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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 11 de Setembro de 2026
Receita libera nesta segunda-feira consultas ao segundo lote de restituição

Receita libera nesta segunda-feira consultas ao segundo lote de restituição

A Receita Federal libera a partir das 9h desta segunda-feira (9) as consultas ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2018.

De acordo com a Receita Federal, o lote também contém restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017.

Serão beneficiados neste segundo lote 3.360.917 contribuintes. As restituições serão depositadas em 16 de julho e totalizam R$ 5 bilhões.

Para saber se foi beneficiado neste lote, o contribuinte pode acessar o site da Receita, aqui, ou ligar para o 146.

G1

Inflação na Capital disparou em junho

Inflação na Capital disparou em junho

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) de junho, que representa a inflação da Capital, fechou o mês em 1,17%, de acordo com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. O indicador é superior à taxa de maio (0,21%) e é o maior da série histórica do Nepes já registrado para junho, desde o ano de 1996, quando foi de 1,57%.

Na avaliação do coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza, o mês de junho é, tradicionalmente, um período de inflações muito baixas, mas a greve dos caminhoneiros – que começou no final de maio – fez com que a inflação atingisse um alto patamar, afetando, principalmente, o grupo Alimentação, que fechou junho com uma alta de 3,22%, totalmente atípica para esse período.

“Já não se pode dizer que a inflação acumulada de Campo Grande fechará o ano de 2018 com índice abaixo dos 4,5%, considerado o centro da meta de inflação do Conselho Monetário Nacional (CMN), como era esperado antes da greve dos caminhoneiros. O país sofreu esse impacto da paralisação que, certamente, ainda terá reflexos na inflação dos próximos meses. Além disso, outro problema que pode transcorrer ao longo do ano e influenciar no aumento inflacionário, principalmente, relativo ao grupo de Alimentação, é que a safra agrícola de grãos do biênio 2017/2018 será 7% menor que a anterior, podendo atrapalhar a regulação dos preços de produtos alimentícios”, explica o pesquisador. O alto valor do dólar que, a longo prazo, pode causar inflação devido aos produtos importados como trigo, máquinas de alta precisão, eletroeletrônicos e gasolina, também são elencados por Celso Correia.

O resultado elevado em junho foi reflexo, também, da alta no grupo Habitação, que teve índice de 1,81% e peso de 0,58% para o cálculo do indicador mensal. “A energia elétrica, que teve a bandeira alterada para vermelha nível 2, e o gás de cozinha impactaram fortemente o grupo”, acrescentou Celso. Além da Alimentação, com índice de 3,22% e contribuição para o índice de inflação de 0,66%, a Educação, ficou com taxa de 0,50% e colaboração de 0,05% para a formação do índice e o grupo Saúde, com resultado de 0,47% e participação de 0,04% para a inflação do mês.

Os outros três grupos do IPC/CG apresentaram deflações e ajudaram a segurar que a elevação da inflação de junho fosse ainda maior. Foram eles: Transportes (-0,56%), Despesas Pessoais (-0,44%) e Vestuário (- 0,54%). “Fatores que poderão ajudar na redução da inflação este ano são, infelizmente, a continuidade do alto nível de desemprego no país, os altos juros praticados na economia, o alto nível de endividamento da população, fazendo com que haja queda de demanda, inclusive, em produtos de alimentação”, revela o professor da Uniderp.

No acumulado de 2018, ou seja, o total de seis meses, a inflação passou para 2,10%, um índice já muito próximo de 2,25%, que é a metade do centro da meta do CMN para o ano todo. “Não dá para afirmar que a inflação neste ano de 2018 ficará abaixo dessa meta de 4,5%, como aconteceu no ano passado, ano de 2017, em que a inflação anual foi de 2,60%”, complementa Celso. No acumulado dos 12 meses, a taxa ficou em 3,43%.

