maio 12, 2025 | Colunistas
O sagrado papel de mãe vai muito além da capacidade biológica de gerar um filho. Ser mãe é assumir a responsabilidade de formar um ser humano, de educá-lo para a vida, de prepará-lo para enfrentar os desafios e as tentações que surgirão ao longo de sua caminhada. Não basta apenas alimentar e abrigar; é preciso ensinar, orientar e ser um exemplo constante de honestidade, trabalho e fé.
Existem, entretanto, diferentes perfis de mães, e é importante diferenciá-los. Há aquelas que simplesmente colocam filhos no mundo e viram as costas, deixando-os à própria sorte ou delegando a terceiros a responsabilidade de educá-los. Essas mães podem até cumprir o papel biológico, mas falham no papel moral e social, pois abandonam a formação do caráter dos filhos.
Outras mães preferem passar os filhos para parentes ou terceiros, terceirizando o amor, o cuidado e a educação. Elas justificam suas ausências com desculpas diversas, mas a verdade é que o tempo não volta e o amor que não é dado pode deixar marcas irreparáveis no coração dos filhos.
Há também aquelas que alimentam e dão abrigo, mas não oferecem uma educação de qualidade, não dialogam, não orientam e não informam. Elas acreditam que suprir as necessidades físicas dos filhos é suficiente, mas ignoram que a formação do caráter depende mais do que alimento e teto. Essas crianças crescem sem uma bússola moral, tornando-se presas fáceis para abusadores, ideologias destrutivas e vícios que poderiam ser evitados com uma educação firme e amorosa.
E, finalmente, existe a Mãe com ‘M’ maiúsculo, aquela que vai além. Ela não apenas alimenta e abriga, mas educa, orienta, corrige e molda o caráter dos filhos. Ela os prepara para que não sejam pegos de surpresa em situações de abuso, questões sexuais ou ideológicas. Ela ensina os princípios da honestidade, da disciplina e da fé, mostrando que o verdadeiro sucesso vai além das conquistas materiais e se encontra na integridade moral e na paz interior.
Exemplos de mães com ‘M’ maiúsculo não faltam. Dolores Aveiro, mãe do astro Cristiano Ronaldo, é um símbolo de força e determinação. Sozinha, ela criou o filho em meio a dificuldades, trabalhando incansavelmente e incentivando-o a seguir seus sonhos. Hoje, ele é um dos maiores jogadores de futebol do mundo e, acima de tudo, um homem que não se esquece da importância de sua mãe, mantendo-a ao seu lado como seu maior tesouro.
Outra mãe inspiradora é Sonya Carson, retratada no filme “Mãos Talentosas”, que narra a trajetória de Benjamin Carson, um dos maiores neurocirurgiões pediátricos da história. Mesmo sem estudos, Sonya trabalhou dia e noite para garantir que os filhos tivessem acesso à educação. Ela os incentivava a ler, estudar e acreditar em seus sonhos. Hoje, o sucesso de Ben Carson é um testemunho do poder transformador do amor e da determinação de uma mãe com ‘M’ maiúsculo.
Russell M. Nelson, presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, declarou: “O papel da mãe é essencial. Ela é a guardiã do lar, a fonte de amor e segurança. Seu exemplo influencia não apenas seus filhos, mas gerações inteiras. Ela ensina a verdade e a retidão com palavras e ações, apontando o caminho para o Salvador”.
O Élder Jeffrey R. Holland destacou que “as mães têm o poder de transformar lares em santuários espirituais. É por meio de seu amor e ensinamentos que as crianças aprendem a reconhecer a voz do Espírito e a sentir o amor do Salvador”.
Para o Élder D. Todd Christofferson, “uma mãe que educa seus filhos nos caminhos de Cristo está plantando sementes eternas. Mesmo que os filhos se desviem, a influência de uma mãe fiel permanece como um farol, chamando-os de volta ao caminho da retidão”.
A Bíblia nos ensina: “Educa a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6). Essa é a missão da mãe exemplar: educar para a eternidade.
Outro ensinamento fundamental está em 2 Timóteo 1:5, onde Paulo reconhece a fé inabalável que habitava em Timóteo, herdada de sua avó Lóide e sua mãe Eunice. Esse exemplo mostra a importância da influência materna na construção de um caráter cristão.
