dez 2, 2025 | Colunistas
A chegada de dezembro traz consigo não apenas o brilho das luzes natalinas, mas também a sombra de uma agitação generalizada. Em meio a calendários apertados e expectativas elevadas, muitas vezes esquecemos que o verdadeiro espírito do final de ano é a paz e a reflexão.
Dados mostram que, justamente em dezembro, o aumento de stress e impaciência tem impactos tangíveis: estudos indicam que os acidentes de trânsito e os conflitos interpessoais crescem significativamente. Afinal, a pressa e a tensão formam uma combinação perigosa.
A reflexão sobre o valor de pausar, respirar e encontrar um ritmo mais humano para encerrar o ano é fundamental. Em vez de ceder à pressão das demandas externas, podemos escolher priorizar a tranquilidade e o bem-estar. Assim, a desaceleração torna-se um ato consciente de autocuidado e de respeito aos outros.
Vamos trazer um exemplo simples: imagine um motorista que, em vez de buzinar e se irritar com o trânsito lento, decide colocar uma música suave, ajustar seu ritmo e usar o tempo no trânsito para refletir ou até agradecer pelas pequenas coisas recebidas. Essa mudança de atitude pode não só evitar acidentes, mas também transformar a experiência do final de ano — e do ano todo — em algo mais leve e significativo.
Além disso, é válido enfatizar a importância do autocuidado e do cuidado com os outros. Ao desacelerar, abrimos espaço para momentos de qualidade com a família, fortalecemos nossos laços e lembramos que o final de ano é, antes de tudo, um momento de gratidão e renovação.
Por fim, podemos reforçar que a oração, a meditação ou simplesmente um momento de silêncio diário são ferramentas poderosas. Elas nos ajudam a encontrar serenidade e a redescobrir o verdadeiro significado da vida e especialmente dessa época: celebrar a vida com paz e harmonia.
E, nesse contexto, encontramos grande sabedoria nas palavras de autoridades de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que têm ensinado repetidamente sobre a importância de desacelerar, priorizar o essencial e ouvir o Senhor. O presidente Dallin H. Oaks nos lembra que muitas das decisões mais importantes da vida não estão entre o certo e o errado, mas entre o que é importante e o que é essencial. Ele ensinou: “Desviai-vos das coisas que não importam e buscai as que mais importam.” No final do ano, quando somos puxados por todos os lados, sua mensagem é um convite amoroso para fazermos escolhas mais conscientes, dando espaço ao que realmente edifica a alma.
Russell M. Nelson, que faleceu recentemente aos 101 anos, reforçava esse entendimento dizendo que “nada é mais urgente do que aprender a ouvir o Senhor.” Ele ensinava que o Espírito fala em “sussurros suaves”, e tais sussurros só podem ser percebidos quando desaceleramos. A correria de dezembro, se não for domada, pode nos afastar daquilo que Deus quer nos comunicar — e do que realmente precisamos sentir.
O élder Dieter F. Uchtdorf lembra que a simplicidade é um princípio celestial: “Apressar-se é inimigo da paz.” Ele aconselha que deixemos ir o que não é essencial para que o coração possa encontrar descanso. Em uma época marcada por pressões, compras e expectativas, sua mensagem é quase um bálsamo: viver com mais leveza é uma forma de honrar o Salvador.
É nos pequenos e simples momentos — aqueles que muitas vezes ignoramos — que o élder David A. Bednar diz que o Espírito se manifesta com mais frequência. Ao desacelerarmos, conseguimos enxergar beleza e propósito nas migalhas de luz que o Senhor coloca ao longo do nosso dia: um abraço, uma conversa, um minuto de gratidão, um pensamento inspirado.
Algo que combina perfeitamente com dezembro, segundo a irmã Michelle D. Craig: “Quando diminuímos a velocidade suficiente, começamos a ver as pessoas como o Salvador as vê.” O final do ano deveria ser um tempo para olhar ao redor com mais compaixão, perceber quem precisa de um gesto de bondade e fortalecer os laços familiares e espirituais.
O falecido presidente M. Russell Ballard também ofereceu uma lição poderosíssima: “O Senhor não espera que façamos tudo, mas que façamos o nosso melhor — e isso inclui descansar.” Para ele, descansar é parte do Plano Divino. Encerrar o ano de forma saudável não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria espiritual.
