jun 4, 2025 | Colunistas
Em um mundo cada vez mais dominado por telas, notificações e conteúdos descartáveis, testemunhar o nascimento de um movimento jovem que resgata o prazer da leitura é motivo de esperança e inspiração. Foi exatamente isso que duas adolescentes de Campo Grande, membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, protagonizaram ao fundarem o Clube do Livro, um espaço dedicado a crianças, jovens e adolescentes, de 12 a 18 anos, interessados em cultivar o hábito de ler — um hábito que forma mentes críticas, corações sensíveis e cidadãos mais conscientes.
A ideia nasceu do coração da jovem Júlia Palma, que logo encontrou o entusiasmo e apoio de sua amiga Isabela Nunes. Com simplicidade, mas com um propósito grandioso, elas criaram o grupo que hoje já desperta o interesse de muitos outros jovens da cidade. E o mais bonito: o Clube é aberto a todos — membros ou não da Igreja, de qualquer fé ou denominação. O que une esse grupo é o amor pelos livros e a vontade de aprender e crescer juntos.
A leitura tem um papel fundamental na formação pessoal dos jovens. Por meio dos livros, crianças e adolescentes desenvolvem sua imaginação, ampliam seu vocabulário, aprendem a lidar com emoções e passam a compreender melhor a si mesmos e ao mundo ao seu redor. Um jovem leitor é, quase sempre, alguém mais preparado para enfrentar os desafios da vida com sensibilidade, empatia e equilíbrio.
No aspecto social, o hábito da leitura favorece o diálogo, a convivência harmoniosa e o respeito às diferenças. Ao se deparar com realidades diversas, culturas distintas e personagens complexos, o jovem passa a enxergar o outro com mais humanidade. Isso contribui diretamente para a construção de uma sociedade mais tolerante, inclusiva e solidária.
Já no campo profissional, a leitura frequente desde a infância é um dos maiores diferenciais. Jovens leitores tendem a se comunicar melhor, interpretar textos com mais facilidade e argumentar com clareza — habilidades cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho. Investir na leitura é, portanto, investir no futuro intelectual e profissional de nossas crianças e adolescentes.
O funcionamento do Clube é simples, porém extremamente rico: uma ou duas vezes por mês, o grupo se reúne na sede da Igreja, na Avenida Júlio de Castilhos, 2.354, no Bairro Santo Amaro. Na primeira reunião, escolhem — em conjunto — o livro a ser lido, priorizando sempre aqueles que estejam disponíveis em versão online para garantir o acesso democrático. Durante o período da leitura, os membros voltam a se reunir para discutir suas impressões, aprendizados e reflexões. O mesmo também ocorre no final da leitura. Essa troca de ideias é, sem dúvida, um dos momentos mais enriquecedores do projeto. Cada jovem traz sua visão, compartilha sentimentos, interpretações e até discordâncias, o que torna a experiência ainda mais formativa e plural.
Atualmente, os membros do Clube do Livro estão finalizando a leitura de O homem que calculava, obra consagrada de Malba Tahan. A escolha do título se mostrou bastante acertada, pois além de entreter, ele tem proporcionado aos jovens uma nova perspectiva sobre a matemática — antes temida por muitos, agora vista com mais curiosidade e até prazer. Durante a última reunião, diversos participantes relataram como passaram a enxergar a disciplina com outros olhos, graças à maneira lúdica e envolvente com que os conceitos matemáticos são apresentados ao longo da narrativa.
O encerramento da leitura desse livro acontecerá no próximo encontro do grupo, marcado para o dia 7 de junho, no Parque das Nações Indígenas. Além da avaliação final da obra, os jovens também terão a missão de escolher, em consenso, o próximo título a ser lido. A expectativa é grande, pois cada escolha traz novos desafios, descobertas e aprendizados. Assim, o Clube segue seu propósito de fomentar a leitura de forma coletiva, prazerosa e edificante.
“A matemática, tal como a música, é um dom de Deus. Quem a compreende, escuta ecos da harmonia universal.” — Malba Tahan
Muito além do ato de ler, o Clube promove o desenvolvimento da argumentação, da empatia e da análise crítica. São valores e habilidades indispensáveis para a vida adulta — e que infelizmente têm sido cada vez mais deixados de lado numa era de superficialidade digital.
Além dos livros escolhidos em grupo, o Clube conta com uma pequena, mas valiosa biblioteca, organizada pelas próprias fundadoras, na sede da igreja, da Avenida Júlio de Castilho. São dezenas de títulos — romances, aventuras, ficções, biografias e outros gêneros — todos cuidadosamente selecionados para respeitar e preservar os bons princípios morais e espirituais que norteiam a formação desses jovens.
