jun 28, 2025 | Colunistas
CANDIDATURAS: Enquanto lideranças partidárias discutem eventuais decisões, aumentam as discussões sobre nomes e cargos. A começar pelas candidaturas possíveis tanto de Lula como da chamada oposição. Isso acaba refletindo nas costuras regionais e Mato Grosso do Sul não é exceção neste mar de expectativas e incertezas.
VEJAMOS: Se a candidatura de Riedel é líquida e certa ao Governo, há uma batalha nos bastidores pelas duas vagas no Senado. Se antes tínhamos como destaques Reinaldo, Nelsinho, Soraya, Simone, Gerson Claro e Gianni Nogueira disputando espaços, surgiu o capitão Contar, até então tido como pretendente a Câmara Federal.
CONSEQUÊNCIAS: A primeira vista, há de se ligar a tendência natural da maioria deles em estabelecer a ligação ideológica ou partidária com o discurso de Bolsonaro. Afinal, eles têm em mãos números de pesquisas demonstrando claramente a tendência do eleitor em se identificar com propostas oriundas do ‘centro’ e ‘direita’.
ESQUERDA: Seu melhor nome ao Senado ainda seria o deputado Zeca do PT. Mas outra personagem aparece: a ministra Simone Tebet que acena com a vontade de adentrar ao cenário, mas até aqui sem ambiente eleitoral. Seria apadrinhada por quem? Tentaria captar votos do PT e cia? O deputado Zeca do PT elogia muito ela. Daí…
BOLSONARISMO: Ainda que com outras denominações por conveniência, ainda é forte no Mato Grosso do Sul como mostraram as últimas eleições municipais. Com isso vários personagens apareceram e vão se firmando no cenário. O casal Rodolfo e Gianni Nogueira (deputado federal e vice-prefeita de Dourados) são exemplos comprovados.
DOURADOS: Com 1.627 mil votos o vereador/sargento Prates exalta seus vínculos com o Bolsonarismo. Ao colunista reafirmou sua postura ideológica e já projeta sua candidatura a deputado estadual pelo PL, pois em 2022 obteve 7.956 votos para o mesmo cargo. Entende que pelo contexto social da região, o centro e a direita sairão vencedores.
INTERROGAÇÕES: Os adversários do Planalto conseguirão se manter unidos, sem os rachas verificados no passado? Até onde as recentes derrotas do Governo no Congresso irão influenciar no prestígio do presidente Lula nesta corrida eleitoral? A eventual prisão de Bolsonaro ajudaria ou prejudicaria a oposição ao Governo?
TEIMOSOS: O ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Zeca do PT tem algo em comum: a teimosia. Ambos insistem em não obedecer às recomendações médicas. Ignoram exemplos de cidadãos que pagaram com a vida por esse comportamento. Tão logo melhoram, eles voltam ao ritmo estressante do dia a dia.
EM TEMPO: Recentemente o deputado Zeca do PT protagonizou um episódio incompatível ao parlamento. De forma nervosa dirigiu-se ao seu colega deputado Joao H. Catan com expressões que podem representar ameaças. O caso foi parar na Polícia por iniciativa de Catan. Fato desgastante que afeta a saúde e denigre a imagem.
DESAFIO: Imagine o eleitor de ‘poucas letras’ tentando votar frente a tela da ‘temível’ urna eletrônica com opções para presidente da república, senador, deputado federal, governador, deputado estadual, prefeito e vereador. Convenhamos: uma missão difícil. Então, é melhor o atual sistema, ‘impulsionador’ da economia de 2 em 2 anos. Rsss
CONTROVERSIAS: Eleições de 2 em 2 anos ou a unificação delas? A última opção reduziria o custo, fortaleceria os partidos, favoreceria a governabilidade e execução de políticas públicas na saúde e outras áreas. Com o modelo em vigor, as prefeituras municipais seriam prejudicadas com as eleições estaduais e federais, paralisando a maquina pública.
OUTRO LADO: Critica-se o maior espaço entre as manifestações diretas do voto e o menor interesse e chances de se discutir as questões políticas e problemas em geral. Com isso, haveria risco de menos oportunidades de oxigenação do poder, em prejuízo a eventuais novas lideranças. Mais eleições, mais oportunidades de rotatividade de mando.
NOVIDADE: No projeto do novo Código Eleitoral propõe-se a reserva de 20% das cadeiras para as mulheres nas Câmaras Municipais, Assembleias e Câmara dos Deputados. A medida visa enfrentar a velha sub-representação feminina na política machista do Brasil. O PL poderá ser votado em julho na CCJ do Senado.
MACHISMO: No pleito de 2020, mil municípios não elegeram nenhuma mulher para a vereança. Cerca de 1.500 municípios só elegeram uma vereadora. No Congresso, apenas 17 estados elegeram mais de 20% de mulheres para a Câmara em 2022. O Brasil segura a lanterna em termos de representação feminina na América Latina.
