out 3, 2025 | Colunistas
SENSATEZ: “Política é lugar de diferentes e diferenças. As pessoas não pensam igual e nem são obrigadas a pensar igual. A gente pode ser diferente, respeitar os diferentes e aí construir o consenso…( ) Posso ser candidato a reeleição, mas entendo que com esse trio Riedel, Reinaldo e Tereza, a gente pode colocar o nosso nome para conquistar essa vaga…” (Deputado Gerson Claro).
DE VOLTA? A sentença condenatória pegou o ex-deputado Giroto no contrapé dias após prestigiar o evento do PL – de olho nas eleições de 2026. As penas vão desde a suspensão dos direitos políticos por 10 anos, até a parte pecuniária. O fato criou um clima de mal-estar e ceticismo em torno de seu projeto. Desistirá ou insistirá?
SEM ILUSÕES: A opinião pública é movida por notícias, imagens e opiniões. No caso, pesa o histórico envolvendo Giroto, inclusive sua prisão por meses a fio junto com ex-governador Puccinelli. Sem prejulgar, é razoável admitir que esse novo capítulo pode implodir seu projeto de tentar voltar à Câmara Federal. Sabe como é…
‘A COMILANÇA’: “ A República no Brasil é o regime da corrupção ( – ). Ninguém quer dar a emoção íntima que tem a vida e das coisas. Todos querem ‘comer’. ‘Comem os juristas, os filósofos, ‘comem’ os médicos, os advogados, ‘comem’ os romancistas, ‘comem’ os engenheiros e os jornalistas. O Brasil é uma vasta comilança. (Lima Barreto em 1904)
ATUALÍSSIMO o texto do escritor que lutou pelo fim do Império, acreditando que o advento da República extirparia os vícios do Governo Imperial. Mas poucos anos após, Lima Barreto concluiu decepcionado, que as negociatas em torno do poder haviam se tornado rotineiras e ainda mais avassaladoras. Pobre ingênuo.
COBRANÇAS: As obras físicas marcam os governos. O grande exemplo local foi a administração de Pedrossian. Os tempos mudaram, hoje as prioridades seriam outras. Mas pelas ponderações de prefeitos, há um certo clamor silencioso devido a falta de obras físicas pela gestão estadual em suas cidades. Botam fé nas mudanças em 2026.
ESPERANÇA: Inaugurar obras é dar visibilidade às administrações. Placas, fitas e discursos festivos compõem aquele tradicional cenário eleitoreiro principalmente nas cidades do interior. Os prefeitos elogiam Riedel, seu estilo e respeitabilidade no trato com eles, mas convenhamos: isso não basta. Não satisfaz. .
PREOCUPAÇÕES: Cautelosos até, deputados da base do Governo admitem que a administração não manteve o ritmo da gestão de Reinaldo em alguns setores. Atribuem o fato a causas diversas – a perda da receita do gás e a conjuntura nacional – algumas delas. Parlamentares temem que a situação fortaleça o discurso da oposição em 2026.
‘VIRADA?’ O PT deixou a base do Governo e há risco da direita raiz bandear para outra sigla e também lançar seus candidatos. Hipóteses cada vez mais palpáveis. Não por acaso, vários parlamentares admitem o 2º turno para o Governo, contrariando a leitura dos otimistas, que não reconhecem a instabilidade do cenário eleitoral.
VIDA NOVA? Ainda na Assembleia ouço referências sobre a anunciada reforma administrativa. Cobra-se eficiência, gastos racionais e gente que possa realmente acrescentar politicamente. Ridel terá que se adaptar a uma nova fase- ou seja – governar sob o fogo cruzado de oposicionistas – da esquerda e da extrema direita.
FAZ SENTIDO: O deputado Lídio Lopes clama por maior ajuda do Governo do Estado na solução de problemas enfrentados pela prefeitura da capital. E pondera: para a prefeita sair pelos bairros pedindo votos para o atual governador, será preciso que ela esteja bem avaliada. Caso contrário, ambos correm o risco de serem vaiados.
SINCERAMENTE: Espera-se que a próxima legislatura da Assembleia Legislativa mantenha ao menos o nível da atual. Tenho ouvido especulações envolvendo pretensos postulantes de perfil incompatível com o cargo. Os dirigentes partidários precisam e devem cumprir sua cota das candidaturas com sensatez na escolha de seus afiliados.
