mar 21, 2026 | Colunistas
*Bosco Martins é escritor e jornalista
Daniel Vorcaro não enganou ninguém sozinho. Essa é a primeira verdade.
O “banqueiro do luxo” ostentava jatinhos, festas e celebridades enquanto vendia sucesso fácil. Mas histórias assim não prosperam sem plateia qualificada — gente que vê, entende e escolhe não enxergar.
Agora, com a delação no horizonte, começa o jogo real. E não será elegante.
Delação não é arrependimento. É cálculo. É sobrevivência. E Vorcaro sabe o valor do que guarda. Se falar, não será pouco — nem leve.
O que já veio à tona é grave. Fundos de previdência de servidores expostos a aplicações sem proteção. Dinheiro de aposentadoria tratado como aposta. E ninguém percebeu? Ou foi conveniente não perceber?
Na política, o roteiro é conhecido: relações próximas, propostas que favorecem interesses específicos, coincidências demais para serem inocentes. Quando o dinheiro se aproxima do poder, dificilmente é por acaso.
O caso do BRB é simbólico. Um banco público prestes a absorver bilhões de prejuízo privado. Dinheiro do contribuinte, mais uma vez, como solução de última hora. O Banco Central barrou. Mas quase passou.
Mais grave é a suspeita de infiltração no Banco Central. Se confirmada, não é só irregularidade — é o sistema jogando contra si mesmo.
E surgem também conexões no Judiciário. Relações, contratos, proximidades. Tudo que, isolado, parece comum — mas junto incomoda.
Se vingar a delação, ela não será seletiva. Vai atingir onde houver vínculo, interesse ou silêncio.
E talvez esse seja o ponto: Vorcaro pode não ser a origem do problema — apenas a peça que resolve falar.
Quando isso acontece, o risco muda de lado.
Não é mais de quem é investigado.
É de quem pode ser citado. Aguardemos os novos capítulos dessa vergonha nacional.
mar 20, 2026 | Colunistas
NOVIDADES: O pleito deste ano proporcionará novas opções de escolha aos eleitores graças as candidaturas das coligações e federações. Deferidas pelo TSE as federações: Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV); Federação PSDB Cidadania; Federação Psol Rede; Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade).
COLIGAÇÃO: É uma união partidária que vale apenas para determinado período eleitoral e com fins específicos. Sua validade – que é permitida apenas para cargos majoritários, findará automaticamente com as eleições. Tem como vantagens proporcionar maiores recursos financeiros e maior tempo de exposição na TV.
FEDERAÇÃO: Seu objetivo é unificar a atuação de legendas em nível nacional, atuando como se fosse uma só sigla, podendo apoiar diversos candidatos. O diferencial é que os partidos são obrigados a ficarem unidos durante 4 anos. Se o partido sair antes será penalizado com a proibição de integrar outra federação nos pleitos subsequentes.
INCERTEZAS: No papo sobre esse tema com alguns deputados estaduais notei dúvidas mescladas com temores sobre o desafio de reproduzir com êxito os acordos costurados pelas cúpulas nacionais. Há casos em que eles terão de conviver e até apoiar tradicionais rivais. ‘Dormir com o inimigo’ será um desafio e tanto.
GERINGONÇA: Foi esse o termo usado por um vereador do interior ao se referir ao componente das federações. Conclui-se pelas suas manifestações, que poderia estar faltando melhores esclarecimentos sobre essa temática nas câmaras interioranas. Paira assim a confusão entre a velha coligação e a federação.
VAI OU NÃO VAI? Se deixar o PDT e se filiar ao PV para tentar a Câmara Federal Marquinhos Trad teria que renunciar a vereança da capital. Ele até pensa em tentar um acordo perigoso com o PDT sem garantia jurídica. Ele sabe que essa pressa de tentar voltar ao cenário estadual poderá custar-lhe caro como ocorreu no pleito de 2022.
OLHA O NÍVEL! “Nunca fui preso nem usei tornozeleira eletrônica.” Quem fala o que não deve, acaba ouvindo o que não quer. A réplica de Zeca do PT ao Puccinelli, divulgada na mídia, é uma resposta contundente e certeira que desmoralizou o ‘italiano’ Ele, precisa se conscientizar: os tempos são outros. E o eleitor, o que pensa disso?