Maiores e menores contribuições

Os 10 “vilões” da inflação, em junho:

  • Gasolina, com inflação de 7,39% e contribuição de 0,31%;
    • Energia elétrica, com inflação de 4,39% e contribuição de 0,25%;
    • Gás em botijão, com inflação de 8,77% e participação de 0,22%;
    • Batata, com variação de 50,34% e colaboração de 0,13%;
    • Leite pasteurizado, com acréscimo de 9,34% e contribuição de 0,10%;
    • Pilha, com variação de 22,32% e colaboração de 0,05%;
    • Acém, com acréscimo de 5,92% e contribuição de 0,05%;
    • Papelaria, com reajuste de 4,85% e participação de 0,05%;
    • Costela, com elevação de 7,96% e colaboração de 0,04%.
    • Alcatra, com acréscimo de 3,29% e contribuição de 0,04%;

Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas foram:

  • Diesel, com deflação de – 9,54% e contribuição de – 0,35%;
    • Etanol, com redução de – 1,64% e colaboração de – 0,04%;
    • Cinema, com decréscimo de – 6,68% e contribuição de – 0,04%;
    • Calça comprida feminina, com baixa de – 3,84% e colaboração de – 0,02%;
    • Paleta, com queda de – 7,36% e participação de – 0,02%;
    • Bebidas não alcoólicas, com redução de – 2,06% e contribuição de – 0,02%;
    • Blusa, com decréscimo de – 2,02% e colaboração de – 0,02%;
    • Absorvente higiênico, com queda de – 7,60% e participação de – 0,02%;
    • Short e bermuda masculina, com diminuição de – 3,08% e participação de – 0,02%;
    • Sapato feminino, com baixa de – 3,45% e contribuição de – 0,02%.

Segmentos

O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice mensal, apresentou inflação expressiva: 1,81%, puxada pela elevação de preços do gás em botijão, devido à greve dos caminhoneiros, e da energia elétrica, devido a implantação de bandeira vermelha nível 2, por conta da entrada em operação de usinas termoelétricas que produzem energia elétrica a um custo mais elevado.

Pelo segundo mês consecutivo, o grupo Alimentação registrou alta e fechou com índice de 3,22%, um resultado completamente atípico para essa época do ano, na avaliação do professor Celso. “Essa fortíssima inflação foi devido à greve dos caminhoneiros, iniciada final do mês de maio, que provocou desabastecimento de produtos, provocando aumentos generalizados nos preços. É possível que nos próximos meses, com a normalização da distribuição de produtos de alimentação, os valores voltem aos patamares anteriores, pois, o nível de emprego no país tende a não crescer nesse curto período, os juros continuam altos, como também, o endividamento da população, que acabam afetando o consumo”, analisou.

Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram: batata (50,34%), mamão (29,39%), limão (28,40%), entre outros. Fortes quedas ocorreram com: cebola (-12,54%), presunto (-8,51%), milho para canjica (-7,75%), entre outros.

Dos quinze cortes de carnes bovina pesquisados pelo Nepes/Uniderp, onze aumentaram de valor. São eles: picanha (11%), coxão mole (9,51%), costela (7,96%), cupim (7,16%), acém (5,92%), filé mignon (5,43%), alcatra (3,29%), patinho (3,04%), músculo (2,33%), vísceras de boi (1,54%) e peito (0,38%). Quedas de preços ocorreram com paleta (-7,56%), lagarto (-5,67%), contrafilé (-2,50%) e fígado (-1,80%).

“A redução do valor da carne nos primeiros meses do ano de 2018 fez com que aumentasse a demanda pelo produto, provocando uma reação nos preços. Esse produto não foi muito afetado pela greve dos caminhoneiros, pois, sua produção é regional. Por outro lado, esse aumento pode estar acontecendo devido a escassez de boi gordo para abate com o início da entressafra desse produto”, considera o professor.

Quanto aos cortes de carne suína, todos os cortes tiveram quedas de preços, sendo a costeleta -3,61%, o pernil -2,55% e bisteca -2,35%. O frango resfriado teve aumento de preço de 2% e os miúdos de 5,96%.

