‘DIVISAS’: Aposto que você conhece alguns deles. Pesquisas e cientistas políticos separam os eleitores segundo suas decisões. Os ideológicos são alinhados a um partido ou linha de pensamento. Votam com essa visão. Na outra ponta – os eleitores voláteis; sem apego a partidos, mudam o voto a cada eleição, dependendo das promessas ou do momento econômico.
DIVISORES: Ainda há os chamados eleitores de protestos os desiludidos com o sistema político. Eles anulam o voto, votam em branco ou em candidatos folclóricos. Restam ainda os eleitores desengajados; por falta de interesse políticos, costumam decidir o voto na última hora, sob influência das redes sociais ou parentes.
VALE TUDO: Novos escândalos pipocam com envolvimento de políticos e figuras do poder. Boa hora de recordar casos que atingiram candidaturas favoritas e alteraram o resultado das urnas. Como sempre, no período da campanha eleitoral chovem denúncias de corrupção, operações policiais e informações falsas contra adversários.
LEMBRA? Em 1989 Collor apresentou no horário eleitoral Miriam Cordeiro, ex-namorada de Lula, que o acusou de sugerir o aborto da filha do casal. Repercussão enorme e Collor venceu. Já em 2002 a candidata favorita Roseana Sarney foi envolvida na ‘Operação Lunus’ da PF e sua candidatura implodiu, cedendo lugar para José Serra na disputa contra Lula.
‘ALOPRADOS’: Em plena campanha (2006), integrantes do PT foram presos na tentativa de comprar documentos ligando os candidatos Serra e Alckmin ao escândalo das ambulâncias (Sanguessugas). O próprio Lula condenou a ação dos companheiros. A imprensa deu destaque ao fato, provocando desgastes e a eleição decidida no 2º turno.
PETROLÃO: O escândalo bagunçou a campanha presidencial de 2024, desgastando a presidente Dilma. A Operação Lava Jato revelou o esquema do Petrolão, com vazamento de depoimentos de diretores da Petrobras. Outro fato que mudou a dinâmica das eleições foi a morte do candidato Eduardo Campos num acidente aéreo.
FACADA & FAKE NEWS: Em 2018 Bolsonaro foi vítima de facada, retirando-o dos debates de rua, gerando profunda comoção popular em seu benefício eleitoral. A campanha foi caracterizada pelo escândalo do disparo em massa de notícias falsas nas redes sociais e pelo WhatsApp, inclusive com boatos nocivos ao pleito.
- JEFFERSON & ZAMBELLI: Dois fatos com aliados de Bolsonaro tencionaram o cenário no 2º turno de 2022. O ex-deputado Roberto Jefferson, resistiu a prisão e atirou contra os agentes federais. Já a deputada Carla Zambelli, às vésperas do 2º turno, sacou de uma arma perseguindo um cidadão negro em São Paulo. Os fatos prejudicaram a estratégia de Bolsonaro na busca de votos dos eleitores moderados.
CASO MASTER: É até aqui, o maior escândalo em 2026. As relações de figuras do governo e oposição com Daniel Vorcaro são graves: a verba doada para o filme de Bolsonaro, o envolvimento do senador Jaques Wagner, os atritos de Michelle Bolsonaro com Flavio Bolsonaro e os investimentos de risco prejudicando estados, municípios e investidores. Mas não se assuste. Há risco deste ‘cardápio’ virar mero ‘cafezinho da manhã’.
RESUMINDO: Esses escândalos impunes aumentam o desinteresse do leitor que prefere notícias menos desgastantes. Ele opta pelo segmento do besteirol, envolvendo o mundo artístico e esportivo por exemplo. O leitor, foi acometido de uma espécie de fadiga coletiva – mesclada com notório mau humor. E a tendência é piorar.
HUBERT ALQUÉRES: “ (-) A polarização entre lulismo e bolsonaismo organizou a vida política brasileira por quase uma década. Dominou eleições moldou identidades, mobilizou paixões e transformou adversários em inimigos existenciais. Hoje, porém, começam a surgir sinais de desgaste. Não porque as divergências tenham desaparecido. Ao contrário. Elas permanecem profundas (- )”
ASSUSTADOR: Pela pesquisa do Datafolha em junho, 67% dos brasileiros não se lembra em que votou há 4 anos para deputado federal e 66% para senado e deputado estadual. Essa falta de lembrança é o retrato sem retoques da falta de comprometimento do eleitor com as causas que dizem respeito ao Governo, país e estado e a ele próprio.
CARAVINA: Fiel ao estilo ‘Jovem Guarda’- aos 56 anos mantém o corte de cabelo onde aparecem os fios brancos. Mas não é por acaso. Desde a estreia na política em 2012, como prefeito de Bataguassu, participou de 12 eleições, como candidato e apoiador. Pode agregar apoio para tentar a presidência da Assembleia. Leva jeito.
LONDRES MACHADO: Conversei com o amigo Dorival Betini, após sua visita ao deputado. Segundo ele, o ‘Chinês’ tem uma interpretação estritamente religiosa sobre a perda da filha e se mostrou resignado com a tragédia – que é parte da vida. Lembrando Nietzsche: ‘O que não provoca minha morte, faz com que eu fique mais forte’.
NA ESTRADA: Ao seu estilo sóbrio, o governador Riedel se firmou como protagonista de uma nova fase social e econômica do Mato Grosso do Sul. Conseguiu com sua postura séeria granjear a respeitabilidade da sociedade. A oposição até que tenta ‘arrombar’ essa fortaleza, mas sem êxito. É o que mostram todas as pesquisas.
SENADO: Ouço políticos do interior e da capital, converso com pessoas anônimas no dia a dia e concluo: a disputa pelas duas cadeiras senatoriais é mais complicada do que a eleição ao governo. Pergunta-se: o que vai decidir: o poder do carimbo bolsonarista ou os currículos e propostas dos concorrentes?
TEMPERATURA MÁXIMA: O último lance desta guerra eleitoral foi a recente confirmação do presidente Valdemar C Neto, de que o Capitão Contar será o candidato número 2 do PL. Segundo pesquisas, a diferença entre Reinaldo, Contar e Nelsinho é pequena, sujeita a fatores diversos durante a campanha. A vitória será por ‘uma cabeza’.
BOBAGEM: Tenho notado em muitas manifestações pessoais um certo ‘policiamento’ ideológico a respeito do futuro político da nossa ex-senadora Simone Tebet. Noto mais: agora com a possibilidade dela disputar um cargo no estado de São Paulo, parece haver até uma torcida para seu insucesso nas urnas. Insisto: quanta bobagem – quanta pobreza de espírito. Pera lá! Simone tem seus méritos.
PILULAS DIGITAIS :
Michelle evoluiu de cuidadora de preso enfermo a pavio de Flávio. (Josias de Souza)
Quem sabe governar sempre encontra os que sabem obedecer. (Friedrich Nietzsche)
Flávio tem força, mas na Casa Branca. (Elio Gaspari)
Políticos em campanha soltam tantas pérolas que já não abrem mais a boca. Abrem as ostras. (José Simão)
Espere pelo mais sábio dos conselhos: o tempo. (José Saramago)
O privilégio de sentir-se em casa em qualquer lugar é dos reis, prostitutas e ladrões. (Balzac)
Michelle Bolsonaro bateu no fígado de Flavio. (Mario Sabino)
O pensamento parece uma coisa à toda, mas como é que a gente voa quando começa a pensar. (Lupicínio Rodrigues)
A vida pede coragem, não permissão. (João Guimarães Rosa)