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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026
Jovens, não desistam! Nada está perdido: Por Wilson Aquino

Jovens, não desistam! Nada está perdido: Por Wilson Aquino

A vida é um campo de batalhas. Em alguns momentos, ela parece nos deixar sozinhos diante de forças maiores, que avançam contra nós como uma tropa em disparada. Nesses instantes, o medo, a angústia e o desespero tentam tomar o lugar da fé. Mas é justamente aí, quando tudo parece perdido, que Deus se revela e envia o socorro — muitas vezes de onde menos esperamos.

A clássica série “Game of Thrones” ilustra bem essa verdade. Na famosa Batalha dos Bastardos, Jon Snow se vê só diante de uma cavalaria inimiga prestes a esmagá-lo. Mesmo assim, ele não foge. Permanece firme, desembainha sua espada e se coloca em posição de luta. E quando tudo parecia acabado, surge uma cavalaria amiga que muda o destino da batalha. Essa cena nos ensina que a ajuda sempre chega — mas ela vem para quem não desiste de lutar.

Assim também é a vida. Todos, sem exceção, enfrentam dias sombrios, momentos de dor, frustração, perda e solidão. Mas ninguém está sozinho. Infelizmente, em nossa cidade, Campo Grande, vimos recentemente jovens preciosos desistirem de viver. Jovens que, talvez, não tenham conseguido enxergar que suas existências tinham um grande e divino propósito. A dor dessas perdas ecoa fundo, não apenas nas famílias, mas em toda a sociedade.

Por isso, é urgente lembrar: Deus conhece cada um de nós. Ele sabe o nosso nome, nossas dores, nossos medos e nossos sonhos. Ele nunca se afasta. É o Espírito Santo quem nos consola, nos orienta e nos sussurra o que devemos fazer e para onde seguir. Basta abrir o coração e escutar.

A vida é uma dádiva sagrada e nunca deve ser descartada. É um treinamento Celestial, uma travessia espiritual para um propósito eterno. Os problemas que enfrentamos — sejam eles familiares, escolares, amorosos ou emocionais — são temporários. Nenhuma tempestade dura para sempre. Como ensina o salmista: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmos 30:5)

Outra promessa divina nos garante: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Isaías 41:10)

A história da humanidade está repleta de exemplos de pessoas que, mesmo diante de dores quase insuportáveis, escolheram viver, acreditar e seguir em frente. Elas entenderam que cada sofrimento tem um propósito e que a fé é a ponte que nos conduz da escuridão à luz.

Um desses exemplos é Nick Vujicic, nascido sem braços e sem pernas. Ainda criança, ele sofreu bullying, rejeição e depressão profunda. Aos 10 anos, tentou tirar a própria vida. Mas ao reencontrar o amor de Deus, Nick descobriu que sua existência tinha um propósito: inspirar milhões de pessoas. Hoje, ele é pai, escritor e palestrante mundialmente conhecido, pregando que “a falta de esperança é pior do que a falta de membros”. Sua vida é prova de que com fé em Cristo, nada é impossível.

Outro grande exemplo é o de Oprah Winfrey, que nasceu em extrema pobreza e sofreu abusos durante a infância. Aos 14 anos, engravidou e perdeu o bebê. O mundo parecia lhe negar o direito de sonhar. Mas ela acreditou na força da educação e da fé, e construiu uma das carreiras mais admiradas da história. Oprah afirma: “Eu sobrevivi porque aprendi que não importa o que aconteça, há sempre um amanhã — e Deus sempre tem um propósito para nós.”

Essas histórias reais nos lembram que, mesmo quando a vida parece desabar, Deus continua no comando, pronto para nos erguer.

Queridos jovens, não desistam! Não acreditem nas mentiras do desespero, nas doutrinações políticas e ideológicas. Ignorem o Bullying. Vocês são superiores a tudo isso, pois são filhos e filhas especiais de um Deus que os ama incondicionalmente e que os criou para brilhar, aprender e vencer. O mundo precisa de cada um de vocês, com seus talentos, seus sonhos e suas histórias.

Se a dor apertar, peçam ajuda. Conversem com alguém. Orem. Busquem consolo na fé e na família. Há sempre alguém disposto a ouvir, e há sempre um novo amanhecer esperando para provar que nada está perdido.

Russell M. Nelson, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que faleceu recentemente aos 101 anos, declarou: “A vida é preciosa, um dom sagrado de Deus. Mesmo quando o caminho é difícil, nunca percam a esperança. O Senhor sabe o que estão enfrentando e Ele proverá o caminho para que possam suportar e vencer.”

