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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 25 de Junho de 2026

Óleos Essenciais ajudam a melhorar a produção animal, dizem especialistas

A proibição da utilização de promotores de crescimento em rações para animais de produção já existe em alguns países ao redor do mundo desde 2006. Entretanto, a portaria número 171 publicada em Dezembro de 2018 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem a intenção de proibir também no Brasil, a utilização de diversos promotores de crescimento, como a tilosina, lincomicina e bacitracina. Ou seja, a realidade que já encontramos em alguns países da União Europeia está cada vez mais se aproximando do Brasil.

Por conta disso, de acordo com José Luiz Schneiders, nutricionista da Quimtia Brasil, empresa especializada na fabricação de insumos para nutrição animal, é imprescindível que pesquisas com aditivos utilizados para a alimentação animal sejam cada vez mais atualizadas e precisas. Para ele, alguns aditivos possuem funções benéficas que, se utilizados de maneira correta, conseguem manter a integridade intestinal, auxiliando no controle da imunidade dos animais. “Os aditivos podem agir de diversas formas, dependendo do seu potencial, dentre eles, podemos citar os óleos essenciais”, comenta o especialista.

Segundo Schneiders, os óleos essenciais são extratos de plantas que contém princípios ativos com efeitos similares aos efeitos dos promotores de crescimento e são, normalmente, compostos por substâncias voláteis, líquidas, com odor agradável e marcante. “Na nutrição animal, podemos citar a utilização do Carvacrol, Timol, Cinemaldeído e Eugenol, que podem ser extraídos de orégano, tomilho, canela e cravo, por exemplo”, afirma.

Ação e Reação

O principal mecanismo de ação dos óleos essenciais é a sua ligação na membrana celular da bactéria. Ao se ligarem, os óleos essenciais promovem mudanças na permeabilidade e atividade, provocando danos ao sistema enzimático. O sistema enzimático das bactérias está relacionado à produção de energia e à síntese de componentes estruturais. Os danos que os óleos essenciais causam no sistema enzimático dificultam a distribuição de ATP (energia) intracelular, impedindo a sua reprodução e levando a bactéria a morte.

Schneiders frisa sobre estudos que demonstram que em fezes de suínos tratados com óleos essenciais, coletadas 20 minutos após o abate, houve uma redução de 24% na quantidade de enterobactérias quando comparadas com fezes de suínos não tratados com este aditivo – óleos essenciais. Além disso, essas fezes emitiram 21% menos gases tóxicos, após exposição de 24 horas.  “Isso demonstra que, além do controle de bactérias patogênicas, o uso de óleos essenciais auxilia no controle ambiental, como uma função secundária”, reforça.

Em se tratando de bovinos, os benefícios também são satisfatórios. Para o médico veterinário da Quimtia, Stephen Janzen, eles atuam sobre as bactérias Gram + (não benéficas) no rúmen dos animais, semelhante aos ionóforos. Com isso, a redução destas bactérias Gram + resulta em benefícios como a redução de ácido acético e aumento da produção de ácido propiônico (precursor de energia).

Segundo ele, o resultado final pode ser traduzido como, aumento na produção de leite e carne, ou seja, melhor desempenho dos animais.

Óleos Essenciais x Funcionais

Ainda de acordo com o médico veterinário, sobretudo, é importante salientar que existem óleos essências e óleos funcionais. O especialista explica que os óleos funcionais são extraídos de sementes, frutas e grãos diversos, e não extraídos de essências, como os óleos essenciais. “Alguns estudos mostram que o resultado positivo da utilização dos óleos essenciais em ruminantes é dependente do tipo de dieta e do pH ruminal. Já os óleos funcionais não dependem destes fatores”, finaliza Janzen.

Imposto de Renda – Inscrição de CPF pode ser feita nos Correios

Imposto de Renda – Inscrição de CPF pode ser feita nos Correios

A partir deste ano, o CPF passa a ser obrigatório para todos os dependentes dos contribuintes que tiverem que declarar o Imposto de Renda 2019. Nos Correios, além da inscrição para quem não tem o documento, é possível fazer também a regularização cadastral e a alteração de dados como data de nascimento, número do título eleitoral, endereço, nome da mãe e a mudança de sexo – que era realizada somente em unidades da Receita Federal.

Em 2018, foram realizadas pela rede de atendimento dos Correios 6,3 milhões de inscrições ao cadastro, um aumento de mais de 15% em relação ao ano anterior. Os Estados que se destacaram na procura pelo serviço foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Para solicitar a inscrição no cadastro, o cidadão deve comparecer a uma agência dos Correios, própria ou terceirizada, munido dadocumentação necessária e pagar o valor de R$ 7,00. O número do documento sai na hora.

O CPF é utilizado para identificar o cidadão na Receita Federal. Não é obrigatório portar o cartão, mas o número do cadastro é exigido em várias situações, principalmente em operações financeiras, como abertura de contas em bancos.

Saiba como conferir quanto tempo falta para se aposentar

Saiba como conferir quanto tempo falta para se aposentar

Com a reforma da Previdência no horizonte, contribuir quanto tempo falta para se aposentar é algo fundamental aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar de parecer complicado, é possível fazer isso sem sair de casa, pelo próprio site do instituto.