SACANAGEM: O PL foi adiado por duas vezes por razões óbvias. Seria uma ameaça à continuidade do velho poder político majoritariamente masculino. No fundo, a cota de 20% destinada às mulheres prejudicaria os candidatos homens com maior votação em favor da garantia de um índice fixo para candidatas.
‘ESTRANHO’: Campos Neto era o presidente do Banco Central e a taxa Selic era de 10,5%. Para Lula, o banco jogava contra o Governo. Com Galípolo no comando do BC, a taxa chegou a 15% (nível mais alto em 20 anos). Reponsável pela nomeação do novo presidente, Lula não toca no assunto, prefere falar na guerra Iran e Israel. Entendi…
EXPLICANDO: O aumento do número de deputados federais é exigência contida na Constituição. Estados que tiveram a população aumentada estavam prejudicados. Foi preciso que o STF determinasse a revisão até 30 de junho, sob pena de medidas punitivas, A última revisão parlamentar ocorreu em 1993. A grande mídia critica esse fato e ‘esquece’ os malefícios do pretendido aumento do IOF.
LEMBRETE: Tanto no futebol, quanto na política, o favoritismo não garante vitória. Nas duas situações citadas temos vários exemplos que derrotaram previsões e analistas de toda ordem. Daqui até as eleições do ano que, vem muita coisa pode acontecer. Cada leitor que faça sua reflexão sobre isso.
. PILULAS DIGITAIS:
Liberdade de expressão não é liberdade de agressão. (Ministro A. de Moraes)
CPI do ônibus já custou R$100 mil e deve terminar em “pizza” (Correio do Estado)
Pergunta do dia: quando foi mesmo que o ócio virou negócio? (dr. Zuretta)
A polícia prendendo bicheiros? Não é possível. Ao menos respeitem nossas instituições. (Stanislaw Ponte Preta)
O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente. (Millôr)
“Eu estou pronto para conhecer meu Criador. Se ele está preparado para a grande provação de me conhecer é outra história”. (no epitáfio de W. Churchill)
Enquanto as guerras amedrontam o mundo, o futebol está em festa com a Copa do Mundo de Clubes. É a ambivalência humana: amor e ódio, alegria e tristeza, comemorações e tragédias. (Tostão)
Princípios: A única maneira de sobreviver neste ninho de cobras é agarrando-se a um princípio. Um princípio nobre. O mais nobre que puder. E, enquanto eles estiverem olhando para este princípio, você escapa com o dinheiro. (Lillian Hellmann)
jun 26, 2025 | Colunistas
Vivemos tempos difíceis. Tempos em que perguntas incômodas tiram o sono de milhões de brasileiros que amam sua pátria, mas que se sentem traídos por aqueles que deveriam protegê-la. Por que as autoridades permitem que facções criminosas controlem comunidades inteiras no Rio de Janeiro e em estados do Nordeste, ditando regras, impondo medo e desafiando o poder público à luz do dia? Por que o contrabando de madeira, ouro e minerais raros da Amazônia segue impune, alimentando uma rede ilegal que inclui até mesmo ONGs estrangeiras de fachada, supostamente ambientalistas?
Por que não há um combate firme e inegociável contra essas organizações criminosas e suas ligações obscuras com setores do próprio poder público? Até quando fingiremos não ver que a soberania nacional está sendo vendida a conta-gotas, como aconteceu com uma das maiores reservas de urânio do país, entregue por míseros U$ 340 milhões a uma empresa chinesa, que agora explora também o nióbio, o estanho e outras riquezas estratégicas?
A Bíblia já advertia: “Quando os justos governam, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme” (Provérbios 29:2). E o que vemos hoje é justamente isso: um povo que geme. Geme pela insegurança, pela pobreza crescente, pela corrupção institucionalizada, pelo abandono da educação e da saúde. Geme por ver sua pátria ser desmontada moral, ética e espiritualmente.
E as universidades públicas, que deveriam ser centros de excelência, inovação e formação de líderes, transformaram-se em ambientes sucateados, com salas depredadas, corredores pichados e professores que, em vez de ensinar ciência e conhecimento, praticam militância político-partidária, doutrinando jovens em nome de uma ideologia ultrapassada. Que futuro estamos plantando para as próximas gerações?
O profeta Isaías também alertou contra governantes corruptos: “Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem decretos de opressão, para privarem os pobres dos seus direitos e da justiça os aflitos do meu povo” (Isaías 10:1–2). É exatamente isso o que se vê: decretos, decisões e políticas que favorecem criminosos e o poder de poucos, em detrimento da justiça e do bem comum.
E o Judiciário? Onde está a imparcialidade e o respeito à Constituição? Por que tantos ministros decidem de forma política, parcial, ideológica, comprometendo a confiança da população em um dos pilares da democracia? Como disse o profeta Miquéias: “Os governantes pedem presentes, os juízes aceitam subornos, os poderosos impõem a sua vontade, e todos tramam juntos” (Miquéias 7:3). Um retrato que, lamentavelmente, parece ter sido feito para o Brasil de hoje.