O grupo Transportes apresentou deflação de -0,56%, resultado motivado, principalmente, pela queda de preço do diesel (-9,54%), concedida pelo governo após a greve dos caminhoneiros. Reduções de preços também ocorreram com passagens de ônibus intermunicipal (-1,84%) e etanol (-1,64%). Já os destaques de aumento foram com a gasolina (7,39%) e passagem de ônibus interestadual (2,61%).

A Educação fechou maio com índice de 0,50%, devido a aumentos de preços em artigos de papelaria (4,85%).

O grupo Despesas Pessoais fechou em -0,44%. Entre os itens com elevação estão: protetor solar (3,14%), creme dental (3,02%), sabonete (0,70%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com cinema (-7,60%), hidratante (-6,68%), papel higiênico (-2,48%), entre outros.

Já o grupo Saúde encerrou o mês com 0,47%, puxado por aumentos de produtos como o antigripal e antitussígeno (1,24%) e o anti-inflamatório e antirreumático (0,31%). Reduções foram identificadas com o curativo (-3,74%) e radiografia (-2,99%).

Finalizando o estudo, Vestuário foi outro grupo que ficou em baixa: – 0,54%. O resultado está ligado às liquidações de coleções no varejo de Campo Grande.

IPC/CG

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o IPC/CG via Nepes.

MEI tem até a próxima semana para fazer Declaração Anual

MEI tem até a próxima semana para fazer Declaração Anual

Microempreendedores Individuais (MEIs) têm até o dia 31 de maio para fazer a Declaração Anual (DASN-SIMEI) referente a 2017. Para estar em dia com suas obrigações legais, o empresário deverá informar os valores brutos faturados no ano passado. O processo é totalmente gratuito e obrigatório para qualquer MEI.

A Declaração Anual pode ser feita pela internet, no Portal do Empreendedor, mas o Sebrae oferece apoio a quem tem dificuldades em acessar o site. O empreendedor receberá orientações sobre os campos que devem ser preenchidos e as informações necessárias. Para receber o atendimento, é preciso levar ao Sebrae ou à Sala do Empreendedor do município o faturamento da empresa anotado, CNPJ e documentos pessoais (RG e CPF).

Quem não fizer a declaração fica sujeito a pagar multa de aproximadamente R$ 50 por ano não declarado e impossibilitado de participar de licitações. “Muitos MEIS correm o risco de ter o CNPJ cancelado porque não fizeram nenhuma declaração anual nos últimos dois anos. Esse é o momento para ficar em dia com as obrigações. O Sebrae vai realizar os atendimentos até o dia 30 de maio, aproveite e não deixe para alinhar a situação de última hora”, destaca Carlos Henrique de Oliveira, técnico do Sebrae/MS.

Se você, Microempreendedor Individual, tem dúvidas de como realizar a declaração online, acesse o Portal do Sebrae ou ligue no 0800 570 0800.

Novos valores

O faturamento anual máximo para se enquadrar como MEI foi alterado, por isso é preciso ficar atento. “O valor a ser declarado este ano deve estar dentro do teto de R$ 60 mil. Com a mudança, o montante passa a ser de R$ 81 mil, que será declarado apenas em 2019”, afirma Carlos.

O MEI é automaticamente enquadrado no Simples Nacional e está isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, paga apenas o valor fixo mensal de R$ 48,70 (comércio ou indústria), R$ 52,70 (prestação de serviços) ou R$ 53,70 (comércio/indústria e serviços) – destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS; montante atualizado anualmente, conforme o salário mínimo.

Além disso, quem deseja se tornar um microempreendedor individual não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular. Pode-se ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

Campo Grande registra segunda deflação do ano

Alimentação foi o principal grupo com queda acentuada, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp

Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) registrou nova deflação e ficou em -0,27%, segundo o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. No comparativo da série histórica dos meses de julho, é a menor taxa desde 2013, quando atingiu -0,35%. Em junho deste ano, a deflação ficou em -0,15%.

