Por mais de meio século, seo Godofredo cruzou estradas entre estados conduzindo comitivas de gado por diferentes regiões do Brasil. Aos 86 anos, o morador de Bela Vista guarda na memória as viagens que começaram quando tinha apenas 19 anos e só terminaram em 2014, depois de 54 anos na estrada.
A história começou ainda na juventude, quando ele vivia na Fazenda Margarida, a cerca de 60 quilômetros de Bela Vista. Criado no campo, o vaqueiro conta que aprendeu cedo a lidar com cavalos, aos 14 anos, já trabalhava na lida rural. Mais tarde, depois de servir ao Exército, encontrou nas comitivas o caminho que seguiria por décadas.
“Minha primeira viagem foi em janeiro de 1959, quando me convidaram para acompanhar uma boiada até o interior de São Paulo. Saí de uma fazenda aqui perto de Bela Vista e cheguei lá depois de 45 dias pra entregar os animais”, detalha.
Segundo ele, naquela época o transporte era feito por terra, sem caminhões boiadeiros. “A gente andava muito longe, descansava em fazendas pelo caminho e aproveitava os campos abertos para alimentar os animais”, explica..
Foi durante essas primeiras viagens que Godofredo chamou a atenção de um condutor experiente, que chefiava comitivas da região. O homem percebeu que o jovem tinha habilidade para contar e controlar o rebanho e começou a ensinar-lhe os detalhes do serviço.
“Ele falou para mim: ‘Você é um peão que está muito interessado na boiada. Você vai ser um grande condutor de boi’”, recorda.
Não demorou muito Godofredo passou a contar sozinho os 1.300 bois de uma comitiva e conquistou a confiança dos patrões. Logo depois, recebeu a responsabilidade de conduzir boiadas maiores, inclusive para frigoríficos…
Com o tempo, o vaqueiro passou a trabalhar para diferentes pecuaristas e aumentou as distâncias percorridas pelas comitivas. Além das viagens para São Paulo, Paraná e para todo Mato Grosso do Sul, ele levou boiadas para regiões do Paraguai.
Em uma das viagens, ele lembra que o contrataram para levar 1.000 vacas de Mato Grosso do Sul até Cascavel (PR). O percurso durou 80 dias e centenas de bezerros nasceram durante a viagem.
“A boiada tinha que ir mais devagar, não andávamos muito quilômetros por dia para que os animais recém-nascidos pudessem mamar e ganhar força. Quando cheguei lá, entreguei as mil vacas e mais 600 bezerros que nasceram na estrada” ,afirma.
Naquela época, uma comitiva costumava ter cinco peões, além do condutor e de um cozinheiro, que preparava as refeições durante os deslocamentos. “O cozinheiro era importante. O almoço precisava estar pronto perto do meio-dia, para todo mundo comer e retomar a viagem”, explica.
Apesar das longas distâncias, ele lembra que as condições da época ajudavam. “Tinha campos abertos, pastagens e água pelo caminho. O donos das fazendas também costumavam ajudar as comitiva na saída das terras e mostrava os lugares para descanso”, destaca.
Ao longo da carreira, Godofredo também acompanhou as mudanças no transporte de gado. Primeiro, conduzia os animais por terra até o destino. Depois, passou a embarcar boiadas em trens, acompanhando os animais até as cidades onde seriam entregues…
Ele chegou a transportar lotes de 500 bois por viagem para fazendas em Araçatuba (SP), em várias viagens entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. Quando os trens deixaram de ser uma opção, os caminhões boiadeiros começaram a ganhar espaço. Godofredo passou, então, a ajudar no embarque dos animais e continuou trabalhando com a compra e o transporte de gado..
Em 1968, o já experiente profissional decidiu trabalhar por conta própria. “Eu já trabalhava bem, conhecia pecuaristas de diferentes estados e isso ajudou”, pontua. A partir daí, continuou cruzando estradas e conduzindo rebanhos por longas distâncias, mantendo por anos a atividade que havia aprendido ainda jovem.
Godofredo encerrou as viagens em 2014, quando tinha 74 anos. Segundo ele, nos primeiros anos da aposentadoria, a saudade era tanta que ele chegava a sonhar. “Eu sonhava de noite que estava na estrada viajando”, lembra..