PARAQUEDISTAS: Eles aparecem nas cidades e fazem esquemas para garantir votos. Os caminhos: identidade partidária, afinidade religiosa, esportiva e financeira. Por causa deles, existe a pulverização dos votos que poderiam eleger um deputado local. Daí, essas cidades acabam sem representantes na Assembleia Legislativa. É o jogo.
ENCRUZILHADA: Até aqui a fala do deputado Aécio Neves não tem empolgado na missão de reestruturar o PSDB. Mas aqui haveria ambiente favorável a sigla detentora de 200 mil votos. Para o deputado Pedro Caravina, por exemplo, não se pode ignorar o legado tucano das gestões de Reinaldo Azambuja no Governo. Faz sentido.
PROPOSTA: Para Neldo Peters (27) presidente da Juventude Socialista (PDT), com Fabio Trad será possível elevar o debate nas redes sociais, atraindo a juventude. O advogado justifica a boa avaliação da gestão estadual por não haver oposição até aqui. Mas acredita que ao longo da campanha será possível comparar propostas e autores.
BARRA LIMPA: Agradável o papo na Assembleia Legislativa com o médico Arlindo Landolf, que assumiu a prefeitura de Terenos devido a prisão do titular Henrique Budke. Ao colunista confessou que se dedicava exclusivamente a medicina, atendendo também em Dois Irmãos. Foi claro: na prefeitura só participava de solenidades. Nada mais.
DÚVIDAS: Com Bolsonaro preso, sua liderança se manterá ou enfraquecerá devido as divergências de grupos que integram sua base? Há quem admita o desgaste por conta de suas limitações físicas e pelas ações de seu filho Eduardo. Para o deputado coronel David, o bolsonarismo se beneficiará pelo fenômeno da vitimização. A conferir.
EXPLOSIVO: O projeto do novo Código Civil de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) avançou no Senado. Ele toca em regras que afetam diretamente os pilares da nossa vida familiar. Estão em jogo – casamento, união estável, adoção, filhos, pensão, heranças e registros em cartório. Um tema que vai dar muito o que falar. Se vai…
BOM OU RUIM? Coisa do ‘Primeiro Mundo’: os brasileiros não precisariam mais frequentar autoescolas para obter a carteira de habilitação? Mas no Brasil real, em 2024, 6.160 pessoas morreram e 84.526 ficaram feridas no trânsito no país, segundo a PRF. Teremos mais sangue no asfalto, mais lágrimas nas famílias. Incoerência pura!
out 2, 2025 | Colunistas
Não há um dia sequer que se passe e não haja notícias sobre acidentes de trânsito. São mais de 80 pessoas por dia, ou 1 a cada 18 minutos … isso não contabilizando as ocorrências que tumultuam nossos hospitais.
As estatísticas, servem como alerta para que se perceba até mesmo os mínimos deslizes que implicam em acidentes. Um dos fatos mais curiosos é que a maioria das colisões(nas cidades) ocorre em velocidade entre 40 e 50 km/h, portanto, apenas manter-se em velocidade relativamente baixa não descarta a possibilidade de que aconteça qualquer acidente. Antigamente nós apenas líamos nos jornais sobre acidentes de trânsito,hoje em dia nós estamos vendo acontecer. Ou seja,o que seria, pois,um processo natural de se entender, de repente passa por condições ininteligíveis e inobserváveis. Chegamos a um momento em que é extremamente necessário aprender a conduzir os veículos no trânsito com a mesma educação com que tratamos as pessoas as quais gostamos e buscar a todo custo proporcionar meios para a sociedade apresentar iniciativas direcionadas em valores como respeito, gentileza, cooperação, colaboração, tolerância, solidariedade, amizade, entre outros tão importantes ao trânsito seguro e harmônico. .
