out 29, 2025 | Colunistas
Viver o presente não é anular o futuro e, nem mesmo o passado por completo. Do passado, ainda que doído podemos extrair coisas boas. Por experiência própria, agora entendo o quanto é importante VIVER para depois ESCREVER.
Eu sempre quis escrever desde a minha adolescência mas, todos os meus escritos ficaram guardados, trancados em gordos diários com aqueles minúsculos cadeados e depois encerrados no fundo da minha gaveta. Eu não expunha pra ninguém meu dom. Depois com o tempo e com a idade passei por muitas situações e, como eu mesma escrevi em um de meus livros: Tive uma adolescência que se estendeu até os trinta anos. Ou seja, precisei de tempo. Precisei viver e entender a minha ansiedade para que algum livro nascesse.
Eu precisava extrair alguma coisa boa do passado desastrado, amores não concretizados, cursos adiados, viagens não feitas, palavras não ditas em momento certo que deveriam e até cabelo não pintado por medo do julgamento das pessoas. Ou seja, coisas que na época eu nutria fazer, mas acabei me podando. E outras que eu deveria ter evitado. Daí vem aquelas pessoas de “mente poluída” e já fica pensando: “O que você gostaria de ter feito que não fez? Seria sexo assim e assado ou sair beijando todo mundo em uma festa” Não, seu besta! Mesmo porquê eu nunca acreditei que fazer essas coisas a torto e a direito seria “aproveitar a vida”.
O que estou dizendo é que meus sonhos e desejos são muito mais profundos, sobrenaturais até. “Ah, já sei, você quer fazer contato com os ETS?” Não!! também não é isso. Mas pra mudar, é necessário renuncia e disciplina. Pra falar com Deus é mais ou menos como diz a tal música do Gilberto Gil: “Se eu quiser falar com Deus.
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios…” Entendeu?
Por isso, com o “Diário da borboleta azul” foi assim. Precisei calar, silenciar e extrair do passado uma lição.
Enquanto ao presente, ele deve ser vivido a cada instante. Nem sempre estamos dispostos. Falamos o tempo todo: “Viva o presente” ou, “O que importa é o presente” mas escondemos que o presente é a fase mais difícil de se viver. É quando precisamos testar a nossa própria capacidade minuto a minuto. Se aprendemos alguma coisa, se amadurecemos, se estamos cuidando das nossas verdades e sendo sinceros, se não estamos nos colocando em segundo plano, se estamos fazendo a coisa certa, porque o passado só passa de vez pra quem não tem medo de sorrir pra vida HOJE. Não digo forçar que está tudo bem mas, ser grato por mínimas coisas já é um começo.
O futuro não pode ser ansiado mas planejado. Pra quando chegar lá na frente não nos arrependermos de não ter cuidado. Um estudo, um “pezinho de meia” como dizia meu saudoso pai, não faz mal a ninguém. Ou, um dedinho de prosa com as formigas pra ver como elas se garantem para o inverno é muito importante.
Não podemos esquecer que aproveitar o momento como se fosse o último é bom mas, ter responsabilidade é essencial.
Então é isso: Presente, passado e futuro por mais que queiram separar estão sempre ligados e farão parte de nós para sempre. O que precisamos fazer é dosar as três coisas, dizer um “Carp diem” e dar um pontapé no mau humor e agradecer por ter chegado até aqui porque a vida é uma dádiva.
*Escritora e artista plástica.
out 28, 2025 | Colunistas
O ‘Outubro Rosa’ é um movimento internacional de conscientização sobre o câncer de mama, celebrado anualmente em outubro, com o objetivo de alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. É uma campanha necessária e meritória, que tem salvado inúmeras vidas e despertado a atenção de milhões de mulheres ao autocuidado. No entanto, é também um momento oportuno para refletirmos sobre algo ainda mais profundo: o valor da mulher em todos os aspectos — físicos, emocionais, sociais e espirituais — e sobre o quanto ainda falta à sociedade, especialmente ao homem e ao poder público, reconhecer e respeitar plenamente esse valor.
Talvez seja chegada a hora de transformar o ‘Outubro Rosa’ numa campanha ainda mais ampla e permanente, que promova não apenas a saúde da mulher, mas também a reeducação moral da sociedade quanto à dignidade e ao papel sagrado dela no mundo.
