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Bela Vista-MS Sábado, 12 de Setembro de 2026
Inflação de outubro atinge 0,97% em Campo Grande

Inflação de outubro atinge 0,97% em Campo Grande

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Inflação de outubro atinge 0,97% em Campo Grande

A inflação de outubro voltou a subir na capital. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Uniderp, fechou em 0,97%, índice bem maior que o registrado em setembro (0,57%). O indicador é o quinto maior deste ano. 

No comparativo, deoutubro de 2014, o indicador de 2015 ficou 0,45% maior. “Há treze anos não possuíamos um índice tão alto, na análise exclusiva dos meses de outubro,. Em 2002 o IPC/CG de outubro foi de 2,24%”, analisa o coordenador do Nepes e pesquisador da Uniderp, Celso Correia de Souza.

Os grupos com maiores percentuais de contribuição para a elevação da inflação na capital foram: Transportes (0,46%), Alimentação (0,34%) e Educação, com (0,12%), entre outros com menores contribuições. Deflação em outubro foi registrada apenas com o grupo Vestuário (-0,30%).

Inflação acumulada – A inflação acumulada nos últimos doze meses, em Campo Grande, é de 10,32%, muito acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5%. As maiores inflações no período, por grupo, foram com: Habitação (13,11%), Transportes (12,51%), Despesas Pessoais (10,36%) e Alimentação (12,31%).

Para Celso Correia, a escalada da inflação sinalizada anteriormente se concretizou. “A inflação acumulada em 12 meses na cidade de Campo Grande rompeu o patamar dos dois dígitos, o que não acontecia desde o ano de 2003, quando atingiu 11,82%. O fato é negativo para as autoridades governamentais e para o contribuinte que está vendo seu salário reduzir o potencial de compra”.

Considerando os 10 meses de 2015 a inflação acumulada já ultrapassou o teto da meta, chegando a 9,23%. Destacam-se com as maiores inflações acumuladas os grupos: Habitação (12,85%), Despesas Pessoais (9,99%), Alimentação (9,97%), Transportes (9,70%) e Educação (9,40%).

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de outubro foram com: etanol (0,25%), diesel (0,10%), gasolina (0,10%), sabão em pó (0,06%), hidratante (0,05%), arroz (0,04%), laranja pera (0,03%), bebidas não alcoólicas (0,03%), açúcar (0,03%) e bebidas alcoólicas (0,03%).

 Já os dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação nesse período com contribuições negativas foram: cebola (-0,07%), camisa masculina (-0,03%), carne seca/charque (-0,03%), frango congelado (-0,02%), máquina de lavar roupa (-0,02%), calça comprida masculina (-0,02%), impressora (-0,02%), esponja de aço (-0,02%), sapato feminino (-0,01%) e cenoura (-0,01%).

Segmentos

Em outubro, o grupo Habitação apresentou uma pequena elevação em seu índice, de 0,13%, em relação ao mês anterior. Alguns produtos/serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: vassoura (9,81%), vela (4,24%), inseticida (3,88%), entre outros. Quedas de preços neste grupo ocorreram com: máquina de lavar roupa (-6,63%), limpa vidros (-6,24%), esponja de aço (-4,76%), entre outros com menores quedas.

O índice de preços do grupo Alimentação registou alta expressiva em relação ao mês anterior, da ordem de 1,65%. Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram com: limão (53,04%), chuchu (34,60%), laranja pera(17,46%), farinha láctea (12,87%), entre outros. Fortes quedas de preços ocorreram com: cebola (-52,06%), manga (-26,83%), pepino (-15,15%), entre outros com menores quedas.

O pesquisador da Uniderp explica que além da influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes, o aumento de preços nesse grupo deverá ser maior nos próximos meses. “A elevação no mês passado foi significativa e a tendência de aumento permance devido o alto consumo com as festas de final de ano”, analisa.

Dos quinze cortes de carnes bovinas pesquisados pelo NEPES da Uniderp, doze deles sofreram aumentos de preços. Os maiores aumentos de preços ocorreram com: coxão mole (6,87%), lagarto (5,40%), fígado (4,78%), músculo (3,87%), picanha (3,38%), cupim (2,54%), acém (2,42%), costela (2,30%), patinho (2,11%), contra filé (1,86%), filé mignon (1,34%) e alcatra (0,88%). As quedas de preços foram com: paleta (-1,63%), ponta de peito (-0,48%) e vísceras de boi (-0,44%).

