mar 20, 2024 | Colunistas
Uma das raras vezes em que Deus se irritou conosco, Seus filhos, de acordo com os registros sagrados, foi no episódio da ‘Parábola dos Talentos’, quando distribuiu dons para três filhos e, no final, ao prestarem contas do que fizeram com eles, enquanto dois multiplicaram o que receberam (2 e 5 para 4 e 10 respectivamente), demonstrando gratidão pela oportunidade de bem empregá-los, o terceiro, que recebeu um, simplesmente o enterrou, alegando que era “para não perdê-lo”. Foi então que o Senhor lhe disse: “Mau e negligente servo… Tirai-lhe, pois o talento e dai-o ao que tem os 10 talentos em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem será tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt. 25:14-30).
Observe que com essa parábola, o Senhor espera que usemos nossos dons e talentos em benefício próprio e da coletividade, e que não nos desanimemos ao trilharmos a longa jornada da vida. Aprendemos também que todos, absolutamente todos, recebem pelo menos um talento. Ou mais, de acordo com a capacidade de cada um, conforme o próprio Senhor explica.
A lição que fica é que não devemos enterrar os talentos que recebemos. Pelo contrário, devemos multiplicá-los durante nossa vida, custe o que custar em termos de esforço, persistência e perseverança.
Precisamos nos conscientizar de que obstáculos sempre surgirão no caminho, para tentar nos desanimar e desistir. Devemos enfrentá-los e superá-los com garra e determinação para que um dia nos tornemos vencedores, aos olhos do Senhor especialmente.
William James Sidis, nascido nos Estados Unidos em 1898, conhecido como o homem mais inteligente do mundo por alguns especialistas, é um exemplo claro e lamentável de alguém que simplesmente não fez uso de suas habilidades e talentos recebidos de Deus. Seu Quociente de Inteligência (QI) era superior ao do físico Albert Einstein (QI entre 205 e 225), chegando a 300 pontos. Ainda quando criança, com menos de 10 anos, já dominava fluentemente várias línguas e aos 11 anos ingressou na Universidade de Harvard, onde passou a dar aulas de matemática antes mesmo de atingir a maioridade. Depois que amadureceu, quando poderia desenvolver grandes feitos com sua incrível inteligência, abandonou tudo, passando a viver longe da fama que adquiriu e a trabalhar em serviços braçais. Morreu em 1944 em Boston, vítima de uma hemorragia cerebral aos 46 anos.
Quanto desperdício de talento! “Servo mau e negligente”, diria o Senhor, pois deveria seguir em frente e lutar contra qualquer obstáculo interno ou externo para fazer prevalecer sua mente privilegiada. Senão em benefício próprio, pelo menos em favor do próximo. Certamente o Senhor contava com ele, quem sabe até para trazer à tona um grande conhecimento que poderia ajudar a todos de alguma forma, como aliás tem acontecido quando o Senhor concede grandes mentes a homens e mulheres em todas as áreas.
Certamente também, o que quer que William Sidis deveria ter feito em benefício da humanidade, com sua brilhante mente, o Senhor permitiu que outro o fizesse. Assim como nos ensina com a Parábola dos Talentos.
É crucial reconhecer que, ao negligenciarmos nossos talentos, estamos desperdiçando uma preciosa dádiva divina. Ao invés de sucumbirmos ao comodismo ou à apatia, devemos abraçar com entusiasmo o desafio de cultivar e aprimorar nossos dons, tornando-nos agentes de mudança e progresso na sociedade.
E como o Senhor dá a todos os Seus filhos, ao menos um talento, tudo o que precisamos fazer é identificá-lo e usá-lo. Essa é a lei. Além disso, ao multiplicarmos nossos talentos, teremos mais alegria e qualidade de vida na Terra.
Observe ainda que o Senhor nos permite “granjeamos” novos talentos. Ou seja, além da facilidade que possamos ter em alguma atividade, como na matemática, física, química… podemos nos tornar também melhores pintores, atletas, escultores, jornalistas… Tudo é possível se quisermos e se nos dedicarmos a aprender e fazer com muito trabalho e perseverança. É muito confortante e seguro saber que o Senhor está sempre pronto para nos ajudar a adquirir todo o conhecimento necessário para crescermos cada vez mais com nossos esforços e aptidões.
O presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Russell M. Nelson frequentemente enfatiza a importância de reconhecer e utilizar os talentos que recebemos de Deus. Em seus discursos, ele destaca que cada indivíduo é dotado de habilidades únicas, concedidas pelo Criador, e que é nosso dever desenvolver e multiplicar esses dons para o benefício de nós mesmos e dos outros. Ele ressalta que ignorar ou enterrar esses talentos é contrário à vontade divina e que devemos ser diligentes e perseverantes na aplicação dos dons que recebemos.
Portanto, que possamos, cada um de nós, comprometer-nos a não apenas identificar, mas também aprimorar e compartilhar os talentos que nos foram confiados, quer físico, intelectual ou espiritual, contribuindo assim para um mundo mais rico em criatividade, compaixão e excelência.
*Jornalista e Professor
mar 18, 2024 | Colunistas
Entre os assuntos abordados, a consultora fala sobre a economia do cuidado e a parentalidade, temas atualmente debatidos nas empresas ESG
Ela é uma mulher inspiradora. Socióloga, Gisele Gomes atua na área de Diversidade, Equidade e Inclusão e possui experiência executiva em relações internacionais, governança e liderança. O CoopCast da Sicredi Centro-Sul MS/BA, do mês de março, traz a entrevista com a consultora, que esteve no primeiro encontro presencial de 2024 do Comitê Mulher e conduziu as atividades.
Nesse episódio, Gisele conta como iniciou seus estudos sobre as mulheres e quais foram as motivações para seguir nessa trajetória. Ela contou como e porque começou a empreender, motivos iguais a de milhões de mulheres brasileiras, sendo que foi o amor pelas mulheres e a sua ancestralidade, que a fez aprofundar nos estudos.
Dentre os temas destacados na entrevista estão a economia do cuidado, que é o conjunto de todas as atividades necessárias e imprescindíveis para a manutenção de si mesmo e de outrem e que, majoritariamente, estão delegadas às mulheres.
Gisele foi a primeira mulher da família a concluir o curso superior. No dia 08 de março, a empreendedora lançou sua nova marca, a Parônima, que atuará na área de culturas inclusivas como escola de negócios, consultoria e pesquisas. Durante a entrevista ela ainda destacou o trabalho do Sicredi que, junto à ONU, iniciou o programa Rede Global de Mulheres Líderes, com intuito de alavancar a participação das mulheres em posições de liderança nas cooperativas de crédito ao redor do mundo, visando também a sua qualificação.
Assista o episódio completo no Youtube pelo link: https://link.sicredicentrosulms.com.br/coopcastyoutube
Ou pelo Spotify através do link: https://link.sicredicentrosulms.com.br/coopcast0903
O CoopCast foi criado pela área de Comunicação e Marketing da Sicredi Centro-Sul MS/BA e é mais um canal de comunicação com os associados e a comunidade. A ferramenta distribui informações através de bate-papos com temas variados e conteúdos relevantes. O produto está disponível no canal da Cooperativa no Youtube e Spotify.
Quem é Gisele Gomes
A trajetória de Gisele Gomes como consultora se iniciou em 2014 e, em 2016, a socióloga iniciou junto ao Sicredi o programa Rede Global de Mulheres Líderes/WOCCU, que se desdobrou na estratégia do Comitê Mulher.
Gisele Gomes é doutoranda e mestra em Diversidade Cultural e Inclusão Social (Feevale), especialista em Negócios Internacionais na Polônia. É graduada em Ciências Sociais pela Unisinos, certificada em Balanço de Gênero nas Organizações pela INSEAD. Possui certificações da UN Women sobre gênero, liderança e processos decisórios.
Ela é Embaixadora da Rede Global de Mulheres Líderes/WOCCU no Brasil e integrante do Conselho Consultivo de Jovens Líderes Cooperativistas WOCCU. É CEO da Gisele Gomes Co. que trabalha com Culturas, Inclusão e Diversidade nas organizações. Palestrante nacional e internacional sobre liderança feminina, diversidade e intercultura. Possui experiência executiva em relações internacionais, governança e liderança.
Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira cooperativa que possui 49 agências e área de atuação em 38 municípios do Mato Grosso do Sul e 54 municípios da Bahia. A Cooperativa oferece mais de 300 soluções para o seu dia a dia e para o dia a dia do seu negócio, te envolvendo nas decisões, fortalecendo a região onde atua, dividindo os resultados.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelos telefones 3003-4770 ou 0800 724 4770.
Conheça a Cooperativa pelo site www.sicredi.com.br/home e pelas redes sociais no Instagram @sicredicentrosulmsba e no Facebook @SicrediCentroSulMSBA
mar 16, 2024 | Colunistas
DO LEITOR: Você acredita que o país tem jeito? Depois de presos, os ex-poderosos Eduardo Cunha e Sergio Cabral estão livres, leves e soltos. Os casos que se envolveram prescreveram ou próximo disso na Justiça Eleitoral, para onde foram enviados após a anulação na Justiça Federal. Quem também está na bica para absolvição final é o ex-ministro Zé Dirceu. É o meu país!
PODE? A postura do PL no pleito de Campo Grande é um enigma. De repente, a situação muda e o tenente Portela (homem de confiança de Bolsonaro) deixa a prefeitura e a condição de partidário da prefeita Adriana. Agora fala-se em candidatura própria do PL com o partido ainda na fase de consultas entre os seus líderes e com a escolha final à cargo de Bolsonaro.
ESPECULAÇÕES:. Bolsonaro teria a leitura fiel do nosso quadro sucessório? Qual o critério de escolha? Os líderes do PL estariam mais interessados em seus projetos pessoais ou no futuro da sigla? Qual seria a proposta do candidato? Qual dos outros candidatos seria beneficiado caso vingue o projeto do PL? Lembrando: o debate sucessório municipal é restrito aos temas locais.
PERFIL: Após aquele homérico desastre do capitão Contar no debate na TV contra Eduardo Riedel, o eleitorado tem motivos de sobra para pensar, repensar e exigir preparo de quem se propõe a administrar Campo Grande. Exigência para todos postulantes, independentemente de sigla. E os meios de comunicação tem o dever de fazer essa cobrança dos candidatos
O CARA! Se o prefeito Ângelo Guerreiro (Três Lagoas) é reconhecido pelo chapéu e botas, Valdomiro Sobrinho- prefeito de Mundo Novo marca pelo estilo no vestir: roupas coloridas, tênis ousados, cordões, medalhas e bandanas que nos remetem a época do Rock and Roll. Ao seu estilo é querido na cidade. Tempos modernos: Mundo Novo faz jus ao próprio nome.
BOLAS DA VEZ: Inflação, corrupção, saúde, educação – temas de debates legislativos. Mas agora, vem sendo usual a abordagem da discriminação racial, o feminicídio e a exploração sexual de menores. A frequência dos casos mostrados na mídia facilita a argumentação dos deputados que soa como denúncia e alerta. Temas oportunos, acolhidos pela opinião pública.
DECIFRANDO: É preciso parar com o ‘mimimi’ de que o governador Riedel não é político. Ora! Quem cuida com zelo da economia do estado, se preocupa com a vida dos cidadãos no sentido amplo, quem procura se acercar de pessoas competentes, quem respeita as pessoas – está sim fazendo a boa política. Não por acaso seu apoio político é desejado por muita gente. Como diria o filósofo Sinhozinho Malta: “tô certo ou tô errado? ”
HOLOFOTES: Candidatura de Pedrossian Neto encorpada após papo com Gilberto Kassab. Lucas de Lima voltou animado com o apoio da cúpula do PDT. Candidatíssimo. Marquinhos Trad pode dar as mãos a Rose Modesto. Política é assim. Os números da rejeição de Puccinelli assustam na Pesquisa Ranking. Beto Pereira ainda engatinhando nesta corrida. Prefeita Adriana lubrificando a ‘máquina’.