E o povo, ah, o povo… Mantido sob rédea curta, refém de auxílios emergenciais que se tornaram permanentes. Auxílios que deveriam amparar temporariamente quem está em situação de vulnerabilidade, mas que hoje servem para manter uma massa dependente, sem estímulo para trabalhar, produzir e crescer. Isso é justiça social ou manipulação disfarçada de bondade?
Essa distorção é resultado de más intenções no poder, o que também é denunciado nas Escrituras: “Maldito aquele que fizer injustiça ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, e todo o povo dirá: Amém” (Deuteronômio 27:19). O povo brasileiro tem sido vítima de injustiças diárias, enquanto seus clamores parecem não sensibilizar aqueles que ocupam os altos cargos da República.
E o que dizer do Congresso Nacional? Deputados federais e senadores, em sua esmagadora maioria, deixaram de lado o verdadeiro papel de legislar em benefício do povo para se dedicar ao jogo do poder pelo poder. Criam leis que favorecem grupos específicos, se acovardam diante de decisões polêmicas e ignoram as dores reais da população. Muitos se escondem por trás de discursos vazios, enquanto seus gabinetes viram balcões de negócios políticos. Onde está a fiscalização, a independência entre os poderes, o zelo pela Constituição? A verdade é que muitos parlamentares só estão ali para garantir reeleição, foro privilegiado e benesses, não para servir à Nação.
Essas e tantas outras perguntas ecoam em cada lar, em cada cidadão honesto que observa o Brasil afundar, mesmo sendo um país rico. Uma nação que poderia ser referência mundial na produção de alimentos, energia limpa, biodiversidade e desenvolvimento sustentável. Um país capaz de produzir três safras de grãos por ano, com um povo trabalhador, um clima abençoado e recursos naturais abundantes. Mas que permanece estagnado, amarrado à corrupção, à ideologia, ao populismo barato e à incompetência institucionalizada.
Até quando aceitaremos esse destino? Até quando ficaremos calados, enquanto a soberania nacional escorre entre os dedos por causa da ganância de poucos? É hora de despertar. De romper com o ciclo vicioso de apatia, ignorância e corrupção que corrói nossas instituições e impede o verdadeiro progresso. Precisamos entender que política é, sim, da nossa conta. Que o voto não pode ser moeda de troca. Que dignidade não se vende por favores.
O Brasil precisa de brasileiros conscientes, corajosos e dispostos a mudar essa história. Que saibam escolher representantes comprometidos com o bem comum, e não com interesses de grupos ou ideologias. Que exijam transparência, justiça, trabalho sério e respeito à pátria. O futuro do nosso país está em jogo. E ele será o reflexo direto das escolhas que fizermos hoje.
*Jornalista e Professor
jun 21, 2025 | Colunistas
NA MÍDIA: As vaias da ministra Simone Tebet em Três Lagoas renderam manchetes. Em ano pré-eleitoral, por conta de fatores notórios, não surpreende. Pode ou não influir no futuro político dela. Reverter os efeitos de vaias é difícil. Simone, alvo da ira de seus ex-eleitores inclusive, manifestaram-se como permite a democracia.
PROJETOS: Diferentes, mas ligados. Simone deve manter sua candidatura ao Senado apesar do ambiente desfavorável. Enquanto isso exercita a paciência esperando o desenrolar do quadro sucessório nacional, onde seu partido é parceiro de Lula. Aos mais íntimos confessa que cultiva o sonho de ser candidata a vice-presidente de Lula.
HISTÓRIA: São Paulo odiava Getúlio Vargas pelo golpe de estado contra o paulista Washington Luiz em 1930 e por derrotar a Revolução de 1932. Para ir à inauguração do Estádio do Pacaembu em 1940, Getúlio transferiu a festa de 1º de Maio do Rio para São Paulo. Não deu outra: foi recebido com aplausos e desfilou em carro aberto inclusive.
COMPARANDO: Palanque político não é igual aos jogos de tênis onde é proibido vaiar; enquanto os aplausos são disciplinados e permitidos entre os games. O palanque político não exala elegância do tênis ou do público do teatro numa noite de ópera. Pelo contrário; exala ranço, vingança e às vezes chega as raias descabidas do ódio.
APLAUSOS E VAIAS: Heranças do Império Romano. Ao banir um grupo popular de atores, o imperador Tiberius foi a primeira vítima da vaia. Nas arenas não havia terceira via para os gladiadores: glória ou morte. Enquanto isso nos festivais de teatro da Grécia, as manifestações sonoras (palmas) do público representavam a aprovação; ou desagrado (assobios) pelo espetáculo.
INQUISIÇÃO? A condenação do humorista Leo Lins a pena de 8 anos e 3 meses de prisão, multa de R$1,4 milhão e R$ 300 mil por danos morais coletivos dando o que falar na mídia. Discute-se os limites do humor, a liberdade de expressão e a intolerância. Neste ritmo os humoristas terão que mudar de profissão? Um tema delicado.
