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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026
Leia Coluna Amplavisão:  Federações partidárias: pesarão em 2026?

Leia Coluna Amplavisão: Federações partidárias: pesarão em 2026?

SILÊNCIO: Nem uma palavra dos deputados do PT sobre a reação do governador Riedel a respeito da anunciada disposição petista em desembarcar do Governo. Nos bastidores da Assembleia, os comentários é que os cardeais teriam sido pegos de surpresa, pois se achavam imprescindíveis para a atual gestão. Talvez saiam, mas no último minuto do 2º tempo da prorrogação.

FABIO TRAD: Confirmaram-se as previsões com base nas suas postagens nas redes sociais, o ex-deputado acabou ingressando no PT. O evento ocorreu em Brasília. Ele pode ser candidato a deputado federal ou mesmo ao governo, dependendo do cenário nacional, com a intenção de fortalecer a candidatura de Lula no MS. Isso se chama política. 

‘UNIÃO PROGRESSISTA’: A federação terá 109 deputados federais, 14 senadores, 6 governadores, 1.400 prefeitos e 12.450 vereadores, e 20% do tempo de TV e orçamento de R$ 1 bilhão. No MS terá a senadora Tereza Cristina, 17 prefeitos, os deputados Luiz Ovando (PP), Londres (PP), Gerson Claro (PP), Hashioka (União) e 17 prefeitos.

GRANDEZA: Do ponto de vista numérico essa federação nasce grande com o desafio de chegar ao poder. Como tudo na vida, nem sempre ‘tamanho é documento’. Para isso seus integrantes terão que focar no objetivo maior deste projeto político, cedendo em algumas pautas pessoais, eliminando inclusive aquelas velhas picuinhas regionais.

EXEMPLO: Tereza Cristina e Rose Modesto, respectivamente presidentes estaduais do PP e União Brasil, foram adversárias no último pleito da capital. Hoje, juntas nesta federação, mas com cada qual preservando seus projetos pessoais. Presume-se que as federações sejam de verdade, ao contrário das relações de mera aparência.

PREOCUPAÇÃO: Na Assembleia Legislativa os deputados admitem que a disputa em 2026 será difícil por conta do fator ‘federação’. Mas nenhum deles admite desistir da reeleição; nem mesmo o veterano Londres Machado. Detalhe: até aqui apenas Neno Razuk e Mara Caseiro planejam trocar a Assembleia pela Câmara Federal.

LEMBRANDO: Devido o critério eleitoral, nem sempre os candidatos mais votados são os eleitos. No pleito de 2.022 Rinaldo Modesto (PODE) se elegeu com apenas 14.017 votos; Pedrossian Neto (PSD) com 15.994 votos e Roberto Hashioka (UNIÃO)  com 13.662votos.  Mas Herculano Borges (Rep.) obteve 17.786 votos e não se elegeu.

CASAMENTOS:   PSDB e Cidadania também planejam se juntar numa federação que terá 3 senadores e 17 deputados federais.  Outro caso já acertado é a Federação PSÓL e Rede que totalizará 14 deputados federais.  Também o PT, PV e PCdoB se juntaram na Federação Esperança: são 9 senadores e 81 deputados federais.

EM CASA: Políticos inteligentes sabem se comportar durante o período do chamado ‘sereno’ – aquela fase sem mandato. O ideal é administrar a ausência, evitando declarações opinativas, que possam servir de combustível aos adversários, É mau negócio tentar polemizar com quem tem nas mãos o poder do mandato.

POLÊMICA: Os partidos obrigados a reservar 30% das cadeiras para as mulheres. Mas pela redação do Código Eleitoral, se na campanha houver desistência de candidaturas femininas, não haverá necessidade de retirar proporcionalmente as candidaturas masculinas. Valeria o numero das candidaturas femininas no registro da chapa.

AVANÇOS: Uma conquista das mulheres aprovado agora pela CCJ do Senado foi a definição da reserva mínima de 20% de cadeiras em todos parlamentos. Ainda que seja relativo baixo, trata-se de um mecanismo que representa mais um avanço concreto que pode aumentar a presença feminina na política.

LUIZ F. VERÍSSIMO:  “Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Economia é melhor do que dívida. Amigos são melhores do que gente influente. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada. ”

PORTO MURTINHO: Papo leve com Miriam dos Santos na Assembleia. Ex-prefeita, viúva do ex-prefeito Heitor Miranda tem um relato especial do polêmico cenário político daquela cidade. Cá entre nós; só morando lá, curtindo seu dia a dia e conhecendo seus personagens, para entender essa velha guerra – sem fim pelo poder.

ESTRANHO: Assim pode ser definido o universo da política. A mídia tem trazido declarações críticas do vereador Marcos Trad contra a prefeita Adriana Lopes. Seria um fato absolutamente normal se o ex-prefeito não tivesse sido o padrinho responsável pelo ingresso dela na política como sua candidata a vice-prefeita. Coisas da política…

A PROPÓSITO:  O PDT e a Democracia Cristã (DC) interpuseram no último dia 18  Recurso Especial junto ao Tribunal Superior Eleitoral pedindo a cassação dos diplomas da prefeita Adriane Lopes e da vice-prefeita Camila N. Oliveira  A peça recursal de 19 páginas é assinada pelo advogado Newley Amarilla e colegas do seu escritório.