No site Meu INSS, o segurado consegue tanto simular sua aposentadoria como conferir quanto tempo de contribuição a Previdência computa para ele. Isso é possível por meio do Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis), apontado por especialistas como o documento chave na hora do pedido da aposentadoria.

Para ter acesso ao Cnis é preciso cadastrar uma senha no site. Para isso, é preciso que o trabalhador tenha em mãos todas suas carteiras de trabalho, já que são feitas questões sobre sua vida laboral para liberação da senha. Caso não consiga responder as questões ou haja algum problema técnico, é necessário se dirigir a algum posto do INSS para liberar a senha.

Segundo o advogado previdenciário João Badari, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin advogados associados, ao pegar o Cnis é necessário compará-lo tanto com as carteiras de trabalho quanto com carnês de contribuição no caso dos segurados autônomos e facultativos.

“Veja se todo o período está ali, bem como o salário de contribuição. É nesse documento que o INSS se baseia para conceder a aposentadoria e ter um Cnis sem falhas pode ser decisivo”, disse.

Caso haja alguma falha no extrato previdenciário, o segurado deve pegar sua documentação e procurar um posto da Previdência para corrigir as falhas. Há uma orientação do INSS que esse tipo de correção só pode ser feito no momento do atendimento de concessão da aposentadoria, Porém, por lei, é permitido pedir a correção a qualquer tempo.

De acordo com o presidente do Instituto de Estudos Previdenciários, Roberto de Carvalho Santos, fazer uma boa análise do Cnis e das carteiras é o primeiro passo para o planejamento previdenciário. Segundo ele, apesar da reforma estar cada vez mais perto, não há motivo para que o segurado se desespere e corra em disparada ao posto.

“É preciso consultar os períodos, corrigir irregularidades e até tentar aumentar o tempo de contribuição, com a inclusão de ações trabalhistas e tempo como servidor público. As vezes, há buracos nos tempos de contribuição que podem ser recolhidos em atraso”, cita.

O site do INSS também oferece uma calculadora para a aposentadoria. Lá, é preciso que o segurado preencha seus dados, como nome completo, idade e carregue os vínculos trabalhistas. Caso esteja logado no sistema do Meu INSS, os vínculos são carregados automaticamente com base no Cnis.

Entenda a reforma

A mudança nas aposentadorias e outros benefícios previdenciários é tratada como prioridade pelo governo Bolsonaro. A ideia do governo é fixar uma idade mínima para a aposentadoria dos segurados. A discussão, no momento é se será de 65 anos para todos os trabalhadores, independente do sexo, ou se as mulheres terão uma idade diferenciada, como prefere o presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, as regras entre o serviço privado e público devem ser igualadas e, no caso de novos trabalhadores, haverá a criação de um sistema de capitalização. Na capitalização, o segurado contribui para uma espécie de poupança que irá financiar seu benefício no futuro, No caso do sistema atual, que é de repartição, os trabalhadores contribuem para pagar os benefícios das aposentadorias que já foram concedidas.

 

Ser uma “Mãe Chata” faz filhos crescerem mais Bem-sucedidos, diz estudos!

Ser uma “Mãe Chata” faz filhos crescerem mais Bem-sucedidos, diz estudos!

Se você se sente culpada por parecer rígida demais com os filhos e teme que eles pensem que você é uma mãe “chata”, saiba que os especialistas estão do seu lado e que, no futuro, seus pequenos vão te agradecer pela forma como a qual foram criados.

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Essex, na Inglaterra, filhos de mães rígidas são mais bem-sucedidos profissionalmente do que as crianças que foram criadas por mães menos insistentes.

Para chegar a esta conclusão, pesquisadores acompanharam durante seis anos a vida de 15.500 meninas entre idades de 13 e 14 e descobriram que as meninas com as mães que estabeleceram padrões elevados na educação dos filhos tinham maiores chances de frequentar uma faculdade e ganhar salários mais altos.

Outro benefício de se ter uma “mãe chata”, de acordo com o estudo, é de que as mesmas meninas analisadas eram menos propensas a engravidar na adolescência. Portanto, se manter a ordem e criar regras em casa parece algo difícil e pouco popular, tenha em mente de que, no futuro, seus filhos se tornarão adultos conscientes e independentes.

Violência nas escolas é reflexo dos Pais frouxos – que perderam a autoridade

Violência nas escolas é reflexo dos Pais frouxos – que perderam a autoridade

O aumento da violência nas escolas reflete uma crise de autoridade familiar.

“Os pais e as mães que não exerceram sua autoridade sobre os filhos tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os para que outros façam o que deveriam ter feito. O abandono da responsabilidade retira dos pais a possibilidade de protestar e de exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente não tem o direito de se queixar .” – Fernando Savater.

Especialistas em educação defenderam que o aumento da violência escolar se deve, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo fato de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores. Os participantes no encontro \’Família e Escola: um espaço de convivência\’, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideraram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

É verdade que as crianças não encontram em casa a figura de autoridade, que é um elemento fundamental para o seu crescimento. O filósofo Fernando Savater, presente neste encontro disse precisamente isso.

