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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026
Quanto dos seus medos não são seus? Por Wilson Aquino

Quanto dos seus medos não são seus? Por Wilson Aquino

Muitos jovens e adultos vivem hoje uma espécie de imobilidade silenciosa. Estão empregados, inseridos socialmente, mas estagnados. Não avançam profissionalmente, não buscam novos conhecimentos, não arriscam mudanças que poderiam melhorar sua condição financeira e emocional. O motivo, quase sempre, não é falta de talento ou oportunidade — é medo.

Medo de fracassar. Medo de errar. Medo de tentar e não corresponder às expectativas. Medo de se expor. Medo de sair do lugar conhecido. Outros, diante de qualquer possibilidade de crescimento, passam a criar obstáculos mentais e justificativas que os mantêm exatamente onde estão. O ponto central dessa discussão é que muitos desses medos não são naturais do indivíduo. Foram aprendidos.

Estudos científicos demonstram que o ser humano nasce com poucos medos instintivos, ligados à autopreservação. Em experimentos amplamente divulgados, bebês foram colocados em ambientes controlados ao lado de animais como cobras não peçonhentas e não agressivas. As crianças interagiram com curiosidade e tranquilidade, sem qualquer sinal de temor. Em outro cenário, quando expostas a uma simulação de desnível profundo do piso da sala, reagiram com recuo, bloqueio e choro.

A conclusão dos especialistas é clara: existem alarmes naturais, como o medo de cair, de se queimar, de sofrer dor intensa. Esses medos protegem a vida. Porém, uma grande quantidade de temores que carregamos na juventude e na vida adulta não nasce conosco. É ensinada, repetida e reforçada ao longo da infância. E aqui surge uma pergunta essencial para reflexão pessoal e coletiva: quanto dos seus medos realmente são seus?

Pais, responsáveis e educadores exercem papel decisivo nesse processo. Muitas vezes, sem perceber, incutem medo nas crianças por meio de frases aparentemente inofensivas: “não mexe aí”, “isso não é pra você”, “vai se machucar”, “vai dar errado”, “não dá conta”. Outras vezes, usam ameaças simbólicas, punições emocionais, humilhações públicas ou comparações constantes. A criança aprende cedo uma regra perigosa: tentar é arriscado demais.

Com o passar dos anos, esse aprendizado se transforma em medo de errar, medo de decepcionar, medo de não ser suficiente, medo de parecer ridículo. Ninguém nasce com isso. São crenças construídas. O cérebro, ao associar tentativa com dor emocional, cria um comando automático: evite.

O adulto passa então a se definir como cauteloso, realista, prudente. Mas, muitas vezes, isso não é maturidade. É um medo antigo disfarçado de sensatez. O resultado é conhecido: decisões adiadas, sonhos engavetados, talentos reprimidos. Já não se trata de fugir de perigos reais, mas de fugir da possibilidade de crescimento.

Em contraste, algumas culturas adotam um caminho diferente. Em muitas famílias muçulmanas, por exemplo, as crianças são educadas desde cedo para enfrentar desafios, desenvolver disciplina, responsabilidade, coragem e resiliência emocional. Aprendem que obstáculos fazem parte da vida e que superá-los é condição para amadurecimento e vitória pessoal. Não se trata de dureza, mas de preparação consciente para a realidade.

A boa notícia é que todo medo aprendido pode ser desaprendido. Isso não ocorre por meio de discursos motivacionais vazios, mas por consciência, pequenas exposições e experiências reais. Um passo de cada vez. Um teste honesto daquilo que sempre foi evitado.