Destarte quando tomamos conhecimento das estatísticas de acidentes de trânsito e do quanto os governos gastam com as vítimas nos conscientizamos de que é preciso fazer algo. O que se gasta hoje com os acidentes poderia ser muito bem aplicado na educação e na saúde preventiva. Para corroborar essa afirmação com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil gasta, por ano, R$ 432,4 milhões em acidentes de trânsito. Desse valor, de acordo com o instituto, 42,8% se referem à perda de produção por morte ou invalidez, 28,8% a danos a veículos e 13,3% ao atendimento médico-hospitalar –
Quero aproveitar e exaltar o trabalho incansável do gerente da unidade do Detran em Aquidauana, Tony Luiz Lemos da Silva. A agência são realizadas em média 60 atendimentos por dia, principalmente com relação a veículos, como transferência e vistoria ; sendo recepcionados com equipes que tem empatia com o publico além do prorio gestor estar presente nas ações de fiscalização como pude presenciar nesta ultima quinta feira com urbanidade e humanidade ímpar oportunizando e explicando as situações aos munícipes aquidauanenses.
Nada mais humano do que buscarmos recuperar as nossas condições de seres humanos. É mister buscar prescrutar pela nossa real identidade e enveredar pela tarefa de desencriptação de sentimentos que fervilham no interior do vulcão onde se mantém vivos a chama da solidariedade. A solidariedade nos distingue da irracionalidade. E o que é a globalização… a sanha impiedosa dos que tem mais contra os quem tem menos? O que é a transformação do individualismo, da competição, dos horários escassos, da esperteza, da ascensão a qualquer preço. E esses aspectos refletem no trânsito remetendo-nos a incultura, onde estaremos lanhados pela rudeza e a brutalidade.
Precisamos humanizar o trânsito e vivenciar essa experiência, sobretudo resgatando os momentos de educação e cortesia no trânsito, com o objetivo maior de tornar-se instantes de excelência agindo como um pólo irradiador de iniciativas e práticas educativas, que possam servir de suporte para contaminar as diferentes instituições que desenvolvam ações de educação e segurança no trânsito, ou que venham a sensibilizar-se para fazê-lo.
Este momento reveste-se de singular importância para uma mudança de posicionamento quando se refere ao tema trânsito, constituindo-se num celeiro de desenvolvimento da cidadania ao contribuir, através de uma nova cultura, para que o trânsito se torne mais humano.
* Articulista
set 26, 2025 | Colunistas
RADICALIZANDO: Ativista declarada da direita, Vivi Tobias faz críticas ao ingresso do ex-governador Reinaldo e de seus companheiros ao PL, taxando-os de ‘infiltrados’ e oportunistas. Ela defende a candidatura do deputado Marcos Pollon ao Governo, alegando que ele é capaz de representar bem a direita nos debates da campanha.
‘TRAVESTIDOS’: É assim que Vivi Tobias também denomina esses políticos que se filiaram ao PL – para – segundo ela, ‘não para ajudar a direita, mas sim para tomar o poder dos verdadeiros liberais”. Essa reação, manifesta o descontentamento e sinaliza eventual racha dentro deste grupo carimbado de direita. Samba do crioulo doido.
ENCRENCAS: Cascudo, Reinaldo tem a leitura do que o espera. Além de enfrentar o assanhado e crítico PT, terá que conviver com o grupo ‘direita raiz’. Aliás esse pessoal nem foi ao evento de filiação de Azambuja, o que sinaliza desacordo com a sua chegada ao PL Outra encrenca: Pollon anuncia sua candidatura ao Governo. E agora José?
CAUTELA: Não faltam aos deputados estaduais candidatos a reeleição. Como a abertura da janela acontece entre 6 de março a 5 de abril de 2026, eles têm tempo para análise do quadro. A escolha errada do partido resultará em derrota, mesmo com boa votação. O deputado Lídio Lopes, por exemplo, diz que não se precipitará.
SIMONE: A ministra tem seu nome vinculado a uma possível candidatura ao senado, tendo como suplente o deputado Vander Loubet. A aposta é que ela poderia ser eleita no vácuo do fenômeno Lula. Neste caso ela voltaria ao Governo Federal, com Vander assumindo a cadeira no Senado. Mais uma hipótese apenas.
ENTENDEU? Deputado Gerson Claro numa entrevista: “meu nome está à disposição para disputar uma vaga ao Senado, ressaltando que o projeto político depende de uma construção coletiva, do aval das principais lideranças, como a senadora Tereza Cristina, o governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo.” Eu entendi.
