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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 04 de Abril de 2025
Bases para um Brasil sem miséria: Wilson Aquino

Bases para um Brasil sem miséria: Wilson Aquino

Se Deus diz que é com o suor do seu trabalho que o homem ganhará o seu sustento, é evidente que os programas sociais permanentes não são o caminho para o crescimento e a prosperidade do país. Toda ajuda ou caridade para os mais pobres deveria ser transitória, fornecida apenas como um apoio inicial, até que as pessoas tenham a oportunidade de se sustentarem com esforço próprio e trabalho.

Infelizmente, essa não é a realidade no Brasil. Em muitos estados e municípios, há mais pessoas vivendo da dependência de programas sociais do que trabalhadores registrados formalmente. Além disso, esses programas não incluem estratégias de acompanhamento ou incentivo para que as famílias beneficiadas superem essa dependência. Como resultado, perpetua-se um ciclo de pobreza que deveria ser quebrado.

O que o Brasil precisa, em vez de programas assistencialistas permanentes, são projetos estruturais de curto, médio e longo prazos para combater a pobreza extrema. A base disso deveria ser uma educação pública de qualidade, que ofereça desde o ensino básico à universidade, oportunidades reais de crescimento. Educação de excelência liberta, profissionaliza e promove a ascensão social, permitindo que as pessoas alcancem maior qualidade de vida.

Além da educação, um ponto crucial para resolver a miséria no Brasil é reduzir a intervenção estatal na economia. O governo cobra tributos excessivos, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Hoje, os impostos sobre os produtos de uso e consumo no Brasil superam 50% em média, atingindo principalmente itens básicos, como arroz, feijão, leite e carne. Isso significa que o próprio governo, por meio da carga tributária, aumenta o custo de vida das famílias mais pobres.

É inaceitável que o Estado seja, na prática, um “sócio majoritário” de empresas e cidadãos, cobrando impostos exorbitantes e oferecendo serviços públicos de baixa qualidade em troca. Educação, saúde e infraestrutura continuam precárias, enquanto persistem os escândalos de corrupção e má gestão dos recursos públicos. Passa da hora de o Brasil ser administrado com seriedade, transparência e competência.

O Brasil é um país gigante, de gente trabalhadora, criativa e resiliente. O que a população precisa não é de bolsas ou auxílios permanentes, mas de oportunidades reais de estudo, emprego, trabalho digno e redução do custo de vida. Quando isso for possível, os programas assistenciais, como Bolsa Família, Vale Gás e tantos outros, se tornarão desnecessários. A não ser em casos extremamente excepcionais.

Em países que reduziram a interferência estatal e estimularam a iniciativa privada, como Cingapura e Coreia do Sul, o crescimento econômico retirou milhões de pessoas da linha de pobreza. No Brasil, setores como o agronegócio, comércio, indústria e serviços têm enorme potencial para alavancar a economia, gerando emprego e renda para milhões de brasileiros. Para isso, o governo deve investir em infraestrutura, desburocratizar processos, reduzir impostos e criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo, promovendo o crescimento sustentável e abrangente em todas essas áreas.

O Brasil tem tudo para superar a pobreza e se tornar uma nação próspera e justa, onde cada cidadão tenha a oportunidade de trabalhar, crescer e viver com dignidade. A Palavra de Deus nos ensina que o trabalho é fonte de sustento e honra, como em Provérbios 14:23: “Em todo trabalho há proveito.” Isso nos encoraja a buscar políticas que promovam o emprego, a renda e o empreendedorismo, oferecendo às famílias os meios necessários para construir um futuro melhor.

Também somos lembrados em 2 Tessalonicenses 3:10 de que o trabalho é parte do propósito de Deus para o ser humano: “Quem não quiser trabalhar também não coma.” Esse princípio reforça que é preciso criar um ambiente no qual o esforço individual seja valorizado, e onde programas assistenciais sejam instrumentos temporários para a verdadeira libertação da pobreza, e não ferramentas de dependência.