Sob uma perspectiva espiritual, a Bíblia é clara ao afirmar que o medo paralisante não procede de Deus. O apóstolo Paulo ensina: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, de amor e de moderação.” (2 Timóteo 1:7) O medo excessivo enfraquece, limita e afasta o indivíduo de seu potencial. Já a confiança, alicerçada na fé, fortalece e impulsiona. O salmista declarou: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?” (Salmos 27:1)

Líderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também têm abordado esse tema com clareza. O presidente Dallin H. Oaks afirmou que “a fé em Jesus Cristo nos liberta do medo que nos impede de fazer o bem, de crescer e de nos tornar aquilo que Deus espera de nós”. Segundo ele, quando o medo governa, o potencial divino do ser humano fica sufocado.

Russell M. Nelson ensinou que “a fé verdadeira sempre conduz à ação” e que o medo é um dos maiores obstáculos ao progresso espiritual e pessoal. Para ele, confiar em Deus significa agir, mesmo quando o caminho parece incerto.

Talvez, portanto, o que paralisa muitas pessoas hoje não seja instinto. Talvez seja apenas uma crença antiga, nunca testada, nunca confrontada. E, em muitos casos, o problema não está no mundo lá fora — está no medo que alguém colocou dentro de nós.

Fica aqui um convite sincero à reflexão: que possamos revisar nossos próprios medos e, principalmente, cuidar das palavras, atitudes e exemplos que oferecemos às crianças e jovens sob nossa responsabilidade. Educar não é proteger do mundo a qualquer custo, mas preparar para enfrentá-lo com fé, coragem e confiança em Deus.

*Jornalista, Professor e Escritor

wilsonaquino2012@gmail.com

 

Leia Coluna Amplavisão: Suplência ao Senado: chances de bom negócio.

Leia Coluna Amplavisão: Suplência ao Senado: chances de bom negócio.

NOTARAM?   Ainda não se fala de suplentes dos candidatos ao Senado em 2026.  A escolha, por critério político ou posição social. Exemplo: o ex-prefeito Pedro Ubirajara – de Aquidauana, assumiu o Senado por 3 meses em 2001 graças a nomeação do titular Ramez para o Ministério da Integração Nacional. Mas a maioria dos suplentes passa desapercebida.

OUTROS CASOS: Em 2006 o suplente Valter Pereira assumiu com a morte de Ramez e o empresário Antônio João ficou 6 meses no cargo graças a licença de Delcídio (em campanha ao Governo do Estado). Outra figura sortuda, Pedro Chaves, acabou titular no Senado pela cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral em maio de 2016.

MEMÓRIA: Eleita senadora em 2006, Marisa Serrana cedeu a vaga ao empresário suplente Antônio Russo (Nova Andradina) ao ser indicada Conselheira do Tribunal de Contas em 2011. Mas doente, Russo não concluiu o mandato e em seu lugar assumiu o 2º suplente, Ruben Figueiró –   conselheiro recém aposentado do TCEMS.

CONCLUSÕES: Verdade que suplente de senador não tem remuneração financeira, mas proporciona status.  Os exemplos citados comprovam que há chances reais de se adentrar ao ‘paraíso do poder’ em Brasília. Aliás, pouco se fala dos suplentes atuais dos três senadores. Anônimos, mas sonhando com a hipótese de assumir. Sabe como é..

TRÊS LAGOAS:  Avaliações mostram a liderança política do ex-prefeito Guerreiro, o fiador principal da eleição do atual prefeito dr. Cassiano. Pré-candidato a deputado estadual, Guerreiro estaria sendo vítima do chamado ‘fogo amigo’ por parte do atual alcaide – incentivador de candidatura concorrente para tentar inviabilizar sua eleição.