O Élder Jeffrey R. Holland, outro membro da igreja, ensinou com ternura: “Seja qual for a dor que você sente hoje, por favor, não desista. Acredite que o amor de Deus é maior do que qualquer escuridão. As coisas vão melhorar. Confie em Deus e em Seu amor infinito.”

E o Presidente Dieter F. Uchtdorf acrescentou: “Nosso Pai Celestial sabe que tropeçamos. Ele não espera perfeição imediata, mas espera que continuemos a tentar. A esperança é o farol que nos guia para fora da escuridão.”

Essas palavras, vindas de servos de Deus, são lembretes poderosos de que há sempre uma saída, sempre uma esperança e sempre um novo começo.

Portanto, Jovens! levantem-se! Ergam a cabeça, desembainhem a espada da fé e sigam em frente. Porque, com Deus ao lado, a vitória é certa e a vida sempre vale a pena.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

Leia Coluna Amplavisão: Eleitor sem memória, inocente ou conivente?

Leia Coluna Amplavisão: Eleitor sem memória, inocente ou conivente?

REFLEXÃO: A falta de memória do eleitor é cultural e institucional. Se na Alemanha há o voto distrital partidário, com lista fechada, e o eleitor sabendo em que partido está votando, aqui vota-se num candidato sem saber qual é seu partido. O pior: eleito, ele até muda de sigla e o eleitor nem sabe como ele está se comportando. Tomou Doril!

DESASTRE: Se um em cada três eleitores não tem qualquer tipo de ligação ou mesmo compromisso com o político que ajudou a eleger, como poderá cobrar que este cumpra as promessas de campanha? Está assim mais do que explicado o baixo nível dos nossos legislativos. Espera-se que a internet melhore a conscientização do eleitor. Esperamos.

ESCOLHAS: A decisão de um eleitor de votar neste ou naquele candidato tem sido  influenciada pela mídia, família, ambiente de trabalho, escola, igreja, carisma do postulante, suas promessas de campanha e ainda pelas condições de vida em que se encontra. Enfim, são vários os motivos que podem nortear suas escolhas.

DESGASTES: Existem dúvidas se as pesquisas têm ido ao núcleo das questões que envolvem o eleitor, partidos, políticos e a política como um todo. As abstenções, como forma de protesto e descontentamento, podem até surpreender. Salvo de quem tem interesse direto, não vejo outros sinais de entusiasmo por aí. Tudo muito borocoxô.

A PROPÓSITO: Saudosistas, há os críticos que culpam a lei eleitoral por tirar das eleições aquele clima festivo que até motivava o eleitor. Hoje nada pode. Santinhos, faixas, carros de som e comícios. A festa da democracia ficou sem graça, chata para nossos padrões latinos.  A disputa eleitoral está circunscrita as quatro linhas da lei.

SERÁ?  A intenção da legislação é estabelecer situação de igualdade entre os candidatos, evitando ao máximo a influência do poder financeiro. Mas essa teoria nem sempre funciona. Candidatos ricos continuam fazendo campanhas milionárias. Usarão (de novo) o PIX no lugar dos cheques endereçados aos cabos eleitorais.

A MISSÃO: Prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores e outras figuras fazem o papel de cabos eleitorais, estabelecendo a ligação entre candidatos e eleitores. Esses personagens fazem parte do jogo político, por vaidade e outros interesses eleitorais. Mas sem idealismo. Tudo isso tem naturalmente um custo.   A combinar.

INCOERÊNCIA?  Antes o capitão Contar denunciou o ex-governador  Reinaldo no rumoroso episódio da ‘Operação Vostoc’. Tudo disponível nas redes sociais. Agora, ambos estarão juntos, trocando afagos e elogios? Como as melancias, vão se acomodar ao longo da ‘viagem’?  Como se diz: “as coisas mudam para ficar como estão. ”

OPINIÃO: Para o deputado coronel Davi, discípulo fiel de Bolsonaro, Valdemar da Costa extrapolou na tratativa com o capitão Contar, pois agindo assim o dirigente nacional do PL ignorou o diretório e lideranças locais do partido. Vamos aguardar as reações dentro do grupo Bolsonarista sobre essa parceria Reinaldo-Contar.

IRONIAS: Sobre o cenário no grupo governista quanto ao futuro companheiro de Reinaldo, o deputado Caravina antevê desgaste entre outros nomes pretendentes, como a vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira, deputado Gerson Claro e o próprio senador Nelsinho Trad. É previsível – esse episódio deve gerar insatisfação.