O pesquisador da Uniderp afirma que preços da carne bovina devem continuar subindo nos próximos meses devido às festas de final de ano, ocasião de alto consumo desse produto, e complementa que “a valorização da carne bovina também está atrelada principalmente à baixa oferta de boi gordo para o abate e a entrada de boi de confinamento, que historicamente tem um preço mais elevado do que o boi de engorda a pasto. Também, o real desvalorizado frente ao dólar tem favorecido à exportação do produto, diminuindo a oferta no mercado interno de carne bovina. Além disso, deve estar havendo uma migração de consumidores dos cortes mais caros para cortes mais baratos de carne bovina, bem como, para a carne suína, majorando os seus preços,” avalia Celso Correia.

A carne suína também ficou mais cara em outubro. O pernil subiu 7,42%, a costeleta e a bisteca inflacionaram 2,54% e 0,31%, respectivamente.

Optar pelo frango pode ser uma alternativa para os consumidores. O levantamento do NEPES aponta que essa carne registrou queda de preço de (-2,54%), bem como o miúdo, com deflação de (-0,13%).

Com relação ao grupo Transportes houve alta significativa, da ordem de 3,09%, devido aumentos nos preços: do etanol 13,68%, diesel 3,92%, gasolina 3,16% e automóvel novo 0,27%.

Elevação também foi constatada com o grupo Educação queapresentou uma moderada inflação em seu índice, de 1,28%, devido a aumentos de preços em produtos de papelaria (3,46%).

Seguindo o mesmo comportamento, o grupo Despesas Pessoais registrou alta de 0,36%. Alguns produtos/serviços desse grupo que tiveram aumentos de preços foram: hidratante (11,34%), xampu (5,96%), sabonete (4,81%), entre outros. Queda de preço ocorreu apenas com fio dental (-4,42%).

O grupo Saúde registrou elevação de 0,17%. Os produtos deste grupo que tiveram os maiores aumentos foram: analgésico e antitérmico (3,48%), material para curativo (2,34%), vitamina e fortificante (0,90%), entre outros com menores aumentos. As maiores quedas de preços ocorreram com os produtos: antiinflamatório e antireumático (-0,28%), antiinfeccioso e antibiótico (-0,13%), antialérgico e broncodilatador (-0,07%), entre outros com menores quedas de preços.

Ao contrário de Saúde, o grupo Vestuário apresentou pequena queda de -0,30%. Aumentos de preços que ocorreram com: blusa (1,76%), vestido (1,47%), lingerie (1,26%), entre outros. Quedas de preços aconteceram com: camisa masculina (-5,18%), sapato feminino (-2,60%), calça comprida masculina (-1,37%), entre outros.

IPC/CG – O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC / CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.

Nos 36 anos da Fiems, ministro Augusto Nardes destaca falência do atual modelo de gestão pública

Nos 36 anos da Fiems, ministro Augusto Nardes destaca falência do atual modelo de gestão pública

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Nos 36 anos da Fiems, ministro Augusto Nardes destaca falência do atual modelo de gestão pública

Em quase duas horas de palestra sobre gestão pública realizada nesta sexta-feira (06/11), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), para celebrar os 36 anos de criação da Fiems, o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), João Augusto Nardes, destacou que o atual modelo de gestão pública brasileiro está falido e se faz necessário o desenvolvimento de um projeto voltado para o País diante do atual quadro de crise.

“O Estado brasileiro – com gastos elevados e rolagem da dívida na casa dos R$ 2,4 trilhões executados em 2014 – está se tornando ineficiente. Além de investir pouco, o Governo não consegue investir apenas o que arrecada e a dívida aumenta, o volume de restos a pagar é muito alto. É preciso ter coragem de mudar isso, gerar emprego e renda. Desemprego é guerra”, declarou o ministro, salientando que a Previdência Social representa o maior percentual da dívida, com déficit que pode chegar a R$ 194 bilhões em 2016. “Se continuar desta forma, em cinco anos não sabe se vai ter mais aposentadoria, se o país não voltar a crescer, não tem como pagar”, previu.