DANTE FILHO: “Confesso que não entendo os políticos. Eles xingam um ao outro, se ofendem ao nível do ralo, às vezes saem no braço, e depois se encontram em jantares, eventos, comemorações, e se abraçam, riem, festejam. Mas vai um jornalista escrever uma linha crítica sobre os tais personagens: são perseguidos, odiados e nunca mais ganham qualquer gesto de gentileza e perdão. Não dá pra entender! Isso é máfia? ”
‘SAIDINHAS’: Tema polêmico Essa manifestação do deputado Rodolfo Nogueira (PL) é pertinente: “A proposta aprovada no Senado prevê o fim das saídas de presos em feriados e datas comemorativas, mas mantem a autorização para que os detentos em regime semiaberto possam estudar fora da prisão e retornando à noite. ”
O JOGO: A presença de funcionários públicos estaduais aposentados na Assembleia Legislativa já cria clima que constrange. Cartazes e placas pedem a redução dos 14% da Previdência Estadual. Os deputados procuram a solução que não crie pesadelo ao Governo. Aliás, esse propósito é visível nas expressões do presidente Gerson Claro (PSDB). Isso é muito bom.
IMPLOSÃO: A sede do MDB na avenida Mato Grosso ficou e ociosa para a sua minguante importância. Com apenas 3 deputados estaduais, 5 prefeitos de pequenas cidades, o partido sente o golpe pela saída do seu presidente Ulisses Rocha – bandeando para o PP da prefeita Adriane Lopes. Aí o MDB tenta sobreviver se agarrando ao passado de seus coronéis.
RENATO CÂMARA: Admite, aqui o MDB perdeu o espaço para o PSDB e sua própria identidade nacional com a aproximação ao PT no Nordeste. Isso respingou na sua imagem e virou mero coadjuvante do Planalto. Nestas eleições o partido disputará em 25 cidades, na cabeça de chapa ou indicando o vice. Diz ele: “Reconstrução lenta, um caminho inevitável “.
MUDOU: O MDB é a própria metamorfose ambulante da política. É diferente daquela sigla da época da redemocratização marcada pela campanha das ‘Diretas Já’. Sempre encontrando um jeitinho de participar do Governo – mesmo rasgando o manual da coerência. Esse caso da ex-senadora Simone Tebet – agora ministra – é apenas um exemplo do ‘vale tudo’.
CONCORDA? Grande parte da maioria dos partidários do MDB, excluindo os nordestinos é claro, não comunga com a adesão do partido ao Governo do PT. Esse eleitor que condena a filosofia petista procurou abrigo em outras siglas. É o que se nota no Mato Grosso do Sul que abriga um MDB envelhecido e superado, sem discurso e projetos alternativos.
OPINIÃO: Criado ao estilo interiorano, onde o eleitor toma café no fogão do político, Renato observa que as redes sociais e a digitalização do processo eleitoral mudaram as relações do eleitor com a classe política. O mundo virtual só ajudará a formar uma opinião ou conclusão construtiva se realmente tiver um conteúdo verdadeiro. Fora isso será apenas blá-blá-blá.
QUESTÕES: A pessoalidade nas relações do eleitor com o político importa sim. É o agente político quem socorre o eleitor em certas situações difíceis do cotidiano. A sua vida é um livro aberto, com méritos e defeitos – é ele quem está presente no dia a dia da comunidade. Ele não faz uso de textos, frases e nem bordões de ‘salvadores da pátria do mundo digital.
A CONFERIR: Observadores entendem que o êxito de uma candidatura dependeria mais da competência dos profissionais cuidadores das plataformas digitais do que das qualidades do candidato. Assim, valeria mais a forma como o postulante é mostrado e o tipo de mensagem usado. É a transposição da técnica do convencimento – agora tendo como alvo o eleitor.
DROGAS: A descriminalização passa pela política e o STF numa decisão complicada que envolve vários fatores. Se é rico seria mero viciado, se pobre ou preto é traficante? Não podemos radicalizar e nem ser hipócritas. As drogas estão cada vez mais próximas das escolas, de nossas famílias e de nossas vidas. Nunca diga ‘desta água eu não bebo’.