De acordo com o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, “o principal responsável pelo resultado do índice foi a Alimentação, que registrou fortíssimas quedas nos preços da carne bovina. Somente os grupos de Habitação e Transportes tiveram índices inflacionários positivos”.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses, na capital de Mato Grosso do Sul, é de 2,52%, índice abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. No período, o maior índice em relação aos grupos é do Vestuário, com 12,61%. Segundo o especialista, “está havendo uma recomposição de preços em relação ao ano passado”.

No acumulado de 2017, ou seja, em sete meses, a inflação registrada caiu de 1,29% para 1,01%, taxa ainda baixa quando comparada com anos anteriores. A maior inflação no período foi com Vestuário: 7,23%. Já o grupo Despesas Pessoais, se destaca pela inflação negativa de -2,74%, o que ajudou a conter a inflação em Campo Grande. “A Alimentação também está tendo uma grande contribuição neste ano para frear a inflação, com um índice acumulado de -2,57%”, esclarece Celso.

Maiores e menores contribuições

Os 10 “vilões” da inflação, em julho:

  • Gasolina, com inflação de 6,21% e contribuição de 0,20%;
  • Energia elétrica, com inflação de 4,06% e contribuição de 0,12%;
  • Diesel, inflação de 2,89% e participação de 0,08%;
  • Calça comprida masculina, com variação de 5,40% e colaboração de 0,06%;
  • Refrigerador, com acréscimo de 4,07% e contribuição de 0,05%;
  • Calça comprida feminina, com aumento de 2,66% e participação de 0,03%;
  • Televisor, com variação de 2,91% e colaboração de 0,03%;
  • Fogão, com acréscimo de 7,32% e contribuição de 0,02%;
  • Tênis com reajuste de 1,76% e participação de 0,02%;
  • Laranja pera, com elevação de 7,13% e colaboração de 0,01%.

Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas:

  • Batata, com deflação de -41,51% e contribuição de -0,17%;
  • Pescado fresco, com redução de -16,59% e colaboração de -0,12%;
  • Contrafilé, com diminuição de -13,41% e participação de -0,09%;
  • Blusa, com decréscimo de -4,25% e contribuição de -0,05%;
  • Sabão em pó, com baixa de -3,20% e colaboração de -0,04%;
  • Alcatra, com diminuição de -3,24% e participação de -0,04%;
  • Acém, com redução de -4,56% e contribuição de -0,04%;
  • Alho, com decréscimo de -32,59%e colaboração de -0,04%;
  • Ovos, com queda de -13,35% e participação de -0,04%;
  • Feijão, com baixa de -7,01% e contribuição de -0,03%.

Segmentos

O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice mensal, apresentou alta de 1,65%, motivado, principalmente, pelos aumentos nas contas de energia elétrica, com a mudança da bandeira tarifária para amarela e, também, em alguns eletrodomésticos, puxando a inflação para cima.

Repetindo o comportamento de maio e junho, o grupo Alimentação apresentou queda e fechou julho com -3,49%. As maiores altas de preços ocorreram com: limão (43,45%), pepino (11,49%), pimentão (7,95%), entre outros. Fortes quedas de preços foram registradas com: batata (-41,51%), alho (-32,59%), cenoura (-21,49%), entre outros produtos.

O coordenador do Nepes esclarece que este grupo é o melhor termômetro para o comportamento da inflação ao longo do ano, pois tem a segunda ponderação na formação do índice inflacionário. “Com a melhora do clima no país, vários dos produtos de alimentação têm diminuído de preços, principalmente, os hortifrútis. Se a tendência continuar, certamente a inflação ficará em torno, ou mesmo, abaixo da meta do CMN para o ano de 2017, de 4,5%”, expõe Celso Correia.

Queda de preços também foi constata com a carne vermelha bovina. Treze, dos 15 cortes pesquisados pelo Nepes da Uniderp apresentaram reduções. São eles: contrafilé (-13,41%), coxão mole (-9,24%), lagarto (-6,44%), acém (-4,56%), fígado (-3,54%), costela (-3,43%), alcatra (-3,24%), peito (-2,75%), músculo (-2,09%), patinho (-1,48%), picanha (-1,30%), cupim (-1,26%) e vísceras de boi (-0,55%). Filé mignon e paleta subiram 3,30% e 1,01%, respectivamente.