Entre os membros do grupo estão as irmãs Medina: Maria Fernanda Danelon e Anna Luiza, que ao lado da amiga Isabela Nunes se destacaram no Prêmio Jovem SUD de Leitura de 2023, que premiou quem mais leu livros durante aqueles 12 meses, realizado pela igreja. Elas não apenas leram dezenas de livros ao longo do ano, como também produziram resumos reflexivos com impressões pessoais, demonstrando maturidade e profundidade nos estudos. O sucesso desse prêmio só foi possível porque contou com o envolvimento direto das famílias — especialmente dos pais — que incentivaram, acompanharam e celebraram cada conquista.
A leitura, quando vivida em família, cria laços, valores e memórias que ecoam para a vida toda. É por isso que iniciativas como o Clube do Livro merecem ser replicadas, apoiadas e valorizadas por toda a sociedade. Precisamos de mais jovens lendo e dialogando, menos jovens dispersos e dependentes de conteúdos prontos e vazios.
O próximo encontro do Clube já tem data marcada: será no dia 7 de junho, a partir das 16h, ao ar livre, embaixo de frondosas árvores do Parque das Nações Indígenas. Um cenário simbólico, que combina natureza, liberdade e conhecimento. Crianças, adolescentes e jovens entre 12 e 18 anos, que quiserem participar, podem entrar em contato pelo telefone (67) 99983-2896 ou comparecer à sede da Igreja, aos domingos, das 9h às 11h, durante a Reunião Sacramental.
Em tempos de excesso de informação, formar leitores é formar líderes, construtores do amanhã. Que essa bela iniciativa inspire outras tantas. Afinal, um bom livro, quando compartilhado, transforma não apenas uma pessoa — mas toda uma geração.
*Jornalista e Professor
maio 30, 2025 | Colunistas
AVISO: Personagens vitoriosos na iniciativa privada às vezes são tocados pela vaidade e imaginam repetir esse sucesso na política. Por certo deixaram de observar alguns exemplos de ‘equívocos’ locais, estaduais e nacionais. Sobre isso, ensina o mestre Nelson Rodrigues: “não se faz política e futebol com bons sentimentos. ”.
PERGUNTO: Qual leitor não testemunhou experiências frustradas na seara política de personagens competentes e dignos da comunidade? São muitos diferentes as relações (fornecedores, empregados e clientela) em comparação com o universo da vida pública partidária. Por primarismo ou vaidade, eles só percebem isso tarde demais.
ESCADAS: Também na política alguém vai usar você como degraus para alcançar seus objetivos. Em todas as eleições, após divulgada a lista dos candidatos, já é possível identificar os protagonistas com chances de vitória e aqueles que apenas farão o papel de degraus de escadas, meros coadjuvantes sonhadores sem chances de chegar ao topo.
A VINGANÇA: O eleitor paranaense tende a votar no senador Sergio Moro ao Governo em 2026. O ex-juiz, nas últimas pesquisas, tem 43,09% contra 18,01% de Requião Filho. Contra Beto Richa Moro chega 42,04% contra apenas 17,94%. O candidato petista Enio Perri alcança 2,64% – segundo o Paraná Pesquisas.
JOSEPH STÁLIN: (‘O bonzinho’) “Ideias são muito mais poderosas do que as armas. A gratidão é uma doença de que sofrem os cachorros. A morte é a solução para todos os problemas; sem gente, sem problemas. A educação é uma arma, cujo efeito depende de quem a maneja e para quem é apontada. Uma única morte é uma tragédia; um milhão de mortes é uma estatística. ”
‘OUVIDORIA’: No universo político muitos querem falar, poucos se dispõem a ouvir. Pode ter sido aí, a fonte de inspiração de Rubem Alves ao dizer que há muitos cursos de oratória e nenhum de ‘escutatória’. O político que ouve opiniões, demonstra equilíbrio para receber as críticas inclusive como subsídios à sua caminhada, ao seu projeto.
BOM OUVIDOR: Posto isso, merece registro, o estilo sereno do deputado Gerson Claro nas relações com o público. A sua cordialidade fica estampada na fala de tom inalterado, nos gestos e expressões faciais que transmitem emoções e sentimentos de complacência. Num universo de muita fala há de se valorizar quem sabe ouvir.
REMÉDIOS: A propaganda aqui é aética. Lá fora inexiste. Aqui sobram remédios do pedido na receita, enquanto no 1º Mundo a farmácia vende só a quantidade constante do receituário. Além de antieconômico, o descarte da sobra do que constou na receita é perigoso. Questiona-se: onde descarta-lo sem riscos à saúde e ao meio ambiente?