Em um mundo que constantemente nos impulsiona a fazer mais, é revolucionário lembrar que fazer menos — e fazer com mais atenção — pode ser a chave para um final de ano verdadeiramente feliz. Ao reduzir o ritmo, criamos espaço para apreciar as pequenas alegrias que muitas vezes passam despercebidas na correria.
Assim, ao final de cada dia de dezembro, em vez de contabilizar tarefas, podemos contabilizar momentos de tranquilidade e conexão. Podemos perceber que o verdadeiro significado das festas não está nas corridas de última hora, mas na capacidade de encontrar serenidade em meio ao tumulto.
Ao adotar essa postura, não apenas encerramos o ano de maneira mais suave, mas também preparamos nossos corações para um novo ciclo com mais equilíbrio e esperança. Afinal, desacelerar é um presente que damos a nós mesmos e aos que amamos, reconhecendo a mão de Deus em nossa jornada e confiando que Ele nos guia a um caminho de paz e renovação.
*Jornalista e Professor
wilsonaquino2012@gmail.com
nov 29, 2025 | Colunistas
“Vocês são o arco onde seus filhos, como flechas vivas, são impulsionados para adiante; deixem que a mão do Arqueiro trabalhe, porque assim como Ele ama a flecha que voa, também ama o arco, que permanece estável.”(O Profeta).
Khalil Gibran que nasceu numa família de parcos recursos, no que hoje é o Líbano (1883-1931) foi um filósofo, escritor, poeta, ensaísta e pintor. Sua obra reflete a espiritualidade e os princípios que levam aos patamares mais altos da alma humana. É conhecido por ter criado frases inspiradoras. Seu livro mais conhecido é “O Profeta”.
Khalil Gibran nasceu em Bicharré, em 06 de dezembro de 1883. Vivia com seu pai, sua mãe, um irmão e duas irmãs. Em 1894, com onze anos, emigrou com sua mãe e seus irmãos para Boston. O pai permaneceu em Bicharré. Sua mãe tomou a decisão difícil de levar os filhos para a América, buscando uma vida melhor para sua família. Eles se estabeleceram no South End de Boston, na época, a segunda maior comunidade sírio-libanesa-americana.
Ele foi chamado de várias formas pejorativas tanto porque sua pele era escura, quanto porque mal sabia falar inglês. Quando chegou, foi colocado numa classe especial para imigrantes. Mas, alguns dos seus professores viram algo admosestador, na forma como ele se expressava, através dos seus desenhos, através da sua visão do mundo. Ele acreditava no amor, acreditava na paz, e acreditava na compreensão e no diálogo. Em breve ele dominaria sua nova língua. Gibran foi o único membro da sua família a seguir a educação escolar. Suas irmãs não foram autorizadas a entrar na escola, principalmente por causa das tradições do Oriente Médio, bem como dificuldades financeiras. Gibran, no entanto, inspirou-se na força das mulheres da sua família, especialmente da sua mãe.
A família lutava árduamente para sobreviver, e o jovem perdeu uma irmã e o meio-irmão para a tuberculose. A mãe dele morreria de câncer. Depois da morte deles, a outra irmã, Mariana trabalhando em uma loja de costura, apoiaria Gibran. Referindo-se a sua mãe, ele escreveria: A palavra mais bonita nos lábios da humanidade é a palavra Mãe” e o chamado mais bonito é o chamado de Minha mãe.” É uma palavra cheia de esperança e amor, uma palavra doce e amável vinda das profundezas do coração. A mãe é tudo. Ela é o nosso consolo na tristeza, a nossa esperança na miséria e a nossa força na fraqueza. Ela é a fonte de amor, misericórdia, simpatia e perdão. Gibran iria mais tarde defender a causa da emancipação e educação das mulheres. Ele acreditava que lutar pelos direitos dos outros é o fim mais nobre e bonito de um ser humano.