TENTATIVA: A cada eleição damos bilhete azul aos políticos viciados no poder, que por um motivo e outro já tinham esgotado (se é que tinham) seu potencial. Por outro lado, elegemos postulantes de capacidade e perfil duvidosos. Apesar da varredura, acabamos reincidentes na avaliação de alguns candidatos. Quem sabe, um dia a faxina será completa. Quem sabe…

BOA PERGUNTA:“O que aconteceu com a nossa vergonha? A vergonha é produto de uma sociedade que prioriza a alma sobre o corpo. É um mecanismo de defesa contra o vulgar, baixo, pecaminoso. A perda da vergonha hoje surge de uma mudança profunda nos valores. Nosso mundo materialista passa por cima da alma e busca apenas conforto e prazeres máximos”.  (John Horvat II)

REFLEXÃO: “…A idade não é uma sentença, é uma ferramenta, é até um convite. Nunca é tarde para mudar de sonho. A idade não limita, a idade amplia. Se existe algum privilégio em envelhecer, é o de finalmente escolher a própria história. Com calma.Com coragem. Com desejo. A idade que nos inventa também devolve o que adiamos, o que fingimos não querer…”

‘CONTINUANDO’:  “…Afinal, a vida não fecha a porta para ninguém. É a gente que precisa aprender a girar a maçaneta. Ou, nos tempos de agora, há portas que abrem com senha, digital reconhecimento de face e mil outras maneiras. Atualizar o próprio sistema é seguir adiante, com coragem, desejo e a beleza de quem acredita que há sempre um próximo capítulo…” (Walcyr Carrasco)

‘OS MALAS 2025’:  Pela sua prepotência, o ministro Alexandre de Moraes, foi alçado ao topo da lista dos ‘malas de 2025’ pelo jornalista Mario Sergio Conti (Globo News). Seguem-no os notáveis Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Dias Toffoli, Eduardo e Michelle Bolsonaro, Sóstenes Cavalcanti, Fabio Jr., Ivete Sangalo, Neymar e Galvão Bueno.

JUSTIFICATIVA: Para o jornalista, “no apagar das luzes de 2025, Moraes atropelou o páreo e abiscoitou a taça de mala do ano. Aliás, não é uma mala, e sim um contêiner de prepotência e arrogância. Como se acha acima da gentalha maledicente, não se digna a esclarecer se sua mulher assinou um contrato de R$ 129 milhões com o Bando Master.”

CURTAS E BOAS:   Trocar de partido é como trocar de mulher, a pessoa só troca os defeitos. O bom político costuma ser mau parente porque não nomeia a parentalha. Se não puder derrotar, fica-se sócio. Não se faz política com o fígado. Sorrir é preciso. Quem disse que no Brasil teve avanços nos últimos anos? E os avanços no patrimônio público não conta?

AH…O PODER!  Ele seduz e desgasta seus protagonistas. O estresse pelas situações administrativas complexas; a perda da privacidade e do convívio familiar; o excesso de exposição pública é preço quase sempre caro a pagar. Fica o recado aos navegantes:  As perdas podem ser maiores que os sonhados ganhos.

ESTRATÉGIA:  Na África, todas as manhãs a zebra acorda sabendo que terá que correr mais que o leão para sobreviver. Na outra ponta o leão acorda consciente de que para continuar vivendo terá que correr mais que a zebra. Conclusão: não faz diferença se você é zebra ou leão. Quando o sol nascer você terá que continuar correndo.

SEMPRE ATUAL: “Êta espinheira danada/que o pobre atravessa pra sobreviver/Vive com a carga nas costas/E as dores que sente, não pode dizer/Sonha com as belas promessas/De gente importante que tem ao redor/Quando entrar o fulano/Sair o ciclano será bem melhor/Mas entra ano e sai ano/E o tal de fulano ainda é pior/Esse é o meu cotidiano/Mas eu não me engano, pois Deus é maior…( )”. (A Espinheira-1980)

SINAIS: Para Roberto Romano é arrogância o desejo de superioridade dos políticos em serem julgados no foro especial e não pelo juiz de primeira instância. Outro filósofo, Mario Cortella, diz: “a soberba é a capacidade de imaginar que nada existe superior a própria pessoa”. Ambos enxergam a soberba como pecado da política através da arrogância.

