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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2026
Juiz vê ‘potencial ataque ao Judiciário’ em caso de diretor de escola preso após tiros em Jardim

Juiz vê ‘potencial ataque ao Judiciário’ em caso de diretor de escola preso após tiros em Jardim

O juiz da 1ª Vara de Jardim, Milton Zanutto Junior, classificou como um “potencial ataque, ainda que de forma indireta, ao próprio Poder Judiciário” o episódio que terminou com a prisão de Alex Sandro Regmunt, de 48 anos, investigado por tentativa de homicídio após disparos contra um homem que participava do cumprimento de uma ordem judicial.

A manifestação foi encaminhada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul após a defesa de Alex apresentar um pedido de habeas corpus para tentar reverter a prisão preventiva. O documento não representa uma decisão sobre o HC, que ainda depende de julgamento no Tribunal.

Na avaliação do juiz, a gravidade do caso está relacionada ao fato de que a vítima e uma oficial de Justiça estavam cumprindo um mandado de busca e apreensão quando ocorreu o ataque.

Segundo a fundamentação reproduzida no processo, o veículo apreendido seguia em direção ao Fórum de Jardim quando teria sido interceptado por uma caminhonete conduzida por Alex. Ele é apontado pela investigação como responsável por emparelhar os veículos e efetuar os disparos, atingindo o motorista.

Ao justificar a manutenção da prisão, o magistrado destacou que o episódio teria ocorrido durante o dia e em região central da cidade, após o cumprimento de uma ordem judicial.

Para o juiz, a reação atribuída a Alex não pode ser tratada apenas como um episódio isolado entre particulares porque ocorreu no contexto da execução de uma determinação expedida pelo Poder Judiciário.

“Trata-se, inclusive, de potencial ataque, ainda que de forma indireta, ao próprio Poder Judiciário”, registra o documento ao mencionar que a oficial de Justiça e a vítima apenas cumpriam a ordem de busca e apreensão.

O magistrado também considerou necessária a prisão para garantia da ordem pública e proteção da vítima. Na avaliação apresentada ao Tribunal, outras medidas cautelares previstas na legislação não seriam suficientes neste momento.

Defesa pede habeas corpus

A defesa de Alex entrou com habeas corpus no Tribunal de Justiça contra a decisão que mantém a prisão preventiva.

Segundo o documento encaminhado pelo juiz ao relator, a defesa argumenta que não estariam presentes fundamentos suficientes para a continuidade da prisão cautelar. Também informou ao Tribunal que Alex é pai de uma criança com deficiência.

O habeas corpus é analisado pela 3ª Câmara Criminal do TJMS. As informações prestadas pelo juiz de Jardim foram solicitadas pelo desembargador responsável pela relatoria antes do julgamento do pedido.

Até o documento analisado, portanto, não havia decisão concedendo ou negando o habeas corpus.

Armas tinham registro, mas juiz aponta ausência de porte para a situação

Outro ponto destacado na manifestação judicial diz respeito às armas encontradas durante a prisão.

Segundo o juiz, havia documentação de registro do armamento, mas Alex não possuía autorização de porte que abrangesse as circunstâncias em que as armas foram encontradas, conforme a avaliação registrada no processo.

No dia da ocorrência, policiais apreenderam na caminhonete uma pistola calibre .380, um revólver calibre .454 Casull e uma espingarda de pressão.

No local dos disparos, cinco cápsulas deflagradas de calibre .380 foram recolhidas para perícia. A pistola também foi encaminhada para exame, diante da suspeita de que tenha sido utilizada no ataque.

Caso ocorreu durante apreensão de veículo

O episódio aconteceu no dia 8 de outubro. Uma oficial de Justiça havia ido até uma residência para cumprir uma ordem de busca e apreensão de uma Fiat Strada registrada em nome da esposa de Alex.

Depois da apreensão, um motorista passou a conduzir o veículo em direção ao Fórum. Durante o trajeto, a Strada teria sido interceptada pela caminhonete conduzida por Alex.

O motorista foi atingido pelos disparos e socorrido pelo Corpo de Bombeiros.

Alex foi preso em flagrante pouco depois. A Polícia Civil inicialmente enquadrou o caso, entre outras tipificações, como tentativa de homicídio qualificado e crime relacionado à arma de fogo.

Ele exercia a função de diretor-adjunto da Escola Estadual Professor Antônio Pinto Pereira, em Jardim. Após o caso, a Secretaria de Estado de Educação determinou seu afastamento e abriu procedimento administrativo para apurar a situação.

