jul 13, 2025 | Colunistas
‘RÓTULOS’: Do discurso à pratica. Amigo da esquerda, defensor da igualdade social, é refém de vicio do Cohiba, charuto cubano, sinônimo de sofisticação das elites, ao custo de R$150,00 cada e R$4.500,00 ao mês. Enfim, comparando a postura dos governantes da esquerda com da oposição, veremos mais identidade do que diferença.
BOM OU RUIM? Envio da ação penal do TJMS ao STJ envolvendo o ex-governador Puccinelli coça cabeças. É a nova linha do STF calcada na decisão do HC 232/ 1627 de que o envio do processo para outra instancia, quando o mandato se encerra prejudica à investigação. O foro permanece o mesmo após o afastamento ou ainda quando a investigação ou ação se iniciem após o fim do mandato.
ALÍVIO: São 32 mil produtores de 45 municípios, beneficiados pela aprovação do PL do senador Nelsinho Trad e relatado pela senadora Tereza Cristina, prorrogando por mais 5 anos o prazo para regularização fundiária na fronteira de MS e de outros estados. Além do fator social – politicamente foi um golaço de placa de ambos senadores.
O MESMO!: Na entrevista à Rede Top de Rádio, o ex-prefeito Alcides Bernal mostrou que o fator tempo não o ajudou a refletir sobre sua caminhada política. Fez a narrativa vitimizada de sua trajetória, onde faltou habilidade para agregar e evitar crises. Claro, ainda sonha com a volta à política, onde não tem mais espaço. Perdeu o bonde!
TARDE DEMAIS: ‘Outro naufrago’ que veio à tona nas ondas do rádio foi o ex-senador Delcídio. Falou dos embates; admitiu O pecado da soberba; aposta no PRD junto com o Solidariedade e outra sigla nestas eleições. Ainda é excelente entrevistado; um exemplo que na política não há espaço para sonhadores que não ouvem o despertador.
‘VAPT – VUPT’: Tudo muito rápido. O que hoje é imprescindível será descartável amanhã. A dinâmica dos fatos, de situações em todos os segmentos da vida passa por mutações e influências imprevisíveis. Na vida pública não é diferente: líderes políticos ontem aclamados, hoje estão simplesmente esquecidos. “C’est la vie”.
‘REVELAÇÃO’: “Estamos dizendo para aqueles que não pagam, ou pagam 3% ou 4%, que eles paguem 10%. Se isso não for justiça tributária, se isso for ser de esquerda, eu, que nunca fui de esquerda, tenho que me considerar de esquerda. ” (Simone Tebet, ministra do Planejamento)
PORTA ABERTA: Como se diz – ‘todo mundo sabia’- mas agora ela anunciou que é lésbica e casada com mulher. A postura da vereadora Ana Portela (PL), filha do Tenente Portela, atraiu os holofotes. Mas hoje a prioridade é outra: a opinião pública questiona por exemplo se a vereança da capital faz jus a essa gastança. O resto é nhénhénhém.
OUSADO: Com bala na agulha o ex-governador Reinaldo Azambuja preparado para assumir o comando do PL local. Ao seu estilo, vai tomando a iniciativa de quebrar resistências internas no firme propósito de somar. Como as lideranças são mais importantes do que os partidos, Azambuja não terá grandes dificuldades.
VIGILANTE: Graças aos 39.329 votos recebidos em 2018, o deputado Zé Teixeira é um exemplo do exercício produtivo no 6º mandato parlamentar. É reconhecido pelo seu estilo simples mas objetivo no trato de assuntos pertinentes à vida das comunidades de seus eleitores. Pasmem; no último pleito ele só não foi votado em Rochedo.
NO COLO: Se bastasse a seu favor o embate com o Congresso Nacional, de imagem desgastada perante a opinião pública por conta dos gastos e emendas, agora ‘cai do céu’ a carta oficial do Governo Trump. Sorte do Governo Lula que vai adicionar ao seu discurso esses dois temas. O novo lema ‘Governo Soberano’ não é obra do acaso.