“O cenário de quedas expressivas foi motivado pelo baixo consumo de carne em nossa cidade e às dificuldades em exportar o produto devido aos problemas sanitários e com frigoríficos de maiores portes do MS, que não vêm abatendo regularmente. O início da entressafra e a redução de pastagem também fizeram com que a oferta de bois aos frigoríficos aumentasse o que, consequentemente, impactou para a baixa do boi gordo pago ao pecuarista, refletindo também no varejo”, explica o professor.

Quanto aos cortes de carne suína, todos os tipos pesquisados baixaram de preços: costeleta caiu -9,01%, bisteca -2,82% e pernil -0,96%. A carne de frango congelada também teve queda de -1%, bem como os miúdos de frango, -0,78%.

Diferente da Alimentação, o grupo Transportes apresentou uma forte inflação em seu índice: 1,74%, devido a aumentos nos preços dos combustíveis, com os aumentos das alíquotas dos impostos Pis e Cofins, que resultaram na elevação média de gasolina em 6,21% e do óleo diesel em 2,89%.

O grupo Educação também apresentou alta e fechou julho com índice moderado de 0,05%, devido a pequenos aumentos nos preços de produtos de papelaria.

O grupo Despesas Pessoais foi outro grupo com queda: -0,19%. Alguns produtos/serviços que tiveram aumentos de preços foram: absorvente higiênico (1,45%), protetor solar (0,96%), produto para limpeza de pele (0,72%), entre outros. Já as principais reduções ocorreram com fio dental (-2,60%), sabonete (-2,12%) e hidratante (-2,04%). O grupo Saúde seguiu a mesma tendência e ficou em -0,20%, devido a promoções oferecidas ao consumidor pelas farmácias, como anti-infeccioso e antibiótico (-1,58%) e vitamina e fortificante (-1,39%).

Completando o estudo, Vestuário encerrou o mês com primeira deflação desse grupo: -0,84%, que vinha aumentando de preços no sentido de recompor as quedas que aconteceram no ano de 2016. Os maiores aumentos de preços foram registrados com a calça comprida masculina (5,40%), sandália/chinelo feminino (3,98%), e sandália/chinelo masculino (2,67%). Quedas de valor ocorreram com: camisa masculina (-5,14%), sapato masculino (-4,90%), short e bermuda masculina (-4,36%), entre outros.

IPC/CG

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o IPC/CG via Nepes.

Semana de comemorações para agricultura familiar

Semana de comemorações para agricultura familiar

chamada-_capa_materiaA Lei que instituiu a agricultura familiar no Brasil (Lei nº 11.326/2006) completa 11 anos nesta segunda-feira (24). Além dessa comemoração, a semana é marcada por outras datas importantes para os agricultores familiares do país. Por isso, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) traz uma série de matérias em homenagem aos nossos produtores rurais. Para começar, vamos celebrar o Dia do Suinocultor, também comemorado em 24 de julho. Essa é uma atividade que faz parte da vida de milhares de famílias no campo. É com a suinocultura, então, que a Sead dá o ponta a pé inicial à série de reportagens, que será publicada no nosso site até o dia 28 de julho, Dia do Agricultor.

A diversidade é uma das características da agricultura familiar. Nas produções familiares, encontramos o cultivo de diversos produtos, entre eles, a carne suína. A atividade é digna de comemoração, pois já coloca o Brasil como o quarto maior produtor de carne suína do mundo. Os dados são do anuário brasileiro da agricultura familiar 2016, que ainda mostra que o Brasil é o terceiro país com o maior potencial de crescimento na produção de carnes nos próximos anos. Do que depender da agricultura familiar brasileira, o país só tem a subir nesse ranking. Segundo o último Censo Agropecuário, a agricultura familiar é responsável por cerca de 59% do plantel de suínos nacionais.