Da Redação – msnortesul

Foto: Assessoria

Ex-Militar condenado por matar tenente é assassinado a tiros em Jardim

Ex-Militar condenado por matar tenente é assassinado a tiros em Jardim

O ex-Cabo do Exército Brasileiro Darlei Matos Mendes foi assassinado a tiros neste sábado (17), no quintal de sua casa, na Rua das Perdizes, bairro Vila Panorama, em Jardim. O crime ocorreu durante um almoço em família, enquanto a vítima tomava tereré com parentes.

Conforme a apuração inicial, dois suspeitos chegaram de bicicleta e dispararam diversas vezes contra Darlei, que foi atingido por 4 tiros e morreu no local. Os atiradores fugiram em seguida. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas encontrou a vítima já sem vida.

Darlei havia sido condenado em 2018 a 24 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo homicídio qualificado do 1º Tenente do Exército Brasileiro Demétrio Gomes de Jesus. Documentos do Superior Tribunal Militar apontam que o crime ocorreu em 12 de julho de 2017, nas dependências da 4ª Companhia de Engenharia de Combate, também em Jardim.

Segundo o STM, Darlei desferiu 11 golpes de faca contra o superior hierárquico, usando uma lâmina de 15 cm escondida no bolso da farda. O ataque teria sido motivado por ciúme, e o militar alegou que agiu por causa de mensagens que o tenente estaria enviando à sua esposa. A ação só parou quando outros militares intervieram ao ouvir pedidos de socorro.

A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Perícia Técnica isolaram a área da execução para recolher evidências. As autoridades policiais de Jardim investigam se o assassinato tem relação com o passado do ex-militar. Os suspeitos ainda não tiveram identidade divulgada.

Jardim: Fazenda Cabeceira do Prata é eleita a propriedade rural mais sustentável do Brasil em 2026

Jardim: Fazenda Cabeceira do Prata é eleita a propriedade rural mais sustentável do Brasil em 2026

A Fazenda Cabeceira do Prata, localizada em Jardim (MS), conquistou o primeiro 1º lugar na categoria Médias Propriedades do Prêmio Fazenda Sustentável 2026, promovido pela Globo Rural. A propriedade foi reconhecida como a mais sustentável do Brasil em sua categoria durante cerimônia realizada no dia 30 de setembro, em São Paulo.

A premiação chegou à sua 10ª edição com um número recorde de participantes: foram 136 propriedades inscritas, de diferentes regiões do país e representando pelo menos 20 segmentos da atividade agropecuária. O reconhecimento destaca fazendas que conseguem conciliar produtividade, conservação ambiental, governança e impacto social positivo.

Com 1.115 hectares de área produtiva e 432 hectares preservados, a Fazenda Cabeceira do Prata reúne atividades de pecuária, produção rural, conservação ambiental e ecoturismo. É na propriedade que está localizado o Recanto Ecológico Rio da Prata, atrativo reconhecido internacionalmente pelo passeio de flutuação em águas cristalinas, pela diversidade de peixes e pelas experiências de contato responsável com a natureza.

O prêmio reconhece um modelo de gestão que busca integrar a produção no campo à proteção dos recursos naturais. Entre os aspectos destacados estão a Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Cabeceira do Prata, a compostagem e a reciclagem de resíduos, o viveiro de mudas nativas e a doação de alimentos produzidos na propriedade.

Jardim: Fazenda Cabeceira do Prata é eleita a propriedade rural mais sustentável do Brasil em 2026

Pecuária, melhoramento genético e atividades rurais

A Fazenda Cabeceira do Prata também desenvolve atividades ligadas à pecuária e faz parte da estrutura produtiva da Genética Aditiva, empresa com mais de 30 anos de atuação em pecuária seletiva e melhoramento genético animal.

Na propriedade são realizadas atividades de criação e seleção de animais das raças Nelore, Gir Leiteiro e Girolando, além da criação de Cavalos Crioulos. A fazenda também adota práticas voltadas ao bem-estar animal e à capacitação das equipes responsáveis pelo manejo. A atividade pecuária convive com áreas destinadas à conservação da biodiversidade, demonstrando que a produção rural pode ser conduzida de maneira integrada à proteção das nascentes, das matas e da fauna local.

Outras iniciativas complementam esse modelo, como a horta orgânica, a compostagem, o aproveitamento de resíduos orgânicos, o sistema agroflorestal e a produção de mudas de espécies nativas. Parte dos alimentos cultivados é utilizada na operação do atrativo, enquanto excedentes podem ser destinados a ações de doação.

O viveiro de mudas contribui para projetos de restauração ambiental dentro da propriedade e em outras áreas da região. Dessa forma, as atividades produtivas também apoiam iniciativas de recuperação de áreas degradadas e proteção da vegetação nativa.