RECADO: “Em política, o ódio e a perseguição não são vistos pela maioria de bons olhos… As pesquisas das últimas duas semanas detectam crescimento da importância de Bolsonaro nos pleitos de 2024, exatamente após ele ter se tornado inelegível e a um passo de ser preso. Como em outras fases da história, certas ações provocam reações inversamente proporcionais…( )…” (Vittório Medioli, prefeito de Contagem-MG)
PILULAS DIGITAIS:
Quando acabarmos de comer o queijo vamos distribuir ao povo todos os buracos. (Millôr Fernandes)
O governo não divulgou até agora quanto já gastou na caçada dos fugitivos de Mossoró. (internet)
Afinal, o Puccinelli estaria querendo negociar o que? Empregos? (no bar da esquina)
O problema com os peritos é que eles jamais serão periciados. (Fraga)
Lula disse que está em tempo de semeadura. Pelo andar da carruagem, semeia a erva daninha que já destruiu sua lavoura Elio Gaspar)
mar 11, 2024 | Colunistas
Nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais evidente a presença marcante de uma ideologia de esquerda em universidades públicas brasileiras, gerando preocupações e reclamações de inúmeras famílias. Essa doutrinação, segundo relatos, se manifesta de maneira variada, desde perseguições sutis até práticas mais explícitas contra aqueles que não compartilham das visões marxistas e comunistas predominantes. O que deveria ser um ambiente de aprendizado plural e aberto ao debate de ideias tem se tornado um espaço onde apenas uma perspectiva é privilegiada, marginalizando vozes divergentes.
Um dos efeitos mais alarmantes dessa doutrinação é a transformação de muitos jovens em militantes de esquerda, frequentemente “revoltados com o sistema”, mas paradoxalmente intolerantes com quem discorda de suas convicções. Esses jovens, muitas vezes, adotam uma postura hostil não apenas em relação ao capitalismo, ao empresariado e outros, mas também em relação à própria estrutura familiar e religiosa. A idolatria de figuras controversas, como ditadores, terroristas, corruptos e ladrões de colarinho branco, é uma manifestação preocupante desse fenômeno, que obscurece a visão crítica e o discernimento ético dos estudantes.
Por trás desse cenário, encontram-se tanto professores mais experientes quanto acadêmicos veteranos, responsáveis pela doutrinação nas universidades e pela omissão ou conivência dos reitores. Esses indivíduos parecem empenhados em influenciar os jovens sem uma formação política definida, levando-os a adotar ideologias desvinculadas de fundamentos democráticos, morais e espirituais. O resultado é uma universidade distante dos princípios que deveriam norteá-la, contribuindo para um ambiente de polarização e intolerância prejudicial ao desenvolvimento intelectual e social dos estudantes.
A gravidade dessa situação não pode ser subestimada, pois ela molda não apenas o presente, mas também o futuro das próximas gerações. Jovens que deveriam estar sendo preparados para contribuir de forma construtiva para a sociedade são, em vez disso, condicionados a adotar posturas radicais e fechadas ao diálogo. Isso quando não são pressionados ao ponto de terem que abandonar o curso, como tem acontecido. A doutrinação compromete não apenas a qualidade do ensino, mas também a própria essência da democracia, que pressupõe o respeito à diversidade de pensamento e a liberdade de expressão. Além disso, muitas instituições foram deliberadamente invadidas pelo consumo explícito de drogas e bebidas, o que agrava ainda mais o quadro de universidades públicas brasileiras.
Diante desse cenário, torna-se urgente promover um debate aberto e honesto sobre o papel das universidades públicas brasileiras e o respeito à pluralidade de ideias. É imperativo adotar medidas para garantir um ambiente acadêmico verdadeiramente democrático e inclusivo, onde o livre pensamento e o respeito mútuo sejam valorizados. Além disso, é fundamental que os pais assumam seu papel ativo na educação de seus filhos, incentivando o pensamento crítico e o respeito à diversidade desde os primeiros anos de vida. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais justa, livre e democrática, onde as futuras gerações possam florescer plenamente.
Nas Escrituras Sagradas, encontramos ensinamentos que ressaltam a importância do discernimento e da busca pela verdade em meio às influências ideológicas do mundo. Um exemplo é encontrado em Efésios 5:6-11, onde é instruído: “Não se deixem enganar por palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas práticas. Pois outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade. Procurem saber o que agrada ao Senhor e não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz.”