OPINIÃO: A opinião geral é de que Puccinelli ‘atirou pedra na caixa de maribondos’, provocando Zeca do PT, esquecendo de fatos desgastantes como a sua prisão. Ao seu estilo, o petista aproveitou a chance e replicou com vantagem seu desafeto, que errara no discurso – num momento que deveria tratar só de questões legislativas e projetos.
EQUÍVOCO: Convenhamos; os protagonistas locais de fato nestas eleições serão os postulantes ao Executivo. Esses, deverão expor seus projetos e mostrar a capacidade que o cargo exige. Diferente das atribuições do deputado estadual. Pecou Puccinelli ao trazer ao debate o seu desempenho no Executivo. Deu munição ao Zeca do PT.
ROBERTO CAMPOS: O ex-Embaixador chamava a esquerda brasileira de atrasada, apelidando-a jocosamente de “Bob Fields”. Ele classificava os povos em três tipos: “Os inteligentes, que aprendem com as experiências dos outros; os medíocres que aprendem com as próprias experiências; os idiotas que nunca aprendem”.
SIMONE & EDUARDO: O fato da ministra Simone Tebet disputar o Senado em São Paulo, como aliada do PT, ajudará ou prejudicará as pretensões de seu marido Eduardo Rocha em tentar voltar à Assembleia Legislativa? A seu favor pesa a sua passagem pela Casa Civil – que oportunizou o contato frequente com lideranças municipais.
‘POPULISMO JURÍDICO’: Assim está sendo chamada a decisão do ministro Flávio Dino ao anunciar o fim da Aposentadoria Compulsória dos magistrados como punição máxima. No fundo, a medida visa melhorar a imagem do STF, desviando assim o foco crítico atual dos escândalos que envolvem ministros daquela Corte. Não convenceu.
ATUALÍSSIMA: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se de honra e a ter vergonha de ser honesto”. (Rui Barbosa em 1920)
ARTICULANDO: O ex-governador Azambuja não tem perdido tempo no comando do PL. Ele classifica como positivo seu encontro com Flávio Bolsonaro e outras lideranças em Brasília. Aqui ele não perde o contato com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças. É consciente da disputa difícil que o espera contra Nelsinho e Contar.
FENIX: Após perder lideranças de peso como Riedel, Azambuja e Beto Pereira, o PSDB se revigora com a permanência de Dagoberto, Geraldo Resende, Jamilson Name e Lia Nogueira. Além deles conta com as candidaturas dos vereadores da capital – Professor Juari, Vitor Rocha, Flavio Cabo Almi e Silvio Pitu.
REFORÇO: Repercute bem a decisão do deputado Paulo Duarte em deixar o PSB para ingressar no PSDB. O motivo é simples: o PSB não conseguiu formar chapa, o que inviabiliza seu projeto político. Ele já entregou a presidência da sigla que deverá ser comandada pelo médico Ricardo Ayache. Paulo é admirador confesso do governador Riedel.
ACABOU? Como dizia Paulo Francis: “Talvez o Brasil já tenha acabado e a gente não tenha se dado conta disso. O país ‘evoluiu’ daquela simples corrupção com o guardinha de trânsito – para grandes jogadas de fazer tremer o sistema financeiro e jogar lama nas vestes negras dos ministros do STF. Nem o Chapolim Colorado poderá nos salvar.
DEPUTADOS & AÇÕES: Gerson Claro: Antenado, valorizou os servidores da Casa com entrega de novos uniformes; Lucas de Lima: propõe a criação da ‘Rota do Pantanal’ em prol do turismo ao longo da BR 262; eleito coordenador da Frente Parlamentar de Defesa dos Animais; Rinaldo Modesto: é autor da proposta criando o programa ‘Formatura Sustentável’ na rede pública de ensino; Junior Mochi: propõe a suspensão do prazo de validade de concursos durante o processo eleitoral no MS; Paulo Corrêa: é autor de PL da isenção e redução de IPVA nos veículos elétricos e híbridos; Pedrossian Filho e Pedro Kemp: fomentando a campanha pela doação de parte do Imposto de Renda ao Fundo Estadual da Criança e dos Direitos da Pessoa Idosa; Gleice Jane: defende a valorização dos profissionais da saúde e cobra ações urgentes em Dourados; Zeca do PT: propõe o Programa MS Trifásico para expansão de energia em assentamentos e demais áreas rurais; Roberto Hashioka: reconduzido à presidência da Comissão de Obras, Transporte e Infraestrutura da Alems; Lia Nogueira: atenta às causas em defesa da mulher e buscando solução para os reclamos de Dourados e região; Zé Teixeira: Grande defensor dos produtores rurais e das questões de infraestrutura das cidades que representa; Antonio Vaz: Incansável; Após o sucesso do movimento pela conscientização do Autismo em Terenos, leva essa bandeira para outras cidades. Marcio Fernandes: autor do PL inclindo o ‘Brasileirão de Laço Comprido’ e o ‘Encontro de Laço Comprido do CLC” no Calendário Oficial de Eventos de MS; Lídio Lopes: visitou a região do Conesul, ouvindo as reivindicações de 10 cidades. Voltou entusiasmado.