EDITORIAL: “…Se a manifestação foi pensada para ajudar Jair Bolsonaro (PL) no julgamento em que é acusado de tramar um golpe, ela, na melhor hipótese para o ex-presidente terá efeito nulo. Se tentou fortalecer o deputado fugitivo Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a disputa de 2026, acabará tornando o seu caso na justiça brasileira ainda mais complicado. ” (Folha de São Paulo)
ECOS DA TAXA: Mirando as eleições de 2026, cada liderança política emite sua opinião sobre a decisão do Governo Trump. Sem dúvida que o fato já começou a ser debatido por lideranças políticas e da sociedade civil. Parte se reporta apenas ao aspecto econômico e eventuais consequências sociais; outra parte mira o lado político e eleitoral. Veja as reações de deputados na Assembleia Legislativa.
GERSON CLARO: “…Ele (Trump) encerra a carta de uma maneira com abertura para o diálogo. Isso pode ser mudado, o que precisa é de equilíbrio, tratar com responsabilidade, tanto do governo brasileiro, quando do americano. Não é um assunto novo, a responsabilidade é do presidente Lula de tocar essa política; essa balança comercial será equilibrada no bom senso, independente do posicionamento político ideológico…”
JOÃO HENRIQUE: “…Sobre a carta norte-americana, a direita a nível internacional tomou essa postura, não por conta de uma posição isolada, mas talvez por apoios a algumas instituições e países que não respeitam a democracia – uma delas é o Irâ. Acordos internacionais permitiram que ditaduras progredisse e tivessem um orçamento próximo aos EUA. O presidente Trump, como o presidente Gerson Claro disse, tocou nessa questão, mas o início da carta é importante, a liberdade de expressão…”
PEDRO KEMP: “,,,Uma verdadeira e ridícula afronta a soberania nacional, ver nos noticiários, que o presidente dos Estados Unidos havia mandado uma carta ao governo brasileiro, dizendo que taxaria todos os produtos brasileiros em 50%, porque o Brasil estaria fazendo uma perseguição injusta ao ex-presidente Bolsonaro e às big tech,,,”
PEDROSSIAN NETO: “…Acordei preocupado, o que está em jogo aqui é a relação entre os dois maiores países do hemisfério americano, historicamente amigos, aliados e parceiros, sabotada pela imposição de uma tarifa de 50%, altíssima para todos os padrões internacionais e que ferem acordos dos quais o Brasil e EUA são signatários desde 1947…”
EM BRASÍLIA: Nossa senadora Tereza Cristina, ao seu estilo ponderado, defende a linha diplomática para busca da solução pacífica deste conflito. Lembra que os povos não podem ser penalizados e que Estados Unidos e Brasil tem uma longa história de parceria. “ Nossas instituições precisam ter calma nessa hora”, arrematou a ex-ministra de Bolsonaro.
SIMONE TEBET: “É hora de diplomacia, de senso e de consenso, sim, na defesa do Brasil, mas é hora de fazermos isso juntos, unidos, como uma única família, deixando de lado as diferenças políticas e de ideologia, na defesa, intransigente, do nosso país. Isto sim é que é ser patriota. Dar luz e vida soberana ao Brasil, a favor dos brasileiros. ”
PILULAS DIGITAIS:
Quando estou triste, as pessoas acham que é devido a relacionamento. Gente, eu só preciso de 100 mil reais! ( internet)
Por que todos lutam ferozmente por terra se, assim que têm terra, mudam pra cidade? (Millôr)
O Brasil, afinal, é um enigma que está longe de ser decifrado. (Mario Montanha)
Cidadão bebeu, a ressaca é 2 dias. Se votou errado, a ressaca é de 4 anos. (governador Caiado)
jul 7, 2025 | Colunistas
Gosto muito da história de amor de meus pais. Ele, Manoel Dantas de Oliveira, então um jovem aventureiro, cheio de vida e de sonhos, deixou a Bahia rumo ao Rio de Janeiro, na década de 50, onde se alistou na Marinha Brasileira. Não hesitou quando surgiu a chance de servir ainda mais longe: na fronteira do Brasil com a Bolívia, na próspera Corumbá, então parte do grande Mato Grosso (hoje, do MS).