O Profeta.” publicado em 1923, venderia dezenas de milhões de cópias, se tornando o terceiro poeta mais comercializado de todos os tempos, atrás de Shakespeare e Laozi. Publicado em 108 línguas em todo o mundo, é o fundamento deste artigo. Estamos próximos ao natal. Pergunto: Como estão as nossas famílias?. Saibam que este ano 2.735 recém-nascidos foram registrados no estado sem o nome paterno, ou seja, possuem apenas o nome da mãe em sua certidão de nascimento. “Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria.!” E nunca esqueça quem estava contigo quando a água do chuveiro se misturava com suas lágrimas de dor, ou quando o travesseiro era testemunha dos seus soluços implorando por auxílio. Valorize quem usou seu tempo contigo ou estendeu sua mão para amparar sua queda. Essas pessoas é que fazem a diferença neste mundo. Imite-as. São exemplos.
*Articulista
nov 29, 2025 | Colunistas
As palavras possuem um forte impacto sobre as nossas emoções. Nessa sequência podem desencadear determinadas reações, fazer tomar determinadas decisões, e por vezes, até levar a mudar o curso da nossa vida. Pensemos nas palavras de encorajamento como motivam e dão força para andar para a frente, nas palavras de conforto que consolam e suscitam um sentimento de segurança, nas palavras de amor que enchem a alma, ou por outro lado, as palavras afastam, as que provocam e recuos, os insultos destroem os vínculos.
Quantas pessoas relatam que ouviram determinada coisa de alguém e aquilo o fez avançar ou recuar completamente em dado momento da sua vida. Uma palavra ou uma frase que ecoa, ressoa e provoca no outro pensamentos inexprimíveis.
Também dá-se o caso de serem guardadas palavras que se repescam em algumas ocasiões. Estão no canto da memória, e de tempos a tempos, são evocadas. Enquanto adultos lembramo-nos de palavras da infância, que a mãe, o pai, a avó, o avô diziam. E como ficam gravados tais dogmas e colados à pele psíquica! Ecoam como baluartes e funcionam como mandamentos conduzindo nossos valores e escolhas ao longo de vida.
A interpretação que damos às palavras que ouvimos é crucial. Por vezes, pode levar a mal-entendidos. Pensemos, por exemplo, nas confusões decorrentes de algumas trocas de mensagens. A confusão que se gera pelo modo como ouvimos, à nossa maneira, e depreendemos um sentido diferente daquele que as proferiu. Também a carga que damos a certas palavras pode deturpar o entendimento das mesmas quando usadas entre interlocutores que atribuem diferentes ressonâncias ao sentido latente. Adensam os alvoroços comunicacionais quando assentes em jogos metafóricos. Se, para alguns bons entendedores meias palavras bastam, para outros, poucas ou muitas palavras causam apenas rumor.
Como é bom quando encontramos alguém que fale a nossa língua. Que entenda o idioma do nosso sentir semântico. A base desse entendimento trará profícuos diálogos. Acrescentará a compreensão mútua e a ligação empática.
Nem sempre temos atenção com as palavras que usamos para nos expressar. Não temos de insurgir uma postura pouco espontânea mas devemos considerar, em alguns contextos, o impacto que podem ter nos nossos ouvintes. Pensar antes de falar é prudente sobretudo por isto. Ter esta noção é relevante para cuidar dos outros com devido respeito. Não é necessário pactuarmos de palavras concordantes, mas considerar que aquilo que dizemos tem poder interagir com o outro. Não há propriamente boas nem más palavras. Há bons e maus entendimentos. Claras e imprecisas impressões e este é o caminho observado no livro “Além do que se vê” de Nataly Moraes. E como ela mesma retrata: O segredo está em achar conforto no desconforto! Poderia dizer que é um exercício fácil, mas é tanta força do corpo todo , para um equilíbrio, resistência… acredito que esse exercício vai muito além.
Não obstante, neste livro, lançado recentemente em Londres, conta que sempre teve curiosidade em descobrir quem era essa pessoa única, que chegou ao mundo antes de ser moldada por crenças familiares, sociais e religiosas. Nesse processo, compara si mesma a alguém que vai retirando camadas para alcançar o que é primordial, num exercício exigente, mas recompensador pelas descobertas que surgem no caminho. Hoje, diz se reconhecer nesse encontro consigo mesma e com o sentimento que a move: “Hoje, feliz, posso dizer que conheço o amor, esse insumo sustentável, resiliente, paciente e indispensável sem o qual nada existiria.” Conclui Nataly.