DISPUTA: Ouço de deputados elogios sobre a capacidade de articulação do presidente Gerson Claro em suas pretensões de viabilizar a candidatura ao Senado. Há uma série de fatores nos bastidores que precisam ser levados em conta nestas horas. Mas suas relações com os colegas, independentemente de partido, são as melhores possíveis.

SEM CENSURA: Se a priori, a primeira vaga do Senado estaria destinada ao ex-governador Reinaldo, a disputa pela segunda cadeira teria dois pretendentes: o atual senador Nelsinho e o deputado Gerson. Aliás, pesquisas tem sinalizado isso. Mas não se pode ignorar que é cedo para afirmativa absoluta. Aviões caem, navios afundam.

INTERROGAÇÃO: Com os novos capítulos na justiça envolvendo o ex-presidente Bolsonaro é de questionar as reações dos seus eleitores aqui no Mato Grosso do Sul. Na Assembleia os deputados se dividem: uns acham que haveria a tendência de radicalizar (mas a favor de quem?) – outros optariam por alternativas moderadas.

CORAJOSOS:  A disposição de Puccinelli em disputar as eleições do próximo ano contaminou Girotto, seu fiel pupilo. Sem questionar o mérito e suas chances de êxito nas urnas, é de se admitir que, após aqueles episódios degradantes pelos quais passaram, a decisão de ambos é uma amostra, no mínimo de ousadia.

 

PILULAS DIGITAIS:

 

Abandonando o ateísmo porque eu preciso acreditar que alguns de vocês vão para o inferno. ((internet)

Não dê palpite. Daqui cuidamos nós. (de Lula para Trump)

A ânsia para salvar a humanidade é quase sempre um disfarce para a ânsia de governá-la. ( H.L. Mencken)

O mundo se divide entre os que acham e os que não sabem onde botaram. (Millôr)

Um liberal é um sujeito que deixa o recinto quando a briga começa. (Heywood Broun)

Malafaia se comportou bem na oitiva da PF. Pensou em muitos palavrões, mas preferiu ficar em silêncio. (Dr. Zuretta)

Esse seu filho Eduardo é um babaca. (Malafaia para Bolsonaro)

Você nunca é ganancioso demais. (Donald Trump)

Leia Coluna Amplavisão: Imagem: o maior patrimônio do político

Leia Coluna Amplavisão: Imagem: o maior patrimônio do político

AUTISTA OU ARTISTA?  A opinião pública curte esse episódio que envolveu o deputado Marcos Pollon com repercussão nacional.  Mais uma pérola, dentre tantas que a classe política nos brinda, recheada com o argumento inédito (autismo) usado pelo parlamentar para justificar sua recente postura na Câmara Federal. Onde chegamos!

MAIS UM: Esse fato remete-nos ao caso folclórico envolvendo o então deputado  federal Loester Truts, indiciado por falsa comunicação de crime. Virou piada nacional  sua versão nebulosa de que fora alvo de atentado a tiros numa estrada vicinal. É pena que representantes nossos em Brasília ganhem notoriedade por motivos absurdos.

IMAGEM: Ela é tudo, decisiva para a credibilidade e influência do homem público. Ela não é só produto de marketing profissional. Precisa ser o resultado da sua conduta, baseada na ética e coerência, binômio que sustenta sua reputação. Mas infelizmente, nem todos que galgam cargos públicos, tem a consciência da responsabilidade.

DESCRENÇA: ”A prática do “toma-lá-dá-cá” se institucionalizou de tal forma que cargos, verbas e emendas secretas tornaram-se moeda corrente para a manutenção do apoio do governo da vez, independentemente de ideologias. A governabilidade passa pela barganha e não pelo convencimento democrático”. (Gaudêncio Torquato)

‘COINCIDÊNCIA’:  Após trabalhar 23 anos no jornal ‘O Estadão’, o fotógrafo Alex Silva foi demitido sob o pretexto da política de redução dos quadros.  Mas a razão seria outra: Alex foi o autor daquela foto flagrando o ministro Alexandre de Moraes fazendo gesto obsceno no jogo do Corinthians e Palmeiras. O jornal se vergou ao poder.

ENTÃO TÁ!  Esse caso do Sidney de Oliveira (leia-se Ultrafarma) é apenas mais um ‘peixe’ neste oceano de mutretas. Imagine quantos empresários se utilizam de variadas formulas para sonegar impostos. Presume-se que agora desnudado, o vaidoso Sidney recolherá o ‘flap’ como garoto propaganda na tevê. Num país sério ficaria em cana.

ENCRUZILHADA:  É do Governo Federal ou dos Estados e municípios o poder para liberar as polêmicas licenças ambientais sem restrições?  Essa é a questão mais delicada e a mais debatida entre congressistas, Governo e ambientalistas. Muitos interesses em jogo e as movimentações de bastidores sinalizam uma guerra. Essa missa será longa.