Anos depois, um marinheiro amigo o convidou para passar o Natal e o Ano Novo numa fazenda em Bataguassu, onde morava sua família: os Aquino — gente de raiz forte e tradicional, fundadores da cidade de Anaurilândia. Foi nessa noite natalina, sob as luzes simples da fazenda e o calor da hospitalidade interiorana, que aquele jovem baiano conheceu a filha primogênita do velho Sebastião Aquino Barbosa e de Maurícia de Souza Barbosa. Seu nome era Dair Aquino. Bastou um olhar para que Manoel soubesse que era a mulher de sua vida.
Naquela época, quando o coração falava, a atitude não tardava. Manoel, cheio de amor, confiante, dirigiu-se ao patriarca da família e, com respeito e firmeza, pediu a mão de Dair em casamento. Prometeu voltar em um ano, com as alianças. O tempo, no entanto, tratou de impor suas provas. Missões longas pela Bacia do Rio Paraguai e operações marítimas de segurança nacional o impediram de cumprir o prazo combinado. E, com o passar dos meses, vieram as dúvidas, os boatos: “Ele não volta mais”. Um filho de fazendeiro rico da vizinhança surgiu como pretendente. A pressão era grande, mas o coração de Dair permanecia firme, pois já havia escolhido o seu eterno companheiro.
Quase dois anos depois, numa semana de festas preparada estrategicamente por membros das duas famílias para oficializar o pedido oficial do tal pretendente, eis que surge, pela estrada de terra, todo de branco, montado em um cavalo baio (pena que não era branco, como nos contos de fadas), o jovem marinheiro. Nas mãos, as alianças. No coração, o amor intacto. Foi direto ao velho “Bastião” para justificar o atraso e reafirmar o compromisso assumido. Naquele instante, o tempo pareceu parar. Os olhares se cruzaram com a mesma intensidade do primeiro encontro — mas agora carregados de saudade, expectativa e um amor provado pela espera. Dair, firme em sua decisão de seguir o coração, viu sua fé ser recompensada.
O gesto do jovem marinheiro — atravessar o país não só para cumprir uma promessa, mas para consolidar um sonho — emocionou não só a ela, mas a todos que presenciaram aquele reencontro. Foi como se Deus, que conhece o íntimo de cada coração, tivesse escrito esse capítulo com tinta invisível, revelada apenas aos que creem no poder da verdadeira fidelidade. Casaram-se pouco depois e partiram juntos para Corumbá, onde nascemos: eu e meus irmãos Rubens (primogênito), Edson e Edna.
Alguns anos depois, ele deixou a Marinha. Ingressou no Ministério dos Transportes, onde trabalhou no Serviço de Navegação da Bacia do Prata. Depois, mudou-se com a família para Campo Grande onde assumiu a direção da Campanha Nacional de Alimentação Escolar – CNAE, e permaneceu ali até a sua aposentadoria. Nunca deixou de cultivar o amor por nossa mãe — aquela que foi, e sempre será, a melhor que este mundo já viu.
Infelizmente, ambos partiram precocemente. Ela, em 1981, aos 46 anos; ele, em 1996, aos 66 anos — vítimas das consequências do (maldito) cigarro. Mas partiram depois de cumprirem, com honra e dignidade, o papel mais importante que se pode ter na vida: o de pai e mãe. Foram mestres da vida, que, com firmeza, amor e exemplo, nos ensinaram a caminhar neste mundo com retidão, perseverança e coragem.
Hoje, ao completar mais um ciclo de vida neste 3 de julho, percebo, com espanto e reverência, que sou mais velho do que meus pais chegaram a ser. E essa constatação me leva a uma profunda reflexão. Me vejo, muitas vezes, pensando neles — nos conselhos, nas broncas, nas orações. Nos gestos de carinho e nos olhares de aprovação que tanto marcaram minha infância e juventude. Eles não apenas nos deram a vida — a mim, ao meu querido irmão Rubens, ao Edson, à Edna e à nossa caçula, Márcia Christinne, que nasceu em Campo Grande — como nos ensinaram a vivê-la com dignidade.
Tornar-me mais velho do que meus pais viveram é, por si só, um presente e uma responsabilidade. É como se o tempo me tivesse dado um papel duplo: o de seguir adiante com a própria vida, mas também o de continuar, em cada gesto, a história que eles começaram. Cada manhã em que me levanto para trabalhar, cada conselho que dou aos meus filhos e às pessoas, cada escolha que faço com ética e respeito ao próximo, carrego neles a essência de Manoel e Dair. Eles me deixaram não apenas memórias, mas um modo de viver — e esse é o tipo de herança que nenhuma ferrugem corrói, nenhum tempo apaga.