“No ano passado sobrou apenas 14% para investimentos, o que representa R$ 151 bilhões, sendo para Petrobras R$ 81 bilhões, mas o que se viu foram decisões erradas, o que deixou a empresa arrasada, com crise no setor petrolífero. Toda propaganda do pré-sal ficou sem efeitos, por causa desta situação”, pontuou Augusto Nardes, argumentando que até existem recursos, mas não existe boa gestão, por falta de planejamento e capacitação. “Foram arrecadados R$ 421 bilhões de impostos em 2014, mas os prefeitos por exemplo, não participam de forma efetiva deste bolo, ainda houve 58% de desonerações aos estados, feitos pela União, que representam R$ 190 bilhões em perda”, declarou.

Ele apontou que, apesar de ser um País mais jovem que os europeus, o Brasil apresenta indicadores que apontam, para os próximos anos, um rápido envelhecimento da população. “Para superar os desafios, é preciso o crescimento de forma sustentada e evitar o ciclo vicioso, em que o cenário de baixo crescimento, alta inflação, custo alto da dívida, despesa pública alta, investimento baixo e déficit fiscal contribuem para incertezas, juros altos, aumento do custo da dívida, redução de investimentos, e redução da competitividade do produto nacional, o que atravanca a competitividade.

Para reversão de quadro, é preciso melhorar a governança, elencado por Nardes como um dos fatores-chave ao desenvolvimento e competitividade. Ele esclareceu que à governança compete direcionar, avaliar e monitorar as ações dos gestores, garantindo a execução das estratégias delineadas, ao passo que a gestão é responsável por planejar, executar, controlar e agir.

Ele também apontou que nos últimos 5 anos, a atuação do TCU resultou em um benefício financeiro para a União de mais de R$ 100 bilhões e elencou o que seriam as boas práticas de governança, sendo escolha dos líderes com critérios – inclusive dos conselhos;  capacitação e avaliação das lideranças; plano Estratégico – Objetivos, metas e indicadores; participação da sociedade e partes interessadas; articulação e cooperação; controle Interno e Auditoria Interna independentes; gestão de Riscos e Mecanismos de controle e transparência e prestação de contas. “Temos que ter um projeto para a Nação, quem faz política tem de considerar a Nação em primeiro lugar”, disse ele, que após a palestra fez o lançamento e autografou o livro “Governança Pública – O Desafio do Brasil”.

Repercussão

Com os conceitos definidos e conhecimento do cenário atual, à população cabe decidir o que escolher para o futuro, segundo avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen. “Existem dois caminhos fingir que está tudo bem ou avançar nas discussões. A palestra mostra com clareza o descontrole das contas públicas. Existe hoje um estrangulamento grande quando se fala em governança pública, os governos vêm aumentando a carga tributária dia a dia para suportar as despesas, mas por que os investimentos não chegam mais na sociedade? Onde está sendo investido o dinheiro público? É preciso mudar isso”, declarou.

Sérgio Longen completa que esse dia seja marcado como o início de um novo trabalho. “Quando se fala em gestão pública, essa é uma bandeira da Fiems e do setor produtivo e nessa direção é apressada a hora de defender novas ações. Temos um estrangulamento grande quando se fala em governança e, por isso, temos de abordar o tema, que parece complicado, mas precisamos avançar nesse sentido. Somos a sociedade civil organizada e esses debates são necessários nessa direção, hoje os Governos municipal, estadual e federal vêm aumentando a carga tributária dia a dia para suportar as despesas”, afirmou.

Ele completou que 75 municípios do Estado repassam 7% do orçamento para as câmaras de vereadores. “Isso pode ser revisto para não comprometer tanto as receitas dos municípios. Podemos fazer consulta popular, pois dados oficiais mostram que o legislativo municipal no Estado custa R$ 244,7 milhões. Agora é o momento para as lideranças empresariais e políticas e a sociedade civil organizada fazerem um grande debate sobre o custo dos legislativos municipais em um momento em que a economia passa por uma crise sem precedentes. Não podemos adiar esse projeto”, reforçou.

O secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, enalteceu a qualidade do debate e que é preciso agir com firmes em três pilares. “Entendo que são três pilares estruturantes, sendo a Previdência, a dívida com a União – hoje está em R$ 7 bilhões – e a folha de pagamento, não o valor da folha e sim como o serviço é aplicado. Acredito que Mato Grosso do Sul tem um caminho de prosperidade a ser pavimentado. Esta coalização de forças contribui e muito para um Estado mais eficiente e entregador do que se propõe ao cidadão”, disse.