NA PARALELA? Na Assembleia, ouvi elogios de prefeitos e vereadores do interior sobre a atuação do senador Nelsinho, por liberar seguidas emendas e benefícios diversos aos municípios. E isso conta muito eleitoralmente. Articulado, evita polêmicas, críticas e desgastes, centrando seu mandato em ações, passando ao largo da ideologia.

COMPLICADO: Essa situação envolvendo o direito de disputar o Senado pode ser comparada ao técnico de futebol com excesso de craques. Evidente que cada um dos pretendentes ao Senado tem seus méritos, mas na política existem fatores que às vezes fogem da lógica ou razão. Mas é prematuro o exercício da adivinhação.

NÉVOAS:  A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro tem interferido no quadro do PL local e causado questionamentos. Se antes manifestara apoio a candidatura de Gianni Nogueira ao Senado, depois declarou-se favorável à candidatura do deputado Pollon ao Governo do Estado e de sua mulher Naiane Bitencourt à Câmara Federal. E agora?

A CAMINHO: Se os diretórios estaduais dos partidos estão subordinados às decisões dos seus diretórios nacionais, conclui-se que o MDB determinará que o diretório estadual acate sua vontade da ministra Simone Tebet ser candidata ao senado. E mais: as costuram indicam que o deputado Vander Loubet será candidato a suplente dela.

CONVENHAMOS: Embora vozes emedebistas de nosso estado tenham reclamado da postura da direção nacional, não há remédio jurídico que possa impedir. São questões internas nas quais a justiça não pode interferir. E o MDB sempre foi um partido da conveniência ao longo de sua existência. Ulysses Guimarães bradou no deserto.

ESPERTEZA: É fácil antever o projeto dos emedebistas. Cada um deles defenderá seus projetos pessoais, se abstendo de questionar temas críticos sobre o Governo Lula e o PT. Sendo assim, tentarão sair ilesos junto aos seus eleitores, que estariam à vontade  e livres para votar ou na reeleição de Lula e na própria Simone. Tudo é possível.

MICHELLE BOLSONARO: “As feministas odeiam quando eu falo disso. Sou uma mulher ajudadora, auxiliadora do seu esposo. Entendo o meu chamado como mulher. Sou preciosa. Sei a minha missão. Entendo o meu propósito na terra. E quando falo sim, eu sou auxiliadora ajudadora. E a Bíblia fala de submissão da esposa ao marido, mas é a submissão saudável”. (discurso em Londrina)

IMPRESTÁVEL? Assim é visto o STF após o ministro Dias Tófoli estender a ex-primeira dama do Peru a “imprestabilidade” das provas do acordo de leniência da Odebrecht na Lava Jato. Condenada a 16 anos de prisão por lavagem de dinheiro, está asilada aqui por obra de Lula. Tófoli retribui a sua indicação ao STF. É o sistema.

PERDER: “A arte de perder não é nenhum mistério; tantas coisas contêm em si o acidente. De perde-las, que perder não é nada sério. Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero, a chave perdida, a hora gasta bestamente. Depois perca mais rápido, com mais critério: Lugares, nomes, a viagem não feita. Nada disso é sério”. (Elizabeth Bishop)

PILULAS DIGITAIS:

 

Eu gostaria de viver como um pobre, mas com muito dinheiro. (Pablo Picasso)

Não há loteria que acabe com a pobreza de espírito. (Millôr)

Essa história de desemprego é papo de quem não tem o que fazer. (Chico Anísio)

Se o comunismo acabar, quem é que levará a culpa? (Jô Soares)

Reconhecimento é uma coisa dura de atingir no mundo competitivo. (Clint Eastwood)

Só se vive uma vez. E da maneira que eu vivo, uma vez basta. (Frank Sinatra)

A humildade, se você não tem por virtude, precisa ter por esperteza. (Roberto Marinho)

Se ganha dinheiro com 10% de inspiração e 90% de transpiração. (Silvio Santos)

Fale baixo, fale devagar e fale pouco. (John Wayne)

Amar a humanidade é fácil. Difícil é amar o próximo. (Henry Fonda)

Será que as pessoas me aplaudiriam se eu fosse um bom encanador? ( Marlon Brando)

É melhor ser infeliz sozinha do que ser infeliz acompanhada. (Marilyn Monroe)