Essas palavras destacam a importância de não se deixar enganar por ideologias vazias e contrárias aos princípios de Deus. Ao invés disso, somos chamados a viver na luz da verdade, buscando discernir o que é correto aos olhos do Senhor. Portanto, diante da doutrinação da esquerda ou de qualquer outra ideologia que se afaste dos princípios divinos, é essencial que os indivíduos estejam vigilantes, buscando a orientação de Deus e se mantendo firmes na verdade revelada em Suas Escrituras.
*Jornalista e Professor
mar 8, 2024 | Colunistas
Nessa jornada em busca da equidade de gênero é fundamental reconhecer os desafios que as mulheres ainda enfrentam diariamente. Uma década depois dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas e que ainda está em progresso, tem como um de seus 17 objetivos alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres. No mercado de trabalho, isso consiste em incentivar a participação e a ascensão profissional feminina, oferecendo as condições necessárias, oportunidades e espaços para o desenvolvimento de suas lideranças. Mas ainda há uma longa caminhada pela frente.
Na minha carreira, passei por inúmeras situações em que senti a desigualdade de gênero na pele e percebi como é difícil mudar mentalidades e desfazer preconceitos, é como se sempre tivéssemos um “step” a mais para superar. A partir disso, firmei um compromisso pessoal de sempre, em qualquer situação ou posição, ser uma facilitadora de políticas e processos de inclusão nas organizações, além de atuar como uma alavanca no desenvolvimento e fortalecimento de outras mulheres.
Neste 8 de março, quando celebramos o Dia Internacional da Mulher, convido a uma reflexão do quanto cada um de nós tem feito para avançarmos nessa pauta; do quanto temos reconhecido as conquistas e os desafios das mulheres em um mercado de trabalho que ainda carrega e reforça estereótipos, do quanto temos considerado e mensurado suas contribuições, de quantas mulheres vemos nas mesas de tomada de decisão e, acima de tudo, do quanto temos sido verdadeiros aliados.
Na Arcos Dorados, esse caminho foi traçado desde o início e veio ganhando força nos últimos seis anos, com a criação do Comitê de Diversidade e Inclusão e a implementação da Rede de Mulheres, que atua diretamente no eixo de gênero, cujo objetivo é promover práticas de equidade diante das oportunidades, ações afirmativas, letramento e conscientização, além de dar visibilidade aos talentos dentro da companhia, os reconhecendo, investindo em sua formação e promovendo lideranças baseadas em competências.
Importante salientar que a inclusão de gênero não se limita apenas à representação numérica, mas, também em garantir que todas tenham voz, espaço, oportunidades para crescer, prosperar e liderar. Assim, oferecer um ambiente de trabalho respeitoso, seguro psicologicamente e inclusivo é o ingrediente fundamental para construir um futuro com menos desigualdade, onde encontraremos mais mulheres em altos cargos de liderança, abrindo suas próprias empresas, gerenciando grandes equipes e principalmente, sendo ouvidas e respeitadas.
Ações afirmativas significam decisões intencionais para ajudar a eliminar os obstáculos. Na Arcos, abrimos nossas portas para mulheres nas mais diversas situações, garantimos a paridade salarial para os mesmos cargos e criamos espaço para que elas possam crescer profissionalmente. Como reflexo desse compromisso, hoje as mulheres são 57% do quadro de colaboradores no Brasil e 51% dos cargos de liderança, além disso, conquistamos um aumento gradativo no número de promoções de mulheres a cada ano e triplicamos a presença delas na equipe de alta liderança, ampliando a representação feminina no mais alto nível de gestão dentro da companhia.
À medida que celebramos este dia, refletimos sobre como podemos continuar gerando espaços qualificados, ambientes em que todas as pessoas se sintam confortáveis para serem quem são e, principalmente, como podemos ser alavancas individuais e coletivas para o crescimento e empoderamento das mulheres na nossa sociedade.