APERTADAS: Pelo que se observa nos bastidores, a disputa pelas duas vagas ao Senado promete ser duríssima. Cada pretendente com suas armas, planejamento e esquemas eleitorais que podem ou não funcionar. Impossível garantir qual o critério do eleitor para essas escolhas. Cá entre nós: em tempos de internet nada é impossível.
NO JOGO: O senador Nelsinho Trad vem distribuindo emendas parlamentares e se fortalecendo junto as bases. Impressiona a sua facilidade de evitar ‘atritos de cunho ideológicos’, adotando o velho pragmatismo. Perceberam? Ele não critica o Governo Lula e sua postura no Senado não tem trazido desgastes à sua imagem. Estílo ‘brimo’.
NA TELINHA: Nada de novo. O telespectador vai curtindo as mensagens políticas dos partidos, que seguem o esquema das eleições anteriores. Aqueles políticos com mandatos ou cargos que tem projetos para 2026, tem espaço garantido com direito a falas e imagens. Lembram os jogadores no futebol praticando o ‘esquenta’ antes da partida.
JAIME VERRUCK: Não se sabe se sua boa atuação como Secretário renderá votos suficientes para guindá-lo à Câmara Federal. Discreto no início, está mais articulado e já distribuiu abraços e sorrisos. Sua participação no programa televisivo do PSD já rende comentários positivos junto a opinião pública. Mas ainda é cedo para uma avaliação.
DO LEITOR: “Se o eleitor não se lembra em quem votou para deputado federal nas últimas eleições, não há garantia de que em 2026 ele se recordará da atuação, da postura de seu parlamentar. Será, por exemplo, que levará em conta como se comportou seu deputado em matérias polêmicas como da PEC da Blindagem?”
A PROPÓSITO: O questionamento acima do eleitor pode ser aplicado as posições adotadas pelos deputados Pollon, Rodolfo, Luiz Ovando e Beto Pereira na votação da PEC da Blindagem. Seus eleitores teriam acompanhado todo esse envolvimento dos deputados e levarão isso – à favor ou contra – na hora de votar? Sem ilusões.
PARADOXO: Enquanto o número de empregos cresce, a inadimplência do brasileiro aumentou para 30,26% da população. É mais pessoas contraindo dívidas e gente que não consegue pagar os débitos antigos. Restam duas saídas: o cartão de crédito e os carnês, ambos com juros pela hora da morte. Portanto, nem tudo que reluz é ouro.
CONCLUSÃO: O emprego por si só não basta, é conquista perecível, edificada em terreno casual, sem alicerce confiável. A verdadeira prosperidade se mede pelo poder das famílias em viver dignamente e jamais pelo índice de carteiras assinadas. Quando é preciso recorrer a muleta permanente do crédito – é mau sinal.
DEFINIÇÃO: “Primeiro, a política foi a arte de impedir as pessoas de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte de forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem. ” (Paul Valery – filósofo francês – 1872-1945)
ATUALÍSSIMO: Os ‘equívocos’ políticos são frequentes por aí, provocando críticas pelas situações insustentáveis. É comparável ao instrutor de equitação aventurando-se como técnico de golfe. Não funciona. No Executivo e Legislativo, vemos personagens caricatos travestidos de mágicos, mas sem coelhos na cartola.
BRONCAS: Arma eleitoral do Planalto, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, desagrada os prefeitos. A medida provocará o encolhimento da fatia dos municípios referente ao IBS, de 2% para 1,5%. Bronqueados, os prefeitos anteveem dificuldades para cumprir compromissos e agendar outros novos.
EXPLORAÇÃO: Os meios de comunicação dos grandes grupos comprometidos com o esquema de apostas esportivas. Galvão Bueno tem um bordão indigesto: “Jogue com responsabilidade”. As notícias mostram o crescente aumento de brasileiros endividados pelas apostas. O pior; nossos políticos ignoram o fato. Como denuncia a letra da música ‘Meu País’ do Zezé de Camargo: “Tem alguém levando lucro, tem alguém colhendo o fruto, sem saber o que é plantar”.
PILULAS DIGITAIS:
O problema não seria a criminalização da política, mas a politização do crime.