Ser mãe com ‘M’ maiúsculo é ser uma referência de amor incondicional e orientação divina. É dedicar tempo, atenção e fé na formação de cidadãos conscientes e de cristãos verdadeiros. É ser luz, porto seguro e guia espiritual. E que neste Mês das Mães, todas as mulheres possam refletir sobre o tamanho de sua responsabilidade na construção de um futuro melhor para seus filhos e para a sociedade.
*Jornalista e Professor
maio 9, 2025 | Colunistas
Presente no prato de milhões de brasileiros, seja como aipim, macaxeira, farinha ou polvilho, a mandioca é muito mais do que um alimento tradicional. Ela é uma cultura estratégica para a agricultura nacional, desempenhando um papel essencial na segurança alimentar, na geração de renda e no fortalecimento da agricultura familiar — especialmente no bioma Cerrado.
Em 2025, a Embrapa Cerrados completa 50 anos. Ao longo dessas cinco décadas, a Unidade tem sido protagonista no desenvolvimento de tecnologias que revolucionaram o cultivo da mandioca na região, ajudando a transformar a vida de milhares de agricultores e a garantir alimento na mesa de milhões de pessoas.
A mandioca pertence à espécie Manihot esculenta Crantz e se destaca por sua rusticidade, produtividade e capacidade de adaptação a diferentes condições ambientais. Das 98 espécies do gênero Manihot, é a única cultivada economicamente, capaz de armazenar até 50% da biomassa nas raízes, principalmente na forma de amido. Por conta de sua ampla variabilidade genética, é cultivada em diferentes solos e climas, ocupando hoje o posto de sétima cultura mais produzida no mundo — são quase 300 milhões de toneladas por ano.
Estima-se que cerca de 800 milhões de pessoas dependam da mandioca como principal fonte calórica, principalmente em países em desenvolvimento. No Brasil, a cultura está presente em todos os estados, com destaque para a agricultura familiar, que responde por mais de 85% da produção nacional. São cerca de 18 milhões de toneladas colhidas anualmente em 1,3 milhão de hectares.
O desafio de cultivar no Cerrado
Nos anos 1970, quando o Cerrado começou a ser explorado para a agricultura, surgiram desafios significativos: solos pobres em nutrientes, clima com verões secos e longos períodos de estiagem. A mandioca, por sua resistência e baixo custo de produção, mostrou-se uma excelente alternativa para os agricultores. No entanto, as variedades então disponíveis tinham baixa produtividade e eram vulneráveis a doenças como a bacteriose, além de estarem inseridas em sistemas pouco tecnificados.
Foi nesse cenário que a pesquisa da Embrapa Cerrados se destacou. Em parceria com outras instituições, a Unidade liderou um esforço contínuo de pesquisa e desenvolvimento, focado em adaptar e aprimorar o cultivo da mandioca no bioma. O resultado? Variedades mais produtivas, resistentes a pragas e doenças e adaptadas ao solo e ao clima do Cerrado.
Entre as cultivares de destaque selecionadas e recomendadas para a região estão as variedades de mesa resistentes à bacteriose, como a IAC 24-2 (Mantiqueira), IAC 352-6 e IAC 352-7 (Jaçanã), lançadas nos anos 1980 e 1990. Também se destacam as cultivares industriais IAC 12-829, IAC 7-127 (Iracema), Sonora, EAB-81 e EAB-653, todas com excelente desempenho em produtividade e resistência à bacteriose — principal doença da mandioca no Cerrado.
A cultivar IAC 12 (IAC 12-829), por exemplo, tornou-se amplamente adotada devido à sua alta produtividade, resistência a doenças e pragas, além do elevado teor de matéria seca. É hoje a principal fonte de matéria-prima para a produção de farinha e polvilho em diversas comunidades do Cerrado.
No mercado da mandioca de mesa, cultivares como Pioneira (IAPAR 19), BRS Moura, BRS Japonesa e Japonesinha (IAC 576-70) conquistaram os agricultores e consumidores do Distrito Federal e Entorno. Essas variedades, com raízes de polpa amarela ricas em betacaroteno, combinam alta produtividade, excelente qualidade culinária e forte apelo nutricional.