TEREZA CRISTINA: Relatora do PL da Licença Ambiental no Senado, é questionada pelo seu parecer. Lula já vetou 63 itens que deverão merecer réplicas da senadora. O Planalto, quer limitar as competências estadual e municipal alegando riscos de influências locais impróprias em questões técnicas na liberação de projetos voltados   ao meio ambiente.

EM CAMPANHA: As propagandas do Governo Goiano retratam as pretensões do governador Caiado em 2026. Uma delas num site de notícias: “Só dois negócios não prosperam em Goiás – blindagem de automóvel e segurança privada – Se seu negócio é outro, o estado mais seguro do Brasil está pronto para te receber. ”

JUÍZO:  Pelas manifestações de petistas na administração, o PT não conseguirá pôr em pratica suas ameaças de deixar o governo Riedel. Para um deputado é fácil a pregação, mas para o petista, com família e boletos para quitar, será difícil encontrar outro emprego de R$7 mil a R$15 mil. Entre o partido e o emprego, o pessoal opta pelo último.

CAUTELA: Os R$ 30 bilhões de crédito do Governo para amenizar o tarifaço são vistos com ceticismo pelos ruralistas. Para a senadora Tereza Cristina o anúncio veio tarde. Já Marcelo Bertoni, ‘cap’ da Famasul, questiona as taxas de juros nestas operações. Por via de dúvidas, Bertoni defende a negociação direta com os ‘gringos’

PRÓS E CONTRAS: Os deputados concordam que a internet facilitou a vida, mas citam os perigos que trouxe. Um deles é servir de canal para os crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A deputada Mara Caseiro foi fundo no tema –  e o deputado Rinaldo Modesto pede a criação da Delegacia Especializada Contra Crimes Cibernéticos no MS. Preço do progresso.

CONQUISTAS:  A chamada ‘Missão Ásia’ vai conquistando espaços comerciais para nossos produtos como tilapia, soja e carnes em geral. O governador Riedel e o deputado Gerson Claro tem se manifestado otimistas com a receptividade encontrada pela missão, que já virou notícia na grande mídia nacional, servindo de exemplo para outras unidades da federação. Viva o Riedel!

ESTRATÉGIA:  Tarcísio não quer repetir o erro de Serra e Dória que deixaram os cargos para disputar outras eleições. Também quer adiar o anuncio da candidatura para evitar desgastes. A oposição ao Planalto sabe que o governador paulista seria o nome com maior musculatura para 2026. Isso hoje, amanhã é outra história.

MATANÇA: Qualquer cidadão do povo, independente de posição social, demonstra perplexidade pelo aumento dos casos de violência no país, notadamente nas regiões urbanas. O noticiário na mídia justifica o temor de todos nós. A ação da polícia e da justiça, insuficiente para conter essa onda sanguinária. Onde vamos parar?

CARAS NOVAS: Como já estava previsto, os futuros candidatos à deputado estadual – principalmente – estão dando as caras nas redes sociais em nome da popularidade.  Cada qual com seu estilo ou técnica de tentar vender uma boa imagem, colher apoios ou ao menos elogios que poderão se transformar em votos. Faz parte.

DESPREPARO: Os números divulgados não deixam dúvidas de que nosso estado ainda sem condições de suprir as necessidades de mão de obra na atual fase. Vejam bem: são 24 mil vagas sem preencher por falta de mão de obra qualificada. O fato acaba sendo uma barreira para o crescimento e que preocupa as empresas.

OUSADIA: A pratica da corrupção espalhada pelo interior tendo como foco prefeituras e câmaras. Prova isso a notícia envolvendo o caso de Sidrolândia onde foram desviados R$ 20 milhões da municipalidade e com sentença condenando os envolvidos. Fatos como esse pioram a imagem da gestão pública junto à população. Descredito geral.

PILULAS DIGITAIS:

Fui ver o valor da terapia e resolvi endoidar de vez. (internet)

A polícia prendendo bicheiros? Não é possível. Respeitem nossas instituições. (Stanislaw Ponte Preta)

Capitalismo: O problema do sistema de lucro é o de que ele dá prejuízo à maioria das pessoas (internet)

Uma feijoada só é realmente completa quando ´há ambulância de plantão. (internet)

Ser herói é fácil. A maior dificuldade é a resistência dia a dia. E essa o homem comum pode fazer. (Millôr)

O trabalho faz parte da vida, e não a vida faz parte do trabalho. (Amanda Graciano)

Esperanto: língua universal que não se fala em lugar nenhum. (internet)

 

 

Como me tornei jornalista: Por Wilson Aquino

Como me tornei jornalista: Por Wilson Aquino

Minha história no jornalismo começou em 1973, graças à indicação de meu irmão, o jornalista Rubens Aquino. Fui trabalhar no jornal S/A Correio Braziliense Diário da Serra, em Campo Grande, como contínuo — ou, no popular, office boy. O prédio ficava na Avenida Afonso Pena, quase esquina com a Rua 14 de Julho, onde hoje funciona uma ótica, ao lado da Galeria Dona Neta.