O presidente do TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado), Waldir Neves Barbosa, disse que a discussão tem um grande alcance e a Fiems oferece extrema contribuição no processo. “Todos devem se organizar e começar a questionar, então cada vez mais vem aumentando a contribuição para a sociedade e o serviço público não tem evoluído na sua qualidade, é natural questionar os gestores porque o serviço público é de péssima qualidade”, opinou.

Waldir Neves acrescenta que a gestão pública em Mato Grosso do Sul está saturada e precisa se reordenar. “Percebo que o governador Reinaldo Azambuja está realmente buscando alternativas com a renegociação da dívida com o Banco Mundial com taxas bem menores, mas com plano de investimento na infraestrutura, porque se você não tiver infraestrutura você não gera produção, se você não gerar produção, você não gera riqueza. Você não gera riqueza cobrando imposto de quem não tem mais o que pagar”, disse.

O deputado federal Carlos Marun (PMDB/MS) apontou que esse trabalho envolve toda a sociedade. “Nós temos que entender que estamos vivendo um novo momento, entender o processo é importante para podermos tentar colocar o Brasil no trilho do desenvolvimento, a crise é mais econômica do que política. Muitos falam que estamos avançando rumo à pior crise dos últimos cem anos, então é preciso mudar este quadro”, afirmou.

Prefeitos

O prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, disse que não há mais espaço para o aumento de carga tributária. Segundo ele, o poder público deve continuar prestando serviço de qualidade e precisa fazer uma revisão dos gastos, incluindo despesa com pessoal e também custeio do duodécimo das câmaras. “Todo mundo hoje fala em redução de despesas e cortes de gastos, e com certeza, nenhum segmento pode ficar fora deste debate, a única saída do país hoje é reduzir o custo do poder público, e nesta questão entra também o debate do duodécimo da câmara de vereadores”, comentou.

Na avaliação do prefeito de Sidrolândia, Ari Basso, a redução dos gastos com as Câmaras Municipais é urgente e deve ser analisada porque existe uma falta de receita. “Não investimos nada no município e é um dinheiro que vai para a câmara e pode ser administrado pelo prefeito, então vamos sentar com os vereadores para reduzir”, pontuou ele, ressaltando que em Sidrolândia está trabalhando com 7%, cerca de R$ 406 mil por mês.

O prefeito de Bonito, Leonel Lemos de Souza Brito, avalia que as Câmaras Municipais têm que reduzir custos e dividir esta responsabilidade do orçamento e gasto com o Poder Executivo. “Todos precisam fazer sacrifícios, e isso tem que partir da sociedade, e para isso a Fiems está de parabéns por liderar esse processo junto com as outras federações, e não tenho dúvida que isso é um anseio da sociedade”, disse.

Já o prefeito São Gabriel do Oeste, Adão Unirio Rolim, diz que tem condicionado o orçamento com recursos para a educação e a saúde. Em São Gabriel do Oeste, ele ressalta que a Câmara Municipal tem feito economias e devolvido parte dos recursos. “Principalmente em municípios pequenos, onde os vereadores não têm uma necessidade de uma frequência diária, se a gente pudesse ter uma maior economia seria muito importante”, pontuou.

Reportagem – Daniel Pedra

Investimento de R$ 610 milhões em indústria de proteína de soja marca novo momento na atração de empreendimentos

Investimento de R$ 610 milhões em indústria de proteína de soja marca novo momento na atração de empreendimentos

Investimento de R$ 610 milhões em indústria de proteína de soja marca novo momento na atração de empreendimentos

Campo Grande (MS) – A efetivação do investimento de R$ 610 milhões que será feito pela multinacional de processamento de soja ADM (Archer Daniels Midland Company) em Mato Grosso do Sul, marca uma nova fase na atração de empreendimentos para o Estado que utilizam tecnologia de ponta na transformação de matéria-prima. No final da tarde de terça-feira (27), o governador Reinaldo Azambuja, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Elias Verruck e os secretários, Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica) e Márcio Monteiro (Fazenda), reuniram-se com executivos da ADM para formalizar a cessão de uma área 10.356 metros quadrados no Núcleo Industrial de Campo Grande para a instalação da planta industrial que irá produzir proteína de soja texturizada – a primeira desse porte na América Latina. A concretização do empreendimento foi garantida por meio da contratação de R$ 274 milhões feita pela ADM junto ao Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). “É primeira contratação de recursos do FDCO concretizada para Mato Grosso do Sul, outro fator que simboliza esse novo momento na atração de investimentos para o Estado”, disse Jaime Verruck.