Recentemente, a Embrapa lançou seis novas cultivares de mesa adaptadas ao Cerrado, com raízes coloridas e alto valor nutricional: três com polpa amarela e alto teor de betacaroteno (BRS 396, BRS 397 e BRS 399), uma com raiz creme (BRS 398) e duas com raízes rosadas ricas em licopeno (BRS 400 e BRS 401). Essas foram as primeiras cultivares de mandiocas da Embrapa, desenvolvidas para as condições de Cerrado, protegidas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Também se destacam a BRS 429, de alta qualidade culinária, e as cultivares industriais BRS 417, BRS 418 e BRS 419, com raízes ricas em matéria seca, ideais para a produção de fécula e farinha. Já a BRS 438 tem raízes açucaradas, com potencial para fabricação de xaropes, cachaça e cervejas.
Além das cultivares, a Embrapa Cerrados tem investido em processos tecnológicos que impactam diretamente a produção e a sustentabilidade da cultura. Entre eles, estão a adubação e correção do solo, o uso da mandioca na alimentação animal, o manejo eficiente da irrigação, manejo de plantas daninhas, a cobertura plástica do solo no cultivo de mandioca de mesa e as tecnologias de conservação pós-colheita, fundamentais para manter a qualidade das raízes e garantir regularidade no fornecimento à indústria.
Uma conquista coletiva
Todo esse avanço só foi possível graças ao trabalho conjunto com parceiros como a Fundação Banco do Brasil (FBB), CNPq, Emater-DF, Emater-GO, Emater-MG, Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu) e, claro, os produtores rurais. Com apoio da assistência técnica e extensão rural, esses agricultores vêm adotando novas práticas e tecnologias que impulsionam a sustentabilidade e a competitividade da cadeia produtiva da mandioca no Cerrado.
maio 9, 2025 | Colunistas
‘VERDADES E MENTIRAS’: O universo da política é composto deste binômio desde os primórdios da luta pelo poder. E não há como fugir desta realidade. As mentiras, hoje nas embalagens de simples e perigosas fofocas na internet, são energéticos que dão ‘asas à imaginação’, criando fatos, invertendo culpas e autorias de falas.
VALE TUDO: Ainda distante das eleições, o ambiente político gradativamente vai tomando novos contornos por aqui. Todos os fatos que chegam à opinião pública contendo referencias ou protagonismos de políticos ou ‘associados’, tem a interpretação política. É a chamada politização que atinge uns e beneficia outros para 2026.
CANDIDATURA: Não é como ir à praia ou àquele churrasco de final de semana. É preciso de ingredientes indispensáveis: Dinheiro, grupo político solido, unido, base eleitoral, experiência, alianças consolidadas, não ter rejeição, ficha limpa e ‘folha corrida’ impecável. Só sede de poder e vaidade não bastam. Quem avisa…
PROMETE: O episódio recente de denúncias de grilagens de terras públicas (União) envolvendo inclusive servidores da Agraer é mais um exemplo que deve render pauta política explosiva. Nestas horas antecipa-se conclusões de culpabilidade e há pressão através de questionamentos na mídia. Tal qual na pocilga, todos enlameados.
ALERTA: Em 2002 Roseane Sarney surfava na liderança das pesquisas para o Palácio do Planalto. Tudo ia bem até ocorrer denúncias de corrupção através do velho sistema de superfaturamento. Como sempre, desmentir denúncias é mais difícil e o seu partido (PFL) tratou de convencê-la a desistir daquele que era um futuroso projeto.
PRECAVIDA: Em vídeo, a carismática Rose Modesto fala da junção do União Brasil e o PP. Até lembra aquele antigo comercial do shampoo onde a modelo dizia: “Ei, ei…vocês se lembram da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos…quanta diferença. ” Mas fala-se que ela poderia ser a vice na chapa de Riedel. Anote aí!
BARBOSINHA: Inquieto, destemido e leal. Algumas das qualidades dele na política. Diria mais: um cumpridor de missões desafiadoras como prova sua conduta em todos cargos que ocupou. Segundo comentários no saguão da Assembleia, o vice-governador estaria se preparando para disputar a Câmara Federal. Motivadíssimo.
