ago 21, 2018 | Economia

Simpósio traz palestra sobre alta produtividade da soja
O 16º Simpósio da Soja ocorre dia 29 de agosto em Naviraí e é promovido pela Copasul. Todos os anos uma vasta programação é oferecida com diversas palestras sobre o assunto, nesta edição, além da palestra “Cenário Político Atual e o Agronegócio”, com o renomado jornalista Willian Waack, acontecerá a “Caminhos para soja de alta produtividade” com o Eng. Agrônomo Henry Sako da DK Consultoria.
Ele explica que cada solo tem uma característica e seu próprio desafio. “O manejo do solo precisa ter uma visão mais ampla e não analisar somente os primeiros 20 centímetros. Uma raiz de soja pode chegar a 2 ou 3 metros, analisar maiores profundidades é primordial para desenvolver um trabalho de correção de solo”, explica o agrônomo.
Segundo ele, a agricultura está sempre em evolução e é preciso praticar de forma consciente. “O preparo profundo do solo está dentre as técnicas mais eficientes em combate a erosão, além de importe ferramenta para armazenar a água no solo, o que torna o sistema altamente sustentável ecologicamente, financeiramente e socialmente”, afirma Sako.
Esse conceito já está sendo aplicado na Copasul através do Projeto Construindo Solos, que é um dos benefícios do Programa Fidelidade. O Programa oferece, além de consultoria, softwares de inteligencia agronômica, que facilitam a tomada de decisões e o planejamento do agricultor, em questões, como por exemplo, o enraizamento da planta, ambientes mais produtivos, escalonamento de plantio, e outros itens que contribuem para o aumento da produtividade e rentabilidade.
As inscrições para o Simpósio são limitadas e no dia os participantes devem contribuir com um quilo de alimento não perecível, que será encaminhado para instituições locais. Para participar, acesse o site www.copasul.coop.br e inscreva-se. Confira a programação completa:
Programação – 16º Simpósio da Soja
7h – Inscrições
8h – Caminhos para soja de alta produtividade – Eng. Agrônomo Henry Sako – DK Consultoria – Piracicaba – SP
9h30 – Intervalo
10h – Previsões Climáticas para a safra 2018/2019 – Marco Antônio dos Santos – Agrometeorologista – Rural Clima – Valinhos/ SP
11h – almoço
13h – Sistemas sustentáveis de produção de soja no Brasil e mitigadores de gases e efeito estufa – João Carlos de Moraes Sá – Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR
14h30 – Soja tolerante a percevejos sugadores de semente: Uma nova ferramenta para agricultores no manejo integrado de pragas – Clara Beatriz Hoffmann Campo – Embrapa Soja – Londrina PR
15h30 – Intervalo
16h – Agronegócio, Cenário Econômico e Político: Onde estamos e para onde vamos? – William Waack – Agronegócio – São Paulo/SP
17h30 – Encerramento
ago 20, 2018 | Economia

Governo de MS tem quatro concursos com 2,3 mil vagas para 2018
Além de promover a valorização de servidores ativos, a gestão do governador Reinaldo Azambuja, candidato à reeleição, já realizou concursos para Polícia Civil, Agepen e Uems
Novas oportunidades de trabalho com diversos níveis de escolaridade serão ofertadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul por meio de concursos públicos ainda em 2018. Para o segundo semestre deste ano estão autorizados quatro certames nas áreas de Educação, Segurança Pública, Infraestrutura e Saúde. Há previsão de abertura de 2.333 vagas.
Conforme o secretário de Administração e Desburocratização de MS, Édio Viegas, os editais serão publicados até o final do ano. Na área da Educação serão 1.500 oportunidades, sendo mil para professores e 500 para as carreiras administrativas. Quem tem interesse em atuar na Segurança Pública poderá concorrer a 228 vagas para Gestão de Medidas Socioeducativas – agentes de segurança e analistas, nas formações de Psicologia e Serviço Social; 120 vagas para Peritos – médicos legistas e papiloscopistas; e 220 para agentes de Polícia Científica.
Na área da Infraestrutura serão oferecidos 25 cargos para fiscais de obras públicas – formação em Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Engenharia Elétrica e Arquitetura. E na área da Saúde haverá 240 oportunidades para médicos, técnicos em enfermagem e fisioterapeutas.
Além de promover a valorização de servidores ativos, a gestão Reinaldo Azambuja a frente do Governo do Estado realizou diversos concursos públicos. Entre eles o da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), que já empossou 438 servidores e tem outros 500 em curso de formação; da Polícia Civil, que integrou 72 delegados e 180 agentes, entre investigadores e escrivães; da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, que está em andamento com 650 vagas; e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) – que já empossou 126 profissionais, entre técnicos e docentes.
ago 19, 2018 | Economia
A comercialização do milho safrinha de Mato Grosso do Sul está avançando junto com a colheita. Dados da Granos Corretora indicam que até o início da semana, 40% da produção estimada em 6,9 milhões de toneladas já havia sido comercializado, enquanto a colheita chega a 66,3% dos 1,7 milhões de hectares cultivados.