Mariana Scalzo é Diretora de Comunicação Corporativa da Divisão Brasil da Arcos Dorados
mar 8, 2024 | Colunistas
BELEZA: Analisando as declarações de vereadores da capital ao justificarem a troca de partidos, percebe-se de que com a abertura da janela partidária, alguns deles pulam pra fora e outros pra dentro. Mas o interessante ou curioso nisso tudo é que eles jamais batem a cabeça. Ao final todos eles devem sair levando alguma vantagem.
LEI DE MURPHY: “Se algo tem a chance remota de dar errado, certamente dará errado”. A tese do engenheiro americano pode ser aplicada na estratégia eleitoral. Por analogia é maior a chance da fatia do pão cair com a parte da manteiga virada para a parte de baixo. Concluindo: é algo que não deu certo e que poderia ter sido evitado.
ENTENDA: O engenheiro Edward Murphy foi chamado para investigar as causas da desaceleração rápida em pilotos de aeronaves que registrava a frequência cardíaca e a oxigenação deles. Descobriu que a instalação do aparelho estava errada e aí disse aquela frase conclusiva. Também na política – a escolha equivocada remete-nos a Lei de Murphy.
CLARO!‘ É cedo para avaliação conclusiva’. Até que se registrem as candidaturas a prefeito vai tempo. No caso da capital, os dirigentes partidários não podem ignorar o ‘clima fora das salas refrigeradas a ar’. A opinião pública há de ser levada em conta. Ela pode descobrir e denunciar o erro como relata a Lei de Murphy, evitando o pior (nas urnas).
PERGUNTAS: Quem será o candidato a vice da prefeita Adriane Lopes? O PT caminhará com Rose Modesto ou lançará Camila Jara? Qual o rumo do MDB? Tenta o último suspiro com Puccinelli ou será mero coadjuvante? Qual o vice mais provável de Beto Pereira? Quais partidos nanicos conseguirão ter candidatura própria? Como se comportarão as lideranças do PL?
SORAYA THRONICKE: ‘Ex-senadora do Bolsonaro’. No saguão da Assembleia Legislativa perguntaram-me: ‘em qual palanque ela estará nestas eleições? ’ Apesar de filiada ao Podemos, não tem espaço nos grupos políticos. Impressionante, no lugar de atrair votos pode até provocaria desgastes. Chegando ao final da linha. Lei do retorno.
ATENTOS: Os deputados Lia Nogueira (PSDB), Pedro Caravina (PSDB) e Rinaldo Modesto (Podemos) criticaram o conteúdo do livro ‘Avesso da Pele’ distribuído pelo MEC à Rede Estadual. A obra faz abordagem inadequada da sexualidade aos alunos do ensino médio. Indignados, pediram a sua imediata retirada das bibliotecas estaduais, o que aconteceu na quinta feira por determinação direta do governador Riedel.
BEM-VINDO: O número de personalidades presentes à posse do deputado Paulo Duarte (PSB) reflete seu prestígio. De perfil técnico ligado as finanças, Paulo terá papel importante nas tratativas da futura regulamentação da Reforma Tributária. Avesso ao radicalismo, ele transita bem entre todas as cores partidárias. Uma boa aquisição.
REPARAÇÃO: No art. 225 § 4º da Carta Magna, constam como patrimônio nacional a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. O atento deputado Roberto Hashioka (União Brasil) tem proposta para alterar o texto incluindo o termo Pantanal Sul-Matogrossense que foi omitido no texto oficial. Ato que valoriza nossa cultura, pois dois terços do pantanal está no MS.
DOURADOS: Após as últimas eleições o PL de Dourados está embalado e quer ser protagonista no pleito municipal. Neste sábado, o presidente do diretório municipal, deputado federal Rodolfo Nogueira e sua mulher Gianni Nogueira – presidente do Diretório Mulher, comandam ato de filiação na Câmara Municipal. Fala-se em união e entusiasmo da militância.
TEMPESTADE: O anteprojeto da Reforma do Código Civil que pretende refundar a visão social de pessoa e de família causando revolta entre juristas católicos. Algumas premissas no texto aparentam perverter a essência da sociedade, atendem os anseios progressistas de grupos identitários sem buscar o contraditório. Incentivo a divisão do país entre esquerda e direita.
