set 29, 2017 | Brasil

Trabalhadores dos Correios continuam a greve em MS
Campo Grande (MS) – Seguindo a orientação da FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores nos Correios) os trabalhadores da ECT que encontram-se em greve no Mato Grosso do Sul aprovaram a continuidade do movimento no estado, assim como acontece no restante do país. A assembleia realizou-se na manhã desta sexta, 29, na sede do sindicato em Campo Grande. Em MS são 42 municípios afetados pela greve, sendo que em 20 as unidades estão totalmente paradas e nas outras com paralisação parcial.
De acordo com a presidente do SINTECT-MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios de MS), Elaine Regina de Souza, a unificação da greve em nível nacional não era esperada pela empresa que está apelando para o “terrorismo” a fim de intimidar os trabalhadores. “Estão fazendo todo tipo de pressão. Estão cortando os dias parados antes mesmo da negociação e de julgamento no TST.”
Quanto à liminar de um juiz do TST decretando a greve abusiva, os sindicatos consideram-na contraditória e questionável legalmente. “Estamos na data-base da categoria, o Acordo Coletivo expirou no dia 31 de julho, notificamos a empresa no devido prazo legal a respeito da greve, então porquê é abusiva? A Federação já entrou com um recurso e a greve continua”, diz Elaine.
Para Elaine, abusivas são as políticas de destruição de direitos trabalhistas, de ataque ao Plano de Saúde da categoria, de fechamento de agências em localidades como Quebra-Côco. “Muitos abusos estão sendo cometidos nos Correios e muitos abusos estão ocorrendo neste país. Mas certamente não somos nós trabalhadores que estamos cometendo esses abusos. Abusivo é o que o Governo Temer está fazendo com as leis trabalhistas, com a previdência. E nossa greve, na data-base repito, por reajuste salarial e manutenção de direitos é que é abusiva?”
set 29, 2017 | Brasil

Pedro Chaves votou contra a proposta de se destinar R$ 1,7 bilhão para financiar a campanha eleitoral
Brasilia (DF) – O senador Professor Pedro Chaves (PSC/MS) considera “imoral” a proposta de se destinar R$ 1,7 milhão de recursos públicos para custear a campanha eleitoral do ano que vem. Nesta terça-feira (26), o Plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei 206/2017, que cria o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Chaves foi um dos senadores que votou contra o projeto.
“Cada um deve fazer a campanha com o recurso que tiver. Não é possível tirar dinheiro dos impostos, da saúde, da educação, de projetos sociais, para fazer política. A população não pode ser prejudicada, especialmente num momento como esse, de profunda crise econômica, com 14 milhões de trabalhadores desempregados, quando falta dinheiro para tudo. Isso é imoral”, afirmou Pedro Chaves, durante entrevista concedida nesta quarta-feira (27) ao programa Noticidade, da Rede MS de Rádio.
Recursos – Pelo projeto, o fundo será composto por 30% dos recursos previstos nas emendas impositivas apresentadas pelas bancadas de deputados e senadores ao Orçamento Geral da União. O PLS 206/2017 também define a distribuição dos recursos do fundo entre os partidos políticos:
2% serão divididos igualitariamente entre todos os partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); 49% na proporção de votos obtidos pelos partidos na Câmara; 34% de acordo com o número de deputados e 15% segundo o número de senadores.
O texto estabelece ainda regras para a divisão do dinheiro em cada partido político. De acordo com a proposta, 30% dos recursos serão rateados de modo igualitário entre todos os candidatos a um mesmo cargo em cada circunscrição.
Os partidos poderão definir como distribuir o restante do dinheiro, desde que a decisão seja tomada pela maioria absoluta da executiva nacional. Caso não chegue a um acordo, a legenda deverá respeitar critérios previstos no PLS 206/2017: 50% ficam com as campanhas para presidente, governador e senador; 30% para deputado federal; 20% deputado estadual e distrital. Nos municípios, 60% dos recursos ficam com a campanha para prefeito e 40% para vereador.
A matéria segue para a Câmara e precisa ser aprovada até 7 de outubro para valer nas eleições de 2018.
set 18, 2017 | Brasil

Produtores rurais poderão renegociar dívida e conseguir novos créditos
Brasilia (DF) – O Senado aprovou esta semana projeto que institui um procedimento menos burocrático para a renegociação do crédito rural. De acordo com o Projeto 354/2014, os agricultores inadimplentes poderão renegociar suas dívidas de forma mais ágil, diretamente com as instituições financeiras que integram o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), como o Banco do Brasil. Com o fim da tramitação no Senado, o projeto foi encaminhado à Câmara Federal.