‘LEGENDÁRIOS’: “O que os Legendários vendem é ilusão. Um pacote espiritual de autoajuda com estética militarizada, discurso messiânico e taxa de inscrição altíssima. É o velho truque de mercado: vender um problema e depois oferecer a solução em suaves prestações. Uma masculinidade frágil, ferida, desorientada é alimentada com promessas de redenção que não resistem a pratica cotidiana. ” (Thyatiane de Melo)
DESAFIO: Seria possível manter a bandeira antiesquerda com mesma força sem a participação efetiva de Bolsonaro? Essa a pauta abordada pelos deputados Gerson Claro e coronel Davi com jornalistas no saguão da Assembleia Legislativa. A conclusão do grupo bate com as pesquisas: apesar de tudo, o ex-presidente tem peso enorme.
ESCARAMUÇAS: Todos reconheceram o ambiente indefinido na oposição por conta de manobras dos experientes Kassab, Valdemar C. Neto e Ciro Nogueira. Eles querem estar juntos, mas na ausência de Bolsonaro, a carta na manga seria Tarcísio de Freitas. O governador paulista tirou a farda militar e tomou gosto pelo poder. Isso conta ou não?
BASTIDORES: A federação MDB, PSD e Republicanos deve apoiar a candidatura de Riedel. Quem pilota essa nave no MS é o Secretário da Casa Civil Eduardo Rocha, que disputará a Assembleia. Se confirmada a hipótese, a ministra Simone Tebet, ficaria de saia justa numa eventual candidatura sua no MS. Como pedir votos para Lula e Riedel?
ELEIÇÕES 2022: No MS a diferença entre Bolsonaro e Lula foi de 281.059 votos (18,98%). Bolsonaro 880.606 votos e Lula 55.547 votos. Muito ou pouco? Depende da ótica de análise. Em 2018 Humberto Amaducci obteve 10,8% ao Governo e em 2022 a Giselle Marques chegou a 9,42% (135.551 votos), superando Marcos Trad com 124.795 (8,68%) votos.
MEIA VOLTA: Vítima do seu caciquismo e sem opções, o PT busca fora o candidato ao Governo. O ex-deputado Fábio Trad, é a sugestão do deputado Zeca do PT. Como Fábio virou funcionário do Planalto, admite-se até o dedo de Lula para convencê-lo. Pergunta-se: as questões familiares impediriam Fábio? Mas o poder seduz!
A QUESTÃO: Riedel seria técnico ou político com disfarce? Um exemplo: quanto ao seu apoio ao senado ele vai em direção de Reinaldo exclusivamente. Assim, deixaria em aberto o apoio aos pretendentes (Nelsinho e Gerson) da segunda vaga? Se ambos são companheiros, evitaria tomar partido. Acho que Riedel é carioca ensaboado. Rss
RESÍDUOS ELEITORAIS: Se para o deputado Rinaldo o TRE pecou na decisão sobre as eleições da capital, para o deputado Lídio, a corte julgou certo. Também nesta esteira, os deputados Hashioka e Caravina polemizaram na Assembleia, sobre o pleito de Nova Andradina. Matérias que inflamaram os 4 protagonistas com promessas de novos capítulos. Aguardem.
ZORRA TOTAL: Coerência e memória; artigos raros nas prateleiras da política. O PL do capitão Contar e do deputado João Catan, e de outros líderes do Bolsonarismo devem marchar juntos com adversários no passado contra postulantes da esquerda. Justiça seja feita; os caciques políticos nacionais são criativos e ousados para continuarem no poder. Lembrando Geraldo Alckmin: “não se faz política olhando pelo retrovisor”.
‘DATA VÊNIA’: Ao adotar essa expressão como mostra a mídia, Alckmin incorre em grave ato de incoerência. Pela sua trajetória na vida pública, pela defesa intransigente dos valores do liberalismo, em confronto com o que prega o PT, ele não conseguiu convencer seus eleitores de antes e nem a opinião pública. No fundo, ele não tem coragem de olhar pelo seu retrovisor político.
EM ALTA: Classe ruralista elogiando a postura do deputado Rodolfo Nogueira (PL) na questão conflitante da retificação dos títulos de terras na região da fronteira. Ele defende a prorrogação do prazo final, de outubro próximo, para o ano de 2030. Rodolfo alega que proprietários vem enfrentando barreiras burocráticas, criando um oceano de incertezas.
PILULAS DIGITAIS:
A vida não dá trégua. São tarefas. (BeckyKorich)
As pessoas não se lembram, mas o computador nunca esquece. (MarshaII Mcluhan)
O diabo é otimista, acha que pode tornar as pessoas piores do que já são. (Karl Kraus)
Proíbem bíblia nas escolas e liberam nas prisões. Querem formar cidadãos ou prisioneiros?
Gente que não respeita seu ‘não’, também não merece seu ‘sim’. (Sebastião Salgado)
Uma pessoa iluminada paga mais caro a conta de energia elétrica. (dr. Zureta)
Se você se parece com a sua foto no passaporte, é porque sem dúvida está precisando da viagem. (Earl Wilson)
O poder corrompe. Corrompe o quê? Os que não têm poder. (Millôr)
maio 23, 2025 | Colunistas
TRAMPOLIM: Pelo seu peso eleitoral, o cargo de prefeito de Campo Grande sempre deu visibilidade aos seus ocupantes mesmo antes da criação do nosso Estado. Muitos deles prosseguiram na sua trajetória política ascendente como deputados estaduais, senadores, governadores, deputados federais e até um ministro. Abaixo a relação deles.