NA MOSCA: Tributação elevada é um convite para evasão fiscal. Um exemplo disso é o tabaco. Sua desproporcional tributação, no Brasil, produziu um gigantesco mercado ilegal. Como não paga impostos, esse mercado desfruta de uma enorme vantagem competitiva sobre o mercado legal. O mais grave é que os mais pobres são os que mais consomem esses produtos ilegais. (Everardo Maciel – ex-secretário da Receita Federal)
CONTINHAS: Só quem é organizado percebe os estragos dos chamados pequenos valores, que somados, formam um montante razoável. Normalmente parte da receita mensal do cidadão acaba comprometida com débitos autorizados ou com os cartões de credito. Com tanta facilidade em gastar é difícil formar um patrimônio.
CONCORDO: A vida de hoje é mais sedutora através do marketing comercial que induz o consumidor a gastar até o que ele ainda não ganhou. Ignora os juros embutidos (por dentro) nas prestações fixas do automóvel, TV e geladeira. É o apelo convincente de que esse é o caminho de sucesso do capitalismo feliz.
JOSÉ SARAMAGO: “Até aqui cheguei. De agora em diante, Cuba seguirá seu rumo e eu fico onde estou. Discordar é um direito que se encontra e se encontrará inscrito com tinta invisível em todas declarações de direitos humanos passadas, presentes e futuras. Discordar é um ato irrenunciável de consciência (…) Cuba não ganhou nenhuma batalha fuzilando esses três homens, mas perdeu minha confiança, fraudou minhas esperanças, destruiu minhas ilusões. ” (escrito em 2003)
COMPARAÇÃO: De volta da Argentina um amigo conta: “O metrô de Buenos Aires ( então com 1,5 milhão habitantes) foi inaugurado em 1913 (de São Paulo em 1974 com 6 milhões de habitantes). Em 1863 B. Aires tinha 875 kms de rede elétrica para 3 mil bondes em operação. Em 1908 os ‘hermanos’ possuíam a 7ª. economia do mundo – 65% da população era alfabetizada contra 14% no Brasil.
GRANDEZA: Será que os jogadores brasileiros um dia vão imitá-lo? Sadi Mané ajuda sua vila de 2 mil pessoas no Senegal: construiu um hospital de R$ 3 milhões, doou R$1,8 milhão para uma escola e laptops aos estudantes, distribuiu roupas e acessórios esportivos, construiu agência de correios, paga 70 euros mensais por família, fornece internet 4 G de graça e fundou um projeto para proteger mulheres e meninas.
BRASIL:. Dos 33 partidos, raros tem algum programa partidário e quase todos, independentemente do que pensam ou desejam seus eleitores, gravitam em torno do governo, qualquer governo…( ) Governo e oposição, terminadas as eleições, não perdem tempo em formar um condomínio para compartilhar os cargos e recursos do poder…” (Roberto Brant)
O ADITIVO: O ressurgimento de Donald Trump nas prévias do Partido Republicano contém vários significados em todo mundo e no Brasil deve fortalecer (ou insuflar?) o discurso da oposição ao Palácio do Planalto. Trump vem com apetite e suas falas sobre vários temas parece repetir o carismático fenômeno eleitoral de 2016. A Globo e o PT ficarão pistolas da vida.
PILULAS DIGITAIS:
Padre Kelmon – ‘o antídoto contra todos os males’ – para prefeito de São Paulo.
Lula, por coerência moral, deveria indignar-se também com Putin, Maduro e Ortega. (Muniz Sodré)
Nunca apenas siga a multidão, sempre decida por si mesmo. (Margareth Thatcher)
A liberdade não se perde de uma vez, mas em fatias, como se corta salame. (Friedrich Hayek)
O Brasil de Lula será cúmplice de uma farsa: as eleições na Venezuela. (Mario Sabino)
A primeira vítima da guerra é a verdade. (Ésquilo, dramaturgo da antiga Grécia)
Candidato que não sorri nem para a escova dental, não ganha eleição!
Os vereadores já andam pela cidade com os vidros do carro abertos. (facebook)