A atividade faz parte da vida de muitas famílias brasileiras, como a família de Joézio Rezende, do município de Patu, no Rio Grande do Norte. Joézio trabalha com a suinocultura há 15 anos e não está sozinho nessa. Tudo começou com o incentivo do pai, que iniciou sua criação com 8 cabeças. Do pai, Joézio ganhou um bicho para começar sua produção. Hoje, os dois juntos, já possuem mais 40 cabeças. “Para mim trabalhar com porco é muito bom. O preço aqui está bom. Não sou rico, mas graças a Deus conquistei minhas coisas com o meu suor”, ressalta.

De trabalhar Joézio afirma que a família jamais correu. Acordar cedo para colocar comida para os bichos já faz parte da rotina. A suinocultura virou de fato um negócio de família. Além dele e do pai, os irmãos e os primos também decidiram apostar na criação de suínos para garantir a renda da família, tanto que os bichos são criados na propriedade do primo, que usou recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para comprar 11 porcos de raça. A novidade se espalhou e a família já é procurada pelos vizinhos. “Tem muita gente vindo para reproduzir os bichos e a gente deixa, não cobramos, apenas a alimentação”, conta o agricultor. Leia mais sobre o Pronaf aqui.

Joézio garante que os porcos da família já têm fama de bons na região. Os suínos são vendidos para marchantes do estado. “Os marchantes não vêm nem olhar os bichos mais porque já sabem que são bons”, garante. Joézio afirma ainda que está vendendo seus animais por um bom preço.

A experiência de Joézio como suinocultor tem sido compartilhada com outros agricultores da região. Hoje, técnico agrícola, Joézio atua como extensionista bolsista no Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater-RN) e compartilha todo o seu conhecimento com outros produtores, sem deixar sua produção de lado.

O produtor ressalta que é filho de agricultor, que sempre viveu nesse ramo e tem amor pelo que faz e sabe da importância da atividade dele e da família “A agricultura está crescendo e a produção dos agricultores faz o PIB crescer também. Lutamos dia a dia com a seca, suamos trabalhando, mas é uma atividade que dá gosto. Gosto muito disso. A agricultura é o que dá sustentabilidade a nós todos”, destaca.

Semana do agricultor

A agricultura familiar é um importante segmento para o desenvolvimento do Brasil. São aproximadamente 4,4 milhões de famílias agricultoras, o que representa 84% dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os números traduzem a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento do país. Nessa direção, a Sead disponibilizou R$30 bilhões para serem investidos na safra 2017/2018, como prevê o Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2020, lançado em maio deste ano. Acesse a cartilha do Plano Safra aqui.

Para Everton Ferreira, subsecretário da Agricultura Familiar da Sead, ao investir na agricultura familiar se está investindo em mais alimentação e em preços melhores. “A agricultura familiar é um importante elemento na distribuição de renda, no crescimento social, no combate à pobreza e na sustentabilidade no campo”, ressalta Everton.

Os agricultores familiares representam o Brasil que dá certo. Eles fazem a comida chegar até a mesa de cada brasileiro; produzindo mais 50% dos produtos da cesta básica; não faltam com seus compromissos e provam isso com uma taxa de inadimplência no Pronaf que não passa de 1%; sabem gerenciar seus empreendimentos, comercializar, obter renda.

São os agricultores familiares os representantes do Brasil nas maiores feiras de orgânicos do mundo. Levam o nome do país em produtos com qualidade orgânica e desenvolvimento sustentável para eventos como a Biofach, realizada na Alemanha, a Bio Brazil Fair, realizada no Brasil, a Saitex, na África do Sul e a Expoalimentaria, no Peru.

Saiba mais sobre a participação da agricultura familiar nas feiras internacionais neste link.