É DOIDO: “Não adianta remar contra a maré. O sucesso não está em ser brilhante, mas em ser um holofote defeituoso, piscando forte e confundindo todo mundo. Quem se esforça para ser sensato só ganha ansiedade. Porém, aquele que ostenta ignorância com orgulho, vira referência ‘coach’ e até candidato…( – )”  (Carlos Castelo)

DO LEITOR: “Com as pretensões políticas reveladas por alguns ex-protagonistas querendo sair da caverna neste 2026, vale lembrar Cazuza (falecido em 1990) numa crítica mordaz ao sistema até hoje vigente: “Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para”.

CONCORDA?: “ Temos de olhar e aprender com o passado, mas é necessário separar a nostalgia, a saudade, um delicioso sentimento de saudosismo, de achar que tudo de antes era melhor. Essa referência sobre o futebol é aplicável às comparações entre o mundo atual e o passado. Ora! O mundo de hoje, pelos avanços e benefícios é muito melhor do que antes. ” (Tostão – médico e ex-atleta)

PONTO FINAL:

“Os imperialistas” que não se atrevam a atacar, porque a resposta “pode ser o fim do império americano”. (Nicolás Maduro)

 

 

 

Determine o que é ‘inegociável’: Por Wilson Aquino

Determine o que é ‘inegociável’: Por Wilson Aquino

Diante dos grandes desafios que 2026 nos apresenta — tema que abordamos no último domingo — torna-se inevitável que cada pessoa, ao planejar o novo ano, reflita sobre suas prioridades. Todos desejamos crescer pessoal, profissional e espiritualmente. No entanto, mais importante do que listar metas é definir aquilo que será inegociável: valores, práticas e princípios dos quais não abriremos mão, aconteça o que acontecer.

A experiência da vida demonstra, de forma clara, que quem cuida da dimensão espiritual vive melhor em todos os sentidos. Não porque esteja imune às dores, frustrações ou dificuldades — elas fazem parte da condição humana —, mas porque passa a enfrentá-las com mais equilíbrio, esperança e sentido. Por isso, refletir sobre uma vida mais próxima de Deus não é apenas um gesto de fé, mas também de sabedoria.

Nesse caminho, o ponto central é a decisão consciente de buscar a Deus, nosso Pai Criador, e a Jesus Cristo, Seu Filho, nosso Salvador. Neles encontramos modelos perfeitos de amor, obediência, mansidão, justiça e perseverança. Quando fazemos de Cristo o alicerce das nossas escolhas, passamos a organizar a vida a partir de valores sólidos, que não mudam conforme as circunstâncias nem se dobram às pressões do mundo.

A própria Palavra de Deus deixa claro que a vida espiritual não pode ocupar um lugar secundário. Jesus ensinou com simplicidade e profundidade: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Esse ensinamento estabelece uma hierarquia inegociável de valores. Quando Deus ocupa o primeiro lugar, as demais áreas — família, trabalho, decisões e relacionamentos — tendem a encontrar equilíbrio. Não se trata de promessa de vida sem lutas, mas de uma vida com propósito, direção e amparo divino em meio às dificuldades.

O apóstolo Paulo reforça esse princípio ao afirmar: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). A força mencionada não é apenas física ou emocional, mas espiritual. Ela nasce da confiança diária no Senhor e do esforço constante de viver Seus mandamentos. Essa força interior sustenta o indivíduo nos dias difíceis, evita o desânimo prolongado e oferece serenidade mesmo quando as respostas não vêm no tempo esperado. A fé vivida, e não apenas professada, torna-se assim um verdadeiro alicerce para a vida.

Entre os líderes contemporâneos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o presidente Dallin H. Oaks ensina que a vida Cristã exige escolhas claras e prioridades bem definidas. Segundo ele, não basta escolher entre o bem e o mal, mas entre o bom, o melhor e o essencial. Seguir Jesus Cristo implica colocar os convênios feitos com Deus acima de pressões sociais, interesses passageiros ou conveniências momentâneas. Essa compreensão dialoga diretamente com a ideia do que é inegociável: aquilo que não se relativiza, não se adia e não se troca, porque sustenta toda a estrutura moral e espiritual da vida.

