fev 5, 2019 | Brasil

Se você se sente culpada por parecer rígida demais com os filhos e teme que eles pensem que você é uma mãe “chata”, saiba que os especialistas estão do seu lado e que, no futuro, seus pequenos vão te agradecer pela forma como a qual foram criados.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Essex, na Inglaterra, filhos de mães rígidas são mais bem-sucedidos profissionalmente do que as crianças que foram criadas por mães menos insistentes.
Para chegar a esta conclusão, pesquisadores acompanharam durante seis anos a vida de 15.500 meninas entre idades de 13 e 14 e descobriram que as meninas com as mães que estabeleceram padrões elevados na educação dos filhos tinham maiores chances de frequentar uma faculdade e ganhar salários mais altos.
Outro benefício de se ter uma “mãe chata”, de acordo com o estudo, é de que as mesmas meninas analisadas eram menos propensas a engravidar na adolescência. Portanto, se manter a ordem e criar regras em casa parece algo difícil e pouco popular, tenha em mente de que, no futuro, seus filhos se tornarão adultos conscientes e independentes.
fev 4, 2019 | Brasil

O aumento da violência nas escolas reflete uma crise de autoridade familiar.
“Os pais e as mães que não exerceram sua autoridade sobre os filhos tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os para que outros façam o que deveriam ter feito. O abandono da responsabilidade retira dos pais a possibilidade de protestar e de exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente não tem o direito de se queixar .” – Fernando Savater.
Especialistas em educação defenderam que o aumento da violência escolar se deve, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo fato de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores. Os participantes no encontro \’Família e Escola: um espaço de convivência\’, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideraram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
É verdade que as crianças não encontram em casa a figura de autoridade, que é um elemento fundamental para o seu crescimento. O filósofo Fernando Savater, presente neste encontro disse precisamente isso.
As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa e o computador que, parece estar apostado em substituir a televisão.
A verdade é que os pais continuam a não querer assumir qualquer autoridade, preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos seja alegre e sem conflitos e empurram o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os sem problemas.
O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se queixar. Há muitos professores que são vítimas nas mãos dos alunos. Todos sabemos isso e já temos tido notícias bem preocupantes a esse respeito.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que ao pagar uma escola deixa de ser necessário impor responsabilidade. A liberdade exige uma componente de disciplina que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade. A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara, e é urgente que os pais transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, uma oportunidade e um privilégio como esse.
Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina e então vão verificar o seu desajustamento social. Eu penso que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos, quer sejam os pais, quer sejam os professores.
Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incômodo. Isso leva-os à rebeldia.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, porque mais vale dar uma palmada, no momento certo do que permitir as situações que depois se criam.
—Um dos primeiros objetivos da educação é preservar os filhos de seus pais. — disse, arrancando risadas — não me parece bom, portanto, submeter permanentemente os filhos aos pais. A escola ensina muito mais do que os conteúdos aplicados nela, e sim a conviver com pessoas que não temos razões para gostar, e que às vezes até não gostamos, mas que precisamos respeitar.
Eu não sei exatamente se isto tem uma solução mais ou menos recomendável, mas penso que a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres pode ser uma delas. Tem de se começar por algum lado.
A escola não pode transformar-se em campo de batalhas entre professores e alunos nem tão pouco passar a ser um espaço prisional onde os alunos se sintam constrangidos e marginalizados em relação à sociedade de que fazem parte. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Penso que tudo deve começar na educação e no respeito pelos outros, nunca esquecendo o respeito por si próprios. A educação para a cidadania é um dever e um objectivo a atingir urgentemente, antes que seja demasiado tarde. Para isso, a política do Ministério de Educação tem de mudar assim como toda a política que agora quer subjugar toda a comunidade educativa, sob pena de a indisciplina na escola se transformar numa realidade assustadora em todo o país.
escrito por Luis Ferreira
fev 2, 2019 | Brasil