Horrível o conceito de só receber dinheiro se trabalhar. ( internet)
Conselho do padre para Hugo Motta: “Ide e não PECs mais”. (internet)
Grandes alegações exigem grandes evidências. (Carl Sagan)
O que será do bolsonarismo quando Bolsonaro faltar? ( internet)
O que será do petismo quando Lula faltar? (internet)
A janela do ônibus ensina muito mais do que a televisão. (internet)
O único homem que jamais erra é aquele que nunca faz nada. (T. Roosevelt)
AMPLAVISÃO – 1684
set 26, 2025 | Colunistas
Em meados dos anos 80, o Rio Cachoeirão, que deságua no Aquidauana, sofreu pelo menos dois grandes desastres ambientais em intervalos de pouco mais de um ano. Foram episódios de mortandade de milhares de peixes, que amanheceram boiando por quilômetros, chegando até o Aquidauana e ameaçando o Pantanal.
A cena era chocante. Ribeirinhos apavorados, pecuaristas e pequenos produtores tentando impedir que suas criações bebessem daquela água. Na primeira vez, o caso ficou no campo das teorias. Na segunda, também surgiram explicações inusitadas: alguns especialistas falavam em excesso de folhas em decomposição no fundo do leito, que teria reduzido o oxigênio da água; outros, no rigor do inverno. A versão virou até piada em colunas de jornal: houve quem sugerisse distribuir casacos e cachecóis aos peixes, para que não morressem mais de frio. Mas a realidade não tinha nada de engraçada: dourados, pintados, surubins, piás, corimbas e até jaús jaziam mortos sobre as águas.
Naqueles anos eu vivia o auge da carreira, iniciada no fim da década de 70. Rumores apontavam para a Usina de Álcool Quebra Coco, em Sidrolândia. Ao lado do fotógrafo Paulo Ribas, segui para investigar, com a anuência do nosso editor-chefe, Silvio Martins Martinez. Fomos barrados na entrada, mas não me dei por vencido: conversei com funcionários que entravam e saíam da usina, além de moradores do entorno, que confirmaram o que já se comentava — a usina teria sido a responsável pelos desastres. De volta ao jornal, trouxe à tona essa suspeita, que virou manchete principal.
Dois dias depois, o INAMB — Instituto de Preservação e Controle Ambiental (extinto em 1978 para dar origem ao atual IMASUL) — nos convidou para acompanhar uma vistoria, da usina até as comunidades ribeirinhas. Éramos apenas eu e Paulo Ribas, diante de quatro fiscais e funcionários da usina. Sugeri visitar os tanques de vinhoto, reservatórios do dejeto altamente tóxico gerado pelo processo de fabricação do álcool. Percebi, porém, que a presença de empregados na comitiva poderia comprometer a apuração: funcionários ficariam intimidados, e havia risco de sermos conduzidos a locais previamente escolhidos.
Foi então que, ao adentrarmos uma mata fechada, senti que era a chance de me apartar do grupo. Usei a agilidade e a resistência física que sempre tive, e rapidamente despistei fiscais e seguranças, que vestiam coturnos e uniformes pesados. Segui sozinho pela mata, guiado apenas pelo instinto de repórter.
Pouco adiante, encontrei um improvisado acampamento de trabalhadores da usina. Ganhei sua confiança e ouvi a verdade: dois tanques de vinhoto haviam se rompido dias antes, exatamente na data da mortandade. Relataram ainda que acidentes semelhantes já tinham ocorrido em outras ocasiões. Pedi que me mostrassem o caminho. Ao chegar, o cenário falava por si: a vegetação estava queimada, morta, como se um ácido tivesse varrido a vida. Não havia dúvida. A causa estava diante de mim. Descobri também tubulações que despejavam, de forma contínua, uma água escura em um pequeno córrego que passava pela usina, o Belchior. Funcionários disseram tratar-se da água de lavagem da usina.
Retornei à sede da empresa apenas horas depois, reencontrando o grupo com naturalidade. Para proteger a mim e ao fotógrafo — já que dormiríamos na usina, partindo apenas na manhã seguinte para conversar com ribeirinhos — omiti o que havia descoberto, alegando apenas que me perdera pela mata e pelos canaviais. Durante o jantar, sob olhares desconfiados, procurei agir com naturalidade.