EM BAIXA: Outra ex-candidata ao Planalto, senadora Soraya Thronicke de saia justa. Ela é acusada pelo senador Hiran, presidente da CPI das Bets, de usar argumentos fantasiosos para se promover. Ele se referiu as supostas ameaças a integridade física alegadas por Soraya. Delírios de fim de mandato: sem grupo e sem padrinho.
VERDADES: Deputados, Zeca do PT e Paulo Duarte, denunciam o sucateamento dos órgãos federais no estado. Casos por exemplo da Funasa e Funai com verbas curtas, sem condições de melhorar suas estruturas e o atendimento. Ambos reconhecem que esse descaso não é coisa de agora. Aí a gente conclui: desprestígio nosso ‘lá em cima’.
‘CLIMA QUENTE’: Antes das urnas, a guerra das pesquisas. Com menos de 7 mil votos Bandeirantes vive aquele clima gostoso de eleições interioranas. Sua localização facilita a presença de deputados. Aliás, em 2022, o deputado Marcio Fernandes liderou com 426 votos, seguido por Jamilson Name (342 votos) e Lucas de Lima (341 votos).
PREOCUPAÇÃO: Embora Riedel e Reinaldo recomendem calma aos companheiros quanto ao futuro caminho partidário a seguir, há um clima de apreensão. Como deu em nada a sonhada fusão com o Podemos, volta a ser possível a federação com o MDB e Republicanos. Enfim, muito papo e nada decidido. Mas e o eleitor, foi consultado?
FELIZ DA VIDA: Assim o ex-deputado Felipe Orro define a sua atual fase; tempo para a família e de seus afazeres da vida rural, sem compromissos estressantes e tantas alertas do celular. Sua opinião é que o ex-governador Reinaldo continua dando as cartas e o admira pela sua competência e estilo de ouvir os companheiros.
CPI DOS ÔNIBUS: “Vejo a solução “fácil” de renovar a frota: é necessária, porém a que custo? O atual consórcio tem interesse empresarial em investir quase meio bilhão de reais, para renovar toda a frota, com um contrato que vence daqui a 7 anos? E se esse consórcio sair, quem o irá substituir? ” (Fayez José Risk – arquiteto urbanista)
SEM SAÍDA: O que esperar do final da rumorosa CPI? O que realmente poderemos ter depois? Qual a saída pratica e exitosa do episódio? O estudioso arquiteto compara o previsível final desta CPI com aquele velho ditado popular que diz “cachorro correndo atrás de um carro, quando este para, ele não sabe o que fazer. ”
MINISTRO FACHIN: “ Cabe ao Poder Judiciário e em especial a este Tribunal, proteger direitos fundamentais, preservar a democracia constitucional e buscar a eficiência da Justiça brasileira. Para fazê-lo, precisamos de contenção. Não nos é legítimo invadir a seara do legislador. O respeito ao dissenso e à convivência democrática são lições também para todos os Poderes e todas as instituições. ”
DIFERENTES: Muitos políticos fazem dos filhos, herdeiros (monarquia particular) na vida pública. Não é o caso do ex-governador José Fragelli, falecido em 30 de abril de 2010 aos 94 anos de idade. Seus dois filhos Nei Fragelli e Nelson Fragelli optaram pela vida discreta. Ambos engenheiros; Nelson reside aqui na capital e Nei na Europa.
MORENÃO: Quanto custaria sua reforma? Com esse futebol medíocre atual não há público compatível. Ele foi construído numa outra época. É boa a intenção dos deputados Pedrossian Neto, Gerson Claro e outros deputados envolvidos, mas acho que essa não é saída. Cara demais! O Morenão não pode ser o salvador do nosso futebol, empobrecido e refém de aproveitadores.
FOCO MAIOR: A disputa que irá merecer atenção maior em 2026 será do Senado. Observadores avaliam que a maioria vai garantir avanços em pautas importantes para o próximo Governo. Em jogo ,54 cadeiras (dois terços da Casa). A oposição só poderá fazer o enfrentamento ao STF se tiver a maioria. Lula já advertiu desses riscos.
AVALIAÇÕES: Certa feita tentaram fazer aqui o ‘Pedrossianismo sem o Pedro’. Por uma série de fatores não deu certo. Agora ouço seguidamente a tese do pessoal do ‘centro’ em tentar emplacar o chamado Bolsonarismo sem o ex-presidente. São personagens e cenários diferentes – até incomparáveis. Concorda?
PILULAS DIGITAIS:
O brasileiro sem saber se vai pro arraial ou procura um bunker.
Na política você tem que ter lado. (ministra Simone Tebet)
Tão perto da 3ª. Guerra mundial e tão longe de ter a casa própria.
Se for pra começar a 3ª. Guerra, que seja em agosto, que nem tem feriado.
