fev 1, 2019 | Brasil

Wagner Figueiredo de Lima, 34 anos, e Sereno, seu fiel amigo cavalo, passaram dias maravilhosos correndo a toda velocidade. Eles eram parceiros inseparáveis! Até um dia fatal, no qual o jovem Wagner teve um acidente de carro e foi gravemente ferido e não conseguiu sobreviver.
Eles moravam na Paraíba, Brasil, e todos lamentaram a morte de Wagner, especialmente seu amado cavalo.
Família e amigos se reuniram para se despedir do jovem antes do enterro e, como Sereno o amava tanto, Wando, o irmão de Wagner, achou que o cavalo também gostaria de estar naquele momento importante.
Quando o carro que levava o corpo de Wagner chegou, Sereno se aproximou dele, como se realmente soubesse que era o último adeus a seu amigo humano. Ele começou a cheirar e circundar o veículo até que ele começou a relinchar uma e outra vez.
Todos aqueles que testemunharam a cena foram movidos pela reação do cavalo ao seu dono.
Então ele recostou-se no caixão e se esfregou. Todos estavam convencidos de que ele estava triste porque sabia que não veria mais Wagner.
Sereno se juntou ao grupo de pessoas e caminhou junto até o cemitério para se despedir dele. Durante toda a jornada, o cavalo relinchou sem parar.
Não podemos ter certeza das expressões dos animais, mas a de Sereno era claramente de dor.
Felizmente, Sereno não terá que lidar apenas com a dor. Wando cuidou dele e fez dele parte de sua família. Sereno continuará a viver em uma casa cheia de amor com um mestre que cuida dele, o ama e o protege.
jan 26, 2019 | Brasil

De acordo com o professor de Química do Instituto Federal da Bahia (IFBA) Christian Ricardo, o segredo está no sistema de filtragem do equipamento, que a faz por gravidade. Isto porque a água é colocada em um reservatório superior, passa lentamente pelo filtro e, então, chega à torneirinha.
Para isto, o filtro conta com uma vela de cerâmica microporosa que retém partículas sólidas em suspensão que podem estar “boiando” na água. Neste mecanismo, não há adição de produtos químicos.
O filtro, então, consegue barrar cloro, alumínio, chumbo, pesticidas, ferro, entre outros elementos químicos.
Em outros tipos de filtro para água, o sistema é diferente. Nas formas em que a água vem da torneira e da tubulação, a pressão pode fazer com que microrganismos e elementos químicos cheguem ao copo (e ao corpo) do ser humano.
Filtro de barro: detalhes
Limpeza
Quem tem um filtro deste em casa deve prestar atenção à limpeza: o indicado é passar uma escova macia com água de três em três meses nas áreas externa e interna, sem o uso de produtos químicos.
Um filtro de barro pode custar a partir de R$ 100. Já a vela, que deve ser trocada para manutenção anualmente, custa R$ 15, em média
jan 26, 2019 | Brasil

Quando nos deparamos com mais uma tragédia como esta em Brumadinho/MG nos damos conta da importância de uma boa atuação dos bombeiros.

No imaginário social, a palavra “bombeiro”, na maioria das vezes, aparece carregada de um sentido de heroísmo e salvação. De fato, ao ser tarefa de um bombeiro todo e qualquer tipo de salvamento – entre eles o combate e resgate de vítimas em incêndios, primeiros socorros e resgate em situação de acidentes de trânsito, buscas e salvamentos terrestres e aquáticos, ajuda em situações de calamidades como destelhamentos e desabamentos, salvamento em altura, captura de animais, corte de árvores, vistorias contra incêndios, palestras preventivas, e até mesmo partos de emergência a caminho do hospital – fica subjacente ao título um certo brilho de “super-herói”, um “super-homem” invencível, a solução nas piores tragédias, quando tudo está perdido.
Quem nunca se emocionou ao ver pessoalmente, ou através da mídia, um salvamento envolvendo os bombeiros? O caso é que a outra face da moeda é pouco vista, pouco entendida, pouco trabalhada e até mesmo escondida pelos próprios bombeiros, pela força que carrega o “ser militar”. Como relatado por eles:

“Ser bombeiro é servir, servir, sempre servir!” “Ser bombeiro é ter amor à vida dos outros.” Essa é uma profissão muito exigida: física, emocional, psicológica e socialmente falando, e, através desse diagnóstico, percebemos o amor e o sofrimento envolvidos no dia a dia desses trabalhadores, o que torna esse trabalho ora uma paixão, ora um verdadeiro esforço pela sobrevivência, como atesta a fala de um bombeiro:
“… Faço de tudo para conseguir ajudar aquela pessoa que, naquele momento, precisa de mim. Mas às vezes tudo aquilo que eu faço é pouco, e ela não resiste e acaba falecendo. É muito triste saber que, por mais que eu tenha feito tudo o que era possível, ela não resistiu.”
Outro ponto importante a se considerar é a valorização dessa categoria profissional pela sociedade. Embora esta valorize esses profissionais, muitas vezes os recrimina por um salvamento sem êxito. A demora de algum atendimento sempre é interpretada como falha profissional, e não como uma situação que pode fugir do seu controle, como, por exemplo, o trânsito.
“… Nós, bombeiros, fazemos de tudo para chegar o quanto antes no local chamado. Só que, às vezes, a gente acaba demorando, e não é por nossa culpa… O trânsito nos atrapalha muitas vezes.”
Alguns outros aspectos relevantes dizem respeito à valorização interna dos profissionais, ao reconhecimento, à satisfação pessoal em ajudar o próximo, ao bom relacionamento entre colegas de trabalho, à estabilidade profissional, etc. Esses fatores positivos aparecem nos seguintes relatos:
“… Eu me sinto valorizado aqui no corpo de bombeiros. Eu sei que o meu trabalho é muito importante para a equipe, para o resultado final.”
“… É muito bom quando conseguimos ajudar uma outra pessoa. Sinto-me um herói.”
“Com a convivência acabamos nos tornando amigos. Nos ajudamos, de vez em quando, nos problemas pessoais. Como todos passam por situações parecidas, de certa forma, um conforta o outro.”
“Mesmo que o salário, a meu ver, seja baixo, tenho uma estabilidade profissional, e isso me deixa tranqüilo.”

Normalmente, a carga horária de um bombeiro que atua na “linha de frente do combate” é de 24 horas trabalhadas, com 48 horas de folga. Nessas 24 horas que permanecem na “guarnição”, ou seja, no quartel, aguardando algum chamado, a adrenalina é muito alta, pois sabem que, a qualquer momento, o alarme pode soar, e, quando isso se efetiva, saem sem saber ao certo o que vão encontrar pela frente. Nesse momento, muitas coisas podem passar pela sua cabeça, pois só saberão o que os aguarda quando chegarem ao local. As suas falas ilustram bem essa situação:
“… Quando a sirene toca, acabo ficando nervoso. É uma espécie de angústia, eu acho, porque não sei se vou encontrar um incêndio, um atropelamento, um afogamento, ou apenas uma árvore que caiu e está atrapalhando o trânsito. Sem falar na hipótese de ter vítimas… Eu só me acalmo quando chego ao local, se bem que a tensão continua, só que de uma outra forma..”
“Só trabalho quando sei que alguém está em situação difícil, de sofrimento. Por isso prefiro ficar no quartel aguardando, mesmo que parado, porque, se sou chamado, é porque alguém está passando um momento muito complicado”.
Sabemos que todo o trabalho é investido de afetividade por parte do indivíduo que o realiza, sendo que esta é a base do psiquismo, elemento essencial na conduta e nas reações individuais. Leontiev (1978, citado por Cruz, 2005) considera que os sentimentos e as emoções são muito importantes, visto estarem presentes no sistema motivacional que, levando à ação e à atividade, irão compor as características próprias que identificam a individualidade.