As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa e o computador que, parece estar apostado em substituir a televisão.

A verdade é que os pais continuam a não querer assumir qualquer autoridade, preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos seja alegre e sem conflitos e empurram o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os sem problemas.

O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se queixar. Há muitos professores que são vítimas nas mãos dos alunos. Todos sabemos isso e já temos tido notícias bem preocupantes a esse respeito.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que ao pagar uma escola deixa de ser necessário impor responsabilidade. A liberdade exige uma componente de disciplina que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade. A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara, e é urgente que os pais transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, uma oportunidade e um privilégio como esse.

Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina e então vão verificar o seu desajustamento social. Eu penso que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos, quer sejam os pais, quer sejam os professores.

Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incômodo. Isso leva-os à rebeldia.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, porque mais vale dar uma palmada, no momento certo do que permitir as situações que depois se criam.

—Um dos primeiros objetivos da educação é preservar os filhos de seus pais. — disse, arrancando risadas — não me parece bom, portanto, submeter permanentemente os filhos aos pais. A escola ensina muito mais do que os conteúdos aplicados nela, e sim a conviver com pessoas que não temos razões para gostar, e que às vezes até não gostamos, mas que precisamos respeitar.

Eu não sei exatamente se isto tem uma solução mais ou menos recomendável, mas penso que a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres pode ser uma delas. Tem de se começar por algum lado.

A escola não pode transformar-se em campo de batalhas entre professores e alunos nem tão pouco passar a ser um espaço prisional onde os alunos se sintam constrangidos e marginalizados em relação à sociedade de que fazem parte. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Penso que tudo deve começar na educação e no respeito pelos outros, nunca esquecendo o respeito por si próprios. A educação para a cidadania é um dever e um objectivo a atingir urgentemente, antes que seja demasiado tarde. Para isso, a política do Ministério de Educação tem de mudar assim como toda a política que agora quer subjugar toda a comunidade educativa, sob pena de a indisciplina na escola se transformar numa realidade assustadora em todo o país.

 

escrito por Luis Ferreira

Esta bisavó começou a escola primária… aos 105 anos de idade!

Esta bisavó começou a escola primária… aos 105 anos de idade!

Ermelinda tem 105 anos de idade e nunca tinha podido frequentar o ensino fundamental – até agora, quando finalmente está tendo a oportunidade de enfrentar esse desafio na casa de idosos onde vive.

Ela tem aulas duas vezes por semana junto com outros colegas do Lar para Idosos Elena Herbert de Estefanell, em Chascomús, na província argentina de Buenos Aires. Nenhum deles pôde ir à escola na infância. Ela, porém, é a única centenária do grupo: tem de 15 a 25 anos a mais que seus “coleguinhas“. Aliás, Ermelinda tem bisnetos que estão na mesma série que ela – mas, obviamente, em outras escolas.

A bisavó lê poesias, faz exercícios e escreve, embora às vezes ache difícil segurar o lápis, conforme disse em entrevista ao jornal Clarín:

“Eu adoro ler. A minha mãe, Etelvina Álvarez, me ensinou. Não posso ficar sentada sem fazer nada. E não sinto a minha idade. Se eu tivesse que dar um número, diria que me sinto no máximo com 60 anos”.

Quando era menina, Ermelinda teve de ajudar nos trabalhos agrícolas da família de 13 irmãos e por isso não podia ir à escola. O mesmo aconteceu com milhares de crianças de sua geração. Toda a instrução básica disponível, que incluía aprender a ler, escrever e fazer contas, era aprendida em casa.

Agora, o lar para idosos está oferecendo a ela e aos seus companheiros na longa jornada da vida o conhecimento que nunca tiveram a chance de receber antes. É um projeto conjunto do lar com o Centro de Educação de Adultos 702 – e é apenas uma das atividades oferecidas pela instituição, que é o orgulho da cidade, com capacidade para mais de 60 moradores. Graças ao acordo entre as duas entidades, um professor vai duas vezes por semana, à tarde, dar aulas aos residentes. Nos outros dias da semana, os idosos participam, entre outras atividades, de caminhadas, oficinas de arte, aulas de culinária e muita convivência festiva.

Milhares de adultos na Argentina estão encarando o desafio de concluir o ensino fundamental e médio. Neste ano, mais de 110.000 adultos se cadastraram para concluir os estudos no país – nem todos, é claro, têm a idade de dona Ermelinda.

O mesmo desafio é bastante grande no mundo todo. Conforme um relatório da Unesco de 2017, havia em 2015 cerca de 264 milhões de crianças e jovens em idade primária e secundária fora da escola. O mesmo relatório aponta que muito poucos adultos que não concluíram o ensino primário voltam para a escola.

Nesse contexto, pessoas como Ermelinda dão um testemunho vivo do desejo de aprender e crescer, seja qual for a própria idade. É uma inspiração e um incentivo para todos nós aproveitarmos as oportunidades de aprimoramento pessoal, quaisquer que sejam as circunstâncias.