O senador Professor Pedro Chaves (PSC/MS) votou favoravelmente à proposta. Segundo ele, muitos agricultores são levados a contrair novos empréstimos para quitar débitos anteriores, sendo frequente a necessidade de nova negociação. Em muitos casos, a falta de ambiente para entendimento leva à judicialização dos conflitos relativos ao crédito rural, atrasando a solução e prejudicando a produção de alimentos.
“Com dívidas e sem conseguir recursos para dar continuidade à atividade produtiva, muitos agricultores ficam numa situação financeira bem delicada. Por isso essa proposta é muito importante, porque além de não gerar um impacto fiscal negativo ao país, ela agiliza a renegociação das dívidas e desburocratiza a contratação de novos financiamentos”, explicou o senador.
O projeto fixa um prazo máximo de 180 dias para que todo processo de renegociação seja concluído, podendo ser prorrogado por mais seis meses. Prevê, também, que os bancos respondam em até 60 dias as propostas de nova negociação dos produtores, a contar da data do pedido. Nesse caso, a instituição de crédito terá que analisar a proposta de quitação apresentada pelo produtor e sua capacidade de pagamento. O banco também poderá pedir perícias técnicas e sugerir mudanças na proposta, caso o agricultor esteja inadimplente de outros empréstimos rurais.
“Para Mato Grosso do Sul é muito importante a aprovação dessa medida. Somente em Dourados são mais de 25 mil pequenos proprietários rurais que precisam de crédito para prosseguirem com o trabalho tão essencial para a economia e a geração de empregos em Mato Grosso do Sul e no Brasil”, completou Pedro Chaves.
set 14, 2017 | Brasil

Tumulto após protestos contra e a favor de cancelamento de exposição em Porto Alegre (Foto: Evandro Leal/Estadão) Fonte: G1
Uma repórter fotográfica do jornal Zero Hora foi atingida com spray de pimenta por um policial militar enquanto registrava, nesta terça (12/9), o protesto de pessoas contrárias e favoráveis à exposição Queermuseu, que foi cancelada pelo Santander Cultural após críticas no local e nas redes sociais. O ato terminou em briga e duas pessoas foram detidas.
De acordo com uma nota publicada pelo jornal, Isadora Neumann “fazia imagens da confusão entre manifestantes e Brigada Militar, quando um PM atirou o produto no rosto da jornalista”.
As imagens feitas pela repórter mostram o momento em que uma pessoa era detida pelos policiais, quando um policial se aproxima e solta um jato do spray contra ela. A lente da câmera fica coberta pelo produto.
Comandante diz que será feita análise técnica da ação
O comandante do 9º Batalhão da Brigada Militar, Eduardo Amorim, disse em entrevista ao G1 que a análise técnica da atuação do policial é feita em todos os casos em que a Tropa de Choque necessita entrar em ação.
Porém, salientou que não poderia fazer uma análise técnica do que aconteceu sem levar em conta o contexto no qual os policiais lidavam com uma situação na qual pedras eram atiradas contra eles.
“Quando meu pelotão estiver em operação de choque, tomando pedrada, não tem como visualizar nenhuma pessoa. É fácil analisar paradinho, mas não tem como identificar. Os objetos [que são atirados] vêm de tudo que é lugar. A análise técnica será feita, mas temos que mudar o foco de algumas pessoas que estão dizendo que ela foi atingida porque se tratava de uma jornalista”, justificou o comandante.
Amorim afirmou ainda que dois grupos estavam na praça, sendo que parte deles estava sem roupas em um ambiente onde circulam famílias e idosos. “Um grupo menor de pessoas se aproximou, e a Brigada viu isso e orientou esse grupo menor a não entrar na provocação. Mas todo mundo é adulto, e a Brigada afastou as pessoas do momento [em maior número], e um outro grupo veio para cima e jogou pedras”, relatou.
O grupo menor, de aproximadamente cinco pessoas, era composto por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e outros que se posicionaram contra a exposição. Eles se aproximaram do grupo maior, favorável à exposição, quando vaias começaram. Um tumulto se formou, evoluindo para os episódios de violência.
O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul divulgou nota na qual “lamenta profundamente” que a categoria seja “mais uma vez, um dos alvos da violência desmedida da Brigada Militar”.