Assim, o profissional bombeiro lida constantemente com uma forte carga afetiva em seu trabalho. Nas situações que envolvem vítimas, os bombeiros podem, muitas vezes, estar face a face com a morte, ou com cenas muito fortes. É importante ressaltar que, após a ocorrência, eles voltam ao quartel e ao trabalho, sem nenhum suporte que os ajude a enfrentar tais situações, que, por mais cotidianas que sejam para eles, nunca deixam de ser traumáticas. Precisam agir como se nada tivesse acontecido e estarem prontos para novo chamado, como revela o seu depoimento:
“… Quando a vítima é um adulto, eu fico chateado, claro… Mas, com criança, a dor é maior… Às vezes tenho vontade de chorar, mas tenho que ser forte…”.
“Não podemos nos envolver com a situação, temos que ter autocontrole. Os colegas mais experientes dão força para os que ficam mais abalados. Não podemos ser emotivos, somos obrigados a ser frios.”
“Seria importante um acompanhamento psicológico pós-acidentes, pois, com o tempo, corremos o risco de “ficar meio 18″(gíria do quartel para designar os que ficam “meio loucos”).
“É difícil lidar com a morte, também somos humanos.”
Nesse sentido, fica evidente a importância de se oferecer um suporte emocional para lidar com essas vivências e situações traumáticas, que tanto poderia acontecer através de um acompanhamento ou atendimento psicológico ou de um grupo de apoio.
Um agradecimento especial a estes profissionais anônimos que ajudam tanto os outros e muitas vezes são pouco valorizados com as condições de trabalho! Parabéns e continuem exercendo com amor e louvor de sempre!!
adaptado e escrito por Rejane Regio
fotos retiradas da internet –
jan 15, 2019 | Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou nesta terça-feira (15) o decreto que flexibiliza as regras para posse de armas no país, uma de suas principais promessas de campanha.
“Para garantir o direito legítimo à defesa, como presidente usarei esta arma”, afirmou Bolsonaro referindo-se à caneta com que assinou a medida durante uma cerimônia no Palácio do Planalto em Brasília.
O evento, que durou alguns minutos, contou com a presença de várias autoridades, incluindo o ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro, envolvido na elaboração do texto, e deputados da bancada da bala. “Estou restaurando o que o povo quis em 2005”, acrescentou o presidente mencionando o referendo realizado há 14 anos.
Redigido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e finalizado na Casa Civil, o novo decreto prevê o aumento do prazo para renovação da autorização de posse de arma de 5 para 10 anos e a ampliação de casos considerados para essa necessidade, como morar em área rural ou em cidades com mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes por ano.
O texto autoriza a aquisição de até quatro armas de fogo de uso permitido dentro dos parâmetros estabelecidos pelo documento, de acordo com uma cópia do decreto divulgada logo após a assinatura. Ele refere-se exclusivamente à posse de armas. O porte de arma de fogo, ou seja, o direito de andar com a arma na rua ou no carro não foi incluído no texto.
Até agora, a posse de armas de fogo era permitida para maiores de 25 anos sem antecedentes criminais, com uma ocupação lícita, capazes de comprovar sua capacidade técnica e psicológica para uso, além de justificar sua necessidade.
Ainda, o novo decreto determina que em casas com criança, adolescente ou pessoa com deficiência mental, a residência deve ter cofre ou local seguro para armazenamento. (Com informações das agências Reuters, AFP e Agência Brasil)
jan 15, 2019 | Brasil
Em algum momento da vida, o mundo resolveu entender “competitividade” como alguma coisa parecida com o ditado antigo que diz “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Que pena.
Eu tenho a impressão de que esse engano é um dos grandes causadores da miséria em que nos enfiamos.
No meio desse equívoco, ser competitivo significa viver contra o outro, querer tudo e querer antes de todo mundo. Por aí, um batalhão competitivo espera sedento sua vez de partir para cima, de agarrar a chance com unhas e dentes, de provar seu valor, de fazer e acontecer. E tudo isso significa “passar por cima” de quem estiver na frente.
Em treinamentos e palestras, gurus de auto-ajuda repetem “você é especial porque foi o único espermatozoide a atingir o óvulo de sua mãe” e outras bobagens. Mas quase ninguém diz o essencial: “educação, respeito, ética e honestidade deixam o mundo melhor.”
Sem esses valores, ser competitivo é uma desgraça! O sujeito competitivo e mal-educado, desrespeitoso, antiético e desonesto é um monstro. Ponto! Não tem escrúpulos nem limites. Faz qualquer coisa em nome de suas metas.
Verdade é que competitividade sem educação está nos transformando em perigosas bestas. “Sai da frente ou eu atropelo” é o recado.
Nessa disputa estrábica, a gente aprende a falar inglês, alemão, espanhol, mandarim mas esquece como dizer “bom dia” no elevador!
“Fulano é poliglota!”, sabe pressionar, mentir, ofender e chantagear em quatro ou cinco idiomas! De que adianta?
Empatia, simpatia, fraternidade e outras joias são consideradas lixo entre os mal competitivos. Porque “abrem a guarda”. Ser gentil é mostrar fragilidade. O competidor matador fecha a cara e atropela. Aqui entre nós, tão ruim quanto os maus perdedores é o péssimo ganhador!
Dia desses, na festinha de aniversário do meu filho num bufê infantil, as moças que organizam a recreação fizeram lá pelas tantas a velha brincadeira da “dança das cadeiras” com as crianças. Na rodada final, disputando o último assento, restaram um menino e uma menina. Tal como um gladiador, para ganhar a peleja o garoto de nove anos empurrou a menina com tanta força que a machucou. A menina saiu chorando, os joelhos esfolados, e o menino foi festejado pelos amigos.
É triste mas é a verdade. A sanha de vencer a qualquer preço nos transforma, em qualquer idade, em perfeitos panacas. Cheios de motivação e energia, talhados em regras e chavões neurolinguísticos batidos mas tão esquecidos do óbvio: mais importante que ser melhor do que o outro é tratar o outro melhor.