O Obnubilantismo da Cor! Por Rosildo Barcellos

O Obnubilantismo da Cor! Por Rosildo Barcellos

Nos ditames da conquista de espaço laborativo, inclusive no se fazer a integração e a inclusão; a violência se opõe à diplomacia e com isso, o indivíduo que consegue controlar seus impulsos são cidadãos denominados pacificadores. Entretanto para se chegar a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, houve muita luta. Aliás para se chegar a lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabeleceu que, a partir daquele ano, o dia 20 de novembro, passasse a ser uma data para celebrar o sobredito dia; foi uma luta para se lembrar da luta. Uma vez que foi (considerado) neste dia, no ano de 1695, que Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, depois de buscar a defesa da cultura e da liberdade, morreu em combate, como um verdadeiro lider.

Não há dúvida de que a criação desta data foi muito importante, pois, além de servir como um momento de conscientização sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional serve para a reflexão sobre a colaboração dos africanos, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É certo que o grande debate atual é sobre as alternativas de um desenvolvimento sustentável e a superação dos conflitos étnicos e as desigualdades alinhavadas pela resistência de valores dos povos e fundamentadas no clamor pela equidade.

Justifica-se ser um momento perfeito de buscar a pauta pela discussão de políticas educacionais voltadas à qualificação e preparação dos indivíduos para a vida em sociedade, não somente de indígenas, caboclos, pardos, negros, mulatos, mamelucos e cafuzos, mas  discutir o papel da sociedade perante a formação dos adolescentes, neste ambiente, com vistas ao nosso próprio futuro. Estigmatizados descobrem nas drogas e, posteriormente, na violência uma suposta solução para seus conflitos, rancores e penares, multiplicando os seus ais. E as mulheres com sua dupla jornada, nesse pós-pandemia não consegue a devida realocação no mercado de trabalho.

José do Patrocínio, Machado de Assis, João Cândido, Zumbi, Eva Maria de Jesus; mostraram que, a cor não é fator obnubilador para a convivência igualitária entre os homens. Aproveito para ressaltar nomes de personalidades de reputação ilibada, confrades e confreiras da Academia Literária a qual pertenço e que são exemplos, em prol da preservação da Cultura e Tradições, deste desiderato, no tema “Consciência Negra”; a partir do nome do Presidente, Psicanalista Rogério Veiga, (Alspa), e das personalidades que assinam minha certidão acadêmica recebida  em 29 de novembro no Museu do sal no I Encontro de Artes , Cultura e Consciência em homenagem ao Dia da Consciência Negra, como Destaque Nacional de Grande Honra: Luislinda Valois, Ex ministra dos Direitos Humanos, Zé Franco presidente  do Naila, de Angola; Edmar Leal presidente da Alma – Africa/São Tomé e Príncipe; Paulo João, presidente do Grupo Lankon de Guiné-Bissau;  Zuleica Tani – Tataraneta de Monteiro Lobato, Leonor Trindade, de Portugal e Regina Castro Macgowan da City University of New York; apenas para citar alguns dos exemplos de “não” esmorecimento, no que tange a luta por um respaldo  em prol das questões sociais de cidadania e de ação da justiça em favor do menos favorecido e resgate da cidadania plena.

Indubitavelmente, a união, a paz e respeito mútuo são o que devem prevalecer, Independente da classe social e da origem racial,  A miscigenação é a marca do nosso povo. No Brasil o preconceito racial também aponta para o preconceito de classes, por isto não podemos deixar este dia se tornar agenda de eventos; e sim, mais um dia de reflexão, pois a democracia e a paz social, também dependem de um entendimento maior da forma que vivemos as nossas relações cotidianas.

*Articulista

Romper as amarras da alma: Por Wilson Aquino

Romper as amarras da alma: Por Wilson Aquino

Há correntes que não se veem, mas se sentem. Correntes invisíveis que nos prendem por dentro — nas pernas que hesitam, nas mãos que tremem, na voz que se cala diante do medo. São amarras tecidas por lembranças, por culpas antigas, por palavras não ditas e sonhos adiados. Muitos caminham pela vida como Forrest Gump, com as pernas presas por ferragens, tentando seguir em frente enquanto o peso das próprias dúvidas os impede de correr. Até que um dia, impulsionados por um grito de coragem — “Corre, Forrest! Corre!” —, descobrem que a liberdade mora justamente no instante em que ousamos romper o que nos aprisiona.