“Causa espanto qualquer apoio dado a ações policiais que ferem gravemente a liberdade de imprensa. É preciso olhar para o passado e não repetir os mesmos erros. Não há democracia sem imprensa livre”, finaliza a nota.
Os protestos simultâneos realizados ocorreram desde a tarde terça em frente ao Santander Cultural, no Centro de Porto Alegre. O ato terminou com briga entre manifestantes contrários e favoráveis ao cancelamento da exposição Queermuseu.
Por volta das 18h, algumas pessoas de grupos diferentes se insultaram e trocaram socos, e a Brigada Militar respondeu com gás lacrimogênio e bombas de efeito moral.
Em seguida, duas pessoas que protestavam contra o cancelamento da exposição foram presas por desacato e incitação à violência. De acordo com PMs que estavam no local, os manifestantes presos provocavam policiais e pediam que outros se juntassem às agressões verbais contra eles. Eles foram liberados após assinar um termo circunstanciado.
Encerramento da exposição
A exposição sobre a diversidade de expressão de gênero, que estava prevista para seguir até o dia 8 de outubro, foi encerrada no último domingo (10) após críticas nas redes sociais.
A mostra reunia mais de 270 obras, de 90 artistas plásticos. Algumas imagens foram consideradas ofensivas por pessoas que usaram as redes para denunciar o que consideraram um “incentivo à pedofilia, zoofilia e contra os bons costumes”.
O curador da mostra, Gaudêncio Fidelis, também foi ao protesto. No local, ainda antes dos tumultos, ele explicou que a obra que levantou críticas sobre pedofilia, da artista de Brasília Bia Leite, aborda o preconceito.
“É uma obra sobre bullying, sobre preconceito, sobre a agressão que os adolescentes e as crianças sofrem em todo o período inicial da sua vida. São duas pinturas. O fato de tomarem essas imagens de crianças e transformar isso em outra coisa, chamar de pedofilia, é uma distorção tão absurda, que só pode funcionar quando fora de contexto.”
Na segunda-feira (11), dois promotores do Ministério Público do Rio Grande do Sul foram até o Santander Cultural para visitar a exposição por conta das denúncias, mas o promotor Julio Almeida, no entanto, avaliou que não existe pedofilia.
“Verificamos as obras e não há pedofilia. O que existe são algumas imagens que podem caracterizar cenas de sexo explícito. Do ponto de vista criminal, não vi nada”, salientou, em entrevista ao G1.
set 1, 2017 | Brasil

Pedro Chaves vai ouvir vários segmentos para regulamentar carona paga em todo o país.
Brasilia (DF) – O senador Professor Pedro Chaves (PSC/MS) vai promover audiências públicas para colher sugestões que ajudem a regulamentar o serviço de carona paga, prestado por empresas como a Uber, Cabify e 99 Taxi, em todo o país. O parlamentar sul-mato-grossense é relator de três projetos-de-lei que tratam do assunto no Congresso Nacional.
“Dentro de no máximo quinze dias ocorrerão as primeiras audiências na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado. Vamos ouvir taxistas, motoristas de Uber, representantes das empresas, dirigentes sindicais e autoridades de trânsito para fazer um relatório equilibrado, que contemple os interesses de todos, sem prejudicar ninguém”, revelou Pedro Chaves, durante entrevista concedida nesta quarta-feira (30) a Rádio Senado.
As brigas recorrentes entre taxistas e motoristas que prestam o serviço de carona paga é uma das preocupações do senador, que tem trabalhado pela pacificação do setor. “Nós temos que fazer com que o projeto de lei daqui do Senado, depois de aprovado, seja um marco regulatório para o transporte público e privado ”, destacou Chaves, ao ressaltar que “privado é todo aquele que usa a plataforma digital e o público o autorizado pelas prefeituras”.
Hoje, três projetos estão em discussão na CCT : um de autoria do deputado federal Carlos Zarattini, outro do deputado Ricardo Ferraço e o Projeto de Lei do Senado (PLS) número 726, do senador Lasier Martins.
“Juntei os três para ver os pontos comuns e os não comuns. Pretendemos fazer uma relatoria bem participativa e, para isso, já convocamos cinco comissões do Senado, para que elas possam fazer as audiências públicas em conjunto”, finalizou.
ago 31, 2017 | Brasil
Depois de uma semana cansativa de trabalho, que aguçou a saudade de casa, o médico João Carlos Resende se emocionou e comoveu internautas ao relatar a consulta com uma paciente de câncer. Dona Socorro chegava ao Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, ansiosa por uma boa notícia, mas receberia em seguida um novo diagnóstico da doença. A simplicidade da reação da idosa, mesmo decepcionada, tocou o coração de Resende, cujo relato já alcançou mais de 200 mil curtidas no Facebook.