EM ALTA: Ao deixar o núcleo do Governo ouvi muitas opiniões sobre o futuro politico do deputado Pedro Caravina. Algumas achavam que ele estaria com prestígio em declínio. Ledo engano. Ele continua com trânsito no Parque dos Poderes e até integrou a comitiva oficial que foi à São Paulo assistir ao leilão da Rota da Celulose. Portanto…
LINHA DURA: Ativa, a deputada Gleice Jane não quer ser comparada a ‘bibelô de louça’. De linha ideológica da esquerda, não recua diante de algumas situações. Diferente de seus colegas Zeca e Kemp, ela tem insistindo na tese de que o partido deve se afastar da base de apoio ao Governo. ‘Curiosamente’, nestas ocasiões ambos se calam. Entendi…
OUTRO BRASIL: Números do Índice de Desenvolvimento Municipal mostram as 10 melhores cidades para se viver: Águas de São Pedro (SP), São Caetano do Sul (SP), Curitiba (PR), Maringá (PR), Americana (SP), Toledo (PR), Marechal Cândido Rondon (PR), São José do Rio Preto (SP), Francisco Beltrão (PR) e Indaiatuba (SP).
BONS LUGARES: Entre as capitais, Curitiba lidera, seguida por São Paulo, Vitória, Campo Grande e Belo Horizonte são as 5 que apresentaram alto desenvolvimento. Levados em conta, o PIB per capita, diversidade econômica, taxa de pobreza, mão de obra informal, óbitos infantis evitáveis, cobertura vacinal e disponibilidade de médicos. Nossa capital não é uma Shangrilá, mas é vista como uma das melhores.
FIM DA NOVELA: A realidade política do Congresso parece inacessivel para boa parte da população, com olhos de ojeriza para fatos ‘estranhos’ que lá ocorrem. Foi necessária uma decisão do STF para a Câmara fazer cumprir uma norma sobre o critério de se normatizar a fixação do número de cadeiras de deputados de cada Estado.
O INÍCIO: Com a sua população crescente, o indignado Pará requereu ao STF a revisão da distribuição das cadeiras – julgada procedente em 2023. O STF decidiu, se o Congresso não cumprir a determinação até 30 de junho, caberá ao TSE normatizar o processo da atualização da distribuição das cadeiras até o dia 1 de outubro de 2025.
ENTENDA: A representação há de ser proporcional a sua população, mas desde 1993 temos as atuais bancadas federais. Pela Constituição), os números devem ser atualizados no ano anterior as eleições. Veja: a população do país em 1993 era de 146,8 milhões e saltou para 230 milhões em 2022. Até 1993 eram apenas 503 deputados (vagas).
O GOLPE: A maioria da Câmara é de deputados de estados sulinos e nordestinos. Daí o desinteresse em rever o número de representantes. O Governo do Pará, um dos prejudicados, foi ao STF, baseado na Constituição. Enfim, sem saída, a Câmara teve que agilizar e votar. O corporativismo parlamentar foi derrotado pela Justiça.
‘À MINEIRA’: Assim pode ser chamada a saída adotada pela Câmara para cumprir o exigido pela STF. Foram criadas as 18 vagas para os estados reclamantes e ao mesmo tempo não penalizaram os estados que inicialmente perderiam vagas devido a diminuição da população. O Rio de Janeiro seria o maior perdedor com 4 vagas.
REVELAÇÕES: O salário de deputado é de R$46.366,19 e mais R$133 mil mensais para custear até 25 funcionários e R$ 4.253,00 de auxílio moradia (se não usar um dos 447 apartamentos existentes). Ainda tem o auxílio transporte, aluguel de carro e combustíveis. Os encargos trabalhistas dos funcionários e os gastos com auxílio alimentação são pagos pela Câmara.
OPINIÕES: Como tudo que envolve política – elas são divergentes. Critica-se agora o aumento dos gastos da Câmara e dos impactos orçamentários das emendas dos 18 novos deputados. Mas fazer o que? Lembrando Millôr Fernandes: “ O Brasil é um país maior do que os menores e menor do que os maiores. É um país grande porque, medida sua extensão.
ROTA DA CELULOSE: Serão 115 km em duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos de cidades, 62 dispositivos em nível, 4 dispositivos em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes, 3.780 m² obras de arte e 100% da malha com acostamento da MS-040, MS-338 e MS-395 e os trechos da BR 262 e BR-267, totalizando 870,3 km. A vencedora foi a K&G, liderada pela K-Infra e Galapagos. Agora… é fazer figa!