Não passo o pano, mas prender por piada não dá. (Dani Calabresa – sobre Leo Dias)
Se um canibal aprender a usar garfo, isso é considerado progresso? (Stanislaw J. Lec)
O progresso pode ter sido benéfico, mas agora está indo longe demais. (Ododen Nash)
É um desastre contratar no Brasil, pois as pessoas estão viciadas no Bolsa Família. (Ricardo Faria – ‘Rei do ovo’)
Já faz muito tempo, mas ainda lembro do tempo em que o ar era limpo e o sexo sujo. (George Burns)
Ah, não! Pode parar! Sou professora, as férias estão chegando, já parcelei 7 dias na praia em suaves prestações.
jun 17, 2025 | Colunistas
Quando passamos a enxergar a vida com olhos espirituais, compreendendo que a beleza e a grandiosidade da existência — da natureza ao ser humano, dos grandes feitos às menores ações — estão intimamente ligadas ao poder e amor de Deus, tudo muda dentro de nós. A jornada torna-se mais leve, os fardos mais suportáveis e o caminho mais seguro. Isso porque entendemos, enfim, que não caminhamos sozinhos. O Pai Celestial, como prometeu desde os primórdios da humanidade, está sempre conosco, até mesmo nos detalhes mais corriqueiros da nossa rotina.
A fé verdadeira nos permite usar com mais confiança nosso arbítrio, porque sabemos que temos uma direção divina. Passamos a decidir com mais consciência o que dizer, como agir, aonde ir e como viver, justamente por sentirmos essa Presença silenciosa, mas constante, ao nosso lado. Embora não O vejamos com os olhos físicos, sentimos Sua influência e, muitas vezes, testemunhamos claramente as ações de Suas mãos — inclusive nas coisas mais simples e aparentemente insignificantes.
Dia desses, por exemplo, vivi uma situação curiosa que me fez refletir profundamente sobre isso. Minha esposa e eu havíamos terminado de arrumar toda a casa. Tudo estava limpo, impecável, harmonioso — como ela sempre deixa, mesmo sem a minha ajuda. Em um dos últimos afazeres, fui guardar o óleo de cozinha usado, despejando-o cuidadosamente em um copo grande de vidro. Quase cheio, o copo recebeu um esbarrão involuntário do meu braço e deslizou pela pia com velocidade. Ao chegar à borda, onde tudo indicava que se espatifaria no chão, espalhando óleo e vidro por toda a cozinha recém-limpa, ele simplesmente parou. Encostado à beirada, inclinando-se perigosamente, mas sem cair. E o mais espantoso: nem uma gota de óleo foi derramada.
No mesmo instante, senti em meu coração uma certeza tão clara quanto o brilho do sol: a mão do Senhor havia segurado aquele copo. Ele impediu o desastre, não por ser algo grandioso ou urgente, mas simplesmente por cuidar de nós — até mesmo nessas pequenas situações. Como um lampejo de gratidão, meu pensamento se transformou em oração: “Obrigado, Senhor!”
Durante o devastador terremoto que atingiu o Haiti em 2010, uma criança de apenas 11 meses foi encontrada viva sob os escombros após 7 dias, sem água nem alimento, e sem qualquer ferimento grave. O episódio foi chamado de “milagre do Haiti” por socorristas e jornalistas do mundo todo. A mãe da criança, profundamente religiosa, havia orado todos os dias acreditando que o filho estava vivo — mesmo sem nenhuma notícia. O chefe da equipe de resgate, um bombeiro canadense, disse emocionado: “Eu vi a mão de Deus levantando esse bebê da morte.” A fé de uma mãe, unida ao trabalho incansável dos voluntários, tornou o impossível real.
Talvez, ao ler esses relatos, você se recorde de momentos semelhantes em sua própria vida. Situações em que algo inexplicável impediu um acidente, uma dor, um contratempo. E não, isso não foi mera coincidência, tampouco “sorte”. São pequenos milagres cotidianos, demonstrações de que o Senhor está atento a cada detalhe, estendendo Sua mão poderosa e misericordiosa sempre que necessário.
A Escritura sagrada testifica que o Senhor está atento a cada detalhe de nossa vida. Jesus declarou: “Não se vendem dois passarinhos por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos” (Mateus 10:29-31). Esse ensinamento reafirma que, para Deus, nada é pequeno demais para merecer Seu cuidado. Cada aspecto da nossa vida importa ao Pai Celestial.
Outro testemunho poderoso se encontra no Livro de Mórmon, quando o profeta Néfi reconhece a constante direção divina: “Sei que o Senhor dá conselhos a todos os que lhe pedem, com fé, crendo que receberão, e não com coração duvidoso” (2 Néfi 4:35). Isso nos ensina que, se estivermos atentos e em sintonia com o Espírito, perceberemos com mais clareza os pequenos atos de intervenção divina em nosso favor.