Após a refeição, um diretor do grupo econômico — vindo de São Paulo especialmente para acompanhar a vistoria — chamou-me para uma conversa reservada. Reclamou que nossas matérias traziam prejuízos à imagem da usina. O tom da conversa insinuava algum tipo de “acordo”. Ao perceber a tentativa de conduzir a conversa para um possível suborno, cortei o rumo da prosa, ressaltando que a presença dos fiscais deixaria tudo muito claro.
No dia seguinte, seguimos apenas com os fiscais. Ribeirinhos confirmaram mudanças na cor e na temperatura das águas, provavelmente pelo despejo constante de dejetos pelas tubulações, relatando que já evitavam que seus animais bebessem dali. As evidências estavam todas diante de nós. Percorremos as margens do Córrego Belchior, até formar o Córrego Canastrão, que recebia volume de outras paragens até desaguar no Rio Cachoeirão, onde o maior número de peixes apareceu morto. Todos os depoimentos apontavam para a usina.
De volta à redação do Diário da Serra, publicamos a denúncia em manchetes de impacto: a Usina Quebra Coco era a responsável pelos desastres ambientais, conforme os próprios funcionários. Foram três ou quatro dias seguidos de destaque, alertando para o perigo do vinhoto e para a negligência com nossos rios.
O desfecho, porém, foi o mais previsível — e o mais lamentável. O INAMB se limitou ao burocrático “estamos investigando”. A usina, por sua vez, respondeu com publicidade paga em jornais semanais, de páginas inteiras, tentando desqualificar nosso trabalho e posar de empresa cuidadosa e geradora de empregos. Nenhuma punição exemplar. Nenhuma reparação. Nenhuma justiça.
Para mim, restou a consciência limpa. Cumpri o dever de jornalista: busquei a verdade, enfrentei obstáculos, resisti a pressões e não me deixei seduzir pelo poder econômico. Mas ficou também o gosto amargo da impunidade. Um retrato de um Brasil em que a força do dinheiro e do poder político, quase sempre, fala mais alto do que a defesa do meio ambiente e da vida.
*Jornalista e Professor
wilsonaquino2012@gmail.com
set 23, 2025 | Colunistas
No final de 2021, uma professora reconhecida por sua proatividade e dinamismo dedicava-se com paixão ao ensino, promovendo um ambiente de pertencimento e inclusão em sua sala de aula. Seu compromisso com os alunos e a comunidade escolar era evidente, e seu trabalho inspirava colegas e estudantes.
No entanto, a partir do final de 2021 até 31 de agosto de 2022, essa trajetória promissora foi marcada por um grave episódio de assédio moral no ambiente de trabalho. A constante pressão, humilhações e desrespeito afetaram profundamente sua saúde mental e física, levando-a a um estado grave de sofrimento.
Em agosto de 2022, infelizmente, sua carreira profissional foi encerrada de forma trágica, resultado direto do ambiente tóxico que enfrentou. Essa história serve como um alerta social urgente: é imprescindível que instituições educacionais e a sociedade em geral reconheçam e combatam o assédio moral, garantindo ambientes de trabalho saudáveis e respeitosos, onde profissionais possam exercer suas funções com dignidade e segurança. A preservação da saúde mental e do bem-estar no trabalho deve ser prioridade para evitar que talentos e vidas sejam destruídos por práticas abusivas.
Essa professora SOU EU. Escritora & Poetisa – Professora – Psicopedagoga e Ms. em Ciência, Tecnologia e Educação.
MÍDIAS SOCIAIS
Facebook – Ana Cris
Canal do youtube curte, comente e compartilhe e se inscreva https://youtube.com/@cristianaanaescritoraautista?si=k872365z4z3h6i5f
Página oficial do facebook – Professora Cristiana
-Adquirir o EBOOK – Peça já o seu pelo 27-988717993 entrega imediata.