VESPASIANO B. MARTINS, Arnaldo Estevão Figueiredo, Itrio Correa da Costa, Fernando Correa da Costa, Wilson Fadul, Wilson B. Martins, Antonio Mendes Canale, Plínio B. Martins, Levy Dias, Marcelo Miranda, Albino Coimbra, Valdir Cardoso, Lúdio Coelho, Juvêncio Cesar da Fonseca, André Puccinelli e Nelsinho Trad.
O MINISTRO: Carioca, médico militar da Aeronáutica Wilson Fadul veio servir em Campo Grande e foi eleito vereador, prefeito em 1953, deputado federal em 1954 e em 1958 pelo PTB. Figura maiúscula do Governo João Goulart, foi cassado pelo Revolução e faleceu aos 91 anos de idade no Rio de Janeiro, em 18/11/2011 – ‘Dia do Medico’.
DETALHES: Pela relação verifica-se que muitos que foram prefeitos da capital ou que disputaram o cargo, conquistaram um patrimônio eleitoral. Casos do Zeca do PT, derrotado por Puccinelli, virou governador; Marisa perdeu o Governo e se elegeu senadora e depois Conselheira; derrotado por Bernal, Reinaldo foi eleito governador.
CREDORA: Com base neste raciocínio ou critério deduz-se que a ex-deputada Rose Modesto, embora derrotada nas eleições de 2024, saiu fortalecida com seus 210.212 votos (48,55%). É voz corrente que Rose é favorita para deputada federal, pois também conta com bases eleitorais no interior do Estado. Coisas da política.
FUTURO: Há um misto de temor, expectativa e dúvidas quanto aos ganhos e perdas dos futuros candidatos à Assembleia e Câmara em face as anunciadas composições partidárias. Quem de fato sairá ganhando? Serão necessários mais ou menos votos comparativamente às eleições de 2022? Ninguém tem certeza de nada.
VERDADE? A pesquisa divulgada com a ministra Simone Tebet figurando em 2º lugar foi ironizada até na Assembleia Legislativa, inclusive no MDB. Desgastada entre os políticos do ‘centro e direita’ locais, ela não teria suporte para alcançar os índices publicados. ‘Data vênia’, estão inventando para viabilizar seu nome, em baixa.
FIRME & FORTE: O que se apura, diante de manifestações de deputados, prefeitos e lideranças de vários segmentos sociais, é que o ex-governador Reinaldo continua sendo o grande eleitor. Deputados não escondem os desejos e as vantagens de estar ao seu lado em 2026. Enquanto isso, Reinaldo segue incansável; distribui abraços por onde passa.
MALANDRAGEM: Mais uma vez é de dar razão ao ex-presidente francês. Embora não tivesse cumprido o contrato de 2014, a CCRMSVia administrará a BR 163 até 2054.Continuaremos reféns da concessionária, sem ter a quem recorrer. As comparações com o trecho concluído no Mato Grosso são inevitáveis. O país não é sério mesmo.
MACHADO DE ASSIS: “Enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo mundo cansativo, mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida. (‘Quincas Borba’)
HISTÓRIA: Brasil diferente dos ‘States’. Wenceslau Bráz foi o único vice-presidente (de Hermes da Fonseca) candidato à Presidência em 1914 que foi eleito ao derrotar Rui Barbosa. Seu vice Urbano Santos (do Maranhão) não se candidatou. Eleito, Rodrigues Alves, que voltava à Presidência, morreu antes da posse e assumiu Delfim Moreira.
‘DESCONTÃO’: Após o ‘Mensalão’, ‘Petrolão’, veio o ‘Descontão’ no INSS que vai superar em reais o caso de corrupção chefiado pela Jorgina de Freitas (lembrou?). Mas o Governo, ao invés de fazer a devassa e punir os responsáveis, usa a mídia culpando o Governo anterior. E todos os aposentados serão ressarcidos? Quando mesmo?
‘MINEIRADA’: 853 municípios,15,5 milhões de eleitores, 3ª. Economia do país, 77 deputados estaduais. 53 federais. Minas Gerais tem o maior número de presidentes (9). Em seguida, São Paulo e Rio Grande do Sul com 7 cada. Os fatos e seus personagens mostram que Minas sempre teve importância histórica no nosso cenário político.
PÃO DE QUEIJO: Pelo número de cidades, as campanhas eleitorais desafiam os políticos mineiros. As cidades a serem visitadas, escolhidas segundo a população e o cenário eleitoral. A maioria delas nunca recebeu a visita do governador, ao contrário do que ocorre em Mato Grosso do Sul, por exemplo, com características diferentes.
