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Bela Vista-MS Sábado, 12 de Setembro de 2026
17 estados disputam o título de maior produtividade da soja

17 estados disputam o título de maior produtividade da soja

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17 estados disputam o título de maior produtividade da soja

CESB apresentará em Maringá vencedores do Desafio da safra 2015/16

 O estado do Paraná repetiu a liderança no número de inscrições que disputam o maior volume de grãos de sacas por hectare no ciclo 2015/16, com 1.674 agricultores inscritos. Seguido por Rio Grande do Sul (1264), Mato Grosso do Sul (308), Mato Grosso(249), Goiás (240) e outros 12 estados, as inscrições somaram 4.400 áreas, de 799 municípios, na concorrência pelo Desafio de Máxima Produtividade da Soja. O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), definiu o espaço Cocamar, em Maringá (PR), como palco da divulgação dos campeões desta safra, onde reunirão cerca de 400 sojicultores, no dia 29 de junho para o anúncio. 

Tido como responsável pela queda na produtividade nacional nesta safra, o clima, segundo o Comitê, não intimidará o resultado do Desafio que, segundo a organização, mesmo com intempéries, promete surpreender. “O último levantamento divulgado aponta para 2,3% a menos na produtividade nacional, principalmente, pelo excesso de chuvas durante a colheita ao Sul e escassez no desenvolvimento da soja no Centro-Oeste e na região Matopiba”, pontua o presidente CESB, Luiz Nery Ribas, lembrando a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Mesmo assim, as auditorias do Desafio de Máxima Produtividade, apontam para produtividades elevadas, com surpresas em todas as regiões”, destaca.

No total foram 121 auditorias em propriedades de possíveis vencedores do Desafio de Máxima Produtividade da Soja, número semelhante ao das edições passadas. “ Muitas dessas práticas adotadas pelos campeões do CESB, além do próprio aumento de produtividade, possuem custos/benefícios interessantes e serão estratégicos para as lavouras se tornarem cada mais eficientes e contribuir na sustentabilidade do negócio agrícola.”, afirma o coordenador técnico do CESB, Henry Sako.

Além do campeão nacional, com a maior produtividade de soja do Brasil, no dia 29 de junho serão conhecidos os campeões das categorias Soja Irrigada Nacional e Não-Irrigada por região.

Sobre o CESB

O CESB é uma entidade sem fins lucrativos, formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas, que se uniram para trabalhar estratégicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras e vivências, em prol da sojicultura brasileira. O CESB é qualificado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), nos termos da Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999, conforme decisão proferida pelo Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 04 de dezembro de 2009.

Atualmente, o CESB é composto por 19 Membros e 16 entidades patrocinadoras: Syngenta, BASF, Bayer, Jacto, Mosaic, TMG, Stoller, Monsanto, Sementes Adriana, Agrichem, UPL do Brasil, Aprosoja MT, Produquímica, Instituto Phytus, DuPont e Timac Agro.

Diego Silva – Assessoria de Imprensa

Pequenos produtores de leite de MS deverão ter acesso a melhoramento genético

Pequenos produtores de leite de MS deverão ter acesso a melhoramento genético

Campo Grande (MS) – Consciente de que para incentivar a cadeia produtiva do leite é preciso inovar em tecnologias de melhoria genética e alimentação que atendam o rebanho da pequena, média e grande propriedade, o governo do Estado por intermédio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) está desenvolvendo um programa de inseminação artificial de embriões bovinos de alto potencial produtivo a partir de suas matrizes (óvulos e sêmens).

O anúncio foi feito durante a solenidade do “Leite da Manhã”, no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que reuniu diversas autoridades dos poderes Executivo e Legislativo Estadual, governador Reinaldo Azambuja, deputados estaduais e federais, entre outras lideranças.

_AMS7559O objetivo primário do projeto de melhoria genética do gado leiteiro é aumentar a eficiência de produção e qualidade láctea. O diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini, afirma que apesar da agricultura familiar necessitar de incentivos, alguns produtores de leite apresentam ordenha acima da média estadual. “Dados do IBGE constam que o Estado tem uma média de ordenha por vaca de 3 litros/dia. Mas através dos nossos profissionais, a Agraer tem conhecimento de que há municípios que registram 7 litros de leite por vaca. O projeto vem para melhorar estes números”, afirmou.