O Élder David A. Bednar, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensinou: “Frequentemente pensamos que os milagres de Deus se manifestam apenas de maneira espetacular, mas, na verdade, muitos de Seus milagres ocorrem discretamente — são milagres de consolo, orientação e proteção que só percebemos quando temos olhos espirituais atentos.”
Já o Presidente da igreja Russell M. Nelson afirmou com clareza: “A mão do Senhor está presente em sua vida com muito mais frequência do que você imagina. Ao reconhecer e agradecer essas manifestações, você verá mais delas.” Essa afirmação poderosa reforça a importância da gratidão como uma chave para abrir os olhos espirituais e perceber com mais nitidez o agir constante de Deus em nossa jornada.
O Espírito Santo, que nos foi prometido como Consolador e guia, fala conosco o tempo todo. Ele nos alerta, consola, protege e nos inspira a ver com mais clareza a mão de Deus operando — seja nos grandes livramentos, seja no copo de óleo que não cai. O segredo é termos sensibilidade espiritual para reconhecer esses gestos e gratidão suficiente para jamais deixá-los passar despercebidos.
Portanto, que possamos viver cada dia com os olhos e o coração abertos para perceber o agir de Deus ao nosso redor. Ele está presente — não apenas nas grandes conquistas ou provações, mas também nos detalhes da vida cotidiana. Em cada milímetro que nos separa de um tropeço, em cada palavra que nos consola, em cada pensamento que nos guia. Sim, Ele está lá. Sempre esteve. E sempre estará. Que sejamos humildes e sensíveis o suficiente para ver — e gratos o bastante para agradecer.
*Jornalista e Professor
jun 14, 2025 | Colunistas
MELHOR ASSIM: Se em 2022 tivemos 388 candidatos a deputado estadual e 160 postulantes a deputado federal, em 2026 serão 271 e 112 candidatos respectivamente. É fruto das 3 novas federações partidárias que irão absorver e juntar várias siglas. Para se eleger à Assembleia serão necessários perto de 60 mil votos; para a Câmara por volta de 190 mil votos.
OPINIÃO: Virou rotina. Nas sessões os deputados estaduais do PT aproveitam para enaltecer as ações do Governo Federal, criticam episódios do Governo Bolsonaro e fazem comparações. Já os demais parlamentares quase sempre se limitam a ouvir e raramente fazem apartes. Fica exposto uma espécie de vazio ideológico entre eles.
POSTURA: Para o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), a máquina pública vai parar se nada for feito. De 1991 a 2025 as despesas do Governo aumentaram 73% e os impostos cresceram 53%. Ele sugere que os colegas abram mão das emendas, cortem o fundo eleitoral e partidário. Decepcionado, ele não concorrerá a reeleição.
BOLSONARO: Sua narrativa no STF decepcionou seus seguidores ao serem taxados de ‘malucos’ e ao pedir desculpas ao ministro. Outros trechos também foram motivos de críticas e ironias nas redes sociais. Bolsonaro não convenceu. Aliás, quem acabou elogiado foi o ministro Alexandre de Moraes. Os próximos capítulos prometem.
PROCEDE? “A inclusão de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais é um serviço apenas ao seu plano de se lançar candidato de dentro da prisão, assim como Lula fez em 2018 – e o petista também contou com os institutos de pesquisa para se manter como candidato fictício até o último momento. ” (Mario Sabino – jornalista)
‘MÃO DE OBRA’: Se trocar o nome de rua é difícil, imagine mudar o nome de cidade. Rio Verde de Mato Grosso convive com a ideia de rebatizá-la de Rio Verde do Pantanal ou Rio Verde de Mato Grosso do Sul. Processo moroso, inclusive com plebiscito e outras formalidades, dividindo. Os deputados Junior Mochi e Lídio Lopes comentaram o assunto ao colunista.
PREVISÕES: A anunciada concorrência para a Assembleia Legislativa em 2026 nos reporta à emblemática frase de que “muitos serão chamados e poucos serão escolhidos”. Além da grande maioria que tentará a reeleição, teremos muitos ex-prefeitos, vereadores da capital (que não serão poucos) e edis do interior. O poder seduz.
SIM OU NÃO? Pela lei em vigor é preciso mandato judicial específico para retirar cada publicação das redes sociais, forçando as plataformas a aprimorar seus mecanismos para excluir ou moderar conteúdos que possam ser considerados ilegais. Regulamentação ou censura? Por exemplo, para o publicitário, presidente da Academia Sul Mato-grossense de Letras, Henrique Medeiros, a mudança não proíbe, só regulamenta.
EM AÇÃO: As notícias enviadas pela sua assessoria mostram o ritmo de atuação do senador Nelsinho Trad. Além de marcar presença em eventos significativos nas mais diferentes regiões do Estado, o senador realiza notável trabalho de apoio junto aos municípios, independentemente da importância política e econômica.