“Além do que se vê” por Nataly Moraes, é a nossa sugestão de leitura da semana.
* Da Redação
nov 28, 2025 | Colunistas
JERSON DOMINGOS: Após deixar o Tribunal de Contas, ele parece ter entrado na chamada ‘fase zen’ e saiu de cena. Experiente como é, deve estar analisando o cenário, os protagonistas e as perspectivas de seu desejado retorno ao jogo político. Pera lá – não se sabe também, quais suas prioridades existenciais nesta altura da vida.
ESPAÇOS: A leitura do quadro eleitoral do Estado mostra que o MDB perdeu espaço em várias regiões onde reinava, decorrente da ‘invasão’ do PSDB do ex-governador Reinaldo. Por conta dos atrativos governistas, prefeitos e vereadores trocaram de sigla e hoje estariam, na maioria, alinhados a Reinaldo. Viraram governistas, é claro.
NOVA SITUAÇÃO: Os principais nomes do MDB seriam Puccinelli, Jr. Mochi, Jerson Domingos e Renato Câmara. Com exceção de Renato, baseado em Dourados e no Vale do Ivinhema, os demais têm seus colégios eleitorais na capital, cidades no entorno e na região norte. Teríamos assim concorrência próxima dentro do partido.
DILEMA: Afinal, qual o destino partidário da ministra Simone? Embora ele seja à primeira vista um problema para o MDB resolver, sua decisão em disputar o senado pelo MDB, poderia prejudicar a candidatura de Reinaldo (PL) – visto hoje nas pesquisas como o preferido do primeiro voto ao senado. Explico as razões:
A TENDÊNCIA é que a disputa ao Senado seja ideológica, onde o capitão Contar se apresenta como bolsonarista e da direita raiz. Pode ser que o eleitor de direita não reconheça Reinaldo como seu representante, fazendo a opção pelo capitão Contar. Nesta hipótese o chamado segundo voto poderia premiar o senador Nelsinho Trad.
OUTRO CASO: Nas conversas com prefeitos e vereadores interioranos percebo uma cumplicidade política com a candidatura de Nelsinho. Tendo herdado o gabinete e equipe de assessores do ex-senador Moka, ele desenvolve ações para a liberação de recursos, o que ajuda no seu potencial. Só para Coxim liberou R$ 21milhões.
ESTÍLO: Ao colunista, Nelsinho argumentou que atua diretamente junto aos gestores municipais, não discriminando partidos e nem opções ideológicas. Aliás, nas entrevistas e manifestações, ele habilmente se esquiva de alguns temas nacionais. Conta com o voto dos eleitores do chamado centro, direita e ainda de parte da esquerda.
METAMORFOSES: Algumas questões podem produzir outros resultados. Uma delas seria a futura filiação do capitão Contar, que estaria se distanciando do PL e na busca de um partido que lhe garanta sua candidatura. Ele, teme que as ‘boas vindas’ do diretório do PL, seja armadilha com a não homologação de sua candidatura na convenção.
PREVISÕES: Segundo a assessoria do deputado João H. Catan (ainda PL) muita coisa vai acontecer até a abertura da janela partidária, mudando o cenário e contrariando os prognósticos atuais. Aliás, a postura deste oposicionista ferrenho – doa a quem doer – confirma a tendência da não filiação de Contar ao PL
LONDRES MACHADO: Reverenciado pelos seus colegas, cumpre um mandato discreto, sem frequentar a tribuna, com poucos apartes e proposições. Evidente, ainda é detentor de tradicional patrimônio eleitoral, mas está ciente da crescente concorrência e que os ‘tempos são outros’. Expectativa: o ‘Chinês’ se reinventará outra vez?
PUCCINELLI: Apesar do encolhimento do MDB e dos seus tropeços desgastantes, deve colher os frutos de seu crédito como gestor. A expectativa ficaria por conta de sua eventual postura legislativa, diferente (penso eu) da época em que esteve no Executivo com aquele seu estilo centralizador. A idade e as lições da vida devem influir. Penso…
EM ALTA: Em 2010, a ex-prefeita de Eldorado, Mara Caseiro surpreendeu obtendo 19.888 votos para deputada estadual. Em 2014 obteve 23.532 votos e em 2018, apesar dos 23.813 votos não se elegeu devido a legenda. Mas em 2022 veio a recompensa com 49.512 votos. Agora, ela tem chances enormes de se eleger deputada federal.
