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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 24 de Junho de 2026
Chapa 01 – Todos Somos Sinpol vence eleição para diretoria do Sinpol-MS

Chapa 01 – Todos Somos Sinpol vence eleição para diretoria do Sinpol-MS

Todos Somos Sinpol vence eleição para diretoria do Sinpol-MS

Com uma votação expressiva, a Chapa 01 – Todos Somos Sinpol venceu a eleição para a Diretoria Executiva do Sinpol-MS para o triênio 2015-2018. A votação foi realizada no dia 18 de setembro, na sede do sindicato em Campo Grande e nas Delegacias-Regionais no interior do estado.

O presidente eleito, Giancarlo Miranda, a maior vitória foi da categoria. “Agradeço o empenho de cada um que se dispôs a votar. Agora, precisamos manter essa união, porque há muita luta pela frente. Afinal, Todos Somos Sinpol”, declarou.

Já para o atual presidente do Sinpol-MS, Alexandre Barbosa, foi a validação de um trabalho bem desenvolvido ao longo de seis anos. “Apoiamos a Chapa 01, pois reuniam a experiência e a inovação que o sindicato precisa”, afirmou.

A Chapa 01 – Todos Somos Sinpol recebeu 895 votos, representando 93,32% dos votos válidos.  Já a Chapa 02 – A Revolta obteve 64 votos, ou seja, 6,68% dos votos válidos.

Conselho Fiscal

No mesmo dia, foi realizada a eleição para o Conselho Fiscal do triênio 2015-2018. Com 808 votos a Chapa 01 – Todos Somos Sinpol com Transparência foi a escolhida.

O Sinpol-MS agradece a participação de cada filiado no processo democrático da eleição e faz votos de que a próxima gestão alcance ainda mais melhorias para todas as categorias da Polícia Civil.

Reportagem – Tamiris Barcellos
Deputada pede que Dom Redovino repudie declarações de ódio contra produtores

Deputada pede que Dom Redovino repudie declarações de ódio contra produtores

Deputada pede que Dom Redovino repudie declarações de ódio contra produtores

A deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB) pediu hoje (14), na tribuna da Assembleia Legislativa, que Dom Redovino Rizzardo, bispo da Diocese de Dourados, repudie publicamente declarações feitas durante reunião dentro de sua casa em que é sugerido o boicote à carne a à soja de Mato Grosso do Sul por estar banhada com sangue de crianças indígenas.

Mara Caseiro está de posse de um vídeo, gravado durante a reunião, mas nele não é possível identificar quem fez tais declarações. Ela chegou a distribuir uma nota, repudiando a atitude do bispo, que respondeu com outra carta, criticando o posicionamento da parlamentar.

Independente da troca de acusações, a deputada disse que é humilde o suficiente para se desculpar por ter sugerido a culpa de Dom Redovino, mas ressaltou que “quem cala consente” e que o bispo deveria ter repudiado as declarações proferidas dentro de sua casa.

“Dom Redovino é uma pessoa que eu admiro, que eu respeito, mas não respeito sua atitude em concordar com o que foi dito dentro de sua casa. Eu pergunto: por que é que Dom Redovino, naquele momento, ou mesmo nessa carta direcionada a mim, não repudiou essa menção difamatória a toda classe produtora? Ele teria que se justificar, sim, mas deveria fazer um repúdio a essa menção repugnante, odiosa, dessas pessoas que estão denegrindo a produção de Mato Grosso do Sul”, disparou.

Mara Caseiro pediu que o bispo divulgue nova nota, repudiando essas declarações, que sugerem que a Europa boicote a carne e a soja do Estado, por estar banhada com sangue de crianças indígenas, além de identificar quem fez tais colocações em sua casa.

“Para mim, se alguém mente na minha casa e eu me calo diante dessa mentira, é como se eu tivesse consentido. Quem cala, consente, então gostaria de pedir a Dom Redovino, sendo ele uma pessoa de extrema consciência, sereno e intelectual, e que prega a paz, que ele além de fazer essa resposta a mim faça uma moção de repúdio a essas pessoas que falam inverdades. A terra de Mato Grosso do Sul é banhada com o suor de quem produz”, concluiu a parlamentar.