Felini informou que o projeto, ainda em fase de elaboração, consistirá em inseminar 5 mil vacas/ano, com o propósito de aperfeiçoar em quatros anos as características genéticas de boa parte dos animais alocados nas pequenas propriedades rurais que usam os serviços estaduais de Ater – Assistência Técnica e Extensão Rural. “Trata-se de um projeto que terá uma atenção à cadeia produtiva do leite, em especial o pequeno produtor. Queremos recuperar a qualidade do rebanho e ainda minimizar a quantidade dos chamados ‘tiradores de leite’, para que todo pequeno produtor tenha um ordenhamento considerável”, ressaltou.

Atualmente, Mato Grosso do Sul caiu três casas no ranking brasileiro de produção leiteira, saindo da 12º para a 15º posição. “Essa margem de insegurança mostra a situação do Estado em declínio na produção. Entre 2005 e 2015 o Brasil aumentou a captação de leite em torno de 40.7%, enquanto, o Mato Grosso do Sul diminui 20.7%. Nós baixamos de quase 240 milhões de litros/ano para captarmos algo em torno de 190 milhões. Então, nós estamos diminuindo a nossa produção, enquanto, o resto do País cresce”, alertou o coordenador da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite, Rodney Guadagnin ao fazer uma análise panorâmica do setor.

Atentos ao percentual e confiante na vivência de sua equipe técnica, a Agraer por deliberação do governo do Estado vem tomando medidas que fortifiquem as pequenas propriedades da porteira para dentro. “O governador Reinaldo Azambuja nos deu carta branca para formar na Agraer um time de profissionais capacitados apenas para cuidar da cadeia produtiva do leite. Estamos com 40 técnicos responsáveis por atenderem este setor em especifico. Com isso a nossa meta é atingir uma melhoria de 20% na produtividade. Nos últimos anos, outros estados foram mais competitivos. Entendemos que é preciso reverter isso”, disse Felini.

_AMS7704Reversão que vem sendo gerada a partir das politicas públicas de desenvolvimento rural. “Nós devemos olhar para o produtor tecnificado, sim. Mas, também, devemos dar uma atenção ao pequeno produtor. Devemos investir em um banco de touro e de embriões”, afirmou o governador que, ainda, aproveitou o momento para destacar outras ações paralelas a melhoria genética. “Não adianta ter um gado geneticamente forte, se para ele não há  oferta de uma boa alimentação. É aí que entramos com outros programas como o ‘Terra Boa’, que visa a melhoria de pastagem, terra degradada”.

Melhoramento genético, recuperação de solo improdutivo e alimentação balanceada seria, então, o tripé básico para o progresso da produção de leite no Estado . No cocho dos animais, por exemplo, o uso de silagem é um detalhe que faz a diferença na balança produtiva, conforme avaliação do dirigente da Agraer. “Substituir a braquiária por uma gramínea de qualidade superior é importante. A Agraer, nas visitas de campo ou capacitações, orienta o produtor a trocá-la por outras forrageiras que apresentam um melhor nível proteico, algumas chegam 17% a mais. São iniciativas assim que ajudam na produção e podem tornar o Mato Grosso do Sul mais competitivo frente a estados como Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul”, avaliou Felini.

E no que tange a agricultura familiar, a competitividade no leite não tardará a chegar graças ao contínuo diálogo do governo do Estado com a Agraer.  “Nossa preocupação junto da Agraer é quanto à qualidade do leite e a qualificação dos pequenos produtores seja na lida dos animais como na ordenha e armazenamento do leite. O leite tem de chegar com a qualidade necessária nos laticínios para ser processado”, enfatizou Azambuja.

Leite da Manhã

O Leite da Manhã faz parte da programação alusiva ao Dia Mundial do Leite, celebrado hoje, 1º de Junho. A data foi criada em 2.001 pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.

