Nas eleições deste ano, o Exército Brasileiro terá o menor número de militares concorrendo a cargos eletivos. Ao todo serão 50 integrantes da Força na disputa eleitoral de 2026, sendo cinco da ativa e os demais da reserva.
O número mostra uma redução de mais de 53% em relação à eleição de 2022, quando 107 integrantes do Exército concorreram. A queda é ainda mais elevada em comparação ao pleito de 2018, quando 115 militares da Força disputaram cargos eletivos.
Foi naquele ano que Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, se elegeu presidente.
Os dados fazem parte de um levantamento do Exército ao qual a coluna teve acesso com exclusividade. O prazo para registro de candidaturas terminou no sábado (15).
Os números chegaram ao Ministério da Defesa, que viu os dados como o resultado do trabalho da cúpula militar para despolitizar as Forças Armadas. Essa foi uma das bandeiras defendidas pelo chefe da pasta, José Múcio Monteiro, desde que foi anunciado ministro por Lula, em 2022.
Esse também foi um dos focos do comandante do Exército, Tomás Paiva. Poucos meses depois de assumir o posto, o general disse ao GLOBO que seu objetivo era “afastar a política do Exército” e justificou:
— Somos profissionais e temos que focar no nosso trabalho.
O governo Lula chegou a articular uma proposta que proíbe militares da ativa de disputarem cargos eletivos, mas a medida não avançou no Congresso. (Com Blog da Bela Megale/O Globo).
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)