Os executivos da multinacional, que participaram da reunião – Luiz Lopes, presidente da ADM América do Sul e Vincent Macciocchi, vice-presidente Sênior e presidente da ADM Wild Flavors & Speciality Ingredients – apresentaram mais detalhes do investimento ao governador e demais presentes. “A nova planta da ADM em Campo Grande vai proporcionar para a América Latina todo o portfólio de proteínas de soja oferecido por nossa empresa, agregando valor à cadeia e trazendo inovação à região e o empenho do governo de Mato Grosso do Sul foi fundamental para a viabilização desse investimento”, afirmou Luiz Lopes. Segundo Roberto Ciciliano, diretor de negócios sul-americano para a Divisão de Foods & Wellness (Alimentos e Bem-Estar), e responsável pela implementação do complexo em Campo Grande, “a indústria vai gerar 80 empregos diretos e muitos outros indiretos, além de proporcionar faturamento para o município e proporcionar investimentos na capacitação profissional”.

Segundo Roberto Ciciliano, executio da ADM, investimento vai impulsionar a qualificação da mão-de-obra em Campo Grande.

De acordo com o secretário, “Mato Grosso do Sul foi escolhido por uma das maiores empresas do mundo para abrigar uma indústria de altíssima tecnologia. Entramos agora em uma segunda fase é a da viabilização de um cluster de proteína texturizada, de tal forma que possamos atrair outros empreendimentos que possam utilizar essa matéria-prima de alto valor agregado”. Durante o encontro com os executivos da ADM foram apresentadas opções de potenciais investimentos que podem ainda ser feitos pela multinacional em Mato Grosso do Sul. “O governador Reinaldo Azambuja reforçou o potencial do Estado na produção de sucos e de etanol de milho, duas fortes áreas de atuação da empresa. Fizemos ainda um pedido para que a ADM considere as condições oferecidas em Campo Grande e reforce sua estrutura administrativa no Estado”, lembrou Verruck.

Contratação do FDCO
A instalação da planta industrial da ADM em Campo Grande foi garantida graças à primeira contratação junto ao FDCO feita por um empreendimento a ser feito em Mato Grosso do Sul. A operação foi conduzida pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), que gerencia o fundo. “O grande diferencial do FDCO é o prazo de até 20 anos para pagamento, além das taxas de juros mais baixas do mercado e a capacidade de atrair projetos estruturantes para o Estado, com potencial de modificar a realidade local através de grandes empreendimentos, disse o coordenador-Geral de Gestão do FDCO e de Incentivos Fiscais, Agricio Filho de Castro Braga. Ele e o superintendente da Sudeco, Cleber Ávila Ferreira, participaram do encontro com o governador Reinaldo Azambuja e os executivos da multinacional de soja.

Conforme Cleber Ávila Ferreira, desde a regulamentação do FDCO em 2013, em Mato Grosso do Sul, o governo do Estado tem atuado de forma proativa. “Temos quatro propostas consolidadas totalizando R$ 3 bilhões em consultas prévias apresentadas pelo setor produtivo de Mato Grosso do Sul. O Fundo financia empresas com empreendimentos de infraestrutura ou considerados estruturadores da economia, visando ao fortalecimento da atividade produtiva regional e à geração de emprego e renda, com condições de taxas de juros e prazos favorecidos” afirmou o Superintendente.

Executivos do Banco do Brasil, agente financeiro para a contratação do empréstimo feito pela ADM, também participaram. O superintendente do Banco no Estado, Evaldo Emiliano de Souza e o diretor de Agronegócios  do BB, Sérgio Luis Nogueira, reforçaram a parceria de sucesso com o governo de Mato Grosso do Sul na atração de investimentos nas mais variadas vertentes.

Fotos: Nolli Corrêa (Semade) – www.noticias.ms.gov.br – Romilda Herebia

Sistema de manejo de produtor de MS é destaque na BeefExpo 2015

Sistema de manejo de produtor de MS é destaque na BeefExpo 2015

Sistema de manejo de produtor de MS é destaque na BeefExpo 2015

Com estratégias que ligam genética, manejo e nutrição, gerando rendimento e conhecida por produzir os melhores bezerros de corte do Brasil, a Fazenda 3R apresentou nesta quarta-feira (21), o case de sucesso do Sistema Confinatto, 3R no Painel com Pecuaristas, que retratou os sistemas de produção que deram certo no Brasil, durante o primeiro dia da BeefExpo 2015, no Hotel Recanto Cataratas, em Foz do Iguaçu.