QUEM SOU EU:
MINI BIOGRAFIA
LIMA, CRISTIANA ANA Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Faculdade Integrada do Espírito Santo – FAESA/ES; Experiência em Educação com ênfase em Educação Infantil e EJA e Ensino Religioso; Pós Graduada em Educação Infantil; Pós Graduada em Psicopedagogia Institucional; Pós Graduada em Gestão Escolar: Habilitação em Supervisão Escolar, Inspeção e Coordenação; Pós graduada em Teologia e Ensino religioso; Pós graduada em Alfabetização e Letramento nas séries Iniciais e EJA; Pós graduada em Arte na Educação; Participante do congresso internacional de Educação em Buenos Aires, Argentina BA; autora de vários artigos científicos publicados, Mestre em Ciências, Tecnologia e Educação, pelo Centro Universitário Vale do Cricaré/São Mateus/ES. Primeiro período do Doutorado pela UFES – Homenageada por mais de cinquentas comenda – Fiquei entre os 100 melhores escritores do ano de 2023, participante de várias antologias e revista – inclusiva de três edições da revista beija flor da ACLAPTCTC, Ganhadora do prêmio – sexto lugar na Academia de Letras Maçônica de Caratinga MG, ganhadora do primeiro lugar no concurso de poesia da Ilha de Paquetá RJ. Autora dos livros I: Assédio Moral Nos Bastidores da Educação: as Lágrimas Ocultas que Nos Obrigam a Engolir; livro II: Assédio Moral e suas múltiplas facetas, Livro III: “Diário de uma Professora Assediada: Coragem de Romper o Silêncio — A Cicatriz Invisível Neste Labirinto do Assédio Moral. Eu não fui a única vítima. Relatos Impactantes e Emocionantes”: Membra da ACLAPCTC cadeira 121 – membro da ALAV -ES- Cadeira 23 Professora, Psicopedagoga, Ms. em Ciências, Tecnologia e Educação.
ATENÇÃO ESTE LIVRO TEM O SELO O “Cognoscere”que é um selo editorial exclusivo da Editora Illuminare dedicado à publicação de livros de não ficção e científicos, como teses, monografias e artigos. Observe o meu livro ele tem esse selo ele é científico!
CONTATO NAS MÍDIAS
Contato: @cristiana.psicopedagoga – instagram – Link da monetizze esta na minha bios por um valor simbólico
set 19, 2025 | Colunistas
PEC DA BLINDAGEM: Ela não cita taxativamente a situação deles, mas beneficia também os deputados estaduais e do Distrito Federal. O próprio STF já decidiu que as imunidades previstas na Constituição estendem aos deputados locais. Seus defensores alegam: a medida garante o exercício do mandato contra perseguições do Judiciário.
ALERTAS: Os críticos lembram dos riscos da infiltração do crime organizado na política dos estados, dificultando as investigações. A Transparência Internacional mostra que 253 investigações contra parlamentares acabaram inviabilizadas (contra só uma permitida) entre os anos de 1988 e 2001, quando a legislação da época permitia.
AMPARO: Com base no parágrafo 1º do art. 27 da Constituição, o STF decidiu em 2023 na ação da AMB: “Será de 4 anos o mandato dos deputados estaduais, aplicando-lhes as regras desta Constituição sobre o sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidade, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas”
POLÊMICA: Seria ingenuidade não admitir que o episódio contém ingredientes altamente explosivos num ano véspera de eleições presidenciais. Se as pesquisas do dia a dia têm mostrado o país politicamente dividido, nada mais natural que situacionistas e oposicionistas se digladiem em defesa de suas ideias e interesses partidários.
A PROPÓSITO: O deputado Rodolfo Nogueira vem ganhando visibilidade nestas escaramuças entre Governo e oposicionistas. Ativista de primeira hora, é visto pela oposição como coordenador nacional de mobilização popular em defesa da anistia. Hábil, não hesita em manifestar sua posição como militante da direita. Em alta.
OPINIÃO: “Eu vou manifestar o meu sentimento de indignação com a aprovação dessa PEC da Blindagem aprovada pela Câmara Federal. É um absurdo, é um retrocesso o que esse país tem que enfrentar. Espero que o Senado Federal tenha um pouco mais de juízo e pense no Brasil como um todo rejeitando essa PEC”. (deputado Junior Mochi)
LIBEROU GERAL: A saída do PT da administração vem apresentando reações na pessoa de seu líder maior: o deputado Zeca do PT. Sempre que se apresenta assunto correlato, ele faz referências a situação financeira do estado, provocando reações da base aliada. Mas até pouco tempo, Zeca rasgava elogios à gestão Riedel.
