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Bela Vista-MS Domingo, 08 de Março de 2026
Como me tornei jornalista: Por Wilson Aquino

Como me tornei jornalista: Por Wilson Aquino

Minha história no jornalismo começou em 1973, graças à indicação de meu irmão, o jornalista Rubens Aquino. Fui trabalhar no jornal S/A Correio Braziliense Diário da Serra, em Campo Grande, como contínuo — ou, no popular, office boy. O prédio ficava na Avenida Afonso Pena, quase esquina com a Rua 14 de Julho, onde hoje funciona uma ótica, ao lado da Galeria Dona Neta.

Meu dia começava às 4h30 da manhã. Sozinho, limpava todo o prédio — administração, comercial e redação —, inclusive banheiros e cozinha, e enquanto fazia isso, ainda atendia crianças e adultos que chegavam para a compra do diário para revenda na rua, ainda na madrugada. Depois, preparava o café para os mais de 40 funcionários e por volta das 7h30, tudo estava limpo. Às 8h, banho tomado na própria empresa e roupa limpa, assumia o balcão de atendimento. Depois vinham os serviços bancários e toda tarefa que aparecesse.

Mesmo com tantas funções, o que me encantava era acompanhar o trabalho dos jornalistas. Sempre que podia, permanecia na redação observando aquele ambiente eletrizante — telefonemas urgentes, máquinas de escrever tilintando, correria de repórteres entrando e saindo em busca da notícia. O interesse por aquele trabalho me levou a receber de alguns profissionais dali, dicas preciosas de como fazer entrevistas e buscar informações. Com esse conhecimento, passei a sair para buscar “dados e informações” solicitadas por um ou outro jornalista, para complementar suas matérias. Aos poucos, comecei a não apenas entregar dados manuscritos, mas também a redigi-los na máquina de escrever e depois, dando os primeiros traços de uma redação final.

Nessa época estavam pela redação: Francisco Lagos, Guilherme Filho, Silvio Martins Martinez, Valdir Cardoso, Silvio de Andrade (começando no Esportes), Roberto Higa, Raimundinho,  João Bispo do Nascimento, Rubens Aquino, Waldemar Hozano; na administração: Aluizio Villa Maior, Alcindo Miranda, Yone Uehara… e outros grandes profissionais em suas respectivas áreas da empresa, sob a direção de Edilson Varela.

No final de 1974, deixei o jornal para conhecer um pouco o Brasil. Passei pelo Paraná, Minas Gerais e São Paulo, onde trabalhei como apontador na construção de uma grande usina siderúrgica em Pindamonhangaba/SP. Nos alojamentos, ganhei dinheiro de operários (analfabetos e semianalfabetos), lendo e escrevendo cartas familiares.  Mas em pouco tempo precisei voltar: minha mãe, Dair Aquino, estava internada, lutando contra um câncer.

Em 1978, mais uma vez com o apoio de Rubens, voltei ao Diário da Serra, agora como “foca” — repórter iniciante. Tive a sorte de encontrar no editor-chefe Silvio Martins Martinez um mestre generoso, grande jornalista, que pacientemente corrigia meus textos e me ensinava a escrever com qualidade jornalística. Foi no prédio da Rua Cândido Mariano, entre as ruas 13 de Maio e Rui Barbosa, que vivi intensamente aquele início, cercado de colegas que guardo no coração: Sebastião Jorge Góes de Souza, Jorge Franco, Marco Eusébio, Nilson Pereira, Ademar Cardoso, Adilson Trindade, Alex Fraga, Guilherme Filho, e tantos outros. Na fotografia, Zurutuza, Narcizo Silva, Paulo Ribas, Renan Silva e André; na diagramação, Tânia Jabour, Bernardete e Ico Victório. E tantos outros nos demais departamentos, e na direção, Dr. César Quintas Guimarães, que foi um ótimo administrador e amigo.

O faro jornalístico logo se manifestou. Uma das primeiras matérias que produzi surgiu de uma conversa casual: um amigo, guarda-mirim, reclamava que não recebia o salário justo. Investigando, descobri um esquema em que centenas de jovens ganhavam menos de um salário mínimo, enquanto o convênio firmado entre a “Guarda”, dirigida por apenas um cidadão, com dezenas de empresas e principalmente o Banco Financial, que empregava mais de 100 jovens, pagava três ou  mais salários mínimos à direção, por cada mirim. Ou seja, recebia 3 e pagava menos de 1. Minhas reportagens provocaram a desativação da instituição, que mais tarde foi reorganizada pela primeira-dama do município, esposa do prefeito Lúdio Coelho.

Outra série marcante de reportagens foi contra a instalação de usinas de açúcar e álcool na bacia pantaneira, que poderiam jogar o poluente vinhoto diretamente nos rios, causando mortandade de peixes e destruição da vegetação. Em um caso específico, investiguei um grave vazamento desse produto ocorrido na usina instalada no distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia.