NO PAREO: Com base no seu desempenho em várias eleições, a ex-deputada Rose Modesto quer também fazer do pleito de 2026 o trampolim para outros voos. Seu partido União Brasil é federalizado com o PP e lançará 12 candidatos a deputado estadual e 4 postulantes à Câmara Federal. Ao PP serão reservadas 18 candidaturas.
ALERTA: Esse rolo do tal Banco Master é uma lição para não ser esquecida pelos dirigentes dos institutos de previdência dos nossos municípios. Pergunto: esses gestores teriam de fato experiência nesta área corrompível do mercado financeiro? Gerir grana alheia não é para amadores. Exige muita competência, além é claro, de honestidade.
DESASTRE: A mídia vem mostrando que em muitas cidades deste Brasil afora, os aposentados das prefeituras estão ‘chupando o dedo’ porque o sistema previdenciário municipal simplesmente quebrou. Também lá, os diretores dos institutos aplicaram mal o dinheiro, tendo inclusive comprado gato por lebre em muitos casos. Portanto…
ENTRE AMIGOS: A empresa ‘Porto Morrinho’ ganhou a concessão da manutenção da ponte do Rio Paraguai em 2008, na gestão de Puccinelli. Foram 21 anos de lucro com o pedágio, mas não cuidou da ponte e não foi cobrada pelo Governador –nem pelo Ministério Público Estadual. Agora o Estado gastará R$11,7 milhões na sua reforma. Essa a ponte virou um laranjal produtivo.
NÃO MUDA: Os argumentos são os mesmos, com destaque neste final de ano para ‘solicitação de emendas junto aos deputados’. Vereadores interioranos frequentam a Assembleia Legislativa, às vezes por minutos, tempo necessário para pegar declaração de frequência visando recebimento de diárias em suas respectivas Câmaras. E tchau…
DELÍRIOS: Florescem nas eleições. O empresário Jaime Valler (Yucatan Turismo e Qually Peles) de Campo Grande anuncia sua candidatura ao Governo Estadual. Prega a gestão transparente e coloca como prioridade exemplar substituir por vidro transparente, todas as paredes do prédio da governadoria, com exceção do banheiro. Rssss….
BOLHA DE SABÃO? A notícia da candidatura do Secretário Jaime Verruck ao Senado com apoio do governador Riedel contraria a lógica da política. Neste caso, provocaria rachaduras no grupo identificado como direita e vitaminaria os postulantes adversários. Essa, é a leitura primária que se faz com a dita pretensão. Sem mais.
SÁBIOS DO ENEM:
Polígono é o cara que casa um monte de vezes.
As plantas se distinguem dos animais por só respirarem a noite.
O ateísmo é uma religião anônima.
O povo quer coisa simples, sem muita luxúria.
O Hino Nacional francês se chama ‘La Mayonèse’.
O porco é assim chamado porque é nogento.
O meio de transporte usado no deserto da Arábia é o tapete voador.
Ecologia é o estudo dos ecos. Isto é, da ida e vinda dos sons.
Princípio de Arquimedes: todo corpo mergulhado na água, sai molhado.
Ele tem medo de ficar no elevador, pois sofre de cleptomania.
Os seringueiros tiram borracha das árvores, mas não derrubam as seringas.
As múmias tinham profundo conhecimento da anatomia.
A hepatite é uma doença terrível, pois danifica as vias imobiliárias.
O mestiço é a pessoa de quem cujos pais são de sexos diferentes.
O sismógrafo é o aparelho que quando cisma, impede terremotos.
nov 26, 2025 | Colunistas
Há momentos na vida em que o coração nos pede silêncio… para que a gratidão fale mais alto. E hoje é um desses momentos. Depois de sete anos caminhando lado a lado com os leitores — semana após semana, palavra após palavra — compartilho, com emoção profunda, o anúncio da chegada do livro “Reflexões e Memória – de Wilson Aquino”, uma coletânea cuidadosamente selecionada de 184 artigos que, ao longo desses anos, serviram como farol espiritual e emocional para indivíduos de todas as idades e para famílias que buscavam conforto, força e orientação para enfrentar os desafios da vida.