Com fé, esperança e um compromisso firme com os valores da justiça, da honestidade e do esforço coletivo, o Brasil pode alcançar o potencial que Deus colocou em nossa terra e em nosso povo. Governantes e cidadãos precisam trabalhar juntos, confiando que, ao seguirmos os caminhos da sabedoria divina, colheremos os frutos de um país mais próspero, justo e solidário.

*Jornalista e Professor.

Stalkers: A Obsessão Oculta no Cotidiano: Psicóloga Alessandra Augusto

Stalkers: A Obsessão Oculta no Cotidiano: Psicóloga Alessandra Augusto

No cotidiano, muitas vezes os stalkers são invisíveis, camuflados como pessoas comuns, ao mesmo tempo em que mantêm uma presença constante e silenciosa na vida de suas vítimas. Esse tipo de obsessão é motivado não pela admiração, mas por um desejo de controle e possessão que ultrapassa os limites saudáveis, envolvendo uma vigilância intensa e ininterrupta.

Antes da era digital, os stalkers dependiam de presença física para monitorar e seguir suas vítimas, seja por meio de encontros em locais públicos ou por correspondências constantes e telefonemas anônimos. Com as redes sociais, no entanto, os limites do “acesso” foram superados. Agora, esses indivíduos têm à disposição um verdadeiro acervo de informações sobre a vida pessoal de alguém — o que permite que o acompanhamento seja ainda mais discreto e persistente.

A perseguição de celebridades é um fenômeno que ajuda a ilustrar a psicologia por trás do stalking. Casos como os da atriz Jodie Foster, que foi perseguida por um fã durante anos, e da cantora Taylor Swift, que também enfrentou stalkers persistentes, exemplificam como a fama pode intensificar o desejo de controle e a posse obsessiva de uma figura pública.

Esses stalkers, ao contrário de admiradores, alimentam uma ilusão de “relação especial” com a celebridade, acreditando que cada informação nova reforça um vínculo imaginário. As redes sociais facilitam ainda mais essas obsessões, permitindo criar uma narrativa de intimidade e proximidade baseada em informações pessoais que ele consome sem que a celebridade tenha ciência disso.

O vínculo entre o stalking e a violência contra a mulher é particularmente alarmante. Em grande parte dos casos, o agressor é um homem que persegue uma mulher, frequentemente motivado por um desejo de controle ou possessividade extrema. A vigilância constante e a tentativa de invadir a vida pessoal de uma mulher constituem uma forma de abuso psicológico, gerando um efeito desestabilizador para a vítima, que frequentemente experimenta medo e angústia diante da invasão.

Os casos de feminicídio frequentemente mostram que o stalking surge após a separação, quando o agressor passa a monitorar e perseguir a ex-companheira como uma tentativa de reaproximação forçada. Esse comportamento possibilita o controle indireto e o acesso frequente a ela, aumentando o risco de novos ataques. O stalking facilita emboscadas em lugares como o trabalho, a residência ou espaços públicos, onde agressões graves ou fatais podem ocorrer, transformando-se em um elemento que amplia significativamente o potencial para atos extremos de violência.

Trata-se de um comportamento que pode ser considerado um tipo de violência silenciosa, capaz de causar graves danos emocionais e psicológicos. Compreender a dinâmica por trás desse comportamento é crucial para nos protegermos e apoiarmos aqueles que possam ser vítimas dessa obsessão. Em uma sociedade cada vez mais conectada, entender como o stalking se manifesta e adotar estratégias de proteção se torna não apenas uma forma de segurança pessoal, mas um meio essencial de preservar a saúde mental diante da exposição digital.

(*) Alessandra Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia, Mestranda em Psicologia Forense e Criminal. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.

Stalkers – Imagem Freepik

Sicredi discute financiamento de baixo carbono na COP 29 no Azerbaijão

Sicredi discute financiamento de baixo carbono na COP 29 no Azerbaijão

Instituição é a maior financiadora privada de pequenas unidades de geração distribuída de energia solar no país

O Sicredi, instituição financeira cooperativa presente em todo país e com mais de 8,5 milhões de associados, marcou presença na 29ª Conferência do Clima (COP29) da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece até o dia 22 de novembro, em Baku, no Azerbaijão. A instituição participou do painel “Cooperativismo e Finanças Sustentáveis”, mediado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) juntamente com representantes do BNDES. Este painel acontece no Pavilhão do Brasil, no dia 19 de novembro.