Hoje, aos 86 anos, ele vive em uma chácara, onde cuida das pastagens e mantém algumas vacas para tirar leite para o consumo da família. A vida é mais tranquila, mas a ligação com o campo continua presente. “Criei meus filhos e dos seis filhos que tive, quatro trabalham em fazendas. Pra mim é um orgulho saber que eles continuam no trabalho que aprenderam comigo”, comenta.
Mesmo já aposentado, todos os anos seu Godofredo revive os velhos tempos conduzindo uma cavalgada realizada anualmente em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. A festa acontece há 11 anos e virou uma tradição na cidade. “Dá para matar a saudade”, finaliza..
O acumulado de chuvas durante os 15 primeiros dias de outubro já supera todo o esperado para o mês em 85% do Estado, conforme dados do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Em Corumbá, o volume de chuva ficou 154% acima da média histórica.
As cidades com os maiores acumulados nos 15 primeiros dias de outubro foram Paraíso das Águas (294,6 milímetros), Dourados (290,4 mm), Amambai (281,6 mm), Maracaju (281,2 mm) e Campo Grande (272,8 mm).
O Cemtec/MS analisa dados das estações meteorológicas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), da Embrapa Agropecuária Oeste e da Semadesc, além de pluviômetros automáticos do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico). São 64 pontos de coleta de dados espalhados por todo Estado, e em apenas 10 o volume de chuvas registrado na primeira quinzena de outubro não superou o total esperado para o mês.
Entre os municípios com os menores volumes de precipitação no período estão Paranaíba (-46%), Sonora (-34%), Porto Murtinho – Fazenda São Luís (-21%) e Camapuã (-15%). Nessas localidades, os meteorologistas observam que a menor ocorrência de precipitação ainda requer atenção quanto aos níveis de umidade do solo e ao risco de incêndios florestais. No restante do Estado as chuvas superaram o esperado para o mês em percentuais que vão de 6% a 154%, isso em apenas duas semanas.
Em Campo Grande, o volume esperado para todo mês de outubro é 150 milímetros de chuva. Porém, todas as estações de monitoramento registraram acumulados expressivos que superaram essa média histórica até o dia 15: no Córrego Anhanduizinho foram observados 272,8 mm (81% acima do esperado), no Jardim Panamá 238,2 mm (+58%), na UPA Aparecida Gonçalves Saraiva 235,0 mm (+56%) e na estação INMET/Embrapa 221,6 mm (+47%).
Os meteorologistas do Cemtec/MS indicam que há previsão de ocorrências de mais chuvas em todo Estado até o fim do mês, fazendo com que os acumulados superem ainda mais o esperado para o período, sobretudo nas regiões Centro e Sul. Essa condição está relacionada com a atuação do fenômeno El Niño (que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico e provoca alterações no clima em todo o Planeta) em todo trimestre que se estende de outubro a dezembro.
Embora ainda sejam frequentemente associados aos momentos finais da vida, os cuidados paliativos podem começar muito antes. Pessoas com doenças crônicas ou outras condições que ameaçam a vida podem receber esse acompanhamento desde o diagnóstico, inclusive enquanto realizam tratamentos para controlar ou curar a doença.
O propósito é aliviar o sofrimento, controlar a dor e outros sintomas e oferecer apoio diante das mudanças e dos desafios que podem surgir ao longo do tratamento. Mais do que cuidar da doença, essa abordagem busca olhar para a pessoa, respeitar suas necessidades e contribuir para que ela tenha mais conforto, autonomia e qualidade de vida, com o apoio de seus familiares.
Em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) instituiu, recentemente, o Núcleo Estadual de Cuidados Paliativos, para coordenar a implementação da Política Nacional de Cuidados Paliativos e contribuir para a organização dessa assistência na rede pública de saúde.
A abordagem também acolhe familiares e considera as necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais de cada pessoa.
A médica paliativista Fernanda Romeiro, integrante do Núcleo Estadual de Cuidados Paliativos, explica que a assistência especializada ainda está em fase de estruturação no estado.
Atualmente, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) conta com uma equipe que acompanha pacientes internados na unidade, enquanto o planejamento estadual busca ampliar o alcance dessa abordagem para outros serviços e regiões.