PERGUNTA CRUEL:
E se o Vorcaro resolver falar?
mar 15, 2026 | Colunistas
*Bosco Martins é escritor e jornalista
Antes que o leitor pense no antigo Vai ou Racha, tradicional ponto de encontro cultural do bairro São Francisco, em Campo Grande, vale esclarecer: o “vai ou racha” agora é dentro de campo. Neste domingo tem Santos x Corinthians e, logo depois, a convocação da Seleção Brasileira. Para Neymar, o momento parece decisivo: ou faz uma grande atuação e volta com força ao radar da seleção, ou começa a encarar de vez o crepúsculo da carreira.
O dilema do camisa 10 sempre foi equilibrar seu talento indiscutível com a fragilidade física e as exigências do futebol moderno. Depois de seguidas lesões e retornos lentos, ele tenta provar que ainda pode competir em alto nível — especialmente pensando na próxima Copa do Mundo, que pode ser sua última com a camisa do Brasil.
Neymar é um símbolo do futebol do século 21: superestrela global, fenômeno comercial e cultural. Mas sua trajetória também carrega frustrações. Conquistou a Liga dos Campeões em 2015 ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez, no lendário trio “MSN” do FC Barcelona. Ao deixar o clube catalão em 2017 para liderar o Paris Saint-Germain, assumiu o papel de protagonista — missão que nunca se consolidou plenamente.
Na França vieram títulos nacionais, mas o grande sonho europeu escapou repetidas vezes, muitas delas com Neymar fora por lesão. Assim, sua carreira passou a oscilar entre lampejos de genialidade e longos períodos de dúvida. Entre o talento que encanta e o físico que preocupa.
Agora, em 2026, ele volta a uma encruzilhada. O técnico Carlo Ancelotti cobra intensidade, disciplina tática e forma física. A qualidade técnica do craque ninguém discute; a dúvida é saber se o corpo ainda acompanha o talento.
Por isso o clássico deste domingo ganha peso simbólico. Pode ser apenas mais um jogo — ou o início de uma redenção. Em outras palavras: chegou a hora do vai ou racha e estamos torcendo pelo vai. E o mundo inteiro esta olhando para Neymar.
mar 13, 2026 | Colunistas
Antes de qualquer debate acalorado nas redes sociais, convém olhar para um dado incômodo. Segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional (INAF), pesquisa conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a Ação Educativa, apenas 8% dos brasileiros conseguem interpretar adequadamente um conteúdo publicado; somente 6% sabem diferenciar fato de opinião; e 29% dos adultos são analfabetos funcionais – leem, mas não compreendem plenamente o que leem. Antes de apontarmos o dedo para o “absurdo” do comentário alheio, é preciso reconhecer o terreno frágil sobre o qual estamos discutindo.
Há cerca de uma década, assistimos à retomada de uma polarização que parecia perder força. Ressurgiram embates envolvendo raça, gênero, classe social, ideologias, religiões e por aí vão. O que antes estava contido por certo constrangimento social ganhou palco, curtidas e compartilhamentos. Uma parcela barulhenta, que talvez se mantivesse à margem por falta de espaço, encontrou nas mídias digitais um megafone potente. A cultura do ódio, antes envergonhada, passou a se apresentar com orgulho.
Nesse ambiente, a disseminação de fake news prospera. Informações falsas circulam com velocidade impressionante, explorando emoções primárias: medo, indignação, ressentimento. Cria-se um processo de dissonância cognitiva, sobretudo em quem já possui limitações de interpretação ou acesso precário a fontes confiáveis. Em ano eleitoral, o fenômeno se intensifica. Mentiras repetidas à exaustão ganham aparência de verdade. A repetição não transforma erro em fato, mas o torna familiar – e o que é familiar tende a parecer verdadeiro.