Descobri que um dos tanques de contenção, com milhares de litros, havia se rompido, apesar da negação da usina, liberando milhares de litros de vinhoto que escorreram pelo córrego Belchior, atingindo o córrego Canastrão, que deságua no Cachoeirão e este no Rio Aquidauana. As consequências foram marcantes devido à mortandade de milhares de peixes principalmente no Cachoeirão.

Depois desse período de aprendizagem e aperfeiçoamento no Diário da Serra, trabalhei também nos jornais Folha do Povo, Jornal da Manhã, Diário do Pantanal e O Estado MS, onde hoje sou colaborador, com a publicação semanal de artigos, há mais de 5 anos. Gratidão ao diretor Jaime Valler por tão precioso espaço. Também exerci a chefia de Reportagem da TV Educativa de Mato Grosso do Sul nos governos de Pedro Pedrossian e Wilson Barbosa Martins.

Com o tempo, especializei-me como editor de economia, acreditando que poderia ajudar as famílias a melhorar sua qualidade de vida, orientando sobre preços de alimentos, saúde e educação. Também atuei como Assessor de Imprensa para instituições importantes como Petrobras, Acrissul, Famasul, Uniderp, Creci-MS, Secovi, Sista, Sindjufe, Sintrae, Fetagri, Feintramag e Fetracom, entre outras. Hoje sigo com algumas assessorias e na MV Agência, atendendo prefeituras e campanhas políticas em Mato Grosso do Sul.

Sou grato a Deus pelo dom da comunicação — não apenas para informar, mas para inspirar. Sempre procurei levar mensagens que apontassem o melhor caminho, sobretudo material e espiritual, porque só o Senhor é capaz de nos conduzir ao verdadeiro bem-estar pessoal e familiar.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

Tempo de celebração e reflexão paterna: Wilson Aquino

Tempo de celebração e reflexão paterna: Wilson Aquino

Ontem, Dia dos Pais, celebramos aqueles homens que compreendem a grandeza e a responsabilidade de seu papel dentro da família e da sociedade. Em meio às homenagens, é preciso também refletir. Afinal, ser pai é muito mais do que ter filhos — é ter presença, é formar caráter, é conduzir pelo exemplo e, principalmente, amar de forma firme e incondicional.

Há sim muitos pais a serem exaltados. Homens de valor que, mesmo diante das dificuldades cotidianas, não abandonam sua missão. Mas também é verdade que a ausência paterna tem sido um dos principais fatores de desequilíbrio familiar e social. Dados alarmantes sobre violência, envolvimento com drogas, evasão escolar e criminalidade juvenil revelam, muitas vezes, a lacuna deixada por pais que se omitiram, que abandonaram ou que não educaram.

A figura paterna tem um papel determinante na formação moral, espiritual e emocional dos filhos. Quando um pai é ausente, negligente ou omisso, não só sua família sofre, mas toda a sociedade paga um preço. Por isso, é urgente resgatar o verdadeiro sentido da paternidade.

Como bem disse um colega de trabalho, diante de um inevitável divórcio que o deixou sozinho na educação e formação dos filhos: “Ser pai não é apenas colocar um filho no mundo, mas é assumir com honra essa dura responsabilidade de formar o filho como cidadão ou cidadã de bem, útil para a sociedade.” Ele, que cuida muito bem de seus “dois guris”, é hoje exemplo de dedicação, disciplina e amor inabalável pelos pequenos que já caminham bem rumo à juventude. Com firmeza e carinho, tem ensinado a eles o valor do respeito ao próximo, da honestidade e do trabalho duro para um futuro com dignidade.

Recordo-me com saudade e gratidão de meu querido pai, Manoel, o velho marinheiro baiano, firme como o leme de um navio em meio à tempestade. Ao lado de minha mãe, Dair, nos conduziu com mãos firmes e coração afetuoso, ensinando-nos a trilhar o caminho da retidão. Foi ele quem, com amor e rigor, nos ensinou a desprezar os vícios, a honrar o nome da família, a estudar e a trabalhar com alegria. Hoje, tenho certeza de que seu exemplo foi a herança mais valiosa que recebemos.

A esse respeito, o apóstolo Paulo ensinou: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). Essa admoestação bíblica é um convite ao equilíbrio: firmeza com amor, disciplina com compaixão, correção com o exemplo. É também um chamado a estar presente, a ouvir, a ensinar pelo que se vive, não apenas pelo que se diz.

David O. McKay, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, declarou certa vez: “Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar.” Essa verdade é eterna. O trabalho, os negócios, as conquistas pessoais,  tudo perde seu brilho se, dentro de casa, um homem não cumpre sua maior missão: ser um bom pai, um educador do coração e da alma de seus filhos.

O Élder Jeffrey R. Holland reforça essa responsabilidade ao afirmar: “O lar é o primeiro e mais eficaz lugar onde os princípios do Evangelho são ensinados e aprendidos. Pais fiéis têm o dever sagrado de ensinar os filhos a amarem a Deus, a guardarem Seus mandamentos e a seguirem o Salvador.”