“A proposta é começar pelas macrorregiões de saúde e, posteriormente, avançar para um processo de matriciamento, levando conhecimento e suporte aos profissionais que atuam no interior, principalmente por meio da telemedicina”, explica a médica.
O matriciamento é uma forma de trabalho compartilhado em que profissionais especializados orientam e apoiam as equipes que acompanham os pacientes no dia a dia. Com essa troca de conhecimentos, os serviços que ainda não dispõem de especialistas podem ampliar sua capacidade de oferecer cuidados paliativos, com suporte técnico para avaliar as necessidades de cada pessoa e definir as condutas mais adequadas.
A iniciativa busca ampliar o acesso ao atendimento, preparar os profissionais e fortalecer a integração entre os serviços de saúde, desde a APS (Atenção Primária à Saúde) até os hospitais e a assistência domiciliar. Entre as ações previstas estão a capacitação das equipes, a articulação dos serviços e a construção de estratégias para levar esse cuidado a mais regiões do estado, além de iniciativas educativas para esclarecer a população sobre o tema.
Núcleo estadual organiza a implantação da política
Vinculado diretamente ao Gabinete da SES, o Núcleo Estadual de Cuidados Paliativos foi criado para coordenar as ações da política nacional em Mato Grosso do Sul e aproximar as áreas responsáveis pela assistência à população. Participam dessa articulação setores ligados à atenção primária, à assistência hospitalar, à regulação, à assistência farmacêutica, à educação na saúde e à saúde digital, além da FUNSAU (Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul).
O trabalho conjunto busca organizar os caminhos percorridos pelos pacientes na rede de saúde, discutir critérios para o atendimento e propor estratégias para facilitar o acesso a medicamentos e insumos necessários ao cuidado.
O núcleo também tem entre suas atribuições fortalecer a comunicação entre os serviços, apoiar a continuidade da assistência nas transições entre diferentes pontos da rede, incentivar o atendimento domiciliar e promover a educação permanente dos trabalhadores do SUS (Sistema Único de Saúde).
A proposta é construir uma atuação articulada, considerando as necessidades dos pacientes e familiares e a estrutura disponível nos serviços de saúde do Estado.
Ampliação do atendimento
Segundo a médica paliativista Fernanda Romeiro, também está em avaliação a criação de núcleos especializados nos principais hospitais do Estado.
De acordo com a profissional, a capacitação das equipes que já atuam na rede é uma das estratégias para ampliar o acesso à assistência, diante da disponibilidade ainda limitada de especialistas na área.
“Os cuidados paliativos são uma abordagem que pode e deve ser ofertada em todos os níveis de atenção à saúde. Isso inclui a atenção básica, o serviço de atenção domiciliar e todos os demais pontos de atenção da rede”, destaca.
Essa integração é importante para que o cuidado não fique restrito ao ambiente hospitalar. Por acompanhar os usuários e suas famílias de forma contínua, a Atenção Primária à Saúde pode ajudar a identificar necessidades precocemente, orientar os pacientes e articular o acompanhamento com outros serviços. Quando indicado e conforme a organização da rede, o cuidado também pode ser realizado no domicílio, respeitando as condições e as necessidades de cada pessoa.
Acolhimento e atendimento humanizado fazem a diferença na saúde de MS
Informação ajuda a superar estigmas
Além de organizar os serviços e qualificar os profissionais, outro desafio é ampliar o conhecimento da população sobre os cuidados paliativos. A falta de informação e a associação exclusiva com a proximidade da morte podem gerar receio e dificultar a procura por esse tipo de acompanhamento.
“Precisamos começar por essa transformação na sociedade, para que as pessoas entendam que os cuidados paliativos não se limitam exclusivamente ao fim da vida”, afirma Fernanda.
A médica ressalta que iniciar o acompanhamento mais cedo permite estabelecer uma relação de confiança com o paciente e seus familiares, compreender suas preocupações e identificar o que é importante para cada pessoa. Esse vínculo ajuda a orientar o cuidado de acordo com as necessidades individuais, favorecendo o controle dos sintomas, o suporte durante o tratamento e o alívio do sofrimento provocado pela doença e, eventualmente, pelas terapias utilizadas.