Reportagem: Fernanda França – Foto: Victor Chileno

 

 

 

 

Banco Cidadão e Subsecretaria Indígena levarão microcrédito para as aldeias de MS

Banco Cidadão e Subsecretaria Indígena levarão microcrédito para as aldeias de MS

Banco Cidadão e Subsecretaria Indígena levarão microcrédito para as aldeias de MS

Campo Grande (MS) – Com o objetivo de possibilitar ao indígena empreendedor de Mato Grosso do Sul acesso mais fácil e rápido às linhas de crédito, as pastas ligadas à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), Funtrab/Banco Cidadão e Subsecretaria de Políticas Públicas para a População Indígena se uniram e estão promovendo capacitação de agentes de crédito indígenas que levarão para as aldeias de todo o Estado, informações e formas de acesso ao microcrédito da linha MS Cidadão. Com a parceria, esses indígenas terão o acesso ao crédito facilitado e adequado as suas necessidades de produção como o artesanato e a agricultura familiar.

Para a subsecretária indígena, Silvana Dias, o trabalho nas aldeias, que deve ser iniciado no começo de novembro pela Aldeia Buriti, em Sidrolândia, será de grande importância para seus patrícios. “Nós vamos cadastrar os interessados, que devem ser aqueles com atividades empreendedoras comprovadas, e ainda fiscalizar para acompanhar o andamento e o emprego dos recursos disponibilizados. É um trabalho grande e sério quem vamos desenvolver com nossos indígenas do Estado”, ressaltou. A subsecretária destaca ainda que o fato de os agentes de crédito também serem indígenas irá ajudar muito na hora da comunicação e adesão final aos recursos

Conforme a diretora do Banco Cidadão, Arlei Coleone, as baixas taxas de juros oferecidas na linha, que chegam no máximo a 1% ao mês, contribuirão para a expansão das atividades de produção nas aldeias, gerando recursos e movimentado a economia de cada localidade. “Estamos capacitando os agentes não somente para oferecer o crédito. Eles também atuarão como instrutores e orientadores nos pequenos negócios até na forma de organização burocrática de cada empreendedor”, disse.

Linhas de Crédito – O Banco Cidadão possui diversas linhas de crédito que oferecerem oportunidade para que precisa de dinheiro para empreender. Mais detalhes sobre juros e prazos de financiamento de todas as linhas de crédito podem ser obtidos no site do Banco Cidadão.Clique aqui para conferir.

Texto e fotos: Leomar Alves Rosa (Vice-governadoria e Sedhast)

Em Brasília, Bernal pede R$ 151 milhões para investir em Campo Grande

Em Brasília, Bernal pede R$ 151 milhões para investir em Campo Grande

Em Brasília, Bernal pede R$ 151 milhões para investir em Campo Grande

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, apresentou nesta terça-feira (13) relatório com pedido de R$ 151 milhões do Orçamento da União do próximo ano para investimentos em Campo Grande. As propostas foram entregues ao coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul, senador Waldemir Moka (PMDB), durante reunião em Brasília.

Além de Moka e Bernal, participaram do encontro a senadora Simone Tebet (PMDB) e os deputados Carlos Marun e Geraldo Resende, ambos do PMDB, Tereza Cristina Correa da Costa (PSB), Elizeu Dionísio (PSDB), Mandetta (DEM) e Dagoberto Nogueira (PDT). O senador Delcídio do Amaral e os deputados Zeca do PT e Vander Loubet, todos do PT, mandaram representantes.

Entre os investimentos propostos pelo prefeito estão a construção de restaurante popular para a região do Prosa e Anhanduizinho, aquisição de patrulhas mecanizadas, construção e reforma de praças nos bairros Aero Rancho, Coophasul, Guanandi, Jardim das Hortências, Nova Lima, Monte Castelo e Jardim Nova Serrana.

Também consta da lista investimento de Bernal recursos para a área de educação, como reestruturação das bibliotecas da rede municipal, avaliada em R$ 13 milhões, e salas de aula digital, no valor de R$ 8,32 milhões.