‘O RESGATE’: Lula mandou um avião da FAB buscar Odile Omalla, mulher do ex-presidente do Peru, Ollanto Omala, condenado e preso por corrupção em conluio com a nossa Odebrecht. Odile recebia pacotes de dólares da construtora – que até mudou de nome (Novonor). Antes de ser julgada, Odile foi salva pelos ‘amigos do Planalto’.
OLIGARQUIAS: Ainda resistem por aí. O pai do governador do Pará, Helder Barbalho, é Jader, senador e ex-governador; sua mãe Elcione é deputada federal; seu irmão Jader Filho é Ministro das Cidades; o prefeito Igor Normando, de Belém é seu primo. O clã, ainda tem muitos membros em cargos estratégicos de poderes de lá.
CUSTOS: No saguão da Assembleia já se discute custos de campanha com razoável chance de se eleger. Os atuais deputados levariam vantagem, mas o mandato não seria passaporte carimbado para a reeleição. Porque? É longa a lista de pretendentes novatos com potencial; até outubro de 2026 muita coisa pode acontecer. Sabe como é…
IMPREVISTOS: Ocorreram nas eleições de 2022. Lembra? Essa mudança na legislação partidária já provoca dúvidas e temores e poderá causar surpresas – tipo assim – o candidato é bem votado, mas poderá ficar de fora dos eleitos. Moral da história: o candidato não poderá errar na escolha do partido. ‘Très compliqué’.
LULA LÁ!: Na véspera de ano eleitoral o Governo se reinventa para se cacifar no embate das urnas. Esse anunciado plano para isentar a conta de energia de mais 60 milhões de pessoas é bem isso. Como não há almoço grátis, é ponto pacífico de que essa conta será regiamente paga pela esfolada classe média e os grandes consumidores.
PILULAS DIGITAIS:
O sentido da vida é que ela termina (Franz Kafka)
A religião é uma forma de consolo, não de transformação social. ” (ex-presidente Mujica)
O amigo trai na primeira esquina; o inimigo não trai nunca. É fiel. (Nelson Rodrigues)
Se o comunismo acabar quem é que vai levar a culpa? (Jô Soares)
A ironia do destino traz filho de Sarney para ser fiscal da CBF (dr. Zuretta)
Impressiona hoje a capacidade de falar sem a interferência do pensamento. (internet)
Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados. (Barão de Itararé)
MSVia venceu leilão da BR-163 sem precisar reduzir pedágio. (Correio do Estado)
Algumas pessoas não cometem os mesmos erros duas vezes. Descobrem novos erros para cometer. ( Mark Twain)
Deus me poupou o sentimento do medo. O Diabo me tirou o sentimento da coragem. Compreendem o conflito? (Millôr)
maio 21, 2025 | Colunistas
Um dos propósitos mais nobres da existência humana é a busca pelo crescimento intelectual, profissional e, principalmente, espiritual. Esse anseio, plantado no âmago de cada um de nós, faz parte do Plano Divino para a humanidade. E não há quem, em algum momento da vida, não se depare com essa verdade. Mesmo aqueles que duvidam da existência de um Criador acabam, cedo ou tarde, sentindo a necessidade de se elevar espiritualmente.
A Bíblia ensina que devemos buscar a transformação interior. Em Romanos 12:2, lemos: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Esse versículo nos lembra que a mudança começa na mente e no coração, e é um processo contínuo.
Em Provérbios 4:23, o Senhor nos adverte: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Ou seja, nossos sentimentos e ações refletem o que carregamos dentro de nós. Por isso, é fundamental cultivar pensamentos puros e intenções nobres.
E em Filipenses 4:8, Paulo nos aconselha a focar no que é bom e edificante: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Um ensinamento convite para que renovemos nossa mente e purifiquemos nossos sentimentos.
Por isso, é fundamental que cada pessoa descubra seu próprio caminho e o percorra com honestidade, fé e perseverança. O primeiro passo é reconhecer os dons e talentos que o Senhor concedeu a todos os Seus filhos. Sim, absolutamente todos possuem um ou mais talentos. Eles são ferramentas sagradas, concedidas para que possamos nos sustentar e, sempre que possível, contribuir com o bem-estar coletivo.
O Élder Dieter F. Uchtdorf, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensinou: “O Senhor não espera que sejamos perfeitos hoje. Ele apenas espera que nos esforcemos para ser melhores a cada dia.” Esse lembrete nos conforta ao lembrar que a mudança é um processo, não um evento. Podemos cair, mas o importante é levantar e continuar tentando.