Ermelinda tem 105 anos de idade e nunca tinha podido frequentar o ensino fundamental – até agora, quando finalmente está tendo a oportunidade de enfrentar esse desafio na casa de idosos onde vive.
Ela tem aulas duas vezes por semana junto com outros colegas do Lar para Idosos Elena Herbert de Estefanell, em Chascomús, na província argentina de Buenos Aires. Nenhum deles pôde ir à escola na infância. Ela, porém, é a única centenária do grupo: tem de 15 a 25 anos a mais que seus “coleguinhas“. Aliás, Ermelinda tem bisnetos que estão na mesma série que ela – mas, obviamente, em outras escolas.
A bisavó lê poesias, faz exercícios e escreve, embora às vezes ache difícil segurar o lápis, conforme disse em entrevista ao jornal Clarín:
“Eu adoro ler. A minha mãe, Etelvina Álvarez, me ensinou. Não posso ficar sentada sem fazer nada. E não sinto a minha idade. Se eu tivesse que dar um número, diria que me sinto no máximo com 60 anos”.
Quando era menina, Ermelinda teve de ajudar nos trabalhos agrícolas da família de 13 irmãos e por isso não podia ir à escola. O mesmo aconteceu com milhares de crianças de sua geração. Toda a instrução básica disponível, que incluía aprender a ler, escrever e fazer contas, era aprendida em casa.
Agora, o lar para idosos está oferecendo a ela e aos seus companheiros na longa jornada da vida o conhecimento que nunca tiveram a chance de receber antes. É um projeto conjunto do lar com o Centro de Educação de Adultos 702 – e é apenas uma das atividades oferecidas pela instituição, que é o orgulho da cidade, com capacidade para mais de 60 moradores. Graças ao acordo entre as duas entidades, um professor vai duas vezes por semana, à tarde, dar aulas aos residentes. Nos outros dias da semana, os idosos participam, entre outras atividades, de caminhadas, oficinas de arte, aulas de culinária e muita convivência festiva.
Milhares de adultos na Argentina estão encarando o desafio de concluir o ensino fundamental e médio. Neste ano, mais de 110.000 adultos se cadastraram para concluir os estudos no país – nem todos, é claro, têm a idade de dona Ermelinda.
O mesmo desafio é bastante grande no mundo todo. Conforme um relatório da Unesco de 2017, havia em 2015 cerca de 264 milhões de crianças e jovens em idade primária e secundária fora da escola. O mesmo relatório aponta que muito poucos adultos que não concluíram o ensino primário voltam para a escola.
Nesse contexto, pessoas como Ermelinda dão um testemunho vivo do desejo de aprender e crescer, seja qual for a própria idade. É uma inspiração e um incentivo para todos nós aproveitarmos as oportunidades de aprimoramento pessoal, quaisquer que sejam as circunstâncias.
fev 1, 2019 | Brasil

Wagner Figueiredo de Lima, 34 anos, e Sereno, seu fiel amigo cavalo, passaram dias maravilhosos correndo a toda velocidade. Eles eram parceiros inseparáveis! Até um dia fatal, no qual o jovem Wagner teve um acidente de carro e foi gravemente ferido e não conseguiu sobreviver.
Eles moravam na Paraíba, Brasil, e todos lamentaram a morte de Wagner, especialmente seu amado cavalo.
Família e amigos se reuniram para se despedir do jovem antes do enterro e, como Sereno o amava tanto, Wando, o irmão de Wagner, achou que o cavalo também gostaria de estar naquele momento importante.
Quando o carro que levava o corpo de Wagner chegou, Sereno se aproximou dele, como se realmente soubesse que era o último adeus a seu amigo humano. Ele começou a cheirar e circundar o veículo até que ele começou a relinchar uma e outra vez.
Todos aqueles que testemunharam a cena foram movidos pela reação do cavalo ao seu dono.
Então ele recostou-se no caixão e se esfregou. Todos estavam convencidos de que ele estava triste porque sabia que não veria mais Wagner.
Sereno se juntou ao grupo de pessoas e caminhou junto até o cemitério para se despedir dele. Durante toda a jornada, o cavalo relinchou sem parar.
Não podemos ter certeza das expressões dos animais, mas a de Sereno era claramente de dor.
Felizmente, Sereno não terá que lidar apenas com a dor. Wando cuidou dele e fez dele parte de sua família. Sereno continuará a viver em uma casa cheia de amor com um mestre que cuida dele, o ama e o protege.
jan 26, 2019 | Brasil