Ele já está em impressão e, como visitante esperado, deve aportar em Campo Grande até o final de novembro. Não é apenas um livro: é um cofre de lembranças, um altar de experiências, uma sementeira de esperança. Tudo sempre alicerçado nos bons princípios morais e espirituais — nos ensinamentos e mandamentos de Deus.
Depois de sete anos escrevendo semanalmente, sem faltar um único dia, artigos que buscavam erguer almas, fortalecer famílias e acalmar corações aflitos, senti que deveria ir além e reunir, em uma única publicação, uma seleção das mais importantes mensagens dessa jornada. Uma obra que chega carregando histórias, reflexões e testemunhos de fé.
Esta não é a primeira vez que minha trajetória se transforma em páginas impressas. Em 2019, minha amada filha, Maria Ritha, preparou em segredo, como presente de aniversário, o livro “Crônicas da Vida – Artigos de inspiração do jornalista Wilson Aquino”, com 35 textos — um presente que iluminou minha alma. Ao segurá-lo, senti o que muitos autores experimentam: o toque da imortalidade. Não a imortalidade do homem, mas a da palavra — que ultrapassa o tempo, atravessa gerações e acende luz onde antes havia incerteza. Não é por acaso que, emocionado, mesmo em se tratando e uma edição limitada a parentes e amigos, gritei: “Agora sou imortal! Agora sou imortal!”
Agora, porém, “Reflexões e Memória” é um chamado maior. Reúne 184 artigos, escolhidos entre mais de 300 textos publicados nesses últimos sete anos. Páginas que falam de fé, perdão, superação, amizade, família, lutas internas, esperança e, sobretudo, do amor de Deus. Cada artigo é uma pequena semente — e cada semente, quando cai em terra fértil, transforma vidas.
Nas páginas finais, o leitor encontrará também fotografias que contam silenciosamente a história deste jornalista que, há 47 anos, caminha pelas redações (Diário da Serra, Jornal Folha do Povo, Jornal da Manhã, Jornal O Estado MS…) microfones (TVE) e assessorias (Petrobras, Uniderp, Acrissul, Famasul, SECCG, Governo MS, Creci, Secovi…) em Mato Grosso do Sul. Mas o mais importante não são as fotos. São as vidas que esses momentos representaram.
Ao longo desses anos, recebi mensagens de leitores que encontraram, nas palavras simples de um domingo, coragem para continuar, para se reconciliar, para voltar para casa, para enfrentar a dor. Pessoas que, ao lerem um artigo, sentiram um sopro de esperança quando tudo parecia perdido. É por isso que digo: este livro não é apenas um conjunto de textos — é um companheiro de viagem, um aconselhador silencioso, um amigo disponível a qualquer hora.
A publicação semanal desses artigos só se tornou realidade porque, em 2018, o querido amigo e jornalista Alex Fraga, então editor-chefe de O Estado MS, lançou-me o desafio de escrever semanalmente. O desafio virou missão. A missão virou hábito. E o hábito virou sacerdócio.
Sou grato também aos editores que o sucederam: Bruno Arce, Danilo Galvão e, agora, a competente jornalista Rafaela Alves, que faz história com o seu trabalho em equipe. Minha gratidão especial ao diretor do jornal, Jaime Valler, que mantém aberta essa porta de diálogo com milhares de famílias.
Gratidão também a todos os sites de notícias de Campo Grande, do interior de Mato Grosso do Sul e até de Estados vizinhos, que também publicam nossos artigos semanalmente, permitindo que milhares de pessoas e famílias tomem conhecimento das nossas mensagens alicerçadas na Palavra de Deus.
Vivemos tempos de desatenção espiritual. Tempos em que a alma está faminta, enquanto o mundo oferece muitas distrações. É nesse cenário que “Reflexões e Memória” chega como um farol para apontar a direção da luz do Evangelho.