Meu dia começava às 4h30 da manhã. Sozinho, limpava todo o prédio — administração, comercial e redação —, inclusive banheiros e cozinha, e enquanto fazia isso, ainda atendia crianças e adultos que chegavam para a compra do diário para revenda na rua, ainda na madrugada. Depois, preparava o café para os mais de 40 funcionários e por volta das 7h30, tudo estava limpo. Às 8h, banho tomado na própria empresa e roupa limpa, assumia o balcão de atendimento. Depois vinham os serviços bancários e toda tarefa que aparecesse.

Mesmo com tantas funções, o que me encantava era acompanhar o trabalho dos jornalistas. Sempre que podia, permanecia na redação observando aquele ambiente eletrizante — telefonemas urgentes, máquinas de escrever tilintando, correria de repórteres entrando e saindo em busca da notícia. O interesse por aquele trabalho me levou a receber de alguns profissionais dali, dicas preciosas de como fazer entrevistas e buscar informações. Com esse conhecimento, passei a sair para buscar “dados e informações” solicitadas por um ou outro jornalista, para complementar suas matérias. Aos poucos, comecei a não apenas entregar dados manuscritos, mas também a redigi-los na máquina de escrever e depois, dando os primeiros traços de uma redação final.

Nessa época estavam pela redação: Francisco Lagos, Guilherme Filho, Silvio Martins Martinez, Valdir Cardoso, Silvio de Andrade (começando no Esportes), Roberto Higa, Raimundinho,  João Bispo do Nascimento, Rubens Aquino, Waldemar Hozano; na administração: Aluizio Villa Maior, Alcindo Miranda, Yone Uehara… e outros grandes profissionais em suas respectivas áreas da empresa, sob a direção de Edilson Varela.

No final de 1974, deixei o jornal para conhecer um pouco o Brasil. Passei pelo Paraná, Minas Gerais e São Paulo, onde trabalhei como apontador na construção de uma grande usina siderúrgica em Pindamonhangaba/SP. Nos alojamentos, ganhei dinheiro de operários (analfabetos e semianalfabetos), lendo e escrevendo cartas familiares.  Mas em pouco tempo precisei voltar: minha mãe, Dair Aquino, estava internada, lutando contra um câncer.

Em 1978, mais uma vez com o apoio de Rubens, voltei ao Diário da Serra, agora como “foca” — repórter iniciante. Tive a sorte de encontrar no editor-chefe Silvio Martins Martinez um mestre generoso, grande jornalista, que pacientemente corrigia meus textos e me ensinava a escrever com qualidade jornalística. Foi no prédio da Rua Cândido Mariano, entre as ruas 13 de Maio e Rui Barbosa, que vivi intensamente aquele início, cercado de colegas que guardo no coração: Sebastião Jorge Góes de Souza, Jorge Franco, Marco Eusébio, Nilson Pereira, Ademar Cardoso, Adilson Trindade, Alex Fraga, Guilherme Filho, e tantos outros. Na fotografia, Zurutuza, Narcizo Silva, Paulo Ribas, Renan Silva e André; na diagramação, Tânia Jabour, Bernardete e Ico Victório. E tantos outros nos demais departamentos, e na direção, Dr. César Quintas Guimarães, que foi um ótimo administrador e amigo.

O faro jornalístico logo se manifestou. Uma das primeiras matérias que produzi surgiu de uma conversa casual: um amigo, guarda-mirim, reclamava que não recebia o salário justo. Investigando, descobri um esquema em que centenas de jovens ganhavam menos de um salário mínimo, enquanto o convênio firmado entre a “Guarda”, dirigida por apenas um cidadão, com dezenas de empresas e principalmente o Banco Financial, que empregava mais de 100 jovens, pagava três ou  mais salários mínimos à direção, por cada mirim. Ou seja, recebia 3 e pagava menos de 1. Minhas reportagens provocaram a desativação da instituição, que mais tarde foi reorganizada pela primeira-dama do município, esposa do prefeito Lúdio Coelho.

Outra série marcante de reportagens foi contra a instalação de usinas de açúcar e álcool na bacia pantaneira, que poderiam jogar o poluente vinhoto diretamente nos rios, causando mortandade de peixes e destruição da vegetação. Em um caso específico, investiguei um grave vazamento desse produto ocorrido na usina instalada no distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia.

Descobri que um dos tanques de contenção, com milhares de litros, havia se rompido, apesar da negação da usina, liberando milhares de litros de vinhoto que escorreram pelo córrego Belchior, atingindo o córrego Canastrão, que deságua no Cachoeirão e este no Rio Aquidauana. As consequências foram marcantes devido à mortandade de milhares de peixes principalmente no Cachoeirão.