Ao longo da história, a mulher tem sido menosprezada, desvalorizada, subestimada, invejada, explorada e até morta. No século XXI, quando se esperava que a evolução moral acompanhasse o avanço tecnológico, o que vemos, infelizmente, é o contrário: um crescimento da violência doméstica, do feminicídio e da intolerância masculina diante da ascensão feminina. Há homens que ainda não compreenderam que a força da mulher não ameaça — ela complementa e enriquece a sociedade.
A mulher não precisa de campanhas para lembrar-se de cuidar de si. Ela cuida de todos — do lar, dos filhos, do marido, dos pais e, quando sobra tempo, dela mesma. O que falta, de fato, é o poder público cumprir o seu dever: oferecer um sistema de saúde digno, acessível e eficiente, capaz de atender não apenas às mulheres, mas a todos os cidadãos, em todas as regiões do país. O Brasil arrecada bilhões em impostos, mas oferece serviços que envergonham uma nação tão rica. É preciso vontade política, e não apenas discursos, para transformar essa realidade.
No campo social, é urgente também combater o preconceito e o machismo estrutural que insistem em pagar menos à mulher, mesmo quando ela desempenha as mesmas funções com igual — ou maior — competência. A mulher moderna é multitarefa por natureza: administra o lar, a carreira e a própria vida com uma habilidade admirável, sem perder a ternura e a sensibilidade que a tornam essencial à harmonia da família e da sociedade.
O maior desafio, porém, ainda é o homem. É ele quem precisa aprender a lidar com a independência e o brilho da mulher sem sentir-se diminuído. O amor verdadeiro não aprisiona, não submete, não domina. Respeitar é a maior forma de amar. E esse aprendizado precisa começar cedo — nas escolas, nos lares, nos exemplos. Devemos educar nossos meninos para que cresçam sabendo que uma mulher não é propriedade de ninguém, mas um ser livre, digno e merecedor do mesmo respeito que desejamos para nossas mães, irmãs e filhas.
As Escrituras Sagradas são claras quanto ao valor da mulher perante Deus. No livro de Gênesis, lemos que “Deus criou o homem à sua imagem; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27), deixando evidente que ambos foram formados com igual dignidade e propósito. O Salvador, durante Seu ministério terreno, demonstrou profundo respeito e amor pelas mulheres — curando-as, ensinando-as e confiando a uma mulher, Maria Madalena, a primeira revelação de Sua ressurreição. Isso não foi por acaso, mas por reconhecimento celestial da fé e sensibilidade espiritual que residem nelas.
O Livro de Mórmon também testifica da força e do valor das mulheres. Em Alma 56:47-48, os jovens guerreiros de Helamã declaram que “sabiam que Deus os libertaria porque tinham aprendido isso de suas mães”, revelando que é no coração materno que nascem as maiores lições de fé, coragem e retidão. E o profeta Presidente Russell M. Nelson ensinou: “As mulheres de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são a força moral e espiritual mais poderosa da Terra. Nenhuma outra influência se compara à de uma mulher justa.” Já o Élder Dallin H. Oaks acrescentou: “Homens e mulheres têm diferentes responsabilidades, mas são iguais em valor aos olhos de Deus. Nenhuma sociedade pode prosperar se desprezar o papel divino das mulheres.”
Esses ensinamentos reafirmam que a mulher é muito mais do que um complemento do homem — ela é um reflexo da divindade em sua forma mais pura. É mãe, filha, amiga, trabalhadora, cidadã, e, acima de tudo, filha de Deus. Seu valor não se mede em força física, mas em força moral; não em poder de domínio, mas em poder de amor.
Por isso, o verdadeiro sentido do Outubro Rosa deve ir além do rosa das fitas e campanhas. Deve alcançar o vermelho do coração, o branco da fé e o dourado do respeito. Que este mês sirva para reafirmarmos não apenas o compromisso com a saúde da mulher, mas com o reconhecimento de seu papel sagrado na sociedade e na eternidade. Porque o mundo só será verdadeiramente curado — no corpo e na alma — quando o homem aprender a amar e respeitar a mulher como o próprio Deus a criou: com igual valor, igual propósito e igual poder de edificar o bem.