PILULAS DIGITAIS:
Os ateus da esquerda já espalharam que o novo papa é agente da CIA. (internet)
Ter um papa Leão XIV dá a sensação de voltar a viver na Idade Média. (internet)
A única certeza que temos e a de que o próximo Congresso será ainda pior do que esse, assim sucessivamente. (Sponholz)
Alguém quer encomendar algo? Estou indo à loucura. (internet)
Tudo que é fácil de ler é difícil de escrever – e vice-versa. (Telmo Martino)
Seguir o dinheiro é um conselho frequente oferecido a quem busca entender os mecanismos terrenos do poder (e do crime). (Armando Nobre Mendes)
Lula faz reforma ministerial. É trocar piores por piores discretos. (Mario Sabino)
maio 5, 2025 | Colunistas
Muito antes de a ciência comprovar, o Evangelho de Jesus Cristo já ensinava que palavras e pensamentos têm poder real — para edificar ou destruir, curar ou ferir, abençoar ou amaldiçoar. Somos, muitas vezes, os jardineiros invisíveis da vida que nos cerca, lançando sementes em forma de ideias e palavras, cujos frutos, cedo ou tarde, inevitavelmente florescem.
Pesquisas recentes deram forma visível a essa verdade. Em um experimento simbólico, dois grupos de pessoas interagiram, por semanas, com garrafas de água potável. Um grupo dirigia palavras de amor, gratidão e bênçãos à água; o outro, insultos, ofensas e negatividade. Ao serem analisadas ao microscópio, as moléculas da água “abençoada” apresentaram formações harmônicas e simétricas — verdadeiras obras de arte da natureza. Já aquelas expostas à hostilidade revelaram estruturas disformes e caóticas, quase monstruosas. Isso nos leva a refletir: se palavras podem alterar a estrutura da água, imagine o que não fazem com o coração e a mente humana.
Quantos de nós já presenciamos plantas murcharem inexplicavelmente após a visita de alguém? Ou sentimos a energia de um ambiente mudar diante de uma simples conversa? Quem nunca teve planos frustrados — uma viagem, um projeto pessoal — pouco depois de anunciá-los a alguém? O que muitos chamam de “olho gordo” ou inveja não é apenas crendice: são, muitas vezes, manifestações inconscientes de pensamentos negativos lançados contra nós. E o mais triste é que, frequentemente, esses pensamentos vêm disfarçados de sorrisos e palavras gentis, mas carregam consigo o desejo íntimo de que tudo dê errado.
Essa força, infelizmente, também pode habitar dentro dos lares, onde deveria reinar o amor. Pais e mães, ao corrigirem seus filhos com palavras impensadas, podem marcar para sempre a autoestima e o futuro dessas crianças. Frases como “Você não tem jeito”, “Você é burro”, “Nunca será alguém na vida” são como flechas envenenadas lançadas na alma dos filhos. Pior ainda quando proferidas em momentos de raiva, com rótulos cruéis como “vagabunda” ou “marginal”, que acabam moldando a identidade do jovem de forma devastadora.
O presidente Russell M. Nelson, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fez um apelo profundo a todos nós:“Encarem os conflitos que inflamam seu coração, seu lar e sua vida. Enterrem toda inclinação de ferir outras pessoas, seja por seu temperamento, uma língua afiada ou um ressentimento contra alguém que os tenha ferido. Nenhum de nós pode controlar as nações ou as ações de outras pessoas. Nem mesmo membros de nossa própria família. Mas podemos controlar nós mesmos.” Suas palavras ecoam como um chamado urgente à autorreflexão e à responsabilidade individual, especialmente em tempos de tanto barulho emocional e ruídos verbais.
As Escrituras Sagradas nos advertem claramente sobre esse poder. Em Provérbios 18:21, lemos: “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.” Ou seja, o que dizemos tem consequências reais, e acabamos colhendo o que falamos — seja para nós ou para os outros.
No Livro de Mórmon, o profeta Alma aconselhou seu filho Helamã: “Pela pequena e simples palavra vêm grandes coisas a acontecer” (Alma 37:6). Pequenas frases podem construir ou derrubar, podem levantar uma alma abatida ou destruir uma vida promissora. Por isso, todo cuidado é pouco ao proferir até as mais simples palavras.