Depois desse período de aprendizagem e aperfeiçoamento no Diário da Serra, trabalhei também nos jornais Folha do Povo, Jornal da Manhã, Diário do Pantanal e O Estado MS, onde hoje sou colaborador, com a publicação semanal de artigos, há mais de 5 anos. Gratidão ao diretor Jaime Valler por tão precioso espaço. Também exerci a chefia de Reportagem da TV Educativa de Mato Grosso do Sul nos governos de Pedro Pedrossian e Wilson Barbosa Martins.

Com o tempo, especializei-me como editor de economia, acreditando que poderia ajudar as famílias a melhorar sua qualidade de vida, orientando sobre preços de alimentos, saúde e educação. Também atuei como Assessor de Imprensa para instituições importantes como Petrobras, Acrissul, Famasul, Uniderp, Creci-MS, Secovi, Sista, Sindjufe, Sintrae, Fetagri, Feintramag e Fetracom, entre outras. Hoje sigo com algumas assessorias e na MV Agência, atendendo prefeituras e campanhas políticas em Mato Grosso do Sul.

Sou grato a Deus pelo dom da comunicação — não apenas para informar, mas para inspirar. Sempre procurei levar mensagens que apontassem o melhor caminho, sobretudo material e espiritual, porque só o Senhor é capaz de nos conduzir ao verdadeiro bem-estar pessoal e familiar.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

Tempo de celebração e reflexão paterna: Wilson Aquino

Tempo de celebração e reflexão paterna: Wilson Aquino

Ontem, Dia dos Pais, celebramos aqueles homens que compreendem a grandeza e a responsabilidade de seu papel dentro da família e da sociedade. Em meio às homenagens, é preciso também refletir. Afinal, ser pai é muito mais do que ter filhos — é ter presença, é formar caráter, é conduzir pelo exemplo e, principalmente, amar de forma firme e incondicional.

Há sim muitos pais a serem exaltados. Homens de valor que, mesmo diante das dificuldades cotidianas, não abandonam sua missão. Mas também é verdade que a ausência paterna tem sido um dos principais fatores de desequilíbrio familiar e social. Dados alarmantes sobre violência, envolvimento com drogas, evasão escolar e criminalidade juvenil revelam, muitas vezes, a lacuna deixada por pais que se omitiram, que abandonaram ou que não educaram.

A figura paterna tem um papel determinante na formação moral, espiritual e emocional dos filhos. Quando um pai é ausente, negligente ou omisso, não só sua família sofre, mas toda a sociedade paga um preço. Por isso, é urgente resgatar o verdadeiro sentido da paternidade.

Como bem disse um colega de trabalho, diante de um inevitável divórcio que o deixou sozinho na educação e formação dos filhos: “Ser pai não é apenas colocar um filho no mundo, mas é assumir com honra essa dura responsabilidade de formar o filho como cidadão ou cidadã de bem, útil para a sociedade.” Ele, que cuida muito bem de seus “dois guris”, é hoje exemplo de dedicação, disciplina e amor inabalável pelos pequenos que já caminham bem rumo à juventude. Com firmeza e carinho, tem ensinado a eles o valor do respeito ao próximo, da honestidade e do trabalho duro para um futuro com dignidade.

Recordo-me com saudade e gratidão de meu querido pai, Manoel, o velho marinheiro baiano, firme como o leme de um navio em meio à tempestade. Ao lado de minha mãe, Dair, nos conduziu com mãos firmes e coração afetuoso, ensinando-nos a trilhar o caminho da retidão. Foi ele quem, com amor e rigor, nos ensinou a desprezar os vícios, a honrar o nome da família, a estudar e a trabalhar com alegria. Hoje, tenho certeza de que seu exemplo foi a herança mais valiosa que recebemos.

A esse respeito, o apóstolo Paulo ensinou: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). Essa admoestação bíblica é um convite ao equilíbrio: firmeza com amor, disciplina com compaixão, correção com o exemplo. É também um chamado a estar presente, a ouvir, a ensinar pelo que se vive, não apenas pelo que se diz.

David O. McKay, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, declarou certa vez: “Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar.” Essa verdade é eterna. O trabalho, os negócios, as conquistas pessoais,  tudo perde seu brilho se, dentro de casa, um homem não cumpre sua maior missão: ser um bom pai, um educador do coração e da alma de seus filhos.

O Élder Jeffrey R. Holland reforça essa responsabilidade ao afirmar: “O lar é o primeiro e mais eficaz lugar onde os princípios do Evangelho são ensinados e aprendidos. Pais fiéis têm o dever sagrado de ensinar os filhos a amarem a Deus, a guardarem Seus mandamentos e a seguirem o Salvador.”

Outro membro da igreja, Howard W. Hunter, reforçou: “Expressem amor e apreço por sua esposa. Com isso darão a seus filhos uma visão correta do papel da mulher e fortalecerão a base espiritual de seu lar.” A paternidade, em sua essência, reflete o próprio caráter de Deus, nosso Pai Celestial. Ele é justo, misericordioso, presente e amoroso. Jesus Cristo frequentemente se referia a Ele como “Aba”, que em aramaico significa “paizinho”, termo íntimo e terno. Essa é a figura do pai que devemos almejar ser.

