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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 30 de Outubro de 2026
Trilha submersa: ações de conservação do solo melhoram a qualidade da água nos rios de Jardim e Bonito

Trilha submersa: ações de conservação do solo melhoram a qualidade da água nos rios de Jardim e Bonito

As ações de conservação do solo empreendidas pelo Governo do Estado, através da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), já mostram seus efeitos positivos para os rios da região de Jardim e Bonito. Mesmo após as fortes chuvas dos últimos dias as águas dos rios não se turvaram e reeditaram o fenômeno da “trilha submersa”, o que é uma demonstração clara do sucesso das medidas conservacionistas, afirmou o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

“O importante é que tivemos esse retorno, comprovando que as ações são acertadas e devem ser intensificadas para chegar a uma proteção adequada dos rios. O governador Eduardo Riedel já determinou que todas as medidas necessárias nesse sentido sejam tomadas, portanto vamos continuar com as práticas conservacionistas do Prosolo, vamos notificar os proprietários rurais para que se adequem às normas no sentido de aumentar a preservação, reverter e evitar a degradação e promover o equilíbrio ambiental, o que beneficia não só a biodiversidade, mas a economia da região como um todo que tem no ecoturismo a importante fonte de renda”, disse Verruck.

A trilha submersa pelas águas cristalinas do rio Olho D’Água, um tributário do rio da Prata, em Jardim, voltou a ocorrer na semana passada. Após acumulado de 220 milímetros de chuvas na região em apenas 7 horas, o nível do rio da Prata subiu, provocando o represamento natural das águas e a elevação do nível do rio Olho D’Água.

Com isso, as estruturas de madeira construídas sobre o leito natural do rio para passagem dos turistas foram encobertas pelas águas, produzindo a “trilha submersa”, um passeio inusitado que atesta o alto grau de proteção da natureza naquele ponto.

Em anos anteriores, devido ao turvamento das águas do rio provocado pelo acúmulo de sedimentos carregados pela chuva, a trilha submersa não era visível. “Esse fenômeno é possível graças à conservação da mata ciliar e ao fato de o atrativo estar inserido dentro de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), uma Unidade de Conservação que protege os ecossistemas locais”, pontuou o diretor do Grupo Rio da Prata, Eduardo Coelho.

Os efeitos positivos das ações conservacionistas também melhoraram a qualidade de outro importante curso d’água da região, o rio Formoso, em sua parte alta. “Comparado ao que era há três anos , tenho visto melhorias. A parte alta do Formoso sofre menos com as chuvas. Mas, principalmente na parte que recebe águas do Formosinho e do rio Anhumas, ainda vai precisar de mais cuidado”, afirma o produtor rural Lucas Alves, que também é sócio de um atrativo turístico em Bonito.

Prosolo

Construção de terraceamentos é prática mais usual para evitar formação de erosões

O Prosolo foi criado em 2021 e faz parte de um projeto maior do Governo do Estado que busca a geração de uma base metodológica para uma economia de baixo carbono em Mato Grosso do Sul, desenvolvendo e adaptando tecnologias para a redução e mitigação das emissões de gases de efeito estufa em vários setores da economia do Estado, e dessa forma contribuindo para atingir os objetivos do Programa Estadual de Mudanças Climáticas (Proclima) que é tornar Mato Grosso do Sul Carbono Neutro até 2030.

O Prosolo compreende o desenvolvimento de atividades de contenção de processos erosivos, como terraceamento, adequação de estradas vicinais e restauração da vegetação nativa visando conservar rios e nascentes.

Jaime Verruck cita várias ações diretas e em parceria com diferentes entidades realizadas pelo Prosolo nesse período, como a recuperação de mais de 600 quilômetros de estradas, principalmente por meio do aterramento em propriedades rurais; cerca de 1.200 quilômetros de terraceamento (curvas de nível) para evitar a formação de erosões e a compra e repasse aos municípios de 19 motoniveladoras para auxiliar na manutenção de estradas vicinais e na conservação do solo e da água em 19 municípios de Mato Grosso do Sul.

Especificamente para a região de Jardim, Bonito e Bodoquena, o Governo do Estado adquiriu e repassou uma Patrulha Ambiental para executar ações de conservação do solo.