O élder Dieter F. Uchtdorf costuma lembrar que Deus não espera perfeição imediata, mas constância, esforço sincero e um coração disposto a seguir adiante. Esses ensinamentos convergem para uma verdade simples e profunda: viver o evangelho é um processo diário, feito de escolhas pequenas, porém firmes, que constroem uma vida mais estável, ética e cheia de esperança.

Entre as atitudes que devem se tornar verdadeiramente inegociáveis está o hábito diário da oração e da leitura das Escrituras. Reservar um tempo para falar com Deus, ouvi-Lo e aprender com Seus ensinamentos fortalece a fé, renova o ânimo e traz clareza espiritual. É nesse exercício diário que encontramos direção, consolo e forças para continuar. A oração não elimina os problemas, mas nos concede serenidade para enfrentá-los, coragem para decidir e paz para seguir adiante.

Começar o dia elevando o pensamento ao Senhor, agradecendo pela vida e pelas oportunidades, transforma profundamente a forma como encaramos as horas seguintes. Conversar com Deus com humildade, coração aberto e espírito contrito ajuda a alinhar atitudes e intenções. Pedir Sua bênção sobre o alimento, sobre o trabalho e sobre cada decisão traz equilíbrio interior. Em momentos de dúvida ou conflito, perguntar a si mesmo: “Como Jesus agiria nesta situação?” pode evitar discussões, injustiças, mágoas e até atitudes impulsivas no lar, no trabalho ou na convivência social.

Outro valor que não pode ser negociado é a honestidade, acompanhada do trabalho feito com afinco, responsabilidade e perseverança. O esforço diário, quando guiado por princípios Cristãos, dignifica, fortalece o caráter e produz frutos duradouros. A fidelidade aos mandamentos e ensinamentos do Senhor não aprisiona; ao contrário, liberta, organiza a vida e dá sentido às conquistas.

Quem decide viver dessa forma não está prometido a uma estrada sem pedras, mas recebe algo infinitamente mais valioso: apoio espiritual, segurança interior e tranquilidade para enfrentar qualquer tempestade. A fé passa a ser âncora nos dias difíceis e bússola nos momentos de decisão.

Neste início de 2026, fica o convite à reflexão sincera: o que, de fato, é inegociável na sua vida? Que princípios você não está disposto a abrir mão? Que lugar Deus ocupa na sua rotina? Responder a essas perguntas pode ser o passo mais importante do ano — e talvez da própria existência.

Que este primeiro artigo de 2026 nos inspire a construir um tempo novo, alicerçado em valores eternos, fé viva e compromisso com o bem. Que, guiados por Jesus Cristo, possamos atravessar os desafios com coragem, serenidade e esperança, certos de que, quando colocamos Deus em primeiro lugar, todo o restante encontra seu devido lugar.

*Jornalista e Professor

wilsonaquino2012@gmail.com

A Arte e as Cores que encantam de  Lela Riedel: Por Por Bosco Martins

A Arte e as Cores que encantam de  Lela Riedel: Por Por Bosco Martins

Em geral, a essência de um artista já se anuncia nos primeiros trabalhos, nas intuições inaugurais da juventude. O que vem depois são desdobramentos desse impulso inicial. A Retrospectiva 2025 destaca justamente esse percurso na obra de Lela Riedel, LelaEOmundo  ou Marcela Riedel, seu nome de batismo, ilustradora e publicitária que, desde 2019, vem espalhando sua arte com delicadeza e identidade própria.

Seu trabalho ocupa paredes, camisetas, livros e ilustrações personalizadas, sempre marcado pelo uso sensível das cores, elemento central de sua linguagem visual. O “Calendário 2026” sintetiza esse universo: flores, paletas variadas e um convite ao encantamento cotidiano. As cores, em Lela, evocam emoções, criam atmosferas e constroem narrativas sutis, indo além da simples representação.