O presidente da igreja, Russell M. Nelson, em um de seus discursos, declarou: “O Senhor Jesus Cristo estende Seus braços de misericórdia para nos ajudar a mudar. Ele pode nos tornar novos, purificados e fortalecidos.” Sua promessa é um convite para deixarmos para trás o que nos prende e avançarmos com confiança rumo à nossa melhor versão.
A irmã Reyna I. Aburto afirmou: “A cura espiritual começa quando reconhecemos a necessidade de mudança e aceitamos o poder redentor de Cristo em nossa vida.” Assim, ao aceitarmos o chamado para melhorar nossos sentimentos e ações, damos início a um processo que não apenas nos transforma, mas também abençoa aqueles ao nosso redor.
Infelizmente, muitos se limitam a reclamar, acreditando que não possuem dom algum. Mas essa é uma ilusão. O Senhor não falha em Suas promessas. Se alguém acha que não tem talentos, é porque ainda não olhou com atenção para o próprio coração ou deixou escapar as oportunidades oferecidas nos momentos decisivos da vida.
Mais do que reconhecer talentos, precisamos aprender a enfrentar os desafios internos e externos que nos impedem de progredir. Preguiça, vícios, ira, promiscuidade, intolerância, preconceito, raiva — todos esses sentimentos e comportamentos são pedras no caminho da evolução. E o único jeito de removê-las é buscando o auxílio do Senhor, rogando por forças para melhorar nossa forma de sentir, pensar e agir.
A mudança, porém, não é fácil. Exige humildade, paciência e coragem. É preciso admitir nossas falhas, aceitar que ainda temos muito a aprender e estarmos dispostos a recomeçar quantas vezes forem necessárias. E jamais, em hipótese alguma, devemos nos render ao pensamento destrutivo de que ‘eu nasci assim, vou viver assim e vou morrer assim’. Esse é um bloqueio que nos afasta da nossa verdadeira essência.
Todos fomos enviados a esta Terra para evoluir, crescer e nos aperfeiçoar. Essa é a grande missão. E quando finalmente conseguirmos vencer as más inclinações, controlando os impulsos destrutivos e trilhando um caminho de retidão, seremos capazes de alcançar o maior de todos os prêmios: o retorno à presença de Deus, com a alma purificada e o coração pleno de paz.
Então, que não nos falte força, fé e determinação para melhorar nossos sentimentos e ações. Pois, afinal, ainda há tempo para mudar. E o melhor momento para começar é agora.
*Jornalista e Professor
maio 17, 2025 | Colunistas
Anistia e redução das penas de ligados à baderna do 8/1
Os principais jornais do país noticiam a busca por uma solução no caso dos baderneiros implicados nos atos de 8 de janeiro e que envolve articulações com ministros do Supremo Tribunal Federal visando amenizar as penas. Simultaneamente, há o pedido de discussão de um projeto de lei que anistia os responsáveis pela baderna.
De acordo com os jornais, os ministros do Supremo Tribunal Federal estão sendo consultados e concordam com a redução das penas.
Destaco, mais uma vez, que durante o mandato do então presidente Michel Temer, houve idêntica baderna na Câmara dos Deputados, promovida por integrantes do PT e do MST, que alegavam ter o Congresso articulado um golpe contra a presidente Dilma Rousseff, sendo o pretexto equivocado, visto que o impeachment seguiu estritamente os artigos 85 e 86 da Constituição. Temer encerrou aquela invasão ao Legislativo, que teve destruição de algumas de suas dependências, em duas horas, e, dois dias depois, todos os manifestantes já estavam na rua. Ninguém permaneceu preso, porque ele se recordou da atitude do ex-presidente Juscelino Kubitschek nas revoltas de Aragarças e Jacareac anga, estas sim, tentativas de golpe de Estado com militares chegando a conquistar importante cidade no norte do país.
O que me impressiona é a informação de que será apresentado um projeto que, para ser viabilizado, demandará uma redução substancial das penas. Se o Supremo Tribunal Federal está sendo consultado e, conforme noticiado, concorda com essa abordagem – ressalto que apenas reproduzo o que a imprensa divulga –, por que a iniciativa não pode partir do próprio Pretório Excelso?
Tenho insistido, em meus artigos e nas redes sociais, que se a iniciativa de reduzir substancialmente as penas – considerando, inclusive, o tempo de prisão desde 8 de janeiro, portanto, há quase dois anos e meio – partisse do próprio Supremo Tribunal Federal, o caminho mais adequado seria ele mesmo reexaminar cada caso e declarar que a pena já foi cumprida.
Se a Corte maior do país tomasse a iniciativa de revisar sua decisão – seja por um ato próprio ou provocado por um advogado –, em vez de depender do Congresso, retomaria o controle da situação e, evidentemente, ganharia, uma percepção junto à população de que não está alimentando e realimentando o radicalismo no Brasil.