Os dados do Sistema de Informações Gráficas do Agronegócio (Siga MS), divulgados pela Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS), mostram que nos últimos dez dias foram colhidos mais de 215 hectares cultivados com o grão, mas o percentual continua atrasado em relação a safra passada, quando na mesma época de 2018 estava 12,9% a frente do status atual.

A região Norte do Estado é a mais avançada em relação a colheita, com média de 94% da área colhida. O centro do Estado está um pouco atrás, com 64,8% da área colhida. Já a região Sul do Estado colheu até agora apenas 56,8%.
Informações do Sistema Famasul mostram que a saca no milho está sendo comercializado a R$ 30,25 em Mato Grosso do Sul, o que representa alta de 85,4% em relação a agosto do ano passado. Apesar do avanço da colheita os preços se mantém em alta, reflexo da incerteza em relação a produtividade e a valorização no mercado internacional.
A Aprosoja/MS estima que a produção total do Estado some 6,9 milhões de hectares, com redução de 29,31% em relação à safra passada. A produtividade média deve permanecer em 68 sacas por hectare, com 1,7 milhões de hectares plantados.
jul 9, 2018 | Economia
O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) de junho, que representa a inflação da Capital, fechou o mês em 1,17%, de acordo com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. O indicador é superior à taxa de maio (0,21%) e é o maior da série histórica do Nepes já registrado para junho, desde o ano de 1996, quando foi de 1,57%.
Na avaliação do coordenador do Nepes/Uniderp, Celso Correia de Souza, o mês de junho é, tradicionalmente, um período de inflações muito baixas, mas a greve dos caminhoneiros – que começou no final de maio – fez com que a inflação atingisse um alto patamar, afetando, principalmente, o grupo Alimentação, que fechou junho com uma alta de 3,22%, totalmente atípica para esse período.
“Já não se pode dizer que a inflação acumulada de Campo Grande fechará o ano de 2018 com índice abaixo dos 4,5%, considerado o centro da meta de inflação do Conselho Monetário Nacional (CMN), como era esperado antes da greve dos caminhoneiros. O país sofreu esse impacto da paralisação que, certamente, ainda terá reflexos na inflação dos próximos meses. Além disso, outro problema que pode transcorrer ao longo do ano e influenciar no aumento inflacionário, principalmente, relativo ao grupo de Alimentação, é que a safra agrícola de grãos do biênio 2017/2018 será 7% menor que a anterior, podendo atrapalhar a regulação dos preços de produtos alimentícios”, explica o pesquisador. O alto valor do dólar que, a longo prazo, pode causar inflação devido aos produtos importados como trigo, máquinas de alta precisão, eletroeletrônicos e gasolina, também são elencados por Celso Correia.
O resultado elevado em junho foi reflexo, também, da alta no grupo Habitação, que teve índice de 1,81% e peso de 0,58% para o cálculo do indicador mensal. “A energia elétrica, que teve a bandeira alterada para vermelha nível 2, e o gás de cozinha impactaram fortemente o grupo”, acrescentou Celso. Além da Alimentação, com índice de 3,22% e contribuição para o índice de inflação de 0,66%, a Educação, ficou com taxa de 0,50% e colaboração de 0,05% para a formação do índice e o grupo Saúde, com resultado de 0,47% e participação de 0,04% para a inflação do mês.
Os outros três grupos do IPC/CG apresentaram deflações e ajudaram a segurar que a elevação da inflação de junho fosse ainda maior. Foram eles: Transportes (-0,56%), Despesas Pessoais (-0,44%) e Vestuário (- 0,54%). “Fatores que poderão ajudar na redução da inflação este ano são, infelizmente, a continuidade do alto nível de desemprego no país, os altos juros praticados na economia, o alto nível de endividamento da população, fazendo com que haja queda de demanda, inclusive, em produtos de alimentação”, revela o professor da Uniderp.
No acumulado de 2018, ou seja, o total de seis meses, a inflação passou para 2,10%, um índice já muito próximo de 2,25%, que é a metade do centro da meta do CMN para o ano todo. “Não dá para afirmar que a inflação neste ano de 2018 ficará abaixo dessa meta de 4,5%, como aconteceu no ano passado, ano de 2017, em que a inflação anual foi de 2,60%”, complementa Celso. No acumulado dos 12 meses, a taxa ficou em 3,43%.
Maiores e menores contribuições
Os 10 “vilões” da inflação, em junho:
- Gasolina, com inflação de 7,39% e contribuição de 0,31%;
• Energia elétrica, com inflação de 4,39% e contribuição de 0,25%;
• Gás em botijão, com inflação de 8,77% e participação de 0,22%;
• Batata, com variação de 50,34% e colaboração de 0,13%;
• Leite pasteurizado, com acréscimo de 9,34% e contribuição de 0,10%;
• Pilha, com variação de 22,32% e colaboração de 0,05%;
• Acém, com acréscimo de 5,92% e contribuição de 0,05%;
• Papelaria, com reajuste de 4,85% e participação de 0,05%;
• Costela, com elevação de 7,96% e colaboração de 0,04%.