A maturidade de sua obra também se revelou na Casa Buainain, reaberta como sede da CASACOR, sob o tema “Semear Sonhos”. Nos pisos originais preservados, Lela transformou degraus e azulejos em quadros delicados, reconstituindo memórias com poesia visual. Sua arte, sutil e emocional, confirma Lela Riedel como um talento da nova geração que o Mato Grosso do Sul segue revelando.

A Arte e as Cores que encantam de  Lela Riedel:

Bosco Martins é jornalista e escritor

Leia Coluna Amplavisão: As coisas mudam para ficar como estão

Leia Coluna Amplavisão: As coisas mudam para ficar como estão

UTOPIA PURA:  Pesquisa revela alguns desejos do eleitor.  Ele quer que o candidato acredite em Deus, seja honesto, experiente e com origem humilde.  Outro delírio: ele exige que o candidato não minta na campanha. Brasileiros tolinhos vivendo no mundo da lua. Adianta biometria, urna eletrônica e acreditar que os ovos de chocolate da Páscoa vêm dos coelhos e que o Papai Noel existe?

FABIO TRAD: “Com serenidade e respeito, somos pessoas públicas com trajetórias, posições e responsabilidades próprias. O eleitor sabe distinguir relações familiares de projetos políticos. Não nascemos irmãos para sermos aliados políticos, mas no afeto e no amor. Isso é inquebrantável! ”  ( no ‘Correio do Estado’ sobre as relações com seu irmão Nelsinho apoiando a direita)

HUMOR JUDEU: “O sucesso não me mudou em nada. Sempre fui insuportável”. (Fran Lebowitaz) – “Quebrei uma perna esquiando. Felizmente não era minha”. (Mel Brooks) – “Ou esse homem está morto, ou meu relógio está parado”. (Groucho Marx) – “Que infância tive. Na escola pediram para um garoto provar a lei da gravidade e ele jogou o professor pela janela”. (Rodney Dangerfield)

O JOGO: É como em Las Vegas: não vale perder.  No fundo mesmo o parlamentar pensa apenas na sua sobrevivência política ao trocar de partido. Analise o potencial do candidato na chapa majoritária e a concorrência na eventual federação ou coligação. Não adianta ser campeão de votos no partido e não ter companheiros bons de votos. ‘Morre na praia’ – como se diz.

QUEIJOS & RATOS: De Gaulle se queixava da dificuldade de governador a França devido aos seus 300 tipos de queijos. Bobagem do general – se comparada ao Brasil de poucos queijos, muitos ratos, tantos partidos, 513 deputados federais, dezenas de ministérios e uma carrada de partidos. Aliás, a França tem 14 partidos, Reino Unido 13, Chile 9, Rússia 4 e os ‘USA’ só 2.

POLÊMICA: Sarney chegou ao Planalto no pleito de 1986 pela força do MDB que elegeu todos governadores. Mas em 1989 Fernando Collor (PRN), com 30,47% dos votos venceu pelo seu mérito pessoal. Duas situações que vitaminam a velha discussão sobre as possíveis forças que podem decidir uma eleição. Candidato ou partido?    

FENÔMENOS: Raros, mas existem nas eleições de todos os níveis. Aproveitam a onda e injetam seus predicados. Já o partido, quando bem estruturado e sem desgastes por demérito de integrantes seu, consegue vencer. Sem regra única: vai depender de circunstâncias próprias da política – em sintonia com o cérebro ou coração do eleitor.

A LIÇÃO: Em 1989, com mais de 350 congressistas, MDB e PFL tinham juntos 38 minutos na TV. Ulysses 22 e Aureliano 16 contra Collor com 10 minutos ‘caçando marajás’. Após quase 2 meses o ‘senhor das diretas’ obteve só 4% dos votos – 7º lugar entre os 22 candidatos. Já Aureliano foi ainda pior: menos de 1% dos votos – 9º lugar.