Ecoturismo conectado à vida no campo

Na Fazenda Cabeceira do Prata está o Recanto Ecológico Rio da Prata, um dos principais atrativos de ecoturismo de Jardim e da região de Bonito. O empreendimento atrativo oferece experiências como flutuação em águas cristalinas, mergulho com cilindro, observação de aves e passeio a cavalo.

As atividades permitem que os visitantes conheçam não apenas os ambientes naturais protegidos, mas também aspectos da rotina rural e das práticas sustentáveis adotadas na propriedade. No passeio a cavalo, por exemplo, o visitante percorre áreas de campo e tem contato com a paisagem e com a atividade pecuária desenvolvida na fazenda.

Essa convivência entre turismo, pecuária e conservação tornou-se uma das principais características da propriedade. A geração de renda por meio do ecoturismo contribui para valorizar a natureza preservada e ampliar os recursos destinados à conservação.

Reconhecimento fortalece a defesa do Rio da Prata

Durante a cerimônia, o diretor executivo Eduardo Folley Coelho ressaltou que o prêmio fortalece a mobilização pela conservação do Rio da Prata e pela melhoria das condições ambientais da região.

“É muito difícil de recuperar. É um prêmio muito importante para conseguirmos ser ouvidos pelo governo do Estado e outros proprietários. Isso só muda com esforço coletivo”, afirmou.

A declaração chama a atenção para a necessidade de ações conjuntas entre produtores rurais, poder público, empresas, instituições ambientais e comunidades locais. A conservação do rio depende não apenas das iniciativas realizadas dentro da Fazenda Cabeceira do Prata, mas do cuidado com toda a bacia hidrográfica.

O reconhecimento nacional amplia a visibilidade dessa pauta e reforça a importância de unir produção rural, turismo e proteção ambiental em uma região conhecida mundialmente pela qualidade e transparência de suas águas.

Jardim: Fazenda Cabeceira do Prata é eleita a propriedade rural mais sustentável do Brasil em 2026

Processo de avaliação

O Prêmio Fazenda Sustentável é realizado pela Globo Rural, com apoio metodológico do Rabobank, Imaflora e Agrotools. Após a inscrição, as propriedades participantes passam por análise documental, avaliação e validação das informações antes da classificação final por uma banca julgadora.

Na edição comemorativa de 10 anos, o prêmio reconheceu pequenas, médias e grandes propriedades rurais que se destacam pela capacidade de produzir, conservar recursos naturais, adotar boas práticas de gestão e gerar benefícios para a sociedade.

Ao conquistar o primeiro lugar entre as médias propriedades, a Fazenda Cabeceira do Prata consolida-se como referência nacional em sustentabilidade rural. O resultado reconhece um trabalho desenvolvido de forma contínua, no qual pecuária, ecoturismo, produção de alimentos, recuperação ambiental e conservação da biodiversidade fazem parte de uma mesma estratégia.

Mais do que uma premiação, a conquista demonstra que produtividade e conservação podem caminhar juntas — e que o futuro do campo depende de decisões capazes de gerar resultados econômicos sem comprometer os recursos naturais das próximas gerações.

Sobre a Fazenda Cabeceira do Prata

Localizada em Jardim (MS), a Fazenda Cabeceira do Prata desenvolve atividades de pecuária, melhoramento genético, produção rural, conservação ambiental e ecoturismo. A propriedade abriga o Recanto Ecológico Rio da Prata e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Cabeceira do Prata, além de iniciativas como compostagem, reciclagem, agrofloresta, horta orgânica, produção de mudas nativas, recuperação ambiental e educação para a sustentabilidade.