Por esta razão, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul instituiu a “Semana Sul-Mato-Grossense do Leite”, com o intuito de divulgar a importância do leite no cenário econômico e social, e, também, estimular o consumo de produtos lácteos.

Na edição deste ano, foram incluídas diversas ações na programação como a Corrida do Leite, promovida no domingo (29), o seminário “ A Cadeia Produtiva do Leite”, que será realizado amanhã (2) e o “19º Encontro Técnico do Leite”, agendado para a sexta-feira (3), no Sindicato Rural de Campo Grande.  No dia 5, as atividades alusivas a Semana do Leite serão encerradas oficialmente.

A Semana do Leite foi estabelecida em 2010, por meio de uma lei de autoria do deputado estadual Junior Mochi (PMDB), atual presidente da Casa de Leis do Estado.

Em reconhecimento a dedicação e a promoção de ações para o fortalecimento da classe produtora e o desenvolvimento econômico da pecuária leiteira no Estado, a Assembleia Legislativa concedeu o Diploma de Mérito a cinco personalidades. São elas: Antônio de Souza Salgueiro, Edgar Rodrigues Pereira, Pedro Guerbas, Guido José dos Reis (in memorian) e Wilson Igi.  Ao final do evento, foi feito o tradicional brinde “leite do amanhã” com as autoridades presentes.

Aline Lira – Assessoria de Comunicação Agraer/ Fotos: Dunga

Campus Jardim do IFMS abre Semana do Meio Ambiente 2016

Campus Jardim do IFMS abre Semana do Meio Ambiente 2016

aaO Campus Jardim do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) abre a Semana do Meio Ambiente 2016 nesta terça-feira, 31. O evento será realizado pela instituição em nove municípios até sábado, 4, com parte da programação aberta ao público externo.
A cerimônia de abertura da Semana em Jardim será às 19h, no Centro de Convenções Oswaldo Monteiro, com uma palestra sobre reciclagem e empreendedorismo ministrada por Marcos Vinícius Oliveira, consultor nessa área.
No dia 1º, estudantes dos cursos técnicos integrados em Edificações e Informática farão uma visita técnica à Estação de Tratamento de Efluentes do município vizinho, Bonito. No dia seguinte, será feito o plantio de mudas de Ipê na sede definitiva do Campus Jardim, que está sendo construída na BR-060, Fazendo Jardim de São Francisco.
O evento será encerrado com a palestra “Bacia Hidrográfica do Rio Miranda, Comissões e Ações Ambientais”, com os professores da UEMS, Sidney Kuerten e Vera Lúcia Freitas Marinho, além de representantes da Polícia Militar Ambiental e da Promotoria do Meio Ambiente. Será no dia 2, às 19h30, também no Centro de Convenções.
Semana do Meio Ambiente – Com o tema “IFMS e Comunidade: desafios e práticas para proteção ambiental”, o evento é uma alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
Até sábado, 4, a Semana será realizada pelo IFMS também em Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.
A programação completa, por campus, está disponível na página da Semana: www.ifms.edu.br/meioambiente.
Em Naviraí, o evento será entre 13 e 18 de junho, por conta da suspensão das atividades de ensino no município como forma de prevenção à gripe H1N1.
A Semana é coordenada pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), que este ano lançou edital de apoio financeiro à realização das atividades nos campi.
Assessoria de Comunicação Social do IFMS
Circuito Pecuário: Preço, receita das exportações e abates recuam em 2016

Circuito Pecuário: Preço, receita das exportações e abates recuam em 2016

Ao longo deste ano, considerando o primeiro quadrimestre, a receita das exportações de carne bovina, o rebanho e os abates bovinos caíram em Mato Grosso do Sul em comparação ao mesmo período do ano passado. As informações são do Departamento de Economia do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS e mostram o atual cenário da pecuária sul-mato-grossense.

Diante da relevância deste segmento para o atual patamar econômico do Estado, o Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS realizará o Circuito Pecuário – Sistema Famasul, no dia 1º de junho, em Nova Andradina, a partir das 18h30, na Tartesal do Parque de Exposição Henrique Martins. O tema desta edição é ‘Criando oportunidades, construindo soluções’.