CUIDADO: Quais os limites que devem existir entre a conduta na vida privada e a postura dos cidadãos que exercem cargos públicos? Vale lembrar que tem aumentado o questionamento sobre a necessidade de transparência destas pessoas. Com a internet e o advento do celular, a privacidade anda perdendo terreno na opinião pública.

FRANQUEZA: O jurista Ives Gandra publicou em 2013 um texto polêmico: “Não sou: nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na…verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado , contribuinte, eleitor, hétero…E tudo isso para quê?”

MUROS: Aceitam tudo – antes e após as eleições. Abrigam a calúnia, ódio, inveja, ciúme e muita maldade covarde. As pichações retratam também a frustração dos autores na calada das noites frias. Mas justiça seja feita; não se pode também ignorar aquelas frases inteligentes que arrancam sorrisos e admiração dos transeuntes.

DILEMA: O que fazer no dia seguinte? O estrago já está feito. Como é difícil  descobrir a autoria, o melhor é mandar apagar. Polemizar é faca de dois gumes. Um exemplo:  Wagner Nascimento (Fuscão Preto) era prefeito de Uberaba. Picharam num muro: “Wagner é preto”. Retrucaram em baixo: “mas é o prefeito de Uberaba”. E o pichador finalizou: “mas continua preto”.

CATARINENSE: A primeira geladeira fabricada no Brasil foi em Brusque por Rudolfo Szulter, fabricante de anzóis, garfos e facas. De 1947 a 1950 fabricou 30 unidades a querosene. Após, fez sociedade com Wittich Fretag, e transferiu a empresa para Joinvile, inaugurada em 1950. A marca Consul homenageou o consul Carlos Renaux, incentivador do projeto e que emprestou o dinheiro para o empreendimento.

MEMÓRIA: “O melhor programa econômico de governo é não atrapalhar quem produz, investe, poupa, emprega, trabalha e consome. ” De Irineu Evangelista de Souza, o homem mais rico do Império (20% do PIB), dono do 1º banco privado, da 1ª. Siderúrgica, construtor da 1ª. Ferrovia Rio Petrópolis), do 1º estaleiro e construtor de 72 navios a vapor. Os governantes precisam saber disso. Favor avisá-los.

REGISTRO:  O último presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso uno foi   Cleomenes Nunes da Cunha É que Paulo Saldanha renunciou a presidência da casa de leis para assumir no ano seguinte o mandato de deputado estadual aqui em MS. O mandato de Cleomenes durou só 30 dias; deu posse ao novo governador de MT- e não concorreu as eleições no MS. Hoje ele curte a aposentadoria.

A LIÇÃO: Últimas vontades do grande general De Gaulle: “Eu não quero exéquias nacionais. Nem presidente e ministros. Nenhum discurso e oração fúnebre no parlamento. Recuso de antemão toda distinção ou condecoração. Foi atendido na integra. E continua lembrado na história da 2ª. Guerra Mundial.

  1. CHURCHIL: “Não existe opinião pública. Existe sim a opinião publicada. Você tem inimigo? Bom. Sinal que você lutou uma vez por algo na vida. Uma mentira dá meia volta ao mundo, antes que a verdade tenha tempo de vestir a calça. É preciso ter coragem para levantar e falar, mas também é preciso ter coragem para sentar e ouvir. ”

REFLEXÃO DE ANO NOVO:

A má notícia é que o tempo voa. A boa notícia é que o piloto é você.

PONTO FINAL:  Já começou a temporada de sorrisos e abraços. Aproveite!