No livro “Tribos Morais”, do neurocientista norte-americano Joshua Greene, está uma questão interessante. Segundo ele, nossas decisões não são guiadas apenas pela razão, mas por instintos morais ligados ao grupo ao qual pertencemos. Evoluímos para proteger nossa “tribo”, não para buscar a verdade objetiva. Assim, quando lemos algo que desafia nossas crenças, nossa reação automática não é compreender, mas defender nossa identidade. O debate deixa de ser sobre ideias e passa a ser sobre pertencimento.
Quando somamos esse impulso tribal às limitações de interpretação apontadas pelo INAF, o cenário torna-se ainda mais preocupante. O resultado são discussões rasas, polarizadas, marcadas por ruído constante e pouca construção de conhecimento. Muitas brigas virtuais não fracassam por falta de informação, mas por ausência de compreensão e de ânimo para refletir com profundidade. Debate exige escuta, leitura atenta e capacidade de distinguir opinião de evidência.
Talvez, antes de responder ou atacar, a pergunta mais madura seja: estou dialogando com alguém disposto a examinar ideias ou apenas reagindo para defender minha própria tribo? Essa reflexão muda nossa postura. Nem toda provocação merece resposta; nem toda divergência exige confronto público. Em certos casos, o silêncio estratégico é mais eficaz do que a réplica impulsiva.
Nada disso significa renunciar à liberdade de expressão. Ao contrário: liberdade não combina com imposição de ideias, mas com responsabilidade. Argumentos sólidos, baseados em dados verificáveis, apresentados em linguagem clara e respeitosa, ampliam horizontes. Gritos e ofensas apenas reforçam muros.
A única resposta estrutural para esse ciclo é educação de qualidade. Educação que ensine não apenas a ler palavras, mas a interpretar contextos; não apenas a opinar, mas a fundamentar; não apenas a discordar, mas a respeitar. Informação circunstanciada, em linguagem simples e direta, provoca reflexão. E reflexão é antídoto contra manipulação.
Temos responsabilidade individual nesse processo. Antes de compartilhar, verificar. Antes de acusar, compreender. Antes de impor, dialogar. Mostrar, com inteligência emocional, que versão não é fato. Apresentar conteúdos lógicos e confiáveis para que cada pessoa possa pensar e escolher sem pressão.
Em tempos de polarização intensa, maturidade cívica é ato de coragem. Defender a verdade exige menos barulho e mais consistência. Se quisermos uma sociedade menos fragmentada, precisamos começar pelo básico: compreender o que lemos, questionar o que sentimos e lembrar que, acima de qualquer tribo, está o compromisso com a realidade.
Ricardo Viveiros, jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE) e conselheiro da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite. Apresenta pela TV Cultura, aos domingos, às 10h30, o programa “Brasil, mostra a tua cara!”.
mar 13, 2026 | Colunistas
“O GOVERNANTE”: “Onde antes se erguia o “o grande homem”, hoje vemos o gestor, o “gerentão” técnico e, não raro, medíocre. Antigamente, o povo projetava no líder seus desejos mais profundos e perigosos. Hoje, o “gestor” é visto apenas como um prestador de serviços, sujeito a cobranças imediatas ou ao cancelamento sumário. Trocamos o trágico pelo prático. ” (Lea Oksenberg)
ALÉM DO BATOM: Só flores e abraços? As mulheres desrespeitadas nas cotas de gênero e pelas violências domésticas. Caso da ex-namorada do médico e ex-vereador da capital Sandro Benitez, vítima de desrespeito e também demitida do cargo na Câmara Municipal pelo seu presidente (líder evangélico) Epaminondas Papy, Venceu o preconceito machista.
PODER & DESGASTE: A política e o poder envelhecem seus protagonistas. Fato constatado física e simbolicamente. O exercício do poder impõe cargas de estresse que acelera o desgaste biológico. Não é lorota. Compare as mudanças fisionômicas de nossos ilustres protagonistas do poder ao longo dos anos. Sem a política evaporam.
‘ECLESIASTES’: A vaidade na política, sob a ótica deste livro, é vista como busca passageira e frustrante por poder, fama e influência, comparada a “bolha de sabão”. O sábio Salomão, observava que mesmo as mais altas posições de liderança e sucesso político são transitórias e não satisfazem o propósito profundo da vida humana.