‘LOTERIAS’: “ E talvez, antes de restringir a comunicação, precisamos reformular a mensagem que este país entrega todos os dias: a de que o sucesso é loteria, e não construção. Que o mérito depende de sorte e não da luta. Porque enquanto vendermos o sonho do atalho, sempre haverá quem venda a ilusão do ganho fácil”. (Lucas Dalfrancis)
ELEIÇÕES: Com a nova Constituição tivemos as primeiras eleições presidenciais em 1989 com 21 candidatos: Collor de Melo, Lula, Brizola, Covas, Maluf, Roberto Freire, Afif Domingues, Roberto Freire, Aureliano Chaves, Ronaldo Caiado, Afonso Camargo, Enéas, Marronzinho, Paulo Gontijo, Zamir Teixeira, Lívia Pio, Eudes Mattar, Gabeira, Celso Brant, Antônio Pedreira, Manoel Horta e Armando Correa. Hoje, apenas Lula e Caiado tem cargos eletivos.
CANDIDATOS-1994: 8 postulantes; Enéas Carneiro (vice Roberto Garcia), Leonel Brizola (vice Darci Ribeiro), Espiridião Amin (vice Gardenia Gonçalves), Fernando H. Cardoso (vice Marco Maciel), Lula (vice Aluízio Mercadante), Orestes Quércia (vice Iris Araújo), Carlos Gomes (vice Dalton Salomani), Hernani Fortuna (vice Vitor Nosseis).
1998-CANDIDATURAS: Fernando H. Cardoso (Marco Maciel), Lula (Leonel Brizola), Ciro Gomes (Roberto Freire), Enéas (Irapuan Teixeira), Ivan Frota (João G. Silva), Alfredo Sirkis (Carla Ribeiro), José M. Almeida (José Galvão). Outras cinco candidaturas foram registradas e Collor de Melo teve sua candidatura cassada. Ao todo, 13 pretendentes.
CANDIDATOS-2002: Lula (vice José Alencar), José Serra (vice Rita Camata), Anthony Garotinho (vice José A. Almeida), Ciro Gomes (vice Paulinho P. da Silva), José Maria de Almeida (vice Dayane de Oliveira) Rui Costa Pimenta (vice Pedro Paulo Pinheiro). Total de 6 candidatos.
2006-CANDIDATOS: Foram sete os candidatos ao Planalto: Lula (José de Alencar), Geraldo Alckmin (José Jorge), Heloisa Helena (Cesar Benjamin), Cristovam Buarque (Jefferson Peres), Ana Maria Rangel (Delma Gama), José Maria Eymael (José Neto), Luciano Bivar (Américo Souza).
CANDIDATOS-2010: Dilma Roussef (Michel Temer), José Serra (Índio da Costa), Marina Silva (Guilherme Leal), Plínio A. Sampaio (Hamilton Assis). Também foram candidatos: José Maria Eymael, José Maria Almeida, Levy Fidelis, Ivan Pinheiro e Ruy Pimenta da Costa. Foram 7 os candidatos e no 2º turno Dilma derrotou José Serra.
FOLCLORE-1: Antonio Corrêa (pastor/advogado) fundou o PMB; candidato em 1989, cedeu sua candidatura para Silvio Santos. Silvio chegou a pedir na TV que o eleitor assinalasse ‘Corrêa’ nas cédulas impressas, já que não poderiam ser trocadas a tempo. Mas a Justiça cassou o registro do PMB e anulou os votos registrados. O episódio marcou aquelas eleições.
FOLCLORE-2: Eudes Matar, candidato pelo PLP em 1989. Com 30 segundos na TV repetia “Vote 55, o último da cédula”. Obteve 162.343 mil votos. Em Esperantina (PI); forte reduto do PT, teve maciça votação. Muitos eleitores, não sabendo ler, foram instruídos a votar no primeiro da lista. Mas, eles viraram a cedula de cabeça para baixo, deixando de votar em Lula (que era o primeiro da lista) para votar em Eudes (o último).
PILULAS DIGITAIS:
Feliz é a pessoa que reclama que a hora não passa. (Dr. Zureta)
No Brasil os humoristas terão que mudar de profissão. (Internet)
É preciso fazer a história, para depois contar a história. (Internet)
Porque no fundo, o problema nunca foi o jogo. O problema é o vazio que faz alguém apostar. (Lucas Dalfrancis)
Eu joguei dentro das quatro linhas (da Constituição) o tempo todo. (Bolsonaro)
Antes de não existir nunca e antes de desaparecer para sempre, a gente vive um pouco. (Millôr)
A vida de uma pessoa consiste num conjunto de acontecimentos, dos quais o último também poderia mudar o sentido de todo o conjunto. (Ítalo Calvino)
Somos carteiros: temos a missão de caprichar na entrega, evitar que a carta chegue molhada e, principalmente, gostar do que fazemos. (Ronald Golias – humorista)
jun 9, 2025 | Colunistas
A maioria dos problemas que enfrentamos ao longo da jornada — sejam eles econômicos, sociais, profissionais, emocionais ou espirituais — decorre da ausência de confiança genuína em Deus. Cristo foi claro ao declarar: “Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta” (Mateus 7:7-8). Essa promessa, eterna e imutável, continua válida em nossos dias — mas, para recebê-la, é preciso ter fé. Uma fé firme, crescente, inabalável.