Certamente, muito antes de eu nascer, já existia uma história de amor sendo escrita para me preparar o caminho. E ela tem nomes: Manoel e Dair.
E acima desses dois nomes tão especiais, está o nome de Deus — o Autor da vida, que confiou a esse casal a missão sagrada de trazer ao mundo filhos especiais, para serem moldados em princípios, fé e amor. Foi Ele quem costurou os encontros, sustentou os sonhos e abençoou cada passo dessa união. E é a Ele que elevo agora minha mais profunda gratidão, por ter me dado pais tão extraordinários. Que honra ter vindo ao mundo por meio de mãos tão nobres, orientadas por um amor que começou no Céu.
*Jornalista e Professor
jul 7, 2025 | Colunistas
Nos últimos anos a educação infantil foi modificando e enfrentando muitos avanços que não deve exercer sobre nós o efeito da perda de uma visão crítica sobre a situação. A primeira etapa da educação básica tem a finalidade de desenvolver a criança até 5 (cinco) anos de idade, em seus aspectos psicológicos, físicos, intelectual e social. Nesta fase é imperioso fazer com que as crianças possam se interagir com adultos e com outras crianças em várias situações.
O importante neste momento é compreender o processo de desenvolvimento da criança na Educação Infantil considerando fases e capacidades: cognitivas, motoras, físicas e sociais. Enquanto o objetivo especifico é de compreender a educação infantil na vida das crianças; avaliar as condições que os professores enfrentam as dificuldades para o desenvolvimento das atividades é primordial. A justificativa é que a magia do mundo infantil, a transparência da criança, sua inocência, espírito de curiosidade e criatividade, devem ser estimulados e preservados, enquanto dura essa fase especial que é a infância e para que quando adulta, tenha sua sensibilidade revitalizada com gratificação de todos os sonhos infantis

Professor de Escola Municipal reinventa a utilização do Jornal Impresso na Educação Infantil
A forma que a educação infantil é tratada pode ser adotada como um dos indicadores do desenvolvimento cultural de determinado municipio. Hoje nota-se que a educação infantil é indispensável na sociedade. Porque tanto as creches e pré-escolas constituem um espaço de descoberta do mundo para as crianças. É importante cumprir a responsabilidade social de compartilhar com as crianças esta descoberta tão instigante e prazerosa no sentido de ver o desenvolvimento bem de perto das crianças.
É importante ressaltar, que o significado da leitura e o gosto por ela, a perenização do Jornal impresso ante a febre dos celulares, deve iniciar-se na infância, para que o estimulo a mesma, cresça à medida do desenvolvimento normal do indivíduo, que de certa forma, já tem sua leitura de mundo, antes mesmo do seu ingresso na escola formal, como dizia o educador Paulo Freire: ‘A sua leitura de mundo antecipa a leitura da palavra. ”
O processo da leitura é muito importante no dia-a-dia, pois muitas vezes, o assunto está ligado a experiência. Precisa-se aprender aos poucos ler o mundo, a interagir com ele, e esse é o papel da leitura para aquisição de conhecimento. \por este aspecto é importante que as crianças devam brincar, conviver, participar, explorar, expressar e conhecer-se. Por isso o trabalho do educador precisa refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças .E nesse patamar está o professor Marcos Aurélio Feitosa, que engajado na arte de ensinar buscou no jornal impresso um cabedal de oportunidades para alavancar o ensino de seus alunos.

Professor de Escola Municipal reinventa a utilização do Jornal Impresso na Educação Infantil
Procurado pela redação ele justificou seu projeto: “ A criança como todo ser humano, é um sujeito social e histórico, no qual fatores genéticos e culturais intercalam-se. Corumbá é uma cidade histórica e turística, além de ser fronteira com a Bolívia. Portanto, o conhecimento de mundo precisa ser trabalhado para que o desenvolvimento da criança se dê de maneira integral e por isso utilizar o jornal impresso é um diferencial inquestionável.”