Nos tempos atuais, em que tudo parece exigir mais esforço, inclusive o sustento material da família, é compreensível que muitos pais enfrentem dificuldades. Educação, saúde, formação profissional — tudo está mais caro e mais exigente. Mas isso jamais pode ser desculpa para abandonar ou negligenciar o lar. Mesmo com sacrifício, cabe aos pais buscar os meios de prover, proteger e orientar.

Porque, ao fim do dia, o que os filhos mais precisam não é de brinquedos caros, roupas de marca ou festas de luxo. Eles precisam de amor, de limites, de presença. Precisam de pais que orem com eles, que os abracem, que os ajudem nas tarefas da escola, que se ajoelhem com eles diante de Deus para buscar sabedoria.

O Salvador Jesus Cristo foi o maior exemplo de amor, serviço e liderança. E embora não tenha sido pai terreno, mostrou como todo homem pode ser guia, protetor e mentor dos que ama. Quando seguimos Seu exemplo, nos tornamos melhores em tudo — inclusive, como pais.

Na comemoração do Dia dos Pais, celebremos com alegria aqueles que, de fato, merecem esse título. Que cada pai possa olhar para seus filhos com orgulho e consciência tranquila. E que os que ainda estão a caminho dessa missão possam se preparar com coragem e fé.

Que essa data comemorativa seja, acima de tudo, um chamado à reflexão. Um convite à mudança. Um recomeço para quem deseja ser melhor. Porque sempre é tempo de amar mais, de se fazer presente, de reatar laços e fortalecer a família.

Parabéns aos pais de verdade! Que Deus os abençoe e inspire sempre em sua divina missão.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

A  incrível sonoridade de Ossuna Braza: Rosildo Barcellos

A incrível sonoridade de Ossuna Braza: Rosildo Barcellos

Esta semana o assunto é a Harpa. A origem da harpa é provavelmente relacionada ao tanger da corda do arco do caçador. As ilustrações sobreviventes do uso da harpa na antiguidade remontam ao Oriente Médio e Egito por volta do ano 3000 a.C. As harpas antigas eram pequenas e tinham poucas cordas, o que limitava a emissão notas. Já no século 18, eram construídas em madeira e as cordas podiam ser feitas de uma variedade de materiais, como tripa, crina de cavalo, latão, bronze ou seda.

As harpas foram se transformando com o passar do tempo tornando-se maiores, com mais cordas e ainda adquirindo pedais para aumentar ainda mais sua extensão (quantidade de notas). A harpa moderna é um instrumento bastante complexo. Possui 47 cordas, sendo as 11 mais graves de metal e as demais de tripa, e conta com 7 pedais. E desta feita trouxemos para uma conversa informal o harpista Ossuna Braza, que  toca de Paulinho Simões  e passeia pela música fronteiriça com maestria chegando agora ao seu caminho autoral.  Um diálogo que certamente todos vão gostar, pois não falamos apenas de musica. Falamos de sonhos, vidas, planos e história. Ei-la:

A  primeira faixa do seu EP UNA AZA é a a música “Cabeceira, como foi o processo de criação?

Essa música fiz nos idos de  2019, antes de começar a tocar harpa. Fiz a música no violão, é uma música instrumental… Já tentei colocar letra mas até então ela é instrumental, quem sabe num futuro próximo ganha letra.  Mas é uma música que marca um início de um novo gosto nas minhas composições usando dos compassos compostos valseados, ternários, da música regional de fronteira de MS e misturando com influências de jazz brasileiro na época. E essa música pode ser dizer que também já estava prenunciando o meu interesse pela harpa da fronteira, a harpa latino americana, já chamada de harpa india e que já foi a harpa barroca: A harpa paraguaia.

E se tratando de harpa, e ainda latino americana, há um símbolismo e ligação muito forte com os elementos, espíritos e deusas das naturezas, e assim essa música que se chama “Cabeceira” que de forma instrumental tenta tratar sobre a cabeceira de um rio, sua nascente, e sobre o seu desaguar já se liga diretamente à harpa e seu nome em guarani “Ysapu” que significa: Som de água corrente.

O termo “Una Aza” – tem alguma concepção especial ma sua vida?

As vezes sinto contradições culturais ao tocar a harpa paraguaia, mas ao mesmo tempo sinto como se ela fosse um símbolo histórico de paz… E por isso o nome do EP “UNA AZA”, pois onde nasci e cresci há uma herança histórica muito forte da guerra contra o Paraguai, e a harpa cresce como uma cachoeira em minha vida trazendo a força de antigos que viviam aqui e do vivo poder de arte que ela tem.

Mas a harpa é apenas “una aza” e voar com apenas isso é firmar uma montanha mina d’água que deságua em nosso chão fazendo brotar essas culturas e naturezas maravilhosas da polca, guarânia  e chamamé,

Sabemos que produzir arte no Mato Grosso do Sul tem seu nível de dificuldade , mas qual seu objetivo maior?