Segundo as informações do Sistema Famasul, entre janeiro e abril de 2016, o preço do boi gordo atingiu média de R$ 137,26 a arroba, com queda de aproximadamente 1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média ficou em R$ 138,64 a arroba.

As vendas internacionais do segmento acumularam, no período analisado, uma receita de US$ 141,5 milhões, com queda de 0,27% em comparação a 2015, quando o faturamento atingiu US 141,9 milhões. Enquanto isso, o abate bovino reduziu 5,8%, totalizando 1,09 milhão de cabeças.

A gestora do Departamento de Economia do Sistema Famasul, Adriana Mascarenhas, explica os motivos desta queda. “Em relação ao abate, é uma tendência registrada nos últimos anos de retenção de bovinos no pasto, já sobre os preços o que verificamos é uma demanda retraída no mercado interno graças à atual situação econômica. A receita das vendas externas caiu e a explicação está mais relacionada à pequena desvalorização do nosso produto no mercado internacional”, reforça.

Durante o Circuito Pecuário – Sistema Famasul, o especialista em comunicação, Jose Luiz Tejon Megido, ministrará a palestra ‘Quem vai ao futuro e quem fica no presente? Os desafios dos produtores rurais’. A abertura do evento ficará por conta do anfitrião, o presidente do Sindicato Rural de Nova Andradina, Hemerson Israel dos Santos e do presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito.

 

Sobre o evento – Nova Andradina será sede do  Circuito Pecuário Famasul, promovido pelo Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS,  pelo Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e pelo Sindicato Rural do município, além do apoio de várias instituições públicas e privadas. Com o tema ‘Criando oportunidades, construindo soluções’, o evento acontecerá no dia 1º de junho, na tatersal do Parque de Exposições Henrique Martins.

Sobre o Sistema Famasul – O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.

O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.

Dia do Trabalhador Rural: Setor produtivo alavanca 3% número de contratações em MS

Dia do Trabalhador Rural: Setor produtivo alavanca 3% número de contratações em MS

Quem busca emprego sabe como está difícil entrar no mercado de trabalho. A notícia boa no Dia do Trabalhador Rural é que Mato Grosso do Sul tem registrado saldo positivo na movimentação das contratações em relação ao agronegócio. Contrariando setores como a indústria e a construção civil, o número de efetivados cresceu 3,1%, de março de 2015/2016. Este cenário consta no último balanço divulgado pelo Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, mostra a evolução do número de vagas. Em 12 meses, foram mais de 37 mil postos de emprego preenchidos.

O terceiro setor que mais contratou é também o único que obteve variação positiva – número de contratados e de desligados. Mais de duas mil pessoas permaneceram trabalhando mesmo após a sazonalidade da agricultura por exemplo, que tem altas na fase de colheita da safra 2016/2017 e de colheita da temporada atual 2015/2016. “Contrariando a teoria de que máquina substitui o homem, a tecnificação das atividades de campo tem exigido cada vez mais a participação e o conhecimento do trabalhador rural, que precisa ser um especialista quando o assunto é tecnologia”, ressalta o presidente da Famasul, Mauricio Saito.

Para atender as necessidades do mercado de trabalho no segmento do agronegócio, o Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural oferece formação profissional e promoção social. No ano passado aproximadamente 40 mil pessoas receberam treinamento. Para 2016 a intenção é capacitar 50 mil pessoas.

“Há um cenário de crescimento, muita demanda de trabalho no campo e ausência de profissionais aptos para desempenhar funções específicas. Quem buscar qualificação terá espaço para se destacar”, analisou o diretor executivo do Sistema Famasul, Lucas Galvan.

Bruna Almeida Santos, do município de Deodápolis, é a comprovação de que o caminho para o emprego certo, seguro e promissor está na educação. Em menos de um ano, ela já incluiu ao currículo os cursos de Segurança de Trabalho, Relações Interpessoais, Primeiros Socorros, Informática e o mais recente de Motoniveladora. “Pretendo me formar em agronomia, fazer outros cursos do Senar/MS e trabalhar no meio rural. Quero estar preparada para quando a oportunidade aparecer”, explica.

Sobre o Sistema Famasul – O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.