Na discussão, o superintendente de Tesouraria do Sicredi, Pedro Lutz Ramos, abordou como a instituição tem promovido a pauta de finanças sustentáveis, ao ministrar a apresentação “Estratégias e iniciativas para financiamento de uma economia de baixo carbono”. Dentre os destaques da palestra estarão as linhas de crédito do Sicredi voltadas à energia solar e o apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) lideradas por mulheres. Desde 2017, a instituição já concedeu mais de R$12 bilhões em créditos para pequenas unidades de geração de energia solar distribuída, posicionando-se como um dos maiores financiadores privados do país neste segmento.

Além dos investimentos em energia solar, o Sicredi apoia projetos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa, como o Programa Metano Evitado Sicredi, que mitiga as emissões de metano na pecuária, e o Projeto Erva Mate, que transforma a monocultura de erva-mate em práticas de agricultura regenerativa. Recentemente aprovado por certificadores ambientais, o Projeto Erva Mate está em fase de implementação e representa uma importante contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa na atividade agrícola.

“As cooperativas de crédito têm um papel importante no combate e na mitigação dos impactos causados pelas mudanças climáticas, devido à sua forte presença nas comunidades locais e à promoção do desenvolvimento sustentável regional. A proximidade com os associados também permite que essas instituições identifiquem e apoiem iniciativas que tenham um impacto positivo em projetos voltados para a preservação ambiental e a inclusão social”, destaca o superintendente de Tesouraria do Sicredi, Pedro Lutz Ramos.

O executivo ressalta ainda que as taxas de juros mais justas das cooperativas favorecem o financiamento de projetos de energia renovável, eficiência energética e outras iniciativas sustentáveis, o que contribui para a redução das emissões de carbono.

Durante a COP 29, o Sicredi também conduziu reuniões com fundos de impacto, como o Green Climate Fund, e organizações multilaterais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), este último com o qual já firmou três parcerias para operações sustentáveis, consolidando sua atuação no financiamento de projetos alinhados a uma economia verde e inclusiva.

Sobre o Sicredi 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 8,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.800 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Leia Coluna Amplavisão: Política: atrai e transforma seus protagonistas

Leia Coluna Amplavisão: Política: atrai e transforma seus protagonistas

ANTÍTESE: Na edição anterior falamos da adoção da simplicidade pelos homens públicos e autoridades em geral. A intenção, destacar o que seria indispensável na função de servir, de representar, não importando a graduação.  Mas do outro lado existe a imodéstia, a vaidade, a arrogância, a empáfia e o desdém através da soberba.

SOBERBA: O Papa Francisco tem a soberba como forma de “esplendor excessivo”, de auto exaltação, presunção e vaidade manifesta no desejo excessivo de superioridade. O soberbo se considera muito mais do que é na realidade, julga-se superior aos demais e despreza os outros. (Papa Francisco, Audiência Geral, 06/03/2024).

SOBERBOS: Putin, Trump, Lula, Bolsonaro, José Dirceu, Janja, Puccinelli, Gleisi Hoffman, Paulo Maluf, Pablo Marçal, Alexandre de Moraes,  Collor de Mello, Roberto Requião, Dilma Roussef e Sergio Cabral. Lembrando Machado de Assis: ‘São assim os homens; as águas que passam e os ventos que rugem – não são outra coisa. ’

SINAIS: Para Roberto Romano é arrogância o desejo de superioridade dos políticos em serem julgados no foro especial e não pelo juiz de primeira instância. Outro filósofo, Mario Cortella, diz: ‘a soberba é a capacidade de imaginar que nada existe que seja superior a própria pessoa’. Ambos enxergam a soberba como pecado da política através da arrogância.