De acordo com o professor de Química do Instituto Federal da Bahia (IFBA) Christian Ricardo, o segredo está no sistema de filtragem do equipamento, que a faz por gravidade. Isto porque a água é colocada em um reservatório superior, passa lentamente pelo filtro e, então, chega à torneirinha.
Para isto, o filtro conta com uma vela de cerâmica microporosa que retém partículas sólidas em suspensão que podem estar “boiando” na água. Neste mecanismo, não há adição de produtos químicos.
O filtro, então, consegue barrar cloro, alumínio, chumbo, pesticidas, ferro, entre outros elementos químicos.
Em outros tipos de filtro para água, o sistema é diferente. Nas formas em que a água vem da torneira e da tubulação, a pressão pode fazer com que microrganismos e elementos químicos cheguem ao copo (e ao corpo) do ser humano.
Filtro de barro: detalhes
Limpeza
Quem tem um filtro deste em casa deve prestar atenção à limpeza: o indicado é passar uma escova macia com água de três em três meses nas áreas externa e interna, sem o uso de produtos químicos.
Um filtro de barro pode custar a partir de R$ 100. Já a vela, que deve ser trocada para manutenção anualmente, custa R$ 15, em média
jan 26, 2019 | Brasil

Quando nos deparamos com mais uma tragédia como esta em Brumadinho/MG nos damos conta da importância de uma boa atuação dos bombeiros.

No imaginário social, a palavra “bombeiro”, na maioria das vezes, aparece carregada de um sentido de heroísmo e salvação. De fato, ao ser tarefa de um bombeiro todo e qualquer tipo de salvamento – entre eles o combate e resgate de vítimas em incêndios, primeiros socorros e resgate em situação de acidentes de trânsito, buscas e salvamentos terrestres e aquáticos, ajuda em situações de calamidades como destelhamentos e desabamentos, salvamento em altura, captura de animais, corte de árvores, vistorias contra incêndios, palestras preventivas, e até mesmo partos de emergência a caminho do hospital – fica subjacente ao título um certo brilho de “super-herói”, um “super-homem” invencível, a solução nas piores tragédias, quando tudo está perdido.
Quem nunca se emocionou ao ver pessoalmente, ou através da mídia, um salvamento envolvendo os bombeiros? O caso é que a outra face da moeda é pouco vista, pouco entendida, pouco trabalhada e até mesmo escondida pelos próprios bombeiros, pela força que carrega o “ser militar”. Como relatado por eles:

“Ser bombeiro é servir, servir, sempre servir!” “Ser bombeiro é ter amor à vida dos outros.” Essa é uma profissão muito exigida: física, emocional, psicológica e socialmente falando, e, através desse diagnóstico, percebemos o amor e o sofrimento envolvidos no dia a dia desses trabalhadores, o que torna esse trabalho ora uma paixão, ora um verdadeiro esforço pela sobrevivência, como atesta a fala de um bombeiro:
“… Faço de tudo para conseguir ajudar aquela pessoa que, naquele momento, precisa de mim. Mas às vezes tudo aquilo que eu faço é pouco, e ela não resiste e acaba falecendo. É muito triste saber que, por mais que eu tenha feito tudo o que era possível, ela não resistiu.”
Outro ponto importante a se considerar é a valorização dessa categoria profissional pela sociedade. Embora esta valorize esses profissionais, muitas vezes os recrimina por um salvamento sem êxito. A demora de algum atendimento sempre é interpretada como falha profissional, e não como uma situação que pode fugir do seu controle, como, por exemplo, o trânsito.
“… Nós, bombeiros, fazemos de tudo para chegar o quanto antes no local chamado. Só que, às vezes, a gente acaba demorando, e não é por nossa culpa… O trânsito nos atrapalha muitas vezes.”
Alguns outros aspectos relevantes dizem respeito à valorização interna dos profissionais, ao reconhecimento, à satisfação pessoal em ajudar o próximo, ao bom relacionamento entre colegas de trabalho, à estabilidade profissional, etc. Esses fatores positivos aparecem nos seguintes relatos:
“… Eu me sinto valorizado aqui no corpo de bombeiros. Eu sei que o meu trabalho é muito importante para a equipe, para o resultado final.”
“… É muito bom quando conseguimos ajudar uma outra pessoa. Sinto-me um herói.”
“Com a convivência acabamos nos tornando amigos. Nos ajudamos, de vez em quando, nos problemas pessoais. Como todos passam por situações parecidas, de certa forma, um conforta o outro.”
“Mesmo que o salário, a meu ver, seja baixo, tenho uma estabilidade profissional, e isso me deixa tranqüilo.”