Como produtores de conteúdo e de informação abalizada e verificada, o www.tudodoms.com.br exalta o exemplo do Professor Marcos Feitosa, e com esta matéria, pretendemos que outros educadores, sigam seu exemplo. Sim, claro, empenha-se custo e dedicação, mas vale ressaltar também, a importância da leitura e a manipulação de jornais com artesanato, com a matemática e com o entretenimento, na vida de uma criança, tem efeito pela vida toda, não somente em sua vida escolar, mas em seu cotidiano, pois quem não tem o hábito e o prazer de ler em sala de aula também não o faz fora dela. Assim, para que a leitura seja fonte de prazer é preciso que haja estímulo à criança desde pequena, que ela seja colocada em contato com diversas formas de produções, que veja a leitura não como uma imposição, mas como uma opção que dá a ela a possibilidade de conhecer outros mundos, outras culturas, de imaginar e de construir suas próprias histórias.

Professor de Escola Municipal reinventa a utilização do Jornal Impresso na Educação Infantil
* Da Redação
jul 7, 2025 | Colunistas
REFLEXÃO: Difícil saber o que se passa na cabeça do eleitor, o receptor de que ouve ou enxerga no seu dia a dia. Sabe quem é falso, malandro, mas competente, ‘vaselina’, esquerda oportunista ou direita de ‘araque’. Poucos eleitores olham para dentro de si para questionar. Aí adotam o pragmatismo da ‘Lei do Gerson’. ‘Aquela famosa! ’
DESAFIOS: Não faltam aos candidatos, independentemente do que mostram as pesquisas. No quadro local há de se admitir que o favorito Reinaldo Azambuja ao Senado, também atrai questionamentos. Um deles: qual será mesmo a postura do eleitor bolsonarista raiz? O ocorrido nas eleições da capital em 2024 pode servir como aviso?
NA PRANCHA: Sem oposição declarada e com o PT sob controle, ‘ comendo na sua mão’, Riedel está surfando e imune aos riscos de ‘rochedos e tubarões’. Quem trabalha ao seu redor garante que politicamente o governador melhorou cem por cento de quando se elegeu. É impossível brigar com ele, sempre de bom humor.
TRANQUILO: Com a saída dos colegas Eduardo Leite (RS) e Raquel Lira (PE) rumo ao PSD, Riedel não tem razão para sair do PSDB. Com um exército fiel de prefeitos e de ex-prefeitos, além de vereadores, contará uma fatia do Fundo Partidário. A mesma tese se aplica ao ex-governador Reinaldo, que vem cuidando de seu eleitorado.
DETALHES: A senadora Tereza Cristina já anunciou que terá seu próprio candidato ao Senado. Criou-se então um certo clima de suspense. Qual seria o nome? Neste caso não deve faltar postulantes da direita e centro ao Senado. Pergunto: não haveria risco de rachar e assim fragilizar o grupo, beneficiando outros nomes concorrentes?
SAIU DA CARTOLA? Defensor de Lula nas redes sociais, Fabio Trad deixou o PSD (de Nelsinho e Kassab) para enfrentar a bifurcação partidária: PT ou PSB. Dentre os petistas há quem defenda até sua candidatura ao Governo. O deputado Vander é defensor da candidatura ao Senado, oferecendo-se inclusive para ser seu suplente.
JUSTIFICATIVA: “Há momentos em que o contexto político exige escolhas claras. O mundo mudou, o Brasil também. O espaço para o espectro do centro estreitou-se até desaparecer. Hoje, ou se é cúmplice do extremismo de direita, ou se está ao lado do Estado Democrático de Direito. Eu escolho a democracia com clareza e sem ambiguidades”. (Fábio Trad)
‘EXEMPLO”: Sob a presidência de Papy, a Câmara Municipal da nossa capital ficou mais cara em R$6,5 milhões só neste semestre. Os gastos atingiram R$56,5 milhões dos cofres municipais. Para os observadores, é uma amostra do perfil político de Papy, candidato a deputado estadual em 2026. É segurar nas mãos de Deus.
BRASÍLIA: A guerra Lula versus Congresso promete fortes emoções. Ganhe ou perca o Governo sairá desgastado no parlamento. Lá atrás Joao Goulart se deu mal, a exemplo de Collor e Dilma neste enfrentamento. As declarações do ministro Haddad são como gasolina na fogueira. “Nós contra eles, ” esse discurso inflamante ficou superado.