Cada um de nós tem seus próprios grilhões. Há quem esteja acorrentado a um passado que não volta mais, a um ressentimento que corrói a alma, a uma rotina que sufoca, a um medo que paralisa. Outros estão presos à opinião alheia, vivendo a vida que os outros esperam, doutrinados, e não aquela que Deus sonhou para eles. Essas amarras não são de ferro, mas pesam como chumbo no coração e na alma. E a vida, que deveria ser um rio de movimento e esperança, torna-se um lago parado, onde os dias se repetem sem brilho.

Mas há aqueles que romperam suas amarras e se transformaram em luz para o mundo. Como Nick Vujicic, o australiano que nasceu sem braços e pernas, mas que, em vez de se lamentar, descobriu em Deus a força para viver plenamente — tornando-se palestrante, escritor e exemplo de superação para milhões. Ou como Helen Keller, que ficou cega e surda ainda bebê, mas aprendeu a falar, ler e escrever, formou-se com honras e dedicou a vida à educação e à inclusão. Há também histórias silenciosas e diárias — da mãe solo que cria os filhos com dignidade, do idoso que volta a estudar, do jovem que abandona o vício, o tráfico e reencontra a fé. Todos eles aprenderam a correr, mesmo com as pernas feridas da alma.

Romper essas amarras exige coragem — e fé. Coragem para olhar dentro de si e reconhecer o que precisa ser deixado para trás. Fé para acreditar que Deus não nos fez para rastejar, mas para caminhar eretos, de cabeça erguida, como filhos Dele. O Salvador prometeu não nos deixar órfãos: deixou-nos o Espírito Santo, que sussurra ao nosso coração quando é hora de agir, de mudar, de se libertar. Quando ouvimos essa voz e damos o primeiro passo, o peso cai, as correntes se desfazem, e o vento da esperança sopra novamente.
Como está escrito: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). E também: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Essas promessas são o lembrete de que a liberdade verdadeira começa quando confiamos plenamente em Cristo — e deixamos que Ele desate os nós do nosso coração.

O Élder Dieter F. Uchtdorf, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ensinou que “a fé é a força que nos impulsiona através das dificuldades, a ponte que liga o que somos ao que podemos nos tornar”. Ele nos lembra que muitas das correntes que nos prendem são feitas de medo e dúvida — e só a fé em Cristo pode dissolvê-las. Quando confiamos Nele, aprendemos a dar o primeiro passo mesmo sem ver o caminho inteiro. É nesse caminhar pela fé que descobrimos que as grades que nos cercavam estavam, na verdade, apenas dentro de nós.

Em um de seus discursos mais comoventes, o élder Jeffrey R. Holland, disse: “Não há correntes tão pesadas que o amor do Salvador não possa quebrar. Não há abismos tão profundos de onde Ele não possa nos erguer.” Ele recorda que todos nós, em algum momento, precisamos de libertação — das dores, das culpas, das fraquezas. E que Cristo, que libertou o cego, o paralítico e o endemoninhado, continua libertando corações. Sua voz ainda ecoa, suave e firme: “Levanta-te e anda!”. Ele não apenas nos convida a romper as amarras, mas nos dá força para fazê-lo.

Essas palavras sagradas ecoam como faróis em meio à escuridão da dúvida, reafirmando que a verdadeira liberdade não se conquista pela força dos músculos, mas pela entrega da alma Àquele que nos redime. É nas mãos de Jesus Cristo que todas as correntes se partem e todos os nós se desfazem. Nele, aprendemos que o impossível é apenas uma palavra que perde o sentido quando o amor de Deus age em nosso favor.

A liberdade verdadeira nasce no interior da alma. Não é apenas poder ir e vir, mas poder ser — ser quem somos, com nossos dons, nossa fé e nossa essência. Ser livre é ter coragem de amar, de perdoar, de recomeçar. É viver sem medo de errar, porque sabe que Deus sempre oferece novos caminhos a quem busca com sinceridade. Como Forrest, todos nós podemos correr — livres das ferragens da dúvida, das tiras do conformismo — e sentir no rosto o vento leve da graça divina. Como o apóstolo Paulo declarou: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). E se ele, preso em correntes reais, encontrou liberdade interior pela fé, por que nós, com nossas prisões invisíveis, não haveríamos de encontrar?

Por isso, ensine seus filhos a não se deixarem amarrar. Ensine-os a ouvirem o coração, a buscar o bem, a confiar em Deus e em si mesmos. Porque o mundo tentará prendê-los com laços dourados de vaidade, ideologias e falsas promessas. Mas quem aprende cedo a romper as amarras do medo e da mentira, cresce leve, confiante, preparado para viver o que a vida tem de mais belo: a liberdade de ser feliz.