Outro membro da igreja, Howard W. Hunter, reforçou: “Expressem amor e apreço por sua esposa. Com isso darão a seus filhos uma visão correta do papel da mulher e fortalecerão a base espiritual de seu lar.” A paternidade, em sua essência, reflete o próprio caráter de Deus, nosso Pai Celestial. Ele é justo, misericordioso, presente e amoroso. Jesus Cristo frequentemente se referia a Ele como “Aba”, que em aramaico significa “paizinho”, termo íntimo e terno. Essa é a figura do pai que devemos almejar ser.

Nos tempos atuais, em que tudo parece exigir mais esforço, inclusive o sustento material da família, é compreensível que muitos pais enfrentem dificuldades. Educação, saúde, formação profissional — tudo está mais caro e mais exigente. Mas isso jamais pode ser desculpa para abandonar ou negligenciar o lar. Mesmo com sacrifício, cabe aos pais buscar os meios de prover, proteger e orientar.

Porque, ao fim do dia, o que os filhos mais precisam não é de brinquedos caros, roupas de marca ou festas de luxo. Eles precisam de amor, de limites, de presença. Precisam de pais que orem com eles, que os abracem, que os ajudem nas tarefas da escola, que se ajoelhem com eles diante de Deus para buscar sabedoria.

O Salvador Jesus Cristo foi o maior exemplo de amor, serviço e liderança. E embora não tenha sido pai terreno, mostrou como todo homem pode ser guia, protetor e mentor dos que ama. Quando seguimos Seu exemplo, nos tornamos melhores em tudo — inclusive, como pais.

Na comemoração do Dia dos Pais, celebremos com alegria aqueles que, de fato, merecem esse título. Que cada pai possa olhar para seus filhos com orgulho e consciência tranquila. E que os que ainda estão a caminho dessa missão possam se preparar com coragem e fé.

Que essa data comemorativa seja, acima de tudo, um chamado à reflexão. Um convite à mudança. Um recomeço para quem deseja ser melhor. Porque sempre é tempo de amar mais, de se fazer presente, de reatar laços e fortalecer a família.

Parabéns aos pais de verdade! Que Deus os abençoe e inspire sempre em sua divina missão.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

A  incrível sonoridade de Ossuna Braza: Rosildo Barcellos

A incrível sonoridade de Ossuna Braza: Rosildo Barcellos

Esta semana o assunto é a Harpa. A origem da harpa é provavelmente relacionada ao tanger da corda do arco do caçador. As ilustrações sobreviventes do uso da harpa na antiguidade remontam ao Oriente Médio e Egito por volta do ano 3000 a.C. As harpas antigas eram pequenas e tinham poucas cordas, o que limitava a emissão notas. Já no século 18, eram construídas em madeira e as cordas podiam ser feitas de uma variedade de materiais, como tripa, crina de cavalo, latão, bronze ou seda.

As harpas foram se transformando com o passar do tempo tornando-se maiores, com mais cordas e ainda adquirindo pedais para aumentar ainda mais sua extensão (quantidade de notas). A harpa moderna é um instrumento bastante complexo. Possui 47 cordas, sendo as 11 mais graves de metal e as demais de tripa, e conta com 7 pedais. E desta feita trouxemos para uma conversa informal o harpista Ossuna Braza, que  toca de Paulinho Simões  e passeia pela música fronteiriça com maestria chegando agora ao seu caminho autoral.  Um diálogo que certamente todos vão gostar, pois não falamos apenas de musica. Falamos de sonhos, vidas, planos e história. Ei-la:

A  primeira faixa do seu EP UNA AZA é a a música “Cabeceira, como foi o processo de criação?

Essa música fiz nos idos de  2019, antes de começar a tocar harpa. Fiz a música no violão, é uma música instrumental… Já tentei colocar letra mas até então ela é instrumental, quem sabe num futuro próximo ganha letra.  Mas é uma música que marca um início de um novo gosto nas minhas composições usando dos compassos compostos valseados, ternários, da música regional de fronteira de MS e misturando com influências de jazz brasileiro na época. E essa música pode ser dizer que também já estava prenunciando o meu interesse pela harpa da fronteira, a harpa latino americana, já chamada de harpa india e que já foi a harpa barroca: A harpa paraguaia.

E se tratando de harpa, e ainda latino americana, há um símbolismo e ligação muito forte com os elementos, espíritos e deusas das naturezas, e assim essa música que se chama “Cabeceira” que de forma instrumental tenta tratar sobre a cabeceira de um rio, sua nascente, e sobre o seu desaguar já se liga diretamente à harpa e seu nome em guarani “Ysapu” que significa: Som de água corrente.

O termo “Una Aza” – tem alguma concepção especial ma sua vida?

