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Bela Vista-MS Terça-Feira, 07 de Julho de 2026

Tidas como “exemplos” pelas entidades que apoiam o retorno das aulas presenciais na rede privada em Campo Grande, as 7 cidades sul-mato-grossenses que liberaram as escolas particulares a abriram suas portas viram um aumento de até 30 vezes, juntas, no total de pessoas que contraíram a doença após a medida.

Os dados foram comparados pelo Jornal Midiamax com base nas datas em que as prefeituras emitiram autorizações para que as escolas abrissem e nos informes da Secretaria de Estado de Saúde sobre o volume de infectados. Nesta quinta-feira (3), reunião no Ministério Público de Mato Grosso do Sul definiu que a rede privada de Campo Grande poderá voltar a receber alunos em 21 de setembro, mas apenas na faixa de 0 a 5 anos e com limitação de 30% da capacidade das salas. Além disso, a taxa de ocupação de UTIs na cidade deve se manter inferior a 85%.

Em todos os casos, porém, a medida das prefeituras valeu apenas para a rede privada e mediante a adoção de medidas de biossegurança.

São Gabriel do Oeste é um exemplo de cidade que liberou as aulas particulares antes de a Covid-19 avançar sobre sua população. Depois de retomar as aulas em meados de maio, voltou a suspendê-las em 22 de junho, quando o total de infectados chegou a 80 –naquele momento, a incidência da doença era de 298,8 casos por 100 mil habitantes, a 10ª maior do Estado.

A nova autorização para funcionamento das escolas veio em 3 de julho, quando a cidade mais que dobrou o número de doentes –162 casos, com a incidência disparando a 605,1 casos por 100 mil habitantes. Nesta quinta-feira (3), São Gabriel do Oeste totalizou 808 casos (incidência de 2.968,3 por 100 mil, a sexta maior em ) e chegou a 5 mortos.

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Contudo, o município não foi o primeiro da lista a liberar as aulas presenciais na rede privada. Em Amambai, desde 3 de junho um colégio particular teve autorizado o funcionamento, mediante a adoção de medidas de biossegurança –que vão da higienização dos alunos ao distanciamento social nas aulas. Cinco dias depois, alunos do Ensino Médio foram chamados a retornar, e os do Fundamental, no dia 15 de junho.

Abre e fecha

O assessor jurídico da Prefeitura de Amambai, Caio Fachin, explicou que, apesar disso, diante do surgimento de casos de Covid-19 no município, a própria escola achou por bem suspender as aulas –que começaram a ser retomadas recentemente, ainda seguindo o plano de biossegurança aprovado pelo Comitê Municipal de Enfrentamento e Prevenção ao Covid-19.

“Esse plano trazia o espaçamento entre carteiras, desinfecção das salas de aula e proibição de lanches. Apenas aulas seriam liberadas, com tapetes na entrada da escola e salas com desinfetante para calçados, e a redução no número de alunos. Além do uso de máscaras e outras”, salientou. “Mas a própria escola decidiu por bem suspender as aulas de novo com o aumento de casos. Em tese, hoje tem autorização para funcionar”.

Em 3 de junho, Amambai registrara 6 casos de coronavírus, sem óbitos. O boletim da Secretaria de Estado de Saúde desta quinta contabilizou 4 óbitos e 177 infectados no município (quase 30 vezes mais). A taxa de incidência é de 444,4 casos por 100 mil habitantes, a 62ª do Estado. Na próxima semana, o comitê de combate à Covid-19 na cidade deve analisar a flexibilização das medidas, com o retorno da Educação Infantil.

Reabertura antes do pico

Em 3 de agosto, foi a vez da Prefeitura de Maracaju liberar o retorno das aulas presenciais nas escolas particulares. Naquele momento, a cidade tinha 214 casos de coronavírus e 3 óbitos. Nesta quinta-feira, o volume de casos chegou a 333 (aumento de 55,6% no período) e 4 óbitos, com taxa de incidência de 693,4 por 100 mil –a 48ª do Estado.

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Dois dias depois, uma escola particular de Bela Vista também informava o retorno das atividades presenciais no município que, até aqui, está entre os mais baixos índices de incidência e de casos do Estado. Em 5 de agosto, não havia mortes na cidade, e o volume de doentes desde o início da pandemia era de 14 (taxa de incidência de 56,8, a 73ª ou sétima mais baixa).

No último boletim, além de atribuir um óbito ao município, a SES apontou que o total de infectados chegou a 21 –alta de 50%, com a incidência subindo para 84,9 por 100 mil mas, apesar de crescer, graças aos resultados de outras cidades, ser a 78ª e segunda mais baixa de .

Em 6 de agosto, foi a vez de Chapadão do Sul autorizar o retorno das aulas presencias na rede privada. Naquele momento, a cidade registrava 377 casos (incidência de 1.495 casos por 100 mil, a 10ª maior do Estado) e 3 óbitos. Hoje, a cidade totaliza 8 mortes relacionadas à Covid-19 e 554 casos (incidência de 2.141,9 por 100 mil, a 15ª mais alta), aumento de 46,9% no total de infectados no período.

Ribas do Rio Pardo presencia a reabertura das escolas particulares para atividades presenciais desde 14 de agosto, com 52 casos de Covid-19 registrados desde o início da pandemia (incidência de 211,3, a 11ª mais baixa do Estado). Em menos de um mês, o total de pacientes quase dobrou: são 103 no total (incidência de 412,6, a 16ª menor), com um óbito.

Em Ribas, assim como em todas as cidades sul-mato-grossenses no atual momento, as escolas municipais seguem fechadas –seguindo também orientações da rede estadual, que ainda não tem uma data para o retorno das aulas normais. O ensino vem ocorrendo à distância, também de olho na volta das atividades em outros Estados.

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No Amazonas, por exemplo, após as aulas serem liberadas em Manaus, mais de 300 professores relataram terem sido infectados pela Covid-19.

O último município a confirmar o retorno das atividades presenciais nas escolas particulares foi Bataguassu, que anunciou a medida em 28 de agosto. Nesta quinta, a cidade registrou 742 casos positivos de Covid-19 (incidência de 3.181,1 por 100 mil, a terceira maior). O total de óbitos era o mesmo há 6 dias (6), mas os infectados eram 715 (incidência de 3.065,4 por 100 mil, a segunda maior do Estado). A doença avançou 3,77% no período.

Fonte: Midia Max