*Jornalista e Professor
out 25, 2025 | Colunistas
A busca por soluções administrativas, pautada na boa-fé objetiva e na clareza das informações, é uma prática que beneficia a todos. Ela evita a judicialização de problemas que poderiam ser resolvidos de maneira simples e rápida, além de contribuir para um ambiente de consumo mais colaborativo. Isso também reduz o risco de condenações exacerbadas, preservando a lógica do diálogo e evitando a sobrecarga do Judiciário com pequenas demandas consumeristas.
Foi exatamente um caso que foi levado ao meu conhecimento, para um parecer, de um cidadão que não encontrava solução para a baixa de um veículo, ocasionando transtornos e endividamento. Ao pensar em um caminho, encontrei um universo de 220 mil veículos que estavam aptos a serem inscritos na dívida ativa, notificados via postal e Diário Oficial do Estado, e destes 87,7 mil se encontram nessa condição. O alerta de uma possível inscrição em dívida ativa no caso de não regularização desses débitos, fez com que eu fosse procurado sob a alegação de não saber mais onde estaria aquele veículo.
Assim aproveito para esta explicação que deverá atingir milhares de proprietários de veículos. Assim sendo se o automotor tem mais de 25 anos de fabricação e está há 10 anos sem licenciar, existe uma saída. A de quitar os débitos dos últimos 5 anos e solicitar a baixa definitiva por frota desativada, com base nessa Resolução 967 do Contran.
Além da frota desativada, outras formas de pedir baixa definitiva de um veículo da base de dados do Detran seria quando: o veículo está irrecuperável, sinistrado com perda total (acidente), está em estado de sucata, ou ainda foi desmontado, exportado, e seja veículo de trilha ou competição.
Quanto aos custos, será necessário quitar todos os débitos existentes do veículo em questão, pagar a taxa de vistoria (R$ 130,13) e a taxa de baixa (R$ 48,42). A baixa definitiva do registro evita que taxas e impostos referentes àquele veículo, continuem sendo processadas, como é o caso de licenciamento que continuará sendo gerado caso o veículo não seja baixado no Detran.
Há no Rio Grande do Sul um serviço específico para pessoas cujos veículos foram inutilizados durante as intempéries gaúchas, entre o final de abril e o mês de maio de 2024.. Em contrapartida a jurisprudência admite a renuncia a propriedade de veículos automotores com base no Artigo 1275 do Código Civil, como direito potestativo do titular, desde que demonstrado o abandono de fato, o desuso prolongado e a inexistência de posse material ou aproveitamento econômico sobre o bem. A exigência de apresentação física de placas ou partes do veículo não se compatibiliza com situações de abandono comprovado e ausência de posse há mais de uma década, sob pena de impor penalidade civil desproporcional e contrariar os princípios da razoabilidade, da boa-fé objetiva e da vedação ao enriquecimento sem causa inequívoca da Administração Pública. O Artigo oitavo da Resolução 967 admite a baixa mediante termo de responsabilidade do proprietário sendo descabida qualquer outra interpretação restritiva.
Isto posto a baixa do veículo pode ser determinada judicialmente mesmo sem a entrega de placas ou partes do veículo desde que comprovada a impossibilidade material decorrente da situação de abandono. A exoneração de encargos e tributos incidirá a partir da data da manifestação inequívoca da renúncia nos termos do Artigo 134 do Código de Trânsito Brasileiro. Isso evita o formalismo excessivo e desarrazoado que contraria a finalidade da norma. Inclusive a seguradora sub-rogada na titularidade de veículo sinistrado com perda total, possui legitimidade para também requerer a baixa.. A interpretação teleológica do Artigo 126 CTB permite a dispensa de elementos físicos quando demonstrados sua impossibilidade real de apresentação.
*Articulista
out 24, 2025 | Colunistas
A MISSÃO: “Colocar o governo na rua levando as realizações e ouvindo as demandas populares em todos os estados do Brasil”. A declaração de Guilherme Boulos sintetiza sua missão no Governo; as eleições ganham novo componente ideológico e a militância será despertada. Não se sabe ainda qual será a reação da oposição desunida.