DÚVIDAS: O gosto pelo futebol é usado pelos políticos no mundo. Na Espanha, no Governo Franco, o Real Madrid foi instrumento eficiente para popularizar o regime e fortalecer o nacionalismo espanhol. Azar do Barcelona, de região opositora, que teve inclusive dirigentes executados, jogadores presos e vítimas de ameaças constantes.
POLÊMICA: Em 1953 o ‘Barça’ contratou Di Stéfano. Dias depois o Real anunciou a contratação do mesmo atleta. Os catalães acertaram com o River Plate (dono do passe) e o Real negociou com o Milionários da Colômbia, onde ele jogava por empréstimo. Com medo e sentindo-se lesados pelos madrilenhos, os merengues desistiram do craque.
A PROPÓSITO: Essa tentativa de deputado Pedrossian Neto em ressuscitar o nosso futebol com a volta do ‘Morenão’ vem em boa hora. Políticos ousados são benvindos. No retrovisor do futebol brasileiro vimos personagens, polêmicos marcantes junto a torcida de seus clubes. Levaram vantagens, mas deram enorme contribuição.
MISTURADOS: Fernando Collor foi presidente do CSA em 1973/74; Eurico Miranda no Vasco, Athiê Jorge Cury no Santos; Wadih Helu no Corinthians; Marcio Braga no Flamengo, Alexandre Kalil no Atlético Mineiro; Zezé Perrela no Cruzeiro; Roberto Dinamite no Vasco, Romário (Vasco/Flamengo) entre outros dirigentes e atletas.
CONCEITO: Construir autoestima é possível. Ninguém nasce pronto. A autoestima é uma construção diária, feita de autocuidado, auto respeito e autocompaixão. É o que você fala para si mesmo. É como você se acolhe nos dias difíceis. É a forma como você se olha no espelho, mesmo quando cansado ou inseguro. (Miriam Pereira, psicóloga)
‘TUDO ZEN’: Os observadores no saguão da Assembleia acertaram nas previsões. Aquele ambiente pesado que existia antes e logo após as últimas eleições municipais desapareceu. Os deputados se libertaram das frustrações das urnas e voltaram a falar entre si, sem magoas aparentes. Adversários ontem, companheiros amanhã.
PREVISÕES: A democracia deve cair porque tentará se adaptar a todos. Os pobres vão querer as riquezas dos ricos. Os jovens vão querer ser respeitados como os idosos; os ladrões e fraudadores terão lugar nos governos e a democracia permitirá isso. Então haverá uma ditadura, pior do que a monarquia e oligarquia. (Sócatres – 470 -399 a.C)
SÓ PROMESSAS: Richard Nixon foi obrigado a renunciar por envolvimento naquele conhecido escândalo. E vale a penar recordar o que ele disse ao aceitar a indicação para a disputa presidencial: “Vamos começar nos comprometendo com a verdade – a vê-la como ela é, dizê-la como ela é, encontrar a verdade, falar a verdade e viver a verdade. ”
. Deducão 1: Dada a diferença de percentual com o dinheiro, a saúde do brasileiro parece boa. Deducão 2: a falta de dinheiro em primeiro lugar, derruba a tese de que a economia do país vai bem.
.PILULAS DIGITAIS:
O Brasil não tem povo. Tem público. (Lima Barreto)
O fanatismo consiste em redobrar os esforços quando se esqueceu os objetos. (George Santayana)
“Meu pais, certo ou errado” é como dizer: “Minha mãe, bêbada ou sóbria”. (G.K Chesterton)
Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/ Tudo passa, tudo sempre passará. (Lulu Santos)
Eu sei que o Brasil tem 8 milhões de quilômetros quadrados. Mas tirem isso e eu sei o que é que sobra. (Millôr)
jul 4, 2025 | Colunistas
A luta do indivíduo para se especializar profissionalmente, conquistar espaço no mercado e sustentar dignamente a si e à sua família faz parte do grandioso Plano de Deus para Seus filhos na Terra. O Senhor, em Sua infinita sabedoria, concedeu a cada um talentos e habilidades — dons divinos — para que, com esforço, fé e integridade, cada pessoa possa desenvolver-se, servir ao próximo e ser um instrumento de bem no mundo.