Romper as amarras da alma é, enfim, dizer a si mesmo: “Eu posso!”. É escolher o amor em vez do rancor, a fé em vez do medo, a esperança em vez da desistência. E, ao fazer isso, sentir que o céu se abre, o coração se alivia e a vida — ah, a vida — volta a correr dentro de nós com a leveza de quem reencontrou o verdadeiro sentido de existir.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

Mandamento de Batismo pelos Mortos: Por Wilson Aquino

Mandamento de Batismo pelos Mortos: Por Wilson Aquino

Ontem, Dia de Finados, quando flores e lágrimas se misturaram sobre as lápides silenciosas, o coração humano se voltou para o mistério da eternidade. Muitos acreditam que a morte seja o fim, um ponto final em nossas histórias. Mas, para aqueles que compreendem o Evangelho de Jesus Cristo, a morte é apenas uma vírgula — uma breve pausa na continuidade da vida. O Salvador nos ensinou que a vida é eterna, o amor é indestrutível e as famílias podem permanecer unidas para sempre.

Cristo mesmo testificou que “quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25). E o apóstolo Paulo reafirmou essa verdade ao declarar que “assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15:22). A esperança da ressurreição é, portanto, o alicerce da fé Cristã — a certeza de que voltaremos a viver e de que voltaremos a encontrar aqueles que amamos.

Mas o Evangelho restaurado vai além dessa esperança: ele nos ensina que a salvação e a exaltação são dádivas disponíveis a todos os filhos de Deus, inclusive àqueles que morreram sem conhecer a verdade. As escrituras revelam que, durante o breve intervalo entre Sua crucificação e ressurreição, o próprio Cristo “pregou aos espíritos em prisão” (1 Pedro 3:19), levando luz e libertação aos que aguardavam em trevas.

Ali começou a grandiosa obra redentora no mundo espiritual — uma obra que continua até hoje, sob direção divina, por meio de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a única na Terra autorizada a realizar o batismo vicário, ou batismo pelos mortos, conforme ensinado nas escrituras: “De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se de todo os mortos não ressuscitam?” (1 Coríntios 15:29).

Essa ordenança sagrada é realizada apenas nos Santos Templos, casas do Senhor erguidas em várias partes do mundo, onde o céu parece tocar a Terra. E para facilitar esse trabalho, de encontrar os nomes dos antepassados, a Igreja criou o maior banco de dados de genealogia do mundo (https://www.familysearch.org/pt/global), disponível gratuitamente para todas as pessoas, membros da igreja ou não.

No Templo, o ambiente é de paz profunda, de reverência e de amor puro. Lá, homens e mulheres dignos entram em nome de antepassados, parentes ou não, para realizar ordenanças que eles próprios não puderam receber em vida. É um ato de compaixão e fé — uma das mais belas expressões de amor Cristão.

Como o Presidente Russell M. Nelson, que faleceu recentemente aos 101 anos, ensinou: “No Templo, aprendemos sobre o Plano de Deus e realizamos ordenanças que nos abrem as portas da eternidade — não só para nós, mas também para nossos antepassados que aguardam, com esperança, por essa oportunidade.”

Esses atos de serviço espiritual são acompanhados de milagres silenciosos. Membros de todas as idades, de diferentes cidades e estados, viajam centenas de quilômetros em caravanas de fé, saindo, inclusive de Mato Grosso do Sul, rumo ao Templo de Campinas-SP, o mais próximo dessa região. São dias dedicados à oração, ao serviço e à comunhão com o Espírito. Muitos voltam dali transformados, relatando sentir uma paz indescritível — como se os céus se abrissem por instantes para confirmar que a obra é verdadeira.

O Dia de Finados, portanto, não deve ser visto apenas como um dia de dor e saudade, mas como uma oportunidade de celebrar a eternidade da vida. Nossos entes queridos não estão perdidos, nem distantes — apenas continuam em uma outra dimensão do mesmo Plano Divino. Eles vivem, pensam, aprendem, e aguardam o cumprimento das promessas de Deus. A morte, que aos olhos do mundo parece derrota, aos olhos do Evangelho é transição, crescimento e recomeço.