As vezes sinto contradições culturais ao tocar a harpa paraguaia, mas ao mesmo tempo sinto como se ela fosse um símbolo histórico de paz… E por isso o nome do EP “UNA AZA”, pois onde nasci e cresci há uma herança histórica muito forte da guerra contra o Paraguai, e a harpa cresce como uma cachoeira em minha vida trazendo a força de antigos que viviam aqui e do vivo poder de arte que ela tem.

Mas a harpa é apenas “una aza” e voar com apenas isso é firmar uma montanha mina d’água que deságua em nosso chão fazendo brotar essas culturas e naturezas maravilhosas da polca, guarânia  e chamamé,

Sabemos que produzir arte no Mato Grosso do Sul tem seu nível de dificuldade , mas qual seu objetivo maior?

Olha, esse meu primeiro EP tem um objetivo de introduzir e criar minhas bases conceituais, quero falar daquilo que o dinheiro não valoriza, da natureza que o homem esquece, da beleza da vida e de nossas contradições nas vivências com nós mesmos e com os outros bichos, humanos, florestas e ambientes.

Também quero falar de meus sonhos nesse Brasil profundo, tocando minha harpa, gaita e charango com minhas raízes nessa música regional de fronteiras e com o olhar atento para as coisas do resto do mundo que também me fascinam.

Eu particularmente conheci seu trabalho no Festival da América do Sul em 2023, quando eu estava no Conselho de Cultura daquele município, de lá pra cá, como tem sido suas apresentações?

Ah! Antes de responder, quero afirmar que estou alegre e honrado com esta entrevista. Em cada cidade que eu ando neste Mato Grosso do Sul, eu encontro um jornal que tem a sua coluna e isso me torna grato,  e por esta possibilidade de te conhecer, pois eu lhe conhecia apenas de nome. Fiquei sabendo do espaço cultural em sua homenagem a ser inaugurado dia 16 em Corumbá e claro, pode anotar que irei me apresentar lá em breve. Mas voltando a resposta, eu acredito que o público se interessa pela harpa, e ela realmente é um instrumento extraordinário. Toquei na abertura do MS AO VIVO, para Ana Vitória, depois  na Feira Literária de Jardim,  e na Concha acústica da UFMS em comemoração aos seus 46 anos. E depois desta entrevista  certamente terei muitos convites. Mas neste momento, a grande alegria é que o Álbum musical “Una Aza” está  nas plataformas digitais.  Desde o dia 21 julho.

Aproveito para dizer que esse trabalho é composto de 7 músicas autorais. E concomitantemente a isso o  projeto “UNA AZA: Harpas e naturezas nas escolas está ativo e tem o objetivo de facilitar o acesso ao espetáculo de música autoral, instrumental e regional de fronteira para a comunidade jardinense, compartilhando letras que provoquem reflexões sobre a questão ambiental e cultural de Mato Grosso do Sul, e difundindo saberes, arte e cultura relacionando a harpa e natureza através de vivências artísticas com os alunos estimulando os talentos, a produção musical, e o contato com a harpa. Quero agradecer mais uma vez  a oportunidade e espero vocês leitores no próximo evento musical, e que será divulgado em breve a agenda do mês de agosto para todos. Acompanhem minhas redes sociais, pois terão sempre novidades. Abraços.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia Coluna politica Amplavisão: Quem vence na política? A razão ou a ousadia?

Leia Coluna politica Amplavisão: Quem vence na política? A razão ou a ousadia?

‘INTOCÁVEIS?:  Para um leitor atento a crise chegou ao MS. Lembra que dos R$ 3,35 bilhões, (13% do orçamento), vai para os poderes e órgãos oficiais Diz que no país é tradição poupar o pessoal dos poderes de sacrifícios financeiros por razões óbvias. Sorte dos ‘imortais’, azar dos pobres mortais.

LEI DO FACÃO:  A verdade é que a recente medida do Governo Estadual para cortar gastos não deixa de ser mais uma pimenta malagueta no cardápio eleitoral. Cada qual com sua ótica de análise, alguns criticando, outros elogiando. Tudo vai depender naturalmente dos interesses de cada um com base na famosa ‘Lei de Gerson’.

CONVENHAMOS: Daqui pra frente, qualquer fato envolvendo o poder público terá seus viés político. Neste contexto estão: as declarações dos deputados Vander, João Henrique, Pedro Kemp, do advogado Fabio Trad, a reunião do PT para deixar o Governo, as manifestações pró anistia e a postura do deputado Pollon.

É O CLIMA!  As eleições lembram carnaval. No início o desânimo parece tomar conta. Mas depois vem o som das marchinhas e a mágica das fantasias. Na política é a mesma coisa. Tudo começa com as manifestações diversas, declarações centradas, descabidas e provocações. Isso inflama o ambiente, fornece combustível para oposição e situação.