NA ESTRADA: Em 2018 Boulos tentou o Planalto e obteve 617 mil votos. Em 2020 teve 40,6% dos votos válidos para a prefeitura paulistana perdendo para Bruno Covas. Em 2022 foi eleito deputado federal por São Paulo com mais de um milhão de votos. Os números falam por si só de suas intenções e propostas. Boulos tem a ‘caixa de fósforos’.
DÚVIDAS: Quanto tempo a oposição levará para afinar a viola? A queda nas pesquisas mostra tons desafinados, enquanto Lula com Boulos, usará a força dos movimentos sociais. E para azar da oposição, nenhum dos seus nomes ventilados até aqui, encanta ou enche os olhos. Não se enganem: a sucessão presidencial já começou.
PELO PODER: Nossos deputados admitem: a montagem de chapas será complexa por conta das federações partidárias e da regra exigindo desempenho mínimo individual para garantir vagas. Partidos e federações já admitem ‘chapinhas’ para evitar o ‘canibalismo eleitoral’ (disputa interna entre postulantes da mesma sigla).
MUDANÇAS: Desde 2020 foram proibidas as coligações proporcionais, obrigando então os partidos e as federações a concorrerem com chapas únicas – alterando assim o jogo político. É que até 2018, também no MS – os partidos nanicos conseguiam eleger deputados estaduais com votações menores, fato denominado como ‘efeito puxador’.
VOLTANDO? Parece que sim. Nas contas de Junior Mochi, o MDB pode chegar a casa dos 200 mil votos e eleger de 4 a 5 deputados estaduais, com Puccinelli sendo o puxador de votos. Alguns fatores podem pesar nas contas finais ‘de sobras’ para definir os eleitos pelo partido, inclusive devido as várias candidaturas de vereadores da capital.
SACANAGEM: A ingratidão deve se repetir em 2026. Vereadores que se elegeram graças ‘a$ benção$’ financeiras de deputados estaduais, federais e senadores, ao invés de retribuir essa ajuda, agora querem mais recursos financeiros deles para atuarem como cabos eleitorais. Moral da história: acabam faturando duas vezes.
LEILÕES: Sem falso puritanismo. Antes mesmo e ao longo das campanhas, há uma surda e feroz concorrência para conquista de apoios de lideranças que representem votos em maior e menor escala. Há relatos impressionantes da ousadia ou ‘genero$idade’ de candidatos desempenhando o papel de Papai Noel em troca de votos.
JOGO PESADO: Na política os ingênuos não sobrevivem. É mais que provado; nas eleições, apenas os recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário não bastam. Por esse ‘País de Meu Deus’, habitam figuras que resistem ao tempo, despidos de valores patrióticos. Lembram até o personagem Justo Veríssimo – de Chico Anísio.
VERDADES: “Por mais que essa realidade pareça insuperável, não podemos deixar de tratar a política como coisa séria. Afinal, é pela política que se alcança o Poder, e Poder afeta de modo decisivo o destino das pessoas. A filósofa política Hannah Arendt dizia que o mal prospera com a apatia e consegue sobreviver sem ela. ” (Fernando Brandt)
EDUARDO ROCHA: Em 2018 obteve 22.347 votos (14º lugar). Apenas 2.846 votos em Três Lagoas e 1.935 votos na capital. Em 2026 tentará voltar à Assembleia Legislativa, tendo como referência sua atuação na Casa Civil. Um desafio e tanto diante do cenário nebuloso e da forte concorrência nos seus antigos redutos eleitorais.
SIMONE: Suspense! Na última semana a ministra disputou com a personagem Odete Roitman, a atenção pelas variantes do seu destino político. Aliás, a ex-senadora vai se equilibrando – ora com a perna esquerda, ora caminhando mais ao centro. Se a atriz Debora Bloch foi vítima do velho script, Simone segue sob os holofotes, vivíssima.
MARKETING: O governador Riedel chegou ao poder sem populismo demagógico. Sua marca foi o chamado discurso técnico. Mas há quem entenda que ele deva mudar a postura, adotando jeito e linguajar mais populares de fácil assimilação em nosso meio social. Alô alô assessoria: isso contará muito para as eleições de 2026.