As Escrituras alertam que nos últimos dias os corações se esfriariam (Mateus 24:12). Veríamos o aumento do egoísmo, da indiferença, da incredulidade. E de fato, vivemos tempos em que muitos têm abandonado sua fé diante das lutas da vida. Basta uma perda, uma decepção, uma doença, uma crise, e o coração de alguns logo se desvia do caminho da luz. Quantos deixaram de crer porque oraram por algo que não veio da forma esperada? Ou porque não entenderam os propósitos divinos por trás das provações?
O Élder Jeffrey R. Holland, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias ensinou: “O próprio fato de que você tem fé é um testemunho poderoso de que Deus está com você. Fé é para aqueles momentos em que não há garantias. É quando seguimos em frente confiando que o Senhor honrará Seus convênios conosco.” Essa é a essência da verdadeira fé: confiar no Senhor mesmo quando os céus parecem silenciosos e a tempestade não cessa.
No entanto, é justamente nesses momentos que a verdadeira fé se revela. O Senhor nunca prometeu ausência de aflições, mas sim Sua presença constante ao nosso lado: “No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33). Jó, um dos maiores exemplos de fé já registrado, perdeu tudo: riquezas, servos, filhos, saúde — mas não perdeu sua confiança em Deus. Ele compreendia que o Senhor é soberano e que, mesmo em meio à dor, o propósito divino permanece em curso. “O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:21).
Por outro lado, também existem muitos relatos de pessoas que, embora tenham se afastado da fé por conta das dificuldades, reencontraram o caminho e voltaram ainda mais fortes ao Senhor. Pensemos no filho pródigo da parábola de Jesus (Lucas 15): partiu iludido pelas promessas do mundo e, ao experimentar a miséria, caiu em si e retornou ao Pai. Hoje, também vemos histórias de membros inativos que, após grandes perdas, doenças ou momentos de reflexão profunda, voltaram a se reaproximar do Salvador com mais gratidão, humildade e fé.
O Presidente igreja (SUD) Russell M. Nelson declarou: “A fé em Jesus Cristo é o maior poder que temos em tempos de provação. Quando escolhemos desenvolver essa fé, nos tornamos espiritualmente resilientes — capazes de resistir às tempestades da vida com confiança no Salvador.” Sua mensagem é clara: a fé não é apenas crença, mas um poder real que fortalece, cura e guia.
A fé que salva é aquela que persevera. Ela não depende de recompensas imediatas, mas é sustentada pelo amor a Deus e pela esperança nas Suas promessas eternas. Ter fé cega não significa ter uma fé irracional, mas sim confiar mesmo quando não enxergamos o caminho com clareza. Assim como uma criança confia no pai para guiá-la em meio à escuridão, devemos nós também confiar no Pai Celestial, mesmo sem entender todos os Seus desígnios.
Muitos homens e mulheres fiéis já enfrentaram grandes provações, mas não desistiram de seguir o caminho estreito. Quando Pedro, ao andar sobre as águas, começou a afundar por duvidar, Jesus o segurou e disse: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mateus 14:31). Cristo está sempre pronto a nos resgatar — basta estendermos a mão.
O Élder Dieter F. Uchtdorf também ensinou com sabedoria: “A fé não é simplesmente a esperança de que as coisas darão certo. É a confiança de que Deus tem um plano maior e que, mesmo quando não compreendemos o porquê das coisas, podemos prosseguir com paz no coração.” Essa confiança nos eleva acima das dores do presente e nos aponta ao propósito eterno de nossa existência.
Nos dias atuais, o enfraquecimento espiritual é uma realidade que precisa ser combatida com urgência. As religiões cristãs testemunham a saída de muitos membros não por falta de crença intelectual, mas por não cultivarem um relacionamento pessoal com Deus e Jesus Cristo. Sem oração constante, estudo das Escrituras e participação ativa na obra do Senhor, é fácil ser arrastado pela correnteza do mundo.
Feliz é aquele que, mesmo diante das tribulações, mantém-se fiel e perseverante, buscando seguir os passos do Salvador, que nos mostrou o caminho, a verdade e a vida. Jesus não veio ao mundo para ser admirado à distância, mas seguido de perto, mesmo quando o caminho exige sacrifícios, renúncias e fé cega. Porque no final da jornada, aqueles que permanecerem fiéis verão com clareza aquilo que hoje apenas creem: a glória eterna na presença de Deus.
Que possamos, portanto, fortalecer diariamente nossa fé com ações concretas: orando, servindo ao próximo, frequentando os cultos, estudando as Escrituras, buscando revelação pessoal e sustentando os que estão à beira de desistir. Que tenhamos uma fé viva, crescente e perseverante — pois somente ela nos levará de volta ao lar Celestial.
*Jornalista e Professor