SIM OU NÃO? No saguão da Assembleia corre a pergunta: O PT vai mesmo apear do governo, dispensar os benefícios dos felizes companheiros que engordaram e em suas repartições estaduais? Sabe-se que o PT é disciplinado em termos de reuniões e não será desta vez que deixará de fazê-la. Romper com o Governo seria um ato emblemático.

PROVOCAÇÕES: Ouço essas colocações há tempos: ‘se não tiver grupo político para lhe dar retaguarda, experiência e dinheiro, nem adianta se meter na política’. Mas aí aflora a vaidade combinada às vezes com a loucura – eternizada pelo sociólogo Ariano Suassuna na frase “Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado”.

REGRESSÃO? As imagens na mídia com parlamentares colhidas recentemente no Congresso Nacional leva-nos a questionar sobre nossa ‘evolução política’.  Seria o caso  até de comparar essas fotos com uma outra imagem da época da Constituinte, onde aparecem Serra, Lula, FHC e Covas num debate saudável também lá no Congresso.

CAUTELA: É o que não tem faltado nas declarações opinativas de deputados sobre as relações futuras no PL entre o grupo liderado pelo ex-governador Reinaldo e o grupo considerado ‘raiz’.  Mas o deputado Coronel David –  bolsonarista moderado e bem próximo do ex-presidente,  acredita na boa convivência e no êxito do projeto.

OUSADIA?  Gosto de políticos ousados. Fernando Pessoa pregava: ‘Ousar é preciso”. A iniciativa do governador Riedel em peregrinar pela Ásia como propagandista já é vista nos círculos diplomáticos como uma iniciativa impar que pode render frutos para o estado. A globalização das relações é hoje uma realidade irreversível.

PREOCUPA?  Os eventuais rumos da política nacional, poderão sim influenciar em alguns estados, inclusive no nosso.  Lá atrás, o MDB (de Sarney) fez a festa de norte a sul, inclusive com Marcelo Miranda no Mato Grosso do Sul.  Pesquisas mostram que mesmo aqui, a influência do Palácio do Planalto é visível, beneficiado também pelas incoerências e inabilidades de seus opositores. Portanto…

ALERTA: prenúncio de algo ruim, a vaia – ao contrário do aplauso fácil, (que pode ser cínico e falso) – quando ela é espontânea, é reveladora e emblemática. O episódio  onde a senadora Soraya Thronicke, vaiada pelo público no show do ‘Roupa Nova’ em Campo Grande, mostra a conexão entre a manifestação popular e o desgaste da senadora.

IMAGEM: O histórico da trajetória política da senadora Soraya é diminuto, muito exposto e que dispensa assim relatos. O fato é que seu desempenho é ruim em todas pesquisas, não desfrutando de prestígio nos círculos políticos, causando inclusive certo desconforto nas articulações partidárias para o pleito de 2026 no MS.

LEMBRANDO: É preciso ver as vaias populares como forma do direito à livre manifestação do pensamento. Foi assim em 2007 com Lula vaiado na abertura dos Jogos Panamericanos; em 2014 com Dilma na abertura da Copa de Futebol e  Temer naquela abertura das Olimpíadas. Cada uma das vaias com seu peso eleitoral.

AGORA VAI!  O STF decidiu pela viabilidade da federação partidária para atuar como uma única sigla registrada até 6 meses antes das eleições. Uma derrota da ação proposta  pelo PTB (atual PRD  do ex-senador Delcídio). Portanto ainda temos tempo para articulações e consultas entre os dirigentes partidários mirando o pleito de 2026.

ENTENDA: Os partidos podem se unirem para disputar uma eleição por meio de uma coligação ou de uma federação. Enquanto a coligação só vale para o período eleitoral, a federação tem a duração mínima de 4 anos. Outro ponto: a federação tem abrangência nacional, a coligação pode ser apenas regional, parceiros num Estado e adversários noutro.

DETALHES:  É proibido que partidos coligados para a eleição de um governador façam uma coligação diferente para o Senado. Mas os partidos coligados na eleição ao governo, poderão lançar candidaturas isoladas ao Senado. E mais: não há obrigação de vinculação das chamadas coligações no contexto nacional, estadual e municipal (leia-se verticalização)

SEM CENSURA: Conhecida pela sua posição nas mais diferentes situações da política   brasileira, a Folha de São Paulo sempre defendeu a democracia. Em recente editorial – criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes ao mandar prender o ex-presidente Bolsonaro por tem se manifestado. A corajosa iniciativa editorial obteve enorme repercussão.  “A liberdade de expressão é direito que não abandona nem quem cumpre pena…” lembra o editorial.

ALCKMIN: ‘Mineiramente’ ganha preciosos espaços neste episódio do tarifaço ao cumprir missões à mando de Lula. Com as bênçãos presidenciais vai rompendo resistências no PT e ainda atraindo simpatia e apoio de determinados setores da política  moderada Um ‘reserva de outro’ – pode ser candidato a vice, senado e até substituir o titular.