Normalmente, a carga horária de um bombeiro que atua na “linha de frente do combate” é de 24 horas trabalhadas, com 48 horas de folga. Nessas 24 horas que permanecem na “guarnição”, ou seja, no quartel, aguardando algum chamado, a adrenalina é muito alta, pois sabem que, a qualquer momento, o alarme pode soar, e, quando isso se efetiva, saem sem saber ao certo o que vão encontrar pela frente. Nesse momento, muitas coisas podem passar pela sua cabeça, pois só saberão o que os aguarda quando chegarem ao local. As suas falas ilustram bem essa situação:
“… Quando a sirene toca, acabo ficando nervoso. É uma espécie de angústia, eu acho, porque não sei se vou encontrar um incêndio, um atropelamento, um afogamento, ou apenas uma árvore que caiu e está atrapalhando o trânsito. Sem falar na hipótese de ter vítimas… Eu só me acalmo quando chego ao local, se bem que a tensão continua, só que de uma outra forma..”
“Só trabalho quando sei que alguém está em situação difícil, de sofrimento. Por isso prefiro ficar no quartel aguardando, mesmo que parado, porque, se sou chamado, é porque alguém está passando um momento muito complicado”.
Sabemos que todo o trabalho é investido de afetividade por parte do indivíduo que o realiza, sendo que esta é a base do psiquismo, elemento essencial na conduta e nas reações individuais. Leontiev (1978, citado por Cruz, 2005) considera que os sentimentos e as emoções são muito importantes, visto estarem presentes no sistema motivacional que, levando à ação e à atividade, irão compor as características próprias que identificam a individualidade.

Assim, o profissional bombeiro lida constantemente com uma forte carga afetiva em seu trabalho. Nas situações que envolvem vítimas, os bombeiros podem, muitas vezes, estar face a face com a morte, ou com cenas muito fortes. É importante ressaltar que, após a ocorrência, eles voltam ao quartel e ao trabalho, sem nenhum suporte que os ajude a enfrentar tais situações, que, por mais cotidianas que sejam para eles, nunca deixam de ser traumáticas. Precisam agir como se nada tivesse acontecido e estarem prontos para novo chamado, como revela o seu depoimento:
“… Quando a vítima é um adulto, eu fico chateado, claro… Mas, com criança, a dor é maior… Às vezes tenho vontade de chorar, mas tenho que ser forte…”.
“Não podemos nos envolver com a situação, temos que ter autocontrole. Os colegas mais experientes dão força para os que ficam mais abalados. Não podemos ser emotivos, somos obrigados a ser frios.”
“Seria importante um acompanhamento psicológico pós-acidentes, pois, com o tempo, corremos o risco de “ficar meio 18″(gíria do quartel para designar os que ficam “meio loucos”).
“É difícil lidar com a morte, também somos humanos.”
Nesse sentido, fica evidente a importância de se oferecer um suporte emocional para lidar com essas vivências e situações traumáticas, que tanto poderia acontecer através de um acompanhamento ou atendimento psicológico ou de um grupo de apoio.
Um agradecimento especial a estes profissionais anônimos que ajudam tanto os outros e muitas vezes são pouco valorizados com as condições de trabalho! Parabéns e continuem exercendo com amor e louvor de sempre!!
adaptado e escrito por Rejane Regio
fotos retiradas da internet –