“A Patrulha Ambiental é composta por 1 terraceador, 1 retroescavadeira, 1 motoniveladora, 1 trator agrícola, 1 caminhão basculante, 1 caminhão tipo melosa, 2 caminhões Truck basculante. Esses equipamentos foram adquiridos com recursos repassados pela Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste) e se destinam a executar ações para a implementação de sistemas de recuperação e conservação do solo e da água, através da integração entre as práticas de manejo em áreas de produção agropecuária, envolvendo atividades de prevenção e contenção de processos erosivos em áreas rurais e urbanas”, explicou o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta.

Na etapa de execução, foram realizadas visitas para avaliar se as metodologias implantadas eram as mesmas sugeridas nos projetos.

“Em alguns casos, foram realizadas sugestões por parte da equipe do Prosolo para melhor adequar os projetos às características do solo e ao sistema hídrico da microrregião específica onde a propriedade está localizada. As propriedades que realizaram atividades de revolvimento do solo ou obras precisaram elaborar e executar projetos de conservação de solo e água. Esses projetos passam por nova avaliação da equipe do Prosolo”, disse o engenheiro agrônomo Paulo Gimenes, responsável pela fiscalização das ações do Prosolo na região.

Além disso, uma das medidas mais importantes para recuperar e conservar o meio ambiente em Bonito e região foi a criação da Câmara Técnica de Conservação do Solo e da Água de Bonito, Jardim, Bodoquena e Miranda.

Esse colegiado delibera sobre todos os empreendimentos que pretendem se instalar na região e ajudam a definir as ações necessárias dentro da área afim. Só no ano passado, a Câmara Técnica analisou 112 projetos, ainda realizou cursos de capacitação técnica para gestores e operadores, entre outras atividades.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Fotos: Divulgação Rio da Prata e Semadesc

Vereador Xande solicita retorno dos plantões noturnos no Postão e nas UBS

Vereador Xande solicita retorno dos plantões noturnos no Postão e nas UBS

Durante a sessão ordinária realizada nesta segunda-feira, 22 de abril, o vereador Luís Alexandre Palmieri – Xande (União Brasil) fez um pedido verbal direcionado à Secretaria Municipal de Saúde, com cópia ao prefeito Gabriel Boccia, solicitando o retorno dos plantões noturnos no Postão e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Bela Vista.

Segundo o vereador, a medida visa melhorar o atendimento à população, especialmente durante os períodos noturnos, quando muitas pessoas têm dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Xande destacou a importância de garantir assistência médica de forma contínua e eficiente, principalmente em casos emergenciais.

“A saúde é prioridade e precisamos dar atenção a quem busca atendimento à noite. O retorno dos plantões noturnos vai beneficiar muitas famílias que dependem do sistema público”, afirmou o parlamentar durante a sessão.

Ademir Mendonça – Assessor de Imprensa

Geferson Vieira solicita retirada de animais soltos nas vias públicas

Geferson Vieira solicita retirada de animais soltos nas vias públicas

Durante a sessão ordinária desta segunda-feira, 22 de abril, o vereador Geferson Vieira (PSDB) fez um pedido verbal direcionado ao secretário municipal de Administração, solicitando providências quanto à presença de animais soltos nas vias públicas, especialmente na região do bairro Serradinho.

Segundo o parlamentar, a circulação de animais soltos nas ruas tem causado transtornos e riscos tanto para pedestres quanto para motoristas, representando um problema de segurança e saúde pública.

Geferson solicitou que a Administração disponibilize um funcionário responsável pela retirada desses animais, com o objetivo de manter a ordem e preservar o bem-estar da população.

O vereador reforçou seu compromisso com as demandas da comunidade e afirmou que continuará acompanhando o caso até que uma solução efetiva seja adotada pela Prefeitura.

Ademir Mendonça – Assessor de Imprensa

Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Bela Vista recebe veículos doados pela Receita Federal de Ponta Porã

Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Bela Vista recebe veículos doados pela Receita Federal de Ponta Porã

As mercadorias serão destinadas para fins de saúde.

Semana passada, dia (23\04\2025) a Receita Federal em Ponta Porã/MS doou diversos veículos apreendidos para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Bela Vista/MS. Os veículos (o equivalente a R$ 372.346,00) serão utilizados no apoio operacional e na melhoria do serviço fornecido à população, melhorando a qualidade e a saúde dos habitantes.