OUTRO LADO: Será que a oposição ao Planalto vai se comportar sabiamente unida nas composições partidárias para definir candidaturas nos estados, ao Senado, e também na chapa majoritária para a Presidência da República? E qual será a participação dos filhos e esposa do ex-presidente no contexto eleitoral? Tentarão manter a exclusividade de mando ou serão apenas coadjuvantes? Complicado.

PILULAS DIGITAIS:

Primeiro comer: moral, vem depois. (Bertoldo Brecht

E se o mundo for o inferno de outro planeta? (Aldous Huxley)

Tenho uma memória fantástica para esquecer. (Robert L. Stevenson)

Não há loteria que acabe com a pobreza de espírito. (Millôr)

O humor é a grande expressão, o melhor canal para dar notícia da vida, da nossa tragédia interior e exterior. (Otto L. Resende)

Uma das poucas vantagens de ser pobre é a de que sai mais em conta. (internet)

Pode ser perigoso ser inimigo da América, mas ser amigo da América é fatal. (Henry Kissinger)

Muita gente que não tolera Bolsonaro também não engole Moraes. (Joel P. Fonseca)

 

 

 

Lições com o sofrimento alheio: Por Wilson Aquino

Era início dos anos 90. Jovem repórter, com sonhos efervescentes e planos a perder de vista, eu havia acabado de receber uma quantia significativa por um trabalho jornalístico extra. Caminhava feliz pela Rua 26 de Agosto, em Campo Grande, com a mente tomada por ideias sobre como aproveitar aquele dinheiro num feriado prolongado de Carnaval que se anunciava. Sentia-me realizado. Mas a vida, com sua maneira peculiar de ensinar, colocou diante de mim uma cena que interrompeu bruscamente aqueles pensamentos festivos e abriu em mim uma ferida doce: o despertar da compaixão.

Foi numa esquina com a Rua 13 de Maio que os vi. Uma família inteira — pai, mãe e quatro crianças — avançava lentamente pela calçada, carregando nas mãos sacolas, malas e no corpo o peso visível de uma vida sofrida. A mãe levava ao colo um bebê visivelmente enfermo, e mesmo exausta, equilibrava com o outro braço uma bagagem pesada. As crianças, todas pequenas, se esforçavam para ajudar. A imagem parecia ter saído de um livro de realismo dolorido: roupas surradas, rostos pálidos, olhos fundos, mas… nenhum murmúrio, nenhuma reclamação. Apenas a dignidade silenciosa dos que já nasceram em luta.

A cena ficou ainda mais angustiante quando o bebê, em meio ao esforço da caminhada, lançou um jato de vômito ao chão. A mãe mal teve tempo de reagir. Apenas parou. Foi quando me aproximei, chocado e comovido, e ofereci ajuda. Pararam a caminhada e as crianças, aproveitaram para descansar. Conversamos. Eram do Nordeste brasileiro. Haviam sido contratados para trabalhar numa propriedade rural no interior de Mato Grosso do Sul, mas foram dispensados sem aviso, sem recursos, sem acolhimento. O capataz os deixou próximos à rodoviária com alguns trocados e nenhum destino. Campo Grande era apenas mais uma cidade no meio de um caminho incerto.

Enquanto escutava aquele relato, olhava para os pequenos. Um deles, o mais velho, devia ter uns 10 anos. A expressão do seu rosto não era a de uma criança, mas de um adulto calejado. Sustentava com firmeza a sacola que carregava e parecia determinado a não fraquejar diante dos pais e dos irmãos menores. Era como se já soubesse que a vida não lhe daria tréguas. Nunca mais esqueci aquele olhar — firme, silencioso, responsável. Aquela criança, naquele instante, parecia mais madura do que muitos adultos que conheci na vida.

Sem pensar duas vezes, tirei do bolso todo o valor que havia recebido e entreguei ao pai da família. Ele recusou de imediato. Disse que era muito dinheiro. Mas insisti, pedi que usassem para resolver as necessidades mais urgentes, sobretudo o tratamento da criança. A mãe, em lágrimas contidas, me agradeceu. Eu me afastei, com o coração apertado, tentando evitar que devolvessem. Mas ao andar algumas quadras, fui tomado por um sentimento de arrependimento. Eu deveria ter feito mais. Poderia tê-los levado a algum abrigo, buscado uma instituição, indicado um trabalho. Voltei ao local. Procurei em vão. Eles haviam desaparecido pelas ruas da cidade. E eu fiquei com aquela cena gravada na alma para sempre. Ajudar é necessário. Mas ajudar com planejamento e responsabilidade é ainda mais valioso.

Esses sentimentos não nasceram por acaso. Desde pequeno fui levado a observar o outro com os olhos da empatia. Lembro de um episódio da infância, em Corumbá. Certo dia, fui chamar um colega para irmos juntos à escola. Ao chegar à sua casa, vi seus irmãos à mesa, almoçando apenas arroz branco. Aquilo me cortou o coração. Não era um acaso, percebi depois. A escassez ali era rotina.