Jesus Cristo, o nosso maior exemplo, disse em Mateus 12:36–37: “Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.” Essa advertência nos convida a vigiar não apenas o que falamos aos outros, mas também o que falamos a nós mesmos.
Vivemos tempos de crises múltiplas — econômica, política, social e moral. As redes sociais amplificam ainda mais o alcance e o impacto das palavras, seja para o bem ou para o mal. Por isso, mais do que nunca, é preciso vigiar e orar, como ensinam as Escrituras, para que nossas palavras sejam instrumentos de cura, e não de destruição.
Cabe a cada um de nós essa escolha diária: ser canal de luz ou de sombra; de paz ou de conflito. Que possamos usar nossos pensamentos e palavras como ferramentas de bênçãos, para inspirar, consolar e edificar aqueles ao nosso redor. Que sejamos portadores de palavras que gerem vida — em nossos lares, em nossas amizades, em nossos ambientes de trabalho e, principalmente, em nossos corações. Afinal, aquilo que falamos é, muitas vezes, o reflexo mais claro do que realmente somos.
*Jornalista e Professor
maio 5, 2025 | Colunistas
Especialista em cirurgia bariátrica destaca diferenças, eficácia e prós e contras de cada abordagem
O tratamento da obesidade ganhou novas opções nos últimos anos, mas, segundo o cirurgião bariátrico, Wilson Cantero, a escolha da melhor estratégia deve ser feita com avaliação cuidadosa e personalizada. O especialista comparou as principais intervenções disponíveis atualmente: semaglutida, tizerpatida e cirurgia bariátrica.
De acordo com Dr. Cantero, a semaglutida, medicamento injetável de uso semanal, demonstrou eficácia significativa. “Estudos publicados no New England Journal of Medicine mostram que ela pode levar a uma perda média de até 15% do peso corporal em 68 semanas de tratamento”, explica. Além da perda de peso, a medicação pode melhorar marcadores como pressão arterial e glicemia.
No entanto, o especialista alerta para efeitos colaterais, como náuseas e desconfortos gastrointestinais, além do custo elevado com necessidade de uso prolongado. “Recentemente, surgiram estudos que sugerem uma possível associação entre o uso da semaglutida e casos de cegueira, o que exige atenção redobrada”, ressalta.
Já a tizerpatida, também de administração semanal, tem mostrado resultados ainda mais promissores. “Estudos indicam que a tizerpatida pode gerar perda de até 20% do peso corporal em 72 semanas, com atuação em múltiplas vias metabólicas, melhorando ainda mais a sensibilidade à insulina”, aponta Dr. Cantero. A substância, segundo ele, foi recentemente liberada para uso no Brasil, mas ainda está em fase de expansão em vários mercados.
Assim como a semaglutida, a tizerpatida pode provocar efeitos gastrointestinais, como enjoos, e, por ser uma novidade, ainda requer acompanhamento mais próximo para avaliação dos resultados em longo prazo.
Quando o assunto é eficiência duradoura, o especialista afirma que a cirurgia bariátrica continua sendo o padrão-ouro. “A cirurgia proporciona uma perda de 25% a 30% do peso corporal, com manutenção dos resultados ao longo dos anos. Além disso, promove benefícios como remissão do diabetes tipo 2 e melhora dos desfechos cardiovasculares e renais”, afirma Dr. Cantero.
O médico lembra que a cirurgia exige um compromisso de disciplina alimentar e acompanhamento médico contínuo, mas oferece maior previsibilidade de custos em comparação aos tratamentos clínicos de longo prazo. “Embora seja um procedimento invasivo, hoje a segurança é muito alta, com taxas baixíssimas de complicações”, completa.
Escolha individualizada
Dr. Wilson Cantero ressalta que, seja qual for a escolha — medicamento ou cirurgia —, o tratamento da obesidade deve sempre ser conduzido de forma individualizada. “Cada paciente tem suas características clínicas, preferências pessoais, condições financeiras e acesso a suporte médico. O importante é que a decisão seja tomada junto com uma equipe especializada, visando não apenas a perda de peso, mas a qualidade de vida a longo prazo.”