Olha, esse meu primeiro EP tem um objetivo de introduzir e criar minhas bases conceituais, quero falar daquilo que o dinheiro não valoriza, da natureza que o homem esquece, da beleza da vida e de nossas contradições nas vivências com nós mesmos e com os outros bichos, humanos, florestas e ambientes.

Também quero falar de meus sonhos nesse Brasil profundo, tocando minha harpa, gaita e charango com minhas raízes nessa música regional de fronteiras e com o olhar atento para as coisas do resto do mundo que também me fascinam.

Eu particularmente conheci seu trabalho no Festival da América do Sul em 2023, quando eu estava no Conselho de Cultura daquele município, de lá pra cá, como tem sido suas apresentações?

Ah! Antes de responder, quero afirmar que estou alegre e honrado com esta entrevista. Em cada cidade que eu ando neste Mato Grosso do Sul, eu encontro um jornal que tem a sua coluna e isso me torna grato,  e por esta possibilidade de te conhecer, pois eu lhe conhecia apenas de nome. Fiquei sabendo do espaço cultural em sua homenagem a ser inaugurado dia 16 em Corumbá e claro, pode anotar que irei me apresentar lá em breve. Mas voltando a resposta, eu acredito que o público se interessa pela harpa, e ela realmente é um instrumento extraordinário. Toquei na abertura do MS AO VIVO, para Ana Vitória, depois  na Feira Literária de Jardim,  e na Concha acústica da UFMS em comemoração aos seus 46 anos. E depois desta entrevista  certamente terei muitos convites. Mas neste momento, a grande alegria é que o Álbum musical “Una Aza” está  nas plataformas digitais.  Desde o dia 21 julho.

Aproveito para dizer que esse trabalho é composto de 7 músicas autorais. E concomitantemente a isso o  projeto “UNA AZA: Harpas e naturezas nas escolas está ativo e tem o objetivo de facilitar o acesso ao espetáculo de música autoral, instrumental e regional de fronteira para a comunidade jardinense, compartilhando letras que provoquem reflexões sobre a questão ambiental e cultural de Mato Grosso do Sul, e difundindo saberes, arte e cultura relacionando a harpa e natureza através de vivências artísticas com os alunos estimulando os talentos, a produção musical, e o contato com a harpa. Quero agradecer mais uma vez  a oportunidade e espero vocês leitores no próximo evento musical, e que será divulgado em breve a agenda do mês de agosto para todos. Acompanhem minhas redes sociais, pois terão sempre novidades. Abraços.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia Coluna politica Amplavisão: Quem vence na política? A razão ou a ousadia?

Leia Coluna politica Amplavisão: Quem vence na política? A razão ou a ousadia?

‘INTOCÁVEIS?:  Para um leitor atento a crise chegou ao MS. Lembra que dos R$ 3,35 bilhões, (13% do orçamento), vai para os poderes e órgãos oficiais Diz que no país é tradição poupar o pessoal dos poderes de sacrifícios financeiros por razões óbvias. Sorte dos ‘imortais’, azar dos pobres mortais.

LEI DO FACÃO:  A verdade é que a recente medida do Governo Estadual para cortar gastos não deixa de ser mais uma pimenta malagueta no cardápio eleitoral. Cada qual com sua ótica de análise, alguns criticando, outros elogiando. Tudo vai depender naturalmente dos interesses de cada um com base na famosa ‘Lei de Gerson’.

CONVENHAMOS: Daqui pra frente, qualquer fato envolvendo o poder público terá seus viés político. Neste contexto estão: as declarações dos deputados Vander, João Henrique, Pedro Kemp, do advogado Fabio Trad, a reunião do PT para deixar o Governo, as manifestações pró anistia e a postura do deputado Pollon.

É O CLIMA!  As eleições lembram carnaval. No início o desânimo parece tomar conta. Mas depois vem o som das marchinhas e a mágica das fantasias. Na política é a mesma coisa. Tudo começa com as manifestações diversas, declarações centradas, descabidas e provocações. Isso inflama o ambiente, fornece combustível para oposição e situação.

SIM OU NÃO? No saguão da Assembleia corre a pergunta: O PT vai mesmo apear do governo, dispensar os benefícios dos felizes companheiros que engordaram e em suas repartições estaduais? Sabe-se que o PT é disciplinado em termos de reuniões e não será desta vez que deixará de fazê-la. Romper com o Governo seria um ato emblemático.

PROVOCAÇÕES: Ouço essas colocações há tempos: ‘se não tiver grupo político para lhe dar retaguarda, experiência e dinheiro, nem adianta se meter na política’. Mas aí aflora a vaidade combinada às vezes com a loucura – eternizada pelo sociólogo Ariano Suassuna na frase “Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado”.

REGRESSÃO? As imagens na mídia com parlamentares colhidas recentemente no Congresso Nacional leva-nos a questionar sobre nossa ‘evolução política’.  Seria o caso  até de comparar essas fotos com uma outra imagem da época da Constituinte, onde aparecem Serra, Lula, FHC e Covas num debate saudável também lá no Congresso.

