e a “Bruninha” acumula diplomas de graduações, livros e encantos por onde passa. É uma pessoa que tem muita timidez em um primeiro momento e depois de conhece-la a pessoa acaba se acostumando com o seu tom de voz suave.

Começou a escrever para amenizar sua ansiedade e viu como um escape a escrita. Escreveu em parceria e também sozinha. Incluindo um livro que veio após perder o avô com quem tinha bastante proximidade.

Na verdade, essa menina-mulher acumula muita doçura, sentimento e carisma por onde passa. Ama ler, assistir séries de televisão, tem sonho de ter sua arte valorizada, adora estar em família, atenciosa, carinhosa e delicada com todos.

Difícil falar de alguém que tem tantas qualidades e é tão nova. Fora o fato de eu mesma não ser a escritora da família, só sei dizer que:

Pra mim, sua irmã, será sempre minha “nenê” a quem amarei e protegerei eternamente.

 Por  Gislaine Laís

https://www.instagram.com/brunasouzaarruda/