Fonte: Genética Aditiva –

Imasul alerta para risco de inundação após Rio Miranda atingir 680 centímetros

Imasul alerta para risco de inundação após Rio Miranda atingir 680 centímetros

O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) emitiu, nesta quarta-feira (14), um aviso de evento crítico para o município de Miranda devido à elevação do nível do Rio Miranda. A Sala de Situação do Imasul, responsável pelo monitoramento dos rios do Estado, emitiu aviso de evento crítico após o rio atingir 680 centímetros às 14h09, ficando próximo da cota de emergência, estabelecida em 700 centímetros, nível considerado de inundação.
O documento alerta para o potencial de danos materiais e riscos à integridade humana caso a situação se agrave. A elevação do nível está associada ao volume de chuvas registrado desde o fim de semana, que provocou a subida das águas na região.
Continuidade das chuvas
O aviso considera a previsão meteorológica elaborada pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), que indica a continuidade de pancadas de chuva na bacia hidrográfica do Rio Miranda, pelo menos até esta quinta-feira (15).
O documento também destaca um aviso meteorológico do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), com grau de severidade classificado como perigo para o período, além de um alerta do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) para chuvas intensas, classificado como nível 2 nas 24 horas anteriores. A continuidade das precipitações pode contribuir para a elevação do nível do rio e agravar as condições nas áreas próximas ao curso hídrico.
Conforme a avaliação técnica da Sala de Situação do Imasul, a elevação do nível do Rio Miranda já provocava o avanço das águas sobre instalações localizadas nas proximidades do curso hídrico. O cenário exige atenção devido à possibilidade de agravamento, especialmente diante da previsão de novas chuvas.
Atenção
Moradores de áreas próximas ao Rio Miranda devem acompanhar os comunicados oficiais da Defesa Civil e das autoridades locais. Em caso de inundação ou risco iminente, a orientação é evitar áreas de risco e não tentar atravessar trechos com água corrente.
O Imasul mantém o monitoramento dos níveis dos rios por meio da Sala de Situação, que acompanha os dados hidrológicos e as informações meteorológicas para identificar situações críticas e subsidiar a atuação dos órgãos responsáveis.
Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Imagem: Saul Schramm (arquivo
Operação Auditus: ex-secretária e médicos viram réus por desvio de R$ 4,2 milhões na saúde

Operação Auditus: ex-secretária e médicos viram réus por desvio de R$ 4,2 milhões na saúde

O juiz Flávio Renato Almeida, da Vara de Nioaque, aceitou denúncia do Ministério Público Estadual contra a ex-secretária de Saúde de Nioaque, Márcia Jara, os médicos Robson Roosevelt Ferreira e Bianca Fernandes Leiter, bem como a gerente da Policlínica Rota Bioceânica, Tatiane Grubert.

O grupo foi denunciado pelo Gecoc por corrução ativa e passiva, organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro, que resultaram em desvio de R$ 4,2 milhões na saúde do Município de Nioaque. Os promotores querem a devolução do valor desviado e indenização de igual valor, que totaliza R$ 8,4 milhões.

“Todo o conjunto fático-probatório acima exposto comprova, de forma cabal, convergente e incontestável, por vários meios autônomos de prova, que os denunciados ROBSON ROOSEVELT FERREIRA AGUILAR, BIANCA FERNANDES LEITE AGUILAR e TATIANE BARBOSA DE SOUZA GRUBERT, na condição de particulares vinculados à empresa PRONTOMED CLÍNICA MÉDICA, bem como a denunciada MÁRCIA CRISTIANE MISSIONEIRA JARA, então Secretária Municipal de Saúde de Nioaque, agindo em unidade de desígnios e mediante divisão estável de tarefas, integraram e executaram um esquema estruturado de falsificação sistemática dos registros de atendimentos médicos, por meio da produção reiterada de listas material e ideologicamente falsas”, relataram os promotores.

Segundo o Gecoc, coube aos denunciados ROBSON AGUILAR, BIANCA AGUILAR e TATIANE GRUBERT a elaboração, manipulação e apresentação de listas fraudulentas, caracterizadas por padrão gráfico uniforme, inserção de dados manifestamente inverossímeis, duplicidade de registros, incompatibilidade etária dos supostos pacientes, ausência de respaldo clínico e, em situações extremas, pela utilização deliberada de nomes de pessoas já falecidas, tudo com o propósito de simular a prestação dos serviços médicos e viabilizar o faturamento indevido.

Já a secretária Marcia Jara, valendo-se das facilidades inerentes ao cargo público que ocupava, dolosamente autorizava, validava e ordenava os pagamentos em favor da PRONTOMED, de consultas/exames inexistentes, viabilizando conscientemente o desvio dos recursos públicos.

Falsificações

Uma criança de 3 anos e um bebê de 11 meses aparecem como signatários de listas de atendimento médico em Nioaque. Duas pessoas já mortas assinaram a lista de consultas com angiologista, em datas posteriores às respectivas mortes. Mulheres de 57 e 53 anos constam como tendo recebido DIU, faixa etária em que se recomenda a suspensão do método. São o que a decisão chama de fraudes “muitas das vezes grosseiras” na execução dos contratos entre a Prefeitura de Nioaque e a clínica Prontomed.

A denúncia aponta que o Prontomed montava listas de consultas, exames e procedimentos médicos. Segundo o Ministério Público, a maioria nunca havia sido realizada. As listas eram enviadas à Secretaria Municipal de Saúde. Lá, a então secretária Márcia Cristiane Missioneira Jara autorizava o pagamento integral, “sem qualquer conferência, controle administrativo ou validação mínima da efetiva realização dos serviços declarados”, diz a decisão.