CAUTELA: É o que não tem faltado nas declarações opinativas de deputados sobre as relações futuras no PL entre o grupo liderado pelo ex-governador Reinaldo e o grupo considerado ‘raiz’.  Mas o deputado Coronel David –  bolsonarista moderado e bem próximo do ex-presidente,  acredita na boa convivência e no êxito do projeto.

OUSADIA?  Gosto de políticos ousados. Fernando Pessoa pregava: ‘Ousar é preciso”. A iniciativa do governador Riedel em peregrinar pela Ásia como propagandista já é vista nos círculos diplomáticos como uma iniciativa impar que pode render frutos para o estado. A globalização das relações é hoje uma realidade irreversível.

PREOCUPA?  Os eventuais rumos da política nacional, poderão sim influenciar em alguns estados, inclusive no nosso.  Lá atrás, o MDB (de Sarney) fez a festa de norte a sul, inclusive com Marcelo Miranda no Mato Grosso do Sul.  Pesquisas mostram que mesmo aqui, a influência do Palácio do Planalto é visível, beneficiado também pelas incoerências e inabilidades de seus opositores. Portanto…

ALERTA: prenúncio de algo ruim, a vaia – ao contrário do aplauso fácil, (que pode ser cínico e falso) – quando ela é espontânea, é reveladora e emblemática. O episódio  onde a senadora Soraya Thronicke, vaiada pelo público no show do ‘Roupa Nova’ em Campo Grande, mostra a conexão entre a manifestação popular e o desgaste da senadora.

IMAGEM: O histórico da trajetória política da senadora Soraya é diminuto, muito exposto e que dispensa assim relatos. O fato é que seu desempenho é ruim em todas pesquisas, não desfrutando de prestígio nos círculos políticos, causando inclusive certo desconforto nas articulações partidárias para o pleito de 2026 no MS.

LEMBRANDO: É preciso ver as vaias populares como forma do direito à livre manifestação do pensamento. Foi assim em 2007 com Lula vaiado na abertura dos Jogos Panamericanos; em 2014 com Dilma na abertura da Copa de Futebol e  Temer naquela abertura das Olimpíadas. Cada uma das vaias com seu peso eleitoral.

AGORA VAI!  O STF decidiu pela viabilidade da federação partidária para atuar como uma única sigla registrada até 6 meses antes das eleições. Uma derrota da ação proposta  pelo PTB (atual PRD  do ex-senador Delcídio). Portanto ainda temos tempo para articulações e consultas entre os dirigentes partidários mirando o pleito de 2026.

ENTENDA: Os partidos podem se unirem para disputar uma eleição por meio de uma coligação ou de uma federação. Enquanto a coligação só vale para o período eleitoral, a federação tem a duração mínima de 4 anos. Outro ponto: a federação tem abrangência nacional, a coligação pode ser apenas regional, parceiros num Estado e adversários noutro.

DETALHES:  É proibido que partidos coligados para a eleição de um governador façam uma coligação diferente para o Senado. Mas os partidos coligados na eleição ao governo, poderão lançar candidaturas isoladas ao Senado. E mais: não há obrigação de vinculação das chamadas coligações no contexto nacional, estadual e municipal (leia-se verticalização)

SEM CENSURA: Conhecida pela sua posição nas mais diferentes situações da política   brasileira, a Folha de São Paulo sempre defendeu a democracia. Em recente editorial – criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes ao mandar prender o ex-presidente Bolsonaro por tem se manifestado. A corajosa iniciativa editorial obteve enorme repercussão.  “A liberdade de expressão é direito que não abandona nem quem cumpre pena…” lembra o editorial.

ALCKMIN: ‘Mineiramente’ ganha preciosos espaços neste episódio do tarifaço ao cumprir missões à mando de Lula. Com as bênçãos presidenciais vai rompendo resistências no PT e ainda atraindo simpatia e apoio de determinados setores da política  moderada Um ‘reserva de outro’ – pode ser candidato a vice, senado e até substituir o titular.

OUTRO LADO: Será que a oposição ao Planalto vai se comportar sabiamente unida nas composições partidárias para definir candidaturas nos estados, ao Senado, e também na chapa majoritária para a Presidência da República? E qual será a participação dos filhos e esposa do ex-presidente no contexto eleitoral? Tentarão manter a exclusividade de mando ou serão apenas coadjuvantes? Complicado.

PILULAS DIGITAIS:

Primeiro comer: moral, vem depois. (Bertoldo Brecht

E se o mundo for o inferno de outro planeta? (Aldous Huxley)

Tenho uma memória fantástica para esquecer. (Robert L. Stevenson)

Não há loteria que acabe com a pobreza de espírito. (Millôr)

O humor é a grande expressão, o melhor canal para dar notícia da vida, da nossa tragédia interior e exterior. (Otto L. Resende)

Uma das poucas vantagens de ser pobre é a de que sai mais em conta. (internet)

Pode ser perigoso ser inimigo da América, mas ser amigo da América é fatal. (Henry Kissinger)

Muita gente que não tolera Bolsonaro também não engole Moraes. (Joel P. Fonseca)