Outro ensinamento glorioso revelado em nossos dias é o do selamento eterno das famílias. Nos Templos, maridos e esposas são unidos para o tempo e para toda a eternidade, e filhos são selados a seus pais e avós. Isso significa que os laços familiares, fortalecidos em amor e fé, podem ultrapassar os limites da mortalidade. O Presidente Gordon B. Hinckley, em uma de suas mensagens mais tocantes, afirmou: “O lar é o alicerce do Reino de Deus na Terra. Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar — e nenhum amor terreno é mais profundo do que aquele que Deus eterniza nos Templos.”

Que benção saber que, por meio dessas ordenanças, o amor não termina no túmulo. O marido poderá reencontrar a esposa amada, os pais abraçarão seus filhos outra vez, e famílias inteiras poderão se reunir em glória. Esse é o verdadeiro significado do Dia de Finados: não apenas recordar quem se foi, mas compreender que ninguém realmente se perde. Todos os que se voltam a Cristo, vivos ou mortos, têm a promessa de um reencontro eterno.

Assim, em vez de chorarmos como quem perdeu, podemos orar como quem confia. Podemos sentir gratidão pelo tempo compartilhado e esperança no tempo que ainda virá. Pois como declarou o Salvador: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).

Que a comemoração de Finados, em vez de ser marcado apenas pela saudade, seja iluminado pela certeza da vida eterna. Que cada flor depositada sobre um túmulo seja um símbolo de fé, e cada lágrima, uma semente de esperança. Pois o Evangelho de Jesus Cristo nos ensina que a morte é apenas uma curva no caminho — e, logo adiante, todos nos encontraremos de novo, sorrindo, vivendo e amando para sempre.

“E Deus enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21:4)

A vida é eterna. O amor é eterno. As famílias são eternas. E é nessa verdade que repousa nossa paz, nossa fé e nossa alegria.

*Jornalista e Professor

Leia Coluna Amplavisão: Ego, o combustível que move a política

Leia Coluna Amplavisão: Ego, o combustível que move a política

A CHAVE: O ego move a política e os políticos em geral. É a chave de ignição do poder. Essa vaidade gera arrogância, como na bravata de Donald Trump falando sobre suas tarifas. O presidente ‘Laranjão’ gabou-se: “Eles precisam de nós, mais do que precisamos deles. Nós não precisamos deles. Todo mundo precisa da gente

VAIDADES: Esse episódio diz bem do ego excessivo dos políticos que acaba prejudicando a governabilidade, provocando desarticulação de parcerias e dando subsídios aos adversários. A postura de Trump na Casa Branca representa a exposição pública do ego inflado de quem exala o poder. Convenhamos: e que poder!

É GERAL: Ego inchado não é exclusividade de figuras como Putin, Trump e Netanyahu. Esse ‘fenômeno’ floresce aqui, acolá, em diversos cargos, em gente sem autocrítica, que supervaloriza a conquista junto ao poder, por mais singela que seja e de pouca importância junto à opinião pública. E convenhamos, controlar o ego é difícil.

PEDROSSIAN x LÍDIO: O debate entre eles tirou a sessão da Assembleia daquela  mesmice. Cada qual ao seu estilo, analisando a gestão da prefeita Adriane Lopes da capital. Democraticamente, usando de afiadas ironias e frases de efeito, os deputados  arrancaram risos dos presentes e sinalizaram novos capítulos inflamáveis. Promete!

NA TRIBUNA: “ Campo Grande está passando por um processo de reconstrução administrativa. A atual gestão assumiu dívidas, corrigiu distorções e está equilibrando as finanças. A população precisa saber disso. Meu compromisso é esclarecer e defender  a verdade sempre que for necessário.”  (Deputado Lídio Lopes na tribuna)

A QUESTÃO: Alunos especiais da APAE e de outras entidades afins teriam condições de frequentar as escolas da rede oficial de ensino? O bom senso diz não, ao contrário do que determina recente decreto presidencial, alvo da moção de repúdio do deputado Junior Mochi e desaprovação geral da Casa. Essa reação deve ecoar em Brasília.

CRÍTICAS: O deputado Neno Razuk questiona os ‘estranhos’ critérios de gastos do Governo Federal, colocando em plano inferior os reclamos do ensino direcionado ao grupo escolar especial. Aliás, até os deputados do PT reconhecem as falhas deste decreto, acima e contra a Constituição. Lula recuará? O desgaste político é oceânico.

DÚVIDAS: O decreto de Lula contra o crime organizado surtirá os efeitos desejados? As autoridades do setor, por exemplo, terão proteção do Estado, como reclama o ex-juiz federal Odilon de Oliveira, hoje, alvo letal de bandidos que ele condenou? O Governo pensando nas eleições de 2026? Quanto a tal CPI do Senado – já vimos esse filme.