Naquela época, meu pai, Manoel Dantas de Oliveira, que já havia deixado a Marinha, trabalhava agora comandando navios do Serviço de Navegação da Bacia do Prata, costumava trazer muitos alimentos quando voltava das viagens: sacos de charque, arroz, feijão, farinha, rapadura, frutas, legumes, queijo… Nossa casa era farta. Diante da cena de miséria, não hesitei: peguei uma sacola, escondido, e juntei alguns alimentos para levar à família do meu amigo. Minha mãe, Dair Aquino, ao perceber meu movimento, me deteve para conversar. Não me censurou. Mas me ensinou. Deu-me um longo e firme sermão sobre a importância da honestidade, mesmo diante de causas nobres. Disse que ser honesto com os pais era também uma forma de ser digno diante de Deus. E, ao final, me ajudou a completar a sacola e me acompanhou no gesto de doação.

Aquela foi apenas uma variação de uma lição anterior que meu pai me ensinara quando eu tinha cerca de oito anos. Certo dia, no caminho de volta da escola, encontrei uma bola de futebol novinha entre uns arbustos. Corri para casa com ela, feliz da vida. Mas a alegria durou pouco. Meu Pai me olhou nos olhos e disse, com a calma dos homens justos: “Essa bola não é sua. Ela tem dono. E se tem dono, você não pode ficar com ela.” E me fez voltar ao local e deixá-la onde a havia encontrado. Aquilo me custou lágrimas e frustração, mas foi uma das maiores lições de retidão que recebi na vida.

Hoje, olhando para essas e tantas outras histórias ao longo de minha jornada, percebo o quanto somos moldados pelas dores nossas e dos outros — e também pelas lições dos nossos pais. O sofrimento alheio é uma escola que não cobra matrícula, mas exige sensibilidade para aprender. Ele nos humaniza, nos tira do centro do mundo e nos lembra que sempre há quem precise de nós — de nossa atenção, de nosso tempo, de nosso olhar, de nossa ação.

Que possamos, todos nós, aprender a olhar para o próximo com mais empatia. Que não passemos indiferentes pelos que sofrem à nossa volta. Às vezes, a maior bênção que podemos oferecer não é o que damos, mas o modo como nos envolvemos. O mundo precisa de mais mãos estendidas, corações atentos e gestos concretos de amor.

Como ensinou o Senhor Jesus Cristo: “Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:40). E ainda: “Quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus.”
(Mosias 2:17 — O Livro de Mórmon)

Que essas palavras nos inspirem a sermos mais sensíveis, generosos e prontos a agir. Se cada um de nós fizer um pouco, esse pouco pode se tornar tudo na vida de alguém.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

Leia Coluna politica Amplavisão: Eleições 2022 não acabaram, de 2026 começaram!

Leia Coluna politica Amplavisão: Eleições 2022 não acabaram, de 2026 começaram!

CONCORDA? Nunca tivemos período eleitoral tão longo. Parece que o pleito de 2022 ainda não acabou e por outro lado, as eleições de 2026 já vivem um clima efervescente contra um adversário fantasma e por cima inelegível. Independentemente da ideologia de quem vença, o país continua assombrado por desigualdade, corrupção e violência.

EXPLICO: Uma sucessão de fatos tem ocorrido, acentuando a visível divisão do eleitorado nos últimos anos. O que era apenas o livre arbítrio de escolha, transformou-se numa espécie de vingança temperada com ódio. A oposição ao Planalto, inconformada, se recusa a baixar a guarda e pode radicalizar ainda mais. Tempos nervosos.

ALÉM FRONTEIRAS: Os casos da deputada Carla Zambelli, do deputado Carlos Bolsonaro nos ‘U.S.A’ e a batalha diplomática das tarifas comerciais da Casa Branca são ingredientes do pacote eleitoral. Não há como desassociá-los, a exemplo da decisão do STF quanto ao futuro do ex-presidente Bolsonaro. Uma coisa é ligada a outra.

PRATO CHEIO:  Politicamente Lula não tem do que reclamar. Aproveita da situação como paladino defendendo o país contra sanções recomendadas por adversários locais. Aliás, o deputado Carlos Bolsonaro, nos Estados Unidos, tem tornado público suas ações para penalizar o Brasil com altas tarifas de importação. Um tiro no pé dele e ‘picanha para todos’.

SORTE DELE:  Lula ampliou sua imagem eleitoreira de caráter nacionalista como retratou um jornal americano com o título: “Ninguém desafia Trump como o presidente do Brasil”. Se para nós a ousadia dele não passaria de blefe, pode ter efeito ao contrário junto a comunidade internacional. É como no truco: as vezes vence pelo alto tom do grito que intimida. 

SAIA JUSTA: Qual o argumento para destruir ou amenizar os estragos à nossa economia justamente por conta deste imbróglio das tarifas?  Convenhamos – essa ‘empreitada’ do deputado Carlos Bolsonaro como ‘conselheiro’ na Casa Branca, já é comparável as obras do ‘Amigo da Onça’ criada pelo cartunista Péricles.