Contudo, à medida que avançamos nesse caminho de progresso, é preciso lembrar que a verdadeira medida do sucesso não está na quantidade de bens acumulados, mas no uso nobre que se faz deles. A obsessão pelo acúmulo de riquezas, o desejo insaciável por lucros a qualquer custo e o desprezo pelos princípios éticos e morais no trato com o próximo são sinais de que o coração está voltado aos tesouros terrenos — frágeis, efêmeros e, muitas vezes, corrompidos pela injustiça.
Jesus foi claro ao ensinar: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões arrombam e furtam; mas ajuntai para vós tesouros no céu” (Mateus 6:19-20). Ou seja, o valor eterno da vida está nos tesouros espirituais — na caridade, na justiça, no amor ao próximo, na integridade e na obediência a Deus.
O lucro em si não é pecado. O problema está na forma como ele é conquistado e no que se faz com ele. Há quem enriqueça explorando o trabalho alheio, pagando salários ínfimos, embora “legais”, e se esqueça de que a moral muitas vezes exige mais do que a letra fria da lei. É moral pagar o mínimo a quem produz tanto? É justo reter lucros enquanto o colaborador mal consegue sustentar sua família? Deus, que tudo vê, conhece a intenção do coração e julga com justiça.
A própria experiência humana confirma: muitos que se embriagam com o sucesso material acabam, mais tarde, despertando para um amargo arrependimento — por perceberem que acumularam bens, mas não valores; multiplicaram cifrões, mas não virtudes. Felizes, portanto, são aqueles que desde cedo agem com retidão: que não trapaceiam, que honram seus compromissos, que valorizam o esforço do outro e pagam o que é moralmente justo.
A história está repleta de homens que conquistaram impérios, acumularam fortunas imensas e exerceram grande poder, mas que partiram desta vida sem poder levar sequer uma moeda. A vida é breve, e a morte, certa. Como disse o sábio Salomão: “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Eclesiastes 1:2). O que realmente permanece é aquilo que se faz por amor, por justiça e por fé. Por isso, o homem prudente investe não só no que é perecível, mas principalmente no que tem valor eterno.
Deus não condena a prosperidade, mas ensina que ela deve vir acompanhada de responsabilidade moral e espiritual. No evangelho, aprendemos o princípio da “mordomia cristã”: tudo o que temos — bens, tempo, conhecimento e influência — é uma dádiva de Deus, e Ele espera que administremos esses recursos com sabedoria e generosidade. Disse o Salvador: “A quem muito é dado, muito será exigido” (Lucas 12:48). O que fazemos com aquilo que nos foi confiado é o que realmente define a nossa grandeza aos olhos do Senhor.
Aqueles que vivem com retidão, que não oprimem o próximo, que compartilham o pão e que têm o coração desprendido das riquezas, são os que mais agradam a Deus. Não apenas recebem paz interior e respeito verdadeiro, mas também colhem frutos materiais com mais serenidade e equilíbrio. O Senhor prometeu: “Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares” (Provérbios 3:9-10). A prosperidade que vem com retidão é sempre acompanhada de alegria duradoura.
Diz o Senhor, por meio do profeta Miquéias: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8). A prática da justiça começa no cotidiano: no salário que se paga, na transparência das negociações, no respeito à dignidade humana.
Um poderoso exemplo de conversão moral e espiritual no mundo dos negócios está no testemunho de Andreas Widmer, ex-segurança pessoal do Papa João Paulo II. Ao deixar o serviço no Vaticano para empreender, ouviu do Papa uma frase que moldaria sua vida: “O homem vale pelo que é, não pelo que possui.” Inspirado por esse ensinamento, Widmer escreveu o livro “O Papa e o Executivo”, em que compartilha outra poderosa lição do Santo Padre: “Os lucros ajudam um empreendimento a funcionar, mas não são o objetivo final. O objetivo final é ajudar as pessoas, pois se não fossem as pessoas, nós nem sequer estaríamos fazendo negócios.”
Essa visão humanizada e espiritual dos negócios não apenas é compatível com a fé cristã, como é necessária para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, mesmo em um sistema capitalista. Quando somos honestos, generosos e justos, abrimos portas para que outros também cresçam, invistam em educação, cuidem da saúde, melhorem suas casas e ofereçam dignidade às suas famílias. Multiplicamos, assim, não só o pão, mas também a esperança.