Foram doados três veículos e um caminhão. O SAAE é uma autarquia municipal que fornece serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, visando melhorar a qualidade de vida dos habitantes e atende uma população de 21.613 pessoas, incluindo áreas rurais e aldeias.

A entrega foi realizada pelo delegado José Ricardo Moreira, auditor-fiscal, ao Diretor da Autarquia Junio Barboza Lopes. A representante de cidadania fiscal Sandra Jaqueline Winckler, administrativa, participou da interlocução com o órgão, recebimento e triagem dos pedidos, bem como análise para eventuais priorizações.

Essa ação social também fortalece os vínculos da Receita Federal com o município, já que existe uma agência na cidade, jurisdicionada à Alfândega de Ponta Porã.

Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Bela Vista recebe veículos doados pela Receita Federal de Ponta Porã

Redação – Fronteira News – Com informações da Receita Federal

Muito além da segurança alimentar, programas promovem qualidade de vida e mobilidade social

Muito além da segurança alimentar, programas promovem qualidade de vida e mobilidade social

Dignidade. Palavra que resume bem o significado do programa Cuidar de Quem Cuida na vida da corumbaense Lidiane Rodrigues das Neves, de 47 anos. É que antes de receber o benefício, tendo que tomar conta em tempo integral da mãe acamada e sem ter como trabalhar, faltava dinheiro para comprar o básico, dormia no chão e a dificuldade estava presente até na hora de preparar os alimentos.

“Eu não tinha cama. Tinha um colchão e um fogão em que só funcionava uma boca”, conta Lidiane. A mãe dela, Aparecida Rodrigues Correa, tem 82 anos e depende de cuidados constantes.

Para garantir a melhoria da qualidade de vida das famílias vulnerabilizadas pela pobreza e pela exclusão social, reduzir as desigualdades sociais e estimular o acompanhamento saudável e o cuidado com a saúde mental, foi criado o programa que paga R$ 900 por mês para cuidadores não remunerados de pessoas com deficiência.

Lidiane é uma das beneficiárias. Com o dinheiro, comprou, por meio de pagamentos parcelados, a cama e o fogão e já não passa os apuros de antigamente.

“O Cuidar é uma benção! Uma coisa de Deus! Porque eu não trabalho, meu tempo é disponibilizado para a minha mãe. Sofremos muito! Chegamos até a passar necessidade. E bem na época que ela tomava os remédios de uso contínuo, muito caro, fralda é caro, e eu sempre corria atrás de conseguir alguma coisa e, no dia que eu descansei, bateram na minha porta. E trouxeram essa benção”, contou a cuidadora.

O benefício do Governo do Estado, por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), tem como público principal os cuidadores de pessoas com dependência grau 2 e 3.

Estão no nível 2 pessoas que dependem de ajuda em até três atividades de autocuidado para a vida diária, tais como alimentação, mobilidade e higiene, sem comprometimento cognitivo ou com alteração cognitiva controlada. Já o nível 3 abrange pessoas com deficiência que necessitam de assistência em todas as atividades de autocuidado para a vida diária e ou com comprometimento cognitivo.

Sonho

Só que os programas sociais em Mato Grosso do Sul vão muito além de um auxílio emergencial. Eles foram criados para, além de promover a dignidade da pessoa humana e garantir a segurança alimentar, permitir a mobilidade social.

“Dê ao homem um peixe, e você o alimentará por um dia. Ensine um homem a pescar, e você o alimentará por toda a vida”. Todo mundo já ouviu a frase da escritora britânica Anne Isabella Thackeray Ritchie, geralmente atribuída a fontes antigas, como Lao-Tsé ou provérbios chineses.

Na prática, ela tem muito a ver com a nova política da assistência social de Mato Grosso do Sul, que reconhece o poder transformador da educação e o trabalho como instrumento efetivo de combate à pobreza.

No caso de Thacila Rodrigues Ramos, o programa MS Supera deu aquele empurrão para ela poder concluir a faculdade em Campo Grande.