Moka explicou que a bancada dispõe de 15 emendas coletivas. Mas ponderou que os recursos dessas emendas não têm sido liberados pelo governo. “O ideal seria o senhor (Alcides Bernal) pedir emenda individual a cada parlamentar, uma vez que as emendas coletivas não têm sido atendidas”, sugeriu.

Auxiliado pelo secretário de Planejamento, Disney Fernandes, Bernal fez pequena demonstração sobre a situação financeira do município. Afirmou que a arrecadação tem mantido a média, mas criticou o aumento das despesas. “A situação está insustentável”, reclamou aos parlamentares.

O coordenador deu prazo até quinta-feira (15) para que os três senadores e os oito deputados apresentem propostas para investimento em 2016. As bancadas estaduais têm até dia 20 para entregar a lista com as 15 emendas coletivas à Comissão Mista de Orçamento do Congresso.

Santa Casa

O presidente da Santa Casa de Campo Grande, Wilson Levi Teslenco, também apresentou propostas para investimento no hospital em 2016. De acordo com Teslenco, o objetivo é receber recursos para ampliação e compra de equipamentos em vários setores, estimados em R$ 26,16 milhões.

O dirigente afirmou que o hospital recebeu R$ 7,5 milhões de recursos federais em setembro, viabilizados pelo senador Moka. “Esse dinheiro chegou em boa hora, pois tivemos como melhorar um pouco nossa estrutura, especialmente quanto à melhoria dos equipamentos”, afirmou.

Lorenzo Carrasco e Nelson Barretto vão depor esta tarde na CPI do Cimi

Lorenzo Carrasco e Nelson Barretto vão depor esta tarde na CPI do Cimi

Lorenzo Carrasco e Nelson Barretto vão depor esta tarde na CPI do Cimi

O sociólogo e jornalista Lorenzo Carrasco e o jornalista Nelson Barretto serão os primeiros a depor na CPI do Cimi, Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga se o Conselho Indigenista Missionário é culpado por incitar e financiar invasões de propriedades particulares em Mato Grosso do Sul.

Os depoimentos estão marcados para as 14h desta terça-feira (13), no plenário da Assembleia Legislativa, de acordo com a presidente da CPI, deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB).

Ela ressaltou que, diante da profundidade e importância de conteúdo, há a possibilidade de ser solicitada uma sessão extraordinária para amanhã (14).

Lorenzo Carrasco é sociólogo e jornalista mexicano, autor do livro “Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil” e coautor dos livros “Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do governo mundial” e “Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo”.

Em entrevistas à imprensa, o sociólogo tem feito declarações polêmicas. Para ele, a espionagem promovida pelos Estados Unidos sobre o governo brasileiro vem sendo feita há pelo menos quatro décadas com ramificações nos movimentos indigenista e ambientalista.

De acordo com Carrasco, o coração do aparato ambiental de órgãos como o Greenpeace, WWF e o Instituto Socioambiental são parte de estruturas de inteligências dos governos anglo-americanos.

O autor afirma ainda que o aparato indigenista-ambientalista está sufocando o produtor brasileiro, em especial as pequenas e médias propriedades. Os maiores beneficiados nesse processo, segundo Carrasco, seriam as gigantes do comércio mundial de alimentos.

Nelson Barretto é jornalista e escritor, autor dos livros “Revolução Quilombola” e “Tribalismo Indígena: Ideal Comuno-Missionário para o Brasil no século XXI: 30 anos depois”.

Igualmente polêmico, ele enxerga a atitude omissa do governo federal frente à guerra no campo como “radical” e diz que esse posicionamento levará o Brasil à fragmentação social e política por meio de decretos sem nenhum amparo constitucional, atropelando o direito de propriedade e instigando um conflito de raças.

Outros dois especialistas na área vão depor nas próximas sessões da CPI: o antropólogo Edward Luz e o padre Gildásio Mendes dos Santos.

A ordem ainda está sendo definida pelos membros da comissão, que é composta ainda pelos deputados Marquinhos Trad, do PMDB (vice-presidente), Paulo Corrêa, do PR (relator), Pedro Kemp (PT) e Onevan de Matos (PSDB), que são membros.