COMPARAÇÕES: Em Pindamonhangaba perguntei pelo Alckmin. Conceito 10 na postura. Em Berlim, a então Chanceler Ângela Merkel, sem seguranças pilotava o carrinho no supermercado, papeava com os fregueses no caixa. Aqui, novatos do poder, mudam de endereço, desligam a campainha da casa. Viram intocáveis, insuportáveis, imortais.

LUIZ F. PONDÉ: Oportuno citá-lo: “O PT sempre foi um partido extremamente arrogante porque os petistas achavam que eles caminhavam sobre a virtude universal da política; o partido da ética. Quando um petista falava com você – ele se portava como se estivesse sendo até condescendente contigo – um ser miserável corrupto.”  Rssss

METAMORFOSE: No facebook Puccinelli deseja ‘boa semana aos amigos’. Antítese do governador que em 2009, num evento com empresários sobre o cultivo de cana de açúcar no Pantanal, xingou o então ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) de veado e fumador de maconha, além de ameaçar estupra-lo em praça pública. E quer voltar!

OS MESMOS?  Muita coisa pode acontecer até as eleições de 2026: escândalos, prisões, operações da Polícia Federal, do Gaeco. Quer queira ou não isso acabaria influenciando a opinião pública, independentemente de sentença judicial. Não é? Vale a versão do fato. Mas não vislumbro novas figuras no cenário, a exceção de ex-prefeitos.

BEM ASSIM: As pessoas querem deixar um legado, espécie de marca existencial. Uns concretizam o projeto na profissão pelo sucesso. Outros optam pelo caminho atraente da política. Quem não massageia o ego pela exposição do nome ou imagem na mídia – de placas ao noticiário? O grande número de candidatos a vereança comprova essa tese.

A GLÓRIA: Ela é construída por momentos mágicos de sorrisos, alegria e satisfação pessoal no curso do poder. Como diz o conhecido bordão da propaganda: ‘Isso não tem preço! ’  Conversando com políticos, em todos níveis de poder, percebe-se o estado de felicidade por usufruir essa experiência de vida. Mas como tudo na vida – é efêmero.

BASTIDORES: Exala cheiro de mudanças. Ganha corpo a tese de que o governador Riedel trocaria o PSDB pelo PSD e que o ex-governador Reinaldo deixaria o ninho tucano ingressando no PP. Essas mudanças impactariam em vantagens para o senador Nelsinho (PSD) na sua tentativa de reeleição em 2026.

ANALISE: Nelsinho tem uma base sólida: eleito com 424.085 votos. Sua carreira politica começou em 1992 como vereador e depois foi o deputado estadual mais votado. Em 2004 elegeu-se prefeito. reeleito em 2008.  Hoje está em vantagem em relação ao nome do engenheiro Marcelo Miglioli, outro pretendente ao Senado. Para ter chances, o candidato precisa sair da capital com 300 mil votos.

A PERGUNTA: Como cumprir todas as promessas para arrumar ‘boquinhas’ nas prefeituras? Quem apoiou ou de alguma forma ajudou na vitória – não importa o tamanho e prestígio do apoiador – está cobrando retribuição de quem tomará posse. Colocar mais mesas nas salas satisfará os aliados? É o velho filme que se renova.

RENATO CÂMARA: Produtivo o papo com o deputado sobre questões envolvendo o plantio de eucaliptos e que tem gerado dúvidas na opinião pública. Zeloso nas palavras, entende que é preciso olhar a questão do meio ambiente e que há toda uma legislação federal avançada para prevenir desastres e todos tipos de problemas. Deus queira!

PERGUNTAS: Tendo por base Inocência, tradicional produtora de alimentos e que  mudará para as florestas de eucaliptos, teremos reduzida a parte territorial que hoje se dedica a pecuária e agricultura? O rebanho bovino de Água Clara e Ribas diminuindo e a população que outrora morava na zona rural praticamente está desaparecendo.

MUDANÇAS: O eucalipto prejudica o ecossistema pela falta de variedade alimentar e acaba alterando a biodiversidade inclusive. Outra questão grave se refere as nascentes próximas destas florestas absolutamente sem frutos. Além do mais, o eucalipto provoca acidificação do solo e inibe o surgimento de outras plantas nativas e elimina a fauna.