Enquanto mantivermos condenações de 14, 15, 16 anos para os envolvidos nos atos de vandalismo de 8 de janeiro, contrastando com aquelas para assassinos, traficantes e corruptos que permanecem soltos, a imagem do Supremo será inevitavelmente retratada negativamente pelas pesquisas, distante da reputação que o maior sodalício julgador da nação possuía na época de ministros como Moreira Alves, ou mesmo em relação a toda a sua história.
Evidentemente, eu gostaria que ocorresse a anistia. No entanto, caso um gesto nesse sentido não parta do Congresso, com quem as negociações ocorrem, torna-se crucial analisar os termos propostos. A intenção seria uma anistia ampla, que abrangesse tanto aqueles que se pretende condenar quanto os já condenados, para que o episódio seja considerado totalmente encerrado. Desse modo, teríamos, evidentemente, a possibilidade de um caminho para a pacificação.
Entretanto, quanto à redução de penas, outra alternativa, tem sido ela objeto de consultas aos Ministros do STF, que, de acordo com os jornais, com ela concordam.
Gostaria, portanto, que o próprio Supremo Tribunal Federal antecipasse a iniciativa que, conforme noticiado, será do Congresso Nacional com o aval daquela Corte. Isso permitiria resgatar a imagem do STF que, como advogado há 68 anos, desde minha primeira sustentação oral em 1962 ou 1963, sempre defendi e lutei para preservar.
Enfim, aos 90 anos, reitero este sonho aos amigos: de o Pretório Excelso recuperar sua imagem perante aqueles que discordam das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, consideradas mais severas que as impostas a traficantes, corruptos e assassinos. A concretização desse sonho é essencial para alcançarmos a pacificação nacional, condição fundamental para que o Brasil volte a ser um país pacificado na rota para o desenvolvimento.
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
Foto: Andreia Tarelow
maio 16, 2025 | Colunistas
DISTANTES: A esquerda tenta, sem sucesso, aproximação com vários segmentos do Movimento Evangélico. Aliás, Lula já anunciou desejo de ações neste sentido. Mas pela postura de Silas Malafaia e de lideranças políticas evangélicas locais como os deputados Rinaldo Modesto, Antonio Vaz e Lídio Lopes essa aproximação é difícil.
NO ALVO: “…A leniência do Brasil com o criminoso é notória. Não é verdade que o Brasil prende demais. Prendemos muito pouco. A figura comum do criminoso que “já tinha passagem pela Polícia” – por tráfico, agressão, homicídio – é o índice do fracasso de nossa segurança. Se não permaneceu preso depois da primeira passagem é porque o sistema falhou…” (Joel P. da Fonseca – FSP)
REMINISCÊNCIA: Deputados federais eleitos em 1962 no MT: Wilson B. Martins (UDN), Rachid S. Derzi (UDN), João P. de Arruda (PSD), Wilson Fadul (PTB), Itrio C. da Costa (UDN), Philadelfo Garcia (PSD), Rachid Mamed (PSD) e Edson Brito (UDN). Senadores: Filinto Muller (PSD) e Vicente B. Neto ( PTB). Derrotados: Júlio Castro Pinto e João Villas Boas.
ILEIDES MULLER: “Não tenho dúvidas que ficar sem dúvidas por um dia é, sem dúvidas, um atraso no tempo e no conhecimento; uma erosão mental, eu diria. Preciso de algo novo, anormal, que me instigue a pensar, que me acenda a curiosidade, que desafie minha inércia e me incline para a descoberta de alguma nova verdade. Diante da necessidade, vou anunciar: “Compra-se uma dúvida”. (Cadeira nº 40 da ASL)
DESILUSÃO? Em 2024 tivemos 28,8% entre abstenções, votos nulos, brancos naquele pleito paroquial. Mas 34 milhões de eleitores não votaram. No MS os faltosos foram 485.573 (23,89%). Exposto assim o desprestígio dos políticos e da política. O eleitor pode ter concluído que o resultado das urnas não alteraria sua vida pessoal.
UM RECADO? Se os números acima mostram o vazio motivacional mesmo em se tratando de eleições municipais, não é difícil prever um quadro pior nas eleições nacionais. É que nelas, os protagonistas – em menor número – estarão espalhados por mais municípios e sem identidade e vínculos com essas cidades em seu dia a dia.
DISCURSOS: Se não é difícil adivinhar o teor dos discursos dos futuros candidatos, é fácil também prever seus bordões reinventados para passar a mensagem de otimismo, esperança. Até a ‘inteligência artificial’ será usada na guerra do convencimento, mas o eleitor, está ‘velhaco’, vacinado contra os pomposos candidatos ‘bons de bico. ’
CONVENHAMOS! O que estaria pensando o eleitor sem vínculos, sobre a atual movimentação política? Ele daria antecipadamente o aval aos pretensos candidatos? E os projetos deles, seriam apenas de poder pessoal e de grupo, ou estariam de fato identificados com as aspirações do eleitor – esse sofredor pagador de boletos?