Para o Ministério Público, ela “ignorava deliberadamente a presença massiva de APACs material e ideologicamente falsas, sem indicação clínica, sem CID, sem justificativa, desprovidas de documentação probatória e incompatíveis com a realidade assistencial do Município”. Márcia Jará teve prisão preventiva decretada.

A decisão relaciona os indícios encontrados:
— falsificação de assinaturas de supostos pacientes e de profissionais de saúde;
— o mesmo paciente com assinaturas divergentes em listas de especialidades diferentes;
— registros duplicados;
— nomes de pessoas falecidas;
— pacientes em procedimentos incompatíveis com a idade;
— exames declarados como realizados, sem laudo;
— procedimentos “desprovidos de qualquer respaldo clínico”.

Havia ainda, segundo o documento, discrepâncias gráficas nas listas “incompatíveis com variações naturais de escrita”.

Mães desmentiram o teste da orelhinha. O exame que dá nome à operação é a triagem auditiva neonatal, o teste da orelhinha.
A decisão registra os depoimentos de mães de diversas crianças que constam de listas de testes da orelhinha declarados como realizados em novembro de 2022 pela Prontomed. Elas afirmaram que os filhos nunca fizeram o exame pela empresa.

Com base no levantamento das listas, o Ministério Público estimou em R$ 1.262.211,00 o valor desviado por meio de serviços simulados. A decisão diz que o montante corresponde a “cerca de 83% de todo o valor desembolsado”.

Tiveram prisão preventiva decretada pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna os donos da Prontomed, Robson Roosevelt Ferreira Aguilar e Bianca Fernandes Leite Aguilar; a gerente administrativa da empresa, Tatiane Barbosa de Souza Grubert; a então secretária de Saúde Márcia Cristiane Missioneira Jara; e o então secretário de Governo Vagner Alves Ribeiro Guimarães.

Robson Aguilar é também médico legista da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, lotado em Jardim. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública informou que o afastou do cargo.

Outras sete pessoas foram alvo apenas de busca e apreensão: Derick Augusto Jará Luz, Rodrigo Valencio Onofre, Hermenegildo Santa Cruz Neto, Alexandre Zamboni, Jameire Luzia Francisca dos Santos, Jéssica Guerreiro Caetano Hefler e Ademir Souza Almeida.

Fonte: Investiga MS
Fazenda de Jardim é eleita a mais sustentável do Brasil entre médias propriedades

Fazenda de Jardim é eleita a mais sustentável do Brasil entre médias propriedades

Cabeceira do Prata conquistou o 1º lugar no Prêmio Fazenda Sustentável 2026, promovido pela Globo Rural

Uma fazenda de Jardim, em Mato Grosso do Sul, foi reconhecida como a mais sustentável do Brasil entre as médias propriedades rurais. A Fazenda Cabeceira do Prata conquistou o primeiro lugar na 10ª edição do Prêmio Fazenda Sustentável 2026, promovido pela Globo Rural, em cerimônia realizada na última terça-feira (30), em São Paulo.

A propriedade possui 1.115 hectares de área produtiva e 432 hectares preservados, reunindo pecuária, produção rural, conservação ambiental e ecoturismo. No local também funciona o Recanto Ecológico Rio da Prata, conhecido pelas águas cristalinas, flutuação e contato com a natureza.

Entre as iniciativas reconhecidas estão a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Cabeceira do Prata, compostagem e reciclagem de resíduos, produção de mudas nativas, horta orgânica, sistema agroflorestal e ações de doação de alimentos.

A fazenda também desenvolve atividades de pecuária e melhoramento genético, com criação e seleção de animais das raças Nelore, Gir Leiteiro e Girolando, além de Cavalos Crioulos. As atividades são realizadas em conjunto com áreas destinadas à preservação da biodiversidade.

O ecoturismo também faz parte do modelo da propriedade. O Recanto Ecológico Rio da Prata oferece atrações como flutuação, mergulho, observação de aves e passeios a cavalo, aproximando os visitantes das áreas naturais e das práticas sustentáveis adotadas no local.

A edição de 2026 do prêmio teve 136 propriedades inscritas, de diferentes regiões do país e de pelo menos 20 segmentos da atividade agropecuária. A avaliação considerou critérios como produtividade, conservação ambiental, gestão e impacto social.

Fonte: JD 1 – Foto: Passeio a cavalo nos arredores do Recanto Ecológico Rio da Prata – Wellington Valeriano