ACREDITE;  O Brasil ainda tem 11,8 milhões de analfabetos. Sindicatos: O Brasil lidera folgado com 17.289 entidades; a Argentina tem apenas 91; o poderoso Reino Unido totaliza 168 e os Estados Unidos 190. Número de pessoas com foro privilegiado: no Brasil 58.660; Alemanha 1; Chile e Estados Unidos nenhuma.

EFEITO DOMINÓ?   As notícias sobre o plano de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes sacudindo o universo político. Já se pergunta: quais os danos políticos para as lideranças ligadas ao ex-presidente Bolsonaro? Como a opinião pública está reagindo com a exposição dos fatos. Logo teremos pesquisa neste sentido.

ROBERTO BRANDT:  “A vitória de Trump não é o fim do mundo, nem um novo fim da história. É simplesmente o começo de uma nova ordem que, por imprevidência nunca imaginamos. Como todo na vida, vai nascer, evoluir e depois ser substituída, embora não saibamos quando. A única coisa certa é que o Brasil nada tem a ganhar e tem tudo a perder como esses novos tempos. ” ( ex ministro de FHC)

PONTO FINAL: 

Quando e qual será o próximo escândalo no MS?

 

Um passo para igualdade: Marcelo Carneiro dos Santos

Um passo para igualdade: Marcelo Carneiro dos Santos

Em 2024, o 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, será celebrado como feriado nacional pela primeira vez na história. Originalmente criado por jovens universitários negros do Rio Grande do Sul, o movimento por uma data em que o protagonismo seja verdadeiramente dos negros surge para reforçar a luta por liberdade e prega direitos iguais em todos os setores da sociedade.

Essa forma de visibilidade é importante, principalmente para a valorização cultural de elementos afro-brasileiros. O samba, as religiões de matriz africana, a capoeira e outras danças tradicionais como exemplo deste legado, transmitido de geração a geração. Negar a herança africana, é negar o próprio Brasil. A cultura africana faz parte da nossa origem, dos nossos antepassados e da nossa história, e isso influencia o nosso modo de viver.

O mês de novembro oferece uma oportunidade valiosa para refletir e discutir questões raciais e de identidade dentro das universidades. A disciplina de educação física, por exemplo, pode ser uma boa porta de entrada para introdução de elementos da cultura africana, como as danças e as práticas corporais em geral.

Dentro da sala de aula é uma oportunidade para explorar atividades dos esportes e das danças de matriz africana, como a capoeira e o samba, que têm raízes profundas na história do povo negro e são exemplos poderosos de resistência e preservação cultural. Para o professor é relevante não apenas ensinar a técnica, mas também contextualizar o valor histórico e cultural dessas práticas, abordando a história do movimento negro e das lutas por reconhecimento e espaço dentro do esporte e da sociedade como símbolo de resistência.

Temas como a representatividade de atletas negros, os estereótipos raciais e como o preconceito afeta tanto a prática quanto o acesso ao esporte em diferentes níveis também merecem espaço na discussão. As universidades têm importante papel em desenvolver pesquisas que investiguem o impacto do racismo na saúde física e mental da população negra, além de estudar como as barreiras raciais influenciam o acesso a práticas esportivas e oportunidades profissionais.

Promover a valorização da herança africana no Brasil exige um compromisso diário de todos, não apenas no ambiente acadêmico, mas também no dia a dia. A herança africana está presente em inúmeros aspectos da nossa cultura, como a música, a dança, a culinária, a linguagem, as religiões e as artes, mas, infelizmente, muitas dessas influências ainda são pouco reconhecidas ou valorizadas como merecem, vejo que há muitos avanços ainda necessários para promover a inclusão e a valorização da população negra no Brasil.

*Marcelo Carneiro dos Santos é docente da Estácio e mestre em educação física.