‘O PREÇO’: Às vezes, até com atraso, a ‘fatura’ chega nas relações familiares dos políticos, com impactos profundos e negativos. A vida privada vira pública escancarada, com fatos polêmicos e escândalos que geram lagrimas. O foco da mídia sedenta por pautas atrativas não respeita os laços familiares e detona sem ética e respeito.
AZARADOS: 5º presidente da República, Rodrigues Alves modernizou o país e até revoltou os cariocas com a vacinação obrigatória contra a varíola. Alguns de seus ministros: o médico Osvaldo Cruz e o Barão do Rio Branco. Em 1918 foi eleito de novo, morrendo antes da posse vítima da gripe espanhola. Assumiu o vice Delfim Moreira que faleceu em 1º/07/1920 de arteriosclerose. Assumiu Epitácio Pessoa.
DE VOLTA? Ex-deputado (8 vezes) Picarelli reaparece com filmetes no facebook. Derrotado em 2018, tentou a vereança em 2024: 1.095 votos. Outro na mídia digital é o ex-prefeito de Aquidauana e deputado estadual Raul Freiras com comentários críticos e de reflexões. Penso com meus botões; devem estar apenas massageando o ego.
ALERTA: Ouvi as lamúrias de prefeitos na Assembleia. A crise financeira nacional já reflete na base de cálculo do FPF – ancorado na arrecadação com o IPI e o Imposto de Renda Retido na Fonte. A queda foi de 8,62% e a perda real chegou a 10,66%. Prefeitos já sentiram o drama: terão que rever projetos e enxugar gastos para não chorar depois.
‘PATINHO FEIO”: A região Norte apresenta eleitorado de 123.456 eleitores, assim distribuídos: Alcinópolis 3.736: Camapuã 10.420; Costa Rica 19.345; Coxim 26.680; Figueirão 2.850; Pedro Gomes 6.450; Sonora 11.230 e Rio Verde de Mato Grosso 14.850. O colégio eleitoral representa apenas 6,22% dos eleitores de todo MS.
DISPUTADA: A região já ‘deu’ o vice-governador Moacir Kohl, Leite Schimidt (deputado federal) e José Oliveira (deputado estadual). O deputado Jr. Mochi é tido representante ‘raiz’ por Coxim – mas terá a concorrência de outros postulantes, entre eles Jerson Domingos, Marcio Fernandes, Jamilson Name e Gerson Claro.
PODEROSA: Campo Grande decide as eleições e irradia influencia para o interior. Vale recordar; em 2.022 o Capitão Contar obteve 130.972 votos (26,64%); Puccinelli 107.260 (21,82%), Marquinhos 76.102 (15,48%); Riedel 72.072 (14.66%), Rose 68.620 (13,96%), Giseli 34.032 (6,92%), Adonis 1.805 (),37%), Magno 781 votos 0,16%).
E MAIS: Teria havido tantas mudanças no cenário da capital após as eleições de 2.002? Nelas, a candidata Tereza Cristina obteve 241.903 votos (52,56%) ao Senado. Conservadorismos ou mérito pessoal? Agora, o eleitor campo-grandense levará em conta a biografia dos candidatos, méritos e potencial ou adotará outros critérios?
NOVIDADES: Nestes últimos dias o quadro eleitoral teve novos componentes, alguns influentes, outros apenas bolhas de sabão. Ainda é cedo para avaliar o ingresso do deputado João H. Catan no Novo. Será acompanhado por quais lideranças? Corre risco de seu projeto não se viabilizar? Ficaria sem mandato e disputaria a prefeitura da capital em 2028?
RACHA? Só com bola de cristal para fazer a leitura da nebulosa situação nos grupos e partidos que compõem o anti-petismo. As contradições nas declarações de algumas lideranças levantam dúvidas neste jogo, nem sempre limpo. Sabe-se que a vice-prefeita Giani Nogueira (Dourados) irá se filiar ao Novo para tentar o Senado, embolando a disputa.