O especialista conclui que, mesmo para pacientes que realizam a cirurgia bariátrica, o uso dos medicamentos modernos pode ser uma ferramenta importante para prevenir o reganho de peso em longo prazo.
maio 2, 2025 | Colunistas
UNIÃO PROGRESSISTA: Com Fundo Eleitoral de 1 bilhão de reais, fruto do União Brasil e o PP – a futura sigla é forte. São 6 governadores, 13 senadores, 109 deputados federais, 1.343 prefeitos e 12.443 vereadores. No MS: 19 prefeitos, 24 vices prefeito, uma senadora, 1 deputado federal e 3 estaduais. Bem, agora é conferir nas urnas.
IMPRESSIONA: Analisando o número de políticos envolvidos, os perfis deles e seus respectivos cargos, a expectativa é excelente. Mas sabemos: política não é ciência exata. Vários aspectos acabam pesando; os cenários nacional e local, além do fator tempo e as próprias ações políticas destes protagonistas, e claro dos adversários no futuro.
O SEGUNDO: No saguão da Assembleia se questiona a disputa pela segunda vaga do Senado, segundo o favoritismo de Reinaldo pela primeira vaga. Se antes, o senador Nelsinho Trad aparecia só e com visibilidade no ‘grid’ de largada, agora o deputado Gerson Claro tenta viabilizar seu nome. Esse triunvirato já agita os bastidores.
REINALDO: Sem salto alto. Vacinado contra o favoritismo. Não esquece as derrotas de Pedrossian e Moka ao senado; de Maluf para Alckmin em 2002, de Ana Amélia no RS em 20214, Romeu Zema em Minas Gerais e o juiz Wilson Witzel no Rio de Janeiro (2018). Além do mais, imprevistos acontecem, carros capotam e aviões caem.
ENCRUZILHADA: Vice de Lula, tenta o Senado no MS ou disputaria a Câmara Federal por São Paulo? Essas as opções da ministra Simone Tebet, com o prestígio local em baixa. Para piorar, sua aposta na Usina de Hidrogenados de Três Lagoas não vingou. Sua presença nas eleições presidenciais de 2022 ainda engasgada no eleitor.
A PROPÓSITO: Em situação bem pior a senadora Soraya Thronicke também pela sua atuação no pleito de 2022. Ficou estigmatizada como traidora de Bolsonaro. Sem grupo político e ambiente, restar-lhe-ia tentar a Câmara ou Assembleia, mas com poucas chances de sucesso.. Como tudo na vida, também na política – Plantou, colheu!
APROXIMAÇÃO: Ciente de seu desgaste junto ao pessoal do agronegócio que apostara na reeleição de Bolsonaro, a senadora anunciou emenda parlamentar de R$4,5 milhões para a cobertura da pista de julgamentos e esportes equestres do Parque Laucídio Coelho, na Acrissul. Mas pelos comentários e reações, pouco adiantou.
MOCHI: Sempre um bom papo. Sobre o MDB local em 2026 é categórico. Se a direção nacional do partido optar em apoiar o candidato do PT não seguiremos. Ele sabe porém que a Executiva Nacional pode decretar intervenção. Sobre o assunto ele diz que pretende reunir os companheiros da sigla para decisão oficial. Vamos aguardar.
DO LEITOR: “Circulando no supermercado, deparei com ovos de chocolate. De todos os tipos e tamanhos. Cada qual com embalagens de cores atraentes, mas de sabor igual. Aí fiz a comparação com os políticos e os partidos. Discursos diferentes, mas de conteúdo idêntico. Tal qual o consumidor, o eleitor sob risco de ser enganado. “
‘SÃO ÓTIMOS!’: Vereadores não perdem a pose independentemente da estatura física e do partido. Choveu, há estragos, reclamações e lá estão eles fazendo pose para fotógrafos e cinegrafistas sem esquecer aquelas célebres declarações eleitoreiras. Aqui na capital, os vereadores trataram de surfar nas águas. Sempre assim.
PREOCUPA: A Unale promoveu reunião preparatória da COP 30 em Belém. Dela participou o vice presidente deputado Lídio Lopes. Para ele, a COP 30 é grande demais para o ambiente tímido até aqui. As obras na fase inicial e Belém sem a estrutura que o evento exige. Como na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, tudo para a última hora.
CALMA! Em 2023 o deputado Zeca do PT implantou 2 stents, jurou rever a conduta e não se alterar. Mas na Assembleia tem exagerado usando termos pesados (canalha). Parlamento vem de ‘parlement’, do verbo francês ‘parler’ (falar). Homens não são robôs, raciocinam. Mas, tudo deve ser dentro dos limites da ética. Pega leve Zeca!