O livro importa porque: Recorda valores eternos, muitas vezes esquecidos no corre-corre da vida; Consola aqueles que sofrem, mostrando que ninguém enfrenta o vale das sombras sozinho; Orienta jovens, pais, mães e avós em temas práticos e espirituais; Resgata princípios Cristãos, indispensáveis para uma vida plena; Celebra a família, base de tudo o que construímos; Inspira o leitor a reencontrar propósito, coragem e direção.
Grande parte desses artigos apresenta ensinamentos de Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres, que sempre ofereceu cura, consolo e esperança. Assim como falamos aos jovens na semana passada — esses que enfrentam tantas aflições emocionais — continuamos apontando para o único caminho seguro: o caminho do Evangelho. Cristo é o eixo invisível que sustenta cada reflexão desse livro.
Aos amigos e leitores que desejarem ajudar-nos a levar esta obra a mais pessoas, deixo meus contatos para ideias e sugestões: (67) 99983-2896, email: wilsonaquino2012@gmail.com.
Que este livro encontre lares, mesas e corações. Que seja abertura de diálogos, reconciliação de almas, ponte de esperança. E que cada palavra cumpra seu propósito maior: servir. Ele está chegando. E chega não como obra de um autor — mas como presente de Deus para quem precisa de um pouco mais de luz ou apenas para confirmar que está trilhando o caminho certo.
*Jornalista e professor
nov 21, 2025 | Colunistas
CONCORDA? Os nomes das vítimas esquecidos; mas dos assassinos são destaques na mídia como personagens pop. O ‘espetáculo’ é mais valorizado do que a tragédia, pois a memória coletiva gosta do que dá prazer e não do que exige consciência. Assassinos psicopatas viram celebridades, despertam fantasias agressivas. Os mortos, esquecidos!
EXEMPLOS? Os seus pais mortos, ignorados, mas Suzana Richthofem ficou famosa, inspirou serie na TV. Elize Matsunaga, fez picadinho do marido; as lagrimas foram só dos parentes. Izabella Nardoni; vítima inocente da estupidez do pai Alexandre Nardoni. É a sociedade consumindo violência, idolatrando monstros e deletando quem morreu.
AINDA…Ana Caroline, mãe de Isabella Nardoni, a 2ª. Vereadora mais votada em São Paulo (129.556 votos) – com a proposta de dar voz as vítimas que sofrem em silêncio. Há pouco, ela criticou a série ‘Tremembé’ por dar glamorização aos assassinos, sem destacar ou reconhecer os danos irreparáveis às vitimas e familiares. Com razão.
LEANDRO KARNAL: A corrução no Brasil é igual herpes. Vai e volta, mas nunca acaba. A inveja é um tipo de cegueira; é a dor pelo sucesso alheio. Facilidade é o nome que os vagabundos dão ao esforço alheio. O ataque pessoal é a falência da razão. Só tem amigo quem é bom; se não for bom, terá apenas cumplices. A fofoca é a narrativa dos fracassados.
SERGIO DE PAULA: Não chegou por acaso ao Tribunal de Contas. Vários fatores pesaram para sua indicação e aprovação. Além de seu valor e suas qualidades pessoais, Sergio esmerou-se no cultivo da fidelidade política partidária e esteve sempre presente quando chamado. Foi recompensado por sua longa jornada. Ele merece!
CONFUSO: Primeiro, a janela partidária entre março e abril, depois as convenções partidárias de 20 de julho a 5 de agosto e finalmente o registro das candidaturas até o dia 15 de agosto. Aliás, entre 5 e 15 de agosto os partidos podem fazer alterações na lista de seus candidatos antes de levarem o pedido de registro à Justiça Eleitoral.
ENTENDA: No dia 16 de agosto – dia seguinte ao registro – começa a propaganda eleitoral, apenas pela internet e nas ruas. Quanto a propaganda no rádio e televisão, inicia 35 dias da antevéspera do pleito. Mas é permitido que os futuros candidatos façam desde hoje suas campanhas através de manifestações extraoficiais.
CONCLUSÃO: Com exceção de pedir votos, tudo é permitido neste período que antecede o ano eleitoral. O ex-governador Reinaldo e o senador Nelsinho Trad , por exemplo, são presenças constantes nas redes sociais e na mídia em geral. Portanto, quem ocupa cargo público ou partidário tem maiores chances de exposição pública.