JANELA DA TRAIÇÃO? Na política o temo traição tem outro significado diferente do que usamos no dia a dia. Trata-se apenas da decisão pessoal em optar por esse ou outro caminho para atender suas conveniências eleitorais. Não se pode ou não se deve dar-lhe a dimensão de um crime inafiançável. Traição é uma amiga de casa, passível de perdão
CIDADES & ELEITORES: Água Clara 13.745; Alcinópolis 3.859; Amambai 27.560; Anastácio 18.732; Anaurilândia 6.341: Angélica 8.866; Antônio João 7.952; Aparecida do Taboado 19.248; Aquidauana 36.980; Aral Moreira 8.303; Bataguassu 19.332; Batayporã 8.627; Bela Vista 16.635; Bodoquena 6.433; Bonito 19.223; Brasilândia 9.842; Caarapó 22.212; Camapuã 11.248; Campo Grande 646.216; Caracol 4.804; Cassilândia 15.434; Chapadão do Sul 22.057; Corguinho 4.482; Coronel Sapucaia 11.904; Corumbá 67.739; Costa Rica 22.467, Coxim 26.741; Deodápolis 10.809, Dois Irmãos do Buriti 8.779; Douradina 5.024; Dourados 163.229; Eldorado 9.337; Fatima do Sul 17.045; Figueirão 2.760; Glória de Dourados 8.159; Guia Lopes da Laguna 8.168; Iguatemi 11.031; Inocência 7.275; Itaporã 14.238; Itaquirai 14.973; Ivinhema 21.309; Japorã 6.517; Jaraguari 6.060; Jardim 19.121; Jatei 4.531; Juti 6.084; Ladário 13.926; Laguna Carapã 5.314; Maracaju 29.684; Miranda 20.400; Mundo Novo 14.966; Navirai 38.320; Nioaque 10.467; Nioaque 10.467; Nova Alvorada do Sul 16.869; Nova Andradina 35.765; Novo Horizonte do Sul 3.702; Paraíso das Águas 4.357; Paranaíba 32.050; Paranhos 9.436; Pedro Gomes 6.220; Ponta Porã 25.505; Porto Murtinho 9.076; Ribas do Rio Pardo 15.576; Rio Brilhante 26.474; Rio Brilhante 26.474; Rio Negro 4.239; Rio Verde de Mato Grosso 14.238; Rochedo 5.254; Santa Rita do Pardo 5.729; São Gabriel do Oeste 22.964; Selvíria 7.360; Sete Quedas 7.738; Sidrolândia 35.051; Sonora 11.574; Sonora 11.574; Tacuru 7.170; Taguarussu 4.107; Terenos 13.58; Três Lagoas 86.968 e Vicentina 6.123. (Números do TRE em 2024)
PONTO FINAL:
Certos pais tem a pretensão de preparar os filhos para a vida; outros tem a megalomania de preparar a vida para os filhos. (Millôr)
mar 7, 2026 | Colunistas
**Bosco Martins é escritor e jornalista*
O Dia Internacional da Mulher deveria ser apenas uma data de celebração das conquistas femininas. No Brasil, porém, o 8 de março também se tornou um momento de reflexão. Entre homenagens, discursos e campanhas oficiais, o país segue registrando números alarmantes de feminicídio e violência contra mulheres.
Neste fim de semana, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva faz um pronunciamento nacional alusivo à data.
A fala ocorre em meio a iniciativas do governo e do Supremo Tribunal Federal para reforçar o combate à violência de gênero. Campanhas de conscientização também surgem em várias regiões, como a promovida pela Rede Matogrossense de Comunicacao.
Apesar disso, a realidade segue dura. Dados do Forum Brasileiro de Seguranca Publica mostram que o Brasil registrou 1.568 feminicídios no último ano — o equivalente a uma mulher assassinada a cada seis horas.
Em Mato Grosso do Sul, os casos também se acumulam. Na antevéspera do Dia da Mulher, uma enfermeira foi brutalmente agredida pelo marido em Ponta Pora. O episódio reacendeu o alerta sobre a violência doméstica no estado.
A violência contra mulheres, aliás, não é exclusividade brasileira. Escândalos internacionais, como o caso do financista Jeffrey Epstein, que manteve relações com diversas figuras influentes, entre elas o empresário e ex-presidente Donald Trump, mostraram como crimes contra mulheres podem permanecer ocultos por anos.
Por isso, mais do que uma data de homenagens, o 8 de março precisa ser também um alerta. Enquanto mulheres continuarem morrendo apenas por serem mulheres, as flores dessa data sempre terão um significado incompleto