• Alcatra, com acréscimo de 3,29% e contribuição de 0,04%;
Já os 10 itens que auxiliaram a reter a inflação, com contribuições negativas foram:
- Diesel, com deflação de – 9,54% e contribuição de – 0,35%;
• Etanol, com redução de – 1,64% e colaboração de – 0,04%;
• Cinema, com decréscimo de – 6,68% e contribuição de – 0,04%;
• Calça comprida feminina, com baixa de – 3,84% e colaboração de – 0,02%;
• Paleta, com queda de – 7,36% e participação de – 0,02%;
• Bebidas não alcoólicas, com redução de – 2,06% e contribuição de – 0,02%;
• Blusa, com decréscimo de – 2,02% e colaboração de – 0,02%;
• Absorvente higiênico, com queda de – 7,60% e participação de – 0,02%;
• Short e bermuda masculina, com diminuição de – 3,08% e participação de – 0,02%;
• Sapato feminino, com baixa de – 3,45% e contribuição de – 0,02%.
Segmentos
O grupo Habitação, que possui o maior peso de contribuição para o cálculo do índice mensal, apresentou inflação expressiva: 1,81%, puxada pela elevação de preços do gás em botijão, devido à greve dos caminhoneiros, e da energia elétrica, devido a implantação de bandeira vermelha nível 2, por conta da entrada em operação de usinas termoelétricas que produzem energia elétrica a um custo mais elevado.
Pelo segundo mês consecutivo, o grupo Alimentação registrou alta e fechou com índice de 3,22%, um resultado completamente atípico para essa época do ano, na avaliação do professor Celso. “Essa fortíssima inflação foi devido à greve dos caminhoneiros, iniciada final do mês de maio, que provocou desabastecimento de produtos, provocando aumentos generalizados nos preços. É possível que nos próximos meses, com a normalização da distribuição de produtos de alimentação, os valores voltem aos patamares anteriores, pois, o nível de emprego no país tende a não crescer nesse curto período, os juros continuam altos, como também, o endividamento da população, que acabam afetando o consumo”, analisou.
Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram: batata (50,34%), mamão (29,39%), limão (28,40%), entre outros. Fortes quedas ocorreram com: cebola (-12,54%), presunto (-8,51%), milho para canjica (-7,75%), entre outros.
Dos quinze cortes de carnes bovina pesquisados pelo Nepes/Uniderp, onze aumentaram de valor. São eles: picanha (11%), coxão mole (9,51%), costela (7,96%), cupim (7,16%), acém (5,92%), filé mignon (5,43%), alcatra (3,29%), patinho (3,04%), músculo (2,33%), vísceras de boi (1,54%) e peito (0,38%). Quedas de preços ocorreram com paleta (-7,56%), lagarto (-5,67%), contrafilé (-2,50%) e fígado (-1,80%).
“A redução do valor da carne nos primeiros meses do ano de 2018 fez com que aumentasse a demanda pelo produto, provocando uma reação nos preços. Esse produto não foi muito afetado pela greve dos caminhoneiros, pois, sua produção é regional. Por outro lado, esse aumento pode estar acontecendo devido a escassez de boi gordo para abate com o início da entressafra desse produto”, considera o professor.
Quanto aos cortes de carne suína, todos os cortes tiveram quedas de preços, sendo a costeleta -3,61%, o pernil -2,55% e bisteca -2,35%. O frango resfriado teve aumento de preço de 2% e os miúdos de 5,96%.
O grupo Transportes apresentou deflação de -0,56%, resultado motivado, principalmente, pela queda de preço do diesel (-9,54%), concedida pelo governo após a greve dos caminhoneiros. Reduções de preços também ocorreram com passagens de ônibus intermunicipal (-1,84%) e etanol (-1,64%). Já os destaques de aumento foram com a gasolina (7,39%) e passagem de ônibus interestadual (2,61%).
A Educação fechou maio com índice de 0,50%, devido a aumentos de preços em artigos de papelaria (4,85%).
O grupo Despesas Pessoais fechou em -0,44%. Entre os itens com elevação estão: protetor solar (3,14%), creme dental (3,02%), sabonete (0,70%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com cinema (-7,60%), hidratante (-6,68%), papel higiênico (-2,48%), entre outros.
Já o grupo Saúde encerrou o mês com 0,47%, puxado por aumentos de produtos como o antigripal e antitussígeno (1,24%) e o anti-inflamatório e antirreumático (0,31%). Reduções foram identificadas com o curativo (-3,74%) e radiografia (-2,99%).
Finalizando o estudo, Vestuário foi outro grupo que ficou em baixa: – 0,54%. O resultado está ligado às liquidações de coleções no varejo de Campo Grande.
IPC/CG
O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Uniderp divulga mensalmente o IPC/CG via Nepes.