O texto do médico comove ao transportar o encontro no hospital para a literatura. Ela chegou a ele franzina, com “mãos de sutil aspereza de quem trabalhou pesado a vida toda”. Vestia a melhor roupa que tinha. Mas Resende precisava avisá-la de que a doença havia voltado e progredido, e ela precisaria retomar a cansativa e nauseante medicação.
Medicina humanizada
João Carlos Resende Martins Medeiros Trindade é natural de Campina Grande, na Paraíba, e foi morar no interior de São Paulo em março do ano passado para a residência em oncologia. Sempre gostou de escrever, movido pela leitura e pelo incentivo da mãe, que é revisora ortográfica. Muito ligado aos parentes desde criança, ele convive hoje com a solidão. Mas aposta na missão de ajudar na fragilidade dos pacientes com câncer, em um mundo que “usa a fragilidade das pessoas para o engano, o golpe”. E se apoia em afagos como o de Dona Socorro, o que trouxe um sopro de esperança.
Veja o emocionante relato:
Semana curta e cansativa, coração agitado, mente num turbilhão. Deus hoje resolveu me visitar. Ele tinha um corpo franzino, rosto marcado pelo sol, mãos com sutil aspereza de quem trabalhou pesado a vida toda e um cheiro de lavanda misturado com as cinzas de um fogão de lenha. Ele falava de um jeito bonito e simples, arrastado e vindo lá do Goiás. Vestia a melhor roupa que tinha, colorida, bem cuidada, mas respingada da sopa que serviram antes da consulta. O sapato de algodão listrado não combinava com a blusa florida… ah, mas Ele era Deus e podia tudo. Seus olhos fugiam dos meus. Como podia Deus se fazer pequeno assim? Logo lembrei que Ele sabe muito bem fazer isso. Lembrei que Ele foi homem, é pão e será sempre grande, pequeno Deus. Parecia envergonhado, ansioso pela notícia, infelizmente não tão boa. Estava cansado da viagem, da sala de espera lotada e de anos de luta contra o câncer. Diante da grandeza à minha frente, aumentei minha pequenez para que pudesse caber na menor brecha que ousei adentrar naquela vida. A doença mudou, progrediu e voltou a judiar. Aquele remédio que tanto cansava e nauseava aqueles poucos quilos tão frágeis se faria necessário mais uma vez.
“Mas, Dotô. Não diga isso.”
Seu rosto se entristeceu e quanto me doeu ver Deus sendo gente ali diante de mim.
“D. Socorro, não fica triste. O doutor aqui tem coração mole e pode chorar.”
Olhou para mim e pude ver o brilho dos olhos sábios dizendo: “Vou chorar em casa, para o senhor não olhar.”
Como aquilo me engrandecia. Como pode Deus me visitar assim. Ali acabou meu cansaço. Ali só coube emoção. Examinei aquele corpo pequeno. Coração forte e barulhento, pulmões que sopraram em mim o sopro da vida e contemplei o mais belo sorriso com as cócegas geradas ao palpar seu abdome. Pensava comigo o quanto eu queria, com minha mão, retirar cada um daqueles tumores e ao mesmo tempo me emocionava porque, com aquela visita, Deus retirava cada um dos meus, não físicos. Minha prescrição seria o que menos importava ali, mas assim mesmo a fiz.
“D. Socorro, vou prescrever aquele remédio chatinho, mas para tentar controlar a doença da senhora.”
Humilde, respondeu: “É o jeito.”
No final de tudo, depois de eternos poucos minutos de graça, Deus olhou para mim e disse: “Dotô, o resto pode estar doente e não prestar, mas meu coração é grande e bom.” Ah, Deus! Que coração.
Já emocionado, apenas pedi um abraço e agradeci por tudo aquilo. Ganhei mais. Ganhei uma foto, um carinho no rosto e a certeza de que Deus sempre está comigo e sempre me visita de diversas formas. Hoje Ele me visitou, me curou e me deu força para continuar. Ironicamente, saiu daquela sala e falou: “Fica com Deus, Dotô.”
“Estive com Ele, D. Socorro.”
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