 

 Breves considerações sobre nossas escolhas: Por Rosildo Barcellos

 Breves considerações sobre nossas escolhas: Por Rosildo Barcellos

Há tempos eu  iniciei este artigo e ficou parado por um bom tempo, porque faltava um exemplo, um nome. O Efeito Halo faz o paralelo entre a beleza e a habilidade. O termo Efeito Halo foi pela primeira vez cunhado pelo psicólogo Edward Thorndike, cujas premissas giram em torno da afirmação de que o cérebro humano é capaz de julgar, analisar, concluir e definir uma pessoa a partir apenas de uma característica.  Tal característica acaba por determinar um estereótipo universal para essa pessoa, com base em um único elemento, como aparência, forma de se vestir, falar ou postura. Elementos do subconsciente.

   O Efeito Halo, no ambiente de negócios, também é uma teoria que pode ser aplicada para produtos, serviços e gestão estratégica de pessoas. É sobre o primeiro contato visual.   A teoria foi formulada durante a Primeira Guerra Mundial, quando Thorndike decidiu analisar os critérios utilizados pelos comandantes do exército na avaliação de seus subordinados.  A partir de seus resultados, o psicólogo notou correlação direta entre os que eram compreendidos como os mais bonitos e os que também eram compreendidos como mais habilidosos.  O significado de Efeito Halo, em linhas gerais, passa por essas características:  O ato de tirar conclusões precipitadas sobre a capacidade alheia;   Analisar apenas uma característica e julgar toda uma aptidão;

Usar a mente para associar um indivíduo a um estereótipo universal.  É o efeito da “primeira impressão que fica”. Se você conheceu uma pessoa e a considerou simpática, logo, você terá uma visão positiva – mesmo que ela esteja interpretando um personagem que as vezes aparece para desestabilizar algo que realmente é real,  puro e que estão dentro dos parâmetros de sua normalidade e seus hábitos.

Outrossim, vislumbro importante frisar que o julgamento precipitado pode prejudicar relações e processos, por não concedermos às pessoas a oportunidade de mostrarem quem realmente são.  Veja o quão suscetível à tendência são os processos seletivos, diante de uma ideia estereotipada sobre a empresa e quais tipos de candidato ela precisa. Você pode ter o candidato A com características mais aparentes do que o candidato B, que possui outro perfil. Calha que é o candidato B o ideal para a vaga, mas pelo julgamento, análise e conclusão sobre essas pessoas, apenas por algum conjunto de características, colocam o candidato A no lugar dele. Efeito Halo em uma aplicação tangível de como pode ser prejudicial para sua montagem de equipe.

  • Partimos da premissa de que o Efeito Halo acontece quando julgamentos a respeito da imagem de alguém impedem uma real percepção do seu potencial. A liderança eficaz é um encontro com seus próprios princípios. Entendimento, persuasão e controle ante as adversidades, e isso  vem com a experiência e o respeito. Respeito aos pais, respeito a confiança que existe um ser supremo e por fim observar, ouvir, ler e aprender. E tudo isso ao mesmo tempo. Cito o exemplo do empreendedor Val Franco, um homem que atualmente é bem sucedido, relacionamento afetivo estável e uma equipe de colaboradores ímpar. Mas aprendeu diversos fundamentos depois dos 20 anos. Aprendeu a escrever trabalhando, e a falar ouvindo.  Diversas profissões, diversas quedas, diversos reergueres, diversas lágrimas em um quarto escuro. Conhecer as pessoas através do carinho às nossas raízes, o cultivo sereno do nosso modo de ser… tudo isso nos permite amar e ser amados, acolher e ser acolhidos.e enfim perceber quem está ou esteve, do seu lado nos piores momentos, parece ser o caminho ideal para alcançar melhores resultados nos diversos caminhos da vida. Em “Sol de Primavera” Beto Guedes e Ronaldo Bastos nos ensina numa  música, lançada em 1979, que é um hino de otimismo e resiliência, convidando à reflexão sobre o que realmente impede o progresso individual e coletivo, incentivando a criar “uma nova canção” de vida e amor.: “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.

 

*Articulista