Mara Caseiro ressaltou que o objetivo da CPI é trazer a verdade à tona, “doa a quem doer”, e que esta comissão “será de resultados, e não de mídia”.

A deputada tem dedicado sem mandato a colaborar com o fim da guerra no campo, ocasionada pela disputa de terras que são consideradas originais pelos indígenas, mas são tituladas e de propriedade comprovada dos produtores rurais.

“Queremos saber se o Cimi está incitando e financiando essas invasões, pois temos denúncias de que milhares de dólares estão sendo aplicados para essa finalidade. É esse o nosso principal objetivo, proporcionando sempre o direito aos dois lados e em busca da verdade”, finalizou.

Reportagem – Fernanda França

Na Capital, ministra do TST fala para mulheres líderes em ação de subsecretaria

Na Capital, ministra do TST fala para mulheres líderes em ação de subsecretaria

Na Capital, ministra do TST fala para mulheres líderes em ação de subsecretaria

Campo Grade (MS) – “As mulheres são as maiores vítimas das maiores violências existentes em nosso País. Nós, que estamos ocupando posições de lideranças, precisamos estar sempre motivadas para esta luta diária que representa milhares de mulheres invisíveis”. Assim, falando das posições que defende e de sua trajetória de vida, a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Delaíde Miranda, ex-empregada doméstica e filha entre nove irmãos, iniciou a conversa com aproximadamente 30 mulheres representantes de órgãos governamentais, lideranças feministas e de movimentos de classe, em ação promovida pela Subsecretaria de Políticas Publicas para as Mulheres (SPPM), ligada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), na tarde desta sexta-feira (9), na sala de reuniões da governadoria.

Recepcionada pelo secretário de Governo, Eduardo Ridel, e pela subsecretária da SPPM, Luciana Azambuja Roca, a ministra também pode ouvir as participantes e compartilhar de suas experiências. “Temos uma grande oportunidade nesta tarde, que é a de ouvir uma pessoa que lutou e venceu, e que com certeza serve de exemplo para todas nós”, destacou a subsecretária da SPPM.

Uma das presentes, a subsecretária de Políticas Públicas para População Indígena, Silvana Dias, frisou a identificação da trajetória de vida da ministra em relação às mulheres indígenas. “Assim como a ministra teve dificuldades no começo, muitas patrícias tem uma vida difícil e até tripla jornada. Com esse exemplo podemos ter ainda mais argumentos de que se é possível vencer, mesmo diante de situações difíceis”, ressaltou. Silvana Dias ainda presenteou a ministra com uma cerâmica Terena, que nessa etnia indígena só pode ser confeccionada por mulheres.

A superintendente do Programa Vale Universidade (PVU) da Sedhast, Gisele Mioto, destacou à ministra o fato de 68% dos atendidos pelo PVU serem mulheres, assim como 63% dos casos reclamados no Procon/MS, de acordo com a superintendente do órgão, Rosimeire da Costa, serem realizados pela esposa ou chefe de família.

Trajetória da ministra

Aos 14 anos, Delaíde saiu da casa dos pais e mudou-se para a cidade para concluir o ensino fundamental. Para se manter, ela começou a trabalhar como empregada doméstica na casa de uma professora e um contador, que lhe pagavam menos de um salário mínimo. Delaíde não era responsável por todo o serviço doméstico. A própria dona da casa cuidava de algumas tarefas, assim ela tinha tempo para conciliar o trabalho com os estudos, que aconteciam todas as noites. Ela permaneceu neste emprego durante dois anos.

Em 1975, aos 23 anos, passou no vestibular de Direito. Ela não tinha como pagar mas conseguiu uma bolsa do governo, o então Crédito Educativo, e assim ingressou na faculdade. Durante quatro anos, trabalhou durante o dia e estudou à noite. Em 2011, foi indicada pela Ordem dos Advogados do Brasil para ocupar uma vaga de ministro do Tribunal Superior do Trabalho.

Texto e fotos: Leomar Alves Rosa (Vice-Governadoria e Sedhast)