A MISSÃO: Apaziguar, aparar arestas ou como se diz ‘passar o pano’. O deputado coronel Davi está consciente de sua complicada tarefa de unir as correntes do PL. Secretário do diretório estadual do partido, o deputado se mostra amadurecido para ouvir a todos, sem prevenção e favorecimento. Convenhamos; haja habilidade!
JUSTIFICO: Se não bastasse o deputado Marcos Pollon anunciar sua pré-candidatura ao Governo (PL ou NOVO), ele anunciou sua mulher Naiane Bitrncourt (Presidenta do PL Mulher) como pretensa candidata a deputada federal, inclusive com apoio da ex-Primeira Dama Michele Bolsonaro. Durma-se com um barulho desse.
ANTENADO: Ele não se deixa iludir pelos elogios e previsões otimistas de seu desempenho nas urnas em 2026. Aos 83 anos de idade, o deputado Londres revela: está com ânimo de iniciante. Sua equipe se movimenta em várias regiões em busca dos antigos e novos eleitores. Em 2022, ele obteve 25.691 votos (14º lugar).
BARBARIDADE: A agência central dos Correios da capital retrata a decadência da empresa. Após o Governo rejeitar sua privatização, ela só deu prejuízo. Agora querem R$ 20 bilhões de empréstimo! As inovações tecnológicas e o advento do comércio eletrônico – somados à péssima gestão, deu nisso. Adivinhe quem pagará a conta?
OPINIÃO: “ Minha leitura é de que no, curto prazo, o conservadorismo manterá ligeira vantagem. O medo da insegurança, a pressão inflacionária e o apelo religioso fortalecem a direita. Mas a história mostra que nada é definitivo: o crescimento econômico pode devolver fôlego à esquerda; o desgaste da polarização pode abrir espaço ao centro”. (Gaudêncio Torquato)
PILULAS DIGITAIS:
O dinheiro é ótimo. Tira a pessoa da pobreza, mas não tira a pobreza da pessoa.
O Brasil é o país do futuro, mas para tanto é preciso decidir que o ”futuro1 é amanhã. (Margaret Thatcher)
A verdade é que somos filhos da coca-cola, muito mais do que de Marx (Jean Luc Godard)
Vai ficar rico o cara que inventar remédio para matar saudade. (Millôr)
A vida é o que acontece conosco, enquanto fazemos outros planos ( Bem Bagley)
Não há graus de vaidade – apenas graus de habilidade em disfarça-la. (Mark Twain)
Ninguém lembraria do Bom Samaritano se ele tivesse só boas intenções. Ele tinha dinheiro também. (Margaret Thatcher)
A justiça do Rio definiu o culpado pela morte de 10 jovens no Ninho do Urubu: o destino. (Valdeci Lizarte)
Se não vão te regar, você não terá obrigação de ser flor que se cheire. (internet)
out 20, 2025 | Colunistas
A depressão é um dos mais devastadores males da nossa era. Não se vê ao espelho, não sangra, mas sufoca. É uma dor que se instala silenciosamente e, pouco a pouco, apaga o brilho do olhar e o sentido da vida. Muitos a chamam de “a doença do século”, e não é por acaso: ela tem ceifado sonhos, destruído famílias e, infelizmente, levado muitos a desistirem de viver. Mas há caminhos de luz. Há instrumentos, muitos deles espirituais, capazes de devolver esperança, fé e vontade de recomeçar. E entre todos os remédios possíveis, nenhum é mais eficaz que o amor de Deus e o poder do Evangelho de Jesus Cristo.
A raiz de muitas depressões está na perda do sentido de existir. Quando o ser humano deixa de compreender por que está aqui, e quem é de fato, abre-se um abismo interior que nem o sucesso, nem o dinheiro, nem a ciência conseguem preencher. É nesse ponto que as Escrituras oferecem uma das verdades mais libertadoras: nós somos filhos e filhas especiais de um Deus vivo, amoroso e pessoal. Antes de nascermos, já vivíamos com Ele, em espírito, e fomos enviados à Terra com um propósito sublime — aprender, crescer e tornar-nos mais semelhantes a Ele.