Exportação de industrializados de MS tem alta de 6% e chega a US$ 1,14 bilhão no ano

Exportação de industrializados de MS tem alta de 6% e chega a US$ 1,14 bilhão no ano

????????????????????????????????????Campo Grande (MS) – A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul registrou alta de 6% no período de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, aumentando de US$ 1,08 bilhão para US$ 1,14 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Já na comparação de maio de 2017 com maio de 2016 o crescimento é de 19%, saltando de US$ 181,4 milhões para US$ 216,5 milhões.

Quanto ao volume exportado, na comparação dos cinco primeiros meses deste ano com os cinco primeiros meses do ano passado, há uma redução 9%, diminuindo de 3,66 milhões de toneladas para 3,33 milhões de toneladas. Já em relação à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 56% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 58%.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, é sempre muito positivo anunciar o avanço dos dados positivos do setor industrial sul-mato-grossense. “Entendo que é o início da recuperação, com aumento da contratação de mão de obra e outros indicadores extremamente favoráveis. Essa alta de 6% no ano também é um percentual bastante significativo nas exportações de produtos industrializados do nosso Estado, um crescimento considerável em relação ao ano passado e, por isso, temos que comemorar. O Brasil precisa superar essa fase e avançar economicamente”, analisou.

Desempenho

Já o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, destaca que, de janeiro a maio, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais” e “Couros e Peles”, que, somados, representaram 96,8% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.

O grupo “Celulose e Papel” somou US$ 411,9 milhões, apontando queda de 6% sobre igual período de 2016, quando as vendas atingiram US$ 438 milhões. A redução observada se deu principalmente pela diminuição nas compras em importantes mercados para a celulose de Mato Grosso do Sul, com destaque para a China, Itália e Espanha, e em razão da redução do preço médio da tonelada da celulose, que passou de US$ 421,08 em 2016 para US$ 407,36 em 2017.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 372,8 milhões, um aumento de 16% sobre igual período de 2016, quando o total ficou em US$ 322,3 milhões. O crescimento observado se deu principalmente pelo aumento de 13% no preço médio da tonelada das carnes exportadas pelo grupo, que passou de US$ 2.440,83 em 2016 para US$ 2.762,78 no mesmo período de 2017.

Outros grupos

 No grupo “Açúcar e Etanol”, a receita de exportação de janeiro a maio de 2017 alcançou o equivalente a US$ 173,6 milhões, aumento de 84% sobre igual período do ano passado quando a receita foi de US$ 94,6 milhões. Resultado influenciado principalmente pelo aumento das compras realizadas por Malásia, Estônia, Bangladesh, Iraque, Egito e Geórgia, que somados apresentaram incremento de US$ 90,1 milhões, e pela elevação do preço médio da tonelada do açúcar de cana, único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano.

 O grupo “Extrativo Mineral” está com receita de exportação acumulada em US$ 72,3 milhões, indicando aumento de 36% sobre o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 53,1 milhões. O resultado se deu pela alta de 156% no preço médio da tonelada do minério de manganês, que em 2017 está em US$ 155,89 contra US$ 60,84 em 2016.

Em relação ao grupo “Óleos Vegetais”, o período de janeiro a maio de 2017 fechou com receita equivalente a US$ 39,5 milhões, indicando queda de 55% sobre o mesmo intervalo de 2016, quando as vendas foram de US$ 87,7 milhões, tendo a Tailândia como principal responsável pela redução observada com uma retração nas compras equivalente US$ 39,0 milhões. Já no grupo “Couros e Peles” a receita de exportação de janeiro a maio de 2017 totalizou o equivalente a US$ 37 milhões, tendo redução de 28% sobre igual período de 2016, quando as vendas foram de US$ 51,7 milhões.

 Resultado influenciado pela diminuição das compras efetuadas pela China, Vietnã e Holanda, que somados apresentaram redução de 3,5 mil toneladas ou 72% de toda retração ocorrida no volume de venda, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Encerrando, o grupo “Siderurgia e Metalurgia”, que fechou o período de janeiro a maio de 2017 com receita equivalente a US$ 14,7 milhões, indicando aumento de 226% na comparação com o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 4,5 milhões, graças, principalmente, pela elevação das compras feitas pela Argentina.