VICE IDEAL: O debate é antigo. Mas o vice-governador José C. Barboza preenche todos os requisitos. Perfil técnico-político, currículo inatacável, cumpridor de missões, fiel ao seu grupo, além de fazer a ponte entre prefeitos/vereadores e o Governo. E mais: o governador Riedel tem por ele imensa gratidão, que aliás não tem prescrição.
CONFORTÁVEL: É a melhor definição política do Governo na atual conjuntura. Finanças em dia, ousados projetos econômicos em andamento, além de enorme base política de sustentação. Sem rodeios: não há hoje um grupo político capaz de gerar um adversário com musculatura para fazer frente a reeleição de Eduardo Riedel.
IDEALISTA: Ex-deputado Evander Vendramini se empenhou em catalogar as leis que por várias razões se tornaram ineficazes ao longo dos anos. Ação parlamentar que exigiu esforço e conhecimento jurídico, mas que não lhe rendeu votos, passando longe da percepção do eleitorado. Mas a postura de Vendramini merece registro.
EDYL FERRAZ: Deputado estadual por Paranaíba (4 mandatos), presidiu a ALMT; deputado federal de 1966/70 e como 1º suplente ainda substituiu o deputado Emanuel Pinheiro morto a tiros no Restaurante Flutuante em Cuiabá. Edyl também foi suplente do senador Pedro Pedrossian e o primeiro presidente do Tribunal de Contas.
NOVO ROUND: Deputado Jr. Mochi joga duro contra a CCR MSVia também por ter sonegado R$ 638 milhões no balanço (da CCR MSVia) nos últimos 3 anos. Gerson Claro lembrou dos prejuízos dos municípios no imposto sobre serviços (pedágio). Mais 2 motivos para impedir que a empreiteira participe do leilão de repactuação da obra.
RETORNO: Evidente, a decisão do ministro Alexandre de Morais autorizando o retorno do conselheiro Waldir Neves ao Tribunal de Contas provocando comentários junto à opinião pública. Questiona-se a postura dúbia do ministro do STF: implacável no ‘Processo de 8 de janeiro’ e condescendente nesse caso. Enfim…é o que temos.
GIANNI NOGUEIRA: “…Temer foi o vice da Dilma, lembra a Dilma sócia do Lula, PT? E para piorar a sua biografia, que quer ser o líder do centro-direita, tentando escantear o Bolsonaro, Temer foi quem indicou o indigesto Alexandre de Moraes para ministro do STF. Então acho que não dá para encarar essa figura como líder do centro direita…”
AVANÇOS: Gianni chegou ao posto de vice-prefeita de Dourados e mostra lucidez, nessa reação às pretensões citadas de Temer. Já seu marido Rodolfo (deputado) vai bem como presidente da poderosa Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. Ambos vão conquistando espaço político no MS.
DE VOLTA? Na Assembleia e no Palácio do Governo não são boas as avaliações sobre a intenção do ex-deputado Edson Giroto em retornar à política. Qual seria mesmo o seu grupo político? Quais lideranças de peso abraçariam seu projeto? Teria chance entre os atuais pretendentes à Câmara Federal? Com a palavra o leitor.
NOTA 10: “…, Em 2025 o governo Lula conta, formalmente, com uma coalização ampla: 16 partidos e cerca de 300 deputados federais. No papel, uma base robusta. Na pratica, um castelo de areia. A sequência de derrotas no Congresso, ao menos oito no último mês, expôs o esgarçamento dessa aliança. Em vários casos, a infidelidade partiu justamente de partidos que ocupam ministérios…” (Hubert Allquéres)
AGêNCIAS REGULADORAS: Só protegem as grandes empresas. Aqui, Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) faz o jogo da CCR MSVia na gestão da BR-163 ao fraudar balanços inclusive. Em Corumbá e Ladário, a Agência Nacional de Mineração é conivente com o falso faturamento das gigantes do setor, adulterando a quantidade de minerais extraídos e não permitindo a participação dos municípios nas aferições dos produtos extraídos e comercializados.
ENTRAVES: As agencias são autarquias com regime especial, órgãos públicos independentes com a missão de regulamentar e fiscalizar setores específicos da economia. Em tese, deveriam garantir a qualidade dos serviços, protegendo os consumidores e promovendo a concorrência sadia. Pelos exemplos na BR-163 e nas mineradoras, não é isso que fazem.
PÉROLAS DO RUBEM ALVES:
A saudade não quer ir para frente.
Toda alma é uma música que toca.
A vida não pode ser economizada para amanhã.
Deus existe para tranquilizar a saudade.
A esperança é uma droga alucinógena
Eu te abraço para abraçar o que me falta.
A saudade é nossa alma dizendo que quer voltar.
Ostra feliz não faz perola.