Saber disso muda tudo. Se a vida é uma escola divina, as dores que enfrentamos não são castigos, mas lições necessárias para o nosso aperfeiçoamento espiritual. Como ensinou o Senhor a Jeremias: “Antes que te formasse no ventre, te conheci; e antes que saísses da madre, te santifiquei.” (Jeremias 1:5)
A consciência de que viemos de Deus e voltaremos a Ele nos dá força para atravessar qualquer deserto. Somos parte de um plano maior — o Plano de Felicidade estabelecido por Ele — e isso nos torna eternamente valiosos, mesmo quando o mundo tenta nos convencer do contrário.
O Salvador Jesus Cristo não apenas nos redimiu do pecado, mas também carregou nossas dores, angústias e enfermidades emocionais. O profeta Isaías descreveu-O como “homem de dores, experimentado nos trabalhos” (Isaías 53:3). Isso significa que Ele sabe exatamente o que sentimos quando a tristeza parece não ter fim. Ele compreende o cansaço da alma, o choro silencioso da madrugada e o desânimo de mais um dia igual ao anterior.
Cristo não é um espectador distante — Ele é o Médico Celestial, o Consolador, o Amigo que nunca nos abandona. E Ele mesmo nos convida, em uma das mais ternas passagens do Novo Testamento: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)
Quando tudo parecer perdido, quando a escuridão interior parecer intransponível, ajoelhe-se e ore. Não com fórmulas prontas, mas com o coração aberto, sincero, como um filho que busca socorro no colo do Pai. A oração tem um poder silencioso, porém extraordinário: ela abre caminhos onde só havia muros, traz calma onde havia tormenta e, sobretudo, nos faz sentir novamente amados e compreendidos.
Outro instrumento poderoso no combate à depressão é o amor genuíno — aquele que acolhe, escuta e não julga. Deus age muitas vezes por meio das pessoas: um abraço, um telefonema, um gesto simples de empatia podem ser o sinal de que Ele continua presente. O Livro de Mórmon ensina que “os homens existem para que tenham alegria” (2 Néfi 2:25), e essa alegria não é um estado permanente de euforia, mas a paz interior de saber que estamos cercados de amor — de Deus e de nossos semelhantes.
Muitos que sofrem da depressão não precisam de discursos, mas de presenças. Um ombro amigo, um ouvido paciente, um “estou aqui” dito com sinceridade, valem mais do que qualquer conselho. É nesse exercício de amor e solidariedade que se cumpre o mandamento do Salvador: “Amai-vos uns aos outros; como eu vos amei.” (João 13:34) Quando o amor é praticado, ele cura — tanto quem o recebe quanto quem o oferece.
É importante reconhecer que a depressão é também uma doença do corpo e da mente, e não apenas do espírito. Assim, buscar ajuda médica e psicológica não é sinal de fraqueza espiritual, mas de sabedoria. Deus, que inspirou profetas e apóstolos, também inspirou médicos, terapeutas e cientistas para nos ajudar em nossa jornada. Fé e ciência não se opõem — se completam. O tratamento adequado, acompanhado de oração, leitura das Escrituras e uma vida de fé, cria o equilíbrio ideal entre o cuidado físico e o fortalecimento espiritual.
A depressão quer nos fazer acreditar que a vida acabou, que não há mais futuro. Mas o Evangelho de Cristo proclama o contrário: sempre há esperança! Como disse o salmista, “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30:5). E essa alegria, quando vem, é mais pura, mais firme, mais verdadeira — porque nasce do reencontro com Deus, com a própria alma e com o propósito da vida.
Mesmo nas horas mais sombrias, Cristo está ali, estendendo a mão.
E um dia, ao olharmos para trás, veremos que foi Ele quem nos sustentou, mesmo quando não tínhamos forças para caminhar. Ele não nos livra de todas as tempestades, mas sempre nos dá abrigo durante elas.
A depressão é um inimigo real, mas não invencível. Os instrumentos de combate estão ao nosso alcance: a fé, o amor, a esperança, o serviço ao próximo e a lembrança de que somos filhos amados de Deus. Quando esses elementos se unem, a alma se fortalece e a vida recupera o brilho que parecia perdido.