E, como resultado dessa retidão, o homem se aproxima mais de Deus. Sente a mão d’Ele em seus negócios, em suas decisões, em sua vida pessoal. Há paz no coração e bênçãos no caminho. Pois “os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos à sua oração” (1 Pedro 3:12).
Que sejamos, portanto, sábios em nossos empreendimentos, generosos com os que nos servem e fiéis ao que é moral e eterno. Que nossos maiores tesouros sejam invisíveis ao mundo, mas gloriosos aos olhos de Deus — porque esses, sim, jamais se corromperão.
*Jornalista e Professor
jul 3, 2025 | Colunistas
O cooperativismo está presente no Brasil há mais de 130 anos, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico em diferentes períodos e contextos. Ao longo do tempo, esse modelo ampliou o acesso a bens e serviços, fortaleceu economias locais e incentivou a inclusão social.
Embora centenário, o cooperativismo segue absolutamente atual. Seus princípios, como a gestão democrática, a intercooperação e o interesse pela comunidade, estão alinhados aos valores dos consumidores, que buscam se relacionar cada vez mais com organizações que tenham propósito claro, atuação ética e compromisso com o desenvolvimento coletivo.
Ao olharmos para o presente, vemos que o cooperativismo continua em expansão, fortalecendo sua presença em diferentes setores da economia e demonstrando grande capacidade de adaptação. Um exemplo desse avanço pode ser observado no cooperativismo de crédito. De acordo com o mais recente “Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo”, elaborado pelo Banco Central, o cooperativismo de crédito no Brasil manteve um ritmo de crescimento expressivo, consolidando-se como um dos segmentos mais dinâmicos do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O número de associados às cooperativas de crédito cresceu 11,2% em 2023 conforme o relatório, totalizando 17,3 milhões de cooperados. No Sicredi, chegamos a mais de 9 milhões de associados neste ano de 2025, reforçando nossa relevância no fortalecimento do setor.
Mas e quanto ao futuro do cooperativismo? Um estudo autoral conduzido pelo Sicredi em parceria com a consultoria de tendências e estratégia Futures Unit (Box1824) mapeou cenários futuros para o setor, conceito que recebeu o nome de Neocooperativismo.
O estudo projeta tendências que devem marcar o futuro do setor. Entre elas estão a economia regenerativa, que propõe ir além da sustentabilidade, promovendo a recuperação do meio ambiente e a justiça social; o neocoletivismo, que impulsiona a inclusão de grupos minorizados por meio da educação, empregabilidade e investimentos com propósito; e o conceito de fincare, que integra saúde financeira e bem-estar emocional como parte do cuidado integral das pessoas.
A pesquisa também aponta o papel das cooperativas nas cidades inteligentes, como agentes de transformação urbana com foco em mobilidade, internet das coisas e inteligência artificial. Outras tendências incluem o avanço de soluções sem fricção, com superapps e experiências digitais integradas; o reforço à inclusão financeira, por meio de moedas sociais, microcrédito e educação financeira; o apoio à agricultura familiar com uso de tecnologia; e o desenvolvimento do cooperativismo de plataforma, baseado no uso de dados como moedas digitais, inteligência artificial generativa e plataformas descentralizadas.
O cooperativismo já incorpora muitas das tendências apontadas para o futuro. Ele oferece crédito de forma responsável e alinhado às demandas de desenvolvimento local, promove educação financeira contínua, inclusão e desenvolvimento das regiões onde atua. Diferencia-se por ser um modelo econômico e social baseado na cooperação, na autogestão e na valorização das pessoas. Seu principal diferencial está na união de indivíduos com interesses comuns que se organizam de forma democrática, com igualdade de voto e participação ativa nas decisões.
Neste mês em que celebramos o Dia Internacional do Cooperativismo, em 5 de julho, é especialmente relevante reforçar o papel transformador desse modelo. O cooperativismo, com seus princípios centenários, mostra-se não apenas atual, mas essencial para construir um futuro mais justo, sustentável e conectado. Nesse contexto, a cooperativa do futuro precisa ser cada vez mais sustentável, humana e digital.
*Presidente do Conselho de Administração da SicrediPar – Por Fernando Dall’Agnese*