O manejo do Creep Confinatto 3R é rotacionado e com foco no crescimento dos bezerros. É a garantia de eficiência no ganho de peso, pois permanecem por três horas fechados em cada piquete recebendo ração, afastados das matrizes, que podem pastejar tranquilamente. “Desenvolvemos esse sistema devido acreditarmos que isso facilitaria explorarmos o potencial da raça Nelore. Hoje nossos bezerrões atingem peso equivalente a 300 quilos e podem ser comparados a um boi pronto para o abate”, destaca Catenacci.

Para se manter acima das cotações do mercado e garantir rentabilidade comercializando bezerros de qualidade por valores até 125% acima da média nacional e produzir carne de qualidade, o proprietário da Fazenda 3R desenvolveu o sistema Creep Confinatto 3R. Nele, os bezerros são apartados das vacas enquanto recebem a Ração Confinatto 3R, desenvolvida especialmente para este tipo de sistema em parceria com a Agroceres Multimix.

Rubens Catenacci dividiu o palco dos cases de sucesso da pecuária com os criadores João Danilo Ferreira, do Confinamento São Lucas, Carlos Viacava, do CV Nelore Mocho e Pedro Merola, da Fazenda Santa Fé. Após a apresentação individual de cada um, a partir de uma mesa redonda foi discutido o futuro da pecuária brasileira, envolvendo pecuaristas, pesquisadores, técnicos e estudantes.

Seaac quer 15% de reajuste  salarial para trabalhadores de MS

Seaac quer 15% de reajuste salarial para trabalhadores de MS

Seaac quer 15% de reajuste salarial para trabalhadores de MS

Os empregados em empresas de assessoramento, auditoria, perícias, informações e pesquisas e de empresas de serviços contábeis de Mato Grosso do Sul querem 15% de reajuste salarial, para vigorar a partir de 1º de novembro, data base das categorias, informa o Seaac/MS, sindicato laboral desses profissionais.

“Já encaminhamos a proposta à classe patronal e já sentamos para tentar chegar a um acordo, mas isso ainda não aconteceu”, informou Estevão Rocha dos Santos, presidente da entidade.

O Seaac/MS (Sindicato dos Empregados de Agentes Autonomos do Comércio e Empresas de Assessoramento, Auditoria, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Mato Grosso do Sul) representa mais de 10 mil trabalhadores nessas áreas no Estado, e acredita que as empresas apresentaram bons faturamentos nesses últimos 12 meses, e isso as permitem repassar um pouco do ganho aos empregados.

“Esses 15% que estamos reivindicando sobrem a inflação acumulada nos últimos 12 meses e dão um ganho real aos trabalhadores. Isso é justo e merecido”, afirmou Estevão Rocha, que deverá voltar a se reunir com a classe patronal nos próximos dias, para fechar a Convenção Coletiva de Trabalho 2015/16.

Reportagem – Wilson Aquino

Sicredi lança Crédito Consignado INSS

Sicredi lança Crédito Consignado INSS

 

Sicredi lança Crédito Consignado INSS

Nova linha de crédito é voltada para aposentados e pensionistas do INSS associados à instituição financeira cooperativa

Sempre é tempo para começar algo novo e realizar sonhos, não importa a idade. Com esse conceito, o Sicredi, instituição financeira cooperativa, com mais de 3 milhões de associados, acaba de lançar o Crédito Consignado INSS. O produto, voltado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), oferece recursos com baixo custo.

O Crédito Consignado INSS foi criado para atender uma demanda dos associados do Sicredi. Aposentados e pensionistas constituem 15% da base de associados da instituição financeira cooperativa.

Entre as vantagens do Crédito Consignado INSS está o pagamento do recurso em 72 vezes (ou seis anos – de acordo com a nova regra do INSS). O valor é depositado diretamente na conta corrente, o desconto das parcelas é feito diretamente do benefício, as taxas competitivas e a concessão do crédito ocorre sem que o solicitante tenha que informar o destino do recurso. A solicitação do Crédito Consignado INSS deve ser feita nas unidades de atendimento do Sicredi.

Gabriela Borsari | Jornalista e Diretora Executiva