Se você enfrenta esse desafio, não se envergonhe, não se culpe e, acima de tudo, não desista. Levante os olhos. Ore. Permita que Cristo entre em sua vida. Ele conhece o seu coração, entende as suas lágrimas e promete: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27) A paz de Cristo é o remédio que o mundo não pode oferecer — é a cura da alma, a reconstrução do ser e a certeza de que, com Ele, tudo se faz novo outra vez.
Jornalista e Professor
out 17, 2025 | Colunistas
RONALD REAGAN: ‘Mocinho’ de faroeste, economista, sociólogo, líder sindical, governador da Califórnia e presidente de 1981/1089. Em 1995 foi a impressa revelar que era portador do Mal de Alzheimer e pediu desculpas por eventuais declarações desconexas. Respeitado até a morte (2004) aos 93 anos de idade. Outro povo, outra cabeça.
VISÃO: “Como é horrível a arquitetura dos prédios funcionais, caixotes modernos a vender praticidade que serve apenas ao desejo de lucros dos empreendedores e seus projetos mirabolantes. São feios, frios, impessoais, desprovidos de vida, cinzentos e sem conforto. O que se dá na cabeça de quem inventou tamanho desastre estético? ”(Mario Montanha T. Filho)
MAU GOSTO: O padrão das construções mudou para pior nas últimas décadas. Em nome do lucro e maior rapidez das obras, optou-se pelo estilo sem criatividade. Se você, mesmo por imagens fotográficas, comparar as obras comerciais e residências de ontem e de hoje, concluirá que o nível de qualidade também regrediu.
COMPARANDO: Nas cidades paulistas principalmente, prédios de colégios, fóruns e delegacias de polícia da década de 60 desafiam o tempo. Amplos, com pisos de boa qualidade, paredes idem, janelas e telhado de material de primeira. Hoje, poucos anos após, os prédios já apresentam problemas. Coitado: o mutuário vira mortuário.
UTOPIA-1: Temos 1 presidente,1 vice, 81 senadores, 513 deputados, 27 governadores, 27 vices, 1059 deputados estaduais, 5.568 prefeitos (com vices), 58.818 vereadores. Cada senador tem 54 assessores, totalizando 4.374 deles; cada deputado federal tem 25 assessores, totalizando 12.805. Mais 26 mil assessores de deputados estaduais e 600 mil assessores de vereadores.
UTOPIA-2: Essa esbornia custa R$ 248 mil por minuto – igual a R$14.8 milhões por hora – ou R$ 357 milhões por dia, que dá R$ 10,8 bilhões por mês – ou R$130 bilhões anuais. Soma-se a isso mais R$ 1 bilhão do Fundo Partidário e a cada 2 anos R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral Por isso, a conta não fecha apesar dos altos impostos.
A PROPÓSITO: Sobre o custo eleitoral gigantesco e sobre a verba de R$5 bilhões endereçada ao ‘Fundão’, Valdemar da Costa Neto (‘cap do PL’) argumenta que o país tem dimensões continentais com mais de 5.500 cidades, muitas localizadas em locais ermos, sem estrutura para o exercício da política em pról da democracia.
NO CONGRESSO: A jogatina não nasceu ontem e é tão forte quanto as bancadas da bala, da bíblia e do agro. O recente jogo de braço no Congresso mostrou o quanto o jogo tem crédito com nossos ‘augustos’ representantes. As casas de apostas soltaram foguetes: vão continuar faturando alto e pagando merreca de impostos. Esse é o Brasil!
IMPERADOR? Se depender do deputado Caravina o deputado Geraldo Resende não será o novo presidente do PSDB. Caravina diz que seu colega cria arestas, não agrega e só olha o próprio umbigo. Lembra ainda que Geraldo está focado na candidatura de sua filha à Assembleia Legislativa e não estaria comprometido com o futuro do partido.