‘APERITIVO’: A temperatura das eleições subindo, a julgar pela postagem recente no face book envolvendo o apresentador Tata Marques (SBT) e o advogado Tiago Botelho, de Dourados. Tatá criticou o lado eleitoreiro do programa ‘Vale Gás, atraindo a defesa do petista. Pela repercussão do episódio já se questiona: ‘teremos 2º round? ’
‘MALUCOS’: “Dias atrás, ouvi do meu pai, o ex-deputado estadual Walter Carneiro, aos 83 anos, resumir a tragédia nacional: “Vivemos tempos em que cada um terá de escolher o seu ‘maluco’ favorito. Tem o maluco de direita, o maluco de esquerda, o maluco do judiciário, o maluco internacional…( )”. (Walter Carneiro Jr.)
ANÁLISE: “(…) O diagnóstico de meu pai é emblemático, duro, mas certeiro. O país parece refém de um concurso de radicalismo. No lugar de estadistas, surgem personagens que se vendem como encarnações da pátria, mas que, no fundo, apenas disputam a primazia de gritar mais alto. (…)”.
MALUQUICES: Os trechos acima do artigo ‘Malucos Favoritos’ retrata o cenário das opções do eleitor nas últimas décadas em todos os níveis. Tudo começou com a eleição do oscilante Jânio Quadros. De lá pra cá, tivemos um festival de ‘desencontros’ no congresso, assembleias, prefeituras e câmaras. Enfim, malucos para todos os gostos.
MARCO SANTULLO: “( )…Ganhar eleições é apenas a largada. O exercício do poder exige, diálogo, articulações e clareza de projeto. Quando a política se resume a cargos, o Estado se torna refém de interesses imediatos. Mas guiado por ideias e compromissos coletivos, ela cumpre sua missão maior: ser instrumento de transformação social e de fortalecimento da democracia brasileira”. (o autor é cientista político)
DUPLO EFEITO: As emendas parlamentares sempre pesam na avaliação eleitoral. Numa ponta elas fortalecem os laços com municípios – na outra melhoram as relações com o Governo Federal, o provedor dos recursos. As emendas melhoram a qualidade de vida da população em todas as áreas, notadamente da educação e saúde.
EXEMPLOS: Dos R$153,1 milhões destinados pelo Planalto ao nosso estado neste ano, cerca de R$35 milhões foram para as emendas do senador Nelsinho Trad e R$28,2 milhões para as emendas do deputado federal Rodolfo Nogueira. Aliás, dentre todos nossos representantes, ambos foram os campeões em matéria de emendas.
CALA-TE BOCA! Como pode um líder partidário ser tão imprudente em pautas tão delicadas? É o caso do Valdemar Costa Neto, ‘cap’ do PL. Recentemente ele fez confissões e deu opiniões contraditórias sobre o evento de 8 de janeiro, alimentando a tese que compromete Bolsonaro. Pessoal do PL quer o Valdemar de boca fechada.
FILHOS DA PAUTA: Se lá atrás, a pauta ou bandeira da anistia estava nas mãos do pessoal da esquerda, pedindo que ela fosse ampla e irrestrita (lembram?) – agora são os resistentes da direita que fazem uso dela. Nas últimas votações, os observadores são unânimes: a esquerda esteve pálida, desunida e desatenta. E literalmente dançou!
A NOVIDADE: “A política contemporânea já não é encenada apenas nos palanques, nos plenários ou nos telejornais. A proliferação dos vídeos curtos, em formato vertical sinaliza uma transformação estrutural na mediação entre representes e representados. É uma linguagem concebida para o Celular, para ocupar a palma da mão e infiltrar-se na intimidade da nossa rotina. “ (Hubert Alqueres)
INSÔNIA: O escândalo da prefeitura da ‘bucólica’ Terenos alimenta a imaginação dos frequentadores do saguão da Assembleia Legislativa. Há expectativa, ativada por boatos, sobre possíveis delações (‘dedadas’) de implicados para salvar a própria pele. Preso, o prefeito Henrique Bucke vai aguentando a pressão. Mas até quando?
PARA PENSAR:
“Desconto em aposentadoria não voltará a ser autorizado”. (Ministro da Previdência)
“Crime organizado infiltrado na política? Pura maldade! ” ( internet)
“Haverá gás para todos? ” ( internet)
“ Revogada prisão de Claudinho Serra: o Brasil respira, vive! ”. (internet)