“Fiz 5 anos de Arquitetura. No último ano, consegui o benefício do MS Supera, que me ajudou muito, porque eu finalizei a minha faculdade pagando R$ 1.800. Eu tinha um pequeno desconto da faculdade de pagar certinho, pagar até o dia 10, né? Só que a gente sabe que é um desconto muito pequeno perto do valor da faculdade, então receber o benefício me ajudou muito porque a gente só pode trabalhar meio período, porque o outro período tem que fazer estágio, e aí a faculdade é à noite. A gente fica meio preso na rotina. Mas, graças a Deus, consegui. Veio certinho, veio na hora certinha”, contou a arquiteta.

Ela começou como estagiária e, no ano passado, foi efetivada em um escritório de Arquitetura. “Como está minha vida agora? Minha vida está tranquila, graças a Deus. Poder estar trabalhando na minha área já é uma coisa que me deixa muito mais tranquila, porque a Arquitetura é uma área muito fechada. Então, se você não consegue ingressar já de início, você não consegue estágio, você não consegue entrar no mercado de trabalho. Depois fica muito mais complicado. E tem gente até aqui que desiste”, conta Thacila.

O programa MS Supera paga um salário mínimo a estudantes de baixa renda, de cursos de educação profissional técnica de nível médio ou universitários de instituições públicas ou privadas, para estimular a permanência dos alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica nos cursos universitários e de educação profissional técnica e reduzir a evasão escolar.

Comida na mesa e criança na creche

Kimberly de Souza dos Santos, de 24 anos, é mãe solteira e conta com o programa Mais Social para colocar comida na mesa para a filha Eliza, de 2 anos, e Juliana, de 5.

“O programa é extremamente importante, principalmente para mim que sou mãe solteira de duas crianças. Quando cai o dinheiro para passar no mercado, já vou direto. Compro fralda, leite, as coisinhas para ela comer. Quem ganha um salário mínimo hoje não compra praticamente nada. Você paga as contas”, avalia a moradora do Jardim Noroeste.

O Mais Social é um programa estruturante que garante o acesso à alimentação básica adequada, por meio de um auxílio mensal de R$ 450, mas também proporciona oportunidades de trabalho e geração de renda. Por meio do MS Qualifica, que é uma parceria da Sead com a Funtrab, ela poderá realizar o desejo de fazer um curso de Estética e melhorar de vida.

Além disso, Kimberly vai poder deixar a filha Eliza em uma creche particular, para atender as clientes, graças ao Programa de Apoio à Mãe Trabalhadora e Chefe de Família, que está em fase de implementação.

“É extremamente importante porque hoje em dia não é barato você pagar alguém, fora a confiança. Hoje em dia é muito perigoso você deixar a criança, principalmente quando é pequenininha assim, deixar nas mãos de alguém que você não conhece. E a vaga na creche é essencial, você ter a segurança: ‘eu fui para o trabalho, deixei a neném na creche. Na hora que eu voltar está lá, está segura, está todo mundo guardando ela, educação também, é extremamente importante isso”, contou.

O Programa de Apoio à Mãe, Mulher Trabalhadora e Chefe de Família concede apoio financeiro às mães ‘solo’ beneficiárias no Programa Mais Social, que não possuam condições de fornecer um local seguro e de cuidado, nos horários em que precisam trabalhar, mediante a comprovação de vínculo empregatício ou de recolhimento previdenciário.

O valor é de R$ 600/mês para cada crianças com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias. O benefício não pode ser cumulado com qualquer outro benefício social de transferência de renda, exceto com o BPC (Benefício de Proteção Continuada) e o Mais Social.

Além disso, a mãe poderá receber um adicional de R$ 300 se estiver estudando, seja no ensino regular ou EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Paulo Fernandes e Leomar Alves, Comunicação Sead
Fotos: Monique Alves/Sead

Projeto Escambo UBU Fronteiras do Mato Sul leva teatro à zona rural de Sonora

Projeto Escambo UBU Fronteiras do Mato Sul leva teatro à zona rural de Sonora

Com apoio da Funarte, grupo sul-mato-grossense reafirma a arte como ponte entre fronteiras e chega a regiões onde o acesso à cultura é necessário

O teatro vai onde a cultura pulsa – mesmo que, muitas vezes, de forma silenciosa e distante dos grandes centros. Nesta quarta-feira (23), às 14h30, o projeto Escambo UBU – Fronteiras do Mato Sul chega à sua terceira parada com apresentação na zona rural de Sonora (MS), na Escola Municipal Irmã Araudi, localizada no Parque Novo Horizonte.