A PODEROSA: Se Nelsinho percorre o interior distribuindo recursos, o deputado Gerson Claro costura apoios junto aos deputados – também na esperança de viabilizar sua candidatura ao senado. Mas ouvi nos corredores da Assembleia de que o candidato numero 2 (ao lado de Reinaldo) será escolhido pela senadora Tereza Cristina (PP) Portanto…
DOURADOS: La se vão 48 anos e ela obteve apenas avanços razoáveis em termos de representação política. ‘Equívocos’ eleitorais mesclados a escândalos inclusive, atrapalharam projetos e afugentaram outros personagens com potencial de liderança. Agora, por vários fatores, poderá aumentar sua bancada estadual. Eu disse poderá!
LOCOMOTIVAS? Puccinelli, Rose Modesto e Mara Caseiro são vistos como puxadores de votos em 2026 e que poderão ajudar seus respectivos companheiros a se elegerem. Mas volto a lembrar sobre o atual quadro eleitoral – que só tomará forma definitiva com a janela eleitoral entre abril e maio próximos. Até lá, só oba oba.
HAJA GÁS: Em ano pré-eleitoral a notícia rende desgastes. Enquanto o salário do governador Riedel é de R$ 35.462,27 mensal, a presidenta Cristiane A. J. Schmidt, da MS-Gás – recebe R$58.500,00 e verbas generosas a título de diárias. Fatos como esse aumentam o estigma sobre o ‘modus operandi’ das ‘gloriosas’ empresas públicas.
ELEIÇÕES: Em 2022 tivemos 397 candidatos a deputado estadual; em 2026 teremos 175. Para a Câmara Federal serão apenas 63 postulantes contra 172 em 2022. Esse corte de candidaturas se deve as novas regras, incluindo as chamadas federações partidárias. PL, PP, PSDB, REP, MDB, PSD e PT são as chapas possíveis.
CONCLUSÃO: Com menos candidatos será preciso mais votos do que os exigidos no último pleito. Sobre o assunto, fica estampada essa preocupação nos deputados. Sorte deles, é que ainda terão bastante tempo para pensar e repensar sobre qual partido a ser escolhido. Nesta hora pode valer a experiência ou a pura sorte mesmo.
NA INTERNET: As redes sociais permitem que cidadãos façam abordagens de temas diversos. Sorte deles. É o caso do ex-deputado Fabio Trad, usando o facebook para discorrer sobre temas de cunho eleitoral. Nesta semana, ele critica a postura do governador Tarcísio no episódio das bebidas adulteradas. Democracia é isso.
VERDADES: A memória curta da opinião pública sobe escândalos é um fenômeno complexo, influenciado por fatores que vão desde o ciclo de notícias até a saturação de informações. Embora a percepção de esquecimento possa gerar frustração, é resultado de diversos mecanismos psicológicos, políticos e midiáticos. (Inteligência Artificial)
CASSEMS: Nas últimas sessões da Assembleia Legislativa ela foi alvo de debates. Destaque para manifestação do deputado Zé Teixeira ao abordar o papel importante da empresa no cenário da medicina de serviços no MS. Citou as áreas atendidas e o nível estrutural da Cassems, elogiando a unidade de Dourados inclusive. Saiu aplaudido.
FRASES DE RONALD REAGAN:
“A política é a segunda profissão mais antiga, muito semelhante a primeira. ”
“Eu já notei que todos os que são pelo aborto já nasceram.”
“Contribuinte é quem trabalha para o governo sem ter feito concurso público.”
“O mal é impotente se os bons não tiverem medo. ”
“Recessão é quando seu vizinho perde o emprego. Depressão é quando você perde o seu.”
O maior líder não é quem faz as maiores coisas. É o que faz as pessoas realizarem as maiores coisas.
Venha aqui para este portão! Sr. Gorbachev, abra esse portão! Derrube esse muro!”
“Na América, nossas origens importam menos do que nosso destino, e é disso que trata a democracia.”
“O governo não é uma solução para o nosso problema, o governo é o problema.”
“A América precisa de empregos e oportunidades, não de ócio e distribuição.”
“As melhores mentes não estão no governo. Se alguma estivesse, os negócios a roubariam.”
“O coração e alma do conservadorismo é o liberalismo.”
“Você não pode tributar os negócios. Negócios não pagam impostos, apenas recolhem impostos.”
Você não pode tributar os negócios. Negócios não pagam impostos, apenas recolhem impostos”.
“A liberdade individual depende de manter o governo sob controle.”