POLARIZAÇÃO: Ela existe no parlamento estadual quando a pauta é a luta pela terra. Advogado preparado, o deputado João Henrique destaca-se como opositor às ideias dos 3 deputados do PT, o que tem tensionado o ambiente como nas sessões desta semana. Espera-se que o conciliador e hábil presidente Gerson Claro acalme os ânimos.
TÁ DOENDO: A notícia de que teremos mais de 635 mil médicos neste ano não tranquiliza. Por influência política faculdades de medicina funcionam em cidades sem hospitais compatíveis para o imprescindível exercício da ‘residência médica’. Consultar o ‘doutor Google’ antes de emitir o diagnóstico atesta o despreparo profissional.
MARIO COVAS: “Creio no povo, anônimo e coletivo, com todos seus contrastes, desde a febre criadora à mansidão paciente. Creio ser desse amálgama, dessa fusão de almas e emoção, que emana não apenas o poder, mas a própria sabedoria. Creio na palavra ainda quando viril ou injusta, porque acredito na força das ideias e no diálogo”. Em 1968.
MARIO V. ILOSA: “Os verdadeiros artistas e criadores constituem sempre contra-governos, governos nas sombras a partir das quais vão impugnando as certezas, as retóricas, as ficções ou verdades oficiais e recordando, no que pintam, compõem, interpretam ou fabulam que, contrariamente ao que sustém o poder, o mundo vai muito mal, e que a vida real estará sempre abaixo dos sonhos e dos desejos humanos”.
RACHEL DE QUEIROZ: “Fui tomar satisfação a meu pai sobre assuntos do céu: “O povo diz que o céu é lá cima e o inferna lá embaixo. Mas se a Terra é redonda e tem céu em toda a volta, onde ficar o inferno? Meu pai meio agnóstico, meio crente, me deu uma palmadinha carinhosa e se saiu: “O inferno é aqui mesmo. Vá brincar! ”
GABRIEL G. MARQUES: “Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passa-lo contigo. Te amo não por quem tu és, mas por que sou quando estou contigo. Ter fama é muito agradável, mas a única coisa ruim é que ela dura 24 horas por dia. Ninguém merece as tuas lagrimas, mas quem as merecer não vai fazer você chorar.” (Nobel de Literatura em 1982)
‘HOMENS RAROS’: “Desinteressado de dinheiro, de glória e posição, vivendo numa reserva de sonho, adquira a candura e a pureza d’alma que vão habitar esses homens de uma ideia fixa, os grandes estudiosos, os sábios, e os inventores, gente que fica mais terna, mas ingênua, mais inocente que as donzelas das poesias de outras épocas. É raro encontrar homens assim…” Lima Barreto – ‘Triste Fim de Policarpo Quaresma’.
VELOZES E RUIDOSOS: “Durante muito tempo, acreditou-se que a Terceira Guerra Mundial aconteceria entre superpotência nucleares. Ou, no mínimo, entre fumantes e não fumantes. Mas o mundo mudou. Os cigarros migraram para séries ‘noir’ dos anos 50 e os conflitos urbanos ganharam novas frentes. Hoje, quem vive em cidades como São Paulo sabe que a guerra é real entre motoboys e outros seres vivos da cidade”. ( Carlos Castelo – Estadão)
PILULAS DIGITAIS:
Não é o bárbaro que nos ameaça, é a civilização que nos apavora. (Euclides da Cunha)
A vida tal como é não nos basta. (Mario Vargas IIosa – Nobel em 2010)
O pássaro madrugador apanha a minhoca. (frase motivacional alemã)
No apagão em Portugal, foi um Deus nos acuda para identificar quem erra brasileiro e quem era português na escuridão. (Dr. Zuretta)
Ser chamado de “doutor” é uma das utopias mais fascinantes do brasileiro. (Nelson Rodrigues)
Ele foi um Papa religioso, ou seja, um Papa que ligava uns com outros. (Dilma Roussef em Roma)
Quem não tiver debaixo dos pés da alma, a areia de sua terra, não resiste aos atritos da sua viagem na vida, acaba incolor, inodoro e insipido, parecido com todos. (Câmara Cascudo)