O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.

Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul

Famílias priorizam o pagamento de dívidas e endividamento cai 169 pontos

Famílias priorizam o pagamento de dívidas e endividamento cai 169 pontos

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Famílias priorizam o pagamento de dívidas e endividamento cai 169 pontos

Índice de Negativação do Comércio, produzido pela ACICG, atingiu 30 pontos em abril, contra 199 no mesmo período de 2015

O boletim produzido pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) para estudar a inadimplência na cidade atestou, no mês de abril, a tendência de queda no Índice de Negativação do Comércio (INC), que vinha caindo desde o mês de fevereiro. O Índice de Recuperação do Crédito (IRC) também apresentou queda em relação a 2015, explicada pelo fato de as pessoas estarem consumindo e se endividando menos, requisitando assim menos crédito ao mercado.

Metodologia – Considerando que a sazonalidade é uma característica da atividade comercial, tanto o INC quanto o IRC foram desenvolvidos com base fixa definida pela média do desempenho do ano de 2014. Portanto, os valores acima de 100 pontos são os que ultrapassam a média obtida no ano de 2014, e os valores abaixo de 100 estão aquém da média.

INC – O Índice de Negativação do Comércio apurado pela ACICG (INC/ACICG) encerrou o mês abril em 30 pontos, exatamente o mesmo indicador de abril de 2014, e com decréscimo de 169 pontos em relação a abril de 2015. “Nota-se claramente uma trajetória de redução desse indicador, sobretudo a partir de fevereiro. Não há nenhuma dúvida em relação às causas desse movimento, pois com as incertezas derivadas do comportamento da economia, as famílias reduziram severamente o consumo e passaram a priorizar a regularização de seus compromissos, resultando em redução nas negativações registradas”, analisa o economista da ACICG, Normann Kallmus.

O economista diz que em 2015 os consumidores buscaram equilibrar seus orçamentos no decorrer do ano, diferentemente do que aconteceu no segundo semestre de 2014, início do período em que ficaram evidentes os sinais de queda do desempenho da economia brasileira. “Apesar do “soluço” registrado em janeiro de 2016, o INC dos meses seguintes parece indicar que esse comportamento irá se manter no ano em curso”, acredita.

IRC – Em abril, o Índice de Recuperação de Crédito foi de 71 pontos, contra 190 em abril de 2015 e 58 em 2014. “O que pode à primeira vista parecer preocupante, visto tratar-se de uma queda significativa em relação aos períodos anteriores, acaba sendo compensado pelo fato de que a atividade do comércio como um todo também apresentou queda, e a tendência de negativação está ainda mais reduzida. Trocando em miúdos, por estarem se endividando menos, as famílias estão buscando menos recuperação do crédito”, explica Kalmmus.

Segundo ele, embora seja decrescente, a situação ainda é preocupante uma vez que o estoque da dívida é considerável em função do comportamento anômalo do final de 2014. “Ainda que tanto o INC quanto o IRC estejam em queda, a negativação permanece bastante aquém da recuperação do crédito”, completa.

Pontos de atenção – O economista da ACICG alerta que empresário deve estar atento a alguns aspectos que podem se constituir em ameaças ou oportunidades aos negócios nas próximas semanas. Na esfera federal, o impeachment afastará as condições para discutir-se aumentos ou criação de novos tributos antes que sejam apresentados resultados da nova equipe econômica, como tem se confirmado nas entrevistas do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

A queda do Movimento do Comércio Varejista (MCV/ACICG) de abril, deverá garantir um Índice de Negativação do Comércio (INC) em níveis baixos em maio. “A volta do crescimento da inflação reportada no IPCA- 15 (IBGE) poderá, no entanto, pressionar negativamente os orçamentos familiares, comprometendo a capacidade de pagamento. No nível estadual a insistência do governo em justificar o aumento da carga tributária para viabilizar investimentos, continuará trazendo enorme custo para a economia local, o que pode ser claramente verificado a partir da constatação da redução do Movimento do Comércio Varejista de Pessoa Jurídica (MCV-PJ) já demonstrado”, finaliza Normann Kallmus.