CANHÃO: Em qualquer eleição, a força do mandato pode ser determinante para a vitória. Estamos vendo nas últimas pesquisas, e comparando com as anteriores, de que o governo atual vem se recuperando em várias classes sociais exatamente pelo discurso de ‘defender a soberania’ que anda mexendo com a sensibilidade do brasileiro.

DONALD TRUMP: Sua imagem está diluindo como uma nuvem em céu azul. Sua credibilidade em baixa por declarações e posturas contraditórias. Comete equívocos criticados inclusive em seu país. Nestas horas, percebe-se a escassez de líderes do porte de um Franklin D. Roosevelt e Theodore Roosevelt. A mediocridade em alta.

RETALIAÇÕES: Nos debates, não há opiniões seguras que embasem apoio às medidas do Governo americano contra o ministro Alexandre de Moraes. O que se conclui é que esse fato não ajuda eleitoralmente a oposição ao Planalto. Pelo contrário:  transformou-se em munição ao presidente Lula. Bobagem atrás de bobagem.

BENEFÍCIOS: Para os observadores alguns personagens acabaram se beneficiando com a novela das tarifas. Se no plano nacional o vice presidente Alckmin ressurgiu  com ações, pronunciamentos e entrevistas, aqui os senadores Nelsinho Trad e Tereza Cristina – também saíram no ganho com a intensa exposição na mídia.  Bônus do cargo.

OPINIÕES: Uma delas é que os oposicionistas ao Palácio do Planalto, até agora não conseguiram uma postura única, desprendida do discurso e ações do ex-presidente Bolsonaro. Seria o chamado ‘voo solo’, acrescido de falas e projetos diferenciados. Essa dependência, uma espécie de cordão umbilical, já é visto como prejudicial.

SEM RODEIOS: Ao seu estilo moderado, o prefeito de Dourados Marçal Filho (PSDB) discorreu ao colunista sobre o semestre inicial de gestão. Reconheceu as dificuldades (já previstas) e mostrou as conquistas. Sobre a sua postura em 2026, alerta:  retribuirá com seu apoio só os políticos que estão direcionando recursos para Dourados.

SAÚDE: Marçal reconhece A gravidade. A prefeitura ‘banca’ um hospital que atende mais de 30 cidades da região populosa. Político sensato, o prefeito sabe; reclamar não ajuda e até usa da criatividade para solucionar antigos desafios. Elogiando a Câmara, lembrou ter encontrado a ‘casa’ perto do limite permitido com gastos de funcionários.

OTIMISMO:  O aspecto da paisagem urbana de Dourados agrada: vimos ruas limpas, praças bem cuidadas e o clima de bem estar coletivo. Aliás, das pessoas consultadas informalmente na comunidade sobre o desempenho da administração – só ouvimos manifestações positivas, o que representa credibilidade da atual gestão.

DESEMPENHO:  Prefeita Adriane Lopes (PP) anunciará no dia 4 de agosto a relação das 100 obras concluídas na capital. Aliás, depois de 33 anos foram retomadas as obras de contenção do Córrego Anhandui (Av. Ernesto Geisel) e 65% delas já concluídas.  A prefeita vetou vários trechos da LDO para 2026, definindo prioridades de Campo Grande. Vida que segue.

DANÇARAM:  A perda do mandato de 7 deputados federais por fraudes das sobras eleitorais, alerta para 2026. As sobras eleitorais correspondem aos votos que ‘restam’ quando, após a distribuição das cadeiras na Câmara, faltam vagas a serem preenchidas. Ocorre porque os pleitos para vereador e deputado são proporcionais, seguem a regras do quociente eleitoral e quociente partidário – o total de votos no partido decide a quantos assentos ele terá direito, e estes divididos de acordo os mais votados.

REFLEXÃO:  “…Gente que gosta de viver se abre, se mostra, se assume. Não tem vergonha em não caber nos roteiros já estabelecidos, conta a história como quer, risca cenários cansados e escreve seus próprios atos com tina fluorescente. Abre caminhos e leva os outros pela mão. É generosa porque sabe que a vida é partilha. ” (Maríliz Pereira Jorge – FSP).

POLÍTICA E RELIGIÃO: “…A religião é imposta e usada como joguete político, desconsiderando até mesmo a imperfeição dos líderes religiosos todos dias expostos a toda forma de crimes. Impor Deus nunca foi a vontade de Jesus. Jesus usava parábolas como reflexão. Não usava palavras impositivas ou de ódio. Tantos países e povos não professam a fé cristã e nem por isso são sociedades melhores ou piores que a gente…”. (João A. Parra)

CONCLUSÃO:

Se 89% dos brasileiros acham que o tarifaço do Trump vai prejudicar a nossa economia, 99,9% não sabem explicar o que é economia.