Os cuidados paliativos não significam interromper o tratamento nem deixar de buscar o controle ou a cura da doença. As abordagens podem acontecer ao mesmo tempo, conforme a condição clínica e as necessidades do paciente. Ao longo do acompanhamento, a equipe pode reavaliar as condições de saúde e adaptar o plano de cuidado sempre que necessário.
Com a instituição do Núcleo Estadual de Cuidados Paliativos, a SES busca organizar e fortalecer essa assistência em Mato Grosso do Sul, aproximando os serviços e ampliando o suporte aos profissionais.
A construção dessa rede tem como foco garantir que pacientes e familiares encontrem acolhimento, orientação e cuidado adequado às suas necessidades, com atenção à qualidade de vida em todas as etapas do tratamento.
O novo boletim do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) divulgado, nesta segunda-feira (19), aponta elevação nos níveis dos rios Dourados e Pardo, enquanto que o Rio Miranda apresenta redução na medição mais recente. O levantamento reúne dados de monitoramento hidrológico de diferentes regiões do Estado e informações meteorológicas para os próximos dias.
Na estação de Dourados, o nível do rio chegou a 423 centímetros nesta segunda, ante 416 centímetros no dia anterior, uma elevação de sete centímetros. A cota está 113 centímetros acima do nível de estiagem, estabelecido em 310 centímetros, e ultrapassa a cota de alerta, fixada em 400 centímetros.
No Rio Pardo, a estação Fazenda Buriti registrou 609 centímetros, contra 580 centímetros no domingo (18), um aumento de 29 centímetros. O nível está 79 centímetros acima da cota de estiagem, de 530 centímetros, mas permanece abaixo da cota de alerta, estabelecida em 630 centímetros.
Rio Miranda teve queda da elevação (Foto: Ricardo Campos Jr)
Rio Miranda apresenta redução
Na estação de Miranda, o nível passou de 679 centímetros no domingo para 675 centímetros nesta segunda-feira, uma queda de quatro centímetros. Apesar da redução, a medição permanece acima da cota de alerta, definida em 600 centímetros, e 75 centímetros abaixo da cota de emergência, estabelecida em 750 centímetros.
O Rio Taquari, monitorado em Coxim, também apresentou queda. O nível passou de 405 centímetros para 395 centímetros, ficando cinco centímetros abaixo da cota de alerta, fixada em 400 centímetros.
No Rio Paraguai, a estação de Ladário registrou 128 centímetros, dois centímetros abaixo da medição anterior. Em Porto Esperança, o nível caiu de 71 para 70 centímetros. Já em Porto Murtinho, os dados indicam elevação de 306 para 311 centímetros. A estação de Palmeiras, por sua vez, apresentou redução de 493 para 394 centímetros.
Possibilidade de chuva em diferentes regiões
De acordo com a previsão meteorológica elaborada pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS), entre os dias 15 e 27 de outubro são esperados acumulados de chuva entre aproximadamente 50 e 250 milímetros no Estado, com registros pontuais que podem superar 270 milímetros.
Os maiores volumes, entre 150 e 250 milímetros, são previstos principalmente para as regiões sul, sudoeste, central e sudeste. Nas regiões leste, nordeste e oeste, que abrange o Pantanal, a previsão aponta acumulados entre 70 e 140 milímetros. Na região norte, os volumes devem variar de 50 a 85 milímetros.
Para esta segunda-feira, a previsão indica melhora nas condições do tempo, com sol e variação de nebulosidade em grande parte de Mato Grosso do Sul. O período também é marcado pela possibilidade de temperaturas mínimas entre 10°C e 12°C, principalmente na região sul, além de ventos do quadrante sul, com velocidades entre 30 e 50 km/h e possibilidade de rajadas superiores a 50 km/h em pontos isolados.
Monitoramento dos rios
A Sala de Situação do Imasul acompanha os níveis dos rios por meio de estações de monitoramento distribuídas em diferentes bacias hidrográficas do Estado. Os dados apresentados no boletim têm como referência as medições realizadas às 7h, no horário local, e permitem acompanhar as variações dos níveis dos cursos d’água.