OBSERVAÇÕES: O uso correto da internet pode nivelar o potencial dos candidatos. A justiça por sua vez deve se preparar para decidir de forma ágil aquelas questões que surgirão naturalmente, como o limite de conteúdo e gastos com impulsionamento. Uma guerra que costuma movimentar a assessoria jurídica dos partidos e federações.
OPINIÃO: É visível. O titular de mandato parlamentar começa levando vantagens em termos de visibilidade com ações e eventos ligados a administração. Vários mecanismos de apoio o beneficiam nas relações com os eleitores, vereadores, prefeitos e lideranças diversas das comunidades e municípios. Afinal, quem é visto, é lembrado.
SURPRESAS? Por que não? Basta olhar pelo retrovisor das eleições para se concluir que elas podem ocorrer. Ainda temos longo período pela frente, um campo aberto para acontecimentos envolvendo protagonistas hoje em destaque. É comparável as previsões do potencial da seleção de Ancelotti no período da Copa. Tudo pode ocorrer até lá.
LUIS F. PONDÉ: “Filosofar nunca foi sobre deixar você feliz. É que andam mentindo muito por aí. Quem tem medo de sofrer é incapaz de desejar. A obsessão pela felicidade faz de você um chato. Como escapar dessa armadilha? Escolher o fracasso? Não precisa, ele te achará. Viver sem fórmulas é o desafio. ”
SINAIS: Quem reapareceu no facebook foi o ex-prefeito Alcides Bernal. Suas postagens se referem a episódios de sua funesta gestão. Ainda não fala em candidatura, mas suas magoas visíveis sinalizam isso. Sem grupo político e espaço na radiofonia, teria chances remotas de se eleger deputado estadual. Sonhar pode, é livre!
REPETINDO: Como diria Galvão Bueno: “Pode isso Arnaldo? ” São 81 senadores, 513 deputados, 1059 deputados estaduais, 5.568 prefeitos (e vices), 58.818 vereadores. Pasmem! Cada senador tem 54 assessores, (total de 4.375); cada deputado federal com 25 assessores (total de 12.805). São 26 mil assessores de deputados estaduais e 600 mil assessores dos vereadores. Isso é Brasil.
PELA JANELA: Leitor assíduo do ‘Manual de Sobrevivência na Política’, o deputado Dagoberto estuda como garantir sua reeleição em 2026. Nos bastidores comenta-se que ele estaria flertando com a possibilidade de ingressar no PV – cuja federação comunga com os ideais da esquerda. Coerência e sobrevivência caminhando juntas.
COCEIRA-1: Até agora não descobriram o remédio para apaziguar as relações do deputado João H. Catan com o Governo Estadual. Catan votou contra até na indicação de Sergio de Paula para Conselheiro do Tribunal de Contas. Algo me diz que será preciso a intervenção do poderoso Valdemar da Costa. Coisas da política.
COCEIRA-2: A propalada candidatura do capitão Contar ao Senado já movimenta as redes sociais. No ‘face’ por exemplo, está sendo exibida aquela participação dele no desastroso debate com Eduardo Riedel. Como eu sempre digo: a internet é um palanque político cruel que não perdoa nada e ninguém. Quem entra na chuva….
MARIO CORTELLA: “A tristeza do rio é não poder parar. Se você pode, aproveite. Um poder que se serve, em vez de servir, é um poder que não serve. Cuidado com quem não tem dúvida. Na vida é preciso ter raiz. Ele te alimenta, a âncora imobiliza. Se não quiser a cidade suja, não deposite lixo na urna. Perigo: incompetência com iniciativa. ”
PÉROLAS DO ENEM:
As moléculas de água quando congelam viram Duréculas.
Os egípcios inventaram a arte funerária para seus mortos viverem melhor.
Lenine e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.
O sol nos dá luz, calor e turistas.
O batismo é uma espécie de detergente do pecado original
A prosopopeia é o começo de uma epopeia.
A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo.
O nervo ótico transmite idéias luminosas ao cérebro.
Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.
Já está muito difícil de se achar pandas na Amazônia.
Antes de ser criada a justiça, todo mundo era injusto.
Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio.
O terremoto é um movimento de terras não cultivadas.
O Chile é um país muito alto e magro.