A ação faz parte da circulação promovida pelo Grupo UBU, que está percorrendo 12 cidades brasileiras com o propósito de transformar fronteiras em pontos de encontro por meio da arte. Contemplado pelo edital Rede das Artes – Programa de Difusão Nacional da Funarte, via Bolsa Myriam Muniz de Teatro, o projeto aposta na democratização do acesso ao teatro em territórios que, muitas vezes, não contam com teatros convencionais, mas têm comunidades ricas em histórias, afetos e potencial criativo.

Em Sonora, será apresentado o espetáculo “Pelega e a Porca Prenha – Na Mata do Pequi”, uma fábula popular inspirada nos mitos do Cerrado. Em seguida, uma vivência com professores será promovida na instituição de ensino com o intuito de abarcar aspectos culturais, educativos e sociais que transpassam o dia a dia no ambiente escolar.

Para o diretor do Grupo UBU, Anderson Bosh, o projeto reafirma o compromisso da companhia com a escuta atenta das comunidades e com uma prática artística que se move em direção aos territórios mais diversos.

“Fizemos uma escolha muito consciente de cruzar fronteiras físicas e simbólicas. O projeto vai da zona rural à periferia urbana, passando por escolas públicas, territórios fronteiriços e espaços onde a arte, por vezes, é uma visita rara. Levar teatro a esses lugares não é um favor – é reconhecer o direito dessas comunidades de acessar e protagonizar processos culturais”.

O ator e produtor cultural Edner Gustavo destaca o impacto das duas primeiras paradas do circuito. Em Corumbá, o grupo apresentou “Uma Moça na Cidade” no Moinho Cultural, para um público formado por crianças bolivianas e brasileiras. Em Rondonópolis, a apresentação ocorreu em uma escola de tempo integral localizada em uma região de vulnerabilidade social.

“Em Corumbá vivemos uma emoção única com crianças bilíngues assistindo encantadas à peça. Em Rondonópolis, muitas crianças nunca tinham visto teatro antes. Em ambas as cidades, fomos muito bem acolhidos. É bonito ver o brilho nos olhos de quem se reconhece na cena ou se emociona com o que estamos contando. Agora, em Sonora, seguimos com o mesmo desejo: fazer da arte uma experiência lúdica”.

Com financiamento da Funarte, vinculada ao MinC – Ministério da Cultura e ao Governo Federal, com apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), da Setesc e do Governo do Estado, o projeto reafirma que o teatro não conhece muros — ele nasce para atravessá-los. Interessados podem acompanhar essa viagem do projeto pelo Instagram (@grupoubu).

Além de Sonora, o Escambo UBU ainda passará por Ponta Porã, Chapadão do Sul, Mundo Novo, Paranaíba, Aparecida do Taboado (MS), além de Chapadão do Céu (GO), Terra Roxa (PR), São Sebastião do Pontal (MG) e Jales (SP). O circuito já passou por Corumbá (MS) e Rondonópolis (MT), formando uma verdadeira costura de territórios, histórias e afetos, com a arte como fio condutor.

O projeto é uma realização do Grupo UBU, sob gestão de produção de Anderson Bosh, diretor e dramaturgo da companhia de teatro, com produção executiva e logística de Douglas Moreira e Edner Gustavo, design gráfico, foto e vídeo, Helton Pérez e Hana Chaves (Vaca Azul), elenco Anderson Bosh, Douglas Moreira e Edner Gustavo, música original e preparação vocal, Ewerton Goulart, montagem e operação de Iluminação, Nathália Maluf, montagem e operação de sonoplastia, Nilce Maciel, mediadora e orientadora das vivências, Kelly Queiroz e coordenação pedagógica Douglas Caetano.

Serviço:
Escambo UBU – Fronteiras do Mato Sul


Data: quarta-feira, 23 de abril
Horário: 14h30
Local: Escola Municipal Irmã Araudi
Endereço: Kohl Rural – Rua Gildo Antônio Zanatta, Parque Novo Horizonte, BR-163, Km 814, Zona Rural – Sonora
Entrada gratuita | Classificação livre