As informações hidrológicas são obtidas principalmente por meio do sistema de telemetria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Gustavo Escobar, Comunicação Imasul Foto da capa: Victor Argelho (Rio Dourados)
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) recomendou a ampliação excepcional e temporária do público-alvo para a vacinação com a meningocócica ACWY no Estado. A medida busca ampliar a proteção contra a doença meningocócica e reforçar as ações de imunização, de acordo com as orientações do PNI (Programa Nacional de Imunizações).
A resolução prevê a intensificação da busca ativa de crianças menores de cinco anos e adolescentes de 11 a 14 anos que não foram vacinados ou estão com o esquema vacinal incompleto. Também recomenda reforçar a divulgação e a oferta da vacina aos grupos com indicação de imunização na RIE (Rede de Imunobiológicos Especiais).
A estratégia contempla ainda a possibilidade de ampliação da vacinação para adolescentes de 15 a 17 anos e trabalhadores da saúde, conforme o atendimento dos grupos prioritários, a cobertura vacinal alcançada e a disponibilidade de doses nos municípios.
O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, destaca a importância de manter a vacinação em dia e de aproveitar a estratégia para ampliar a proteção dos públicos contemplados. “A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e dos adolescentes e procurem uma unidade de saúde para conferir se há doses pendentes. A ampliação será realizada por etapas, considerando o atendimento dos grupos prioritários e a disponibilidade de vacinas em cada município”, afirma.
Ampliação por etapas
Conforme a resolução, a vacina meningocócica ACWY poderá substituir a meningocócica C, nas doses previstas para crianças aos três e cinco meses de idade, correspondentes à primeira e à segunda dose do esquema vacinal, observadas as orientações técnicas vigentes do PNI.
Após o atendimento dos grupos prioritários e desde que haja cobertura vacinal satisfatória, a vacinação poderá ser ampliada para adolescentes de 15 a 17 anos, conforme a disponibilidade de doses.
A resolução também prevê a possibilidade de vacinação de trabalhadores da saúde caso persistam doses disponíveis após o atendimento dos grupos prioritários. Nesse caso, a prioridade será para profissionais que atuam em serviços de referência no atendimento de casos suspeitos de meningite.
A SES reforça a importância de verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para atualizar as doses indicadas para cada faixa etária, conforme o Calendário Nacional de Vacinação e as orientações das equipes de imunização.
Cenário epidemiológico
De acordo com os dados considerados na resolução, entre janeiro e 9 de setembro de 2026, Mato Grosso do Sul confirmou 20 casos de doença meningocócica. Desse total, 11 foram causados pelo sorogrupo B, com registro de um óbito; sete pelo sorogrupo C; e dois pelo sorogrupo W.
A doença meningocócica pode evoluir rapidamente e causar quadros graves, como meningite e meningococcemia, além de sequelas e óbito. Crianças menores de cinco anos estão entre os grupos mais vulneráveis, enquanto adolescentes e adultos jovens também merecem atenção, especialmente em situações de surtos.
A vacinação é uma das principais medidas de prevenção. A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria meningococo: A, C, W e Y. Como a proteção pode diminuir ao longo do tempo, é importante manter o esquema vacinal atualizado, conforme as recomendações de saúde.
Vacinação de rotina
No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina meningocócica C é indicada para crianças aos três e cinco meses de idade, com reforço aos 12 meses utilizando a vacina meningocócica ACWY. Para adolescentes de 11 a 14 anos, a recomendação de rotina é uma dose da vacina ACWY.
A SES orienta pais e responsáveis a verificarem a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes e procurarem uma unidade de saúde para conferir as doses pendentes. A aplicação no âmbito da estratégia temporária dependerá da disponibilidade de doses e das orientações operacionais estabelecidas pelos municípios.
As doses administradas deverão ser registradas nos sistemas oficiais de informação do Programa Nacional de Imunizações, conforme as regras previstas na resolução.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto: Bruno Rezende
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Pit Stop Centro Automotivo – Loja 2
Endereço: Rua Barão do Ladário, nº 1779, em frente à Gazin, Bela Vista (MS).
Contatos: (67) 98438-0668 / (67) 99938-3211.
Serviços: autopeças, oficina mecânica, troca de óleo e guincho 24 horas.
Pit Stop Centro Automotivo: seu carro merece cuidado, qualidade e confiança!
Pitstop Auto Peças inaugura nova filial em Bela Vista e amplia serviços automotivos