Cuidado com as tentações financeiras: Wilson Aquino

Cuidado com as tentações financeiras: Wilson Aquino

No Brasil, o endividamento das famílias tem se tornado um problema grave e persistente. De acordo com dados recentes, mais de 77% das famílias brasileiras estão endividadas, enfrentando dificuldades para arcar com compromissos financeiros básicos. Esse alto índice de endividamento, em muitos casos, leva à inadimplência, causando estresse emocional, problemas de saúde e até mesmo rupturas familiares. Esse cenário torna evidente a necessidade de cautela ao lidar com o orçamento doméstico, especialmente em períodos de alta pressão consumista como agora, no final de ano.

A facilidade de acesso ao crédito e o apelo constante ao consumo fazem com que muitas pessoas sejam levadas a gastar mais do que podem. Promoções como o “Black Friday”, liquidações de final de ano e descontos em compras parceladas são estratégias eficazes do comércio para atrair consumidores, mas podem levar ao consumo impulsivo e desnecessário. Estudos indicam que, em média, os brasileiros gastam até 30% a mais do que o planejado em eventos como o “Black Friday”. A tentação de aproveitar essas ofertas, especialmente sem um planejamento adequado, resulta em um acúmulo de dívidas que muitos não conseguem honrar, criando um ciclo de endividamento cada vez mais difícil de controlar.

No começo de cada ano, novas despesas se acumulam, como IPTU, IPVA, matrícula escolar e materiais didáticos, pressionando ainda mais o orçamento familiar. Em 2024, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a inadimplência no início do ano subiu cerca de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa realidade evidencia que muitos brasileiros estão adiando compromissos financeiros importantes em função de gastos supérfluos realizados no final do ano, dificultando a organização do orçamento nos primeiros meses do ano e afetando outras áreas essenciais da vida.

O tema do endividamento familiar também possui uma perspectiva bíblica sobre prudência e gestão dos recursos. A Bíblia nos ensina em Provérbios 22:7 que “o rico domina sobre os pobres, e quem toma emprestado é escravo de quem empresta”. Esse princípio nos alerta sobre os perigos de se endividar e viver além dos próprios meios.

Em Lucas 14:28-30, Jesus conta uma parábola sobre um homem que deseja construir uma torre, ressaltando que ele primeiro deve calcular os custos para ver se tem condições de terminá-la. Assim, na vida financeira, é preciso primeiro refletir sobre os recursos disponíveis e os compromissos que se pode assumir. Esse ensinamento bíblico nos convida a analisar cuidadosamente nossas decisões financeiras, evitando que dívidas comprometam a harmonia familiar e resultem em dificuldades que poderiam ser evitadas com prudência.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ensina princípios sólidos de autossuficiência e administração financeira como parte da vida espiritual e familiar. Uma das orientações fundamentais da Igreja é que os membros vivam dentro de seus meios, independentemente do nível de renda. O ideal é que as famílias nunca gastem mais do que 70% de sua renda, reservando o restante para poupança. Esse princípio está alinhado com a visão de uma vida previdente e regrada, promovendo a segurança e a paz dentro do lar.

O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos da igreja, enfatizou a importância de administrar as finanças com sabedoria. Ele declarou: “A verdadeira felicidade não está na acumulação de bens materiais, mas em viver uma vida de gratidão e serviço ao próximo. Evitar dívidas desnecessárias é essencial para alcançar essa paz.” O Élder Hales também aconselhou que poupar regularmente, ainda que sejam pequenas quantias, é um ato de fé e preparação para o futuro.

A Igreja também incentiva os membros a serem previdentes, planejando com antecedência suas necessidades. Esse conselho é especialmente importante em tempos de incerteza econômica, quando despesas inesperadas podem surgir. Um orçamento familiar bem elaborado, baseado nos princípios do evangelho, ajuda a evitar o endividamento e promove maior estabilidade e harmonia entre os membros da família.

Ao final, é preciso lembrar que a prosperidade verdadeira vem da paz e do equilíbrio na vida familiar e espiritual. Gastar com sabedoria e evitar dívidas são formas de honrar a família e preservar o bem-estar de todos. A prudência nas finanças, alinhada aos princípios bíblicos, permite que as famílias enfrentem os desafios financeiros com serenidade e segurança. Dessa forma, estaremos plantando uma semente de prosperidade e harmonia, não apenas para nós, mas também para as gerações futuras.

*Jornalista e Professor