ENREDO: “Bandido bom é bandido morto” – “temos que combater bandido do jeito que bandido conhece”. Esses lemas popularizados ao longo do tempo e das chacinas, refletem a amarga realidade da segurança do país, ocupando o horroroso 7º lugar no ranking mundial dos assassinatos. Enfim, soluções de afogadilho não resolvem.

ATENTA: A mídia já mostra a reação de governadores de centro direita sobre a tragédia carioca. Caiado, Ratinho Jr, Mauro Mendes, Eduardo Leite, Tarcísio, Jorge Mello, Zema e Riedel, estão coesos no apoio ao governador carioca Claudio de Castro. É clara a intenção do Planalto em transformar o caso em questão política-eleitoral.

REPERCUSSÃO: Na internet é possível aferir a reação da opinião pública. Se no Rio de Janeiro a maioria é contra a operação policial, no resto do país as manifestações são a favor, com referências a insegurança e domínio do Comando Vermelho. Tema delicado mas merecedor de atenção e ações dos governantes (estadual e federal).

CAÇA ELEITOR: Em ano pré-eleitoral aumenta a presença de políticos candidatos nas feiras livres. Naquela tradicional efervescência de gente indo e vindo, eles aproveitam o ambiente de pessoas simples, para engatar uma boa prosa e abraçar com sorriso fácil (ou falso?) E, na barraca do pastel são os patrocinadores – sem limites.

A ESPERA: Em ‘banho Maria’ o projeto petista de Fabio Trad candidato ao Governo e dona Gilda de vice. O deputado Zeca do PT aguardando data na agenda do Planalto para tratar do assunto com Lula junto com ambos pré-candidatos.  Zeca fala em ‘renovação do PT’, mas quer manter a sua família mandando no partido. Baita incoerência.

MAIS UM:  O Governo não brinca. Vem aí o programa para facilitar a obtenção da carteira de motorista. Antes já patrocinara o Bolsa Família, Prestação Continuada, Isenção de Taxas em Concursos, Telefone Popular, Luz Fraterna, Tarifa Social da Água,  Programas Habitacionais, Leite das Crianças e Fomento às Atividades Rurais.

ARMAS: Não faltam ao Governo Federal para satisfazer os mais diferentes anseios da população e do eleitor é claro. Como se observa do tópico anterior, mesmo os críticos da filosofia petista, reconhecem a eficácia política da metodologia de governar. No fundo, o eleitor é prático: quer o benefício sem discutir certos aspectos.

  1. ODILON: Grande figura. Presente nas redes sociais com falas pertinentes. Mas daí fiquei matutando como faltou-lhe bons conselheiros nas suas incursões na seara política. Opinião geral: no lugar de disputar o Governo, deveria ter disputado o Senado. Outro equívoco: disputar a vereança com a mesma postura de antes. Não é do ramo.

CALMA: Nem chegaram as eleições nacionais e os políticos já traçam planos para a sucessão municipal. Ora! O cenário do país é uma incógnita, sujeito a trovoadas econômicas que podem refletir em cada cidade. Essa instabilidade pode atingir também a política e governos, provocando mudanças. Portanto, vamos devagar com o andor.

AVISO: As atenções dos ‘calculistas’ eleitorais todas direcionadas para as vagas da Assembleia Legislativa e ignorando a disputa para a Câmara Federal. Ora! Não podemos esquecer as lições em pleitos anteriores, com surpresas contrariando projeções. Só a preocupação dos atuais deputados sinaliza que a ‘guerra’ será de gente grande.

DICAS DE HENRY FORD: 

Não é o empregador que paga os salários. É o cliente.

O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais força.

Corte sua própria lenha. Assim ela aquecerá você duas vezes.

Não encontre defeito. Encontre soluções. Qualquer um sabe queixar-se

Nada é difícil se for dividido em pequenas partes.

Sei que metade da publicidade que faço é inútil. Mas não sei qual é a metade inútil.

A única história que vale alguma coisa é a história que fazemos hoje.

Estar decidido, acima de qualquer coisa, é o segredo do êxito.

O dinheiro não modifica o homem, apenas o desmascara.

Qualidade significa fazer certo quando ninguém está olhando.

Se eu tivesse um único dólar investiria em propaganda.

Quando  tudo tiver contra você, lembre-se: o avião decola contra o vendo, não a favor dele.